All language subtitles for The Monkeys Mask. 2000. DVDRip. Swesub. prien_arc-por

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Original subtitles

www.curuminha.blogspot.com - Agrade�a,comente, tenha conci�ncia do nosso trabalho!

Jill...

at� onde chega a tua coragem?

O C�RCULO �NTIMO

E agora chamamos Mickey Norris.

Mickey?

Um forte aplauso para Mickey Norris.

O amor � uma tortura.

O amor tortura-me a mim.

Tortura-te o amor a ti?

E, se f�-lo,

por que te ris?

Noto-te no quarto como uma navalha.

Recortas-me a buceta. Por que n�o, o cora��o?

Teu p�nis � uma navalha que me fere.

Rosnas como um porco formoso.

Oxal� a minha buceta pudesse ferir-te.

Foi fant�stico, incr�vel.

Tua poesia � energia, todo um impacto.

Deviam publicar-te.

Vemo-nos depois.

At� depois, Mickey.

Adeus.

Vim aqui pela tranquilidade.

N�o me importa o frio.

Mas os nevoeiros espessos e o celibato involunt�rio...

induzem tanto � bebida como os policias corruptos.

J� n�o recordo a adrenalina.

Preciso voltar a Sydney.

E de um novo trabalho.

Diga?

Sim, sou Jill Fitzpatrick.

Sim, procuro pessoas desaparecidas.

O meu carro � o meu lar.

Ac��o.

Trabalho.

E prazer.

Minha janela, meu trabalho.

Espio com meu olho m�gico...

o mundo trapaceiro.

O NOVO TRABALHO

- Leite? A��car? - Sim, obrigado.

� quanto tempo n�o v� a sua filha?

Duas semanas.

Olhe.

Fotos.

� bonita, doce.

Demasiado perfeita para ser real.

Talvez se fosse com um namorado.

Mickey n�o tem namorado.

Tem amigos, mas n�o...

N�o bebe.

Nem fuma.

Estuda jornalismo.

Tem o seu apartamento, mas vem nos domingos � noite.

Um ch�, querido?

N�o lhes digas onde est�o os seus filhos at� que te paguem.

Em quanto secam as l�grimas, ningu�m quer soltar o dinheiro.

Est� aberta.

Ol�, procuro a Mickey.

Sou uma antiga professora.

Seus pais est�o muito preocupados.

Tianna!

Um momento.

- Quem �? - Algu�m que procura a Mickey.

- Para qu�? - N�o sei.

Para fode-la como tu.

Poesia.

Tony Brach.

Bill McDonald.

Merdas tipo "Jesus ama-me" com poemas sobre a natureza.

Outro de Tony Brach.

Com aut�grafo carinhoso.

"� minha querida Mickey,

com todo o meu amor."

Assim era a vida de Mickey?

Livros, marcha, drogas e anorexia?

A minha n�o foi assim.

Aos 19 anos era policia...

e escoltava delinquentes.

Sem armas.

Agora, com 28, m�sculos, cultura de rua e sem estudos.

"As tetas da adolescente,

como gatinhos rec�m nascidos,

acolhem-me com gozo animal."

Tenho prefer�ncia por este poema.

Tony Brach � meu amigo.

N�o posso pretender Ezra Pound como um amigo.

Ele morreu h� algum tempo.

Mas senti as mesmas emo��es nas suas palavras.

� puro sentimento...

sensual, f�sico da linguagem.

Examinai de perto cada palavra,

como se acarici�sseis as bonecas,

o pesco�o...

do vosso amante.

"Nela acaba a reprodu��o.

Seu aborrecimento...

� extraordin�rio e excessivo.

Desejaria que algu�m lhe falasse...

e quase teme...

que eu...

cometa essa indiscri��o."

Deseja algo?

Mickey Norris. Isto �...

Eu sou Jill Fitzpatrick, mas procuro a Mickey.

Desapareceu.

Vou deixar isto.

Tem seguran�a.

