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Original subtitles

Tradu��o Solo Fel�cia

O miniaturista

Amsterd� - Holanda 1686

Espis�dio 1/2

Ol�.

Johannes Brandt?

Teremos um jardim zool�gico?

O nome dele � Peebo.

Ele � um periquito.

Eu sou Nella.

Diminutivo de Petronella.

Voc� � a governanta?

Aonde est� Johannes?

Meu irm�o n�o est� em casa.

Seu irm�o? Entao voc� �...

Marin Brandt.

Otto!

Para seus p�s.

Otto � o servo do meu irm�o.

Essa � Cornelia, ela � criada.

Eles cuidar�o de voc�.

Esta � Petronella.

Ela � a nova esposa do senhor.

Espero que voc� queira ver o seu quarto.

Para a cozinha.

Ele mora com...

Venha!

Este era o meu quarto.

Mas tinha a melhor vista, ent�o n�s o demos a voc�.

N�o, por favor, voc� deve mant�-lo.

N�o, voc� n�o entendeu.

A vista � de voc�..

Amsterdam deve ver que J. Brandt tem uma nova esposa.

A resid�ncia ancestral Oortmans,

� quente e seca?

N�o � t�o grande...

e � �mida.

N�o poder�amos pagar os diques.

Pedigree n�o serve para nada.

Nada.

Os diques devem ser mantidos ou as �guas subir�o.

Enviamos o segundo melhor bote. Espero que n�o ficou ofendida.

Johannes estava usando o outro.

N�o, claro que n�o.

Ele sabia que eu estava vindo?

Voc� deve estar com fome.

Cornelia trar� algo para voc� comer.

Voc� tem marzipan?

N�o temos a��car na casa.

O luxo dele adoece a alma.

Cornelia lhe trar� um arenque.

Fique quieta, garota! Ele chegar� logo!

Agora, me escute, minha garota. Voc� precisa se casar com ele.

Precisa que ele se case com voc�

caso contr�rio, faliremos.

Por mim, eu n�o me importo.

- Mas por seu irm�o e irm�. - Ele est� vindo! Est� vindo!

Assendefelt 3 meses antes

E esta �...

Nella Petronella, quero dizer.

Sua filha � muito bonita, Madame Oortman.

Quanto s�o as d�vidas, exatamente?

As d�vidas?

Sei que n�o fui o �nico que voc� escreveu.

N�o teria feito se n�o estivesse desesperada.

Mencionei que ela toca o ala�de?

Gra�as a Deus, estamos salvos. Ele pediu sua m�o.

- Acha que poderia am�-lo? - Isso faz diferen�a?

N�o. Mas quero que seja feliz.

Eu acho que talvez eu pudesse.

Ouvi que eles comem chocolate envolvido em ouro em Amsterd�!

Vamos.

Ela est� aqui.

Seria melhor se estivesse aqui quando ela chegou.

Talvez voc� devesse ir v�-la.

N�o, deixe-a dormir.

- Voc� tem que entender... - Eu entendo.

Eu tenho que trabalhar. Rzecki, venha.

Certo, embora, Hamburgo � uma boa escolha

E Marselha...

Bom Dia!

Bom Dia.

Obrigada pelo meu vestido.

H� mais.

Est� um pouco largo.

Marin, voc� n�o acha?

N�o importa, vamos ajustar. Venha comer algo.

Estamos comendo frugalmente hoje para demonstrar humildade.

Priva��o como um est�mulo. Otto, pegue um pouco de cerveja.

E Nella e Marin tamb�m.

Me d� indigest�o.

Vamos l�, seja desafiadora!

Bravura � a mercadoria mais rara na cidade hoje em dia.

- Como foi a viagem? - N�o h� muito para contar.

- Seda Lombardia, quem ficou? - Eu esque�o.

- Quem? - Henry Field de Londres.

O ingl�s, sempre o ingl�s. Pense na comiss�o, Johannes.

Sei o que estou fazendo, Marin. Esta casa � prova disso, n�o?

J� falou com F. Meermans sobre o a��car da esposa dele?

Ent�o � disso que se trata.

Est� estocado no armaz�m por um m�s.

Ainda n�o disse o que vai fazer.

Minha irm� acha que a��car apodrece a alma Nella,

mas de tudo que posso vender, ela pune isso.

- O que fazer com isso? - Venda o a��car!

N�o me diga o que fazer!

- Onde voc� vai? - Verificar seu maldito a��car!

N�o acredito em voc�.

Ol�!

Johannes colecionou-os nas viagens deles?

O mundo num conjunto de pratos.

Ele n�o � bastante rico para algu�m viajar para ele?

O esp�rito do senhor pertence aos mares.

Ele diz que o oceano � algo que a terra nunca pode ser.

Nenhum lugar nunca � o mesmo.

O que est� fazendo?

S� conversando.

Ele est� trabalhando. N�o v�?

Deixe isso. H� pacotes que precisa entregar.

Marin,

acho que Peebo tem saudades.

Ele precisa de ar fresco e luz.

O lugar dele � aqui em baixo.

- O c�o de Johannes... - Johannes � o Senhor.

Ele pode fazer o que quiser.

Ele n�o � um bom neg�cio?

Ningu�m for�ou-a casar com ele.

Johannes...

eu s� queria saber,

quando eu...

vou v�-lo

mais tarde?

