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MARSELHA
Vou assentar o teu n�mero, p�. J� o tenho.
� para o caso de me teres enganado.
Bartlemy. Bart...
Bartlemy.
Bartlemy.
Bartlemy. Isso.
Qual?
Bartlemy?
Sou o Doyle.
Henri Barth�l�my.
- Bartlemy. - Est�vamos � sua espera.
- Trabalho nas horas vagas? - Narc�ticos.
- No peixe? - No peixe.
Infelizmente � esta a nossa informa��o, Monsieur Doyle.
Permitam-me. Os Inspectores Diron e Miletto. Monsieur Doyle de New York.
- Vamos trabalhar juntos. - �ptimo.
Henri!
Qual � o motivo disto?
- Como? - Desculpe.
Primeiro de abril, dia das mentiras.
Sabe? Estamos a primeiro de abril.
Est� a ver - esta informa��o foi uma piada.
Por aqui, no primeiro de abril, � costume pregarem um peixe nas pessoas. Sabe?
S� que normalmente � de papel.
Eles pregaram-vos uma a s�rio desta vez.
Por aqui, por favor.
"Doyle, James R."
#42 anos. Alcunha: Popeye."
Que piada.
Espinafre.
Que andas a fazer com a minha ficha na cagadeira, h�?
� mais uma piada do vosso dia das mentiras?
N�o. Gosto de a ler aqui.
60 quilos de hero�na. Foi uma grande apreens�o.
Regarde, Miletto. Temos aqui um aut�ntico her�i americano.
Onde � que arranjaste isso?
Sr. Doyle, foi-me requerido que o ajudasse.
N�o lhe requeri que viesse c�.
Mas naturalmente que queria saber quem o senhor era. E descobri.
Ap�s a grande apreens�o,
esta desapareceu.
Li nos jornais que algu�m roubou a sua hero�na de dentro da central da Pol�cia.
Foram os seus amigos?
Os meus amigos continuam ao servi�o.
Quantos homens matou?
Vamos l� ver esta porra. Espere l�!
Estou aqui a ser interrogado, �?
Venho trabalhar consigo ou sou aqui alguma esp�cie de suspeito?
Cinco.
Cinco pessoas mortas.
Parece-me bastante.
Sou pol�cia em Nova lorque h� 14 anos.
Sei que a droga que sai desta cidade j� matou bastante mais do que eu.
Dois dos mortos eram pol�cias.
Correcto?
Miletto, mostre-lhe o gabinete dele.
Sr. Doyle.
O seu gabinete � aqui.
Aqui mesmo.
Pois.
Mesmo ao lado da cagadeira, �?
Tenho um telefone, uma extens�o... Bestial.
Que lindo.
Ol�, Henry. � mesmo bonito. Ficava melhor em Nova lorque a viver de subs�dios.
Pobre Popeye. Est�s - como se diz - com saudades?
Eu vou mandar-te uns espinafres.
Ol�, Bartlemy, porque � que n�o deixas de ser merdoso, h�?
Antes ser lampi�o em Nova lorque que presidente da Fran�a.
Vim c� s� por uma coisa: Para apanhar o Charnier. E � isso que vou fazer.
Vou apanh�-lo e met�-lo onde ele pertence, mesmo se tu n�o o fizeres.
Eh, bravo. � o dia-D em Marselha. Desembarcaram os americanos.
Este teu Charnier, para come�ar, esse n�o � certamente o nome dele.
Em segundo, n�o h� registo de tal homem - aqui, em Paris, ou nas ruas.
Mas n�o faltam registos teus, e n�o s�o l� muito bons.
Deixa-me lembrar-te, que foste tu quem o deixou fugir.
V�, voltemos ao trabalho. Mas s� vens connosco para observar, est�?
N�o trazes arma, espero.
- � ilegal para estrangeiros. Mesmo pol�cias. - Nada de armas. Tudo como manda a lei.
- Leste a minha ficha, n�o foi? - Foi por isso que perguntei.
Doyle.
N�o saias de p� de mim e observa.
