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OS FILMES DA MINHA VIDA COM�DIA-DRAMA - 1951
CRIADA, OFERECE-SE... (1951)
Samba! Samba!
Fora da corrida.
Voc� viu o "jurado" como ele estava olhando para mim?
O que � isso? - o "jurista", aquele com o sinal para o bra�o.
Pela for�a, com essas botas!
Mas o que � isso! Tenha cuidado!
desclassificado. Mas foi ele ... L� fora.
Eu quero ver como isso termina.
Voc� viu? N�s fizemos isso mesmo desta vez.
Mas n�o tente de novo!
Venha, vamos comer a sopa de peixe!
N�o, at� amanh�!
Ermelinda. Ele te chama de Berto.
Ela foi embora? N�o, est� a�. Est� l�.
Qual � o seu humor? Mal. Mal.
Adeus. Adeus, Berto.
Voc� est� muito elegante. Voc� quer ir de barco?
Gar�om. Gar�om!
Sinta essa linda m�sica.
Antes de me tratar assim, voc� deve saber a raz�o real das coisas.
Eu o reconhe�o, eu estava atrasado mas h� uma raz�o.
Agora o problema acontece.
Eu queria te surpreender, mas porque reagir assim, eu tenho que te contar tudo.
Eu encontrei um emprego uma coisa grande e definitiva.
Eu tomei servi�o hoje Domingo.
Ubriacone, o que voc� disse? para Donato no �ltimo domingo?
o que? sobre mim.
Qual Donato? o alpino, O namorado da Ermelinda.
Suspenso! Voc� me ligou de volta.
Pare com isso, saia. Em que sentido?
Ele bateu no outro casal. Fora.
Ou�a-me antes de julgar.
Eu estava nessa posi��o ... Esque�a, vamos.
N�o, Ermelinda! "J�ri", Eu tinha dado este passo ...
Voc� tem que mandar embora tamb�m! Saia da pista!
Olha ... Primeiro voc� me deu o golpe! Via!
Voc� quer lutar com um alpino? Ele quer lutar com um alpino!
Olha ... Ei, voc� vem aqui.
Aqui estou eu. Eu coloquei o chap�u. O que eu teria contado sobre a Maria?
Ele n�o disse nada. Quem me oferece um bom sorvete?
Em vez disso lembro-me perfeitamente o que voc� me disse?
Voc� disse: "Isso vai ter que esperar muito antes de casar com ela! "
Mas quando te contei? Onde?
Na Via del Gambero, esquina da Rua Vine. Lembrar?
N�s conversamos sobre nossas namoradas. Eu sempre penso em voc�, Ermelinda.
Voc� disse: "Maria ter� que esperar muito antes da noiva e do noivo! "
Voc� est� certo! Voc� � um tolo, voc� n�o entendeu!
Eu disse que Maria que foi contratado para mim por 15 anos,
espere muito tempo que eu me case com ela!
Claro, Mary est� esperando h� muito tempo.
N�o, Filiberto, Eu me lembro perfeitamente.
Voc� disse: "Isso vai ter que esperar muito antes de casar com ela! "
Idiota! Pobre Maria isso � um m�rtir!
Ela espera por mim Eu quis dizer que n�o mere�o isso.
Claro, est� claro!
N�o, lembro-me perfeitamente ent�o voc� disse:
"Por que eu deveria casar com ela? Estou me divertindo h� 15 anos! "
Ele disse isso. O que voc� est� nessa cabe�a?
Sr. advogado! Sssh!
Ruffiana! Eu? Sim, v� para o seu quarto.
Chega, � hora da verdade! Chifrudo!
Eu te ensinei ser uma dama
como se comportar com as pessoas civis, aqueles da minha condi��o.
Voc� diz alguma coisa?
V� para o corredor Eu vou me juntar a voc� imediatamente.
Que n�o, eu ainda tenho que pagar as parcelas, � meu.
O que voc� est� fazendo? Eu vou colocar.
Tamb�m isso, eu coloquei no mar.
Eu n�o quero isso.
Voc� pegou tudo que eu tinha comprado com o suor do cansa�o.
Por que voc� n�o me mata? O que voc� est� fazendo, atirar?
Depois de dois meses de casamento! � melhor saber certas coisas imediatamente.
Ah sim? Olhe.
Ah, querida, eu n�o guardo rancor.
Eu te afugento! Como quiser.
Via! Afaste-se da minha casa!
BELL
M�SICA DO R�DIO
Sr. advogado ligou?
Sr. advogado, voc� ligou?
Sim.
Coloque a mesa Eu quero comer. E desligue o r�dio.
permitido? Avan ...
Voc� sabia de tudo. N�o.
Quantas vezes por semana eles poderiam ver um ao outro?
Quanto tempo ele ficou aqui? Voc� sabia tudo!
Advogado, pense no f�gado dele.
Porque! Porque! Porque sim!
Eu deveria ter feito tamb�m como a dama
� a �nica maneira de ser amado.
Se ele n�o tivesse feito os chifres, ele n�o choraria assim. - Chega!
Traga para a mesa. Sou eu o mestre! E ligue o r�dio.
M�sica? O que h�.
M�SICA MEL�DICA
QUEIMA Advogado, o que ele fez?
Boa coragem! V� embora!
De bom grado.
Eu tenho que ligar.
ANEL TELEF�NICO
Pronto? Quem � isso?
Ermelinda, me escute.
O qu�? Voc� perdeu seu lugar? Onde voc� est� agora?
Se voc� ver Berto, diga a ele para n�o procurar por mim nunca mais. Eu vou embora, mudo de cidade.
Onde voc� quer ir? Venha c� para mim.
A porta est� sempre aberta. Eu deixo a porta entreaberta.
N�o seja bobo e venha imediatamente.
Aquele idiota! Ele n�o precisou diga-lhe! Que fan�tico!
Ermelinda!
Ermelinda! Sim, ouvi dizer.
Ele ligou?
Eu tive um bom sonho, eu quero falar sobre isso. Primeiro me d� as gotas.
Que naturalidade! Que sonho!
Apenas como se ... 10 gotas.
Obrigado.
Qu�o mal eles s�o!
O que voc� sonhou? Ah, sim, voc� nunca sonha com nada.
Para sonhar, voc� deve dormir e aqui voc� nunca dorme!
Voc� � uma criatura seca e sem cora��o.
Eu tive que passar o vestido da Aid, aquele com os prisioneiros aqui,
com p�rolas e pedras coloridas.
N�o consegui encontrar o ferro, Eu olhei para ele em todos os lugares.
O teatro estava lotado e n�o consegui encontrar o ferro.
De repente eu acho em uma caixa na primeira fila.
Ele estava l� apenas sozinho. Quem? O ferro.
N�o foi realmente o ferro, ele era o contador do segundo andar
olhando para mim, olhando para mim.
Pegue o livro leia at� que eu esteja com sono.
Voc� n�o me escuta � in�til para mim falar.
Sente-se.
Onde? Existe o sinal.
"A tempestade estava furiosa com uma viol�ncia sem precedentes
no 'fedor' selvagem. " o que? No cheiro?
No cheiro. Que tal o cheiro?
Ah, putza! � uma coisa russa.
"A neve rodou em torno de seu rosto macho e tipo de principe ...
Vassilo. "Porque eles n�o escrevem esses nomes em italiano?
"O vento assobiou ..." Ele estava assobiando! Analfabeta!
"Naquele momento a porta do cabana cigol�,
e uma sombra escorregou para dentro.
Foi o pr�ncipe Vassilo.
Ele deu um beijo ardente no pequenino p� do lindo dormente.
Sonia deu um pequeno grito e ele acordou ".
E ele acordou.
Toda noite essa agonia ele nunca dorme!
O que voc� fez? Estou andando por a�.
N�o se preocupe, voc� encontrar� outro lugar.
Voc� � uma empregada querida n�o se degrade.
Eu venho fazendo isso h� 15 anos gar�onete, eu n�o aguento mais!
