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Original subtitles

Era uma vez h� muito tempo, no profundo oceano azul, havia um reino.

O Rei, a Rainha e seis irm�s.

As princesas do mar.

O oceano concedia �s princesas liberdade de irem a qualquer lugar que desejavam.

Exceto um lugar.

A superf�cie.

Cada princesa no seu 15� anivers�rio

podia aventurar-se at� � superf�cie, mas s� por um dia.

Finalmente o momento chegou.

O 15� anivers�rio da Pequena Sereia.

Ela viu algo que mudaria a sua vida para sempre.

Um pr�ncipe. O verdadeiro amor.

Quando o pr�ncipe caiu, a Pequena Sereia ficou preocupada com ele.

Embora fosse um risco passar da superf�cie, ela tinha que o salvar.

Agarrou no pr�ncipe e olhou-o nos olhos.

Ela queria saber o que ele sentia.

Como seria estar com ele e ter pernas de verdade.

Nunca se tinha sentido assim.

Quando apareceu outro humano ela olhou para o pr�ncipe uma �ltima vez

antes de voltar para o mar.

Ela estava atr�s de uma pedra quando o pr�ncipe acordou.

Ele abriu os olhos...

Pensando na pessoa que tinha � sua frente tinha salvo a sua vida.

A Pequena Sereia ficou t�o triste.

O seu cora��o ficou destro�ado.

Nenhuma Sereia podia estar com um humano.

Ela nadou at� � parte mais sombria do mar.

Onde vivia um feiticeiro.

Ela falou com o feiticeiro sobre o seu amor e o desejo de ter pernas como os humanos.

O feiticeiro fez uma oferta.

Ele disse que realizaria o seu sonho em troca de uma coisa.

A sua alma.

Se ela passasse a superf�cie e n�o encontrasse o amor,

a sua alma ficaria guardada at� o verdadeiro amor aparecer.

A Pequena Sereia concordou.

Promessa feita e cumprida.

Mas quando ela encontrou o Pr�ncipe, percebeu que o cora��o dele pertencia a outra.

A Pequena Sereia recebeu a visita do feiticeiro que veio lembrar o acordo.

Ela implorou, mas j� era tarde de mais.

Em terra o feiticeiro manteve-a trancada.

Nunca iria encontrar o verdadeiro amor e o seu poder seria quebrado. Para sempre.

A PEQUENA SEREIA Tradu��o de Raquel Rosa

Se eu vos contar um segredo, ser�o capazes de o guardar?

- Conseguem mesmo guard�-lo? - Sim.

- Sou boa em guardar segredos. - Eu n�o me lembro desta hist�ria.

N�o sejas ing�nua, av�. Todos sabem que as sereias n�o existem.

- N�o dirias isto se conhecesses uma. - Conheceste uma sereia?

Sim.

Voc�s n�o acreditam.

Devia tentar outra hist�ria.

- Querem que eu conte? - Sim, sim, sim...

Esta hist�ria come�a com uma menina.

Ela acreditava em sereias, fadas, duendes e todas as criaturas m�gicas.

E ela chamava-se Elle.

Caro Doutor Margot, obrigado por ajudar a minha sobrinha, Elle.

N�o tem sido f�cil enfrentar a perda dos seus pais.

De qualquer modo o esp�rito dela continua elevado.

O que lhe ajuda, � o facto de ela acreditar que � uma sereia.

E este � o motivo do seu estado.

Mas nenhum m�dico sabe dizer o que ela tem.

A respira��o tem piorado.

Sinto que a vida dela poder� estar em perigo.

Vou continuar a pesquisar e espero que um dia

este mist�rio do seu estado seja revelado e encontrado uma cura.

- Respira! - Atenciosamente, Cam.

Venha depressa, a Elle.

- Respira. - Est� tudo bem.

Est� tudo bem. Sentes-te bem?

- J� te disse para abrandares. - Eu sei.

Mas � que... Todos estavam...

... A brincar?

Vou encontrar uma cura.

Prometo.

At� l�, tens que ter mais cuidado.

- Viste isto? - O que �?

