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Produzido pela Associação Administrativa Regional Kashihara-Takaichi e Kumie Inc.
O monte Kagu amava o monte Unebi.
O Miminashi era seu rival.
Tem sido assim desde o tempo dos deuses.
No efêmero hoje, assim como ontem,
os homens disputam suas mulheres.
Te amo com todo o meu coração.
O monte Kagu ama o monte Unebi.
Como não queremos perdê-la,
nós nos enfrentamos.
Eu enfrento o Miminashi.
Desde a antiguidade tem sido assim.
Desde o tempo dos deuses,
tem sido assim.
Também hoje,
também no presente,
nos enfrentamos pelo amor de uma mulher.
Diz-se que o fogo que arde pode ser guardado num saco.
Mas, ai!
Nós não podemos nos reencontrar.
Contudo, não dizem...
que se pode levar num saco o fogo que arde?
Portanto, quando se trata de sua alma,
quando eu quero levá-la comigo,
não podemos mais nos ver,
o que isso significa?
HANEZU
Não vieram lesmas. Elas estão muito saudáveis.
Depois de maceradas no sal, serão um bom tempero.
Lave-as e amasse no sal...
são boas também cozidas.
Boa noite.
Vamos?
Sim.
Depois da nossa geração,
o número de crianças diminuiu.
Em outras épocas, estava cheio de crianças...
Sim, é verdade.
Tínhamos sessenta crianças entre as duas aldeias.
O suficiente para ter uma escola no povoado.
Verdade?
Eu lhe garanto, era assim.
A vida era muito animada com as duas aldeias.
Nem sequer você, Tanaka, conheceu a festa de verão.
E seus filhos tampouco, com certeza.
Os últimos que a realizaram devem ter sido os Ozaki.
Acredita?
Não, foram os Minamide e os Fujii.
Foram os últimos.
A festa de verão da Associação durou mais de vinte anos.
Quando éramos pequenos,
todas as crianças do primário brincavam juntas.
- E você, Takumi, é solteiro? - Sim.
Tem uma namorada?
Não quer que eu encontre uma boa esposa para você?
Não...
mas, de todo jeito, obrigado.
Responda sinceramente.
Em nossos dias, os jovens conseguem-nas sozinhos.
Não demore muito a encontrar uma esposa, para ter um filho.
Sem um filho, você não poderá flamejar as carpas no céu.
Seu mastro para as carpas será inútil.
É verdade o que eles dizem.
Quando levantei o mastro dos Tanaka, as crianças estavam felizes.
E nós também.
Kayoko...
Kayoko...
O café da manhã está pronto.
Obrigada.
Vamos comer.
- Damos graças pela refeição. - Damos graças pela refeição.
No supermercado, esses tomates estavam na seção “Produtos locais”.
Provei um, estava delicioso.
Você acordou cedo?
Sim.
De que horas você dormiu?
De 1h.
De 1h.
1h da manhã?
Está delicioso.
Está bom?
Falando de tomates...
Sabia que pode se comer as folhas?
As folhas dos tomates.
Você as ferve, e só com as folhas,
se pode fazer uma salada.
Então,
vou ver as pessoas daqui...
e direi a eles...
que podem ganhar a vida produzindo tomates.
Que trabalho!
O que você tingia?
Flores de açafrão.
O que você estava tingindo com as flores?
Lenços.
Lenços?
Estou indo.
Tchau.
Tenha um bom dia.
Fujiwara - Asada
Como...?
Vi sua bicicleta.
Já orou?
Ainda não.
Vamos.
Magnífico!
Vamos conseguir comer tudo isso?
Talvez sim...
Parece muito bom.
Talharim com salsa.
Obrigada.
Damos graças pela refeição.
Está delicioso.
Obrigada por tudo.
Perdão.
Perdão.
Obrigado.
Estou grávida.
Até logo.
O que está acontecendo?
Perdão.
De fato...
no monte Katsuragi,
havia um horticulturista de limões...
que procurava novas idéias.
Então, eu cozinhei esses biscoitos.
O que você acha?
Estou indo...
É verdade... vai viajar!
Isso.
Os biscoitos. Estão bons?
Estão.
Volto em uma semana.
Você tem que alimentar o Pea-suke e trocar a água.
Certo.
Vou para a casa de minha mãe.
Bem, estou indo.
Quem é?
O que é?
Obrigada.
De nada.
Você se doa demais.
Venha tomar uma xícara de chá.