�s meu convidado. N�o fazes nem dizes nada. OK?
Quem, eu? Estou a nu, lembras-te?
Deves pensar que sou algum her�i. N�o, s� vim c� para ver os profissionais em ac��o.
Sou teu convidado.
Doyle.
Doyle, para tr�s.
Doyle! Raoul.
Seu sacana!
Livrem-me dele, porra!
Quero-o preso. Est�s preso, seu filho da m�e!
Cala-te. N�o tens poderes policiais aqui, Doyle.
Esquece. Raoul!
- Vamos, Doyle. - N�o. Quero aquele sacana na prisa!
- Deixa-o? - Ele � dos nossos.
- Como? - � nosso.
Como pensas que conseguiu sair de l�? Vamos.
Grande merda.
Porque n�o voltas para Nova lorque e matas pol�cias? � o que fazes melhor.
Uma infiltra��o de dois meses desperdi�ada pela tua loucura.
- Se me avisasses, ainda estava vivo. - N�o!
Se tivesses feito o que te disse, ele ainda estaria vivo.
Ol�, o que � que disse ele?
Olha-me para isto tudo. Deve ter sido um acidente, �?
Olha para o �cido. Deve haver que chegue para 50 quilos. Talvez o dobro.
Atacaste-os demasiado cedo. Lixaste tudo.
Tenho um trabalho para ti, Doyle.
Queres saber o que as pessoas dizem? Fala com elas!
De que est�s a falar? Queres dizer interrog�-los?
Como � que o vou fazer - linguagem gestual? N�o falo franc�s, lembras-te?
O Miletto ser� o teu int�rprete. Miletto!
- Ol�. Enfia-o. - N�o, meu amigo. Enfia-o tu!
N�o nos ajudaste l� fora. Fodeste tudo.
Que sabes tu de Marselha? Pensas que � o Harlem? Ao pontap� aos pretos nas ruas?
Quero depoimentos de todos. N�o interessa o que dizem, mas quero tudo por escrito.
Ouve. Vim c� para deitar a m�o ao filho da m�e do franci�.
N�o � parte dos meus planos ficar a bat�-las e os franceses a ficarem com os louros.
Meteste-me ao lado da cagadeira enquanto ficas com as medalhas todas, n�o �?
� isso mesmo.
Temos de decidir a quest�o do encontro.
Um lugar onde nos encontrarmos depois de fazeres a entrega.
Como est� Nova lorque?
Sabes muito bem, William. Nova lorque � um perigo para a sa�de.
Pelo menos, para a minha sa�de.
Mas � uma cidade engra�ada.
- Como conseguiste, se n�o � segredo? - Foi muito simples e muito engra�ado.
83 pol�cias queriam falar comigo,
e 52 deles escolheram falar antes com o meu dinheiro.
Adoro uma cidade onde se sabe sempre qual � a nossa posi��o.
Ol�, Hank! Estou mesmo a aprender muito por aqui.
Est�s mesmo a perder uma hip�tese, p�.
Este chama-se Godardi. Prendemo-lo por drogas. Uma condena��o.
Vou-te levar mesmo ali a baixo �quela passagem. Ali mesmo em baixo.
E vais come�ar por levar na garganta, aqui mesmo.
Vamos arrebentar-te todo por dentro.
Gostas? Depois a barriga. Come�amos a vasculhar-te a barriga.
Vais levar com tanta for�a que vais partir o espinha�o.
Tu compris isto? N�o, n�o compreendes, �?
A seguir s�o os bra�os. Vou estic�-los num rebordo.
Vou us�-los como trampolim, saltar-lhes em cima.
E a seguir nas canelas. Uma, duas. Canelas.
Vou fazer-te a porra das canelas em papas.
E quando acabar contigo, vais-me p�r mesmo ao colo do Charnier.
Tu connais pas? Ah, comida.
Que fizeste - cremastes esta merda?
Cremaste-a. Queimaste...
Tens ali o ketchup. Onde est� a mayo? A maionese.
Maionese. Mayo.
Olha para a minha boca: mayo.
Maionese, certo. E tempero.