� brilhante.

Ai, Deus, socorro!

Est� mais que muito bem!

Aqui n�o posso falar.

Almo�amos juntas?

Claro.

De classicista passei a nutrir-me da cultura popular.

Se n�o, n�o h� cultura.

A nostalgia n�o � cultura.

Se cercamos os costumes, desaparecem.

Quando foi a �ltima vez que viu a Mickey?

No seu recital de poesia, faz 15 dias.

Pensava ir-se embora?

Eu a vi como sempre.

E como era?

Intensa e t�mida, como os loucos pela poesia.

Uma boa combina��o.

Segundo sua colega de apartamento, saia com um poeta casado.

� muito prov�vel.

Soam-lhe Tony Brach ou Bill McDonald?

Claro.

Gosto de encontrar...

o sabor...

de um novo trabalho, e este �...

�lcool.

Um tinto suave.

N�o estou acostumada.

Sobe-me � cabe�a.

E ela �...

preciosa?

- Meu carro est� por a�. - Encantada de conhec�-la.

Igualmente.

Quero saber se cobraram um cheque de faz duas semanas.

Mickey Norris.

Norris.

N de Nancy, O de orif�cio.

N�o recordo o c�digo.

Sou cega, mas no seu despacho...

resultar-lhe-� dif�cil imaginar o que...

Nenhuma transac��o? Obrigado.

- Diga? - Tony Brach? Encontrei-o.

Que tempo faz por a�?

Sou amiga de Mickey Norris.

Acho que a conhece.

Envie-a a casa, seus pais est�o preocupados.

Para a ressaca.

Papai,

�s incorrig�vel.

Sabes qual � o teu problema?

- N�o tens compaix�o feminina. - Sim, Saia daqui.

Uma cliente.

Ficamos para tomar caf�.

N�o falamos de Mickey.

Pode ser que goste?

Deus, que horas s�o?

A HORA FELIZ

Estou muito feliz, quase euf�rica.

Onde est�s?

Perdoa o atraso.

Fui correndo a casa.

Faz tempo que eu n�o corro a nenhum lugar.

Mudaste-te.

Como vives t�o longe da cidade?

N�o aguentava Sydney.

Tinha que ir.

Estar sozinha.

Meu trabalho n�o � muito fino.

Leva-me aos bairros do oeste.

Vivo nas montanhas. N�o suportaria outra coisa.

Com quantas mulheres te deitaste?

Sou teu monstro de feira?

Com quantas te deitaste tu?

A LUA CHEIA

- Concentra��o. - Diana Maitland?

Conhe�o-a.

Poesia em grupo,

parasitas p�s-modernos fodendo entre si.

� fabulosa, Lou.

Tem rugazinhas nos olhos e umas pernas...

E � r�pida, ca�a-as no voo.

L�stima que tenha marido.

Na minha opini�o, criar-te-� muitos problemas.

Quero esses problemas.

- Com toda a minha alma. - E que se passa com a garota?

Centra-te no teu trabalho, n�o na tua buceta.

- Fa�o o que posso. - Para atirar-te a essa cachorra.

Lou, vai escrever um poema obsceno.

Apresentar-te-ei a gente do c�rculo po�tico.

At� as poetisas falhadas como eu...

se condoem com cat�licos e intelectuais secos.

Mas deixa de pensar nessa puta.

Muito bem.

No amor, n�o tenho nenhum estilo.

Meu cora��o veste cal�as de napa rosa brilhante.

Abre caminho entre as mesas para Diana.

- Estava ali? - Sim, e tu tamb�m verias.

Ol�.

Este � meu marido, Nick. Jill.

Quase todos os detectives que conhe�o...

s�o ex policias corpulentos e corruptos.

- Eu sou ex policia. - N�o � demasiado curto?

Tudo bem tens olfacto para procurar desaparecidas?

- Pouca coisa para uma mulher inteligente. - Esta mulher inteligente precisa dinheiro.

Sabia que vos dar�eis bem.