Eu me encontro � noite no meio a estrada, sem casa!
Non ce la faccio pi� a ricominciare!
Andare all'agenzia, trovare un altro posto...!
"Ti sposo. Tra un anno ti sposo."
Ho aspettato la primavera, poi l'autunno.
"Mi hanno promesso un posto!" "Lo zio Matteo..." Bugiardo!
Hai sentito cosa dice in giro?
- Vuoi una pesca? - Dammi una pesca.
Grazie.
- Mi hai schizzato! - Io ho bisogno di vitamine.
Quella matta non mi fa mai dormire.
- Zio Matteo quanti anni ha? Sono 10 anni che deve morire! - 15!
Me l'ha detto appena mi ha fatto la dichiarazione.
"Tra due mesi ci sposiamo, Io zio Matteo sta morendo."
Io non so neanche se esiste.
- Ora basta, � finita. RUMORE INDISTINTO
- Mamma! - Hanno buttato dei sassetti.
Berto! Che matto! Che vuoi a quest'ora?
Ho telefonato a casa dell'avvocato, Maria non c'� pi�.
Tu sai dov'� andata?
Non gli dire che sono qui. Mascalzone!
- Io non Io so. - Senti... - Ssshh! Vuoi che perda il posto anch'io?
Se la vedi, dille che oggi mi sono vergognato per lei.
Io sono un gentiluomo, per questo sono stato fermo.
- Se non mi chiede scusa... - Vigliacco!
Maria! Come va? Stavo in ansia.
- Ti devo dire una cosa importantissima. Vengo su. - Berto!
Vai a parlargli, quello � capace di svegliare tutto il palazzo.
- Siete matti tutti e due. - Non voglio vederlo.
- Vuoi far perdere il posto anche a me? > Ermelinda!
Hai sentito? Accidenti! Andiamo.
Ermelinda!
Stavi dormendo! Tu dormi sempre. Non hai sentito un rumore?
Io non ho sentito niente.
- Ho sentito la porta che si apriva. - No!
Aspetta. Siedi e leggi.
Mi metto vicino al lume, altrimenti mi sguercio.
- La vita di un uomo... - Puoi parlare fino a domani, io non sento.
Ho sentito per 15 anni! 15 anni di bugie e tradimenti!
Lasciami vivere in pace, non tormentarmi pi�!
- Dove vai? - A dormire. - Aspetta, quando ci vediamo?
- Mai pi�. - Peccato.
Peccato perch� questa volta forse potevamo sposarci.
- Avevo trovato un lavoro. - Che lavoro?
Un lavoro magnifico. Con 80 probabilit� su 100
- potrei cominciare sabato prossimo. - Sabato prossimo?
Fra cinque giorni! Sei contenta?
A Ostia mi avevi detto che avevi cominciato a lavorare, domenica.
A Ostia? Beh, ti ho detto cos� perch�...
- Accidenti! - E poi...
Io ho detto: " Poverina, quella aspetta da tanto tempo."
Te l'ho gi� dato.
- Buonasera. - Buonasera.
- Adesso telefono ai carabinieri. - Telefoni!
Io sono un'amica di Ermelinda, mi � successa una disgrazia.
- Ho perso il posto. - Ermelinda non mi ha detto niente.
Non mi dice mai niente. Che disgrazia ti � successa?
- Il mio padrone � tornato a casa... - Gli � venuto un colpo?
- No. Sua moglie... - Si � avvelenata?
No, lui ha trovato la moglie a letto con l'amante.
- E l'ha ammazzata? - Si � fatto servire un buon pranzo.
- Schifoso. - E' un uomo. Sono tutti vigliacchi, traditori.
Tutti no. Per esempio il ragioniere del secondo piano � un'altra cosa.
- E' un uomo? - S�. - Sono tutti sfruttatori.
Appena nascono. L'uomo appena nasce, sfrutta la donna, succhia il latte.
Veramente anche le femminucce succhiano.
Un po' meno, ma quando sono grandi Io restituiscono.
- E l'uomo? - Non ci avevo pensato. Gli uomini non allattano.
Mi sei simpatica, vieni con me.
Quella stupida non mi aveva detto niente.
Poi dice che non dorme.
Mi sei simpatica, hai una bella voce. Siedi.
Anch'io l'avevo. Ho debuttato ne "La Traviata" a 19 anni.
CANTICCHIA
Non si sveglia. Prendi la sedia, siedi.
Siedi. Tieni, leggi.
- Io? - S�, hai una bella voce, leggi. C'� il segno.
Tu leggi con questa bella voce e io dormo.
"L'alba spuntava sulla steppa russa,
quando il principe disse: Sonia, regina del mio cuore,
ora ti narrer� il segreto della mia vita.
150 anni fa, in una notte come questa, il mio trisavolo..."
- Le signore sono andate via? - La moglie dell'ingegnere � andata via,
ma la contessa scende tra poco. Vieni gi�.
Ho letto tutta la notte alla padrona di Ermelinda.
Ho fatto tardi. Com'� questa contessa?
Un po' pignola, ma gente "fina".
- Ricordi la marchesa Daveri? - Con quelli stavo bene.
- Ci sono stata 10 anni. - Questa � meglio.
Eccola. Buongiorno, signora contessa. Si accomodi.
Ecco Maria. Vi lascio sole.
- E' un po' piccola. - Lei le prende a metro?
- Sei stata licenziata? - No, sono andata via.
- Fumi? - No. - Bevi vino, liquori? - No.
- E... uomini? - Uomini cosa?
Allora, sveglia alle 6 e pulizia delle scarpe.
Alle 6.30 il caff� del conte, alle 7 colazione ai ragazzi.
Dalle 8 alle 9, polvere in salotto, camera da pranzo, mobili
e cera ai pavimenti. E cos� in tutte le camere.
Dalle 10 alle 11, spesa, commissioni e pulizia del pianerottolo.
- Alle 11.30... - Trova un'altra cameriera,
perch� io sono andata via da due ore!
Sai fare le iniezioni? Io, la mamma e la nonna siamo molto deperite.
Io sono solo in casa. 20.000. Tuttofare!
Aspetti!
- E le condizioni? - Non si preoccupi, andiamo via.
- Questo � per l'agenzia. - Prende lei la valigia?
- La prender� domani. - No, subito!
- Ma dove andiamo? - Lei ha mai volato? - No, mai.
E' una grande emozione! Dia a me, andiamo.
Credevo di non farcela, dovevo trovare una cameriera in un'ora.
Invece l'ho trovata. Niente � impossibile per Luigino.
- Chi � Luigino? - Sono io. Andiamo.
Se qualche miserabile ha insinuato un sospetto,
che il Cielo Io ripaghi con la maledizione del serpente.
E se ella non � onesta, casta e fedele,
non � al mondo marito felice.
La pi� pura delle loro mogli � sporca come la calunnia a confronto.
E' sporca come la calunnia al confronto.
- Maestro, tocca a lei. - Lo so, vada avanti.
Ma dopo la sua battuta c'� l'entrata di Desdemona.
Lo so, tu cosa aspetti ad entrare?
- (SUGGERITORE) Eppure ogni tanto... - Eppure... Cosa dice?
Eppure ogni tanto si inginocchia a pregare, l'ho vista io stessa.
Ogni tanto si inginocchia a pregare, l'ho vista con questi occhi.
L'ho vista con questi occhi. Vuoi entrare s� o no?
Cosa aspetti, le trombe del Giudizio Universale? Avanti!
- Cosa volete, mio signore? - (SUGGERITORE) Venite qui.
- Venite qui. > Qual � il vostro desiderio?
- Qual � il vostro desiderio? - Guardatemi fisso.
> Cos'� questo orribile capriccio? - Cos'� questo orribile capriccio?
Dopo la mia battuta Emilia esce.
Emilia, esci.
Tu cosa aspetti, inginocchiati!