- Bom dia, Sr. Harrison. - Bom dia, Margaret.

- Alguma coisa para mim? - Na secret�ria.

- Bom dia, jovem. - Bom dia, senhor.

- Como est� indo a hist�ria? - Muito bem.

Eu quero que pares. Isto acabou de chegar, tens que tomar prioridades.

Segundo consta, a �gua do Mississippi tem poderes curativos.

�gua curativa? J� tivemos hist�rias com bruxas, m�mias... N�o deu em nada.

Esta � diferente, milhares de pessoas v�o testemunhar.

- Mas eu... - Mas nada.

Talvez seja verdade ou n�o, mas temos aqui uma hist�ria.

Possivelmente sentir�s pena dela. Ouve, n�o � uma tarefa f�cil.

Como se diz? "Atravessar obst�culos".

Est� tudo pronto. Segue as combina��es. N�o pares, volta ao trabalho.

- Obrigado, senhor. - N�o me agrade�as. Agradece a ele.

ELIXIR DE SEREIA MILAGROSO DO DOUTOR LOCKE

Certo.

Eles j� chegaram, Elle.

O que vais levar?

S� vamos estar fora umas semanas.

Vais sentir a falta dele, mas n�o ser� por muito tempo.

- Prometes? - Prometo.

Uma longa viagem longe de casa.

Elle parecia ter compreendido e aceitado a nossa pequena viagem com entusiasmo.

Ver um sorriso no rosto dela faz-me acreditar.

As minhas expectativas s�o muito altas em rela��o ao Doutor Locke

e a sua �gua de Sereia m�gica.

A vida seria muito mais f�cil se fosse um conto de fadas.

Rua 88.

Deve ser aqui.

Bem-vindos a Mississippi. Deixem-me dar uma ajudinha.

Eu levo esta mala.

- �s o Cameron, certo? - Sim, mas pode chamar-me de Cam.

- Quem � esta menina? - Sou a Elle.

- Que menina de linda. - Obrigada.

E tamb�m � educada. Vamos entrar. Vou mostrar a casa.

- Tem uma casa bonita, Marina. - A minha fam�lia n�o usa esta casa h� anos.

Vou mostrar os cantos � casa.

Aqui fica a sala e logo ali temos a cozinha.

Fiz isto para voc�s.

- Toma. - Obrigada.

Muito obrigado.

Vamos ver o resto da casa.

Este � o quarto de h�spedes. N�o � luxuoso, mas � melhor do que no s�t�o.

- � perfeito, obrigado. - De nada.

� sempre bom ter companhia.

Aproveita a vida, hero�na.

Quase me esquecia. N�o mostrei o jardim.

Nem a casa da �rvore.

Elle!

Elle!

Elle, tem cuidado.

- N�o � um Reino bonito? - A princesa tem que ter mais cuidado.

A Peggy Gene! Vamos. Peggy Gene?

Cam, eu quero que conhe�as a Peggy Gene.

Ol�.

- A Peggy Gene � uma grande amiga. - Prazer em conhec�-la, Peggy.

O prazer � todo meu.

- Quem � esta linda? - Sou a Elle.

Elle, o nome mais bonito da cidade.

Olha para ti. Tens umas bochechas t�o fofas, pareces um inseto no tapete.

Desculpem a Peggy Gene.

Desculpem, j� faz tempo que n�o conhe�o muito gente aqui.

Mas desde que a �gua curativa curou a minha perna, sinto-me como uma borboleta social.

�gua curativa. Gostaria de falar consigo sobre isto.

� claro. A Lorene sabe onde me encontrar mas, eu estarei na igreja o dia todo.

E falarei contigo sobre a �gua curativa.

Se quiseres, eu posso chamar outras pessoas, percebo que estejas a fazer uma reportagem.

- Peggy Gene! Vejo-te amanh� na igreja. - Sim, vemo-nos amanh� na igreja.

- Certo. - Muito bem.

- At� amanh�. - Fica bem.

Vamos comprar alguma fruta.

- Como est�s? - Como est� a Lorene?

