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Senhoras e senhores,

vou fazer-lhes uma pergunta muito importante.

Estão prontos para julgar um dos seus semelhantes?

Hoje, vocês devem fazer o que acham correto para a justiça.

O Ministério Público pintou um retrato de meu cliente,

e lhes contou algumas histórias interessantes.

Eu não estou aqui para pintar retratos ou contar histórias.

O meu cliente não é uma tela nem é feito de papel.

Ele é feito de carne e osso. E tem um coração e uma alma.

E, no momento, tem um futuro.

Vocês têm o poder para mudar tudo isso.

Então o que é necessário, é que vocês sejam fortes,

que sintam com o coração,

que sintam com a alma e que façam o que é certo.

Não o que é popular, mas o que é bom.

A vida dele...

É o que está em jogo aqui. Ele é inocente.

Vocês sabem disso. Eu sei disso.

Vamos libertá-lo.

Vocês chegaram a um veredito?

"Nós, os jurados do caso em julgamento,

consideramos o réu Ramon Rios

inocente de homicídio em primeiro grau".

Você sabe se o julgamento já terminou?

- Não tenho certeza. - Tudo bem, obrigada.

Alberto, como vai, amigão? Tudo bem?

- Tudo bem, amigo. - Muito bem, cara.

Muito bem. Como vai a esposa? Como estão as crianças?

- Todos bem, senhor. - Fantástico, cara.

A Justiça prevaleceu como sempre, certo?

Sr. Stone? Sr. Stone.

Meu nome é Megan Smith. Eu trabalho para a K.T.A.C.

O senhor me concederia uma entrevista exclusiva?

- Megan Smith, claro. - Depois do milagre lá dentro,

você deve estar no topo da lista de todo mundo.

- Ah ha, eu não... - Você tem algo

que gostaria de compartilhar com os telespectadores?

Não é sobre estar em topo de listas, nem de milagres.

É o nosso sistema de justiça libertando um homem

acusado injustamente de um homicídio...

é uma das maiores coisas do mundo.

Hoje, um homem irá para casa se reunir com sua filha e...

Deixe eu dizer uma coisa, é uma sensação incrível.

Deus abençoe a América. O homem certo ganhou hoje.

- Precisamos falar, Sr. Stone. - Desculpe.

Senhor, se não tirar as mãos de mim, chamarei a segurança.

- Estamos numa entrevista. - Ei, ei, senhor!

- Guarda! Guarda. - Tenho que falar com você.

Certifique-se de que está gravando tudo.

- Seja qual for o problema... - Ele era meu filho!

- Ei! Por favor, pare! Senhor! - Ele tem uma arma.

Cale a boca, menina.

Oh, você... não!

Onde estamos?

Onde estamos? Aonde vamos?

- Não! Deixe eu ir embora. - Você fique aí.

Aqui estão os 75.

- Eu pensei que era... - 75.

Vejo você amanhã.

Eu sinto muito.

Só me prometa sair daqui, ok?

Se puder, corra. Não pense em mim. Apenas corra.

Se você pode sair daqui, ok? Vá!

Preciso de água, por favor. 65

Olivia, corra! Vá! Agora!

Corra! Saia, Olivia! Não machuque ela!

Ok, ok, ok, ok, ok.

Não ouça mais ela. Entendeu?

- Sim. - Não, ela só tem 12 anos.

Só tem 12 anos. É só um bebê.

- Por favor. - Ok, agora fique aí.

E você. É melhor começar a rezar pra Deus,

porque está lidando com o diabo.

Por favor, não a machuque. Eu faço o que você quiser.

Por favor, não. Ela é a minha família.

Eu sou sua família. Eu possuo você.

- Cada pedaço de você. - Você me possui?

- Você ama sua irmã caçula? - Sim.

- Você quer vê-la machucada? - Não, por favor, não.

Muito bem, então faça tudo o que eu mandar.

Ok. Ok, ok.

- Eu a amo. - Quieta, quieta.

Ela ficará bem.

- Por favor, Olivia, não. - Esse é o seu nome, Olivia?

- Você ama sua irmã? - Sim.

Você quer vê-la machucada?

- Não. - Faça tudo o que eu mandar.

Entendeu? Se eu mandar você ser legal com alguém...

- Olivia, não. - Você será legal com ele.

Lembre. Você tem que fazer tudo o que eu mandar,

ou eu mato a sua irmã.

Não, não ouça ele. Tudo bem. Não se preocupe comigo.

Eu ficarei bem. Ah, Deus.

Vai ficar tudo bem, Olivia.

- O que vai querer? - Sabe?

Eu gostaria de algo forte.

Você é o tipo de... um Johnny Walker black.

É? Como é isso?

É suave... profundo... e ousado.

Nem todo mundo o aceita.

Sabe, realmente não sou eu, porque sou desajeitado,

superficial, e posso tomar praticamente tudo.

- Ryan? - Hem?

Desculpe. Você é Ryan?

Por que? Está procurando por um Ryan?

- Estou. - Tinha um cara que estava

sentado ali. Vai ver que era o Ryan.

Qual o seu nome?

- Amanda. - Amanda, eu sou Jaxon Stone.

Um prazer conhecer você.

- Por Ryan... - Com certeza.

- não estar aqui. - Por Ryan.

Tome o meu cartão.

Me ligue. Estarei acordado a noite toda.

- Carteira de motorista! - Pois não.

Srta. Torres, esse é o seu endereço correto?

Sim. É o meu endereço atual.

Quanto você bebeu essa noite?

Bem, cheguei há 2 horas. Eu tomei um drinque.

Eu acho que você tomou mais de um.

Seu hálito está puro álcool.

Puro álcool?

- Policial Hill. - Jaxon Stone. Como vai?

Ajude ela um pouco...

Srta. Torres, hoje é seu dia de sorte.

Jaxon vai arranjar um táxi para levá-la em casa.