Non ci riesco, tu non dici la battuta e io non ricordo pi� niente.
E poi l'ho studiata cos�.
No, no, no, no!
Da capo. Ripeti questa battuta.
> In ginocchio vi chiedo cosa significa quello che dite.
In ginocchio vi chiedo cosa significa quello che dite.
Io sento un furore nelle vostre parole, ma non le capisco.
Da capo. Ripeti la battuta.
In ginocchio...
In ginocchio vi chiedo che cosa significa quello che dite.
Io sento un furore nelle vostre parole, ma non le capisco.
Questa � una gallina che tenta di fare un uovo.
Io non voglio le uova, io detesto le uova! Non piangere!
Tu sei bravissima, ma non hai capito che cosa sia Desdemona!
E' la pi� gentile creatura che sia mai esistita.
Una creatura piena d'amore, una creatura piena
di una disperata gioia di vivere,
che presagisce un oscuro destino incombere. Capisci?
Da capo. Ripeti la battuta.
In ginocchio vi chiedo che cosa significa quello che avete detto.
Io ti strozzo! Mia moglie ha detto parole sante!
Tu sei una generica, ecco quello che sei! Una generica!
Nannina, dove vai? Ti ordino di venire qua!
Cosa vuole lei? Io sto lavorando. Bernanzoni!
Bernanzoni!
Bernanzoni!
Bernanzoni!
Quante volte Io devo dire? Non voglio nessuno alle prove!
Come Io devo dire? Non voglio nessuno, nemmeno mia madre!
- Vada via. - Maestro, lei vola!
- Via, via! - C'� la signora al telefono.
- Mia moglie? - S�.
- Dov'� l'uscita? - No, lei non si muove da qui.
- Quello � matto! - S�, ma le spiegher� tutto.
Angela, sei tu?
No, non le parla il legale, ma l'amico suo e di sua moglie.
- Lei, poverina... - Non voglio la compassione di quel mostro!
- E neanche la sua! - Signora, la prego!
Caro Leonardi, dicevo...
La prego, mi ascolti, con calma.
Avvocato, da un mese Angela ed io continuiamo a tormentarci.
Siamo arrivati all'esasperazione e potrebbero esserci conseguenze.
Quindi � meglio che ci lasciamo per ora,
poi al mio ritorno... Stanotte io parto per il Sudamerica.
Va bene, buon viaggio.
Ma non pu� impedire che sua moglie faccia compagnia con Attilio Rossi.
Ma io sono il marito e ho tutto il diritto di pretendere!
Lei � andata via dalla compagnia per motivi a me sconosciuti!
Non sconosciuti, lei sa bene come stanno le cose.
- Sua moglie ha tollerato anche troppo. - Mi lasci parlare con lui.
Leonardo, sono io. Sei ancora in condizioni di capire?
Bene. Io sono calmissima.
- Vuoi provare a ragionare? - Io parto.
Va bene! Tu organizzi la tua vita,
ma le tue esigenze artistiche sono le stesse mie.
Leonardo caro, ma non ricordi i nostri patti?
- Io parto. - Non farmi perdere la pazienza.
Questa � l'ultima possibilit� che ti offro.
Te la offro generosamente, il mio animo � sempre stato generoso.
Ancora una volta ti tendo la mano.
- Io parto. - E va bene!
Ma non arriverai in America del Sud
perch� ti ho mandato tanti accidenti, l'aeroplano non arriver�.
- Signora, si calmi, la prego! - Mi lasci! Andr� a pezzi!
Brucer�, sprofonder� nell'A tlantico!
Senti... Questo � ridicolo e vile.
Tu auguri la morte al padre della tua bambina.
Io ti proibisco di fare compagnia e di frequentare
quella specie di mascalzone di Attilio Rossi! Capito?
- Attilio Rossi � un bellissimo giovane... - Basta!
Signora! Non avete bisogno di un avvocato, ma di una bambinaia!
- Mi ha mandata via dalla compagnia. - E' andata via lei!
Dovevo restare a guardare quel disgustoso spettacolo
di mio marito con quella cagna? Lei viene dal cinema!
E' stata Miss Cagna 1950 e adesso fa Desdemona!
Desdemona!
E dovrei stare a casa a preparare Io zabaione, le bistecche per il divo
quando torna a casa esausto per le sue magnifiche interpretazioni!
- Signora, ragioniamo. - Esatto, ragioniamo.
Le do un assegno in bianco, lei faccia quello che vuole.
Scritturi gli attori, faccia i contratti, io vado a Parigi.
Vado a procurarmi un bellissimo repertorio e avr� una compagnia mia.
Compagnia Angela Leonardi con Attilio Rossi.
- Che grande attore! - Un programma perfetto.
Lui fa compagnia con la sua amichetta e va nell'A merica del Sud,
lei fa compagnia con Attilio Rossi e va a Parigi. E la bambina?
Dora... La mander� in collegio.
Ho deciso.
Luigino, io stavo pensando...
- A quelle scarpe. - Quali scarpe?
Quelle di antilope nera, con la suola sottile.
- Quelle con i lacci? - No, con i bottoncini. Dove sono finite?
Non ricorda? Le regal� a quell'attore disoccupato.
Ah, ricordo.
Sono le 6, hai due ore di tempo.
Compra i pi� bei giocattoli che trovi e portali qui.
- Giocattoli? - S�. - Per lei? - S�.
Maestro, la signorina che stava con me, � la nuova cameriera.
Si chiama Maria, l'aspetta in camerino. Sa fare tutto e vola!
- Buonasera. - Buonasera.
- Che profumo usi? - Acqua di colonia.
- Serviti. - Come? - Spruzzati.
- Grazie. - Spruzzami.
- A lei? - S�. - In testa? - S�.
Basta?
Attilio Rossi!
- Attilio Rossi. - Attilio Rossi.
Ne hai mai sentito parlare? L'hai mai sentito recitare?
- No, chi �? - Nessuno. Non � nessuno.
Da dieci anni fa l'attore e questo � il risultato.
Tu che vai a teatro... Tu vai a teatro, vero?
Beh... qualche volta. A lei l'ho vista tanti anni fa a Padova.
- Dammi una sigaretta. - Dove sono? - In quel cassetto.
Quanto mi sono divertita! Ho pianto tanto!
Era uno spettacolo lungo! Sono tornata a casa all'una!
- Che dramma era? - Non Io ricordo.
Parlava di spie. Ricordo che entrava una signora bellissima
con un vestito di lam� d'argento, molto scollato. Che brava attrice!
- Come si chiamava? - E' mia moglie. - Quella? - S�.
Che coppia! Come stavate bene insieme!
Quella � la bambina?
S�.
- Che carina! Somiglia alla madre. - Non � vero.
Somiglia a suo padre. La stessa fronte, gli stessi occhi.
Lo stesso naso. Quando ero piccolo ero cos�.
- Tu sei sposata? Hai bambini? - Magari!
I bambini sono la pi� bella cosa della vita!
- Da capo. - Come?
- Ripeti questa battuta. - I bambini sono la pi� bella cosa della vita.
- Non va bene? - Non � pi� la stessa cosa.
- Reciti. Reciti anche tu. BUSSANO ALLA PORTA
- Leonardo, posso entrare? - S�, entra.
Entra, vieni.
Di l� c'� un armadio.
Metta nel mio baule le calze, i fazzoletti, camicie...
Voglio un ordine rigoroso.
Il passerotto ha aspettato tanto che venissi a dargli il bacino.
Ho preparato tutto, baule, valigie. Cos� dopo sar� libera.
Ci sar� molta gente all'aeroporto?
Questo non mi interessa.
- Ricordi la promessa? - Quale?
Dopo Io spettacolo mi porti con te alla cena dei giornalisti.
Me l'hai promesso.
Tutta l'anima ardente di questo veneziano deve venire fuori.
Di fronte al Doge e al padre, non le importa di avere falsi pudori.