Esta noite...

Esta noite, eu n�o posso.

Logo, ent�o?

Nella...

boa noite, doce garota.

Eu j� estou em Amsterd� por mais de uma semana.

A cidade � uma gl�ria, como nada que j� experimentei.

Meu novo lar � lindo, e n�o me falta nada material.

"Ele � como um homem que construiu uma casa

"e lan�ou as bases sobre uma rocha.

A irm� de Johannes, Marin, � muito devota,

e se interessa por nossa dieta.

Construiu a casa sobre a terra."

Quanto a Johannes,

ele me trata com gentileza,

mas o trabalho o absorve muito.

Estou ansiosa para passar mais tempo com ele.

Espero que os diques estejam funcionando.

Envio meu amor aos pequenos...

Fique quieta!

Meu Deus,

Johannes, o que voc� fez?

Voc� me disse para encontrar um...

O qu�?

Um presente de casamento. Para voc�.

Um homem nas docas deixou os arm�rios.

Eu melhorei com coura�a de tartaruga e estanho.

Mas o que � isto?

Uma casa.

Sua casa.

Esta casa.

- Quanto? - A moldura 2.000.

Cortinas e m�veis comprei por 3000.

3.000 florins?

Uma fam�lia poderia viver com isso por anos.

Se est� sobrando, deveria ter dado � igreja.

Basta de sua piedade.

Ela n�o gosta disso. Nem eu.

Isso � gosto de uma puta, para voc�.

E voc�?

Espero que tenha gostado.

O que devo fazer com isso?

Exatamente?

Voc� pensar� em algo.

O que est� fazendo?

Nada. A porta estava aberta.

Pensei que a quisesse fechada.

A lista de Smit.

� um registro de todos artes�os e empresas na cidade.

Para qu�?

Para decorar sua casa.

Meu irm�o pagar� por tudo.

Pensei que voc� disse que era uma extravag�ncia.

O diabo encontra trabalho nas m�os ociosas.

Miniaturista.

Treinado com o grande relojoeiro de Bruges, Lucas Windelbreke.

No sinal do sol.

"Caro senhor, eu tenho uma casa de nove quartos,

escalada em miniatura

para ser disposta em um arm�rio.

"Arrisco tr�s pedidos para voc� e aguardo sua resposta.

"Item 1- um ala�de com cordas.

"Item 2- uma gaiola, adequada para um periquito.

"Item 3- uma caixa de marzipan".

Como chego � Kalverstraat?

- O que quer l�? - Nada.

Deixar uma mensagem a algu�m.

Quem?

Um artes�o, � tudo.

Eu irei com voc�, Madame.

N�o precisa. Tenho senso de dire��o.

Por que Otto n�o veio?

- N�o � f�cil para ele. - O que voc� quer dizer?

Ele estava num navio escravo portugu�s.

16 anos de idade.

Os pais estavam mortos.

O senhor o viu e comprou-o.

Est� dizendo que ele � escravo.

N�o. Mas ele deve a vida ao senhor.

Marzipan! Podemos comprar?

- Venha, Madame. - Cord�lia! Aonde esteve?

O que est� esperando? Entre!

Por favor, Madame, d� uma olhada.

Os Meermans insistiram que o senhor distribuisse.

Sabem que ele consegue um pre�o melhor.

E Madame � a favor, mesmo que odeie o a��car.

Ela e todos estraga prazeres!

Ouvi que eles querem proibir biscoito de gengibre papista,

pode acreditar nisso?

Madame, prove o que gostar.

Por que n�o vend�-lo aqui?

H� muito pouco para circular.

Eu acho que h� mais chegando.

Mais? O que quer dizer..?

Hanna! O que est� fazendo, mulher?

Eu preciso ir. Te vejo em breve, Cord�lia.

� aqui.

A placa do sol.

Nunca reparei antes...

Ol�?

Ol�?

Acho que n�o h� ningu�m aqui, Madame.

O que aconteceu com o arm�rio?

N�o poderia ficar no corredor.

Estava pegando toda a luz.

Otto! Cornelia! A porta.

Ol�.

Que diabos est� fazendo aqui?

Um pacote. Para Nella Oortman.

Ent�o, esta � sua nova esposa?

Jack Philips, Madame.

Da pr�xima vez, use a entrada inferior.

Quem era, Senhor?

Ningu�m, Otto. Ningu�m.

Uma entrega, isso � tudo.

O que � no pacote?

Umas coisas para o arm�rio que me comprou.

"Toda mulher � a arquiteta de sua pr�pria fortuna ".

Item 1: Um ala�de com cordas.

Item 2- uma gaiola, para um periquito.

Item 3- uma caixa de marzipan.

"Senhor, agrade�o os itens que pedi.

"Seu artesanato � excepcional.

"No entanto, n�o fiz pedido de ber�o,

"nem entendo por que voc� desejaria enviar um.

"Devo cortar nossas transa��es imediatamente.

"Sua em boa f�, Petronella Brandt. "

Para o artes�o de novo?

- N�o abra. - N�o, Madame.

A� est� voc�. Mas onde diabos est� Cornelia?

Precisa come�ar a se preparar.

Preparar? Para qu�?

Johannes a levar� a um banquete na Associa��o dos Mercadores.