�tima. Disseste que gostas disto.

- Conhece todas as pessoas da cidade. - Praticamente.

Muitas pessoas v�m c� por causa da �gua curativa, tal como tu.

- Est�s pronta? Vamos. - Anda l�.

- Ol�. - Ol�.

- Como te chamas? - Chamo-me Elle.

- Elle. - Consegue ler a mente?

Claro, querida.

�s uma menina muito especial neste mundo.

Existe um poder m�gico em ti.

O esp�rito do oceano.

- Fica com isto. - Obrigada.

E tu? N�o acreditas em toda esta magia, pois n�o?

- N�o sou crente. - Vem! V�!

Existe magia que � de verdade.

E outra que � apenas uma ilus�o.

Tem cuidado, algu�m quer roubar o teu tesouro mais precioso.

N�o deixes que isso aconte�a.

Bem, o espet�culo vai come�ar.

N�o vais querer perder isto.

- Obrigado. - De nada.

- Adeus. - Este lugar � muito estranho.

Aproximem-se! Aproximem-se! Venham testemunhar a magia.

Testemunhem a maravilha.

Senhoras e senhores...

Venham, venham todos. Entram neste espet�culo de arte.

Observem isto, algo que nunca viram.

Dizem que � apenas um mito. Uma lenda pura.

Meus caros amigos, deixem-me apresentar-vos...

Aos vossos sonhos...

Um sopro de vida e nadar.

A Pequena Sereia do Mississippi.

Elle?

Elle! Elle!

Ela � de verdade.

S�o apenas truques.

Aqui n�o h� truques.

Algod�o doce de fada!

Um, por favor.

Obrigado.

As fadas trabalham muito para fazer isto.

Acredito que sim.

O que foi?

Desculpe por incomod�-lo.

- Queria saber se podia comprar... - N�o sabes ler? Esgotado.

O que �?

- Est� esgotado at� quando? - At� Sexta-feira.

� muito simp�tico.

- Posso dar uma volta? Por favor! - Acho que n�o tens idade.

E depois?

Caramba, sou muito mais forte. J� viram isto?

Quem � esta?

- Nunca vi uma doida t�o bonita. - Ela n�o � doida.

Ela � uma falsa.

O quer que seja, ela � uma do�ura.

- Deixem-na em paz! - O que vais fazer?

N�o te metas.

Pareces nervosinho.

Tratamos do assunto agora.

- Viste a altura que eu andei? - Estiveste bem alto.

Vamos.

Ent�o, a Elle acreditava que as sereias s�o de verdade?

- Ela sabia que eram de verdade. - Eu tamb�m sei.

E o Cam?

O Cam era como a maioria dos adultos, precisava de mais provas do imposs�vel.

E a quest�o �: Em que acreditas? H� um mundo l� fora para ver.

E o Cam s� precisava de descobrir.

Ainda n�o acredito que vi mesmo uma sereia.

Ela era t�o bonita e eu sei que ela era de verdade.

Podemos v�-la amanh� de novo? Posso conhec�-la?

Elle, j� falamos sobre isto.

Por favor, tu viste. � tudo um truque.

Tu acreditas no que queres. E eu acredito no que eu quero.

Eu acredito que ela era de verdade.

Muito bem. Boa noite.

- Dorme bem. - Cam?

Sim?

Eu gostava que a m�e e o pai pudessem v�-la.

Tamb�m eu.

Espera, como uma sereia pode sobreviver se n�o est� no mar?

J� ouviste falar em lampreias do mar?

Como � que estes peixes vivem no mar e no rio?

Mas sabes que nada � imposs�vel. Especialmente aqui em Mississippi.

Tem aquele toque de magia.

� um bom livro.

V�o gostar.

O que aconteceu depois de beber a �gua?

J� n�o sou maluca.

Estava � beira da morte antes de beber a �gua.

Teve alguma experi�ncia que possa comprovar?

Consigo fazer isto.

O que aconteceu depois de beberes a �gua?

Senti-me bem, mas agora tenho enxaquecas. Pura magia, acho eu.

Magia.