Tempero, certo. Maionese e tempero.
Manda vir c� o Miletto tamb�m, est�?
- Miletto! - Sim, Miletto.
� bom, n�o?
� Miletto! Anda c�, chega aqui!
Quero que perguntes uma coisa a este fodas.
Se ele alguma vez co�ou os p�s em Poughkeepsie.
- Esta est� bem para ti? - N�o percebi.
Pergunta-lhe... Se alguma vez co�ou os p�s em Poughkeepsie?
- Vou dar uma volta. - Doyle, as ordens.
Cola as tuas ordens aqui mesmo.
Queria um Four Roses, sem gelo e com �gua � parte.
Four Roses, sem gelo e com �gua � parte.
Merda.
Bourbon.
Podiam dar-me aqui uma ajuda?
Jack Daniels.
Jackie, sim. Jackie Daniels.
Vamos ver...
Scotch. Ali mesmo.
- El Scotcho. - U�sque?
Num copo, sim.
N�o, n�o quero gelo.
Desculpe, menina. Desculpem, minhas senhoras.
Posso oferecer-vos uma bebida?
Tomavam uma bebida?
Lmportam-se que me sente?
Como?
N�o compreendo. S� para tomar uma bebida.
Est� bem.
Gostavam de me beijar o meu rabo de irland�s?
V� l� se elas n�o perceberam logo, h�?
Oh, amigo?
Que tal outra bebida aqui? Enche a� uns dois dedos, assim mesmo.
Isso.
Serve-te tamb�m.
Como te chamas?
Andr�.
Serve-te dum para ti. Quero... Algu�m tem de tomar uma bebida comigo.
Tu.
Isso. Serve-te de uma bebida.
Vais beber essa merda verde?
Isso n�o �... Oh, v� l�. Enche-o at� acima.
Toma uma bebida.
Tu bebes bem.
Espero que aqueles Hell's Angels voltem.
Toma outra bebida.
N�o, n�o, n�o. Toma outra - tu.
Goela abaixo.
Despeja-o.
Vou tomar outra.
Os primeiros marujos trouxeram os feij�es
Parley-voo
Os primeiros marujos trouxeram os feij�es
Parley-voo
Oh, os primeiros marujos, os segundos marujos...
Os primeiros marujos...
N�o, n�o.
Os primeiros marujos...
Trouxeram os feij�es...
Trouxeram os feij�es!
Devolve-me o chap�u.
Dois marujos v�m a seguir-me Parley-voo
Dois marujos v�m a seguir-me Parley-voo
Dois marujos v�m a seguir-me N�o acho que me v�o apanhar
Est�. Inspector?
Sim. Como est�?
Bem, est� sol, quente.
Sim. A� tamb�m? Formidable.
Bem, o plano est� a correr como tinha previsto.
N�o, n�o gosto disto, n�o. Se o Charnier est� em Marselha e o v�,
ser� muito perigoso.
Bem, tenho dois homens atr�s do Doyle, dia e noite. Mas ele � imprevis�vel.
N�o, eu n�o o teria feito assim.
Primeiro diria eu pr�prio ao Doyle que est� a ser usado como - como se diz - como isco.
Bem, ele � o vosso homem, n�o � meu, Inspector.
Oh, sim. Ele � muito evidente, muito vis�vel, sim.
Est�?
Sim, operadora? Fic�mos sem linha.
Estava a falar para a Pol�cia de Nova lorque.
Est�?
O que est� a dizer, � culpa da operadora francesa?
Como? Est�?
Quero ir para ali, n�o para aqui.
Fala ingl�s?
Fala ingl�s?
Ol�, Henry?
Muito bem.
Tiveste um almo�o de duas horas? Andas a investigar as tascas?
Doyle, � a Mademoiselle Lef�vre.
- Pensei que tinhas partido. - N�o, andava a dar uma volta.
Quis descobrir porque � que o Charnier gosta tanto deste burgo. Sabes?
- Acho que descobri. - Descobriste?
Que enquanto o Charnier anda por a� � solta a Pol�cia est� a ter almo�os de duas horas.
