All language subtitles for O.Jardim.de.Bronze.S01E06.720p.HDTV.X264-DUAL-RK

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Original subtitles

MAIO DE 2016

S�o 17h55...

e s�o mais de 20 horas sem saber de Adri�n Silva.

Ele n�o saiu de casa...

n�o foi ao mercado, n�o jogou o lixo.

Ele pode ter sa�do quando o Fabi�n dormiu.

Se for isso mesmo, ele sabia que estava sendo seguido.

S�o 19h45.

Nenhuma novidade na casa de Adri�n Silva.

As luzes n�o foram acesas, nem apagadas.

H� duas op��es.

Falar com o Fabi�n e decidir o que fazer.

A outra �...

entrar na casa.

O JARDIM DE BRONZE

Legenda HBO Ripada por: REALITYKINGS

Viu como machucaram o rosto dele?

Sim.

Ainda bem que fecharam o caix�o. Ele odiaria aparecer assim.

Ele era vaidoso, sabe?

Mas � culpa minha ele estar a�.

Insisti para ele pegar o seu caso.

Queria que ele fizesse uma coisa grandiosa.

Que o deixasse com orgulho.

Ele ficou muito abalado com o seu caso.

Quando foi o seu �ltimo contato com o Doberti?

Sexta passada. Fui ao escrit�rio dele.

-Para qu�? -S� para v�-lo.

Sei... E falaram de qu�?

De futebol, do tempo. Coisas transcendentais da vida humana.

N�o falaram do Silva?

N�o. Por que falar�amos dele?

Veja. Foi assim que o seu amigo morreu.

Por que me mostrar isso?

N�o sei por que ele estava na casa do Silva.

Sabe qual � o problema? � muito significativo...

seu amigo ter morrido na casa de um policial...

envolvido indiretamente no seu caso.

E os ferimentos dele s�o parecidos...

com os de Cecilia Arroyo...

assassinada em 29 de abril de 2006.

-Parecidos? -Sim.

A Cecilia foi morta a tiros.

Sim, mas os cortes no rosto dos dois s�o parecidos.

O Doberti morreu quando algo pontiagudo...

perfurou a nuca dele, atravessando a coluna.

Aconteceu algo parecido com Cecilia Arroyo...

a menina peruana.

Havia um ferimento � bala na nuca...

mas antes ela pode ter sido ferida e morta como o Doberti.

� uma hip�tese.

-Pode ser o mesmo assassino. -Pode ser.

O que voc� sabe sobre Adri�n Silva?

Por qu�?

Algu�m morreu na casa dele, e n�o sabemos nada dele.

A m�e dele deu queixa de desaparecimento.

N�o sei muito dele. S� o vi uma vez, h� anos.

Ele era crian�a.

Danubio, voc� n�o imagina a confus�o que � isso.

O Silva era um policial federal importante e admirado...

foi enterrado h� pouco tempo, com honrarias...

e antes mesmo de o corpo esfriar...

surge na casa dele...

um morto ligado ao caso Moira.

De forma que o jornalista...

mais burro e incompetente da cidade...

saberia explorar isso.

Tamb�m quero saber por que o Doberti estava l�.

-E voc�s? -Claro que sim.

Voc�s t�m certeza? Mesmo que seja inconveniente?

O que est� dizendo?

Espere a�, Danubio. N�o seja precipitado.

Antes de abrir a boca, precisamos de provas.

-Mais provas? -Sim.

O Doberti e a Cecilia foram mortos da mesma forma.

N�o.

� uma hip�tese. N�o � fato, � uma hip�tese.

Sei que voc�, eu e todos...

estamos muito frustrados com esse caso...

mas, para reabri-lo, precisamos de bases s�lidas, fortes, reais.

Ficou claro?

Venha.

Eu n�o disse nada. E n�o v�o fazer nada, como sempre.

E sobre a arma?

Tamb�m n�o falei.