Tenha uma boa noite e se cuide.

Sabe, beber e dirigir pode dar um ano de prisão, ok?

- Obrigada. - Não devia fazer isso.

Se você é um advogado, posso perguntar uma coisa?

- Bem... - Preciso soltar meu irmão.

- Porque ele está preso? - Homicídio. Não foi ele.

Eu sou uma pessoa boa, mas é preciso dinheiro.

- Isso vai a 50, 75 mil. - Eu posso arrumar 50 mil.

Vou falar com seu irmão. Vou falar com o promotor.

Vou descobrir alguns fatos, e verei o que posso fazer.

Não se preocupe com pagamento.

- Nós daremos um jeito. - Isso não é um problema.

Meu táxi chegou. Quer pegá-lo ou...

Claro, porque estou enjoada de ouvir você falar.

Prisioneiro para a frente.

Prisioneiro para o fundo.

Volte.

Obrigado, senhor.

Sr. Torres. Que está havendo?

Sou Jaxon Stone e sou o seu advogado.

Primeiro, o que você me disser é privilégio advogado-cliente,

significando que o que falarmos não sairá dessa sala,

e não é admissível em corte. Entende? Ok?

Então vamos começar com algumas noções básicas.

Qual o seu nome oficial para o registro?

Eu não contratei nenhum advogado.

Ok, Sr. Torres, não nos conhecemos,

mas vamos chegar a algum tipo de acordo aqui, ok?

Estou me declarando culpado.

Sua irmã me contratou para, impedir que seja condenado.

Eu sou bom. É o que faço. Preciso da sua confiança.

Vamos falar sobre a noite do crime.

Pode me dizer exatamente o que aconteceu?

Eu matei um homem com estas mãos.

Se for esse o caso, precisamos fazer um acordo judicial.

Podemos conseguir 15... talvez até mesmo 12 anos.

Está ouvindo?

- Muito bem. - Ei, guarda? Terminei.

Estou me declarando culpado. É tudo que precisa saber.

Seu irmão não está me contando nada.

Quero dizer, ele sabe que estou aqui para ajudá-lo, certo?

Às vezes, ele pode ser um pouco difícil.

Difícil eu percebo. Difícil até entendo.

Mas não entendo por que o cara que estou tentando livrar

retém informações cruciais. Estamos no mesmo time.

Olhe, eu não sei.

Se ele não me ajudar, vou ter que conseguir

as informações por minha conta e construir o caso sem ele.

- Entendi. - Deixe-me dizer aos dois...

temos muito trabalho à frente. Isso é coisa séria.

Você tem que ter um plano ou algo assim, certo?

Claro que tenho um plano. Vamos rever a documentação.

Vou falar com algumas pessoas que conhecem seu irmão,

falar com algumas pessoas que conheciam a vítima,

descobrir sobre a esposa e preparar para o julgamento.

Ok, vamos livrar o seu irmão.

Estou aqui para ajudar, ok? Você pode falar com ele.

Está certo.

Eu preciso mesmo voltar.

Quero dizer, você não precisa voltar.

Por que quer ir embora? Por que você não...

- fica um pouco? - Olha, eu só...

Eu preciso pensar, e você devia começar a trabalhar.

Está bem.

Vou falar com meu irmão. Atualizo você em alguns dias.

Muito bem, assim está bom.

O Sr. Vincent De La Cruz insiste em falar hoje com você.

Muito bem, obrigado.

Senhores, entrem.

Como vai? Sr. Stone, sou Vincent De La Cruz.

- Sr. De La Cruz. - Salvadore.

Salvadore, você quer que puxe uma cadeira?

Ok, de pé está ótimo. Que posso fazer pelos senhores?

Preciso de um advogado para um processo civil.

De que tipo de caso estamos falando?

Quero processar uma loja de armas.

- Muito bem. Por quê? - Negligência.

Que tipo de negligência?

Recentemente, perdi um filho, e ele comprou a arma

da Mountain Sport.

Sinto muito pela perda de seu filho.

Sei que é duro, mas devo dizer,

negligência é algo muito difícil de provar.

- Minhas fontes dizem que... - Suas fontes?

Exato. O dono da loja é notório por não seguir o protocolo.

Não seguiu o protocolo adequado?

Bem, ele vende armas nos fundos da loja.

Bem, Sr. De La Cruz, por que não começa com

o que é exatamente que você faz para viver?

Tenho uma rede de joalherias. Talvez tenha visto em Olympia.

Sim, já vi umas duas dessas. São suas?

Muito bem, não preciso dizer,

que há um custo para manter um negócio, como o que tenho.

Então, um caso desses poderia ficar muito caro e rápido.

Em quanto você estima?

Eu diria uns 75 a 100 mil de caução.

Acho que temos um bom caso.

E isso só para começar. 550 por hora de honorários.

Apenas para que você saiba.

Pode me emprestar a caneta?

Claro. Você ficar com ela.

Presumo que você pode começar hoje.

- Assim? - Assim mesmo.

Não gosto de desperdiçar tempo. Meu ou dos outros.

Tudo certo. Podemos fazê-lo. Só tenho mais uma pergunta.

Um cara como você poderia ter o advogado que quisesse.

- Por que eu? - Muito simples.

Minhas fontes dizem que você é o melhor neste campo.

- Não sei sobre o melhor... - Eu só contrato o melhor.

Fui promovida para a divisão de crime no mês passado.

- Lisa, parabéns. - Rios me atribuiu esta manhã.

Você nunca lidou com um homicídio de primeiro grau.

Bem, Jaxon, há uma primeira vez para tudo.

Tem certeza que você quer disputar esse comigo?

A questão aqui é, você está pronto para perder um?

- Este é um caso muito claro. - Ok. Vamos discutir um acordo.

- 30. - 30? Você está sonhando.

- 15. - Fico com os 15. De acordo.