- Magia. - Magia, h�?

Acredite ou n�o, eu era quase careca antes de beber a �gua.

Nunca pensei encontrar o amor outra vez e agora adoro toda a gente.

- O que acha do m�gico? - Acho que ele � maravilhoso.

T�o obscuro, misterioso e tamb�m � bonito.

Eu prefiro a sereia.

Desculpe, qual foi a pergunta?

Probabilidade... Anz�is

Ol�.

Sou o Cam Harrison.

Obrigado por me receber t�o em cima da hora.

- Por favor, sente-se. - Obrigado.

� o Sr. Locke, certo?

Antes de tudo, eu gostaria de falar sobre a �gua curativa.

- Pode dizer-me o que faz �s pessoas? - Mas j� falou com os meus clientes.

- O que eles lhe disseram? - Contaram-me hist�rias incomuns...

N�o acredita.

Qual � o problema de dizer? De onde vem? Como a faz?

A primeira regra de magia � nunca revelar "como" e "porqu�".

N�o existe magia nenhuma. Se isto resultasse, haveria uma f�rmula m�dica.

Se n�o acredita, porque est� aqui?

N�o quero ofend�-lo, s� estou a escrever para os meus leitores.

Vamos tentar outras perguntas.

Pode falar sobre...

A sereia?

O seu tempo acabou, Cam Harrison. Se fizer o favor...

A fada azul faz as flores azuis. A fada rosa faz as flores rosas.

- A fada branca faz as flores brancas. - E a fada amarela faz as flores amarelas.

Sim, eu sei.

N�o dev�amos ficar muito mais tempo, Elle. N�o � boa ideia.

A Lorene depois vem � nossa procura e n�o quero ficar perdido no bosque.

- Elle, espera. - Tu a�!

Tu �s...

A sereia.

Sou eu.

Mas, como � que tens pernas?

Todas as sereias ficam com pernas quando a mar� est� baixa.

- � um segredo. - N�o digo a ningu�m.

De onde eu venho, temos um conto.

Uma menina que nasceu na Terra, aben�oada por um cora��o de uma sereia.

Muito bem...

- O que fazes no bosque? - N�o posso passear no bosque?

- Como te chamas? - Elizabeth.

Sou a Elle. Este � o Cam, o meu tio.

Desculpem, tenho de ir.

V�s, eu disse-te que ela era de verdade.

FECHADO

Avistei-te. Faz o que eu mando.

- Pare! - Fica longe disso.

- Ent�o, bate-me. - Como desejares.

J� chega!

J� chega por hoje.

Mas n�o posso prometer o que acontecer� amanh�.

E quanto a ti, nem tentes desobedecer-me.

Est� tudo bem.

Porque tens medo?

Est� tudo bem.

Eu n�o sei o que ela �, mas ela � especial.

- A rapariga? - Claro.

O que v�s?

Vejo algo que j� n�o via h� muito tempo.

Talvez ela seja quem estamos � procura.

- O que fazemos at� l�? - Esperamos.

Est� algu�m aqui?

Quem est� a�?

Tu!

O que est�s a fazer aqui?

Desculpa.

O circo estava fechado e eu...

N�o devias estar aqui. Ele sabe de tudo.

Quem sabe? Do que est�s a falar?

Cam Harrison.

S� quero fazer umas perguntas sobre o espect�culo.

Sobre a �gua curativa.

Gostaria mesmo de ajudar-te, mas estamos fechados.

Se n�o te importas...

Espero n�o encontrar-te a rondar outra vez.

- Fica longe dela. - Quem � ele? Quem � ela?

N�o interessa. N�o devias estar aqui.

- Eu sei que se passa algo... - Vai-te embora!

Vai!

Todos a bordo!

Isto � o transporte de Mississippi. Ouviram o que o homem disse?

Todos a bordo.

Espero ver uma sereia no rio. Fiquem atentos.

Sim, meu capit�o.

V�o ficar aqui a ver a sereia. Vou entrar e trabalhar � s�ria.

- Como queiras. - Tudo bem.

Sereias...

