All language subtitles for The Gambler from Natchez (1954)

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Original subtitles

E U M E V I N G A R E I

- Lembran�as da guerra, capit�o? - N�o. Objectos pessoais.

Leve o resto. Vou para Nova Orleans.

Quero agradecer-lhe a sua hospitalidade, capit�o.

Est� a querer chegar a casa?

Depois de 4 anos longe de Nova Orleans.

Quatro anos por uma boa causa.

Sentimo-nos orgulhosos dos Volunt�rios da Lousiana.

Foi um prazer estar �s ordens do general Sam Houston.

O Texas � um bom lugar. Com excep��o de uma coisa.

Falta-lhe Nova Orleans.

- Os cavalos est�o prontos? - �s suas ordens.

Espera-o uma viagem longa e quente...

porque n�o fica a bordo?

Esta noite estar� em casa.

Muito obrigado, enquanto v�o

a navegar, estarei a jantar com o meu pai.

Vou ver os cavalos.

- Como se comportaram? - Bem, capit�o.

Eu acho que gostaram da viagem pelo rio.

- Parab�ns. esteve magn�fica. - Obrigada. Eu tamb�m acho.

- Srta. Melanie? - Sim, George.

O capit�o disse que ter�s de ir a terra.

Os seus 200... e mais 500.

Quero ver.

Dois pares de ases e valetes.

Ganhou.

Temos que ir, Pierre. os animais est�o prontos.

Tem uma sorte incr�vel. Perco at� a camisa.

- Mais uma raz�o para partir. - Mais uma m�o.

Tenho que tentar recuperar. N�o tenho para mais.

- Para ver se a minha sorte muda. - N�o tenha ilus�es.

Talvez voc� possa mud�-la. Vance, jogue por mim a �ltima.

J� n�o jogo h� muito tempo, Pierre, voc� sabe.

S� esta m�o. Quer dizer, se o Sr. Gottwald n�o se importar.

Importar? � assunto dele.

De acordo. Baralho novo.

P�quer descoberto?

Aposto 200 d�lares.

O seu segundo dois... e uma dama para mim.

Bem, o que diz, capit�o?

Coloco 100 d�lares.

100 d�lares? Com um par de " dois" contra

um Royal Flush? Muito bem.

Os seus cem... e mais 400.

Eu aconselho-o a n�o esbanjar o dinheiro do seu amigo.

Esta a blefar, senhor.

E subiria muito mais se tivesse tempo.

Mas limito-me a ver.

Um sete. Nada tem a ver com um �s.

- Vamos? - Claro que sim.

Obrigado.

Como sabia que n�o tinha Royal Flush?

Porque olhava muito para a carta tapada.

Quando se tem a carta que � precisa, n�o sente necessidade de olh�-la.

Caso contr�rio tem de a olhar para ver o que pode fazer.

Muito simples.

- Quem � esse? - Vance Colby.

Tem o jogo nas veias. N�o ouviu falar do pai?

"Chips" Colby? Deixou-me jogar com...

o filho desse maldito jogador profissional?

Est� equivocado Sr. Gottwald.

� um dos poucos jogadores...

honestos que restou no Mississipi.

O filho n�o gosta que pensem o contr�rio.

Pensarei o que me apetecer! E direi o que quiser!

Capit�o!

Devia ter falado um pouco mais de si.

Prefiro que falem as cartas.

Se eu soubesse que o seu amigo era um jogador profissional...

N�o � um jogador. � um soldado e um cavalheiro.

Um cavalheiro? Como o pai?

Tem alguma coisa contra o meu pai?

Se eu soubesse que era seu professor,

teria examinado o baralho.

Ele � um tolo, Vance. Esque�a.

Uma briga! Est�o a brigar!

Melanie. Venha aqui!

Com mais for�a, capit�o.

Levante-se.

Est� bem. Todos aos seus postos. Vamos.

Cuidado!

- Fez um bom trabalho. - Sim, parece que sim.

Pensava em troc�-la porque pesava pouco.

Mas... eu estava enganada.

N�o sabe como lhe agrade�o. Arriscou-se muito.

Quer dizer-me porqu�?

Porque tem uma cabe�a muito atraente e n�o quero que a estraguem.

N�o s� � valente como tem bom gosto para cabe�as.

Qualidades que merecem uma recompensa.

Muito obrigado, senhora.

N�o aceito dinheiro de um homem a n�o ser que esteja casada com ele.

Vou esperar.

Bom dia.

Melanie, o que te deu esse soldado? Dinheiro?

N�o, pap�. Algo melhor do que dinheiro.

Deixa os sonhos para a noite. Ainda � dia.

Temos de ir �s compras e voltar depressa.

Agrade�o a sua companhia.

N�o entendo porque o meu pai se empenhou que viesse de bab�.

N�o sou sua bab�, Vance. Sou o advogado do seu pai.

Quando ele soube que se tinha formado, queria ter

a certeza de que viria para New Orleans.

- Deve ter os seus motivos. - Motivos que n�o me vai revelar.

Porque n�o os conhe�o. Embora tenha as minhas suspeitas.

Logo saber�. Olhe. Temos companhia.

Bem, o que estamos � espera?

- Ivette! - Que agrad�vel surpresa!

Permita-me que lhe apresente o meu amigo, o capit�o Vance Colby.

Vance, a Srta. Ivette Rivage.

A raz�o pela qual nenhum solteiro deseja abandonar Nova Orleans.

O Pierre exagera muito, capit�o Colby. A prova � que voc� deixou.

Isso foi antes de ter o prazer de a conhecer.

Vejo que est� em apuros.

Um dos cavalos esta ferido. Levarei horas para chegar a casa.

Claro que n�o. Cocheiro. Coloque os arreios neste cavalo.