Il tumulto interno, la passione di questa creatura del Tiziano,
del Carpaccio, anzi, del Giorgione,
deve esplodere. Capito?
Non ti sembra che il vestito penda un po'?
Lascia stare il vestito e lei, signorina, vada al diavolo!
Vieni qua. Alla battuta del Doge: "Che vorreste, Desdemona?"
Tu dici: " Che io ho amato il Moro da voler vivere con lui."
Forza, dignit�, amore, passione, sesso! Tutto!
"Che ho amato il Moro da voler vivere con lui."
"Le mie tempestose vicende e la mia aperta ribellione
Io proclamano al mondo!"
Va bene cos�?
Maestro! Dov'� il maestro?
- E' di l� con il passerotto. - Ma sono le 8! Deve andare a casa.
- Si � vestito? - Si � dipinto la faccia. - Oddio!
- Ci andr� dopo. - No, c'� il pranzo d'addio, i giornalisti, i fotografi.
- L'aereo parte alle due. - Il passerotto non Io molla pi�.
- A me non piace, a lei? - La odio.
Da un mese c'� questa complicazione matrimoniale,
- e poi Luigino ha i guai. Luigino sono io. - Lo so.
Se lui non va a casa, si arrabbia con me.
Maestro, ho fatto tutto.
Venga, signorina Maria.
Gi� c'� la mia macchina, porti questi pacchi alla signorina Dora.
E se qualcuno le chiede qualcosa, non risponda.
Ah, gi�, lei non sa niente.
Ma non va a casa? A vederla senza trucco da Moro, mi ero consolato.
So quello che devo fare. Non vado a casa.
Ma dopo non ci sar� pi� tempo.
Alle due parte l'aereo, c'� il pranzo, i giornalisti, i fotografi.
Ti proibisco di continuare su questo argomento.
- Ahi! Ma dove sono finite quelle scarpe? - Quali?
Quelle di antilope nera.
- Gliel'ho detto, le ha regalate a quell'attore. - Ah! Opere buone!
CAMPANELLO
Prego.
- Desiderate? - Dora Leonardi. - Prego.
Si accomodi.
Buonasera. Desidera?
Devo consegnare questi pacchi alla signorina Dora.
- Da parte di chi? - Vengo dal teatro, sono la nuova cameriera.
Mi manda il signore.
Li metta qua sopra. Ora la bambina dorme, glieli dar� domani mattina.
- Ha qualcosa da dirmi da parte del signore? - No...
Ma era molto occupato, c'era tanta gente, aveva tanto da fare.
- Perch� mi dice questo? Non gliel'ho chiesto. - Allora io vado.
No! No, aspetti un momento.
- Torna in teatro? - S�, signora.
Mi pare che mio marito stasera aveva una cena con dei giornalisti.
Lei sa se ha accettato?
Signora, io sono al servizio da due ore.
- Parte anche lei? - S�, signora.
Signora!
Tu sei Dora, vero?
Ti conosco, ho visto una tua fotografia con la mamma.
- Non � venuto pap�? - Vieni, cara.
Guarda che bei regali ti ha mandato pap�.
Cosa ci sar� in questo scatolone?
Scommettiamo che � una bambola?
Che bella! Che bel vestito!
Qui c'� un orsacchiotto! Che nome gli diamo?
Pap� mi ha comprato una valigetta verde tutta per me.
- Tu vai in aeroplano? - S�, cara.
Io non ci vado pi�.
PARLA IN TEDESCO
- (IN TEDESCO) - Buonanotte. - Buonanotte.
APPLAUSI
Via, via!
APPLAUSI
- Bravo! - Bravi!
Via, via!
VOCI ACCAVALLATE
Vi ringrazio di questo affetto, di questo calore, di questi fiori.
- Grazie. - Siamo noi che ringraziamo.
VOCI ACCAVALLATE
Grazie. Ci vediamo dopo, alla fine del quarto atto.
Santo Cielo!
- Gi� tornata? - S�, adesso.
- Hai portato i giocattoli alla bambina? - S�.
- Le sono piaciuti? - Non tanto.
- Non erano belli? - Belli?
Avevo detto a Luigino di comprare i pi� bei giocattoli che trovava!
Se avesse visto quello che le ha comprato la signora!
Che cosa le ha comprato la signora?
- Un cavallo. - Un cavallo? - S�, quelli piccoli, da circo equestre.
- Hai visto la signora? - Certo.
- Com'era? - Molto bella.
- Questo Io so. Dammi qualcosa... - Questo? - S�.
- Era triste? Preoccupata? - No, era allegra.
- Come? - Allegra. E' molto bella sua moglie.
E poi era molto elegante, aveva un bellissimo abito da sera
e un'orchidea in fondo alla scollatura. Qui.
Maestro, scusi.
Al pranzo ci sar� il sindaco che adesso � in platea
e forse verr� anche il presidente.
E ho noleggiato tre taxi per i giornalisti. Ma sia puntuale!
- Mi raccomando, puntuale. - Va bene.
Senti... parlavi dell'orchidea...
Mia moglie doveva uscire? E' venuto qualcuno a prenderla?
No, ma ha ricevuto una telefonata.
Una telefonata? Da parte di chi?
Non Io so. La signora ha riso tanto!
Rideva?
E... le telefonava una donna o un uomo?
Credo che fosse un uomo.
Lo chiamava per nome?
- Che nome? - Io poi sono andata via.
Mia moglie ti ha detto qualcosa per me?
S�, "Buon viaggio e buona fortuna".
- Nient'altro? - No, stava al telefono con quello!
Quello!
Ma chi era? Mia moglie Io chiamava per nome?
Lo chiamava Attilio?
- Luigino! - Maestro.
- Non ti dico niente sui giocattoli. Sei un deficiente. - Perch�?
- E' cos�, sei un deficiente. - Va bene.
Di' a Francesco di aspettarmi con la macchina dopo Io spettacolo.
- Dove va? - Non preoccuparti, con te ci vediamo all'aeroporto.
VOCI ACCAVALLATE
- L'aereo per il Brasile? - Parte tra cinque minuti.
- Devo vedere una persona, � urgente. - Non � possibile.
- Mi faccia passare. - Non � possibile! - Maria!
E' la voce di Berto! E' Berto!
Maria! Maria!
Che fai? Ermelinda mi ha detto tutto.
- Parto e forse sposo un brasiliano. - E io?
Proprio adesso che Io zio Matteo � morto! Ti posso sposare subito.
- Lo zio Matteo � morto? - S�, ho ricevuto il telegramma.
- Vedere! - Il maestro potrebbe arrivare da un momento all'altro.
- Chi �? - Luigino. - Filiberto Morucchi.
- Se ha bisogno di un taxi, io... - Senta...
VOCI ACCAVALLATE
Eccolo!
Ma che succede?
Lo sapevo!
- Luigino, prenda la mia valigia. - Prenda la valigia.
- Mi lasci stare. - Se le serve il taxi... - Mi lasci stare!
Ma quello � Leonardi!
- Quale sar� il programma della sua compagnia? - Ci dica qualcosa.
Il viaggio mio, di mia moglie e della mia compagnia
� un messaggio di "italianit�" oltreoceano
dove vivono milioni di nostri fratelli.
- Mia moglie potr� darvi ragguagli in proposito. - Grazie.
Reciter� "La signora delle camelie".
- Maestro, e Nannina? - Volevo parlarti di questo.
Prendi la macchina e vai al teatro.
Questa � la chiave del mio camerino e questa dell'armadio.
- Non capisco... Ah! L'ha chiusa dentro! - S�, perch�?
- Non posso pi� partire, mi scusi. - Perch�, ha paura di volare?
No, il mio fidanzato dopo 15 anni vuole sposarmi.
- Permette? Filiberto Morucchi. - Piacere.
- L'ho vista nell"'Otello". - L'ho visto truccato. - Che bravo!
Grazie. Mi fa piacere vedere le persone felici... e vere.
- Anche se dicono delle bugie. > Leonardo.