- Queres um t�xi para o aeroporto? - N�o, acho que vou mesmo ficar aqui.
- Como queiras. - Escuta.
Quero que me fa�as um favor.
Despacha aqueles dois bufos que me seguem, est�?
O alto � teu cunhado?
- Escuta, Doyle... - N�o, tu � que escutas!
Vim c� para apanhar aquele porra do Charnier e vou agarr�-lo.
E posso faz�-lo muito melhor sem o Sacco e Vanzetti atr�s de mim.
Volta a p�-los a atravessar criancinhas.
Ainda s�o atropelados por uma bicicleta. N�o quero isso na consci�ncia.
Foi um prazer conhec�-la.
Queres esta bola? �?
Vem c� busc�-la.
Quem me dera que este Blanc de Blancs viajasse.
Gostava de levar 20 caixas para Washington.
Voc�s americanos sofrem todos desse equ�voco.
O vinho viaja. As pessoas � que t�m dificuldade em viajar.
Eles compreenderam isso de n�o viajar com o carregamento.
Boa. Agrada-me que continuem todos a ver a situa��o da mesma maneira que eu.
Bill, Genebraj� tomou o primeiro passo necess�rio?
Tal como queria, com uma boa dispers�o contra a infla��o e o flutuar das divisas.
100.000 em rands sul-africanos, 50 em d�lares canadianos e outros 50 em ienes.
200.000 no conjunto. Dez por cento, tal como no acordo.
Est�. Diz-lhe que o carregamento final vem a caminho.
- Logo que chegue, cozinhamos por uns dias. - Entendido.
Estamos � tua espera parajantar. Uma pequena festa, muito informal.
Adorava mas n�o posso.
Neg�cios oficiais.
Parece que voc�s nos querem aqui de volta.
Tenho um jantar em Paris com o Ministro da Defesa, falar de n�meros e bases.
Muito obrigado pelo almo�o, Alain.
Acontece que, Genebra est� a contar consigo.
Desculpe. Eles queriam tornar isto bem claro.
Naturalmente.
As minhas expectativas sobre eles s�o as mesmas. Certifica-te que eles sabem disso.
Escuta... Jogas bem voleibol. D�s muito boas boladas.
Vejo-te l� em baixo na praia, est�?
O Sacco e Vanz...
Tenho que dizer, Sr. Doyle, que era a �nica pessoa que eu n�o queria voltar a ver.
Aqui os meus s�cios querem discutir umas coisas consigo, Doyle, mas � maneira deles.
Eu disse-lhes que seria in�til, que morreria antes disso.
E que assim nunca descobrir�amos o que aprendeu sobre a nossa negociata.
Essa foi a li��o mais cara de Nova lorque.
Voc� � um bom pol�cia.
Honesto, mas est�pido.
Mas honesto.
Mete isso no cu, Charnier.
Eu conto-te o que descobri.
Descobri que comes merda, seu franci� do cara�as.
- Essa n�o � l� muito boa. - Seu monte de merda.
Ol�.
Tenho um filho mesmo da sua idade.
Um jovem bonito.
Sou inglesa, sabe. Ouvi-o falar ingl�s.
Ouvi-o gritar.
N�o deve gritar.
Eles nunca ouvem.
Vivo em Marselha h� 42 anos.
Mesmo durante a guerra.
Casei com um franc�s.
Ele n�o me ouvia.
E depois o meu filho desapareceu.
Ningu�m me ouve.
N�o, n�o, n�o.
N�o deve fazer isso. N�o deve co�ar.
Vai ficar infectado, e depois fica muito doente.
Deve...
Assim. V�?
Quando � que eles aparecem por c� outra vez?
Em breve.
Em breve.
Mas n�o deve gritar.
Ningu�m o vai ouvir.
A� tem.
Ainda n�o.
Doyle,
diga-me.
Mandaram-me para c� porque eu era o �nico que te podia reconhecer.
� tudo.
N�o descobri nada.
Seu cabr�o, seu.