Vamos, entre.
Tome um chá.
Bebe um chá antes de ir.
Entre, vamos.
Entre.
Façamos um trato.
Takumi...
você já é mais velho que seu avô, quando ele morreu.
Veja...
Vê.
Tinha 25 anos. Morreu jovem.
Seu pai é um pouco chato,
mas ele nunca conheceu o pai dele.
É ele, aqui.
Ele não ia querer que isso acontecesse com você.
Ele não fala nunca.
Mas na verdade...
se preocupa muito com você.
Está comendo bem?
Seu chá.
Vai fazer calor hoje.
São campânulas...
Ele as colheu no campo.
Viu vaga-lumes?
O quê?
Não.
E isso...
Onde foi?
Venha ver.
Sabe aonde ele foi?
Para um casamento.
Certo. Mas aonde ele foi?
É no santuário de Kashihara?
Sim, isso mesmo.
Meu pai... adorava essa casa.
Claro...
E minha mãe...
repetia isso muitas vezes.
Meu pai.
Quando finalmente voltou para casa, depois da guerra,
todos o pressionaram e ele teve um casamento arranjado.
E depois, eu nasci.
E logo, pouco depois, ele morreu.
É o que a sua mãe me dizia.
E o nosso Takumi...
parece com ele cada vez mais.
É verdade.
Túmulo da família Matoba
Quando você morrer, qual será o primeiro rosto de que se lembrará?
"Estou indo". Takumi
"Feliz em te ver". Kayo.
O rosto de meus pais, acho.
Por que?
Sinto-me triste.
Como?
Sinto-me triste, nada demais.
Ajude-me.
Estou indo.
Estou indo.
É o suficiente para esperar?
É o suficiente?
Meu coração passa por todos os tons de VERMELHO-HANEZU.
Estou mobilizado.
Eu queria esperar que você fosse livre.
Mas estou indo para a guerra.
Olá! Venha ver a sua mãe.
Sim.
Então entre!
Choveu?
Acabou de parar.
Bem-vinda à sua casa.
Fiz marmelada com os damascos do jardim.
Está na sua frente, pegue um frasco.
Obrigada.
Tetsuya gosta, não?
Sim.
Diga-me, mamãe...
por que papai colocou essa barra de ferro ali?
Você tinha voltado da escola.
Desanimada por não ter conseguido fazer o salto mortal para trás.
Então seu pai fez esse pórtico para você se exercitar.
Não se lembra?
Sim, eu me lembro.
Mas não podemos voltar àquele tempo.
Sabe,
você está começando a se parecer muito com sua avó.
Ultimamente penso cada vez mais nisso.
Sabe,
sua avó...
parece que ela teve um amante em Kashihara.
Mas, naquela época, era impossível se opôr às decisões dos pais.
Então ela foi chorando, se casar longe, em Takatori.
E como terminou isso?
Que pergunta mais estranha!
Ela se casou com seu avô!
E agora, eu estou aqui.
E você também.
Fica para comer?
Hoje não.
Fique!
Não, vou voltar.
Certo.
- Você veio de bicicleta? - Não, caminhando.
Ia chover.
E seu guarda-chuva?
Tenho um dobrável.
Obrigada.
Tchau.
Até logo.
Bom dia.
Bom dia.
Que calor!
Sim.
Vai fazer calor hoje.
O que é isso?
Mostre-me.
É fascinante.
Não seria...
cedro antigo?
Sim, precisamente.
O mesmo do antigo cedro negro.
Quando se grava nele, escurece.
Sim.
Você o esculpiu?
Sim.
Você gostaria de visitar?
É possível?
- Você parece interessado. - Obrigado.
Temos cavado muito por aqui.
Parece só escombro, mas por dentro está cheio de coisas.
Yotchan, você gosta das pedras?
Sim.
Muito bem.
Um dia,
veio um grande sábio...
e ficou cavando por aqui.
Sério?
Ele disse que havia uma antiga capital.
Aqui havia uma capital?
Isso é demais.
Sim, é demais.
Uma capital.
Estamos em cima de uma capital.
Na verdade, a vida está enterrada nas profundezas desta terra.
E então, uma criança cava a terra, brinca com a areia...
E assim ela começa.
Hoje, como ontem e amanhã, é sempre igual.
Fazemos praticamente o mesmo.
O que você acha?
Você prefere...?
Sim.
Você é original.
Yotchan,
quantos anos tem agora?