Jaxon.

Walter. É bom vê-lo, amigo. Preciso de um grande favor, ok?

Tenho um pedaço de papel para lhe dar.

Tudo bem, tudo bem, tudo bem.

Vou ligar pra Kelly, na corte, e ver o que posso fazer, ok?

Certo. Obrigado.

Sr. Stone, podemos falar?

- Eu insisto. - Ok, senhor, mas...

Entre.

Então, aonde você está indo?

Na verdade, vou para a corte, logo em frente, senhor.

Ouviu, Salvadore?

Então, o que conseguiu sobre o meu caso?

Bem, senhor, na verdade meu assistente ligará amanhã.

Você sabe, precisamos de algumas informações, como...

Bem, talvez eu marque outro horário,

para atualizá-lo com todos os detalhes.

Você devia estar cansado no nosso primeiro encontro.

Sinto muito por isso. Estou num grande caso de homicídio,

e temos um monte de coisas acontecendo. Sabe como é, só...

Meu filho foi morto pelo amante de sua esposa.

Agora eu estou sabendo que você pretende

tomar o caso e representá-lo.

Espere um minuto. Espere um minuto. Seu filho...

Está tentando me dizer que seu filho é Alberto Lopez?

Você está meio atrasado, não, advogado?

Ok, bem, senhor, então temos um grande problema,

porque não posso representar os dois. Você sabe disso.

Bem, um homem bem preparado está dois passos à frente.

Você devia ler isto. Pode ser do seu interesse.

Você renuncia ao conflito de interesses.

Exatamente.

Sabe o quê? Vamos simplificar.

Eu não aceito. Pode abrir a porta para mim, por favor?

- Olhe, senhor... - Não, olhe você, senhor.

Chegou ao meu conhecimento que você planeja

fazer um acordo para Torres e isso é inaceitável.

O quê?

Acho que você ainda está confuso

pelo Sr. Harper ter se matado em sua frente.

Olhe, o Sr. Harper nada tem a ver com isso.

E estamos fazendo um acordo. Vamos ver o que acontece.

Não. Ele interrompeu minha linhagem e isso é inaceitável.

Eu quero encontrá-lo pessoalmente.

Então você quer que eu o defenda,

o liberte, e depois? Que o entregue para você?

Sim, e eu cuido do resto.

Ok, e se eu me recusar? E se eu disser que não?

Se você se recusar?

- Não sou um assassino. Não. - Isso é fácil. Duas opções...

sua licença ou sua vida.

Agora, Sr. Stone, vamos ser claros.

Estamos na estrada da justiça. Sugiro nos encontrarmos no meio.

- O que você diz? Hem? - Eu tenho escolha?

Salvadore, abra a porta. Acabamos aqui.

Seu arquivo, senhor.

Estado da Califórnia contra Torres.

Lisa Thomas, assistente do procurador do Estado,

representando o estado da Califórnia.

Obrigado, advogado. Sr. Torres, você fala Inglês?

Quando eu perguntar algo a resposta é "sim Senhor"

ou "não Senhor" ou "sim Meritíssimo".

ou "não Meritíssimo".

- Entendido? - Sim senhor. Eu falo Inglês.

Você tem advogado, ou devemos nomear um para você?

Eu pensei que tinha um. Pode nomear um para mim.

Você é acusado de homicídio em primeiro grau e agressão sexual.

Inocente de todas as acusações, Meritíssimo.

E para constar,

estaremos solicitando um julgamento por júri.

- Prazer em vê-lo, Sr. Stone. - O prazer é meu, Meritíssimo.

Você representa o Sr. Torres?

- Sim, Meritíssimo. - Excelente.

O que você está fazendo? Pensei que tínhamos um acordo.

Tínhamos um acordo, mas,

pensando melhor, você sabe o que eles dizem,

"se não há provas..."

O que você está tentando fazer?

Olhe para a frente, ok? Confie em mim.

Quanto mais aguentarmos, melhor acordo você consegue.

Com base nas alegações contidas no depoimento de detenção,

e o fato do réu morar próximo à suposta vítima e

ter laços em outros estados e países, o tribunal nega fiança

e deixa este assunto para uma audiência pré-julgamento.

O oficial de justiça o notificará da data.

- Ah, e Sr. Stone. - Sim, Meritíssimo?

- Espero que apareça na hora. - Peço desculpas.

Estarei em contato, ok?

Puta merda, Jax!

Eu poderia tê-lo matado, cara.

Você sabe que não pode entrar aqui assim.

- Está só? - Sim, estou só, cara.

Deus, preste atenção aonde você aponta essa arma.

Porra.

- Quer uma bebida? - Não, cara, eu estou bem.

Oh, ainda bem que sua cabeça finalmente está no lugar, hem?

- É. - O que está fazendo aqui?

Eu não o vejo há meses, cara.

Eu preciso uma investigação discreta.

- Sem problema. Quem é o alvo? - O nome é Vincent De La Cruz.

Este é um cheque dele. Tem todos os números de conta aí.

- Isso vai ajudar. - Acha que pode achar algo?

Ora, Jax, lembre-se com quem você está falando, ok?

Com esse equipamento posso acessar a vida de todo mundo.

É tudo eletrônico agora, cara. É só saber onde procurar.

Ok, vamos entrar na rede e botar pra quebrar, legal?

- Olhe para isto. - O que estou olhando?

Bem aqui. Múltiplas transações de porte.

Todos no mesmo valor. Pura enrolação.

Olhe isto. Os destinatários e as empresas são fantasmas.

Eles não existem, em nível nacional ou internacional.

- Ok. E você tem certeza? - Está bem aí, cara.

Ok. Ok. É um bom começo.

Me faça mais um favor, ok?

Selena Lopez. É a testemunha chave da promotoria.

Preciso de algumas informações antes que ela deponha.

- Está ouvindo? - Vou providenciar.