Por que cortinas est�o fechadas?

A luz do sol estava muito forte.

Deixe-as abertas durante o dia.

Ou as pessoas pensar�o que temos algo a esconder.

O banquete.

Foi ideia dele?

Concordamos que era bom voc� participar.

Voc� est� maravilhosa.

Veja Marin, todo o dinheiro que gastei

nos vestidos valeu a pena, afinal.

Por que n�o vem?

Acho melhor voc� ser visto com sua esposa, n�o?

Deve se lembrar de convidar os Meermans para jantar.

Certo. Nella, vamos.

Obrigada...

por me trazer.

N�o tem que me agradecer.

Ent�o, quem devo agradecer?

Digo, voc� � minha esposa.

N�o deveria me agradecer por te levar algum lugar.

Os Meermans estar�o l�?

Marin parece muito interessada que venda o a��car de Meermans.

N�o � dele.

� da esposa dela.

Ela v� como um passaporte para o que sempre quis,

o poder e a posi��o que Frans n�o p�de dar a ela,

mas Marin n�o entende as complica��es.

Que s�o?

Exatamente o que far�o com o poder,

uma vez que o tenham.

Vire-se.

Feche seus olhos.

Sorria, e n�o diga nada.

As guildas controlam o com�rcio, e definem os pre�os.

Os ourives s�o os mais ricos.

Para algu�m como eu, que trabalha fora das guildas,

a presen�a n�o � simplesmente por respeito, mas um dever.

Aqui.

J� reparou que a comida �

onde realmente nos encontramos?

V� isto?

Sementes de cominhos matizando um queijo novo

lembra-me que sou capaz de ter prazer.

Manteiga Delft, t�o fina e cremosa...

Figos...

e creme azedo

leva-me de volta � inf�ncia...

apenas o gosto disto me faz lembrar.

Voc�?

Minha m�e costumava fazer marzipan em rolos.

E o cheiro vindo da cozinha...

faz meu cora��o bater.

Melhor do que arenque.

O que voc� come no mar?

Outros homens.

Johannes! Aqui!

Neg�cios. Volto j�.

Vejo que Brandt mant�m o mesmo padr�o de esposa

como faz com o resto.

Agnes Meermans.

Petronella, n�o �?

Agora me diga, como Marin a encontrou?

Marin? O que quer dizer?

Uma noiva para Johannes. Ela est� procurando h� tempos.

Eles s�o unidos, � claro, irm�o e irm�.

- �s vezes eu me pergunto se... - Agnes, por favor...

Frans, esta � Petronella Brandt.

Pensei que ela era uma our�ves.

Onde est� Johannes? N�o �amos falar com ele.

A� vem ele. Madame Meermans.

Senhor. Vejo que est� usando sua m�gica usual esta noite.

Sem m�gica, Madame. S� eu.

- Sobre o a��car, Johannes. - Est� sob controle.

Nunca duvidamos.

Somente, quando voc� acha que vender�?

Obter o melhor pre�o leva tempo.

Com os mercados negros no leste,

e os adulterados, as pessoas desejam bom produto.

N�o vou levar seu a��car para a bolsa.

A bolsa � um circo, o mercado manipulou.

Pretende vender no exterior?

Navego para Veneza em breve.

Papistas?

Se preferir, podemos despejar tudo em Amsterd�,

inundar o mercado, fazer um quarto do valor real.

A escolha � sua.

- Voc� � o especialista. - Sim, eu sou.

Venha, Agnes. H� Slabbaert.

Devemos dizer ol�.

Deus esteja com voc�.

E com voc�.

Quem s�o eles?

Schout e Schepenbank.

Juiz e jurado aqui em Amsterd�.

Por que te olham daquele jeito?

Porque n�o me controlam.

Eles querem? Te controlar?

N�o.

Eles querem me destruir.

Deve estar cansada. V� para a cama.

Eu...

n�o estou cansada, Johannes.

Mesmo assim...

tenho que anotar os homens que conheci hoje � noite.

O que voc� quer?

O que acha que eu quero, Johannes?

Quero ser sua esposa.

Voc� � minha esposa.

N�o. Pelo que posso dizer, eu sou apenas...

algu�m que lhe pertence.

Algu�m que � �til para voc� para fins que posso adivinhar.

Como um cachorro,

como Otto.

- Nella, por favor... - Estou aqui 11 dias, Johannes.

Mais do que levou Deus para fazer o mundo.

At� hoje a noite, voc� mal falou comigo.

Voc� est� certa.

Sinto muito. Eu vou compens�-la.

Venha.

Eu te desgosto tanto?

Voc� n�o me desgosta.

- N�o suporta que eu o toque. - N�o � isso.

Eu tenho que compartilh�-lo com ela. � isso?

Melhor sair antes que um de n�s diga algo que se arrependa.

- N�o, n�o, Johannes, eu sei... - V�. Saia!

- N�o. - Vamos, madame.

N�o pode ficar na cama o dia todo.

Madame Marin nos quer para ir � igreja

ouvir o pastor Pellicorne pregar.

E h� algo para voc�.

Deve ser do artes�o. Tudo o que voc� pediu.

Mas eu n�o pedi nada.

Ent�o. Mais um motivo para descobrir o que h� dentro.

Veja! Eles trouxeram o selvagem.