N�o...

Existem.

- Em que est�s a trabalhar? - Nada.

- � s� uma hist�ria. - Eu gosto de hist�rias.

Acho que n�o seja uma boa ideia.

N�o acreditas em sereias.

Ainda estou a trabalhar nisto. Nunca pensei que algu�m fosse...

- Mexer nas minhas coisas. - Est�s sempre a seguir-me.

Sabes, estou surpreendido que estejas tamb�m aqui.

Deves estar farta da �gua.

Ser um sereia de verdade.

A �gua faz parte de mim.

De todos n�s.

Quando eu era pequena, a minha m�e nadava comigo.

Bem no fundo do oceano e mais longe do que todos.

Lembro-me de olhar pela �gua.

Imaginando como seria o outro lado.

Quando eu era uma crian�a, ia � praia todos os Ver�es.

N�o perd�amos nada. Assim que a mar� vinha,

sent�amos que tudo duraria para sempre.

Esta � a minha mem�ria favorita sobre n�s.

Antes da Elle ficar doente.

O acidente aconteceu e...

Agora eu...

- S� quero que ela esteja bem. - O meu pai tamb�m dizia o mesmo.

Ela � especial.

- Ela � forte. - Tento lembrar-me disso.

Ela � tudo o que tenho.

Estou aqui por ela.

A �gua curativa...

� mesmo verdade?

Acredito que h� magia em muitas coisas.

A �gua � uma delas.

Mas n�o por causa dele. N�o por causa do Locke.

O baile vai come�ar.

Elizabeth? Vem dan�ar comigo.

Uma foto. Juntem-se.

Est�s bem?

� mentira.

- O qu�? - A magia, n�o dura.

Tem cuidado, percebes?

N�o caias na mentira.

Ela vai melhorar. Tem cuidado, percebes?

Anda.

O Cam vai ensinar-te.

N�o sou um bom dan�arino.

Desculpa.

Desculpa.

A lua, vem!

Porque est�s olhar assim para mim?

Porque eu quero ver-te. N�o queres que olhe para ti?

N�o � isso, � que...

Pequena... Tu sabes.

Intenso.

Se n�o olhas como v�s? Como v�s uma pessoa?

Dev�amos ser livres para abrir os olhos e tirar este contacto de n�s.

Quem n�o consegue? Est�s a falar do Locke?

Desculpa, n�o quis dizer isso.

N�o tens que estar sempre a pedir desculpas.

Tens raz�o, desculpa...

- Olha, n�o �... - Linda?

A roda ficou presa, temos que esperar pela mar� alta.

- Mar� alta? - Sim.

- Desculpa, tenho de ir. - Espera. Elizabeth?

Elizabeth?

Est�s com medo?

Os teus olhos dizem que sim.

Tu �s...

- Como pode ser? - N�o vais compreender.

A s�rio?

- Eu quero compreender. - Aconteceu h� muito tempo.

Eu era livre.

Eu vivia com a minha fam�lia no mar.

Fui enganada.

Ele tirou uma parte de mim e ainda a tem.

Enquanto ele mandar em mim, eu n�o volto para casa. Estamos ligados.

Ouve.

H� anos que ele leva-me de cidade em cidade.

Para vender a �gua curativa e aumentar a sua produ��o.

� por isso que ele n�o te v�.

- Sim, mas n�o devias envolver-te. - Acho que j� � tarde de mais.

- Porque � que n�o foges? - Estamos ligados.

Enquanto eu fizer parte da vida dele, eu n�o posso fugir.

Deve haver uma maneira de resolver tudo isto.

Achas mesmo?

- O que se passa? - � o Locke.

Ele sabe que eu estou aqui. Ele est� a chamar-me.

N�o podes voltar para ele.

N�o percebes, tenho de ir. Eu estou nas m�os dele.

- N�o, Elizabeth? - Desculpa, Cam.

Elizabeth!

- O Cam acredita agora? - Acredita.

Ele tinha de acreditar no que tinha visto.

Apesar de todos os ossos no corpo dela. Ele n�o podia ignorar a verdade.