Não posso falar com ela. Se você fizer isso seria ótimo.

- Tudo bem. - Obrigado, senhor.

- Eu ligo para você. - Perfeito.

- Ei, Stone. - Sim?

Tenha muito cuidado, ok?

Certo.

Você também precisa largar o uísque, certo?

Saúde.

Ok, então, o que temos aqui é uma impressão completa

e uma impressão parcial. Completa, significando 100%

parcial, significando algo em torno de 10 a 15%.

Não me interpretem mal. Ganhei um caso antes com uma completa.

Mas naquela situação, tive a ajuda do cliente.

E na sua, seu irmão não está me ajudando.

Ok, então o que devemos fazer é encontrar um modo de

colocar outra pessoa na cena durante o assassinato.

Então eu preciso que você me diga o que sabe

- sobre Alberto Lopez. - Nada.

Nada?

- Não? - Bem, eu já o vi por aí.

Ele era fechado. Nunca conversamos muito.

Muito bem. E a esposa? Sabe algo sobre ela?

Vocês nunca jantaram ou almoçaram? Um café da manhã?

- Não, o mesmo. - Você nunca a conheceu?

Bem, eu a conheci. Eu a vi, mas nunca

conversamos. Não somos amigas.

Então vocês não eram amigas. Era mais como conhecidas.

- Certo? - Sim.

Muito bem. Continuemos. De volta ao trabalho.

Bem, o que vamos olhar agora são fotos reais.

Cuidado, eles são horríveis.

Promotoria, chame sua primeira testemunha.

Meritíssimo, o estado chama o Policial Tucker para depor.

Você jura falar a verdade, toda a verdade

e nada mais que a verdade, com a ajuda de Deus?

Juro.

Você pode apresentar-se para o júri?

Policial Byron Tucker, da Polícia de Los Angeles.

Em 13 de fevereiro você foi chamado para a Rua Dez 1155,

a cena de um suposto estupro e homicídio.

Quando você chegou, fez contato com alguém?

Sim, havia um homem morto e uma mulher aflita.

Você determinou a identidade desses indivíduos?

A mulher era Selena Lopez, e o homem, Alberto Lopez.

Você pode descrever a atitude da senhora Lopez?

Ela estava enrolada numa manta, em posição fetal no seu sofá.

- Ela estava ferida? - Ela tinha hematomas na face,

que pareciam recentes. Ela estava muito agitada.

Você falou com a Sra. Lopez?

Sim, a vítima disse que seu vizinho Juan

invadiu a sua casa, a agrediu fisicamente,

a estuprou, roubou sua carteira, seus anéis,

e atirou no seu marido, quando ele o pegou a estuprando.

Obrigado. Sem mais perguntas.

Sua testemunha, Sr. Stone.

Policial Tucker, você não processou

- a cena do crime, processou? - Não.

Posso dizer que você não é um investigador. É, policial?

Não.

Bem, e os hematomas que você disse que viu?

Sabe exatamente quando ocorreram?

- Eram recentes. - Não foi isso que perguntei.

Você sabe exatamente quando eles ocorreram?

- Um momento exato? No. - Bem, tem algumas fotos?

Você tem fotos dos ditos hematomas que o júri possa ver?

Fotos? Eu não tirei fotos.

Você não tirei fotos dos hematomas. Ok.

Bem, e o que diz do suposto ponto de entrada?

Obviamente, você tirou fotos dele, correto?

- Não. - Você foi o primeiro policial

a chegar na cena do suposto crime.

No entanto, você me diz que essa boa gente aqui

não tem outra evidência além de sua palavra para decidirem.

- Isso está correto? - Sim, eu acho que sim.

Policial Tucker, você crê que a verdade hoje

- é a mesma de ontem? - Protesto. Atormentando.

- Mantido. - Policial Tucker,

Você escreveu um relatório sobre o caso, certo?

Vejo que ele está na sua frente.

Me faz um favor? Pode procurar nele e

mostrar o ponto onde você fala sobre os hematomas?

Não está lá.

Tem certeza que não está lá? Quer olhar de novo?

- Ele não está lá. - Não está porque desapareceu,

ou não está lá porque nunca existiu?

- O Sargento Smith... - O Sargento não está aqui.

Ele não está depondo,

e não estava lá quando você viu o que disse que viu.

Policial Tucker, gostaria de fazer uma última pergunta.

Você foi suspenso por forjar provas no seu treinamento?

- Ei, isso está selado! - Protesto.

Meritíssimo, o Policial Tucker não está em julgamento aqui.

Peço que o júri ignore essa última pergunta.

Objeção negada, Srta. Thomas. Você trouxe a testemunha.

Devia conhecer o seu histórico profissional.

Sr. Stone, pode repetir a pergunta.

Obrigado, Meritíssimo. Repetindo, Policial Tucker.

Você foi suspenso

para forjar provas

durante o treinamento?

Sim.

Pode dizer um pouco mais alto, para que o júri possa ouvi-lo?

- Sim. - "Sim. Sim".

Sem mais perguntas, Meritíssimo.

Provavelmente estou fazendo papel de idiota agora.

Talvez esteja meio bêbado. Também acho muito legal,

que você esteja tão calma e relaxada como está,

especialmente na situação em que está. Admiro isso.

Estou falando sério.

Sabe, o que é louco na vida. Digo vida, sorte, tudo...

Quem tenta fazer a coisa certa sempre se dá mal.

Quem faz a coisa errada, se safa numa boa.

É sorte. Sabe uma coisa?

Você pode ter a melhor sorte, ou pode ter a pior.

E parece que quem se esforça, e tenta fazer as coisas...

sabe, aí é quando a sorte é a pior possível.

É essa má sorte que te segue o tempo todo,

e você continua tentando e tentando e tentando e apenas...

a vida fica sempre te empurrando para baixo.

É uma merda. É má sorte.