Senhor, Madame Meermans.

Aonde est� seu irm�o?

Johannes convidou-os para jantar conosco?

N�o, ele n�o convidou.

Mas voc�s vir�o, n�o �?

N�o deveria ser a esposa dele a emitir o convite?

Por favor, venham amanh�.

Ficar�amos honrados.

Venha, vamos achar nosso lugar.

Adult�rio!

� Usura! Fornica��o!

E a��es rudes, desonra para nomear na casa de Deus!

Falo de Sodoma?

E Gomorra?

N�o, eu falo de Amsterd�!

Uma cidade de portas fechadas,

atrav�s das quais nenhum homem pode ver.

- Nella! Por favor! - Mas Deus v�!

Por muito tempo toleramos a maldade de nossos semelhantes.

Mas a tempestade est� chegando.

Ent�o...

olhem agora para seus pr�prios cora��es

e os cora��es dos seus vizinhos,

e considere como voc� pecou.

Marin. Marin, voc� est� bem?

Maridos, ame suas esposas.

Apenas duas delas.

O que est� fazendo?

Aonde achou esses?

Um miniaturista. N�o sei o nome deles.

Marin me deu a lista Smit. Era o �nico l�.

- O que disse a eles? - Nada.

Mas voc� encomendou estes.

N�o. N�o, n�o pedi isso.

Eu s� pedi o ala�de, a gaiola e o marzipan.

Estes apenas... vieram.

Como sabiam o que fazer?

Eu n�o sei.

N�o mais.

N�o mais, voc� entende?

Acho que est� esquecendo seu lugar.

Qual � ele?

De um criado.

Meu lugar � proteger esta casa, e tudo dentro, incluindo voc�.

N�s ficamos ou ca�mos juntos.

Um serm�o maravilhoso do Pastor Pellicorne domingo,

n�o acha?

Mas claro, voc� o perdeu, Johannes.

Deixe-me adivinhar.

Ele oferece absolvi��o pelos pecados dele,

mas s� se voc� confessar os dos seus vizinhos.

Experimentamos o a��car?

Cornelia?

Permita- me.

Excelente.

Cornelia, Otto, o que acham?

Muito bom, senhor. Delicioso.

Deus seja louvado, voc� far� nossas fortunas, Brandt!

Quando vai a Veneza?

Irei dentro do m�s.

Eu tenho que saber.

O que Brandt lhe deu de presente de casamento?

Eu quero um meu.

E quero o meu melhor do que o dela.

Gra�as a Deus que j� foram. Limpe pela manh�.

- Se voc� tivesse consentido... - Por que eu deveria...

"Meu querido, eu te amo como o mar em movimento,

"sempre diferente, e sempre em movimento

"Voc� � luz solar pela janela

que eu permane�o, aquecida."

"Um toque dura mil horas.

"Eu te amo do fundo do meu cora�ao..."

D� isso para mim.

Marin, me desculpe.

Eu disse para me dar.

Marin, Marin, solte-me.

Marin, est� me machucando!

Saia! Johannes ouvir� sobre isso!

Onde est� todo mundo?

Madame Marin est� doente. Levei-lhe o desjejum, mas ela...

E Johannes?

Ele saiu cedo para o escrit�rio.

N�o! Conte-me! Onde ele foi ontem � noite?

Ele n�o voltou! E por que Marin est� chateada?

Eu disse. Ele foi ao escrit�rio dele.

N�o. Est� mentindo para mim.

Onde voc� est� indo, madame? N�o s�o nem 8h!

Voc� deveria ficar aqui.

Eu posso ir aonde eu quiser.

Otto!

Otto!

Johannes.

N�o, pare, pare...

Eu trouxe sua criatura.

T�m bolachas de �gua de rosas com canela e gengibre.

Cornelia as fez especialmente.

- Acha que pode me subornar? - Voc� n�o come h� tr�s dias.

- Porque voc� me drogou. - Voc� estava fora de si.

N�o serei sua prisioneira.

N�o seja rid�cula. Coma. E ent�o podemos conversar.

Chega de suas ordens, Marin. Eu entendi tudo.

Seu irm�o �...

� um sodomita.

Ele � diferente dos maridos, � verdade.

Voc� sabia?

Voc�s todos sabiam. Deus, como sou tola.

Fui uma idiota desde o momento que cheguei aqui.

Nunca nos rimos de voc�. Nunca.

Sabia que ele nunca me amaria.

Ele gosta de voc�.

Como um animalzinho.

Como o c�o, Rzecki, at� menos.

� verdade, n�o �?

Ele pensa menos em mim do que o c�o dele.

N�o posso perdoar esta...fraude.

Sabia como isso seria para mim.

Como ser feliz com um homem que queimar� no inferno?

Seu pai deixou-os indigentes.

Foi uma bondade traz�-la aqui.

Terminaria esposa de fazendeiro.

- Que poderia me ter amado. - E em dez anos,

quando suas m�os estiverem rudes e crian�as gritando de fome?

Pelo menos eu teria sido uma mulher inteira.

Voc� pode ser uma mulher inteira sem reproduzir.

O que est� fazendo?

N�o h� nada para mim aqui. Nunca houve.

Foi um erro vir.

O que dir� a eles em Assendelft? As palavras s�o �gua.

Uma gota poderia nos afogar.