- Aparelhe o landou. - E voc� como vai viajar?

Consigo, senhorita. Ponha a minha sela junto � bagagem.

Bem, Pierre. Ver-nos-emos em Nova Orleans.

Eu prometi ao seu pai que o acompanhava at� casa.

Pierre, n�o � a minha bab�.

Deixo-a em boas m�os, Ivette. Cumprimentos ao seu irm�o.

Procure n�o o deixar mexer muito. Vir� uma carro�a recolh�-lo.

N�o estou a ver melhor forma de regressar da guerra...

depois de estar 4 anos no Texas s� a ver homens e cavalos.

- S� cavalos? - E homens.

- Durante quatro anos? - Durante quatro longos anos.

Pare, cocheiro. Vamos p�r a capota.

- Est� tudo bem. Siga. E v� devagar. - Sim, senhor.

V� depressa.

V� devagar. V� depressa.

Porque tanta pressa para voltar? Tem medo de tempestades?

Uma dama n�o viaja pelo campo com desconhecidos.

Talvez, mas em situa��es que n�o conseguem controlar.

Uma dama nunca permite que haja...

situa��es que n�o consiga controlar.

Entendo. Vive num mundo de fantasia...

onde voc� � uma princesa.

O leste � um mundo de cavalheiros, capit�o.

Se eu pertencesse a esse mundo, saudava-a educadamente e baixava-me.

Mas este � um mundo real e est� a chover l� fora.

� imperdo�vel!

Ser� melhor dizer-lhe que v� mais devagar.

Tamb�m chove muito no Texas?

Nunca choveu assim no Texas.

- Desculpe... - N�o tenho nada que desculpar.

Devia dizer-lhe que v� mais devagar.

N�o, eu gosto assim.

Gra�as a Deus que chegou a salvo. O Sr. Andr� estava preocupado.

N�o sei porqu�. Vai entrar, n�o � verdade?

O meu irm�o vai querer agradecer-lhe.

Ser� um prazer dar-lhe essa oportunidade.

Ivette, querida. O que aconteceu?

O pobre Claude estava morto de preocupa��o.

S� duas garrafas de brandy impediram que te fosse procurar na tempestade.

- Porque te atrasaste tanto? - Um dos cavalos magoou-se...

Esperamos horas, at� que chegou o capit�o com o Pierre Bonet.

Muito gentilmente trocou o cavalo.

Capit�o Colby, o meu irm�o Andr�.

Agrade�o-lhe bastante, senhor.

E eu agrade�o-lhe ainda mais por ter uma irm� t�o ador�vel.

- Ficar� para o jantar, naturalmente. - Sim, por favor.

Sinto muito, mas tenho uma entrevista na cidade.

Com o meu pai.

Pelo menos tome uma bebida enquanto lhe preparam o cavalo.

Ser� um prazer.

Desculpem-me, vou trocar-me. Descerei em seguida.

Faz o favor de dizer ao Mark que v� com a carro�a buscar o Lance.

Claro, querida.

Vejo que a minha irm� o admira. H� homens com �xito com as mulheres.

N�o se pode dizer o mesmo do Sr. Claude, St. Germaine.

A tr�gica v�tima do amor n�o correspondido.

O eterno pretendente.

Claude, apresento-te o cavalheiro que tirou a Ivette de apuros.

- O capit�o... - Colby.

Colby...

Capit�o, agrade�o a sua gentileza com a Srta. Rivage.

Asseguro-lhe, senhor, foi um prazer.

Penso que como militar...

prefira u�sque, do que vinho, n�o � capit�o?

Receio que e o meu gosto tenha piorado. Whisky, por favor.

- Boa escolha. - Interessa-se por navios?

� uma coisa de fam�lia.

� o Baton Rouge. O novo rei do Mississipi.

Um pal�cio flutuante.

- � seu? - E de outros dois s�cios.

O Claude � um deles. Ele custou-nos uma fortuna.

Vamos separar-nos no dia dez.

Bem. Brindemos pelo Baton Rouge. Que tenha uma longa e pr�spera vida.

Tenho a sensa��o de que j� nos vimos em algum lugar.

Mas n�o recordo aonde.

- Deve estar a pensar nesse jogador. - Chips Colby?

Meu Deus, n�o. Desculpe. N�o tem nada a ver consigo.

Tenho a honra de ser seu filho.

N�o sabia que tinha um filho.

Mas agora que falou, acho que tem uma certa semelhan�a.

Eu vi-o jogar muitas vezes. Era impressionante...

com aqueles bot�es de punho, e bot�es no pesco�o de diamantes.

Muito impressionante. Era um jogador com muita sorte.

� um jogador cientista, senhor.

- Sim, � obvio. - Sem d�vida.

Sr. Andr�. O cavalo do senhor est� pronto.

J� vai partir?

Ter� que me desculpar. O meu pai � um homem muito ocupado.

Como diria o seu irm�o, os jogadores t�m pouco tempo livre.

- Um jogador? - Um dos melhores.

Bom dia, senhor. Adeus, princesa.

Tens o dom de conhecer as pessoas mais estranhas.

Acho que n�o o voltarei a ver.

Nunca. Podes estar certa.

Marc, onde est� o Etienne?

N�o te mexas. Est� quieta.

P�ra de tremer.

Nada mau.

Tenho trabalho para ti.

- Trabalho? - Sim.

Vais precisar disto.

Calma. Quieto.

Alto.

Matem-no! Matem-no!

Aos cavalos...

Vamos. R�pido.

Amo, amo...

- Encontrou? - Esta � a capa dele.

Se estiver aqui com a faca...

no corpo, n�o acredito que d� mais problemas.

Pode ser que esteja escondido...

entre os juncos. Continuem a procurar.

