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A ilha da Santa Marta n�o � muito distinto...
de qualquer outra das ilhas mais pequenos do Caribe.
Montanhas imponentes, praias de ouro branco...
coqueiros e sol tropical quente.
Tem uma popula��o de ao redor de 1 00 000...
e 9/ 1 0 dela s�o negros ou mesti�os.
Sua principal ind�stria � a produ��o de a��car, copra, cacau...
e sua exporta��o.
Originalmente era uma ilha francesa.
Seus oper�rios chegaram em navios negreiros da Costa Dourada da �frica...
faz quatro e meio s�culos...
e agora � uma col�nia da Coroa inglesa.
Isso resume qu�o feitos achar� nas guias de turistas, Sr. Bradshaw.
Mas como jornalista, querer� ver o mais poss�vel de nossa ilha.
Se tiver alguma d�vida, comunique-se com a Couve. Whittingham.
N�o h� nada como ser amigo da pol�cia, n�, coronel?
- Sim, senhor. - Denis.
- Senhor? - Tem um hotel para o Sr. Bradshaw?
- O St. James. - Bem.
� muito c�modo o St. James. T�m um bar excelente.
N�o bebo, senhor.
- Por ordens do doutor. - L�stima.
Veremo-lo esta tarde na recep��o.
Obrigado, Sua Excel�ncia. Sua Excel�ncia, uma pergunta mais.
Interessa-me muito a nova Constitui��o...
que dar�o �s ilhas.
Acredita que os antilhanos est�o preparados para governar-se sozinhos?
Quando chegar a conhecer melhor a ilha, Sr. Bradshaw...
ser� um prazer falar disso com voc�
bom dia, senhor.
H� muito descontente nas ilhas, coronel?
O crime � meu trabalho, Sr. Bradshaw, n�o a pol�tica.
Sylvia?
Sylvia.
- Adeus, Mavis. Logo nos vemos. - Adeus.
- Quer ajuda? - Sim.
Pois, chama a algu�m.
Maxwell, que agrad�vel surpresa. N�o te esperava at� mais tarde.
- S� demorarei um minuto. - Esperarei.
Por favor, amor. Estou acalorada e pegajosa.
- Viu seu pai? - Almo�amos no clube.
Minha m�e retornar� amanh� de Barbados. Disse-te minha irm�?
- Ah, a� est�. - Aqui est�o as toalhas.
Obrigado, encanto. irei tomar banho me.
lhe diga ao Mavis que a veremos na festa.
De acordo.
- Como esteve a praia? - Divertida.
- Foi algu�m que eu conhe�a? - J� sabe, o grupo de sempre.
A que hora � a festa na casa do governador?
O convite dizia que �s 5:30.
O convite dizia que �s 5:30.
Ocorre algo mau?
Tem um olhar muito estranho.
N�o come�ou a fumar cigarros eg�pcios, verdade?
N�o. por que?
Ser� melhor que v�.
ir�s receber a mam�e ao avi�o amanh�?
N�o, papai ir�. por que n�o vai com ele?
- Ela preferiria que voc� fosse. - Pois--
- lhe diga a Sylvia que a verei mais tarde. - Estraguem.
- � voc�, meu amor? - Sim.
Teremos que nos dar pressa. Que hora dizia no convite?
5:30. Temos que ir?
- Preferiria ficar no Belfontaine. - N�o podemos faltar.
� o protocolo.
Al�m disso, � uma festa de bem-vinda para o �nico filho de lorde Templeton.
- Como se chama? - Quem?
O filho do governador.
Acredito que Euan.
Vi sua foto no Tatler.
D�-me um len�o de papel?
Esteve apostado no Meio Oriente durante 18 meses.
Estas ser�o suas f�rias. Ir� a Oxford no outono.
Parece que sabe muito dele.
J� conhece a ilha.
Um jovem branco, solteiro, com t�tulo e rico--
C�us. De que mais crie que falam as garotas?
- N�o est� ciumento, ou sim, amor? - um pouco.
Do que?
De qualquer com todas essas virtudes.
Esse � o castigo por estar t�o apaixonado por ti.
Que lindo.
Algu�m veio � casa hoje?
- � casa? - Enquanto estive na cidade.
N�o, n�o que eu saiba.
- por que? - S� queria saber.
Amor, deve te vestir ou n�o chegaremos � festa.
A Sra. do Voeux.
A Sra. do Voeux � chefa de enfermeiras do hospital.
Seu filho � capit�o da melhor equipe de cricket. Meu filho Euan.
Sei com exatid�o como se sente o jovem Templeton.
18 meses de servi�o militar no Meio Oriente.
Deserto, pulgas e nenhuma mulher em quil�metros.
Tudo bem?
Como vai?
N�o � necess�rio que fa�a guarda, filho.
Eu ficarei de guarda. Voc� v� fazer campanha.
Obrigado, senhor.
N�o. N�o posso entrar. N�o me convidaram.
N�o posso chegar sem convite � casa do governador.
Mas pode se estiver com o David Boyeur.
Direi que � minha prima. O que importa?
me importa. Se entrar, entrarei sendo Margot Seaton.
Se tiver que ir, irei sendo Margot Seaton.
Por mim est� bem, se assim o quiser.
Poderia te colocar em uma confus�o com o governador.
A mim? Em uma confus�o com o governador?
Templeton me necessita mais do que eu o necessito a ele.
Na verdade quer que v�?
Sim. � uma idiota ao lhe temer a essa gente de l�.
Que caso tem?
Poderiam tirar-se da entrada?
Entraremos.
Muito bem. Mas lhe advirto isso, poderia te arrepender.
O que bebem as garotas de veintitantos...
na praia na Santa Marta, coronel?
- Limonada com rum, parece-me. - Limonada com rum?
Amanh� pela tarde, com um recipiente t�rmico de limonada com rum?
Com permiss�o. A� est� meu pai.
Ah, a� est�.
Come�ava a pensar que minha secret�ria esqueceu te convidar.
- Sua Excel�ncia, a Srta. Margot Seaton. - Tudo bem?
Desculpa-me?
H� um jornalista americano que quero que conhe�a.
Ter�-lhe explicado qu�o perigoso sou.
� obvio. Um revolucion�rio nacional.
A imprensa � um chateio, mas existe.
Yyo acredito em cooperando com o que existe.
Sou Denis Archer, o assessor do governador.
Como � que alguma vez a tinha visto?
Possivelmente porque compra sua pasta de dente em outra farm�cia.
Como interpreto isso?
Trabalho na farm�cia Bon Parta.
Nesse caso, trocarei de farm�cia.
Quer saber o que fa�o aqui, verdade?
- Pois-- - N�o me convidaram.
David Boyeur me desafiou a que viesse.
Eu n�o gosto que me desafiem.
J� vejo.
A pr�xima vez verei que a convidem oficialmente.
O coronel falou-me que o David Boyeur.
S�rio?
Sim. � um homem podendo real.
Notem-se no tratamento especial que lhe d� Sua Excel�ncia.
Que estranho, em todos os anos que levo na ilha, nunca o conheci.
Eu sim. Trabalhava nas cozinhas...
no Hotel St. James quando viv�amos a�.
Yyo era muito jovem.
- chegou longe ap�s. - Muito longe.
por que n�o aceita a provoca��o do Boyeur?
O que quer dizer?
Com a Constitui��o nova, tentar� conseguir...
a assembl�ia legislativa na pr�xima elei��o geral.
Alguns de seus fazendeiros deveriam de lan�ar-se � pol�tica, e r�pido.
Lutar nas urnas. Que os escolham.
- Eu? - Sim. por que n�o?
O sobrenome Fleury � importante aqui.
Todos respeitam a seu pai, inclusive os anti--
Tem muitas probabilidades de ganhar.
Fuma estes muito freq�entemente?
S� em ocasi�es especiais.
S�o eg�pcios, verdade?
Sim, fazem-me isso no Cairo. � dif�cil traz�-los aqui.
Minha inf�ncia n�o foi distinta...
da de outros meninos com os que cresci.
Sempre era a mesma hist�ria.
Rum e ginger-ale, por favor.
Sem oportunidade para nada.
Ningu�m a quem acudir, ningu�m que emprestasse aten��o.