Allora, metterai in repertorio anche "La signora delle camelie".
Io non ho i toni romantici di Armando Duval.
- Allora "Zaz�". - Non ho i toni esasperanti e borghesi di Dufresne.
Allora che vengo a fare in America?
La moglie.
Permettete una fotografia?
Un'altra l� in alto.
Che farabutti gli uomini!
Ma che stupidi!
Ma che cosa dici?
Niente, fatti miei.
- Sei impazzito? Che fai? - Ci dovevamo fermare.
Non mi fai toccare n� il volante n� il cambio n� il clacson.
- Non posso neanche frenare? - Ma sei scemo?
"Pacioccone" mio, dov'� la nostra villa?
Dietro quel ponte. Dopo mangiato ci andiamo.
- Dove? Mi fai vedere dov'�? - Smettila. Scendi.
Scendi! Se ti metti di nuovo davanti, io vado a piedi!
- E cambio anche fidanzato! - Mi fai fare la manovra? - Scendi!
- Guarda! - Cosa? - Guarda!
- Cosa? - La campagna!
Sono contenta che sia morto, ti abbia lasciato la casa e ti sposi,
ma io non starei mai in campagna!
Non capisci niente!
Pensa alla mia casetta con il mio pacioccone!
Ta-ta-ra-ta-tan! Ta-ta-ra-ta-tan!
(DONATO) La zuppa � cotta!
Cameriere!
- Cameriere, il conto. - No, restiamo ancora un poco.
- Andiamo via? Mi fai portare la macchina? - No, tu non la tocchi!
- Facciamo il brindisi? - Macch� brindisi!
MUSICA ALLEGRA
- Scusami, caro. - Di che?
Di aver dubitato di te. Ti ho trattato male e stavo per lasciarti.
- Invece tu... - Non ti senti bene?
Sono felice! Che stupida!
Attenzione, fermi tutti!
Aspetta, devo dire una cosa.
Brindiamo tutti in coro alla felicit� di Maria e di Berto,
che dopo 15 anni di patimenti finalmente si sposano.
Gridiamo tutti in coro: Evviva gli sposi!
Lil� iuuu!
- Tu quando mi sposi? - luu! - Io non voglio aspettare 15 anni!
- Posso trovare quanti fidanzati voglio. - Tit� iuuu!
Piantala con questa lagna!
Ho avuto un autiere, un bersagliere e un aviere,
ma mai uno scemo come te.
Non mi dici mai una parolina d'amore, mai un bacetto!
Sai una cosa?
Se un aviere, un autiere, un bersagliere prova ad alzare
un sacco dell'alpino, non ce la fa, gli viene l'ernia!
Cosa vorresti, un bacio di passione?
S�. Che aspetti?
Chiudi gli occhi.
Bene, cos�.
Non guardare.
Ermelinda e Donato dove sono? Dobbiamo andare a vedere la villa.
Villa! Non ti ho mai detto che � una villa.
E' una casetta, pi� o meno come quella.
- E' carina. - Nei muri ci sono tante crepe! - Non importa.
- Quando piove bisogna nuotare. - Nuoteremo!
Per� la campagna � brutta. C'� qualche albero... pochi.
- Non importa. - Torniamo domenica prossima.
- Ma � la villa dove devo abitare io! - Villa!
Berto, guardami in faccia.
- Berto! Donato ha messo in moto la macchina! - La mia macchina?
- S�! - Quello � matto! Non sa guidare! Donato!
Donato!
Guarda come mi ha ridotto la macchina questo disgraziato!
Non � colpa mia, quando ho ingranato la marcia...
- Ora ti ingrano la marcia in testa! - Non � colpa mia.
Guarda che roba! Ormai dobbiamo rinunciare ad andare alla casetta.
- Ci andiamo Io stesso. - E la macchina?
- Andiamo a piedi. - Ma saranno tre chilometri!
- Anche sei! Andiamo! - Anche sei!
Maria, torniamo a Roma!
La mia casa!
Guarda, la stalla! Con il bue e l'asinello, sembra un presepe.
Non c'� nessuno.
- Signora Celestina! - Zitto! - L'ho chiamata!
- Andiamo ad esplorare. - Questa casa disabitata mi fa impressione.
Non ti preoccupare.
Una porta. Entriamo.
E' meglio che entri prima tu. Non ti preoccupare.
Berto!
- Berto! - Chi �? - Buongiorno. Siete Celestina la guardiana?
- S�. - Io sono Maria, la fidanzata di Berto.
- Quale Berto? - Filiberto, il nipote del povero signor Matteo.
Ah, quel vagabondo! Che fai qui?
Sono venuta a vedere la casa. Berto!
- Donato, torniamo indietro. - Perch�, hai paura?
Donato, c'� ancora Io zio morto!
- E' morto? - Chi ti ha detto che � morto?
- Non � morto? - Matteo!
- Ci vuole Io scongiuro! - Le anime sante!
- Berto, dove sei? - Il morto! Ti�!
Oddio, � vivo! Siete vivo?
Ha detto proprio cos�: "Finalmente zio Matteo � morto!"
Adesso gli faccio vedere io se sono morto!
- Eccolo l�. - Dove? - L�!
Un po' pi� a destra, vede come corre?
Bravo! No, non l'ha preso.
FISCHIETTA
CAMPANELLO
- Ancora non siete pronti? - C'� confusione, non si capisce niente.
- Allora dammi un bacio. - Smettila, c'� pap�.
- Enrico! - S�? - Porta questa cesta.
Tu aiutalo, attenta, mi raccomando.
- I pacchi li lasci qua? - Hai ragione.
- Avete sempre la testa per aria. - Ho tante cose da fare!
Ciao. Legali bene al portabagagli. Ciao.
Nina, sbrigati!
- Attento alle gomme lisce, potrebbero scoppiare! < Tranquillo.
Finalmente!
RUMORE DEL PHON
SQUILLI DEL TELEFONO
IL TELEFONO CONTINUA A SQUILLARE
- Pronto? - Giovanni, non fare Io spiritoso, ti ho riconosciuto.
- Sono partiti tutti? - Io non esco, ho bisogno di riposare.
Dai, ci sono due ballerine del Florida...! Telefono?
Fai quello che vuoi, ma non telefonarmi pi�.
Aspetta. Pronto? Pronto?
BUSSANO ALLA PORTA
- Chi �? - Amici. - Una donna? - S�.
Scusi...
- Credevo fosse un mio amico... - Sono la cameriera dell'inserzione.
- Ho avuto la sua lettera due giorni fa. - Dove va?
- Sono in ritardo? - No... anzi, � in anticipo.
Sono solo, sono partiti tutti.
Venga dopodomani, se non le dispiace.
- Va bene. - Non posso farla entrare, giro per casa mezzo nudo.
- A me non importa, un uomo come lei... - Che vuol dire?
Voglio dire... pacifico.
S�... a me la guerra non piace. Ma mia moglie � gelosa.
Venga dopodomani, sono sicuro che l'assumeremo. Mi piace...
- Se potr�... - Perch�? - Io non ho una casa.
Arrivederci.
Aspetti un momento.
Lei sa fare gli spaghetti alla carbonara?
- Come li sa fare? - Al rag�, al pomodoro, burro e formaggio.
Questa � roba da cliniche.
- Con il tonno li sa fare? - S�. - Con il basilico? - S�.
- All'amatriciana li sa fare? - S�.
- Ci mette il guanciale o la pancetta? - Non � la stessa cosa?
No. Non � la stessa cosa.
Il guanciale � questo, la pancetta � questa.
La chiama pancetta!
No... quella che si compra... questa non si mette...
Mi sta andando via la voce.
Un'ultima domanda: Nel soffritto dell'amatriciana
- ci mette l'aglio o la cipolla? - Niente!
Brava. Un'ultimissima domanda.
Il pepe... Attenzione, si mette sul sugo o sulla pasta?