Má sorte. Má sorte.

Porra, vamos apenas ficar bêbados. Droga!

Você é muito sexy.

Vê a piscina? Podemos ir nadar.

Ei, Jaxon, é Walter.

Ouça, tenho aquele arquivo que você perguntou.

Vou deixá-lo em minha caixa. 12-M. Tenho que sair da cidade.

É sobre o caso Torres.

Vou deixar a chave debaixo do tapete. Vá lá e pegue.

Me ligue se tiver qualquer dúvida. Tudo bem.

Escritório de Jaxon Stone. Aqui é Vanessa.

Como posso ajudá-lo?

Vanessa, me faz um favor? Cancele os clientes hoje. Ok?

- Ok. - Porque vou estar incógnito.

- Estou matando aula. - Eu vou cuidar disso.

Tudo bem, obrigado. Tchau.

Eu soube que você tem um amigo que é advogado.

Eu não contei nada.

- O que é que foi isso? - Eu não contei nada.

É melhor não contar.

- Você tem algo pra mim? - Desculpe fazê-lo esperar.

Eu só tinha que me certificar de estar tudo certo.

- Não se preocupe. - O mais importante primeiro.

- Não há Selena antes de 2001. - Não há Selena?

Sem certidão de nascimento, CPF ou carteira de motorista.

Não há contas bancárias. Nada antes de casar com Lopez.

Confira a pasta, cara.

Uma foto de Lopez, pouco antes de morrer, com outra mulher.

Parece um homem bem casado para você?

E não é tudo, cara. Estive verificando algumas coisas

nas empresas falsas que De La Cruz tem dado dinheiro.

Tem uma lojinha de lembranças fora de T.J., na fronteira.

Esteve no radar do C.I.A. por tráfico de drogas e de gente.

- Meu Deus. - Falei com meu cara em T.J.

Ele disse que a coisa é feia, Stone. Feia pra cacete.

Eles vão pelas cidadezinhas pegando essas pobres garotas,

prometendo um adiantamento aos pais, pelo que elas farão

nessas fábricas têxteis. Puro papo, cara, como sempre.

Em seguida, eles as passam pela fronteira.

Não é uma operação pequena, cara.

O cara me disse que eles têm a patrulha de fronteira

e os funcionários do governo no bolso.

Temos que derrubar esse porra. Como fazemos isso, cara?

- Nem pense nisso. - Nós temos, cara. Sério.

Somos amigos há tempos, mas, não tem jeito.

É uma péssima ideia. Nem pensar.

Ouça, cara. Não tem outro jeito, tá?

- Confie em mim. - Eles vão matá-lo, Stone.

Isso não é a porra de um jogo.

Tudo bem.

Vamos facilitar para nós. Especialmente para você, tá?

Não tente correr e nem tente gritar.

Temos a apenas um par de perguntas a fazer. Ok?

Ok.

Vamos.

Como elas crescem rápido.

Venha. Venha.

Venha.

Acho que ele não vai gostar nada disso.

Eu não estou nem aí.

Ouça!

Sua bravura é equivocada, e realmente me excita.

Mas odiaria ter que cortar esse corpinho em pedacinhos.

Você vai ser uma boa companhia para alguém.

Sim, Spike sabe. Ele pode até se apaixonar por você.

Mas eu duvido. Você é suja. Tire esse lodo de você.

Sim.

Você pegou o cara errado.

- Vou te mandar pro inferno. - Ir pro inferno uma porra.

Como é isso? Você quer foder com a gente?

Eu não fodi com ninguém. Você pegou o cara errado.

Sobe, sobe, sobe.

É, é, é! Foda-se!

Você sabe com quem estava brincando, hem?

- Diga? - Chefe.

A joia precisa de limpeza.

Qual delas?

O outro diamante.

Tem um defeito. Eu não consigo limpá-lo.

Pode se dar um jeito?

Eu tentei.

- Alguma esperança de conserto? - Não me parece.

- Dê um jeito nisso. - Entendido.

Você acha que a situação é ruim agora? Vai piorar.

Com quem você tem falado?

Acho que estamos brincando? Quer bagunçar meu dia? Hem?

Com quem você tem falado? Com quem você falou?

- Não. - Você sabe o custo da proteção.

- Não. - É hora de aumentar o preço.

Eu não preciso de sua proteção.

Por favor, não! Ela não fez nada contra você.

Quem vai te proteger?

Ela parece tão doce.

Me dê um pouco desse doce.

Não, não, não, não, não.

Hei! Hei!

- Você olha suas mensagens? - Sim. Vim logo que pude.

Você sabe, a coisa não vai bem. Assim não vai funcionar.

- Você está mentindo para mim. - Eu nunca menti.

Você não conhece os Lopez. Só os viu uma vez, certo?

Acabei de passar horas, atrás de informações, para ajudar.

- Agora, pare de brincar. - Não fale assim comigo.

Tenho que voltar ao trabalho.

Eu vou defender o seu irmão. Eu vou fazer meu trabalho.

Há um monte de coisas que você não entende.

Apenas quero você fora daqui agora, por favor.

Detetive Pritchard.

Você contatou um indivíduo chamado Juan Torres?

Sim, eu o fiz.

Onde estava ele quando você o contatou?

Bem, baseado na identificação do autor feita pela vítima,

O Sargento Smith e eu fomos até a Rua Pierce 1148.

Naquele local contatamos um indivíduo

que se identificou como Juan Torres.

Você vê essa pessoa no tribunal hoje?

Sim, vejo.

Você pode identificá-lo para o registro?

Ele é o indivíduo sentado à mesa

junto ao advogado, de calças escuras e cabelo escuro.

Meritíssimo, que conste que o sargento apontou o réu.

Assim constará.

Sargento, quando contatou o réu, você revistou

- sua pessoa e sua residência? - Sim, eu o fiz.

