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Anteriormente em Sanctuary.

O que sabemos sobre esse Addison?

Ele é o solucionador de problemas do Conselho da ONU.

Você enviou o chefão da Terra Profunda para casa se rearmar.

- Vá embora. - Declarou a morte do Santuário.

Meu grupo veio aqui para reclamar esta terra para si,

para conquistar a superfície desses que se chamam de humanos.

Chega.

É um mundo novo lá fora. Facções de anormais se matando,

planejando nos matar...

E só vai piorar, não é?

Henry, cadê a estrada, cara?

Deve estar à sua frente.

Deve estar? Que isso, estamos sem tempo.

É, eu sei. Alguma notícia da Magnus?

Não, nada.

Estão lá dentro.

Maldição.

Henry, a UECI bloqueou este lado. Precisamos de outro caminho.

Esse é o outro caminho.

Temos que correr.

- Espere, Will! - Espere um pouco.

- Que horas são? - Filho da mãe, é meio-dia.

Vamos.

Não se mexam! Parem aí mesmo!

Vamos! Vamos!

Magnus, responda.

Tem que sair daí agora...

Meu Deus.

celsojp, NaNNa e paulostriker

..:: SubsHeaven ::..

TRÊS DIAS ANTES

Magnus, isso me enoja, é nojento.

É parte do comportamento normal deles.

Alguns anormais preferem comer com privacidade.

Outros, como os Besovites, querem sua atenção.

São exibicionistas.

Eles espalham a comida uns nos outros e depois a lambem.

É como ver a versão animal do 9 1/2 Semanas de Amor.

Acho que se sentar e relaxar,

pode ser agradável.

Pare, está mentindo.

É, estou.

E o Henry?

- Está limpando o habitat deles. - O Grandão?

Está a meio caminho da Terra Profunda.

Não pode fazer isso?

Esqueça que eu disse isso. E quanto a um manequim?

Will, acredite, por anos eu tentei de tudo.

Os Besovites sempre sabem.

Não há um substituto para sentar e assistir.

- Farei pipoca. - Doc!

Tem uma chamada do Declan no canal prioritário.

Declan, o que houve?

Desculpe te incomodar, mas tem alguém aqui

que precisa falar com você.

- Kate! - Oi, Doc!

Will, Peludo.

- É bom te ver. - Como está a vida nos túneis?

Boa, mas algo aconteceu.

O que foi?

Dois dias atrás um grupo de anormais voltou à Terra Profunda.

Sim, providenciei o transporte do Santuário de Moscou.

- Aconteceu alguma coisa? - Um deles veio até mim,

um Takterran chamado de Sephis. Disse que tinha informações

sobre um ataque terrorista sendo planejado contra a superfície.

- Por quem? - Anormais fanáticos.

Tentam atingir alvos chaves para iniciar a guerra humanos/anormais.

É, já lidamos com esses caras antes.

- Qual o alvo? - Não temos ideia.

Tudo que ele pôde dizer é que está sendo planejado há meses,

e que o grupo por trás tem poder e conexões para executá-lo.

Onde ele conseguiu essa informação?

Outro Takterran, chamado de Oren,

membro há muito tempo da facção anormal.

Sephis me disse que estavam bebendo uma noite,

e o Oren soltou a língua.

Não sei se isso é confiável ou não,

mas o Sephis estava bem assustado.

Achei que valia a viagem para vir avisá-los.

Com certeza, fez a coisa certa, obrigada.

Parece que o Oren trabalha com a célula terrorista aqui em Londres.

Pensei em ir até o bar favorito dele e o pegar.

Boa ideia, mas faça discretamente, não queremos alertar o grupo.

Entendido, manteremos contato.

Muito bem.

O que acha?

O que acha de uma viagem até Londres?

Se isso me poupar do balé dos Besovite, estou dentro.

Henry, chame todos que temos dentro da insurgência anormal.

Veja todos os canais normais, veja se há um alvo em potencial.

Pode deixar. E o grandão?

Deixei uma mensagem a ele na próxima verificação.

Não há mais sentido em ir para a Terra Profunda agora.

Will!

- Como está? - É bom te ver.

Você também.

Uau, a Terra Profunda concorda com você.