Desculpa-me, tenho uma audi�ncia esta tarde.

Agress�o com agravante. Destro�ou-lhe a cara.

N�o te afecta pensar na v�tima?

A v�tima n�o me paga.

D�-se bem.

Faz bem o seu trabalho.

� mais jovem que tu.

S� 10 anos.

Paguei-lhe a universidade.

Queria a minha educa��o de classe m�dia.

- Conseguiu-a? - Por cima do meu cad�ver.

Eu estive casada. Chris.

- Ele era pol�cia? - Ela.

Era...

mais jovem que eu.

Uma jovem delinquente.

N�o bem mais jovem que eu.

Eu a custodiava.

Que tinha feito?

N�o mo contes.

� de Mickey.

Mickey, como todas, tenta ser Sylvia Plath.

- Mas sem o manic�mio. - Quem?

Digamos que leva uma dupla vida.

Doce por fora, ardente de paix�o por dentro.

Sinto-o aqui.

Uma agita��o, uma opress�o no ventre.

Que debilita minhas pernas? Que inunda a minha buceta?

N�o to ensinaram nas Exploradoras?

J� vejo o que te ensinaram.

Por que vos separastes tu e Chris?

Contar-te-ei uma hist�ria ilustrativa.

Chris e eu...

est�vamos unidas como cobaias,

tinhamos uma vida cheia at� que os contos...

nos engordar�o e adormeceram.

E apareceu um cachorro chamado aborrecimento.

V�.

Prometo-te...

que comigo n�o ser� um conto de Beatrix Potter.

Envelheces bruscamente. Esqueces o que se sente.

O sabor da sua boca. O cheiro em minhas m�os.

Deveriam prender-me. N�o posso ir em linha recta.

Ol�, Jill.

Sou Jean Norris.

Chamo-a porque encontr�mos a Mickey.

A putinha estaria com o seu amante poeta.

Mas precisava de dinheiro.

Dizem que estaria metida em algo.

E eu s� tenho fodido a sua professora.

N�o posso acreditar que Mickey esteja morta.

Morte por asfixia.

- N�o te ocupar�s disto? - Que te fodam, Wesley.

N�o me tentes, l�sbica.

Encontraram-na aqui.

No nosso pr�prio jardim.

Fizeram-lhe...

coisas horr�veis.

Reconhecemo-la...

s� pela roupa.

Se posso fazer algo, diga-me.

Foi muito am�vel.

Mas j� n�o a precisamos.

Est� nas m�os da pol�cia.

Nas m�os da pol�cia!

Vomitaria se visse algo nas man�pulas de Wesley.

Que a tua amiga l�sbica te fa�a um n�mero no Natal.

Conhe�o muito bem suas m�os.

No meu �ltimo caso, ensinou-me a sua cela...

e a palma da sua m�o.

Mickey foi assassinada.

Estrangulada.

Uns c�es a desenterraram e arrancaram-lhe a carne.

Pobre, como est�o os seus pais?

Parab�ns.

Tu mereces.

Estamos de celebra��o.

Concederam-me uma bolsa em UCLA.

Parab�ns.

- Apetece-te uma bebida? - N�o, obrigado.

N�o h� bebida...

que elimine a vis�o de uma cara jovem apodrecendo.

APAIXONADA DE UMA INTELECTUAL

- Jill Fitzpatrick. - Jill, sou Jean Norris.

A pol�cia n�o nos serviu.

Quando descobrir quem a matou, diga-me.

N�o esperarei que lhe caia uma leve condena��o.

Que os assistentes sociais lamentem a sua inf�ncia,

quando tenha acabado com ele.

Sr. Norris?

- Jill? - Sim, Sra. Norris.

Desculpe o Neville.

� que...

Gostar�amos que voltasse.

Hoje deveria estar a trabalhar,

repassando o relat�rio forense e fazendo perguntas.

N�o estou a trabalhar.

Estou com Diana.

Tens cabelos grisalhos por aqui.