E antes que você contatasse o réu, a vítima, a Sra. Lopez,

identificou algum item que fora levado de sua casa?

Sim, nos foi dito pela vítima que diversos itens

foram levados. Um par de anéis, uma faca e uma carteira.

A faca, sendo a que fora usada para ameaçá-la

quando o crime foi cometido. Que também tinha sido levada.

E você recuperou algum desses itens?

Sim, eu o fiz.

Ao revistá-lo, descobri dois anéis e um canivete,

consistentes com a declaração da vítima, como foi feita.

E na revista do quarto do réu encontramos uma carteira.

Nela foi encontrado documento de identidade da vítima.

Foi nessa oportunidade que demos voz de prisão

e o transportamos para a delegacia.

Obrigado. Sem mais perguntas.

- Sua testemunha, Sr. Stone. - Obrigado, meritíssimo.

Sargento Pritchard. Você diria que é sua responsabilidade

fazer um trabalho profundo e completo em toda investigação?

Claro. É o que sempre faço.

Você sempre faz. Vê, isso é o que me interessa.

Em como você faz esse trabalho tão incrível, tão completo.

O que me interessa mesmo é sua teoria sobre como o meu cliente

conseguiu passar pelo suposto ponto de entrada,

especialmente considerando que esse suposto ponto de entrada

era um buraco de 23x41 com um condicionador de ar no mesmo.

Agora, Detetive Pritchard,

o condicionador ainda estava na janela quando você chegou?

- Sim, estava. - Estava.

E alguém ligou e reclamou que

o condicionador tinha sido roubado ou talvez removido?

- Não, que eu saiba. - Não, que você saiba.

Então sua teoria é de que o meu cliente,

um adulto de um metro e oitenta e cem quilos

passa por um buraco de 23x41. Como você acha que é possível?

O que você quer dizer? Que ele rastejou por ele.

Ele rastejou por ele. Isso é muito interessante mesmo,

Porque esse

é um buraco de 23x41.

E como vocês podem ver, é fisicamente impossível

- para o meu cliente... - Protesto, Meritíssimo.

Isso não foi comunicado com antecedência à promotoria.

- É inapropriado. - Meritíssimo, por favor,

- se eu pudesse falar... - Não. Protesto mantido.

Sem mais perguntas, Meritíssimo.

Meu Deus!

Escritório Jaxon Stone. Como posso ajudá-lo?

Hei, sou eu. Ouça... Espere um momento. Pode me ouvir?

Estou num elevador. Estou perdendo o sinal.

Olhe, preciso de um favor. Descubra em que hospital

Selena Lopez foi e que médico ela viu, ok?

Precisamos do kit de estupro. No momento, estou por baixo.

E se não fizermos algo, vou perder esse julgamento.

Tudo bem, me dê um minuto. Vou ver o que consigo, ok?

O que você pode fazer, ok? Pode chamar qualquer um.

- Descubra alguma coisa, ok? - Sim, senhor.

Olhe que porcaria vem chegando.

Chegue aqui.

O que é que há, cara?

Pensei que nossos termos eram claros. Mas obviamente não são.

Olhe, estou me retirando, ok?

Não sou mais o advogado dele, e esta merda acabou, ok?

- Deixe a família deles em paz. - Isso não é negociável.

Como "não é negociável"? Saiba o que é negociável.

E se eu for aos federais e contar sobre sua operação?

Podemos negociar então, ou prefere negociar agora?

Vou negociar agora.

É melhor fazer aquilo no que você é bom

- e por esse porra para fora! - Ok.

Porque não acredito que você possa voar, filho da puta.

Sabemos onde fica a saída.

Porra!

O que está havendo?

Então, o que está havendo? Por que você está aqui?

Se você me responder uma coisa, eu respondo o que você pedir.

Certo, pode perguntar.

- O que aconteceu? - Como "o que aconteceu"?

"O que aconteceu?" é uma pergunta muito vaga.

Quem era aquele cara que atirou em si mesmo na TV?

Aquele cara

era Tom Harper, ok?

E meu cliente, Raymond Ramos matou sua esposa e seu filho.

E quer saber o pior de tudo?

Eu sabia que tinha sido ele. Sabia que ele era culpado.

Eu sabia que ele era culpado desde o primeiro dia que o vi.

Sabe por quê? Ele me confessou.

Sabe no que eu estava interessado?

Eu queria vencer. Eu queria o dinheiro. Sabe por quê?

Porque eu sou um vencedor! Por isso estou aqui! Eu ganho!

E quer saber? Eu posso ter vendido minha alma naquele dia,

porque esse cara podia estar vivo agora.

Quer saber? Isso é a vida. Vamos mergulhar nela.

Agora, o que tem a dizer? Essa foi a minha confissão.

Preciso que você me conte o que está acontecendo.

Me conte e poderei ajudá-lo. Se não, não posso fazer nada.

Essa coisa toda de você e seu irmão não faz sentido.

Não fez sentido. Tipo, ele diz uma coisa, você diz outra.

Vocês escondem algo coisa e assim não posso ajudá-lo.

Agora, eu pareço um boneco?

Pareço algo com que você senta no chão e brinca?

Não sou a porra de um boneco. Agora me conte o que há.

De La Cruz.

Sua porra, entre no carro.

Vá se foder. Não.

Eu não sei. Eu não sei.

Deixe eu ir embora. Por favor, deixe eu ir embora.

Podemos impedir isso.

Por favor. Não, não. Não!

Aqui é Melissa Applegate, ao vivo do centro de Los Angeles.

De acordo com um comunicado do Chefe de Polícia Rob Green,

Metcalf deve retornar de férias para atuar em vários casos

no tribunal civil e penal.

As autoridades foram notificadas quando o normalmente atento

advogado de defesa, deixou de informar uma audiência previa.

As autoridades pedem a quem tiver qualquer informação

que contate o número na tela.