Assim comecei a organizar.
Uma luta importante foi contra a tradi��o.
A esta ilha a constrangem as tradi��es.
- Est� de acordo com isso, Sr. Fleury? - O que?
O Sr. Boyeur diz que crie que � ilha a ata a tradi��o.
O que quer o Sr. Boyeur que fa�amos? as esquecer?
O Sr. Fleury fala como se as tradi��es fossem s� delas.
N�s temos as nossas.
Seria o �ltimo em priv�-lo de suas tradi��es.
Quais, Sr. Fleury?
as dos navios negreiros...
ou dos canaviais trabalhando como animais?
Ou as que temos agora, as que criamos diariamente...
apesar dos navios e dos canaviais?
N�o, Sr. Bradshaw, n�o viveremos como nossos pais.
Seu pai, se mal n�o recordar...
trabalhou na planta��o de meu pai.
- At� que morreu. - Lhe tratou bem...
embora estivesse doente e n�o trabalhasse.
Isso foi caridade, Sr. Fleury.
O que queremos � igualdade.
O que quero � um gole. E voc�, Maxwell?
N�o, n�o quero. Tenho uma enxaqueca.
- Voc� molesta se formos? - Agora? Acabamos de chegar.
- Iremos ao clube mais tarde. - Disse a Sylvia que n�o queria vir.
Podemos socializar em outra ocasi�o. Desculpam-nos?
Mavis, Sr. Bradshaw, coronel.
D�-me gosto verte, David Boyeur.
D�-me gosto v�-la de novo, Srta. Norman.
- Fazia muito que n�o nos v�amos. - Sim.
Para falar a verdade, voc� tinha 12 anos.
Foi em uma festa de meninos no jardim do St. James.
- E ganhou um pr�mio. - Sim? por que?
Pela carreira de obst�culos.
N�o ganhei muitos pr�mios ap�s.
Em realidade, lembran�a que a vi da janela da cozinha.
N�o foi um grande pr�mio. Contos do Shakespeare, dos Lamb.
Voc� ganhaste coisas melhores.
Possivelmente.
Desculpem. S� uma pergunta mais, Sr. Boyeur.
Qual lhe parece o problema mais importante da ilha?
A cor, Sr. Bradshaw. A cor.
Desculpam-me?
Tomemos o caminho contig�o ao mar.
N�o vir�?
Eu gostaria de ficar um momento aqui.
Que bela noite, n�o crie?
De que humor est� agora?
Seu amigo Carson e voc� acreditam que deveria me dedicar � pol�tica?
O que fez na festa foi tolo:
insultar deliberadamente ao David Boyeur desse modo.
- Pode ser perigoso. - Eu tamb�m.
Esquece ao Boyeur. Falemos do Carson. � interessante, n�o crie?
Foi � guerra. Solteiro. O tipo de coisas que gostam �s mulheres.
Hilary � bom.
Se fosse mulher, eu gostaria mais Carson que Euan Templeton.
Mas foi ao Euan ao que perseguiram todas as garotas.
Que l�stima que voc� n�o possa faz�-lo.
Conhe�o-te. Inveja ao Jocelyn e �s solteiras...
porque desejaria s�-lo.
Isso � verdade, n�o?
Maxwell, basta. Rasgar� meu vestido.
Sabe? Nunca rasguei nenhum teu vestido.
- me leve a casa. - A casa.
As mulheres se aborrecem de fazer o amore em um mesmo quarto.
Uma mudan�a de paisagem ajuda.
Basta.
me conte do Egito. Foi terrivelmente aborrecido?
Muitas pir�mides.
N�o havia suficientes garotas?
Nenhuma que valesse a pena mencionar em uma carta a casa.
Crie que fique ponche no recipiente t�rmico?
- Est� o suficientemente frio? - Estraguem.
Como � sua vida aqui? Alegre?
N�o muito. � uma ilha pequena e h� uma d�zia de garotas como eu.
E n�o h� suficientes homens.
Os navios chegam �s vezes. Turistas, marinheiros.
pensaste em ir daqui?
- Constantemente. - Aonde?
N�o sei. Paris. Londres.
Realmente n�o importa.
Sabe? Um se farta de tanto sol.
O que far� quando deixar Oxford?
Espera-me um banco na C�mara dos Lores.
- Esqueci-o. Tem um t�tulo. - N�o o diga assim.
Havia um cabo no Ex�rcito.
Causava-lhe prazer ler meu nome completo em voz alta:
"Soldado o honor�vel lorde Templeton, E.J.; n�mero 6139".
Suponho que sim soava engra�ado.
Quando estive no Egito, tendia-me na praia...
fechava os olhos e rezava ao Al�.
"Por favor, Al�", dizia eu.
"Quando abrir os olhos, que haja uma garota linda junto a mim".
Obrigado, Al�.
Ol�.
- Quero pasta de dente. - De que tipo?
- Qualquer dessas. - A grande ou a pequena?
Qual � a diferen�a de pre�o?
A grande custa 36. A pequena costa 24.
Levarei-me a grande.
Srta. Seaton, ir� com algu�m ao baile das enfermeiras?
- David Boyeur me convidou. - E se eu a convidasse?
Far�-o?
Temo que ele ter� que achar a algu�m que a substitua.
Para falar a verdade, aqui tenho um convite oficial.
O que diz?
Diz: "O governador tem o agrado...
de convidar � Srta. Margot Seaton a sua mesa...
na ter�a-feira 1 5 de mar�o �s 8:00 p.m."
Passarei por voc�
Esqueceu sua mudan�a.
Rita. J� terminou com minha esposa?
Sinto muito. Sua esposa n�o est�. Veio cedo...
mas sua entrevista � amanh�.
- Disse aonde ia? - N�o.
Amor, lamento-o. Leva muito tempo esperando?
Disse ao Maxwell que ia pentear me...
e resultou que minha entrevista � amanh�.
Por sorte, sua esposa se topou comigo.
Hilary foi muito am�vel. Insisti em que fora de compras comigo.
Foi muito aborrecido?
Uma das duas paix�es da mulher: as compras.
- O que comprou? - Um biqu�ni.
- � espetacular, n�o? - Assim �.
Passa os la�os a praia quando o puser, velho.
Ser� melhor que vamos.
Que sorte que te topou com a Hilary Carson, n�o?
Sim.
- Segue fumando esses cigarros? - Quais cigarros?
Os caros, de filtro dourado...
que lhe fazem no Cairo.
Possivelmente isso necessito para ter mais �xito com minha esposa:
- uma marca especial de tabaco. - N�o sei do que h�--
Se mal n�o recordar, � amiga do David Boyeur.
Sim, sou-o.
� um jovem ao que lhe vaticino um futuro brilhante.
Devem estar muito orgulhosos dele.
Isso nos diz ele: dever�amos est�-lo.
Denis me diz que trabalha na farm�cia Bon Parta.
- Denis? - Denis Archer, minha ajuda de campo.
- Ah, sim. - Confidencialmente, n�o � muito bom.
� um sujeito estranho, escreve livros.
� muito ambicioso. Agrada-me.
Eu tamb�m sou muito ambiciosa.
Sou taqu�grafa.
Tomo taquigrafia e datilografo.
Sou taqu�grafa qualificada.
N�o ter� um lugar para mim?
Pois--
- N�o sabia que dan�ava t�o bem. - Obrigado, Srta. Seaton.
Obrigado, Sua Excel�ncia.
� uma honra dan�ar com o governador.
- Sim. Agora sei tudo sobre ti. - Sim?
- O que disse? - Sujeito estranho, escreve livros.
Confidencialmente, n�o � um ADC muito bom.
� muito ambicioso. Mas lhe agrada.
Quanto o sinto. Desculpa.
N�o v�.
Retornarei.
N�o irei.
Por isso n�o veio ao baile comigo, n�?
Adverti-lhe isso, ou n�o?
Que coisa?
Que poderia te arrepender de me levar � festa do governador.
N�o est� bebendo?
Sim bebe champanha, ou n�o?
N�o est� proibido para os funcion�rios sindicais, ou sim?
N�o, n�o acredito.
Est� bem. V�em.
O champanha se acaba muito r�pido nas festas.