Sou uma velha acabada.

Isso que te diz Nick?

Nick n�o se fixa nos cabelos grisalhos.

Nick n�o se fixa em nada.

Bons dias.

Uma boa noite?

Sim.

E voc�?

Acabo de chegar.

- Como consegue? - Com a juventude e o desejo.

Refiro-me ao seu trabalho.

Encanta-me destruir a policia do estado.

- Ela fala em sonhos? - N�o a respeito de voc�.

�s uma cachorra impertinente.

Um caf�? N�o h� pressa.

Deve estar-se a maquiar...

e Roma n�o se fez num dia.

Procura fotos suas no jornal?

Como vai o caso da princesinha?

Tenho algumas pistas.

Deixou amantes como Hansel e Gretel, migalhas de p�o.

E n�o as comeram os p�ssaros?

Reserve a sua ironia para o tribunal.

Meus dois cruzados.

- Sabe de n�s! - Por que se preocupa?

Porque � um pervertido.

- Porque � assunto nosso. - Gosta.

Ele gosta de falar de voc� ...

quase tanto como eu.

Este livro � um belo exemplo de literatura p�s-colonial.

A editorial Possum confirma...

seu compromisso com a voz de Austr�lia.

Este livro destaca por seu cepticismo narrativo,

sua forma ousada e a sua inventiva liter�ria.

Espero que apoieis a obra da nossa na��o...

ao autor e � Editorial Possum.

- Onde estavas? - No mostrador.

Esse � Bill McDonald.

Odeia as dykes.

Essa � Barbara, a mulher de Tony Brach.

� uma editora influente.

Ningu�m respira sem sua permiss�o.

Editor, roteirista, leitor de contadores...

Brian vai ler-nos...

um poema de "Computador confiscado".

"�s vezes.

Lustre.

Calmante."

Por Deus!

Tony est� em Brisbane. Barbie quer suas pelotas.

Aqui provava �s jovens poetisas.

- Mickey tinha uma aventura com ele? - Claro.

Barb permite-lhe tudo.

Mas, desta vez, perdeu os estribos.

"A dor."

Uma coisa � conceb�-lo.

E outra, o vender.

Com a coberta da tua amiguinha n�o se teria vendido.

Jill Fitzpatrick, detective privado.

Tenho o caso de Mickey Norris.

- J� dizia eu. - Poder�amos falar?

� um assunto urgente, como saber�.

N�o sei de que me fala.

Da garota morta.

Por que foi o seu marido a Brisbane?

Podem-no descobrir os policias.

Mas n�o s�o muito delicados.

Mickey era uma putinha com complexo de �dipo.

N�o merecia morrer, porque gostava de velhos chochos.

Meu marido foi a Brisbane para escrever.

N�o deveria ser molestado. N�o encontrar� nada sujo.

Aparte do que provinha da caneta dessa puta.

"A cada pensamento, a cada alento.

O gozo de ti come�a todos os dias.

A sensa��o de ti dentro de mim enche minhas noites.

Acordei de um solit�rio sonho para encontrar-te a�,

rodeando-me de luz...

vestida pelas velas do universo."

Recolhe tudo com essa m�quina?

N�o sei.

Filmou a Mickey?

Claro que n�o.

"Recordas como atrav�s de um cristal, um momento.

Teu av� entrando pela porta.

Sua silhueta no entardecer.

Seu sombreiro como um p�o de a��car.

Escara-lo e olhas baixo...

como se fosses ele.

E �s.

Ele.

E o sombreiro de meu av�...

entrou, ao que parece por si s�,

a espreitar-me em meus sonhos."

Que alucina��o. O maldito sombreiro do av�.

E o cabr�o j� estar� morto.

"Levantando-se, como o sol."

� isso a�, Bill, que seja o �ltimo, poder.

Obrigado.

Como se fala aos poetas?

N�o me v�o as nuvenzinhas de algod�o nem os narcisos.