Como foi o voo?

Cara, a classe econômica já não é mais a mesma.

Tente montar um besouro Yurka gigante por 12 horas

procurando uma passagem ativa.

Serve refeição?

- Quais as novas? - Acabamos de voltar.

Encontrei o Oren em seu poço.

O cara vive para beber.

- Onde ele está agora? - Sala de isolamento.

Ele está sóbrio o suficiente para falar?

Isso importa?

Ele parece morto.

Não, é só o mecanismo de defesa dos Takterran.

Certo, relaxe. Não vamos te machucar.

Não somos da UECI, não somos da Lotus,

só queremos informações.

Não tenho nada a dizer para vocês.

Essa não é sua melhor jogada.

Sabemos sobre o ataque.

Sephis...

Ei, não o culpe, você que abriu o bocão.

Seu pessoal está para cometer um erro.

Se esse ataque acontecer, haverá sérias consequências.

Valerá a pena, ver o seu sangue jorrando na Terra,

para os que estão abaixo possam saborear nossa vitória.

Certo, certo.

Poupe-me do discurso "morte aos infiéis".

- O que você quer? - Não tem nada a me oferecer.

Podemos te levar de volta para a Terra Profunda.

- Você e seus companheiros. - E deixar a superfície para vocês?

- Por que aceitaríamos isso? - É melhor que a alternativa.

Serão caçados como bestas,

e a oferta que te fiz, nunca acontecerá novamente.

E não faria tal oferta se não estivesse com medo.

É a prova que nossas táticas estão funcionando.

- Pelo amor de Deus... - Oren...

Não faça isso.

Espero que morram junto com os outros.

Certo, vamos.

Aí está. Agora estamos conversando.

Não faça isso... Não, não, não, não...

As coisas estão indo bem, pelo que vejo.

Toda vez que tento acessar um banco de dados prioritário,

CIA, FBI, UECI,

sou chutado quase na mesma hora.

pensei que era algo na segurança da nuvem,

mas aconteceu a mesma coisa. Desculpe, Doc.

Estamos fora da ilha em grande estilo.

E não conseguiu achar nada para confirmar o ataque.

Só uns despachos vagos da inteligência,

mas tinham menos detalhes do que nós temos.

Certo, continue procurando, esbarrará em algo cedo ou tarde.

Estou quase invadindo a inteligência japonesa.

-Talvez precise de alguém para ler. - Sabe onde me encontrar.

- Alguma notícia do Grandão? - Não, por quê?

Deixei uma mensagem para ele na verificação no Peru.

- Ele já devia estar lá. - Só deve ter se atrasado.

Sabe como é difícil para ele viajar sem chamar atenção.

- Teve sorte com nosso convidado? - Não muita.

Ele tem crenças fortes sobre a nova ordem mundial.

É, tenho certeza, mas tenho boas notícias.

Transferimos todos os vídeos,

das câmeras de segurança onde o Oren foi capturado,

e as passamos pelo programa de reconhecimento facial.

E...

Ele foi visto saindo e entrando deste prédio

19 vezes na semana passada.

Ponto para o Big Brother.

Duvido que seja onde a célula se reúne.

Há corpos aqui. Anormais e humanos.

Parece que alguém chegou primeiro.

O lugar está uma bagunça.

- Foi a UECI? - Não, acho que não.

Os atiradores foram negligentes, não profissionais.

- Acho que foram rebeldes. - Há quanto tempo isso aconteceu?

Menos de um dia. Os corpos ainda estão frescos.

Não entendo. Por que matar sua própria equipe?

Consolidação.

Reduzir o risco de vazar informações

eliminando todas as pessoas não essenciais.

Que lindo.

É o que ganha por nadar com os tubarões.

Isso só reforça a ideia de que um ataque é iminente.

Não viriam até aqui se tudo já não estivesse pronto.

- Will! - Espere, a Kate achou algo.

O que foi?

Um documento de entrega, mas o endereço está queimado.

As única letras que leio são... S B O A.

Com um algoritmo veremos se temos algumas opções,

Lisboa.

Portugal?

É, em português se soletra "L-i-s-b-o-a".

Se estavam enviando algo para lá...