Desculpem, senhoras. Com permiss�o.
O Sr. Boyeur tamb�m beber� champanha.
Perguntava-lhe � pol�cia sobre ti.
- � pol�cia? - Ao coronel Whittingham.
Est�vamos na mesma mesa.
O que disse o coronel?
Que � um jovem sem curr�culum que se abre caminho...
e que n�o sabe aonde quer ir, salvo para cima.
O coronel tamb�m crie que voc� gosta da id�ia de ser importante.
O coronel crie.
- O que voc� crie? - N�o sei.
E por que quer averigu�-lo?
Isso n�o sei tampouco.
Importa ter uma meta na vida?
- Uma meta? - N�o viver flutuando por a�:
ch� �s 5:00, janta �s 8:00, penteadora as ter�as-feiras.
Ter-- Estava acostumado a saber a palavra adequada--
Uma causa.
Depende muito da pessoa, imagino.
Crie que sou uma in�til. Um parasita, como todas as mulheres como eu.
N�o, � certo, n�o sabemos nada.
As regras do t�nis ou uma receita de camar�es com curry...
enfermaria caridosa, mas nada muito importante.
Oxal� houvesse algo que valesse a pena...
que pudesse aprender, sobre a gente, sobre--
H� muito que aprender aqui nesta ilha...
se o disser a s�rio.
� formosa.
Era a casa do ver�o onde as algemas dos governadores costuravam.
Disse-lhe ao governador que queria um lugar para escrever, e--
- Isto � o que escreve? - Sim.
- � uma novela? - Mais ou menos.
- Do que se trata? - De gente e de lugares.
Come�a em Londres, logo passa a Hong Kong...
Cairo, Malte, as Antilhas.
A� termina?
Ainda n�o o termino.
Posso l�-lo algum dia?
Se realmente o desejar.
Sim.
Tentei escrever a noite que te conheci na festa.
Sim?
N�o pude redigir nenhuma ora��o.
S� me sentei aqui, pensando em ti.
� um mau sinal.
Sim?
Em algum lado, algu�m disse...
que sempre h� um momento no come�o de um romance...
quando um homem pode retirar-se, quando ainda est� a salvo.
Assim quer estar? a salvo?
estive apaixonado.
� curioso, n�o sei nada de ti.
O que quer saber?
Tudo sobre ti.
Tudo.
Em realidade n�o h� muito que contar.
Vivi nestas ilhas toda a vida.
Trindade, Fort-do France, Santa Marta.
Funciona o gramofone?
Sim.
Quer que o acenda?
Sim.
Margot, sabe que estou apaixonado por ti, verdade?
Sim.
Soube desde o come�o, certo?
Sim.
Faz calor.
- Como esteve a viagem? - Agrad�vel.
- Como est� Sylvia? - Bonita, como sempre.
- Traje as contas da planta��o. - Obrigado.
Tenho uma not�cia.
Lan�arei-me para a assembl�ia legislativa na elei��o.
- por que? - por que n�o?
N�o tem caso que digamos que a ilha se vem abaixo...
e n�o fa�amos nada a respeito, verdade, m�e?
N�o sabia nem sequer que a ilha se vinha abaixo.
Boyeur tem muita influ�ncia em seu distrito.
Voc� tamb�m teme ao Boyeur?
Representa ao povo, ou isso acreditam.
� o mesmo.
N�o crie que possa ganhar, verdade?
- N�o. - Eu sim!
N�o temo ao Boyeur! N�o lhe temo a ser seu oponente!
H� algo para beber? Quero um u�sque com lim�o e a��car.
Claro.
Seu pai e eu fal�vamos de levar ao Jocelyn a Inglaterra um tempo.
Esta ilha � a morte para uma jovem como ela.
Deveria ter a oportunidade de conhecer gente apropriada.
Crie que ele me confiaria a administra��o da propriedade?
Seu pai opinou assim da elei��o...
porque se preocupa com ti, por isso te faria uma derrota.
Sim?
N�o recordo que se tenha preocupado por mim jamais.
N�o recordo que se preocupasse porque fora a Inglaterra...
para conhecer �s pessoas adequada.
Qu�o �nico tive � esta ilha deprimente.
N�o est� sendo justo.
Justo? Estou sendo sincero. Sei o que diz a gente.
Sei o que pensa a gente. Sei o que pensam voc� e ele.
Nunca estive � altura do sobrenome Fleury.
Mas o teria feito se tivesse ido a Oxford e ao Eton como Arthur.
Muitas coisas seriam diferentes. Mas estudei aqui...
com um mont�o de negros.
S� falavam do Arthur, do bem que ia.
Dos bons informe que recebia.
Importava a meu pai.
O filho maior, a menina de seus olhos.
- Arthur est� morto. - N�o est� morto. Est� vivo.
Para ele, sempre o estar�. Yyo sempre viverei eclipsado por ele.
Arthur o encantado, o modesto.
E logo, Arthur morreu na guerra como um her�i.
- Maxwell, quer te calar? - Muito bem. Meu pai foi bom.
Deu-nos Belfontaine a Sylvia e a mim como presente de bodas.
Uma casa em ru�nas...
na ponta da ilha deixada da m�o de Deus.
E devo estar agradecido por ser o filho deJuli�n Fleury.
Me teria ido melhor se tivesse nascido negro.
Maxwell!
Seu u�sque com lim�o e a��car.
- Quer beber algo? - eu adoraria.
- lhes d�em um desses vermelhos, sim? - Ai, olhe. Elas tamb�m querem.
- Muito bem. - Toma. Quer?
Aqui h� outra menina. V�em por um.
Toma. Tem-no?
E estas meninas?
E n�o me esque�am .
Claro. lhes d�em outro, quer?
por que fez isso?
Havia um homem, n�o recordo quem...
que criou 200 classifica��es de sangue mesti�o nesta ilha.
Os meninos n�o parecem estar inteirados ainda, verdade?
Ainda n�o.
viveu aqui toda sua vida...
mas sei que lhe ensinarei uma parte desta ilha que jamais viu.
- Tio Reilly, como est�? - Bem.
Tio Reilly, a Srta. Mavis.
- Ol�. - Ol�.
Eaton, Sonny, Antoine.
Ela � a Srta. Norman.
- Ol�. - Ol�.
- Que bom fio tem. - Sim.
- Muito bem. Logo nos vemos. - Muito bem.
Parece que todos lhe conhecem.
A isso dedico.
Nasci nesta aldeia.
A� est� a velha escola.
O teto ainda tem goteiras, a madeira ainda est� podre.
Haver� uma nova a� no pr�ximo ano.
Voltem para a escola.
Todos est�o muito orgulhosos do David Boyeur.
Estar�o mais orgulhosos.
- Hartford. - Sim?
O que cantam?
N�o tem nome em realidade.
� uma can��o que os turistas nunca ouvem.
Cantam-na quando trabalham.
Quando a pesca � m�, � triste.
E quando � boa...
� como o champanha.
Fazem m�scaras para o carnaval.
Deveria v�-los em seus pueblitos.
Carnaval. Carnaval. Carnaval.
- O carnaval sempre � assim? - A m�sica os intoxica.
Saiamos deste manic�mio.
Sylvia e Maxwell ficam na cidade.
A chave estar� em um vaso de barro da varanda.
Suponho que os serventes est�o na aldeia com suas m�scaras.
Pode cheirar a umidade?
Com raz�o nada dura aqui.
Os vermes perfuram os m�veis.
Quer ch�?
Que boa id�ia.
Sylvia � muito esbanjadora.
Provavelmente haver� um bolo que se antiga no cesto.
Poderia abrir as persianas para que entre o ar?
Sim.
Acredito que dever�amos ir.
Porei a chave em seu lugar.
�dio partir.
Seu irm�o tem sorte de ter uma casa pr�pria como esta.
Preparado?
Voc� gostaria que eu conduzisse?
� o autom�vel do Maxwell. Tem suas idiossincrasias, e eu as conhe�o.
Suponho que essa � uma delas.
Espera. Tem outras.
me deixe ver.
Espera um momento.
V�, v�.
�dio te dizer isto, mas n�o est� o rotor.
- O que? - O rotor.
Isso � imposs�vel.