Esta n�o � a minha terra. Nem sequer consigo pedir uma bebida aqui.
V� l�.
D�em-me isso.
Sabe,
acredito em si.
Vamos devolv�-lo aos seus amigos, Doyle. Eles andam � sua procura por todo o lado,
e est�o-me a dificultar as opera��es.
Por isso vamos mand�-lo de volta.
Para que est�s a olhar, paspalho?
Essa � amarga.
� amarga.
Preciso de um m�dico. Preciso de um m�dico americano.
Os m�dicos guardam registos. Pap�is.
Queres isso?
Um pol�cia drogado?
Eles expulsavam-te da Pol�cia.
Bebe.
Miletto!
Faz frio.
Sim, isso h�-de ajudar muito.
Parece que passei uma semana a lamber um bilhar.
Foram tr�s semanas.
- Onde estavam voc�s? - Procur�mos por ti.
- Onde � que estavam? - 52 homens em busca de ti a tempo inteiro.
Se tivesse 52 homens em busca de algu�m encontrava-o em tr�s horas em Nova lorque.
- Sim, mas Marselha n�o � Nova lorque. - Podes ter a certeza que n�o.
Podes apostar em como n�o � Nova lorque.
Cidade do Cavalo.
Gostava de deitar abaixo esta cidade tijolo a tijolo e enfiar-ta toda na porra da cabe�a.
Agora v� se descansas.
Merda. Sinto-me como uma almofada de alfinetes.
Ouve, Henry, n�o me vais fazer a ressaca a frio, pois n�o?
- Sim, vou. - Ouve, eu vi...
J� vi gajos em ressaca a frio. Eles mandam cabe�adas mesmo contra paredes de a�o.
Cortavam a garganta � m�e por um panfleto. V� l�, n�o podes fazer...
Ligo � tua m�e.
Ligo � tua m�e. Ela vai ficar orgulhosa de ti.
- N�o a metas nisto. - "Sra. Doyle, apresento-lhe o seu filho."
- Contei-te? Uma vez comi-a. - Paras com esta merda?
- Que foda! - Tu...
N�o desistas agora.
N�o desistas.
N�o desistas.
Quero a porra de um chocolate Hershey.
Est� bem.
N�o � bom para franci�s. F�-los saltarem para tr�s.
Paspalho.
N�o quero a merda desta pedra! Que � que eles me est�o a dar?
Esperem a�. OK. O que quero � um bom hamb�rguer com molho do PJ Clarke.
Compreendes? A escorrer sangue,
com um pouco de cebola e ketchup e sal, e uma cerveja. Est�?
Henry, espera. S� um momento.
Preciso de ajuda, Henry.
Preciso de ajuda. De um m�dico, Henry.
- De um m�dico americano. - Esquece.
N�o me digas para esquecer. Ouve l�!
Espero at� voc�s trazerem os hamb�rgueres. Est� bem? Vou esperar aqui.
S� espero at�... Tudo bem, espera.
Raios...
Vamos mudar a encomenda. N�o quero os hamb�rgueres.
Quero umas barras de Hershey. Sabes do que estou a falar?
Espera! Quero umas Hershey, Henry. N�o a merda de papas franci� que me t�m dado.
Quero Hershey de verdade, com nozes.
Henry, tu tem-la no gabinete. Que eu bem sei...
Quem ia saber, Henry? Raios!
Seus porcos!
N�o lhes contes nada at� falares com a merda dum advogado.
Est�?
Isto �...
� mesmo bom. Nunca bebo disto em casa, sabes.
"Gaston de Lagrange. Cognac."
� bem bom.
Tudo do melhor para ti, Doyle.
Raios.
Quando era mi�do, nunca bebi porque pensava que era pecado,
por causa das freiras e do resto.
- �s cat�lico? - Reformado.
Reformado?
Reformado, �? � s� meteres os pap�is e... Recebes uma pens�o?
Merda.
Bem, apesar disso tudo...
N�o me imaginavas assim, pois n�o? Mas apesar disso tudo...
Quando eu era um...
um mi�do, sabes, com as freiras e as confiss�es e isso tudo,
eu jogava basebol... basebol.