E o beijo deles ainda estava bem presente.

Havia outras coisas que ele n�o entendia, especialmente em rela��o ao Locke.

Gra�as a Deus!

Onde estavas? Estive � tua procura.

Porqu�? O que aconteceu?

Eu... Pensei... quando... Deixei a Elle no quarto...

- E quando voltei... - O que aconteceu?

J� n�o estava l� e a janela estava aberta.

- Onde est� ela? - Eu n�o sei, Cam.

Porque que � que ele te trancou aqui?

- Fizeste alguma coisa de mal? - N�o.

Ele disse que eu tenho o cora��o de uma sereia.

- � uma magia muito poderosa. - Claro que tens. Tamb�m vejo.

Tem cuidado.

Ele n�o � como n�s. Ele � um homem mau.

Entendes?

Quando eu era pequena, eu era como tu.

Quando eu for mais velha, eu quero ser como tu.

Ele est� a vir, vai ficar tudo bem. N�o te esque�as do que eu disse.

- Deixa-a em paz. - N�o posso.

Ela � a pessoa que eu andava � procura.

- N�o precisas dela, tens-me a mim. - Tu?

Eu planeei trazer-te para c�. Tirar os teu poderes, de uma vez por todas.

Vai! Encontra a Elle!

A Elizabeth disse-me que queres ser como ela. � verdade?

E se eu conceder o teu desejo?

Se eu conceder todos os teus desejos?

Em troca de uma coisinha.

Qualquer coisa?

Tudo aquilo que podes imaginar.

Est�s a enganar-me. N�o �s como n�s.

Queres controlar todos.

Com o tempo vais perceber que sou muito persuasivo.

Eu sei onde ela est�.

Est� tudo bem. Vem comigo.

Ele disse que vinha ter comigo.

Vou tirar-te daqui.

- Onde est�o as chaves? - Est�o com o guarda.

Ali.

Vai correr tudo bem. Vou tirar-te daqui.

Vendi-os.

Vamos! Vamos!

O Locke sabe disso, eu disse-te. Ele n�o vai parar de vir, nem agora.

Temos que salv�-la. Temos que salvar a Elizabeth.

- N�s vamos. - Ela n�o pode ir sem a sua alma.

Se isso acontecer, ela morre.

O Locke escondeu-a num lugar seguro. Eu n�o sei onde est�.

Acho que sei onde pode estar. Vamos.

� isto.

Tem calma. Ele est� connosco.

Est� na hora.

Podes confiar nele.

Senhoras e senhores, deixem-me apresentar-vos...

Aos vossos sonhos...

Temos que nos apressar, n�o vai durar muito tempo.

- Temos de ir. - N�o posso.

Como � poss�vel?

N�o vai durar muito tempo. Em breve � mar� alta.

- T�m de ir. - Espere!

H� uma coisa que temos de fazer.

Vamos.

Ela est� livre. Vamos.

- Est�s bem? - E agora?

Temos que ir para o Oceano.

Quanto tempo falta antes de voltar tudo ao normal.

- Com o Locke n�o h� certezas. - Temos que sair daqui.

O comboio! Deve vir direto da esta��o.

Entrem no comboio, vai levar-nos at� ao Oceano.

Cam, espera.

Cam... Estou muito velha para saltar para um comboio.

- Vou ficar para tr�s. - �s �nica, Lorene. Obrigado.

- Adeus. - Adeus.

Boa sorte, Cam. Acaba com isto.

O comboio est� andando. Vamos.

Conseguimos.

Vais tomar isto.

Toma.

Isto � teu.

Obrigada.

- Obrigada a todos. - T�nhamos que fazer algo.

H� 17 anos... Ele encontrou-me quando eu era pequeno.

Prometeu que podia ajudar-me.

- A n�o ser t�o... Diferente. - Ele prometeu-me o mesmo.

Encontrou-me a ler mentes e disse que podia dar um jeito.

Eu apenas dei-lhe ouvidos.

N�o h� nada de errado com voc�s.

Devem ter saudades das vossas fam�lias.