V�em ver.
Tiraram-no.
� uma brincadeira do carnaval?
� uma brincadeira de algu�m.
O que crie o que dever�amos fazer?
Chamar a seu pai?
Acredito que ser� o melhor.
N�o respondem?
Tenta-o outra vez. A operadora poderia estar de farra.
N�o h� linha.
Aqui est� bem.
N�o h� eletricidade, n�o est� o rotor, e agora isto.
Tr�s vezes n�o pode ser uma coincid�ncia.
O que quer dizer?
As contas se ajustam no carnaval.
Contigo, comigo...
ou com meu pai?
� o autom�vel do Maxwell. Tamb�m � a casa do Maxwell.
O que � isso?
Tambores, na aldeia.
ouvem-se quil�metros de dist�ncia.
Necessitamos um gole.
Sim, verdade?
N�o se preocupar�o em casa de seu pai?
N�o, � o carnaval. Esperam que me tarde horas.
Acredito que saiu a lua.
vamos ver a?
E se n�o podermos retornar?
Os serventes vir�o pela manh�.
Enviarei a um a telefonar da delegacia de pol�cia.
Ao menos, n�o estou no Egito.
Tem fome?
Vi a metade de um bolo de frango no refrigerador.
S�rio?
por que n�o jantamos?
� luz da lua.
E as habita��es?
Habita��es?
Se n�o vir por n�s, teremos que ficar.
H� alguma que prefira?
por que n�o lan�amos uma moeda?
Cara?
� cara.
Qual?
a da direita.
Nunca dormi a� e sempre quis faz�-lo, desde que era menina.
Tem uma vista maravilhosa.
H� um rel�gio no suporte da chamin� e um quadro entre os livreiros.
E me prometi dormir a� quando fizesse 17 anos...
mas nunca o fiz, nem uma vez.
Que sorte que ganhei o lan�amento, n�o?
Pois, suponho que haver� certa fofoca.
- por que? - Ai, linda...
n�o pode esperar que n�o o haja com uma oportunidade t�o maravilhosa.
- Euan dormiu em-- - Certamente Euan foi um cavalheiro.
S� me preocupa a id�ia...
de que lorde Templeton veja-se envolto em algo desagrad�vel.
Sra. Fleury?
Seria t�o am�vel de me dar sua opini�o?
Acredita que seria uma boa id�ia que algu�m como eu...
casasse-se aqui ou na Inglaterra?
me valha, n�o sei.
Na Inglaterra seria lindo, mas seria mais divertido aqui.
Seria como umas f�rias, como outro carnaval.
Euan, sabe que n�o tem que faz�-lo.
Isto n�o � a Inglaterra, e minha m�e n�o � a rainha Vit�ria.
O que direi a meu pai?
- A seu pai? - Sim.
Falei com ele por telefone e lhe disse--
Sim o est�, n�o?
Que se estiver o que?
Apaixonada por mim?
Porque isso disse a meu pai por--
Disse-lhe que estava apaixonado por ti e supus que voc� o estava de mim.
O que disse?
Que n�o poderia me desejar uma melhor sorte.
N�o aconteceram nem 24 horas desde que fomos ao Belfontaine.
J� sei.
Foi a Oxford. Estas eram umas f�rias breves.
Voc� n�o quer te casar, Euan.
� certo que quando cheguei...
n�o procurava nada profundo.
N�o, me divertir era o �nico que queria.
Mas esta manh�, quando voltamos para a cidade, pensei...
que se te perdia agora, seria um maior parvo.
Para falar a verdade, tenho a sensa��o de que minha vida n�o seria--
Estaria vazia se voltasse para a Inglaterra...
sem ti.
- bom dia. - bom dia.
A sua filha acabam de propor matrim�nio, Sr. Fleury.
- Quem? - Temo que eu.
Euan, incomodaria-te ir ? Queria falar com meus pais a s�s.
Verei-te mais tarde.
- Adeus. - Adeus.
Se estiver apaixonada por ele, n�o sei por que n�o o aceita.
depois de tudo, n�o ser� um estorvo...
para ele em Oxford nem com sua carreira.
N�o h� dito se estiver apaixonada por ele.
Sim, isso acredito.
Digo, muito.
Mas n�o � t�o simples. Euan tem um nome.
Tem deveres e obriga��es. Tenho que estar muito segura.
H� algum motivo pelo que n�o deveria me casar com ele?
O que quer dizer? Que motivo poderia haver?
Papai, h� algum motivo pelo que n�o deveria me casar com o Euan?
N�o. N�o h� nenhum bom motivo pelo que n�o deveria te casar com ele.
Deixa-a a�.
Ol�, Bradshaw.
Ol�, Sr. Fleury. Que calor faz, n�o?
O PROBLEMA DA COR
A FAM�LIA Fleury � UM BOM EXEMPLO DOS PROBLEMAS DE MUITAS...
DAS ANTIGAS FAM�LIAS DA ILHA
JULIAN Fleury E FILHO
- Aqui est� seu peri�dico, Sr. Fleury. - Obrigado, menino.
"A fam�lia Fleury � um bom exemplo dos problemas...
de muitas das antigas fam�lias da ilha.
Durante 300 anos, houve matrim�nios mistos...
e ningu�m est� seguro de qual � sua ascend�ncia.
Mas os segredos, os rumores e as insinua��es...
envolvem este problema.
Juli�n Fleury se criou na Inglaterra.
Uma distinguida fam�lia do Wessex deleitou-se faz 35 anos...
quando lhe prop�s matrim�nio a sua filha menor.
Supostamente, n�o sabiam que a m�e deJuli�n Fleury...
que morreu ao dar a luz, era uma jamaicana de ascend�ncia negra".
� certo?
� certo.
Contra o que arremetia quando tentou me esbofetear?
Sua culpa? Sua trai��o para n�s?
- Trai��o? Sua m�e n�o sabia. - Sabia.
- Ou n�o, m�e? - Sim, sabia.
Mas como?
Um an�nimo. Chegou faz anos.
- E nunca o mencionou. - N�o vi motivo para faz�-lo.
Queria manter as coisas como estavam.
- A esposa fiel, a m�e nobre-- - Maxwell, basta!
Como esperas que se sinta?
Como crie que me sinto eu?
Acreditar que pertence a um tipo de mundo, e logo, de repente--
Ao perguntar se havia um motivo para n�o me casar com o Euan, disse que n�o.
Disse-te que n�o havia nenhum bom motivo.
Como pode dizer isso? Euan � herdeiro de um t�tulo.
Pode ver um filho negro nosso na C�mara dos Lores?
N�o h� necessidade de exagerar.
Minha m�e era tr�s quartos branca.
Eu s� tenho 1/16 de sangue negro.
O mais prov�vel � que seus filhos sejam totalmente brancos.
Bradshaw tinha raz�o. Todos os rumores, todos os segredos.
Como o enfrentarei aqui?
Quer me escutar um momento, em sil�ncio?
Ao come�o de toda desgra�a...
a gente sempre sente que chegou o fim do mundo.
Chegou o fim do meu.
Deveria deixar esta ilha, me levar a Sylvia...
come�ar de zero em outra parte.
- Crie que seria o melhor? - Tenho alternativa?
Posso lombriga entrando no clube.
Algu�m quer jogar t�nis? A� est� Fleury.
� perfeito para dobros mistos. Sua av� era um pouco negra.
Suas ra�zes est�o aqui. Sua vida est� aqui.
� f�cil falar de come�ar de zero.
Mas o que faria?
Aonde iria?
O que sabem os Fleury al�m de administrar uma planta��o?
Nada.
Pensa-o. Fala com a Sylvia.
Que o pense. Que fale com a Sylvia.
Sobre tudo, devemos manter a calma.
O melhor � n�o nos precipitar.
nos comportar como se nada extraordin�rio tivesse ocorrido.
De outro modo, dir�o: "Olhem aos Fleury.
N�o ousam levantar a cabe�a em p�blico".
V� o clube esta noite. te comporte com naturalidade.
N�o evite �s pessoas e nos envie isso muitos goles.
N�o. Eu n�o irei.
N�o quero que pare�a que o cl� se congrega.
Mas te comporte como se nada tivesse ocorrido.