N�o falo por mim, mas o que ser� de Otto e Cornelia?

N�o s�o minha responsabilidade.

Voc� � a senhora desta casa.

De quem � a responsabilidade?

Talvez eu deveria dizer-lhes a verdade.

Sabe o que fazem com homens como meu irm�o?

Eles os afogam.

O sagrado magistrado vai amarrar pesos ao pesco�o

e empurr�-los na �gua.

Assinaria a execu��o dele. � isso que voc� quer?

V�. Abra suas asas!

Madame!

O que eles v�o fazer?

Jogar-me fora?

Esta � sua casa agora, Madame.

Como essa casa de segredos pode ser chamada de lar?

O que h� para voc�, em Assendelft?

Pelo que eu ou�o, h� mais vacas do que pessoas.

O que eu tenho aqui?

Voc� tem um amigo, Madame.

E mais do que apenas um.

Cornelia, Marin amou algu�m uma vez?

Por que acha que Agnes Meermans odeia tanto Marin?

Marin roubou o cora��o do marido dela.

Frans?

Srta. Marin era uma adoslecente quando ela o conheceu.

Ele era o amigo do senhor,

talvez 18 anos, e Marin 11 mais ou menos.

Ela o viu pela primeira vez na festa de S�o Nicolau.

Ela pensou ele era um pr�ncipe, de t�o bonito.

Ele come muito agora, mas naquela �poca...

Voc� era uma crian�a, ent�o! Como voc� sabe tudo isso?

Buraco de fechadura, Madame.

Aos 15 anos, o senhor partiu com navio para a Batavia.

Frans ficou aqui ele enjoava no mar,

mas sem um acompanhante, ela n�o podia encontr�-lo.

Quando Marin tinha 20 anos,

e o senhor havia retornado um homem rico,

Frans veio � casa e pediu a m�o dela em casamento.

E Johannes...

Recusou-o completamente.

Mas por qu�?

Ele a amava muito para esperar cinco anos.

Meermans era muito bonito, mas n�o tinha boa reputa��o.

Marin descobriu o que Johannes tinha feito?

No final das contas.

Nesse meio tempo Frans se casou com Agnes.

Ent�o ele � casado com Agnes, mas ainda ama Marin?

Ele envia-lhe presentes no Dia de S�o Nicolau,

o dia em que se conheceram.

Ele nunca colocou o nome, mas todos sabemos que � dele.

Peebo.

Peebo, aonde voc� est�?

Peebo.

Peebo aonde voc�...

N�o, n�o, n�o, n�o, n�o, n�o.

Peebo!

Peebo!

Ol�? Espere!

Espere!

Abram! Mil�cia de ST George.

Nada, nada.

N�o, n�o h� ningu�m aqui.

Eu s� quero falar com voc� O que voc� est� fazendo?

Madame, � necess�rio voltar � casa.

Do que voc� est� falando?

Est�vamos procurando-a, Madame. Madame Marin estava preocupada.

Eu estava procurando Peebo.

N�s ajudaremos encontr�-lo.

"Pervinca azul para os amigos, Persicaria para restaura��o."

"Eu compraria um p�ssaro novo, mas..."

empalhado.

Acha que posso ser comprada com um arm�rio,

ou vestidos, ou flores?

- N�o estou tentando compr�-la. - N�o, porque j� conseguiu.

Ela sabia, minha m�e, quando ela me vendeu?

Nella, ou�a. A culpa � minha. N�o culpe ningu�m.

Se eles descobrirem v�o te afogar.

Passei minha vida toda no mar.

- N�o tenho medo de afogar. - E quanto a mim?

Estava inundada em Assendelft. Aqui est� segura e seca.

Eu queria amor. N�o seguran�a.

Assim como eu.

Sempre.

Entende?

A verdade �...

voc� e eu,

somos mais parecidos do que somos diferentes.

Marin, Cornelia, Otto, desejam amor, mas valorizam a seguran�a.

Voc� e eu,

nossos cora��es s�o constru�dos diferente.

O que fez voc� assim,

voc� sabe?

Nada me fez assim.

Estava na minha alma desde o in�cio.

Poderiam me cortar da cabe�a aos p�s

e ainda n�o mudaria.

Aqui...

Por favor, s�o suas. Uma oferta de paz, nada mais.

Se quer partir, eu n�o vou impedi-la.

Otto a acompanhar� a Assendelft,

com ouro para quitar suas d�vidas de fam�lia.

O casamento pode ser anulado.

Seria livre para casar de novo.

E sobre os outros?

Eles n�o s�o sua preocupa��o.

E voc�?

Gostaria que voc� ficasse.

Se eu ficar,

n�o ser� porque voc� me deu flores.

Mas porque este � a meu lar.

E porque voc� jura me dizer a verdade

sobre tudo a partir de agora.

Sobre tudo, Johannes.

Sem mais segredos.

Tem minha palavra.

Foi Jack quem entregou isto?

Estava l�, quando fui lavar os degraus da frente.

O que h� nele?

Umas coisas para o meu arm�rio.

Pode ir, Cornelia.

"Coisas podem mudar".

Cornelia!

tem certeza que n�o viu quem entregou esse pacote?

N�o, Madame. Eu lhe disse.

� Novembro agora!

Em dezembro, ser� muito tarde.