Eles n�o podem saber que eu sei da Bersa do Silva.

Se foi o Revoira que escondeu tudo isso, ele est� envolvido.

Quanto menos ele souber, melhor.

E voc� ferrou um detetive.

Est� brava comigo?

Claro, voc� disse que ia me contar tudo.

Se eu contasse do Doberti, voc� me deixaria continuar?

-N�o. -Pois �.

Ningu�m viu voc� saindo da casa do Silva?

Acho que n�o, ou teriam me perseguido.

Tecnicamente, isso � encobrir crime.

E esses cretinos n�o encobrem nada?

Ningu�m quer falar disso aqui.

Falo do Silva, e me olham...

como se flagrassem a filha virgem com dois homens.

Viu s�? � isso.

Eles fazem o jogo deles, eu fa�o o meu.

Voc� pode se complicar. Pergunte ao Doberti.

Desculpe.

Voc� acha que foi o Adri�n?

N�o. N�o sei.

Mataram o Doberti do mesmo jeito que a Cecilia.

Mas o Adri�n era pequeno quando a Cecilia morreu.

-E onde ele est�? -N�o fa�o ideia.

Devemos mudar a pergunta. N�o � quem, � por qu�.

Por que o mataram?

O Doberti achou alguma coisa na casa.

Sim, mas o qu�? Algo que liga o Silva a qu�?

Ao tr�fico de pessoas? Ao Chaco?

O que � isso?

O Doberti me deu isto antes de morrer.

Ele o agarrava assim. E me deu.

N�o sei o que significa, mas estava na casa do Silva.

Ele pegou.

Ele me olhou nos olhos e me deu.

A morte dele, isto, o Silva e a minha filha est�o ligados.

Sim, pode ser.

At� termos certeza, precisamos focar no Chaco.

N�o. Ele disse que havia um policial envolvido.

Algu�m que quis tra�-lo?

Um membro da gangue que quis tomar o neg�cio?

Algu�m que combinou com o Silva o rapto da Cecilia.

Quem? Tipito Bermudez?

N�o sei. Vamos investigar.

Eu estava limpando a sala e encontrei isto.

Acho que � da sua filha.

-Obrigado. Quer entrar? -N�o. Tenho coisas para fazer.

O que vai fazer com a sala?

Na verdade, n�o sei.

Pensei em alugar, mas...

N�o consigo. � muito dif�cil para mim.

Imagino.

Pode ligar se precisar de alguma coisa.

Obrigada.

S� uma coisa. N�o achei o gravador dele.

Aquele aparelho para falar. Voc� ficou com ele?

N�o.

N�o. Procurou na pol�cia?

N�o, perguntei a eles, mas s� disseram...

que n�o estava com ele quando acharam o corpo.

Bem, deixa pra l�.

Quero vender o carro.

Pode me avisar se souber de algu�m?

Eu quero.

S� um segundo. Voc� n�o pode fumar aqui.

Eu ganho pontos se aprender ingl�s.

E a�?

Bem, achei o poss�vel bra�o direito do Chaco.

Tipito Bermudez.

Ele tem uma loja de pneus na Rua Warnes.

Tudo legalizado e correto.

Se antes era bandido, ele se corrigiu.

Eles nunca se corrigem.

N�o diga "se era bandido", porque ele era mesmo.

S� estou reproduzindo o que o arquivo diz.

Isso � bobagem.

O que voc� vai fazer?

Para come�ar, vou circular.

� incr�vel como voc�, aqui fora, consegue mais informa��es...

do que eu l� dentro.

Voc� n�o est� l� dentro.

Est� na Assessoria. � como estar na banda da pol�cia.

Obrigada.

O que voc� vai investigar? Que vespeiro resolveu cutucar?

O que est� procurando?

E voc�? Por que me ajudou?

Por que pressionou o S�nchez depois de se aposentar?

Voc� est� aqui, vendo novela.