- O almo�o est� preparado, senhora. - Obrigado, Mary.
Felicita��es.
Foi uma grande s�rie de artigos, o melhor que tenho lido da ilha.
E o de hoje foi o melhor.
Disse coisas que precisavam dizer-se.
Desde meu ponto de vista, n�o sabe quanto o agrade�o.
- Em que sentido? - Em todos os sentidos.
N�o confiavam em mim. os daqui, os antilhanos...
consideravam-me um Fleury, um fazendeiro feudal...
que comprou a seus ancestros no mercado.
Mas agora? Lan�arei-me pela assembl�ia legislativa. por que n�o?
Sou uma combina��o de branco e negro, do novo e o velho.
Tenho um p� nos dois campos.
E seu artigo me deu as guelra que necessitava.
- O que lhe sirvo, senhor? - Rum com ginger-ale, dois.
- S� �gua. - N�o o vi antes.
Mas agora posso lhes ver as caras e lhes dizer...
que minha av� era de ascend�ncia africana.
Chegou em um navio negreiro como as deles.
Sim, posso lhes dizer: "Agora sou um de voc�s".
- Sa�de. - Sa�de.
CLUBE Santa Marta
CLUBE Santa Marta
- Ol�. - Quero falar contigo.
Sim? Quem diabos �?
- Fleury, Maxwell Fleury. - Sim.
Assim �.
O que quer? Fazer uma contribui��o ao Fundo Belfontaine?
- O que? - Ao Fundo Belfontaine.
Quero falar contigo a s�s.
H� algo que se necessita arrumar entre n�s.
N�o sei o que pode ser.
Seja o que seja, fa�amo-lo dentro.
-Espera a uma garota? -Uma garota? Para que quero uma garota?
Perd�o.
Passamos?
- Sirvo-te um u�sque? - N�o.
N�o me parece que o homem comum deva beber at� morrer.
Isso o deixo para os coron�is retirados.
Recorda essa can��o?
Sabe? Estive casado, Fleury.
Estive no hospital no Tr�poli durante a guerra.
Minha esposa se apaixonou de um m�sico polon�s...
e acreditou que o melhor era um div�rcio r�pido.
-O que significa isso? -O que significa? Nada. � s� um fato.
Outra oportunidade.
Isso � o que se necessita, outra maldita oportunidade.
O que se precisava arrumar?
- Quero que deixe em paz a minha esposa. - A sua esposa?
N�o sou nenhum parvo. Mas voc� n�o foi preparado.
A casa inteira emprestava a seus cigarros caros.
- Est� louco? - J� estou farto...
de ti e desta ilha.
- Manten afastado de minha esposa. - Estou farto dos idiotas.
- Insin�as que eu...? - N�o insin�o nada.
- Lhe estou dizendo isso. - Pode te desdizer e te desculpar.
E te coloque isto na cabezota, est�pido:
n�o paquero com as esposas de outros e n�o compartilho a minhas mulheres.
E embora o fizesse, n�o lhe tiraria nada a algu�m como voc�...
com alcatr�o em toda a cara.
Alcatr�o! Todos me pagar�o isso!
Alcatr�o!
Alcatr�o!
Alcatr�o!
Alcatr�o!
Carson?
Carson?
N�o h� d�vida de que foi um homic�dio?
N�o, nem a mais m�nima.
Podemos lhe enviar um cabo a algu�m na Inglaterra?
N�o que eu saiba, senhor.
Mas poder�amos p�r um aviso no Teme.
Sim. � o menos que podemos fazer.
Acredita que houve uma mulher envolta?
Pol�tica?
N�o.
Ent�o, um ladr�o.
Bem, � assunto dele. N�o me misturarei.
Embora seja um pouco triste que sua vida terminasse assim.
Encarregar�-se de que o enterrem com honras militares?
- Certamente. - Isso � tudo?
Sim, isso � tudo.
Adeus, coronel.
Suponho que o do artigo do Bradshaw se sabe em todo Jamestown.
- Isso e o da morte do Carson. - Sim, senhor.
- O que opina, Denis? - Do que, senhor?
De ter o tipo equivocado de av�.
Pois, � dif�cil escolher a nossos ancestros, senhor.
Sim. �-o, verdade?
Envia a uma mo�a. Quero lhe ditar uma carta para o Whitehall.
Claro, senhor.
O governador quer ditar algo. Poderia ir?
Terminei a carta para Londres. Est� bem?
Nunca conheci ningu�m como voc�.
Nunca suspeitei que poderia haver algo como isto.
N�o o traz posto.
Deveria? Aqui, no escrit�rio?
Ponha o
A ver. me permita.
N�o viu a carta.
A carta?
� perfeita.
Jocelyn, trago o autom�vel. Voc� gostaria de ir passear?
por que n�o vas,Jocelyn? Iremos sozinhos.
Tenho que passar � casa a me trocar a roupa.
Muito bem.
- Ol�, coronel. - Ol�.
Sr. Bradshaw.
Que espantoso o do Carson.
Ele e eu fomos muito bons amigos.
N�o posso entender como ocorreu.
Suspeitam de algu�m, coronel Whittingham?
Sra. Fleury, j� conhece os policiais. Suspeitam de todos.
A que hora ocorreu?
O forense diz que como �s 1 0:00.
Que estranho. Fui ao clube depois de estar em casa de meu pai.
Preocupava-me o artigo do Bradshaw, a rea��o da gente.
Pude ter passado por casa do Carson nesse momento.
Que horr�vel. P�de lhe haver salvado a vida.
Uns minutos antes e me teria topado isso.
Ter�amos conversado.
Me teria convidado a beber uma ta�a e ter�amos achado ao--
- Suponho que foi um ladr�o. - � o mais prov�vel.
Maxwell, quando foi ao clube, Bradshaw mencionou a hora...
e me ocorreu que poderia ter passado por casa do Carson.
Viu algu�m fora?
Que se vi algu�m? N�o.
Um autom�vel passou por a� pouco depois.
Pouco depois? depois do que?
depois de que passei por casa do Carson.
Lamento n�o poder ajud�-lo mais, coronel.
- Acredita que lhe importar�? - A quem?
A seu ex algema. Ele a queria muito.
N�o saberia lhe dizer.
Pobre homem. Veio com muitas esperan�as.
Ningu�m pode escolher seu modo de morrer, ou a todos iria melhor.
Adeus, coronel.
- Aqui, coronel. - Bem. Baixa.
N�o roubei nada, coronel. Achei uma carteira no campo.
N�o tinha dinheiro. Fiquei com ela. por que n�o ia ficar me com ela?
N�o fa�a alvoro�o. Ningu�m te culpa.
me mostre onde achou a carteira e poder� ir a casa.
O que? T�o perto?
Sim, coronel. Achei a carteira aqui.
Muito bem.
Bem. Traga-a.
Muito bem. Acenda-o.
N�o, n�o. Fique a�.
Bem. Sobe.
Leve-o a sua aldeia.
Toma. Compensar� o dia trabalhista que perdeu.
- Obrigado, senhor. - Tudo est� em ordem, senhor?
Sim.
Tr�s.
- Ol�, Maxwell. - Ol�, Mavis.
Ol�, meu c�u.
H� uma not�cia no peri�dico.
- O que acontece? - Encontraram a carteira.
- Qual carteira? - a do Carson. Olhe.
me deixe ver.
- Quer uma ta�a? - Sim.
- E voc�, Mavis? - eu adoraria.
Pobre Hilary. S� falam disso no clube.
O governador receber� um cabo do Escrit�rio das Col�nias.
Preocupa-lhes o turismo.
Claro, est� aqui esse jornalista americano.
H� algo seguro:
� uma ilha pequena; que o fez n�o pode ir longe.
lhe diga a Sylvia que tive que ir � cidade.
me comunique com a 621 .
Sim? Espere um momento.
Esque�a-o.
bom dia, Maxwell.
O que te oferece?
Queria saber, coronel...
se pode presidir uma reuni�o em meu distrito na pr�xima semana.
- Lan�arei-me na elei��o. - Com gosto.
- Sylvia est� bem? - Est� bem.
Que bom.
Vejo que os peri�dicos dizem que acharam a carteira do Carson.