Dai-me um bom vinho,

uma mulher com fa�sca...

e acerta o ganhador.

Voc� � um homem sens�vel.

- Queria falar-lhe de um tema delicado. - Em que posso ajudar?

Investigo o assassinato de Mickey Norris.

Voc� � pol�cia?

Trabalho para os pais de Mickey.

Pobre garota.

� horr�vel.

Escrevia-me. Enviou-me os seus poemas.

- Problemas do oficio. - � o pre�o da fama.

Com o seu trabalho, n�o ter� muitos admiradores.

Chegou a conhecer a Mickey?

N�o.

S� nos escrevemos.

Al�vio!

Pardiez!

Olhar, estar, pagar.

M�os, p�s, buceta.

Foder. Correr.

Marchar ou similar.

� o telhado, ao esfriar-se ap�s o calor.

Foi a Melbourne. Temos toda a noite.

Viaja muito.

Alguma vez fizeste a tr�s?

N�o.

N�o com outra mulher.

Com um homem.

Isso n�o me interessa, sou unisexual.

Devo ir.

Fitzpatrick, cachorra est�pida.

voc� est� jogando com a sua vida.

Saberei encontrar-te.

Por muito que fujas,

sei onde te procurar.

A mim n�o me conheces.

Mas eu a ti sim.

Espera e cedo saber�s de mim.

Os POEMAS DE MICKEY

Que bonita �s.

Encontrei isto.

"S� sou uma buceta.

Teu p�nis tem as palavras.

Mas injectas at� que n�o posso mais."

Por Deus, que deveres lhes punhas?

� poesia de v�tima, encanta-lhes.

A quem os dirigia?

"Formoso amante, formoso homem.

Deixa que meu poema te fale.

Que te sussurre ao cora��o."

Pobre florzinha.

"Amo-te.

Amo-te.

Amar-te-ei at� a morte.

Ainda que teu p�nis furioso me mate."

Esquece quem sou.

Esquece que sou bonita.

P�es-me de mau humor.

P�es-me triste.

At� teu s�men cheira a flores.

Teus olhos, teus olhos.

Balas e facas.

- Escapa-se-me algo? - A que te referes?

Algum significado ter�o.

Que era uma tonta com um grande cora��o.

Traduz-mos.

"Quere-lo por fax?

Por telem�vel?

Aqui tens."

- Para algum poeta melanc�lico. - Bill McDonald ou Tony Brach?

Bill McDonald engoliria.

Mas se � um homem de Deus e repugnante.

Para uma dyke ateia.

N�o aos olhos sens�veis...

de uma prometedora e ambiciosa poetisa.

Bill tem telem�vel?

Isso � uma licen�a po�tica.

"Tuas palavras navegam pela �gua.

Como peixes beijando-me a boca.

Vi teu formoso rosto de santo.

�s meu formoso segredo que levo em mim."

Esse gosto.

Estar� a ponto de vir-te a regra.

Era uma ninfoman�aca.

Em plena capacidade sexual,

nem tu lhe poderias seguir a marcha.

Atirou-se a todos os poetas de Sydney.

Excluindo as garotas.

Procuraria algo...

para a sua poesia nessas c�pulas.

Os ex cat�licos s�o uns sentimentais.

Onde encontraste isto?

Sabes o que �?

Uma boneca mexicana.

Contas-lhe as tuas preocupa��es.

P�e-a debaixo da almofada.

E pela manh�, desapareceram.

Jill Fitzpatrick.

Diga?

Equivocas-te de n�mero, idiota!

Diga?

Encontrei-a por tr�s da tv.

O amor � uma tortura.

O amor tortura-me a mim.

Tortura-te o amor a ti?

E se f�-lo,

por que te ris?

Seria uma cachorra, mas era minha melhor amiga.

Pois ajuda-a.

Descubramos o assassino.

Vamos!

Tu saber�s algo.

S� desejava que a amassem.

N�o posso te falar, meu formoso amante.

N�o posso te falar, meu formoso homem.