- Encontraram-no? - Aqui n�o h� nada, amo. S� canas.

Socorro!

Socorro!

Tragam-no, r�pido. Est� ferido.

Com cuidado, George.

- Melanie! Melanie! - J� vou, pap�.

Ser� que vai morrer?

O pulso est� forte. N�o tem sangue nos l�bios.

Mas a faca n�o lhe afectou os pulm�es.

Tens de a extrair devagar para n�o provocar nenhuma hemorragia.

Sou o homem mais forte do rio, capit�o.

- Tirarei a faca lentamente. - Est� bem, George.

Vai sobreviver.

Melanie, o que est� a fazer?

Quero estar junto dele para o caso de precisar.

Melanie, olha aqui. O nosso capit�o tem um pai muito famoso.

Chips Colby, o jogador.

Ent�o o capit�o n�o � um cavalheiro.

O pai dele � um jogador como o meu.

Estou t�o feliz!

Procure n�o se mexer. Se n�o a ferida pode abrir de novo.

Volt�mos a ver-nos. Menina Whilers Landing.

H� muito tempo que deixei de ser uma menina.

Sinto muito. Tem raz�o.

A �ltima coisa de que me lembro foi de me ter atirado...

ao rio. Como � cheguei aqui?

O meu pai e o George retiraram-no.

Agora deve comer para recuperar.

Ol�, bom dia. Como est� o soldado esta manh�?

- Devo-lhe a vida, capit�o. - N�o me deve nada.

A Melanie foi quem o salvou. Foi ela que o viu...

na �gua e se lan�ou para o salvar.

� a segunda vez. Mais uma e ter� direito de posse.

Esperarei.

- O meu nome � Colby. - J� sabemos.

Revistamos os seus bolsos para guardar as suas coisas.

Tinha tudo encharcado, inclusive o dinheiro.

A Melanie pendurou-o para que secasse.

Neste navio respeitamos o dinheiro...

j� que nem todos os dias se faz um straight flush.

- � jogador? - Um muito modesto.

Os meus clientes s�o gente que vive junto ao rio.

Apresento-me. Sou o capit�o Antoine Barbee.

- � um privil�gio t�-lo a bordo. - Porque � um privil�gio?

H� muito tempo, quando cheguei ao rio,

conheci um jogador do Natchez.

Um homem que usava bot�es de punho de diamantes.

Gra�as a ele n�o perdi este navio...

numa aposta com um jogador profissional.

Duvido que o seu pai se lembre mas eu nunca o esquecerei.

- Comemos, capit�o? - Melanie, traz mais ovos.

Isto n�o prova nada, salvo que o nome do dono come�a com "E".

Talvez algu�m o tivesse roubado.

Quando desembarcou do "Rainha do Mississipi" parou em algum lugar?

Algu�m lhe viu o dinheiro?

Fiz uma paragem, mas n�o foi num covil de ladr�es.

- Onde esteve? - Na planta��o Aravy.

Levei a Srta. Rivage a casa do seu irm�o.

S�o muito impertigados mas n�o parecem maus.

Ou n�o est� de acordo?

Como sabe. Conhe�o-os s� de ouvir falar.

- E o que ouviu sobre essa fam�lia? - Andr� Rivage n�o � de confian�a.

Deve dinheiro a metade de Nova Orleans.

- E a sua irm�? - Eu acho que � muito bonita.

� mais do que bonita. � impressionante.

Sim. Tenho de levantar �ncora.

� dia de pagamento para os ribeirinhos.

Temos que fazer v�rias paragens.

A mim s� me interessa uma, capit�o.

Fique descansado. Esta tarde chegaremos a Nova Orleans.

- Este sim � que � um homem atraente. - O meu pai adoraria ouvir isso.

� um homem muito presun�oso.

Por isso tem bot�es de punho de diamantes?

N�o. � uma lembran�a pessoal. Eram parte de um colar da minha m�e.

Sinto muito, capit�o.

Neste navio h� muitos capit�es. O meu nome � Vance.

Certo, Vance. Eu tamb�m tenho nome.

Sim, eu sei. Melanie. � um nome muito bonito.

Consegui tirar as manchas de sangue da camisa.

Mas remendar n�o � o meu forte.

Est� perfeita. H� alguma coisa que n�o saiba fazer?

Salva um homem do rio. Seca o seu dinheiro. Cura-o.

Que mais se pode querer?

Se algum dia encontrar o homem da sua vida, venha ver-me.

Dir-lhe-ei o quanto � sortudo.

N�o ter� de lhe dizer nada. Ele saber�.

- Sim? - Eu quero ver o Sr. Colby.

Sr. Chips Colby. Sou o filho.

Ah, sim. Desculpe. Teve tantas visitas que...

Qual � o n�mero da sua su�te?

Quarto 15 senhor. Eu providenciarei.

N�o � necess�rio. Ele est� � minha espera.

- � o filho. - N�o deve saber de nada.

Queria ver o Sr. Colby.

Fa�a favor de entrar, senhor.

Pap�...

Acredite em mim, capit�o Colby, lamento...

profundamente a morte do seu pai.

N�o lhe sei dizer nada que j� n�o saiba.

E eu o que sei? Nada.

Um jogo de cartas. Um duelo. Disparou contra ele um homem.

- Porque o desafiou? - N�o foi um desafio.

Acusaram-no de fazer batota.

- Acusaram de fazer batota? - Quem?

- O caso est� encerrado. - Quem foi?

O Sr. Andr� Rivage.

- Andr� Rivage? - Sinto muito, mas era inevit�vel.

O seu pai movia-se no meio de um grupo violento.

Era uma profiss�o muito perigosa.

N�o t�o perigosa como ser v�tima de um crime.

Um crime, capit�o? N�o foi um crime.