Sim. Sim, com os documentos do Carson.
- Assim a identificamos. - Foi uma estupidez.
- O que? - Deixar os documentos.
Eu diria que foi uma estupidez.
Sim?
Eu diria que foi muito ardiloso.
Topei-me com o Bradshaw. Est� seguro de que foi um ladr�o.
Na verdade? Queria saber por que.
H� alguma outra possibilidade?
Um policial deve manter os olhos abertos.
Algu�m de minha idade n�o pode acontecer nada por alto.
Muito menos com o governador t�o agitado.
Quer dizer que p�de hav�-lo feito parecer o ato de um ladr�o?
Querido amigo, o que sei eu?
H� 1 5 possibilidades. Estou �s escuras.
Qual � a mais prov�vel?
N�o ter� que ter id�ias preconcebidas. Ter a mente aberta � o melhor.
N�o luza t�o decepcionado.
O trabalho se faz. N�o tema.
Digamos que adivinhei quem � o assassino.
N�o � mais que uma hip�tese.
N�o me serviria de nada, querido amigo. No mais m�nimo.
Um tribunal quer provas. Assim simplesmente espero.
Paci�ncia, mo�o. Isso � o que se necessita.
Sim, sei que lhes parece aborrecido os impaciente...
mas esse � o trabalho policiaca.
Certamente me far� o jogo, seja quem �.
N�o tenho pressa.
Sabe? Uma vez lhe disse algo assim a um sujeito.
N�o recordo a quem.
A maturidade, mo�o, a mem�ria falha.
Sim, sim, no B.G.
A� foi. Sim. Sim, falsifica��o.
O que me p�s sobre sua pista foi um engano que cometeu.
Um pequeno. Quase impercept�vel.
O sujeito disse "pouco depois" em lugar de "logo".
Entende? Foi a chave.
N�o, provavelmente n�o.
Suponho que n�o o expliquei bem.
"Pouco depois". Isso me deu a pista.
- "Pouco depois"? - Sem d�vida, querido amigo.
Isso me p�s sobre sua pista.
Alegra-me que tenha vindo. Ser� um prazer presidir sua reuni�o.
me chame o dia que o necessite. Adeus.
Obrigado.
DELEGACIA DE POL�CIA
Alto, j�!
Chega tarde.
Sinto muito. Estive a ponto de n�o chegar.
- por que? - J� n�o importa.
Sim me importa.
por que?
por que escolheu este lugar para nos reunir?
Esta planta��o era de minha fam�lia.
Foi primeira da ilha.
Queria que a visse.
De sua fam�lia?
N�o sabia.
Destru�ram-na em uma subleva��o de escravos em 1 843...
durante o dom�nio franc�s.
O que o ter� causado?
Qualquer quantidade de raz�es.
Um insulto, uma palmadas, uma garota. Quem sabe.
Sabe o que aconteceu com os donos?
Isso foi faz mais de cem anos.
E agora voc� est� aqui e eu estou aqui.
Ainda crie que o que tem uma cor distinta de pele � um inimigo?
- Pensa que isso acredito? - N�o sei.
No carnaval danificaram o autom�vel de meu cunhado...
e cortaram seu telefone.
Odeia ao Maxwell, n�o?
Considera-o um inimigo.
Considero-o um esnobe, o dono arrogante de uma planta��o.
Por isso esteve a ponto de n�o chegar?
Ou lhe disseram que n�o deveriam verte comigo?
Que sou um arrivista, um dom ningu�m que controla um sindicato.
Que sou um homem perigoso ao que se deve vigiar atentamente.
Crie que faria conta?
S� acredito no que vejo e no que sei.
Sabe o que dizem de mim?
Pobre Mavis Norman, sempre se mete em problemas.
Sempre escolhe ao homem equivocado.
Considera-me uma inimizade?
N�o.
O que est� pensando?
Que se sente perdida, mas n�o o est�.
Porque buscas algo real.
E enquanto esteja procurando algo real, n�o est� perdida.
Seu pai e voc� falaram do artigo do Bradshaw?
- Claro. - O que disse?
Disse que dever�amos anunciar nosso compromisso imediatamente...
e logo dar uma festa.
- Quando disse isso? - Ontem � noite. Quando retornou da Guyana.
E o que disse das bodas?
"Primeiro o primeiro", disse.
"Logo falaremos do que a gente em casas vitorianas...
chama "p�r a data".
Que lindo.
- O que? - Seu pai n�o � nenhum parvo.
Pareceu-me muito decente de sua parte.
Que mais podia dizer?
N�o seria diplom�tico...
que o governador ofendesse � popula��o negra da Santa Marta.
Comprometidos. E ningu�m poder� dizer...
que o governador pinta uma raia de cor.
- Mas o matrim�nio-- - Meu pai nunca me mentiu.
Crie que se arriscaria a ter um neto...
um herdeiro com sangue negro?
Assegurar�-se de que volte para a Inglaterra.
N�o sem ti.
N�o importa. O matrim�nio n�o � importante.
Jocelyn, temos que esclarecer isto.
O artigo do Bradshaw n�o significar� nada--
Est� muito claro.
Um romance. N�o � isso o que queria?
Dezoito meses foi muito tempo no Egito, e sem uma mulher.
Jocelyn, tem que me escutar.
- Na Inglaterra, isto n�o ser�-- - N�o quero ouvir da Inglaterra.
Aconte�a o que acontecer, quero que recorde algo.
Nunca lhe amar�o mais que o que est� neste momento.
Que horas s�o?
S�o quase 8:00.
Acredito que dever�amos ir.
Seremos muito felizes em Londres, por toda a eternidade.
� obvio. Por toda a eternidade.
- T�m cabrilla? - Sim.
Quero cabrilla.
- Sim. - me d� cabrilla.
me d� cabrilla. me d� cabrilla.
- Pescado para jantar? - Cabrilla. Aqui se consegue troca.
- Direi a minha esposa. - Enviem-na a minha casa.
Sua reuni�o da elei��o est� preparada, conforme sei.
Sim. Ir�, n�o? Conto com isso.
H� algo novo do Carson? Digo, do homem que o matou.
Cheguei � conclus�o de que foi um acidente.
- Um acidente? - Sim. Impremeditado.
Uma rixa. Isso foi.
Qu�o �ltimo o pobre diabo queria era que Carson morrera.
De ter ido � delegacia de pol�cia em seguida...
ter�amos arrumado o problema.
Foi um parvo.
Um parvo?
� obvio. Ver�, d�-me l�stima o homem que o fez.
N�o tem a fortaleza suficiente para levar a carga de sua culpa.
Le�ste um livro chamado Crime e castigo?
- N�o. por que? - Deveria.
Tr�fico de algo como isto.
Um homem que cometeu um crime...
e sua rela��o com o detetive que sabe que o cometeu...
mas que n�o pode prov�-lo.
T�m um segredo entre eles.
H� um v�nculo profundo entre eles.
� como um romance...
porque o detetive � o �nico no mundo que o entende.
E no profundo de seu ser, o assassino quer que o detetive o descubra.
O homem do caso Carson--
O que me eu gostaria de � aproximar isso 340
tom�-lo do bra�o e lhe dizer que n�o se preocupe.
Esfor�arei-me, quero lhe dizer.
N�o quero te castigar. N�o quero castigar a ningu�m.
Mas � que tenho que fazer valer a lei; n�o � minha inten��o fazer mal.
Diremos que foi homic�dio impremeditado.
Isso poderia significar s� cinco anos...
e a senten�a poderia reduzir-se por boa conduta.
Poderiam ser s� tr�s anos.
Sei que agora parece muito tempo, mas tr�s anos se passam muito r�pido.
Olhe os tr�s �ltimos anos. Parecem-lhe muito tempo?
N�o, claro que n�o.
depois de tudo, tr�s anos n�o � um pre�o muito alto para ter serenidade.
Anda. Confessa. me conte.
Isso eu gostaria de lhe dizer ao pobre diabo...
se fosse para mim.
Vemo-nos.
Esse livro, Crime e castigo, enviarei-lhe isso.
Quando puder, l�-o.
Sim.
VOTEM PELO Fleury
- Coronel. - Ol�.
boa noite.