N�o posso te falar.

Escutas com teu p�nis em minha boca.

Com teu joelho em meu pesco�o.

Com tua forte voz que me fere.

Dizes que n�o tenho nada que dizer.

S� sou uma buceta.

Teu p�nis tem as palavras.

Mas injectas at� que n�o posso mais.

At� que te gotejo por todas as partes.

Por todas as partes.

Formoso amante.

Formoso homem, deixa que meu poema te fale.

Que se levante e te sussurre ao cora��o.

Amo-te.

Amo-te.

Tens um pesco�o...

precioso.

Teu pesco�o.

� a perfei��o.

N�o o posso fazer quando me sinto assim.

Penso em meninos maltratados.

A caveira de Mickey assobia.

N�o posso correr.

Falemos, pois.

Por Deus, ama-me.

Queres saber o que se sente?

Deixa de analisar tanto.

Ningu�m te tem intimado.

Dedica-te a ama-la.

Pelo que �.

Gostaste?

N�o o recordo.

A palavra de hoje...

� amor.

Amor tem as mesmas s�labas que...

morte.

Nossa palavra de amanh�.

O amor n�o � s� falar.

Meu amor n�o s�o s� palavras.

Quere-lo por fax? No telem�vel?

Aqui tens-me.

N�o sou s� um buraco para teu p�nis.

A isso chamam poesia?

- Isso lhe ensinavam? - N�o.

Sua tutora de poesia cr�...

que n�o era muito boa.

N�o usava essa linguagem em casa.

S�o poemas de amor.

Pois devia ser um monstro.

N�o.

S� uma adolescente.

Tu estavas ali.

Tu estavas ali!

Jean, n�o.

Era a minha pequena!

N�o podia falar.

Minha mulher � mais forte que eu.

S� a queria ver.

Saber em que se tinha convertido.

Era a minha menina.

Fui-me dali e deixei-a...

no inferno.

Sabia-o, �s uma puritana.

S� quero voltar ao teu andar.

- Me aborrece olhar. - Ainda se est�o a aquecer.

Espera, n�o te aborrecer�s.

Por que continuas com Nick?

Porque compartilha os seus segredos.

Conta-mos.

�s uma excelente amante.

Mas uma detective muito ordin�rio.

Por isso est�s sem pistas.

VERSOS E JESUS

Apanha-o.

Vens aqui com frequ�ncia?

- Que quer? - Falar sobre uns poemas.

- Meus poemas? - N�o, amigo.

- Os poemas de Mickey. - Vou-me embora.

No Herald esses poemas ter�o mais p�blico.

"Vi teu formoso rosto de santo.

Como Maria, tenho beijado teus p�s.

�s um homem com um esp�rito de ouro.

�s o segredo que levo em mim."

O diabo cita em seu interesse, l�sbica!

- E o amor � teu inimigo? - Ele retira-se de vermes como voc�.

Sabes como estava quando a encontraram?

Que man�pulas lhe fizeram isto?

Vamos, Bill!

Fala a Jesus de Mickey!

- Conta-lhe o que lhe fizeste! - Basta.

- Mostra ao Senhor o teu p�nis! - Basta!

�s um monstro!

Era a minha menina, mas destro�ou-me.

Destro�ou-me e fez-me escrever lixo.

Basta de poemas!

Estou a acercar-me.

- Bill derrubou-se. - Tenho que corrigir estes trabalhos.

Vir� a minha casa.

Tem provas.

Provas escritas.

Por que t�o longe?

O ar da montanha.

� bom para a alma.

E para atirar da manta.

Aconteceu-te algo?

N�o.

Ter-te-ei quando te v�s.

- Aonde? - A Los Angeles.

- Bill contou-me algo estranho. - Que te disse?

Vamos, cospe-o.

Que lhe preocupava a esse Jesus-Me-Ama?

Ia mostrar-me uns poemas.

- Malignos. - Deixa-me adivinhar.