Nell'amatriciana non si mette il pepe, ma il peperoncino.
Entra!
(MARIA) Cavaliere!
Veramente io sono commendatore.
< Commendatore, dov'� l'olio?
Nella credenza c'� la bottiglia del maraschino...
< Faccio il sugo con il maraschino? - Fammi finire!
Nella bottiglia del maraschino c'� l'olio.
Ma se c'� la benzina, allora sta nel barattolo del DDT.
< E il sale?
Nel barattolo bianco dentro la credenza.
Nel primo ripiano, c'� scritto "Sapone per la barba".
< E il secchio per far bollire la pasta?
II secchio? La pasta si fa bollire nella pentola!
< Che organizzazione!
Che fai, prendi in giro?
II sale mettilo prima che l'acqua bolle.
Capito?
Ehi! Come ti chiami? Mari...
- Ehi! RUMORE IMPROVVISO
Cominciamo bene!
Non piangere, con le lacrime non si riaggiustano i piatti.
Lascia perdere, raccoglili.
Non piangere!
Ehi! Ti senti male?
Che hai? Ti fa male Io stomaco? Hai fame? Non hai mangiato?
- Sapesse che mi � successo ieri in campagna! - Che � successo?
- Cose intime. - Cose intime? Non capisco.
- Vuoi mangiare? Vuoi andare al bagno? - No, mi sento molto meglio.
Ehi! Come ti chiami? Hai detto che ti sentivi meglio!
CAMPANELLO
- Scusi, vorrei parlare con suo padre. - Sta riposando.
Forse � arrabbiata con me perch� ho votato contro il progetto
di suo padre per la costruzione sul terrazzo, ma...
Lascia, parlo io con il signore. Cosa c'�?
- Dovrebbe venire un momento a casa mia. - A casa sua?
Non voglio pi� avere a che fare con lei.
Lasciamo stare il condominio, questa � una questione umanitaria.
- Io parlo al medico. E' medico semplice o professore? - Professore.
- Forse non ha messo la targhetta a causa dell'et�. - No, per modestia!
- Anch'io sono modesto, a volte mi chiamano cavaliere! - Non divaghi.
- C'� una persona che si sente male. - Ma i suoi non sono partiti?
S�. La persona che sta male � pi� importante
dei piccoli litigi tra noi inquilini.
- Venga, � una donna. - Che donna? - Una donna di servizio.
Mi faccia la cortesia, venga.
- E' lei la malata? - Credo. - Cos'ha?
- Se Io sapevo, non la chiamavo. - Cos'� successo?
Io stavo a letto e lei in cucina che cucinava.
- All'improvviso ho sentito un tonfo. - Ho capito, � svenuta.
- Bravo, ha capito. - Mi lasci visitare.
- La deve visitare lei? - Io? - No, la devo visitare io!
- Appunto! - Allora la lasci stare. - Non so neanche come si chiama.
- Non si arrabbi! - Come va? - Bene.
- Anche a me ha detto che stava bene e mi � caduta addosso. - Va meglio.
- Bisogna portarla via da qui. - In ospedale?
No, in un ambiente con altra aria, altra temperatura.
- Ha la febbre? - No, parlo di temperatura locale!
- E non mi faccia gridare! - Non si arrabbi!
- Compro qualcosa? - No, prepari una camomilla.
- Lei vuole qualche cosa? - No, io ordino la camomilla.
- Appunto, lei che cosa vuole? - L'ho ordinata per lei!
Non gridi! Allora, lei prende qualcosa?
- No, grazie. - Un'aranciata, una limonata.
- No, vada! - Non si arrabbi, siamo condomini!
- Torno subito. - Va bene.
Chiss� dov'� la camomilla!
Mannaggia alla cameriera e chi ha voluto prenderla!
Tutto a me succede!
Dove sar� la camomilla!
Dove sta la camomilla!
STARNUTI
Professore.
Professore.
Dove sono andati?
- Professore! - Cosa c'�?
- Fa i giochi di prestigio? - Perch�?
- Perch� l'ha portata qua? - Di l� non si respirava.
- Ma qui dormo io. - Di l� potevano succedere delle complicazioni.
- Ma... - Mi lasci fare. Due compresse prima di dormire,
- poi dieci gocce ogni tre ore e... fumigazioni. - Che sono?
- I suffumigi. - Che sono? - Non li conosce?
- No. - Mette una pentola di acqua bollente sulle sue ginocchia.
- Si scotta! - No, mette un piatto sotto.
- Sotto la signorina? - No, sotto la pentola. - Poi?
Mette dentro un po' di camomilla e un po' di bicarbonato.
- Dentro la pentola? - S� e copre la pentola.
Poi copre la signorina con un asciugamano.
- Dopo lei scopre. - La signorina? - No, la pentola!
- Come faccio se la signorina � coperta? - Mette le mani sotto.
- Sotto? Va bene. - La signorina deve respirare coperta.
Ci vuole un asciugamano grande.
- E poi riposo assoluto. - Lei?
- Certo, vuole riposare lei? - No! Io adoro fare l'infermiere!
- E poi deve mangiare cose leggere, ma sostanziose. - Cio�?
- Pollo lesso, spaghetti al burro... - Pesce...
- Poi le preparo il menu e lei sceglier�. - E' la cosa migliore.
- Non ho capito bene la pentola... - Chiami un'infermiera.
No, non voglio che il signore spenda dei soldi per me.
Una mia amica, sta a servizio qui vicino, potrebbe venire.
Le telefono io, non si fidi di questo signore.
- Viene pure Ermelinda! - Il numero? - 859568. Grazie.
- Ritorner� stasera a trovarla. - E io dove dormo?
Dormir� nella stanza della signorina.
- Spero non sia una cosa grave. Quanto � per il disturbo? - Dieci.
- Dieci? - Dieci mila.
- Dieci mila per... - E' il mio onorario.
- E' una visita urgente. - Poteva andare piano!
Se vuole pu� informarsi con i sindacati professionisti.
- Va bene, alla prossima riunione le dar� le dieci mila lire. - Va bene.
- L'accompagno? - No, grazie. Signorina, ora vado a telefonare.
Non ho capito niente di quello che devo fare.
Proprio a me doveva capitare! Io volevo restare solo, in pace!
- Cerca qualcuno? - S�, il signor Marchetti.
- E' l� o qua? - E' la prima volta che viene?
S�, io cerco una mia amica che sta qua.
- C'� gi� la sua amica? - S�.
- Brutto mascalzone! Lei ha ricevuto una telefonata, eh? - S�.
Ora ci penso io!
Non gli dica che sono qui. Gli facciamo uno scherzo.
Mascalzone!
Ma il campanello non suona. Non c'� nessuno?
Comunque noi due ci siamo!
Immagino che divertimento!
> Un momento!
> Chi �? - Amici.
> Chi amici? - Apra. - > Ma chi �?
- Lei � il signor Marchetti? - S�. - Dovevo uscire col mio fidanzato,
ma volevo vedere cosa � successo.
La mia padrona mi ha dato queste arance, sono leggere e nutrienti.
- Lei chi �? - Sono Ermelinda!
- Che vuole? - Il dottore mi ha detto di venire.
- Ah, lei � l'amica! - S�. - Allora non chiacchieri ed entri!
Tenga. Ha fatto bene a venire, devo fare questi "sulfamidici".
- Sulfamidici? I fumenti! - Li sai fare?
S�, la mia signora � cantante e li fa sempre.
- Allora aiutami. BUSSANO ALLA PORTA - Chi �?
- Mi ha telefonato il dottore. - E' uno con la faccia da scemo.
Vedo chi �. Vai nella prima camera a sinistra.
La camera mia!
- Chi �? - Sono un infermiere.
Quello ha telefonato pure all'infermiere!
- Due alla volta, eh? - C'� la cameriera che sta male.
- Tu non hai mai avuto la cameriera! - Che vuoi fare?
- Dove sono? - E' la cameriera che � venuta oggi!