Foi um homic�dio justificado.

As provas s�o contundentes.

Estas s�o as cartas que o seu pai utilizava.

Como pode ver era um baralho marcado.

Veja t�m os extremos desgastados.

- As figuras e os diz... - J� vi que est� marcada.

Mas n�o s�o do meu pai. Ele jamais fez batota.

Mas encontraram-no com o baralho na m�o. H� testemunhas.

- Nomes. - Certamente, senhor.

Todos eles est�o no expediente.

O Sr. Claude e o St. Germaine, por exemplo.

Um homem de indisput�vel integridade.

E amigo �ntimo do Rivage. Quem mais?

O Sr. Nicholas C�diz, propriet�rio do casino, um cavalheiro...

Sem o menor ind�cio de honradez nem personalidade.

Capaz de inventar provas se for para proteger um cliente rico.

N�o podemos descartar o testemunho do pr�prio Rivage.

Um assassino que mente para salvar a pr�pria pele.

D�-me o nome de uma s� testemunha imparcial. S� um.

Ren� Garonne, o empregado.

Um empregado que depende do C�diz para conservar o emprego.

Ser membro da alta sociedade parece-lhe mais importante...

que a integridade das testemunhas.

- Bom dia, senhor. - Capit�o...

Se tiver inten��o de desafiar para um duelo...

algum destes cavalheiros, abstenha-se.

E se um destes cavalheiros me desafiar, o que me diria?

Aconselh�-lo-ia a ter testemunhas...

fidedignas de que foi desafiado.

N�o penso enfrentar-me com eles se n�o for...

na presen�a de testemunhas fidedignas.

Vance, fa�a-me um favor. Esque�a-se deste assunto.

- J� fez o que podia. - Ainda n�o fiz nada.

N�o procure problemas. Aja como o seu pai gostaria...

- como um cavalheiro. - Como um cavalheiro? Como o Rivage?

Ou como o que ele foi? Um homem.

- Vou precisar de ti toda a noite. - Estarei � sua espera, senhor.

Uma mesa, senhor?

Em que mesa se sentava o Chips Colby?

Quer a mesa dele? Bem. � aquela.

- � essa que eu quero. - Perfeitamente, senhor.

Olhem. Est�o a ver o mesmo que eu?

Parece o filho do Colby. Disseram-me que tinha regressado.

Se eu fosse o Andr� Rivage, n�o sairia de casa.

- Boa noite, senhor. - Boa noite.

Est� acostumado a servir � mesa?

Sim, senhor.

- Sabe quem sou? - Certamente.

Quer trazer-me uma garrafa do vinho favorito do meu pai?

- "Chateau Eglise�" de 67. - E duas ta�as.

Est� l� em baixo. Acabo de o ver. O Vance Colby.

- Tens a certeza? - Claro que tenho.

Pensei que voc� e o Andr� o tinham eliminado.

O Etienne disse-nos que tinha morrido.

- Mais alguma coisa, senhor? - O Ren� Garonne est� de servi�o?

- O Ren� Garonne? Sim, senhor. - Quer dizer-lhe que venha aqui?

E agora, o que fazemos?

N�o se mexa daqui, v� a� para dentro. Eu o vigiarei.

- Sou Ren� Garonne, senhor. - E eu o filho de Chips Colby.

Acredito que esteve presente quando mataram o meu pai. Foi testemunha.

- Sou um simples Empregado, senhor. - Viu o que aconteceu.

Quero que me conte o que viu, n�o o que disse � pol�cia.

Esta enganado, senhor. O que declarei � pol�cia...

posso ajud�-lo, senhor?

Se n�o esta satisfeito, este n�o � o empregado que lhe corresponde.

Volte para a tua mesa, Ren�. Sou Nicholas C�diz, o propriet�rio.

- Se tiver alguma queixa. - Est� tudo bem. S� uma pergunta.

Depois de matarem o meu pai encontraram um baralho marcado,

quanto cobrou o Rivage por esse favor?

Penso que est� a brincar.

Mas para mim o assunto � muito s�rio.

Nunca faria isso ao seu pai.

- Era um bom amigo. - N�o acredito em si, C�diz.

O meu pai era apenas um cliente. O Sr. n�o tem amigos.

- Boa noite, Ren�. - Boa noite, Raoul.

- Sr. Colby! - Gostava de falar consigo.

N�o, por favor.

Perdoe a minha insist�ncia. Vamos suba.

- Eu... - R�pido.

- Ande mais r�pido. - Sim, senhor.

- Se falar, o C�diz mata-me. - Se n�o falar, mato-o eu.

Est� num atoleiro. Mas tem uma sa�da.

Diga a verdade. E dentro de dias, o capit�o Barbee o levar� rio acima.

E eu o recompensarei com 500 d�lares.

- 500 d�lares?

Poder� come�ar uma nova vida. E, certamente, mais tranquila.

Tudo aconteceu l� em cima. No sal�o n�mero oito.

- Jogavam ao 21. - Quem � que jogava?

Eram dois. O seu pai estava a�.

O St. Germaine estava sentado a olhar para eles.

- O Sr. Andr� Rivage, aqui. Furioso. - Porqu�?

Tinha perdido o navio numa aposta com o seu pai.

- O navio? - O novo Baton Rouge.

Tinha que recuper�-lo. Exigiu jogar outra m�o.

Apostou a casa contra o navio. O seu pai n�o queria aceitar a aposta.

Mas Rivage insistiu. Ent�o, pegou nas cartas.

Rivage deu. A primeira virada para o seu pai.

Uma para ele. Um dez. Depois a seguinte.

O seu pai pediu outra carta. Mas logo disse: "N�o quero".

Rivage tinha 16. Decidiu pegar outra.