Versos dedicados � pobre Mickey...

sobre sua secreta e s�rdida vida sexual.

Provavelmente.

- Mas algu�m se apropriou deles. - Satan�s?

N�s encontr�-los-emos.

N�s?

Algu�m se divertia �s costas de Bill.

Quem matou a Mickey?

Quem manipulou o carro de Bill?

Nenhuma prova. S� cheiro a sexo e viol�ncia.

E palavras escritas por Mickey.

Diana diz que s�o er�ticas, ainda que signifiquem uma merda.

Entras e o quarto cala-se...

como se fosses uma misteriosa deusa.

Enquanto falas, eu tremo.

Misteriosa deusa.

Mickey referia-se a algu�m.

Todos os teus alunos est�o loucos por ti?

Para a maioria, sou uma velha aborrecida.

Algum te escreve poesia?

Sempre h� algum rom�ntico ou lamechas.

- Escreveu-te algo Mickey? - Se o fez, n�o mo disse.

Gostava dos garotos poetas.

Para Mickey, as mulheres �ramos concorr�ncia.

- N�o inspira��o. - Por que me ajudas?

Porque n�o me posso permitir...

que mais ningu�m se encarregue das minhas aulas.

Vir� almo�ar �s duas.

Eu tenho uma aula.

Est�s a tremer.

Esses poemas s�o t�o violentos, t�o desesperados.

Custa achar que esteja morta.

Jilly...

�s demasiado terna.

Viste um cad�ver sem arranjar na funer�ria?

Cheira a desinfectante e a urina seca.

E algo se te mete no est�mago.

O cheiro a morte.

E permanece durante dias!

N�o te importa nada, n�o � mesmo?

Segues com o teu formoso homem e com a tua puta da moda!

Briga de amantes.

J� te passar�.

Sua poesia era horr�vel,

mas ela era muito agrad�vel.

Tiveste uma aventura com ela?

Qui�� uma aventura do cora��o.

- Ou seja, que a fodeste, Tony. - Nunca te rendes, eh?

� bonito.

Achei que os poetas n�o t�nheis massa.

Sou um mantido.

Vi mais poetas num m�s que em toda uma vida.

A poesia era abrir-te de pernas primeiro...

e abrir a tua tumba depois.

N�o sabia que a poesia era t�o pegajosa como o sexo.

N�o acho que tenhas preocupa��es.

Surpreender-te-ias.

Gra�as a Deus acabaram.

Um brinde.

Por Brisbane,

a cidade dos sonhos.

Por Sydney,

minha cachorra reluzente.

Por Mickey.

Era uma vez,

Mickey a macaca.

Sabedoria e astutas m�ozinhas.

Sabia procurar as avel�s...

e Deus...

ela sabia como as apertar.

Um solene libido...

por Mickey a m�rtir.

Tinha que escrever tudo.

Enchia seus cadernos de poemas de merda.

E poemas de merda eram.

N�o lhe interessava a verdade nem a beleza.

S� foder.

At� escrevia um puto di�rio.

Como todas as poetisas.

N�o podia deixar sua vida amorosa de lado.

Onde est� esse di�rio?

N�o tenho nem ideia.

Pergunta a Diana.

A Diana?

Mickey entregou-lho com o seu trabalho de poesia.

Poesia!

Como se riu Diana.

Uma vergonha para a cultura.

Sei que Diana � uma mentirosa.

E que eu sou uma imbecil.

O di�rio de Mickey citar� nomes.

Assinalar-me-� a mim com o dedo...

por omitir as provas.

Aqui n�o posso falar.

Almo�amos juntas?

Mickey, n�o est�.

- Como est� Tony? - Quem o pergunta?

Sua mulher.

- Barbara? - Quantas achas que tem?

N�o � um m�rmon.

Que queres?

A tua amante poderia manipular o teu carro...

como fez com o de Bill.

N�o ser� pior que o meu mec�nico.

- Inclui mudan�a de �leo? - N�o tem gra�a.