Poderemos estar perante uma segunda célula.

Henry, vá atrás e procure por algo

relacionado com Lisboa ou Portugal.

Talvez tenhamos sorte. Will, Kate, falamos depois.

Certo.

PROCURANDO...

INFORMAÇÃO ILEGÍVEL

Vejo que está trabalhando duro.

Há muito tempo que não me sentia assim.

Têm camas de espectro lá embaixo, mas,

não é a mesma coisa.

Sabe, pode voltar à superfície quando quiser.

Certeza que Magnus consegue um substituto para você lá embaixo.

Mas?

É complicado explicar.

O que está acontecendo lá embaixo, Will, é incrível.

Desde que Praxis caiu, tudo é novidade.

Estou me sentindo como uma pioneira.

Estão todos concentrados no futuro.

É como se o passado não existisse.

Não interessa de onde veio ou o que fez.

Podemos ser quem quisermos.

Será que isso faz algum sentido?

Sim, parece ser maravilhoso.

Mas, sabe, você também pode ser quem quiser

aqui conosco.

É mais que isso.

Garris.

Esses discos estão queimados.

Vamos, tenho uma ideia melhor.

Então, invadi o banco de dados da SIS.

"SIS"?

O Serviço de Informações de Segurança Português.

Eu sei que é um péssimo acrônimo,

especialmente quando se tem um "P," um "I," e dois "S"s

- para trabalhar... - Continuando...

Em todo caso, achei que se estivesse havendo algo em Lisboa,

esses caras saberiam.

Então, depois de uns becos sem saída

e um joguinho do gato e do rato com o administrador de sistema...

Itinerários de viagem encriptados.

Nem sequer sabia o que era até quebrar o código e ver isso.

- Greg Addison. - O Sr. Chapéu Preto em pessoa.

Reconhece algum dos outros nomes?

Hagan Kiersted, Mashita Narumi.

São pessoas que negociam com anormais.

Parece que se vão reunir todos em Lisboa

para consolidação sob a insígnia da UECI.

E, Tesla?

Não consta da lista, ao menos isso.

Muito bem, o que vamos fazer?

Bem, acho que não temos escolha.

- Temos que avisar Addison. - Mesmo?

Mesmo, mesmo?

Posso não concordar com o que eles estão fazendo,

mas não merecem ser vitimados.

Envie-me uma cópia e avise o Will e a Kate.

Pode ir.

- Qual é a pegadinha? - Não tem.

Você deixou bem claro que não irá contar nada.

Além disso, não podemos correr o risco de mantê-lo aqui

depois do que aconteceu com os seus amigos.

Como assim?

O que...

Quem fez isso?

Tínhamos esperança que pudesse nos dizer.

Olha, eu entendo que não quisesse trair os seus amigos,

mas isso deixou se ser assim tão relevante, não é?

Quem planejou isso não tem lealdade.

Irão matar qualquer um que acharem ser dispensável.

Então, você tem duas escolhas.

Poderá colaborar conosco,

ou poderá se aventurar lá fora.

O que querem que eu faça?

Conte tudo o que sabe sobre o ataque.

Eu não sei nada. Não mesmo.

Não nos foram dados detalhes.

E Lisboa?

Temos motivos para acreditar que o alvo é lá.

Temos enviado detonadores

para um grupo como o nosso em Lisboa, a semana inteira.

Tem um endereço?

Bem, não me interessa quem terá que desapontar.

Se não tiver uma cheia de gás e pronta

até às 9 de amanhã de manhã em Laughlin,

irei pessoalmente...

Ligue daqui a pouco.

Desculpe,

mas avisei que era urgente falar com você.

Bem, sou todo ouvidos.

Estou sabendo do encontro da UECI em Lisboa.

Isso era para ser um segredo.

Não sou a única que sabe.

Há um grupo de anormais da Terra Profunda

que pretendem acabar com o encontro fazendo um ataque.

- Como é que soube isso? - Não posso divulgar.

Claro que não.

Desculpe, gostaria de poder dar mais detalhes,

mas achei que seria importante informá-lo o mais cedo possível.

Agradeço.

Mas, deixe-me dizer,

estou surpreendido com a sua visita.