Era um tr�s. No total somavam 19. Confiava em ganhar.

- Disse: "Perco a partir de 20". - E o meu pai tinha 20?

Tinha 20 e tinha ganho a casa. O Rivage enlouqueceu.

Colocou a m�o no bolso. Tirou uma pistola e disparou.

Seu pai caiu fulminado.

Depois disse-me para avisar o C�diz.

E foi ent�o quando o C�diz...

trocou as cartas por outras marcadas?

Sim, senhor. Colocou-as nas m�os do seu pai.

- Em troca de qu�? - Por conveni�ncia, senhor.

Queria recuperar o navio. Era um dos donos junto ao St. Germaine,

- O Rivage e o seu pai... - O meu pai?

O seu pai era um dos s�cios. Financeiro entre os quatro.

Era a surpresa que me reservava. Um neg�cio legal para os dois.

Foi isso que sempre defendeu. Um neg�cio legal.

Os outros tr�s queriam transform�-lo num casino flutuante.

Por isso tentaram comprar a parte do seu pai e acabaram por perder a deles.

Entendo.

De manh� vou vir com um tabeli�o para redigir a declara��o.

Enquanto isso, pode tomar conta dele?

Com certeza.

Obrigado, amigo.

Esta noite vai dormir em paz.

Pap�! Pap�! Ele fugiu!

- Como conseguiu sair? - N�o conseguiu. Algu�m o liberou.

Procura o Vance.

- A senhorita est� sozinha? - Estou � espera de uma pessoa.

Talvez seja por mim? Nunca tinha visto semelhante beleza.

Porque n�o conhece os meus filhos, senhor.

Quantos temos, querida? Esque�o-me sempre.

- Um, dois, tr�s, quatro, cinco... - Perdoe, senhora. Sinto muito.

Queria ver-me?

Trata-se do Ren�?

Ele fugiu. A porta estava aberta. For�aram a fechadura.

Algu�m deve ter-me seguido.

O pap� e eu somos testemunhas. Ouvimos a sua confiss�o.

De nada serviria. A alta sociedade n�o iria acreditar.

Obrigado, de qualquer maneira. Volte para o navio. At� logo.

- Aonde vai? - N�o sei.

Nem sequer sei o que vou fazer.

Se estiver a pensar em a ir ver, � melhor dizer-me.

A ir ver?

"� algo mais do que bonita, capit�o. � impressionante. "

N�o penso ir a casa dela.

N�o, mas uma viagem pelo corredor, talvez sim.

Um momento. N�o sei a que se refere. Ter� de me explicar.

Vim para o ver. Perguntei na recep��o.

"O Sr. Colby? Su�te n�15".

Estive � espera e pensei porque ter� escolhido este hotel?

Ah, disse-me...

Escolhi este hotel porque o meu pai vivia aqui.

Voltei a perguntar. Pode dizer-me que su�te ocupa a Srta. Rivage?

- "� obvio. Est� na 17". - N�o sei nada de...

Na 17?

Melanie, n�o sabe o quanto lhe agrade�o.

- Quero ver a Srta. Rivage. - Est� a dormir, senhor.

N�o pode entrar.

N�o conheci nenhuma mulher que estivesse bonita depois de se levantar.

- At� hoje. - Quer sair?

Ou prefere que o expulse?

O seu irm�o encontrou uma solu��o melhor...

para se desfazer do Colby. Sabia?

N�o sabia, at� que saiu da minha casa.

Foi uma grande decep��o para mim.

Sim, eu tamb�m levei mais do que uma ao sair da sua casa.

Reconhece-o?

� do Etienne, o capataz da planta��o.

- Onde o encontrou? - Nas minhas costas.

O Colby quer matar-me? Porque raz�o?

Para come�ar, disse que o tinhas tentado matar.

Claude, tentamos assassinar algu�m ultimamente?

- Deu-me isto. - A faca do Etienne!

Andou � procura dela por toda a parte.

Pensou que o tinham roubado. Porque o tinha o Colby?

Disse que o tinham apunhalado. Que ordenou ao Etienne que...

Vamos, penso que n�o ter� acreditado nessa mentira?

Querida, consegues que o teu irm�o se decepcione de vez em quando.

Mas � um cavalheiro. Ou d�vidas?

Perdoa-me, Andr�. N�o o devia ter ouvido.

Assim � que eu gosto.

Mas promete-me que n�o vais enfrentar o Colby.

- Tenho medo. - N�o tens que te preocupar.

N�o ter� problemas.

N�o � verdade, Claude?

Sinto incomod�-lo a estas horas, Sr. Renard.

Vai sair para jantar e � o momento ideal para revistar o seu quarto.

Acredita que um homem inteligente...

como o Colby � capaz de fazer uma coisa destas?

� a �ltima pessoa que foi vista junto do Ren�.

- Ah, Sr. Rivage... - Boa noite, Paul.

Pode dar-me a chave da su�te da minha irm�?

Com certeza. A chave da 17, por favor.

- Aqui tem. - Muito obrigado. Venham comigo.

A�.

Puxa um pouco mais.

O que � isto!

O Colby voltou. Vamos.

A 15, por favor.

Boa noite, senhores.

Boa noite, Sr. Colby. Precisamente queria-o ver.

� uma honra. O que o traz por c�?

Desapareceu repentinamente um dos empregados do Sr. C�diz.

- Podemos falar na sua su�te? - Naturalmente.

Tamb�m me tem intrigado o seu desaparecimento.

Andr�, o meu len�o. Deixei-o numa cadeira.

- Esque�a isso. - Tem bordadas as minhas iniciais.

Ent�o v�i procur�-lo, est�pido. R�pido!

� lindo. � o vestido mais bonito que j� vi. N�o o devia ter comprado.