Desculpem. S� demorarei um minuto.
Est� nervoso?
Eu tamb�m. Toda esta gente.
Parece estranho e incr�vel que estejamos aqui.
Recorda o dia da festa do governador...
quando Hilary Carson sugeriu que te lan�asse?
- Realmente nunca acreditei-- - Recordo-o.
Certamente, lhe ocorreu nesse momento...
porque, quando foi � casa essa manh�--
- Foi � casa? - Sim.
Conhecia muito bem ao Carson, n�o?
Pois--
N�o. Eu n�o diria que muito bem.
por que?
por que foi � casa?
Tinha que ver com o Fundo Belfontaine.
O Fundo Belfontaine?
Sim, queria averiguar que tipo de presente queria seu pai.
ia ser um obs�quio por seus servi�os a Santa Marta.
Disse: "N�o o mencione a ningu�m. Muito menos ao Maxwell".
ia ser uma surpresa.
� tudo? S� foi isso?
� obvio. O que imaginou que tinha sido?
� hora de come�ar.
Emprestam-me sua aten��o, por favor?
Estou aqui para presidir uma reuni�o em que o Sr. Maxwell Fleury...
que se oferece como seu representante...
na assembl�ia legislativa...
explicar�-lhes sua postura.
Todos conhecem sr. Fleury.
Poucas fam�lias antilhanas t�m um sobrenome t�o respeitado.
O Sr. Fleury.
A elei��o na qual participarei--
A elei��o na qual--
Alto! Sil�ncio! Parem!
Todos ter�o a oportunidade de votar.
Quando chegar o momento, aproveitar�o-a.
Agora, deixem-no fazer valer seu direito de falar.
Tem a palavra, Sr. Fleury.
N�o falarei com voc�s desde este papel.
Este papel est� cheio de palavras que v�m de minha mente.
Tentarei lhes falar com palavras que v�m de meu cora��o.
Muitos de voc�s me conhecem.
cortaram meu cano e colheram meu caf�.
E, mesmo assim, eu n�o os conhe�o.
E nisto falhei, como falhei em outras coisas.
Negar isto seria negar a verdade Y...
esta noite s� lhes direi a verdade.
Topei-me isso nos campos ou nos abrigos...
e s� foram um nome, um rosto ou um n�mero em um caderno.
Yviv�a em um mundo no que voc�s moviam-se s� como sombras...
aterradoras ou ignoradas.
Agora vivi nos dois mundos da Santa Marta.
Sei como pensam os dois, o que sentem os dois.
Tamb�m sei que n�o podem existir...
se est�o isolados um do outro pela suspeita e o medo...
cada um com sua pr�pria solid�o...
como nenhum ser humano pode existir com sua pr�pria solid�o.
Posso ajud�-los a construir essa ponte.
Pe�o-lhes sua f�, sua confian�a.
N�o me neguem isso.
Responderei perguntas do p�blico.
O p�blico pode fazer perguntas.
Eu tenho algumas, Sr. presidente.
Comoveu-me o discurso do Sr. Fleury tanto como a outros.
Coincido com ele em que os dois mundos n�o existem...
separados.
Pergunta-a que eu gostaria lhe fazer ao Sr. Fleury � esta:
acredita que o �nico problema aqui � de cor?
Diz que essa � a raz�o pela que dever�amos votar por ele?
Diz: "Votem por mim porque sou um de voc�s"?
Isso diz, Sr. Fleury?
Porque se for assim, eu gostaria de falar desse tema...
com sua permiss�o, Sr. presidente.
O Sr. Fleury disse que existiu nos dois mundos da Santa Marta.
- Qual acreditam que representar�? - Eu gostaria de responder isso.
Quando acabar, Sr. presidente.
O Sr. Fleury tamb�m responder� isto?
Disse que veio esta noite s� para dizer a verdade.
N�o � certo que a �nica raz�o pela que busca a elei��o...
� para vingar-se dos brancos que, segundo voc�, desprezam-no?
Que a �nica raz�o pela que quer ser negro...
� porque teme que o mundo branco j� n�o o deixar� ser branco?
Porque quer nos usar, usar nossos votos...
para seguir dominando nesse mundo ao que ainda pertence?
E nos diga outra verdade, Sr. Fleury.
No profundo de seu ser...
n�o nos segue considerando escravos?
- Gente tola e ignorante? - Essa � uma mentira!
N�o, Sr. Fleury! Essa � a verdade!
E o problema aqui n�o � s� de cor.
O problema �: quem � mais capaz de representar ao povo?
Quem os conhece melhor? Quem se compadece mais deles?
Quem � parte deles?
voc�, Sr. Fleury, ou eu?
J� pode responder, Sr. Fleury.
Boyeur! Boyeur! Boyeur!
Tem raz�o! N�o sou um de voc�s!
N�o sou dele!
N�o quero ser um de voc�s! Nunca o quis!
Muito bem, amigos. terminou-se a reuni�o.
Vamos a casa.
Meu pente n�o est�. Devi deix�-lo. Empresta-me o teu?
- J� estou apresent�vel? - Estraguem.
Como se chama o filme que dizque vimos?
- As sapatilhas vermelhas. - Ah. Esteve bom?
um pouco comprido.
boa noite, meu amor.
Jocelyn...
h� algo que quero dizer.
- Meu amor, n�o posso-- - N�o demorar� muito.
Quero que nos casemos antes de que volte para a Inglaterra.
- por que? - Tenho o pressentimento...
de que se n�o nos casarmos agora, nunca o faremos.
Sabe? � do mais dif�cil te p�r um alian�a de casamento.
Sim? Tentarei que n�o seja assim.
Est� acordada e � muito tarde.
estive esperando que Maxwell chame. Como esteve o filme?
um pouco comprido.
M�e, h� algo pelo que quero falar contigo.
H� f�sforos?
No fruteiro.
Dizia?
Como dentro de tr�s meses, quero ir ao Canad�.
Eu gostaria de come�ar a fazer os acertos agora.
Canad�? por que diabos quer ir l�?
Porque estou gr�vida.
Euan sabe?
Est� segura disso?
N�o h� nenhuma d�vida.
V�, sim que est� tranq�ila.
Deveria mostrar um pouco de vergonha, um pouco de culpa.
Se te far� sentir mais contente, sinto-me muito culpado.
Acreditei que o pai do Euan proibiria as bodas...
e me conformei com o que tinha.
Pensei em ir a Trindade, logo troquei de opini�o.
Acredito que o Canad� � o melhor. Poderei d�-lo em ado��o. N�o ser� dif�cil.
S� h� uma coisa: eu n�o gostaria que papai soubesse.
J� sofreu muito.
- Por isso necessito sua ajuda. - Minha ajuda?
Importam-lhe as apar�ncias, o que dir�o.
Obrigado.
Sabe que te comportou bobamente.
Comportou-te como uma camponesa nos canaviais.
Suponho que isso n�o vem ao caso.
O futuro � o que importa. D�-me outro f�sforo?
Ao menos, poderia acend�-lo.
Est� comprometida. Pode te casar depressa.
N�o brigaram?
Diz que quer casar-se quando voltar a Inglaterra.
- N�o me casarei com o Euan. - por que n�o? Est� louca.
- Segue apaixonada por ele? - Sim.
Ent�o, que diabos impede que se casem?
J� te disse a raz�o.
N�o seja rid�cula. A nobreza inglesa n�o � t�o sagrada.
Pensa no Euan. Pensa nas brincadeiras que se fariam a respeito.
Deveu ter pensado nisso faz dois meses.
N�o sabia ent�o o de minha av� jamaicana.
Essa � a �nica raz�o pela que te nega a despos�-lo?
Sim.
Se tivesse a oportunidade, se tudo fosse distinto--
- N�o � distinto. - Sei. Mas e se o fora?
N�o daria algo para despos�-lo?
Sim.
Muito bem.
Devo-te um favor.
N�o duvide sobre seu matrim�nio com o Euan.
N�o h� uma gota de sangue africano em suas veias.
Meu marido n�o � seu pai.
- N�o? - N�o.
Ent�o, quem?
Isso � irrelevante. O melhor � que n�o saiba.
� completamente ingl�s. Pode estar segura.