Strano, a ferragosto e proprio oggi che tua moglie non c'�!
- S�, l'ho assunta a ferragosto! - Assunta? Si chiama Assunta?
- Ma che dici? - Facciamo questa bella orgia?
Stai zitto!
Capisco che ti sei ammalata, ma anche Berto, poverino!
Non parlarmi di lui, � un mostro!
S�, ma tu partivi con l'aereo e lui ha detto qualcosa per difendersi.
Vai via!
- Se poi lui si ammazza... - Si ammazza?
S�, se non vado gi� a dirgli che l'hai perdonato, si ammazza.
- L'hai portato qui? - S�. Lo chiamo?
Ferma! Non ti muovere! Porta via questo!
Ti ho giurato che � la nuova cameriera!
- Io volevo davvero stare solo! - L'ho visto.
Non immaginavo che avrei avuto in casa un policlinico ambulante!
- Poi quella con le arance... Che guardi? - Come reciti bene!
Vuoi farmi diventare scemo pure tu?
Se avessi un tubetto di barbiturici, Io prenderei... Mi butterei...
Deve pure venire il dottore, quella faccia verde del condomino...
BUSSANO ALLA PORTA - E' il dottore. Ora ti convincerai.
Non ti muovere da qua.
Ora ti convincerai. Chi �?
> Amici. - Questa non � la voce del dottore. Chi �?
> Polizia.
Polizia?
Era uno scherzo! Altrimenti non apriva.
- Cosa vuole? - Sto cercando Maria.
- E la cerca qui? - S�, mi ha detto che � qui.
- Chi gliel'ha detto? - Il portiere.
- Il sole le ha fatto male al cervello? - Ma...
- Io non conosco questa Maria. - E' la sua cameriera!
- Si chiama Maria? - S�. - Io sono il fidanzato.
- Crede che casa mia sia Villa Borghese? - Non mi permetterei mai.
- Mi presenti la sua amica. - Sta male, poverina.
- Ma io sono un po' medico. - Berto!
- Ermelinda! - Aspetti!
- Chi � lui? - Niente, niente.
- Anche lei � dei nostri? Ci divertiremo! - Dov'� Maria? - L�.
- Maria! - Non ti sei ancora ammazzato?
Che cosa fai in quel letto?
Vigliacco! Mi sono sentita male!
Certo! Sono un cretino, io ci avevo creduto!
Che cosa significa questa commedia?
Mi spieghi lei cosa significa questa baraonda.
Cosa significa questa confusione?
- Io volevo rimanere solo, poi � arrivat... - Il suo amico!
- Certo, voleva stare solo! - Io avevo il catino in mano...
- Niente volgari dettagli! - Macch� volgari, me l'ha detto il dottore!
II dottore � il suo consigliere per fare queste porcherie?
Bravo! Un signore della sua et�! Mi meraviglio di lei!
BUSSANO ALLA PORTA
- Chi �? - Toi-o, iuu!
Un momento.
Toi-o, iuuu! Sono un alpino.
Grazie! Fa un caldo terribile!
Ho portato il cocomero, l'ho scelto buono.
E' rosso, vuole assaggiarlo?
- L'assaggi, � per quattro persone. - Uuuhh!
Non si fa cos�, si fa: Toi-o iuu!
Ermelinda! Lo metta nel ghiaccio.
- Donato! - E' un tuo parente?
- Mi stava abbracciando! - Davvero? Io sono il fidanzato.
- Sono un alpino. - Anch'io ero un alpino.
- Del terzo reggimento? - No, del primo.
Ti-rio, iuuu!
- No, noi non cantavamo questo. - Cosa cantavate?
- Ah, la canzone della penna nera! - La penna nera!
(IN CORO) Sul cappello, sul cappello che noi portiamo,
- ti-ri-o iuuu! - No...
Signore, non si arrabbi, � facile. Metta le mani cos�.
La voce Iontana! Ha fatto cadere il cocomero.
Non � difficile, provi con me. Tiri-o iuuu!
- Sshhh! - Vuole farlo a tre voci.
- Zitti! - Zitti o si arrabbia. - Silenzio! CLACSON
Via! Tiri-o iuuu!
Signore, dove va? Vuole fare l'eco d'andata?
- (DONATO) L'aspetto. - Zitti!
Questo � il clacson della macchina mia.
< Giovanni! - Che c'�?
- Siamo ritornati. - Perch�?
Si sono sgonfiate le gomme, vieni ad aiutarci a scaricare la roba.
A quest'ora potevo essere in America! A Rio de Janeiro!
Non dirmelo pi�. Ti prometto, ti giuro,
a costo di qualunque sacrificio, tu non andrai pi� a servizio.
- Non � colpa mia! - La prima volta che partiamo!
Hai visto? Dov'� il ragazzino? Muoviti!
- Controlli la macchina, torno subito. - A casa � tutto a posto?
Almeno qualcosa va bene!
Portami in un posto dove non c'� nessuno, ma c'� tranquillit�, pace.
- E' difficile! - Ma che vetturino sei?
- C'� un posto cos�. - Dove? - Al cimitero.
Portami l�.
- Che � successo? - Si � chiuso dentro, bisogna sfondare la porta.
- E' una cosa grave? - Non Io so, venite.
Signora, c'� il portiere.
- Cos'� tutto questo rumore? - Dio mio!
(MARIA) Suo fratello non risponde e la porta � chiusa.
Non risponde?
- Raffaele, apri! - Forse si sente male.
No! Io so perch� non apre!
- Raffaele, apri, � meglio per te! - Buttiamo gi� la porta.
No! Butti gi� le porte a casa sua.
Raffaele, apri! Raffaele!
Annetta, Carolina, vi devo parlare.
- La lezione � rimandata a mercoled�. - (INSIEME) Arrivederci.
Entrate.
- Ma che gli hai fatto? - Io? Niente!
> (PIANGENDO) Raffaele!
- Signorina, si sente male? - Tu non la devi toccare!
Anche Gioacchino! Ti do otto giorni di tempo per trovare un altro posto.
- Sei licenziata! - No, Maria, tu rimani qua.
< Sei licenziata! - Non gridare, � inutile.
- Io ti ho sempre ubbidito, ma stavolta � impossibile. < Perch�?
"Vuolsi cos� col� dove si puote ci� che si vuole." E stai zitta.
- Si pu� parlare adesso? - Certo, il pranzo � finito.
Dottore, guardi me.
Non vogliono capire che quando si mangia, non si parla.
In India Io sanno pure i bambini piccoli cos�.
Lei ha mai avuto in cura un indiano con un'ulcera allo stomaco?
- Io sto a Roma. - Non � una cosa di Roma.
- Gli indiani quando mangiano stanno in silenzio. - Giusto.
Come i frati.
Io l� volevo scrivere "Silenzio", ma non hanno voluto.
- Allora adesso si pu� parlare? - S�.
- Cretino! - Certo, mangiare in silenzio � ammirevole.
Gli indiani, per esempio, � un popolo saggio, saggissimo.
Professore, lei al mattino continua ancora quegli esercizi,
quelle pratiche ginnico-mistiche... mi pare... yoga?
No, dottore, per favore. Sono felice di averla qui con noi stasera,
ma questo � un pranzo tra amici, non una visita medica.
Ne abbiamo gi� parlato, s�, continuo con il sistema yoga, mattina e sera.
- E non sono malato. - No, tu sei malatissimo!
Un uomo serio di 55 anni, professore di matematica,
tutte le mattine e tutte le sere sta un'ora nudo per fare il fachiro.
"La posizione dell'albero", "la posizione del coccodrillo"...
"La posizione del cervo"!
Continuate quanto volete, le posizioni sono 88 milioni.
Comunque non ne voglio parlare, sono cose serie,
comandamenti degli antichi profeti indiani per Io sviluppo
dello spirito imprigionato dalla materia. Dalla materia! Questa!