- Ent�o vou devolv�lo. - N�o. Acha que estou louca?

Prefiro n�o responder.

� maravilhoso. Porque fez isto?

Por nada em particular. S� me salvou duas vezes a vida.

� o �nico motivo?

Tamb�m porque vai ser, o meu presente de despedida.

Sente-se feliz porque me vai dar um presente de despedida?

Sinto muito que tenha de ir. Alem disso, pensava convenc�-la do contr�rio.

- Por isso queria falar com o seu pai. - Acha que estar� de acordo?

- Bom dia, capit�o. - Bom dia, pap�.

Estava a ler o que aconteceu com o seu amigo.

O Sr. St. Germaine sofreu um terr�vel...

acidente. Uma queda mortal.

- Sabia? - Sabia.

- Foi um acidente? - � obvio.

- E haver� mais acidentes? - � poss�vel.

Pergunte, Vance. Pap� o Vance quer fazer-lhe uma pergunta.

Capit�o j� jogou alguma vez num casino?

- Essa � a pergunta? - Calma, pequena.

- Mas pensei que... - Melanie.

N�o, nunca. Sou muito pobre.

Arruinamo-nos quando a minha m�e morreu...

e perdemos a planta��o do caf� em Madagascar.

- Uma planta��o de caf�? - Sim.

- Em Madagascar? - Sim. H� muitos anos.

Muito bem. Importava-se de ficar mais uma semana e dar-me uma m�o?

Uma semana? Um ano. Com o filho do Colby? Certamente.

- N�o � verdade, pequena? - Para mim � indiferente.

O Paul quer apresentar-nos a um peixe gordo...

dono dos cafezais em Madagascar.

Est� hospedado na su�te presidencial.

Segundo o Paul, tem uma verdadeira fortuna.

Infelizmente, n�o podemos exagerar.

O inspector de jogos est� na sala.

N�o me interessa o Sr. Leclerc. � um est�pido e um ceguinho.

A �nica coisa que chama a minha aten��o...

s�o os cafezais de Madagascar.

- Vou ter um grande momento. - Espero que sim. N�o vou ficar.

Boa noite, Paul.

Sr. C�diz, apresento-lhe o Sr. Barbee...

rec�m-chegado � cidade.

- Bem-vindo ao casino, senhor. - Um local muito agrad�vel.

N�o � t�o grande como os casinos, Monte Carlo, Madrid ou Londres, mas eu gosto.

Estamos � sua disposi��o.

Quais s�o as suas prefer�ncias? P�quer, roleta ou o 21?

No 21 perde-se o dinheiro mais lentamente.

� obvio, que deseja uma sala privada com menos ru�do...

- N�o, absolutamente. - Como quiser.

Gosto de todo este ru�do, este colorido. E observar as pessoas.

- Ganhar ou perder tanto faz. - Compreendo.

Esperava meio milh�o de d�lares em min�cias deste tipo.

Eu s� quero divertir-me.

- O senhor � um artista. - Obrigado, senhor.

- H� um limite de apostas? - S� quando tiver ganho o casino.

Ou quando tiver ganho os meus cafezais, hein?

- Um charuto? - N�o, obrigado.

- Carta? - Sim, por favor.

- Carta? - Pode virar.

- Ganhei 19 ou superior. - Ganhei uma parte do seu casino.

Pode ser que em Nova Orleans tenha melhor sorte.

- Presente da casa. - Obrigado, senhor.

- Permitem-me jogar convosco? - Fa�a favor.

- Temos um espl�ndido crupi�. - Fa�am as suas apostas, senhores.

Pessoalmente, jamais consentiria semelhante disparate...

Desculpe, se n�o me engano, deve ser o inspector Leclerc.

- � verdade. - N�o acredito que se lembre de mim.

O meu pai apresentou-nos h� uns anos. Sou Vance Colby.

Claro que sim. Os meus mais sentidos p�sames.

Posso convid�-lo para tomar alguma coisa em breve?

Encantado, muito obrigado. A �ltima vez que vi este rapaz...

- Desculpe. - Sim, senhor?

- Um brandy Napole�o, por favor. - Sim senhor.

N�o vai jogar, Sr. Colby? Seria bom para relaxar.

- Logo terei tempo para relaxar. - Muito bem, senhor.

- Verdade 20 ou superior. - Estou de volta para vencer.

- Para si, amigo. - Obrigado, senhor.

N�o me sai uma carta decente.

Quer um baralho novo?

Porque n�o? Pior que este, � imposs�vel.

- Fa�am as suas apostas, senhores. - 5.000.

Mil d�lares.

Carta, senhor?

Uau, que est�pido. Estou perdido.

Inspector, posso falar-lhe? � importante.

Sim, claro. Perdoe.

Fa�am as suas apostas, senhores.

Como perdi 5.000, tenho de apostar 10.000.

D�-me outra carta.

- Est� bem. - Servido.

- Exijo um corte. - Certamente, senhor.

21.

- N�o t�o depressa, amigo. - O que quer dizer?

Que vou examinar estas cartas a pedido do Sr. inspector.

Aconteceu alguma coisa, Sr. inspector?

O Sr. Colby assegura que est�o a jogar com cartas marcadas.

Cartas marcadas? Neste casino? � imposs�vel.

Como v� o imposs�vel aconteceu.

Rasparam as bordas dos azes.

As figuras t�m uma min�scula perfura��o na parte superior.

Vou mostrar. Quer cortar, inspector?

Um �s.

Uma figura.

E outra figura.

E outro �s. � muito simples.

Nunca pensei que me enganassem neste casino.

- Quanto perdeu? - 15.000.

V�o devolver-lhe essa quantia imediatamente.

Vai devolver aos clientes todo...

o dinheiro que tenham perdido esta noite.