Admito que fiquei embasbacada,

mas em último caso, há vidas em jogo.

Não foi isso que quis dizer.

estou surpreendido ter vindo por que achei que seriam vocês

- que estariam por trás de tudo. - Do ataque?

- Não pode estar falando sério. - Por que não?

Consigo reunir provas, assim como você.

Do quê?

Não faz a menor ideia, verdade?

Não estou entendendo. O que é isso?

Todos os anormais nessas fotos

são o núcleo duro extremista.

Os responsáveis pelo ataque em Lisboa.

E de acordo com minhas últimas informações,

o seu Pé Grande é o novo líder.

Só pode estar brincando.

Ele tem sido um amigo leal há mais de cinquenta anos.

Bem, então talvez consiga explicar

porque tem andado com o equivalente anormal

- da Al Qaeda. - Sinceramente, não consigo.

Mas deve haver uma boa razão.

Então, traga-o. Iremos interrogá-lo juntos.

- Não irei fazer isso. - Tudo bem, irei com você.

Falaremos com ele no seu território.

Também não pode fazer isso, não é? Porque não sabe onde ele está.

Isso é ridículo.

Eu o conheço antes de você ter nascido.

Ele seria incapaz dessa duplicidade.

Abra os olhos, Doutora. Os tempos mudaram.

Anormais como o seu amigo

estão sob enorme pressão para escolherem lados.

Ele escolheu, há muito tempo.

Acha que essas são minhas únicas informações?

Doutora, tenho uma sala cheia de gravações do seu garoto,

coordenando, planejando, fraternizando com criaturas

que considero serem inimigos públicos do um ao cinco.

Francamente, não me importa se acredita ou não,

mas precisa tomar consciência do quão sério é isto.

O seu amigo alto e peludo é um alvo inimigo.

Agora, estou avisando para se afastar.

Se o não fizer, também irei pegá-la.

Nem pensar, não tem como.

O Grandão nunca faria uma coisa dessas.

- Foi o que eu disse. - Lembra quão perturbado ficou

quando Galvo matou os anormais Redstone,

ou quando ficou sabendo desses grupos radicais?

Claro que sim. Deve ser um engano.

Pedi para o Henry ir até ao fundo disso.

Não se preocupe. Em breve saberemos do Grandão,

- e tudo ficará esclarecido. - Espero que esteja certo.

Mas enquanto isso, precisam ficar alertas,

para o caso de o encontrarem, ou encontrarem a UECI.

Vou espalhar a palavra.

Estamos no endereço em Lisboa, nos preparando para entrar.

- Tenham cuidado. - Sempre.

Tem alguém aqui.

Abriguem-se!

Abaixem-se!

Vamos, vamos!

Atrás de você!

Muito bem, muito bem!

Vamos, vamos!

Das profundezas, nos erguemos!

Belo tiro.

Henry?

O que foi?

Mudei as senhas de segurança como você pediu,

procurei provas que as fotos teriam sido manipuladas,

algo que pudesse absolver o Grandão.

- E? - Nada.

Então, fiz uma busca no quarto dele.

Desculpe, Doc, eu sei que não deveria tê-lo feito.

Descobriu alguma coisa?

Eu juro servir esta causa que é justa!

Eu juro matar por esta causa que é justa!

Eu juro morrer,

por esta causa que é justa!

Ele está fingindo, certo? É uma atuação.

Ele está trabalhando em algo, tem que ser isso.

Acho que não, não sem me dizer.

Então por que ele está fazendo isso?

Tem que haver uma razão, algo deve ter acontecido.

Não.

Doc?

Levante-se!

Doc, ele está em coma induzido por drogas, lembra-se?

Levante-se, ou juro que retirarei o oxigênio dessa sala.

Última chance!

Por que demorou tanto?

Está acordado!

- Ele está acordado! - Sim, e tem explicações a dar.

E os poderes mentais dele? Não estamos...

Estamos protegidos pela cobertura desta área.

Estamos seguros desde que não entremos,

que é, como suspeito, deve ter dominado o meu amigo.

Um querido amigo.

Tão pontual com a alimentação diária.

Foram meses de esforço, mas pouco a pouco,

fui capaz de abrir uma pequena porta à mente dele.