Sem falar a umidade no armaz�m estragando o a��car.

E a umidade nos meus ossos, navegando nesse tempo?

Mas voc� foi quem disse a eles para vend�-lo.

- Ache outro. - Se est� pensando...

Nella. Voc�...

Voc� teve alguma sorte com seu periquito?

Aonde est� indo?

Veneza. Vender o a��car de Agnes.

Achamos que seria melhor.

- Para quem? - Para todos n�s.

Voc� tem os p�es da amostra?

Minha palavra � suficiente.

Por que n�o leva ela?

Ela s� atrapalharia.

Cuide dela enquanto estou fora.

Adeus.

P�s as flores no cabelo.

Para reconcilia��o.

Voc� n�o queria ver Veneza?

J� vi, madame. Uma vez basta para ver o pal�cio do Doge.

Ele poderia ter me levado.

O que est� tentando fazer para n�s?

A quem voc� contou sobre n�s?

Ningu�m. N�o, voc� n�o entende...

C�es e m�veis, eu entendo.

Mas, Jack Philips?

O que voc� est� fazendo? Marin, n�o.

N�o deveria ter feito isso.

N�o brinque com fogo, Petronella.

Ou voc� ser� queimada com o resto de n�s.

O que voc� est� fazendo aqui?

Saia!

Saia!

Espere. Espere.

Estou de volta �s entregas.

Eu tenho algo para voc�, Madame.

Voc� n�o deveria estar aqui. Johannes disse...

Voc� grita como um rato.

Preciso v�-lo. Ele ainda n�o voltou?

Johannes!

Ele n�o est� aqui.

Voc� precisa sair.

Ent�o, � verdade. Ele foi para Veneza.

N�o diga que acreditou quando ele disse que ia trabalhar.

- Como voc� ousa! - Eu conhe�o ele, madame,

melhor que voc�.

Ningu�m trabalha em Veneza.

Mil�o, talvez.

Mas Veneza � toda canais escuros e cortes�s

e mo�os bonitos como mariposas, voando para a luz brilhante.

O que aconteceu? Por que a porta est� aberta?

Saia.

Saia.

Quantas vezes eu disse para voc� se afastar?

Limpe isso.

Seu irm�o foderia um cachorro se o pre�o fosse bom.

Eu disse... limpe isso.

Dizem que tamb�m d� para voc�,

que � o �nico homem que ter�.

Que insulto ultrapassado.

Qu�o corajoso voc� �, Jack?

Voc� se atreve me sangrar?

� o que voc� realmente quer?

Cadela.Ele disse que n�o poderia trabalhar mais para ele.

E de quem foi a ideia?

Ent�o � disso que se trata?

Seu moleque!

Apenas diga o que custar� para voc� se afastar.

Eu n�o quero seu dinheiro.

Vou lhe mostrar o que acontece quando voc� se mete.

Otto, ele tem uma faca.

V�.

Antes que eu o mate.

Ele o veste como um lorde, mas a verdade �

voc� n�o � nada, mas um selvagem.

Sabe o que ele diz sobre voc�?

Ele vai se livrar de voc�, selvagem.

Vend�-lo pelo maior pre�o.

Voc� n�o � nada para ele, garoto.

Agora v�.

V� com Deus.

E se Jack relatar o que fiz?

Ouviu o que ele disse, tentativa de assassinato

com uma faca e o ferimento para provar

a Mil�cia me prenderia.

Quando perguntarem por que estava aqui?

Ele estaria assinando a senten�a de morte, se contar a eles.

Ingl�s, um sodomita...

um ex-ator de teatro?

N�o h� nada que os alcaides odeiem mais.

Ele n�o tem dinheiro, e ele precisa.

Um homem faz tudo quando est� desesperado.

O senhor me salvou, ele me ensinou tudo.

E veja como eu o paguei.

Nunca houve d�vidas a pagar.

Johannes comprou-o para divers�o pr�pria.

Ele me empregou, Madame.

Voc� n�o matou ningu�m. O menino est� vivo.

Johannes ficar� mais preocupado com o cachorro do que voc�.

Eu o pus em perigo.

Eu pus todos voc�s em perigo.

Est� lendo minha mente agora?

"Toda mulher � o arquiteto de sua pr�pria fortuna."

"Eu luto para surgir".

"As coisas podem mudar."

"O nabo n�o pode prosperar no peda�o de solo da tulipa ".

Basta disso. Quem � Voc�?

O que voc� quer de mim?

Voc� � um espi�o?

Qual � o seu neg�cio com Agnes Meermans?

Eu sei que voc� est� a�.

Voc� deve sair eventualmente.

Eu posso esperar.

N�o h� necessidade de gritar. Eles podem ouvi-lo em Antu�rpia.

- Preciso achar o miniaturista. - O qu�?

Ningu�m est� nesse edif�cio h� mais de uma semana.

Mas ainda ontem ela...

Qual o seu nome?

Talvez eu tenha algo para voc�.

Petronella Brandt.

� esquerda na soleira da porta.

Cornelia.

"N�o deixe que as armas doces se percam".

Madame! O Senhor retornou. E j� perguntou onde Rzecki est�.

Voc� n�o disse a ele?

Rzecki!

Eu n�o poderia faz�-lo. Tem que ser voc�. Por favor.

Rzecki!

Johannes.