Jogava basebol.
Um jogador de basebol.
Sabes, fiz provas para os Yankees.
- Sabes o que s�o os Yankees? - Sim. Como em "Yankee go home."
Sim. N�o!
N�o...
N�o, a equipa de basebol Yankee.
Sim, fiz provas com eles e...
eles pregaram comigo numa equipa menor.
E o problema... foi que...
havia l� a porra de um mi�do, e ele era...
o sacana mais r�pido, ele era mesmo r�pido.
E jogava � segunda base na altura, e ele...
Ele conseguia mandar a bola a grande dist�ncia.
Uma foda de uma bola!
Sabes o que quer dizer "foda"?
Bem, eu estava a treinar para a �poca,
e vi este mi�do,
e fiz imediatamente testes para a Pol�cia.
Esse mi�do era o Mickey Mantle.
N�o sabes quem era o Mickey Mantle?
- Seu idiota. - N�o, n�o posso dizer que saiba.
N�o sabes quem era o Mickey Mantle? �?
E o Willie Mays?
Diz! O poderoso Willie Mays. V�s?
N�o.
O Max Lanier. Um franci�.
O Jean Kiley. Lembras-te do Jean Kiley?
- O Gene Kelly? - N�o era o Gene Kelly.
O Jean Kiley, a merda do esquiador.
- Est�s a falar do Jean-Claude Killy. - Foi o que eu disse! Sim.
Um bom atleta.
E o Whitey Ford. Raios. Sabes quem era o Whitey Ford?
Merda. Era um canhoto catita.
Era isso que lhe cham�vamos. Ele era um canhoto catita.
- Canhoto? - Sim. Ela era esquerdino.
- Queres dizer comunista? - N�o, era republicano.
Mas era qualquer coisa, digo-te. Era qualquer coisa. Era...
Ele era...
esquerdino. Atirava com a m�o esquerda.
Percebes? Com a m�o contr�ria.
Com a m�o canhota.
Era por isso que lhe cham�vamos esquerdino.
Percebeste?
Olha para aqui...
E o batedor estava de p� assim.
Tens de me atirar a bola.
Espera a�.
OK. Pronto.
- Nunca viste um jogo de basebol, pois n�o? - N�o.
Merda.
Bem, o Whitey Ford era um canhoto catita.
Era...
D�-me uma, Henry, r�pido.
Seu cabr�o!
Bebe isto.
Ele batia a merda da bola com a merda do taco!
- Fala-me do Canhoto. - J� te falei desse merda do canhoto!
- J� n�o aguento mais. - E o Mickey Mantle.
O Mickey Mantle � uma merda!
- Fazes esqui? - Parece-te que consigo esquiar, seu fodas?
Mal consigo andar.
Preciso de ajuda, porra!
Merda.
- O pequeno-almo�o. Espero que o coma. - Vou tentar.
- Vais levar-me ao hotel? - Ainda n�o.
Est�s com frio. N�s aquecemos-te.
E talvez ver um pouco de Marselha tamb�m, que tal?
N�o me lembro de nada. Eles deitaram-me mesmo abaixo.
Qualquer coisa? Algum detalhe?
N�o me lembro de nada.
Gostava de comer daquilo.
Est�s a brincar. Uma mulher agora acabava contigo.
A mulher n�o. O que ela est� a comer.
Escuta, paspalho, conta-me a verdade.
Fui usado como isco, n�o fui?
De quem foi a ideia?
Que diferen�a � que isso faz?
Mandaram-me para c� para trabalhar contigo.
Puseste-me na rua para que o Charnier pudesse acabar comigo.
Essa � fant�stica. Fant�stica.
Como � que n�o percebeste isso mais cedo?
Por que � que n�o pensei nisso mais cedo?
Porque sou mais paspalho do que tu.
Henry? � o Doyle.
- A trabalhar at� tarde, n�o? - Onde est�s, Popeye?
Estou na casa do Charnier. Lembrei-me de repente.
� no Hotel Colonnades. Costumava ser o Hotel Tanger.