Direi a lorde Templeton quem �.
Tem direito ou seja quem ser� o outro av�...
de seus netos.
lhe dizer a ele ser� o mais dif�cil que tive que fazer.
Mas deve fazer-se.
Poderia ter suas id�ias antiquadas.
Devo te pedir a mesma considera��o que voc� me pediu.
Preferiria que seu pai--
Preferiria que meu marido n�o soubesse.
Sempre foi muito abnegada.
Nunca concebi a possibilidade de que houvesse outro em sua vida.
Os filhos n�o o pensam.
Acreditam que os enganos s�o seu privil�gio.
M�e.
N�o quero que fale com lorde Templeton.
N�o quero que lhe diga nada.
Deveria sab�-lo.
O contarei ao Euan algum dia.
Mas n�o permitirei que te humilhe por mim.
Nem pelo Euan...
nem por lorde Templeton.
Guardo o autom�vel, meu amor?
N�o. Guardarei-o mais tarde.
Tem fome?
N�o muita.
H� lagosta fria no refrigerador e uma garrafa de champanha.
Poder�amos comer acima. Voc� n�o gostaria?
Suponho.
Sabe o que estava pensando de caminho a casa?
Que nunca vi a neve.
Imagina ter minha idade e n�o ter visto a neve.
Seria maravilhoso ir a algum lugar depois da Santa Marta...
onde haja tempestades de neve reais, invernos reais.
Quando enviou isto Whittingham?
O le�ste?
Sim.
Suponho que o assassino confessa.
Sim.
Est� casado?
O homem do livro que comete o assassinato.
- N�o, n�o est� casado. - L�stima.
Teria estado tentado a l�-lo se estivesse casado.
por que?
Ele n�o quereria ferir sua esposa.
Ele n�o quereria que ela soubesse e sofresse por isso.
O detetive sabe, n�o?
Refiro-me ao livro. E o culpado est� em uma armadilha.
vai fechando, cada dia o aperta mais.
N�o tem possibilidades de sair.
O que me diz do champanha que me prometeu?
Tinha- ci�mes a Hilary Carson?
Sim.
Invejava-o porque era o tipo de homem...
que eu queria ser, mas n�o podia.
Pensei que te atra�a.
- Hilary Carson? - Eu te amava.
Acreditei que voc� n�o me amava. Acreditei que, cedo ou tarde...
apaixonaria-te por algum homem que fora melhor para ti.
Acreditei que Carson era esse tipo de homem.
- Maxwell. - Sim.
- N�o teve nada que ver com o-- - N�o seja tola.
Sabe que sou incapaz de matar a um homem.
Subirei.
Subirei o champanha.
Meu amor?
Sairei em um momento.
Queria saber quando se casar� Jocelyn.
Que curioso, faz algumas semanas lhe teria tido inveja.
Digo, Londres, uma casa grande, ser lady Templeton.
Agora j� n�o importa tanto.
Date pressa, minha vida.
Vi um filme o outro dia sobre um povo em Nova a Inglaterra.
Nova a Inglaterra. A� eu gostaria de viver.
Os personagens do filme viviam em uma casita...
e tinham uma cozinha maravilhosa com todo tipo de aparelhos.
Com uma cozinha como essa, n�o se necessitam serventes.
Assim eu gostaria de viver.
N�o em uma casa enorme constru�da faz centenas de anos...
me vestindo para um jantar solit�ria.
V�? Esse � o tipo de mulher que desposou.
Maxwell!
Meu amor, quer chamar ao coronel Whittingham...
e lhe dizer que irei ver o agora?
Isto eu gosto.
Renunciei. O governador se inteirou do nosso.
Sim? E o que disse?
Deixou que eu decidisse.
E tamb�m falamos do livro.
Isso tamb�m o inquietou.
Mas isto � o melhor que tem feito.
Disse que embora seja certo, n�o � justo para os que ficam na ilha.
Justo? � certo.
� t�o certo e t�o bom que d�i.
Quando ir�?
na sexta-feira.
E voc�?
N�o precisa preocupar-se.
Estarei na quebra. N�o economizei muito aqui.
E me falta muito para terminar o livro.
Nunca olhamos ao futuro. Nunca discutimos nada...
s� vivemos dia a dia.
H� algo que queira discutir?
Sim. A vida sem ti.
O escrever coisas que voc� n�o ser� a primeira em ler.
Os sentimentos que n�o podemos compartilhar.
Quanto tempo demoraria para empacotar?
Mas, eu--
Duas horas.
Eu tampouco tenho muito.
H� um avi�o que sai a Inglaterra na sexta-feira.
Enviarei um autom�vel por ti.
Muito bem.
N�o parece muito surpreendida...
de que iremos juntos a Inglaterra.
Aonde voc� v�, eu irei.
BI ENVENI DUAS A Santa Marta
BI ENVENI DUAS A Santa Marta
Me emprestam sua aten��o, por favor?
para o v�o 07 2 da aerolinha BWIA Viscount a Nova Iorque...
em conex�o com a aerolinha BOAC a Londres. Estamos abordando.
Eles molesta se n�o esperar a que o avi�o parta?
Sylvia est� sozinha.
Adeus.
ENTRADA
Bem, senhor. L� v�o.
PobreJuli�n. Quem teria pensado que um filho dele...?
Qual ser� o cargo contra Maxwell, coronel?
Tentamos que seja homic�dio impremeditado.
Tinha a inten��o de falar com o Euan quando chegou. De pai a filho.
Mas n�o o fiz.
Agora est� casado.
Adeus, senhor.
A� est� o avi�o que vai a Inglaterra.
No caso da mulher-- Resulta bem ao reverso?
Digo, Denis Archer se casa com a Margot. Euan se casa com o Jocelyn.
Mas, quando � ao reverso...
importa?
Aqui, sim.
Qu�o grande � Santa Marta? Tem 80 quil�metros de comprimento.
H� outros pa�ses.
Minha pele � meu pa�s.
Possivelmente os homens que ver�o a Margot...
em um coctel no Bloomsbury...
ou em um ch� liter�rio...
invejar�o ao Denis Archer.
Suas algemas luzir�o aborrecidas quando ela entre em um lugar.
Mas se eu entrasse contigo ou com uma mulher como voc� como minha esposa--
Importa-te o que pense a gente tola e prejulgada?
N�o lutaste contra a estupidez nem os preju�zos.
Al�m disso, seria um parvo.
por que?
Porque seria inevit�vel.
Que coisa?
A noite em que perderia o controle e me diria "maldito negro".
N�o pode diz�-lo a s�rio. � imposs�vel.
- N�o. - Ent�o, por que o disse?
Porque este � meu mundo.
Este � meu povo e aqui perten�o.
Se fosse a Inglaterra, quem seria? O que seria?
- David Boyeur. - N�o.
Seria um exilado com chap�u de feltro...
bebendo ch� e levando uma sombrinha fechada...
que falaria com outros exilados pelo que poder�amos fazer...
se estiv�ssemos na p�tria.
Mas aqui estou. N�o tenho que ir.
E inclusive aqui, eu te estorvaria, n�o?
Sim, estorvaria-me.
- Al�m disso, nunca o entenderiam. - Quais?
meus.
Sentiriam que os tra�.
N�o tenho mais rem�dio.
� como uma pedra.
Sim. Aqui estou enterrado muito profundo.
Meu povo tem sua liberdade.
T�m voto. Agora t�m poder.
E tenho que ensin�-los a us�-lo.
Quando acabar aqui, na Santa Marta...
irei a S�o Crist�bal, a Barbados e a Granada.
A todo o arquip�lago.
Digo-te por que n�o ir� a Inglaterra?
Voc� n�o quer esse poder para seu povo. Qu�-lo para ti.
Teme ir l� porque j� n�o o teria.
- Diz-o a s�rio? - Queria te admirar...
sentir que foi superior a todos os homens.
N�o te interessa a gente. N�o te interessa nada mais que o poder.
Usa �s pessoas. Lhe os subidas nas costas.
N�o pode diz�-lo a s�rio.
N�o.
Tem raz�o e eu me equivoco. Equivoco-me e voc� tem raz�o.
- E esse � o fim, verdade? - Sim. Esse � o fim.
FIM
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