Est�s com a �gua at� o pesco�o.

Diana contou tudo ao Tony.

Que deste um grande passo...

em terreno forte.

Essa n�o � a hist�ria toda.

Claro que n�o.

N�o percas tempo.

Diana v�-se com Tony faz meses.

Est� louca por ele.

Tens muito m� cara.

Diana fode com o Tony.

Isso � tudo?

Achava que algu�m mais tinha palmado.

Surpreende-te que a tua deusa se deite com todos?

Esperava que tivesse melhor gosto.

E tem-no, casou-se com o garoto da moda.

Mas gosta de jogar, Tirar umas f�rias.

Jill.

Louie.

�s a minha melhor amiga.

C�PIA V�DEO MICKEY

N�O � NECESSARIAMENTE ASSIM

Os POEMAS DE MICKEY

Bom trabalho.

- Ol�. - Vieste procurar-me?

Depois de ti.

- Ouvi que perdeste o caso. - Sim, n�o o conseguimos.

- Umas vezes ganha-se, outras se perde. - Tu gostas de ganhar.

Deixa o cabelo longo.

Queres a tua mulher de trof�u?

Sim, na realidade, sim.

Amas a cachorra e tapas a sua merda.

Tu tamb�m a amas, n�o?

Fizeste maravilhas com ela.

Os olhos brilham-lhe...

ap�s foder contigo.

Tens frio?

N�o.

Uma vez vim aqui com Diana.

Eu tamb�m.

Sabes,

�s preciosa � tua maneira.

- Muito obrigado. - A s�rio.

Tens algo especial.

Entendo o que viu em ti.

Tens frio, est�s a tremer.

Diana e eu termin�mos.

eu sei.

- Tamb�m saber�s a raz�o. - N�o � nada pessoal.

� uma coquete incur�vel.

Um Dom Juan feminino.

- "Amada minha..." - A palha no olho alheio.

- �s um cabe�a dura. - Tu tamb�m.

Tiveste uma aventura com a minha mulher.

Estiveste com algum homem?

Uma ou duas vezes.

Quando me apetecia.

Quando podias foder uma cabra.

Eu serei a tua cabra.

Toca-me.

Faz que os meus olhos brilhem tamb�m.

Tu mataste a Mickey.

Sim.

E minha mulher assistiu.

Tranquila.

Agora n�o est� a olhar.

A M�SCARA DA MACACA

Informe final para os pais de Mickey.

N�o foi assassinada, foi um acidente.

E depois, qu�? Freud? Masters e Johnson?

Que o expliquem os experientes?

Foi um jogo sexual que saiu mau.

A cara puritana da Sra. Norris...

amorda�ada pela vida sexual da sua filha.

Enquanto lhe conto que o orgasmo por estrangula��o...

� mais seguro entre garotas.

Que queres?

Para Wesley.

- Que vais fazer? - E tu?

- Proteger meus interesses. - N�o protejas o Nick.

N�o tens provas, Jill.

- Se abres a boca, desmentiremos. - � por sua juventude?

Vendeste-te muito barato!

Esqueces que a comprei eu.

N�o ponhas cara de susto.

A ele n�o lhe importa.

Os pais de Mickey s�o gente aborrecida.

Nick animou as suas vidas.

As fitas-cola produzem-te alucina��es.

Sem Nick...

n�o teriam conhecido o cheiro do dep�sito de cad�veres.

Nem o cheiro da cara em decomposi��o da sua filha.

Conhe�o o mundo como � na realidade.

Guerra sem fim,

meu cora��o em chamas.

Posso cheirar a �gua mais doce.

Quando nado nessa �gua,

sou um anjo.

Sou um anjo.

Eu serei a tua cabra.

Toca-me.

- Faz que meus olhos brilhem. - Tu mataste a Mickey.

Sim.

E minha mulher assistiu.

Tranquila.

Agora n�o est� a olhar.

Esquece-te dessa cachorra.

Caso fechado.

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