Ordenarei a anula��o da sua licen�a...

e o fecho do seu estabelecimento.

- Eu perdi mais de mil... - E eu quatro mil.

Isto vai custar-lhe a vida.

Ser� um prazer dar-lhe essa oportunidade.

Um duelo em Oaks. Ao amanhecer. Com pistolas.

A� vem eles. E lembra-te, pequena, fica aqui.

Vance...

tenha muito cuidado.

- Bom dia, Dr. Ratan. - Sr. Colby.

Bem, C�diz. Ainda tem esperan�a?

A minha bala falar� por mim.

Aposto que a sua bala n�o me vai tocar.

A minha heran�a de 50.000 d�lares contra a sua metade do Baton Rouge.

O sobrevivente ficar� com tudo.

Apostado.

O meu assistente redigiu os contratos.

Quer tomar conta dos documentos, doutor?

Senhores, v�o dar dez passos. V�o parar e depois atender as minhas indica��es.

Dar�o a volta quando eu disser um. V�o apontar quando disser dois.

E ir�o disparar quando eu disser tr�s.

Ou quando entenderem, a partir desse instante.

Est�o preparados? Em frente.

Um.

Dois.

Tr�s.

Sr. C�diz. N�o se mexa at� que o Sr. Colby tenha atirado.

- Tem de atirar. - Posso atirar quando eu quiser.

Podia mat�-lo. Mas n�o o farei...

se assinar uma confiss�o a contar a verdade sobre a morte do meu pai.

De acordo. Confessarei.

- Vance! - Disse para ficares l� dentro.

- Est� ferido. - O meu barbeiro faz-me coisas piores.

Deu-me sorte, Melanie.

Devia levar-te enfeitada com diamantes.

Melanie, anda. Vamos.

N�o vai demorar para me levar nos bra�os.

Voc� vai ver.

O C�diz morreu.

Primeiro o Claude, agora o C�diz...

- J� sabes quem ser� o seguinte. - N�o se atrever�.

Sabes que � exactamente o que a pol�cia est� � espera.

- N�o pode correr esse risco. - � um jogador, n�o?

N�o sejas ing�nua.

N�o infringiu nenhuma lei ao provocar...

a queda do Claude ou ao atirar no C�diz.

Mas morreram.

Deve estar a preparar algum truque similar para mim.

- Tens de me ajudar. - Mas como?

Ele gosta de ti, tenho a certeza.

Tens de o convidar para o lan�amento...

do Baton Rouge amanh�.

Para que o possas matar? N�o, Andr�. Isso n�o fa�o.

Ningu�m lhe vai tocar num cabelo!

N�o lhe acontecer� nada. Tenho um plano.

Trata-se de o expulsar desta cidade.

E ent�o estarei a salvo.

Ivette, tens de me ajudar. Suplico-te isso.

- N�o lhe vai acontecer nada? - Dou-te a minha palavra.

Envia-lhe uma carta. Anda. Eu vou-a ditar.

E se n�o vier?

- Vem, se tu lhe pedires. - Est� bem.

Escreve: "Estimado Sr. Colby. Amanh�...

daremos uma festa depois do lan�amento.

"Ser� a noite mais divertida de toda a temporada".

Com a presen�a de ilustres membros da alta sociedade.

Entre os que se encontram, h� muitos amigos comuns.

Tem o costume de molhar a caneta no perfume?

As damas sempre o fazem. N�o sabia?

"Para mim, ser� uma honra contar com a sua presen�a".

Olhe que letra. Parece que foi escrito com o punhal do Etienne.

N�o seja injusta. N�o � como o irm�o nem como o resto.

Os coelhos n�o t�m coelhinhos irrespons�veis.

Chega de interrup��es, querida.

Sim, querida. Deixe-me continuar a ler.

"Desde o dia em que veio ao meu quarto... etc, etc, etc."

Continue. Quero ouvir esses etc�teras.

O habitual.

Quer que a conhe�a mais a fundo...

e esque�a o mal entendido com o seu irm�o.

- Mal entendido! - E apresentar-me aos seus amigos.

- Que a conhe�a a fundo... - O que acha? Devo ir?

Voc� quer ir?

N�o pode ir. Eu n�o vou falar mais consigo.

N�o vai?

Sim. Penso ir. Estarei a bordo. Iremos todos. Voc� tamb�m, George.

Eu, Sr. Vance?

� absurdo que te zangues com ele.

Deve ter um plano ou n�o estaria aqui.

- Nem n�s estar�amos. - Eu gostaria de estar longe daqui.

Pediu-nos que vi�ssemos. � nosso amigo.

- Seu amigo. - N�o podemos estragar tudo.

- Como se n�o o conhec�ssemos. - Ao p� de mim n�o se preocupe.

A� est� ele. Olhe.

Que rid�cula! Est� esquel�tica!

N�o est� muito animado esta noite, Sr. Colby.

Nem sequer me convidou para dan�ar.

- Dan�amos? - Bem. Se insistir.

Desculpem. chegou um amigo. Um cliente de Madagascar.

- Bem-vindo ao Baton Rouge. - Obrigado.

Essa mi�da que est� com o Pierre, porque o olha t�o fixamente?

- Conhece-a? - Fiz amizades em Madagascar?

- Tolices, ningu�m l� esteve. - Exacto.

- Andr�... - Pierre...

Sr. Rivage, apresento-lhe o meu amigo, o Sr. Antoine Barbee, de Madagascar.

Cada vez que toma um caf�, est� a enriquecer o Sr. Barbee.

E a Srta. Melanie Barbee.

Permita-me que os apresente ao comiss�rio Sr. Renard.

O Sr. e a Sra. Beauchamp e o capit�o O'Hara.

Ser� um prazer convid�-lo para uma bebida.