Acho que... 68 anos.
Você não envelheceu nem um pouco.
O que você está fazendo?
Trabalho aqui cavando poços.
Você ficou em pé todo esse tempo?
Aqui brincávamos juntos,
naquela época.
Na verdade, nada mudou por aqui.
Nada de nada.
Isso mesmo!
- Sou eu. - Olá.
Trabalhando...
Sim.
Olá Pea-suke.
Você está bem?
Ele está bem.
Está bem?
- Suas folhas de alface... - Deram folhas frescas essa manhã.
Essa manhã?
Já comeu tudo isso?
Está em forma!
Olhe.
Flores de açafrão?
Não, não é isso.
O que é, então?
- Gardênias. - Gardênias?
Você fez tudo isso?
Quando tiver terminado, como estou com um pouco de fome,
poderíamos ir até Asuka e comprar alguma coisa para o jantar.
Tudo bem.
- OK? - OK. Um momento.
Já vou.
Não aconteceu nada de novo...
durante minha ausência?
- Tudo bem? - Tudo bem.
Vamos?
Bem-vindo!
Tomates, é claro, e isso também.
Beringelas, beringelas.
Da região. Vamos assá-las.
Konnyaku da casa. Há também algas ao gergelim.
Ou à pimenta vermelha.
Parece delicioso.
É produzido na área. É ótimo.
Poderia causar frisson em todo o Japão. Com uma boa publicidade.
De mil ienes,
devo-lhe 220. Obrigado. Até logo.
Hoje está cheio de andorinhas.
Você sabia... das andorinhas?
Olhe.
É um casal.
Vão procurar insetos.
As andorinhas...
vivem como casal...
até a morte de uma das duas.
Vamos?
Está pronta?
Vamos voltar e sentar à mesa.
Ainda não provei.
Tenho certeza de que está delicioso, mas não tive tempo de provar.
Eu devia renunciar ao meu trabalho com publicidade.
Seria melhor ter um local de comida típica de Nara.
E...
podíamos pendurar em todos os lugares um montão de tecidos tingidos.
Um lugar onde estaríamos bem...
saboreando boa comida.
Cada dia seria um dia bom.
Está bom?
Melhor assim.
Está delicioso.
Tetsuya...
escuta...
eu amo alguém.
O monte Kagu amava o monte Unebi.
O Miminashi era seu rival no amor.
Tem sido assim desde o tempo dos deuses.
No efêmero hoje, assim como ontem,
os homens disputam suas mulheres.
Tenha um bom dia.
Você está de volta.
Olhe...
eu fiz isso.
Não se preocupe.
Eu me viro.
Com o bebê, estaremos bem aqui, os três.
Não há nenhum bebê.
Abortei.
Como faz isso?
O que é que você acha?
Seria impossível.
Não teria funcionado.
Você não faz outra coisa além de esperar.
Só esperar.
O que aconteceu?
O que você tem?
Entre.
O que houve?
Perdão.
Por que não me diz nada?
Te amo com todo o meu coração.
É por isso que o enfrentei.
Desde o tempo dos deuses, não tem sido sempre assim...?
Estou aqui porque...
Perdão.
Na verdade,
tenho um bebê...
em mim.
Diz-se que o fogo que arde pode ser guardado num saco.
Mas, ai! Nós não podemos nos reencontrar.
Contudo, não dizem...
Que se pode levar num saco o fogo que arde?
Portanto, quando se trata de sua alma,
quando eu quero levá-la comigo,
não podemos mais nos ver,
o que isso significa?
O monte Kagu amava o monte Unebi.
O Miminashi era seu rival no amor.
Tem sido assim desde o tempo dos deuses.
No efêmero hoje, assim como ontem,
os homens disputam suas mulheres.
Te amo com todo o meu coração.
O monte Kagu ama o monte Unebi.
Como não queremos perdê-la,
nós nos enfrentamos.
Eu enfrento o Miminashi.
Desde a antiguidade tem sido assim.
Desde o tempo dos deuses,
tem sido assim.
E hoje...
hoje também...
nos enfrentamos pelo amor de uma mulher.
Em 2011 de nossa era,
as escavações de Fujiwara Kyo,
a antiga capital, berço do Japão,
não progrediram mais de 10%.
Sua história é envolta em um grande mistério.
Este filme é dedicado às almas dos incontáveis anônimos que lá viveram.
Tradução e sincronia: Ju. www.makingoff.org
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