Voc� est� seguro em casa.

Veneza estava agrad�vel?

Veneza � Veneza. Os venezianos nunca se calam,

� muita dan�a para meus joelhos.

� bom te ver.

Rzecki!

Por que n�o h� fogo nesta sala? A casa est� congelando. Otto!

Bom dia, Otto.

Algo errado?

Quantos p�es vendeu em Veneza, irm�o?

Estava lento. Eu disse que devia ter esperado at� o ano novo.

Talvez seja melhor acender um fogo gigantesco

uma vez que o a��car foi vendido.

N�o me provoque, Marin. Foi voc� quem me for�ou

a navegar para a It�lia no meio do inverno.

Voc� � o provocador, n�o eu.

E pare de falar disso como se fosse seu.

Pertence a Petronella agora.

Ent�o ela pode ter isso.

Eu desperdicei o suficiente da minha vida

mantendo o seu deslize.

N�o somos nada al�m de prisioneiros do seu desejo,

todos n�s.

Otto, voc� se sente prisioneiro?

- N�o, senhor. - O que espera que ele fale?

Olhe ao seu redor, Marin! Amsterd� est� perdidia em v�cio.

Esta casa � o �nico lugar onde somos livres.

Voc�. Voc� � livre.

Acha porque tem mapas na parede, uns livros e cr�nios de animais

conhece meu neg�cio melhor do que eu?

Pare! Pare!

Tudo o que tinha que fazer era casar. Casar rica e bem.

Voc�s dois!

N�s tentamos, todos os florins em Amsterd�...

Rzecki est� morta!

O qu�?

Rzecki.

Ela est� morta, Johannes.

- Isso � verdade? - Sim.

E por sua pr�pria culpa.

Seu ingl�s veio bater aqui ontem. Seu prostituto.

Ele enfiou uma adaga na cabe�a dela.

Aqui mesmo no seu corredor.

Eu o avisei sobre ele.

V�rias vezes.

Se n�o fosse por Otto...

- O que voc� fez com ele? - N�o queria fazer isso.

O que voc� fez?

Ele mostrou miseric�rdia.

Seu lindo inglesinho levantou-se e se afastou.

"Caror Senhor Windelbreke,

estou escrevendo para perguntar sobre um aprendiz voc� j� teve.

"Ela � do sexo feminino, de boa apar�ncia, cabelos claros

e olha para mim como se examinasse minha alma."

"Ela entrou na minha vida, senhor,

e as miniaturas que ela envia est�o ficando enervantes.

"Como ela veio at� voc�, e por que ela foi embora? "

Encontrou ele?

Quem?

Por favor, Johannes. Voc� jurou.

Sem mentiras, lembra?

Foi encontrar Jack, n�o foi?

� dif�cil dizer a verdade

quando toda sua vida foi baseada em mentiras e sil�ncio.

Ningu�m nunca se interessou em ouvir, at� agora.

Este n�o � o casamento que imaginou para voc�, n�o �?

Eu era tola de imaginar qualquer coisa.

Sem sonhar, o que mais existe? E voc� n�o � uma tola.

Quanto do a��car voc� conseguiu vender em Veneza?

O que est� acontecendo, Johannes?

Por que n�o vender� o a��car deles?

Olhe para mim. A verdade.

A verdade?

Porque Frans me odeia e gostaria de me destruir.

E Agnes odeia Marin.

Enquanto n�o havia heran�a, n�o tinham poder.

Quando venderem o a�ucar,

- n�o haver� nada que os pare. - Por que concorda em vender?

Porque se eu n�o fizesse, outra pessoa faria.

N�o pode segur�-los para sempre.

Eu sei.

A verdade.

Agora voc� a tem.

Voc� disse algo n�o era verdade.

O que era?

Que nosso casamento era mentira.

E n�o �?

N�o uma mentira.

Apenas diferente.

Diga me, Johannes.

Como isto termina?

Eu lhe direi como termina.

Chegando janeiro, irei novamente.

E desta vez vou lucrar para eles e tudo ficar� bem.

Meu estoque vende sempre que eu quiser. Eu prometo.

E voc�?

Enfrentarei as consequ�ncias.

Deve haver outra maneira.

Aqui...

tenho algo para lhe mostrar.

Rzecki.

Nunca vi nada parecido.

Quem poderia ter feito tal coisa?

Eu tenho me perguntado isso por semanas.

Acorde, Madame, por favor!

O que foi? Cornelia, o que aconteceu?

� Johannes?

N�o, Madame. � Otto.

Ele se foi.

Por que ele fugiria desse jeito?

Checarei as docas primeiro.

E depois as pris�es, no caso dele ter sido preso.

Cornelia!

Cornelia!

N�o consigo acender o graveto.

Eu disse que nada aconteceria. Por que ele n�o me ouviu?

� melhor que ele tenha partido.

Ao sair daqui, ele nos protegeu.

Imagine o que aconteceria a Otto

se os alcaides o dominassem.

Voc� sabia que ele iria embora, n�o sabia?

Digamos que ele teve bom senso.

Voc� mandou-o embora, Madame?

Eu sugeri.

Sim, e todos sabemos como suas sugest�es funcionam.

E se a Mil�cia veio por Otto?

Bem, eles n�o o encontrar�o, n�o �?