� na Rue Rappatu. Percebeste?
- N�o saias de onde est�s. - OK.
Henry, traz �gua. Montes dela.
O exterminador.
Ratos. T�m aqui ratos, p�.
Saiam da�, seus ratos do cara�as!
Saiam da� ou eu queimo-vos vivos!
V� l�, seus ratos! Vamos a sair!
Toda a gente na rua!
Mexam-se. H� aqui gatinho.
Seus cabr�es com bigodes!
Doyle, tu sabias! Sempre soubeste o nome deste lugar.
Sabias e n�o me disseste. Mere�o uma resposta.
Olha para este. Eis a tua resposta. Vai-te foder!
Vim c� atr�s do Charnier e vou apanh�-lo!
Onde est� esse filho da puta?
J� chega. P�ra!
- Olha para isto, paspalho! - Ele disse-nos o que quer�amos.
- Agoraj� chega. - OK.
� melhor que tenhas a certeza. Estou-te a dizer.
Venho c� � tua procura.
Dou-te cabo do caralho.
Olha para o meu chap�u.
Desta vez, Doyle, ficas mesmo ao meu lado.
Vamos.
Onde est� a merda da minha arma?
Espero que saibas nadar, paspalho.
Doyle, vamos!
Henri!
Sim?
Doyle?
O Commissaire Delacroix. Ele quer o teu passaporte.
H� um avi�o para Barcelona de manh� com liga��o para Nova lorque.
Devolvem-te o passaporte quando estiveres a bordo.
Precisas que eu traduza?
Ligaram para o teu chefe em Nova lorque.
O teu passaporte, Popeye.
Porque n�o lhe dizes que o perdi na doca seca?
Ele quer que permane�as no hotel at� n�s dizermos-te para sa�res.
O meu franc�s n�o presta. Em ingl�s.
N�o falo at� o c�nsul chegar. N�o sei nada sobre ontem � noite.
Devia saber que havia algo agarrado ao casco.
Viemos para reparar o leme. N�o sei nada sobre a droga.
- Aguarde aqui, Capit�o. - Volto para territ�rio holand�s.
Est� em territ�rio franc�s e permanece em territ�rio franc�s.
N�o quero ver isso. Esconde-o.
- O que vais fazer agora? - Esperamos.
Quando o c�nsul chegar, falamos na esquadra.
E quando o c�nsul partir, j� n�o falamos tanto.
N�o d�s a festa por acabada. Ele ainda n�o recebeu o dinheiro.
O Charnier s� pagaria depois da entrega. Ontem � noite n�o houve tempo.
O holand�s fica � espera de receber o dinheiro.
- Pode ser na Holanda, dep�sitos Genebra. - N�o, h�-se ser aqui e em dinheiro.
O Charnier n�o o enganava. Ele tem demasiadas hist�rias que contar.
- N�o sei. - Se seguires este tipo pela Europa toda,
dentro de uma semana h�-de haver panfletos de droga � venda na 126� Rua.
Deixa-o ir. Deixa-o ir embora.
Ele h�-de levar-nos directo ao franci� Um.
Deves-me uma.
Temos o porto vigiado, no caso de ele tentar um encontro de barco.
- Quando est� previsto o barco partir? - Depois de amanh�.
Est�.
Vai tornar-se muito dif�cil se n�o virmos nada amanh�, Popeye.
Olha!
Com quem � que ele se parece? Com o Henry Kissinger?
Vamos l�.
Eles est�o a chegar.
- L� est� ele. - Qual?
O tipo de cigarro na boca. Eles trocaram de sacos!
O de gola branca. Ele tem uma gola branca.
Diz-lhes que ele leva um saco ao ombro branco e azul.
Prepara-se para atravessar a rua.
Cristo, olhem para isto.
Vai para o bairro �rabe.
Aqui!
Doyle!
Saiam do caminho. Saiam.
Vamos, mexam-se. V� l�!
Charnier?
Legendagem Visiontext: Oct�vio Gameiro
Legendas ripadas por: unstoppable
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