- Como? Você estava... - Inconsciente?

Sim, mas mesmo naquele estado,

sou capaz de projetar meus desejos.

Provavelmente não funcionaria em um humano, mas como sabe...

A espécie dele tem um grande lobo frontal.

Isso o torna sugestivo a confiar.

Uma hora consegui implantar a sugestão de reduzir o sedativo.

- Assim que eu acordei... - Ele nunca teve chance.

O que fez com ele?

Refiz seus caminhos neurais para atender meus desejos.

- Filho da mãe! - Henry.

Por que não foi com ele? Por que ficou para trás?

Não podia arriscar alertá-la.

Além do mais, gosto daqui.

Foi uma decisão muito ruim, por que nunca mais será livre.

Não contaria com isso.

Assim que meus amigos tiverem sucesso com o caos na superfície,

não terão escolha a não ser pedir a minha ajuda.

Espere, Doc.

Ele pode se comunicar a grandes distâncias.

Ele pode mandar o Grandão voltar para cá.

Com certeza.

Tudo que tem de fazer é retirar a proteção,

mas não faria diferença.

Não posso reverter o que foi feito.

O remapeamento do cérebro do seu amigo é permanente,

um passo necessário para garantir a submissão completa.

- Foi rápido. - Foi uma perda de tempo.

Nenhum desses caras sabia algo do ataque.

Acho que estamos fazendo isso à toa.

- Eu também. - Por quê?

De acordo com esses dados o ataque ocorre amanhã cedo,

no hotel onde o encontro está acontecendo.

- Isso é bom, não é? - Sim, com certeza.

Está tudo ali, plantas, horários, modelos de carro de aluguel

que estão usando para se infiltrar no hotel.

- É específico demais. - Exatamente.

Sem chance de deixarem informações assim para qualquer um ver.

- Algo não está certo. - Acha que isso é uma isca?

Se for, é bem elaborada,

o que significa que estão cobrindo algo muito grande.

Tem certeza disso?

Não inteiramente, mas as coisas cada vez mais não parecem certas.

Quando falei ao Addison que os rebeldes sabiam sobre Lisboa,

ele mal piscou.

Talvez ele saiba que estão protegidos.

Talvez.

Ou talvez ele não se importe com um ataque anormal em Lisboa

por que o encontro da UECI está acontecendo em outro lugar.

E os itinerários que eu encontrei?

Diplomatas da UECI voando para Lisboa do mundo todo?

Alguns desses voos já saíram, não é?

- Sim, com certeza. - Vejamos a lista de passageiros.

Certo...

Voo 983 de Manila,

passageiro Ferdinand Pangarap...

Nunca apareceu.

Nenhum deles.

Então essa coisa toda de Lisboa é um engano?

Feito para enganar os anormais, para que ataquem o local errado.

Exceto que não funcionou, e os anormais foram pegos como peões.

Quer dizer que o ataque verdadeiro ainda está acontecendo,

só que não sabemos onde ou quando acontecerá.

O Addison e o pessoal dele estão indo para uma armadilha.

O que faremos? O contatamos de novo?

Tenho uma ideia melhor.

Onde está indo?

Acabar com esta incerteza de uma vez por todas.

Quero todos os detalhes do ataque.

Sinto muito, doutora. Parece ser uma pessoa justa,

me tratou muito bem sob tais circunstâncias,

mas trabalhei muito duro por este dia,

para jogá-lo fora agora.

Receava que dissesse isso.

Me matar não resolverá o seu problema.

Não pretendo te matar.

Estive lendo sobre sua espécie.

Parece que os praxianos tentaram eliminar vocês 200 anos atrás.

O que isso tem a ver?

Eles encontraram um jeito de neutralizar seus poderes

removendo um órgão especializado de seu cérebro.

- A glândula iduária. - Essas operações eram bárbaras.

Centenas de meus ancestrais foram lobotomizados.

Sim, foram.

O que está fazendo?

É um sedativo para deixá-lo inconsciente para a cirurgia.

Está blefando.

Admito, nunca fiz essa operação antes,

mas não me deixou escolha.

Naturalmente, tomarei todas as precauções.