Aqui é Melissa Applegate.

Detective Pritchard. Eu posso chegar em 45 minutos.

Me passe o endereço.

Eu estarei lá.

Essa é a página 1. É como ele parecia a noite passada.

Página dois. É assim que ele parecia esta manhã.

- Me dê algo. - Dar o que a você?

Me dê algo que me ajude a chegar a De La Cruz.

Você sabe, no mundo real nem todos podem usar uma arma e

se esconder atrás de um distintivo, sabe?

- Deixe-me ajudá-lo, Stone. - Você não pode me ajudar.

Talvez possa pegá-lo antes que ele pegue você.

Isso me parece um acordo muito bom.

Eu sou um homem no corredor da morte.

- Você é Jake? - Você é um policial?

- Não, não sou. - Como eu saberia se você é?

Por que eu estaria aqui se eu fosse um policial?

- Vamos, cara. - Você está querendo confusão?

Eu não quero causar problemas. Estou lidando com alguns.

Estou tentando resolver meus próprios problemas.

Bem, isso é ruim, porque tenho muitos problemas. Só depende.

Eu tenho um problema grande.

Algo menor.

- Algo como isso? - Algo menos chamativo?

Mas se eu fosse de sugerir, o que muitas vezes eu sou,

Eu diria que isso é o que você está procurando.

De La Cruz disse pra fazer seu trabalho, se não quiser morrer.

Eu sei que é difícil, Sra. Lopez, mas por favor,

pode dizer ao júri o que fazia antes de ser atacada?

Estava dormindo e acordei,

e ele botou uma faca no meu pescoço.

Eu gritei,

mas ele não parou.

Está tudo bem. Você está se saindo bem.

Ele disse que se eu gritasse, ele me mataria.

E o que aconteceu depois?

Eu disse "Não me mate. Eu não quero morrer".

- E o que ele fez? - Ele tirou a minha roupa.

Está tudo bem. Ele não pode feri-la.

Sem mais perguntas.

O Tribunal está em recesso para o almoço. Na volta,

retomaremos sua inquirição da testemunha, Sr. Stone.

Ah, pelo amor de Deus, me diga que você tem algo.

Eu sou o melhor ou eu sou o melhor?

Ei, você é o melhor. Me diga, o que estou olhando aqui?

A arma fumegante. A bala de prata. O prego no caixão.

Ou, melhor, o pé de cabra que tira os pregos do caixão.

Ok, certo, certo. Mas o que mesmo estou olhando aqui?

Relatórios, kit de estupro, ficha hospitalar, está tudo aí.

Você é o melhor.

Numa boa.

Perfeito. Muito obrigado.

- Olá? - Mr. Stone.

Para garantir que você cumprirá suas obrigações,

Decidi contribuir com um pouco de motivação.

Quando sair o veredicto, vá para sua casa com o Sr. Torres.

Se a polícia for envolvida aplicação da lei está envolvida,

seu amiguinha aqui sofrerá as consequências.

Quando você terá consciência e fará a coisa certa?

Não agora, sargento Pritchard. Por favor.

- Agora não, hem? - Agora não!

- Você não me ouviu? - Oh, eu ouvi.

Rapaz, espero que esse dia chegue logo.

Sargento Pritchard.

Sim?

Rua Market 326.

- Pode prosseguir, Sr. Stone. - Obrigado, Meritíssimo.

Sra. Lopez, detectaram cortes em você a noite do crime?

Não me lembro.

Ok. Não encontraram sangue na cama tampouco.

Se ele a cortasse ou colocasse uma faca no seu pescoço,

não seria encontrado sangue na cama, Sra. Lopez?

Como é que ele coloca a faca na sua garganta,

e ela não a arranha e não a corta.

- Como é que você acordou? - Eu tenho um sono leve.

Como o júri pode acreditar que, com um sono tão leve,

você não acordou, com alguém tentando arrombar sua casa,

mas quando ele se aproxima de você,

põe uma faca na sua garganta, que não causa um arranhão,

que não tira qualquer sangue nem nada, você apenas acorda?

- Onde estava sua carteira? - Não me lembro.

E suas joias? Seus anéis? Seus brincos?

Não me lembro.

Então por que é que só levou um brinco de brilhantes?

Com todas as joias, e dinheiro, por que não levar nada mais?

- Eu não sei. - Falemos do kit de estupro.

Por que não há sinal de trauma no kit de estupro?

Eu não sei.

Me parece a história.

de uma mulher sem saída.

Sra. Lopez,

Deve ser difícil ficar tão forte.

Tem que ser dura ficar sempre mentido para si mesma,

dizer que vai ficar tudo bem, que as coisas vão ficar bem.

Na verdade, Sra. Lopez, seu marido batia em você.

Seu marido abusava sempre física e mentalmente de você.

E cada dia que você acordava você apanhava.

- Estou correto? - Não.

Portanto, o seu marido nunca pôs a mão em você?

- Ele nunca a agrediu? - Nunca.

O seu marido nunca a agrediu?

Nunca.

Eu gostaria de apresentar a prova número 4.

Sra. Lopez, é verdade que em 22 de junho

às 9:23 você ligou para o 911,

e disse que o seu marido a agrediu,

bateu na sua cabeça, chutou o seu estômago, a ameaçou?

- Isso não é verdade. - Seu marido a espancou.

Ele abusou de você. A estuprou repetidas vezes.

A cada noite, você não tinha escolha a não ser dar a ele!

Você matou o seu marido tentando se proteger.

Está tudo bem, você não tem que lutar mais.

Você fez o que tinha que fazer.

Agora deve fazer algo mais. Tem que dizer a verdade.

Você tem que fazer isso, para que meu cliente...

para que meu cliente possa sair livre.

E para que o mundo possa saber que a justiça,

foi feita aqui hoje. Por favor, diga a verdade.

Você matou Alberto Lopez.