- Frans. - Onde est� Johannes?

Johannes!

Ele estar� na bolsa.

Estive na bolsa, na companhia e tabernas.

N�o sou guardi� dele.

� uma pena para todos n�s.

Ontem � noite fui ao armaz�m

para ver quanto a��car tinha sido vendido.

Nenhum gr�o foi deslocado.

Nem um �nico maldito gr�o de todo a��car.

Mas pior do que isso.

Nossa fortuna, toda nossa fortuna,

est� estragando no escuro.

Eu o toquei. Algum virou cola.

N�o, Frans. Isso � imposs�vel.

Johannes n�o deixaria isso acontecer.

Vi com meus pr�prios olhos.

Isso seria motivo bastante para arruinar J. Brandt.

Mas havia pior por vir. Muito pior.

Sabe o que vimos,

Esmagado contra as paredes?

- N�s vimos a diabrura dele. - Do que voc� est� falando?

Vem c�, Marin. Voc� sempre soube.

Voc� deve saber. Mas voc�... Voc� sabia disso?

Como ele passa o tempo tocando as paredes do armaz�m?

Isso n�o pode ser despercebido. Est� certo.

Agora voc� sabe, e logo o mundo ter� que saber,

como seu marido leva seu vil prazer,

com um menino.

E o que mais...

O que mais, o menino diz que ele o atacou.

N�o,

voc� est� enganado, isso n�o � poss�vel.

Frans.

Frans, por favor... voc� � amigo dele.

N�o procure a puni��o dele.

Voc� sabe como terminar�.

Nossa amizade morreu anos atr�s.

Nosso a�ucar est� t�o abandonado quanto a alma dele.

Johannes Brandt � um verme no fruto da cidade.

E devo cumprir meu dever como cidad�o.

Frans, voc� nos arruinar�.

Afaste-se disso.

Certamente, podemos... chegar a algum acordo.

Vamos vender o seu a��car

- e deixamos como est�. - N�o.

Sou um homem diferente agora.

Eu n�o acredito...

N�o pode ser verdade!

Certamente, ele n�o pode ter sido t�o tolo!

- Madame, calma, por favor. - Voc� n�o o ouviu?

Ele est� indo direto aos alcaides.

Ent�o, o orgulho dele � um presente.

Johannes ainda tem tempo de escapar.

Primeiro Otto, agora o Senhor?

Mas n�o podemos viver aqui, S� n�s tr�s.

Teremos que vender o a��car e compraremos o sil�ncio dele.

N�o pode estar tudo podre.

Nada comprar� o sil�ncio dele.

E o que voc� sabe de vender a��car?

Estou � procura da luz, Marin.

Deve haver alguma em toda essa escurid�o.

Voc� tem que ir. Voc� tem que sair agora.

Nella, o que foi, o que aconteceu?

Frans e Agnes viram voc�.

Eles te viram, Johannes.

No armaz�m, com um jovem.

Era Jack?

Como voc� pode, depois de ele ter te tra�do?

N�o foi Jack quem me traiu, Nella. � a cidade.

Vizinhos assistindo vizinhos, torcendo teias para nos amarrar.

N�o podem te ligar, se voc� n�o estiver aqui.

Para onde ir�?

Tenho amigos em muitos pa�ses.

- O que isto abre? - O armaz�m.

Aqui est� a lista que eu tenho trabalhado.

Pessoas que podem se interessar pelo a��car. D� a Marin.

Ela sempre quis dirigir os neg�cios, agora ela pode.

Ela saber� que � n�o t�o simples como ela pensa.

Voc� voltar�?

Amsterd� � uma cidade sem igual, mas nunca liguei para casa.

- Bem, onde � lar? - Onde esteja o conforto.

Para um homem como eu, pode ser dif�cil encontrar.

Sentirei sua falta.

Sentirei sua falta tamb�m. Mais do que eu j� esperava.

Onde est� Marin? Marin!

Ela diz que est� muito doente para descer.

Johannes!

Leve-me com voc�.

Est� falando s�rio?

Um homem que viaja com sua esposa

n�o atrai um segundo olhar.

Precisam de voc� aqui, Nella.

Otto, Cornelia. At� Marin,

muito mais do que voc� pensa.

Aqui.

Prometa que voltar�.

Sem mentiras, lembra?

N�o posso mudar o que sou...

Um dia, talvez.

O que aconteceu?

A Mil�cia veio � noite passada.

- Disse que ela tinha partido. - Ent�o por que est� aqui?

- Achei que ela teria voltado. - Eles tamb�m.

Eles ficaram decepcionados, mas limparam o lugar.

Marin, voc� teria...

- Estou entrando. - N�o, por favor, n�o.

O que, por todos os anjos...?

V� embora.

O que � isso na sua m�o?

- Eu disse que v� embora. - O que � isso? Marin!

N�o! N�o! Voc� n�o tem o direito.

Voc� n�o entende nada!

Eu entendo tudo. Johannes estar� seguro.

E mesmo que o peguem, tenho uma lista de nomes.

Vamos vender o a��car e tudo ficar� bem.

Sua idiota, garota idiota.

Voc� n�o v�?

N�o � sobre ele.

O que eu n�o sei?

Agora voc� entende?

Meu Deus, Marin.

O que voc� fez?

TRADU��O SOLO FEL�CIA

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