Por favor, pare.

Detalhes do ataque.

Rápido.

Magnus.

O encontro é no Gran Atlante Hotel em Buenos Aires.

O ataque está marcado para o meio-dia de amanhã.

- É a menos de 12 horas. - Já estou a caminho.

O Henry está tentando avisar o Addison, mas sem sorte.

- Estamos a caminho. - Will, tem mais uma coisa.

De acordo com o crixorum, o ataque será feito por homens bomba.

- O Grandão é um deles. - Receio que sim.

Por milhares de anos,

os habitantes da superfície nos mantiveram escondidos.

Sofremos com sua tirania,

toleramos as cicatrizes de sua brutalidade.

Eu mesmo fui prisioneiro deles por 50 anos,

mas a hora do levante chegou.

Deste dia em diante, seus ocupantes serão consumidos

pelo fogo e sangrarão até a morte.

Morreremos...

Para que outros possam viver.

Debaixo,

surgimos.

Não pode passar, senhora..

Só pessoas autorizadas.

Preciso ver o Greg Addison.

Tenho que ver Greg...

- Greg Addison. - Dra. Magnus? Está tudo bem.

- O que faz aqui? - Por que não evacuou?

Não recebeu as mensagens do Henry?

Sim, recebi as mensagens, todas as 10.

Acha que não vi as nove primeiras?

Meus homens fizeram uma segunda varredura do local esta manhã.

Estabelecemos a segurança em volta de todo o hotel.

- Não há com o que se preocupar. - Sério, essa é a sua posição?

A não ser que saiba de algo mais.

Os rebeldes que trata com desdém são os mesmo que descobriram

que tentou enganá-los com Lisboa.

Não subestimaria a capacidade deles.

- E o que propõem que eu faça? - Evacue o hotel.

Postergue o encontro antes que o prazo final tenha passado.

E deixá-los terem sucesso na meta de impedir tudo isso?

Não sabe nada sobre como lidar com terroristas, doutora.

E você não sabe nada sobre como lidar com anormais.

Está preocupada com o seu Pé Grande,

eu entendo, mas ele fez a sua escolha.

Se ele e seus amigos são estúpidos o suficiente

para fazer um ataque sob essas circunstâncias,

ele é uma besta.

Perdeu o seu tempo vindo até aqui.

Nossa missão está quase completa.

Logo a superfície não terá escolha,

a não ser atender as nossas exigências.

Debaixo, surgimos.

- Doutora! - Kate!

Graças a Deus! Onde estão Will e Declan?

Tivemos um problema e eles me ganharam algum tempo.

O que está havendo?

Precisamos entrar naquele hotel e driblar a segurança.

- À moda antiga? - Senhora, agora.

Filha da...

Parem essas duas!

Calma! Baixar armas.

- Senhor? - O quê!

Tivemos uma quebra na segurança.

Eu sei, acabei de avisar.

Não, senhor. Hoje, mais cedo.

Enviei imagens para seu tablet.

Entraram pela estrada de acesso traseira.

Evacuem o hotel.

Só deixaram os veículos de serviço para a reunião de cúpula.

Então onde ele se esconderia?

De acordo com o Crixorum, este hotel tem 4 poços de elevador.

O plano era detonar uma bomba neste andar

próxima a cada um deles.

Checarei por aqui.

Para trás.

Meu bom Deus.

Certifique-se de manter alguém naquela escada.

Ótimo! Vocês dois, agora.

- Cadê a Magnus? - Lá dentro.

- Deixou-a entrar? - "Deixei"? Não, não deixei.

Ela e a amiga deram de Krav Magá nos meus homens.

Sem chance. Estamos evacuando o prédio inteiro, ninguém entra.

O que fazemos agora?

Por que está aqui?

Vim ajudá-lo. Está doente.

Para trás!

Por favor, me escute.

Você não está bem.

Sofreu lavagem cerebral.

O crixorum remapeou seu cérebro,

te fez sentir raiva e ressentimento.

- Sempre me senti assim. - Não.

Você odeia violência.

É um dos seres mais pacíficos que já conheci.

Está mentindo.

Só está tentando me confundir.

H., é o Will.

Precisamos de outra entrada para o hotel.