Não, isso está errado! Isso não é a verdade.

Fui eu! Fui eu! Eu a estuprei!

Eu o matei! Eu o matei! Eu o matei!

- Ordem! - Eu o matei!

Eu fiz isso, certo? Eu o matei e faria tudo de novo!

Sem mais perguntas, Meritíssimo.

Hei!

Oi.

Você arrumou as malas?

Não sei se devemos fazer isso.

- Você confia em mim? Ok? - Mas você não o conhece.

Você está comigo.

- Quando ele vai voltar? - Amanhã de manhã.

- Eu te amo. - Também te amo.

Alberto!

- "Alberto" o quê, vagabunda? - Não é o que você pensa!

Você chupando o pau de alguém na minha cama.

Que porra você acha que eu devo pensar, hem?

Que porra você vai fazer, seu filho da puta?

Levante! Levante, filho da puta!

- Por favor, por favor. - Sua vagabunda estúpida.

Vagabunda de merda!

- Morra, filho da puta! - Alberto!

- Eu não sou sua propriedade. - Vai atirar, vagabunda?

Eu não sou sua propriedade.

- Não sou sua propriedade! - Venha aqui. Venha aqui.

Não sou sua propriedade!

Acabou, está bem?

Agora você precisa fazer tudo que eu lhe disser, ok?

- Ok? - Ok, amor.

Você entendeu? Deus, eu te amo!

- Eu também te amo. - Eu te amo.

O júri chegou a um veredicto?

Chegamos, meritíssimo.

O oficial de justiça levará o veredicto.

O que diz o júri?

"No caso do Povo do Estado da Califórnia contra Torres,

no item um, acusação de estupro,

nós, o júri, achamos o réu,

Juan Torres, inocente.

No item dois, acusação de assassinato em primeiro grau,

nós, o júri, achamos o réu Juan Torres inocente".

Senhoras e senhores do júri, eu quero agradecer a vocês

pelo seu trabalho diligente. Somos agradecidos.

Sr. Torres.

Você está livre.

Este processo está encerrado.

Tharseo.

Jaxon, foi bom encontrá-lo. Está indo pra casa?

Estou.

E Torres?

Ele está sendo liberado a qualquer momento.

Ótimo, parece que tudo está indo como planejado.

Ei, você conseguiu aquelas coisas de que falamos?

Tem certeza de que quer mesmo isso? Não há outro jeito?

Não vejo outro jeito, cara. Você tem um plano melhor?

Vê, é isso aí.

Se não faço isso, eles a matam. Não tenho escolha, ok?

Hei, Stone, tenha cuidado por lá, ok?

Os federais tentam pegar esse De La Cruz já há algum tempo.

Eles não conseguem nada contra esse filho da puta.

Olhe, se por algum motivo eu não sair dessa...

Ei, cara, você vai sair. Ok?

Eu preciso que você entregue um envelope para Lisa Thomas.

E que você coloque as coisas que falei nesse envelope

e garanta que ela receba. Pode fazer isso?

- Eu farei, cara. - Ok.

- Vejo você em breve. - Tudo bem, até mais.

Tem certeza de que quer fazer isso?

- Temos escolha? - Alguém tem escolha?

Vamos lá.

Olhe para mim.

Cale a boca, vagabunda.

- Você acha que pode fo... - Hei!

Vocês têm uma chance de ir embora

- Vá se foder. - e deixar isso em paz.

Não tem que acontecer assim, ok? Veja.

Não é tarde demais. Por favor, me escute.

- Podemos dar um jeito! - Olhe quem está aqui, vadia.

Olhe, não tem que acabar assim. Não é tarde demais.

Veja. Trouxe o que você queria. Ninguém tem que morrer agora.

Deixe ela ir embora, ok?

Sinto muito.

Você está errado, advogado.

Eu garanto que alguém vai morrer hoje.

Vamos fazer isso interessante para você: você escolher

Esta vagabunda

ou esse merda.

- Escolha. - Você quer flutuar?

Você flutua? Oh, não, amor?

E se eu tentar fazer isso? Você não pode. Bem, tente.

Chegue aqui. Fique de joelhos, porra.

- Foda-se. - Seu filho da puta.

Eu vou acabar com você.

Hem?

Olhe, eu vou fazer isso.

- Escolha! - Seu grande filho da puta!

Ô idiota! Lembra dessa caneta?

Venha pegar.

Que tal isso?

Pegue ele.

Isso dói?

Levante!

Levante esse filho da puta.

Você não tem mais a pistola, não é?

- Vá para lá. - Chegue aqui, seu porra.

Você quer brincar? Hem?

Vou mostrar pra você quem é o homem.

Aqui vai você.

Que tal eu...

Oh meu Deus, não.

Você precisa de suas orelhas?

Eu vou...

Limpe essa merda.

Pedaço de merda. Advogado, uma porra.

Epa, epa, pare!

Deixe ela ir.

Você quer que ela morra? Você decide.

Você tem duas opções: sair daqui andando ou morto.

Sua escolha. Deixe ela ir.

Qual é! Não seja idiota.

Largue.

De joelhos! Devagar.

Mãos atrás da cabeça dedos entrelaçados.

- Limpo? - Limpo!

Mãos atrás das costas.

Puta merda!

Levante.

Acabou.

Por aqui.

Isto é para você.

O que é isso?

Ele escondeu aqui pra você.

Também

recebemos uma gravação de De La Cruz matando seu irmão.

Onde está Selena?

Proteção à Testemunha.

Você quer juntar-se a ela?

Não.

Eu vou ficar bem.

Boa sorte.

Legendas: Roger Wilcox [AGUARDE CENAS APÓS OS CRÉDITOS]

2 ANOS DEPOIS

...na 1ª Avenida 60 Seis Zero, Primeira Avenida.

Recebida uma reclamação no apartamento 18-C, de Canadá.

Dezoito C.

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