Ainda bem que t�m esta.

Venham, venham todos. Deixem-me apresentar-vos...

Aos vossos sonhos...

Um sopro de vida e nadar.

A Pequena Sereia de Mississippi.

Elizabeth!

Eles t�m a alma.

Eles est�o num comboio para irem para o oceano. Temos de ir agora.

Det�m-nos!

De uma vez por todas.

Certo, chefe.

Est�o aqui.

Para tr�s!

Elizabeth, cuidado.

Est� tudo bem.

Temos que sair daqui.

J�!

H� uma carrinha aqui perto.

- N�o tem chaves. - N�o precisamos das chaves.

Fiquem com a Elizabeth.

Elle? Elle? Est� tudo bem.

Eu tenho a medica��o.

N�o est� aqui. Para! A medica��o ficou no comboio.

- Vamos buscar a medica��o. - N�o, eu vou ficar.

Vamos, Elle! Vamos!

Vou ficar com a Elizabeth.

Ela � minha amiga.

Para de tratar-me como uma crian�a.

Posso ir mais longe.

Confia em mim.

Dessa vez.

Muito bem, Elle.

- Confio em ti. - Temos que ir.

Ele est� a chegar.

- Continuem! Eu trato dele. - N�o podes.

Voc�s n�o t�m escolha. V�o!

V�o!

Esperei tanto tempo por isto.

Homem contra monstro.

�s mau.

- Ningu�m vai salvar-te. - Nem a ti.

Est� a come�ar.

Temos que nos apressar, ela est� a transformar-se.

Temos que lev�-la para o oceano.

- Quanto tempo falta? - � s� passar as �rvores.

Temos que nos apressar.

Estamos presos.

- Consegues lev�-la? - Sim.

- Precisas de ir para o oceano. - E tu?

Trato das coisas por aqui. Ganho algum tempo.

Coloquei as minhas esperan�as em ti.

- Que desilus�o. - Querias que eu fosse m� como tu.

Sabes melhor do que qualquer um, duas almas n�o s�o as mesmas.

Verdade.

Mas uma est� sempre perdida.

N�o vais ganhar desta vez.

Que a luz destrua a maldade.

N�o h� poder mais poderoso do que o meu.

Ela est� livre. Ela n�o te pertence.

Nada neste mundo est� livre, Cam Harrison.

Est� tudo bem. N�o vou deixar ele levar-te.

Ela � boa pessoa, n�o � como tu. N�o vou deixar que fiques com ela.

- Toma. - N�o.

Os poderes do Locke crescem com isto, por isso podes us�-lo.

- N�o, est�s muito fraca. - � a �nica forma.

A alma dela � minha. Que pena, eles v�o morrer.

Os meus poderes s�o eternos.

Nem tu nem ningu�m pode derrotar-me.

Eu acredito...

O que fizeram comigo?

Magia.

Agora ele � um prisioneiro.

Elizabeth?

Ela precisa de �gua.

Est� tudo bem.

O frasco.

Elizabeth, por favor.

Vamos.

Elle? Elle? Est� tudo bem.

Respira!

- Est�s bem. - Deixa-me lev�-la.

- A �gua pode cur�-la. - Est�s bem.

Obrigada.

O mar � m�gico.

Tal como o amor dela.

Quando ela n�o conseguir respirar, ela s� precisa de nadar.

Vou ter saudades tuas.

Vejo que encontraste a tua hist�ria.

- Achas que algu�m vai acreditar? - O mais importante � que tu acreditas.

Vamos brincar. As fadas est�o l� fora.

E elas adoram sereias.

- N�o podemos faz�-las esperar. - Nem pensar.

Vamos.

O mais importante � que tu acreditas.

E ela deu-lhe o melhor presente que uma pessoa poderia dar a outra.

Amor.

Deste ent�o, onde quer que ele fosse, ela estava com ele.

Esta � outra hist�ria.

O que aconteceu com a Elle?

- Est�s bem, av�? - Est� na hora de nadar.

Como termina a hist�ria?

Vamos, eu n�o sei.

Anda.

Av�!

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