Ma sua sorella e sua nipote mi hanno detto cosa � successo stamattina!
- Ho ricevuto un messaggio di Gioacchino. - Gioacchino?
S�, Gioacchino. Siamo in contatto da tanti anni.
E' un bravissimo medico. Ha operato sul campo il generale Marshall.
- Quando? - Durante la campagna di Napoleone in Russia.
- Interessante! - E' il mio spirito guida.
Siamo in contatto da molti anni. E' diretto e medianico.
Stamattina mi sono concentrato nella posizione dell'albero.
Ho scavalcato la barriera materiale,
e non appena sono entrato nell'indicibile,
ho sentito... SQUILLI DI TELEFONO - Il telefono.
Pronto?
- Sei tu! - Come va? Che novit� ci sono?
Non capisco, mi hanno licenziato, ma lui vuole che rimanga.
- Lui non vuole che vada via. - Chiedi che tipo �.
- Che tipo �? - Ha la faccia del vizioso subdolo?
- Ha la faccia del vizioso... che? - Subdolo! - Subdolo?
No, � un brav'uomo, per� � un po' strano. Di l� c'� il dottore.
La mia padrona dice di stare attenta che non sia un sadico.
- Come nel "Vampiro di Piccadilly." - Chi? - Piccadilly!
Parlano ad alta voce, stanno litigando. Ciao.
(RAFFAELE) Puoi mancare di rispetto a me, ma non a Gioacchino!
Dille quello che ti ha detto Gioacchino.
- Si calmi. Torni di l�. - No! Glielo deve dire.
Voglio vedere quanto si pu� essere ridicoli!
Dille quello che ti ha detto Gioacchino.
- Zio Raffaele, ti supplico, non dirglielo! - Diglielo!
Si pu� sapere cosa dovete dirmi? Chi � Gioacchino?
Da stamattina mi prendete in giro! Basta!
PAROLE INCOMPRENSIBILI
Aspetti, non vada via.
Le devo parlare.
Si accomodi.
Lei � turbata.
Adesso � tranquilla. Si accomodi.
- Ha paura degli spiriti? - S�.
- Ne ha visto mai qualcuno? - Se ne vedo uno mi prende un colpo.
- No! - Come no?
Nemmeno uno piccolino, un po' calvo, simpatico,
con la "R" francese? Bonjour, bonjour, bonjour.
- Si chiama Gioacchino. E' mai venuto da lei? - C'� il latte sul fuoco.
Non si muova!
Nemmeno sotto forma indiretta?
Un profumo di garofani, dei cerchi d'argento,
un suono di campane, din don, din don.
- Lei mi crede pazzo. - S�... no! - Come le mie sorelle e il dottore.
Questo perch� quello che non si vede, quello che non si sente,
che non si tocca, non esiste!
Invece esiste solo quello, l'inesistente.
Che facciamo della nostra vita materiale?
Una persona si alza, mangia, la sera va a letto, si addormenta,
poi si risveglia, rimangia... E poi un giorno muore.
E allora? No, no.
Quello che conta � quello che non si vede.
Allora io la mattina mi alzo, vengo qua appena sorge il sole,
metto un disco perch� la musica aiuta la concentrazione,
e assumo la posizione degli antichi indiani.
E arriva Gioacchino.
Arriva puntualmente.
Ieri mattina mi ha trasmesso un messaggio molto importante.
Mi ha detto che lei ed io ci dobbiamo sposare.
- E Berto? - Manger� i miei confetti.
- Allora diventerai una signora e prenderai una cameriera. - Due!
- Beata te! - Al mio posto cosa faresti?
Non glielo dico, sar� una sorpresa.
Il professore � una brava persona, gli dir� di s�.
- E poi decideranno gli spiriti. Stasera... - Poi mi racconti tutto.
(RAFFAELE) Vi prego, la massima concentrazione.
- Posso evocare? - Troppa paura elemento catena.
- Si scrive il nostro destino, coraggio. - (MARIA) Ho paura.
Luce! Troppa luce.
Soffre.
Se qualcuno vuole uscire, Io faccia adesso, dopo sar� troppo tardi.
- Posso evocare? - (IN TEDESCO) S�.
Aaaaahhhh.
Sento... sento... Comincio a sentire.
- Aahh! Mi hanno toccato le gambe! Aiuto! - Calma.
- Il gatto. - Fuori!
Bambino mio, andiamo via da questa brutta stanza.
Ristabiliamo la catena. Un po' di pazienza.
Ci sei, Gioacchino? Spirito di Gioacchino, ci sei?
Concentratevi meglio, ancora un po' di fluido. Forza!
Forza. Forza!
COLPI - Eccolo.
Buonasera, Gioacchino, grazie di essere venuto.
Scusami se ti ho disturbato, ma non ho colpa, ci sono anime incredule,
che mettono in dubbio il tuo messaggio di ieri.
Il messaggio di...
Tu mi dovresti fare la cortesia di confermare questo messaggio.
- Loro dicono che non � vero. Io ti prego... > Attenzione!
Preparare difesa, fortificare.
COLPI
Incursione spiriti elementari, spiriti bassi.
Concentrarsi meglio, concentrarsi al massimo.
Gioacchino, parla!
Che stai dicendo? Non ti capisco.
Gioacchino sparito.
Anima sconosciuta recentemente disincarnata
- chiede di comunicare. - La mandi via.
Gioacchino, mandala via tu!
Chi sei? Cosa vuoi? Perch� disturbi nostra seduta?
Gioacchino, il messaggio!
COLPI Anima disincarnata questa sera...
conosce persona qui presente.
Chi conosce?
- Signorina Maria. - Io?
Chi sei?
- Zio Matteo. - Lo zio di Berto! - Chi �?
VOCI ACCAVALLATE
SQUILLI DEL TELEFONO
- Pronto? - Maria, ho una grande notizia.
E' morto Io zio Matteo.
- Stasera, due ore fa. - Lo... so...
Come Io sai?
RINTOCCHI DI CAMPANE
- Allora? - Non c'era n� a casa n� in garage n� al biliardo.
- Hai chiesto alla portiera? - S�, ha detto che � uscito alle 7.
- Mamma mia, quella muore! - Vado in vedetta?
- S�. - Appena Io vedo, do l'allarme. - Subito!
Che ha detto Donato?
Donato che ha detto? Che ha detto Donato?
- Ha detto che non si trova. - Questa volta l'ammazzo!
- Maria! - Ha ragione, ci vuole il vetriolo.
- Chi me l'ha fatto incontrare! - Forse ha avuto un incidente.
- Magari! - Io non posso pi� aspettare.
- Ho un battesimo e poi un funerale. - Ma ho speso 1.000 lire di fiori.
- Aspetti un pochino. - Non vi illudete, quello non viene.
Sono sicura che quello ha moglie e amante, come il conte di Marcel.
- "Tradimento, inganno e disonore". L'ha letto? - No.
E' un bellissimo romanzo, si legge tutto d'un fiato.
- Padre, ancora cinque minuti. - S�, padre!
- Va bene, solo 5 minuti. - Grazie, padre.
- Filiberto, sono venuto a cercarti! - Sono andati via tutti?
No, sono tutti l�. Quanto sono arrabbiati!
E' arrivato finalmente!
Maria, scusa un momento.
- E' resuscitato? - No, � morto, Io sai!
- E allora? - Sono stato dal notaio. Mascalzone!
- Cosa succeder�? - Le star� confessando che � sposato.
Mascalzone.
- Celestina. - Chi �? - La contadina che stava da lui. - E allora?
Zio Matteo ha lasciato tutto a lei, la casa, la terra, i soldi, tutto.
- E allora? - Allora...
- Mi dispiace per tutta questa gente, per il reverendo. - Cosa succede?
Io non ti posso sposare.
Ah, no! Ti sposo io.
Ma come � possibile?
Una modifica all'annuncio economico.
"Cameriera e autista bella presenza offronsi." Andiamo.
MARCIA NUZIALE
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