Se me desculparem, irei tentar a sorte nas mesas de jogo.

Por favor, sentem-se.

- Champanhe. - Uma festa deliciosa.

� um prazer t�-la a bordo, Srta. Barbee.

A convidada mais atraente da noite.

Esta h� muito tempo a residir em Nova Orleans?

Durante esta viagem? Cheguei h� cinco dias.

Eu adoro visitar esta maravilhosa cidade.

- A serio? - Sim.

- J� c� esteve anteriormente? - Sim, muitas vezes.

Fico contente que goste do navio.

Espero chegar a um acordo para lhe transportar o seu caf�.

Podemos reunir-nos quando quiser. Pode ser amanh�?

Excelente. Concede-me esta dan�a?

Quem � este homem coberto de diamantes?

O pior jogador profissional da ribeira, senhorita.

Jogador profissional? O que significa?

� quem faz batota ao jogo.

Que horr�vel! Com este aspecto t�o inocente n�o parece um batoteiro.

Precisamente. Nunca parecem, senhorita.

Perd�o, pe�o que me desculpe. Tenho que...

atender assuntos urgentes do navio.

Foi muito bom!

- Espero que me reserve outra dan�a. - Com certeza.

Desculpem-me?

- E quando ocorreu? - H� um m�s aproximadamente.

- Desculpem. - Fa�a favor.

Venho do teu camarote. Ela est� l�?

- Acabo de v�-la entrar. - Bem.

A sua cabina est� no andar superior.

Primeiro convidarei o Sr. Renard para dar um passeio ao conv�s.

Pode dizer-me qual � o camarote do Sr. Colby?

Colby? deixe-me ver.

Surpreendido?

O empregado disse-me que tinha uma visita.

Bem...

- Eu sou a visita. - N�o pode ficar aqui.

Era muito mais atrevido... no landou.

N�o � a mesma. Tem de sair.

� muito bonito quando est� com raiva.

Tem que a expulsar, Vance. Querem fazer-lhe uma armadilha.

- Quem �? - Isso � o menos.

- Sei quem �, e o que �. - N�o lhe d� aten��o. Est� com ci�mes.

Estou com ci�mes, at� ao ponto de querer que continue vivo.

� uma armadilha. Ouvi o que diziam. Rivage chegar� a todo o momento.

Se o encontrar com ela, ter� uma...

desculpa para o matar a sangue frio.

- � uma loucura. - Devia expuls�-la.

- N�o me toque... - V� embora ou a expulsarei...

Solte-me!

Solte-me!

No andar superior.

- Ouviu gritos? - Num destes camarotes.

N�o costuma bater antes de entrar, Sr. Rivage?

- Onde � que est�? - A quem se refere?

Algu�m gritou. Uma mulher a pedir ajuda.

A s�rio? Gritou a pedir ajuda, querida?

N�o ouvimos nada.

Pode ser que tivesse sido noutro camarote.

Foi aqui.

Est�vamos sentados tranquilamente. O Sr. Colby ensinava-me a jogar o 21.

E muito bem, na verdade.

N�o � nenhum jogador profissional como disse.

Um jogador profissional?

Quem me chamou de jogador profissional?

O Sr. Rivage � que disse. Pode ser que estivesse a brincar.

Estava a brincar?

Capit�o, este homem � um jogador profissional.

Que desembarque no primeiro ponto da ancoragem.

Suponho que a propriedade de 50%

do navio autoriza-o a dar essa ordem.

Sup�e correctamente.

Sim, claro. Nesse caso anularei...

a ordem do propriet�rio dos outros 50%.

Estamos empatados, senhor?

Sugiro uma partida de 21 para decidir quem � o dono...

do navio e quem deve desembarcar.

Ou n�o quer voltar a perder para um Colby?

Est� bem, miser�vel. A minha parte contra a sua.

Uma m�o.

Cartas, por favor.

D� a carta mais alta.

Corte.

O Sr. Colby vai dar.

Perd�o.

Carta.

Vire.

19. Perco para um 20.

18. Perdeu, Sr. Rivage.

O Baton Rouge � seu.

Atreve-se a apostar o navio a outra m�o.

- Contra o qu�? - A minha planta��o.

Andr�, est�s louco?

- N�o podes fazer isso. - Vou fazer.

Recuperarei o meu navio. Eu mostrarei que...

Est� bem?

De acordo. O Baton Rouge contra a sua planta��o.

- Uma m�o. - Uma m�o. E eu dou cartas.

Corte.

Tenho uma m�o espl�ndida.

T�o espl�ndida que lhe darei a vantagem de a ver.

- 19. - Perdeu?

Pode pedir outra carta. Com um �s ou um dois ganhar�.

Se for superior, perder� tudo.

22. Perdeu, Sr. Rivage.

Sr. comiss�rio, desafiaram-me diante de testemunhas fidedignas?

Sim, senhor.

Eu... Aceitei ajudar o meu irm�o.

Mas n�o sabia que ele o queria matar.

- Acredita em mim, n�o �? - Sim, acredito.

De qualquer forma, isto � para si.

A planta��o?

Enfrentei o seu irm�o, n�o a si.

Al�m disso, o que faria uma princesa sem castelo?

Se algu�m merece estar l�, � voc�.

N�o. O meu lugar � aqui. Com os meus dois s�cios.

- At� breve, Vance. - At� breve, n�o. Adeus.

O capit�o O'Hara est� � espera da ordem de zarpar.

Ordem de zarpar? Oh, sim, sim.

Salvei a sua vida duas vezes. Se demorasse um minuto mais...

a teria salvo pela terceira vez.

H� algum tempo disse-lhe que a terceira...

vez significava posse permanente.

No entanto, conformar-me-ei com a segunda.

F I M

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