Certo.

Certo, deve ter uma via de acesso

- do outro lado da área. - A que distância?

Da entrada principal, eu diria que uns 6 km.

Certo, continue.

Sou sua amiga mais antiga. Por favor.

Não há muito tempo. Apenas, tire o colete.

Não...

Jurei servir à causa que é justa.

Espere! Não precisa fazer isso.

Jurei matar pela causa que é justa.

- Por favor, me escute! - Jurei morrer

pela causa que é justa!

Graças a Deus.

Rápido, vamos tirá-lo daqui.

Doutora, temos um problema.

Dois minutos para todos explodirem.

Tudo bem, vamos tirar esse colete dele.

E colocá-lo naquela van.

Henry, cadê a tal estrada, cara?

Deveria estar logo à frente.

- Notícias da Magnus? - Não, nada.

As duas estão lá dentro.

Droga!

Henry, eles bloquearam esse lado.

- Precisamos de uma alternativa. - Essa é a alternativa.

Teremos que invadi-la.

- Espere, Will! - Um instante.

- Que horas são? - Filho da mãe, é meio-dia.

Não se mova! Pare aí mesmo!

Magnus, responda.

Têm que sair daí agora.

Meu Deus.

Magnus! Kate!

Alguém, responda!

Magnus, responda.

Kate, alguém, responda!

Magnus, se pode me ouvir, por favor responda.

Magnus!

Magnus, por favor!

Will...

Magnus aqui, está recebendo?

Nunca mais me assuste assim.

Vocês estão bem?

Não.

Precisamos de ajuda.

É, eu disse.

Há quanto tempo estou desacordada?

- Uma semana. - Uma semana?

Sim.

Teve ferimentos sérios. A Magnus te operou duas vezes.

O que aconteceu? O hotel...

Foi evacuado antes da explosão.

Houve 11 mortes, incluindo 3 homens bomba.

Infelizmente não muito a opinião do mundo sobre os ataques.

A maioria dos líderes querem a guerra contra os anormais.

É exatamente o que eles queriam.

Desculpe...

- Espere, o Grandão, o que... - Ele está bem.

Bem...

- Ele está melhorando. - Ótimo.

A Magnus está tentando desfazer os danos causados pelo Crixorum

com a ajuda da Sally.

- A sereia? - Sim.

Acho que está funcionando.

As memórias dele estão voltando.

Mas ele se sente horrível pelo o que aconteceu.

Gostaria de vê-lo.

Acho que ele vai gostar.

A Dra. disse quando estarei bem o suficiente para viajar?

Tenha calma, certo? Acabou de acordar.

Acho mesmo que eu deveria estar voltando à Terra Profunda.

Pessoas ficarão preocupadas.

Isso é uma pulseira de compromisso herusana?

Do Garris?

Dei uma olhada.

É.

Parabéns.

Obrigada.

Toleramos as cicatrizes de sua brutalidade.

Eu mesmo fui prisioneiro por 50 anos.

Desculpe.

- Está tudo bem. - Obrigada.

Espere.

Por favor, sente.

O que você disse, sobre ser um prisioneiro.

- Não falava sério. - Tem certeza?

Porque se alguma vez quis partir...

Sabe que não quis. Eu...

Sinto-me em casa aqui.

Sempre me senti.

Tudo melhorará, sabe disso.

Tenho de viver com o que eu fiz.

Sei que se sente mal,

mas tem que parar de se punir.

Quer dizer, se alguém tem de sentir culpa, sou eu.

Eu que te mandei para dentro da cova dos leões.

Não, não foi sua culpa.

Mesmo assim, se não fosse por mim,

o Crixorum nunca teria tido chance de te atacar.

Não...

Fez o que sentia ser correto.

Mas no fim das contas, te causei dor.

Sabia que haveria custos,

quando escolhi levar o Santuário para este caminho,

mas nunca quis que fosse você a pagar o preço.

Explodi um hotel,

quase matei...

Você é quem deveria estar se desculpando?

Precisamos de suprimentos. Darei a lista ao Henry.

Por que você não vai?

- Tem certeza? - Se se sentir pronto.

Obrigado.

Debaixo, surgimos.

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