Quantos anos teria a filha do Danubio hoje?

Uns 14, 15 anos?

Quatorze. Passaram-se 10 anos.

Dez anos com o Chaco, no meio dos marginais.

Sabe-se l� o que v�o encontrar.

Ol�.

-Oi. Tudo bem? -Como vai?

Eu queria trocar os pneus da frente.

-Tudo bem. Novos ou usados? -Novos.

Muito bem. Temos os refor�ados...

e temos os comuns, que tamb�m s�o bons.

Vou deixar voc� escolher.

Certo. Quer ver os pre�os?

-Claro. -Certo.

Eu j� volto.

-Voc� precisa ir? -Claro.

N�o deixe de enviar. Vou comprar cigarro e j� volto.

Sempre a mesma hist�ria. Pode ir.

N�o fa�a nada errado.

Anda logo!

Aqui est�.

Para o seu carro, os comuns v�o ficar �timos.

Posso levar para casa para ver com o meu marido?

Claro.

-Procure-me quando voltar. -Claro. Obrigada.

Certo.

Os dois que ficavam sempre juntos ali...

eram o Matienzo e o Levene.

Se esse que voc� viu � careca, � o Levene.

Ele se aposentou dois anos depois de mim.

Ent�o, ele trabalha com o Tipito Bermudez agora?

Ou sempre trabalhou.

Eu n�o ficaria surpreso. Ele viu voc�?

N�o, acho que n�o. N�o tenho certeza.

Desligue e saia da�.

-Espere. Est�o fechando. -T�o cedo?

Esquisito, n�o �? Vou ficar para ver o que acontece.

-Tome cuidado. -Sim.

Tudo bem, meninas.

Tudo bem. Sou policial.

Vou tirar voc�s daqui.

Abra! Abra, filho da m�e!

Calma, Blanco.

Calma.

Calma. Calma.

Al�. Aqui � o investigador Mondrag�n.

Preciso de uma ambul�ncia na Warnes, 1.000.

Tem uma policial ferida. Warnes, 1.000.

Entendido. Calma, n�o fale. N�o fale.

Blanco!

-Blanco, o que houve? -Para tr�s, por favor.

Para tr�s. Vamos sair.

Danubio. Danubio. Sua filha n�o est� a�.

Moira.

Moira.

Moira?

Voc�s conheceram alguma Moira?

Ela tem 14 anos agora.

Filha de Fabi�n e Lila. Moira. N�o?

Voc�s a viram?

Voc�s conhecem ou viram? Moira?

Moira Danubio?

Como voc� est�?

Com vontade de fumar.

Imposs�vel.

A Moira n�o estava no caminh�o.

Perguntaram a todas elas se conheciam a Moira...

mas nenhuma delas a viu nem sabe dela.

-E o Tipito e o Levene? -Est�o mortos.

O vendedor era c�mplice e falou.

O Chaco se aposentou e deixou o neg�cio com o Tipito.

Eles levam as meninas ao Paraguai...

porque � mais f�cil passar com elas.

Ele me jurou...

que nunca viu uma menina com a descri��o da Moira.

Bem...

agora eles v�o poder investigar a pol�cia.

A pol�cia paraguaia vai fazer a parte dela.

Talvez possam nos ajudar.

Talvez.

N�o desista agora.

N�o. N�o vou desistir.

Eles me doparam bem.

Descanse.

Pode ficar um pouco se quiser.

O MACACO AMIGO

Ele era teimoso. N�o ouvia ningu�m.

Sinto falta dele.

-J� disse que ele me devia? -N�o. Quanto?

Oito mil. Deixa pra l�. N�o vou cobrar ningu�m.

Se me der o que preciso, eu pago com juros.

-Por isso voc� me chamou? -Pode ser.

Do que voc� precisa?

Preciso do arquivo todo do meu caso e do Doberti.

Quase nada.

Seu arquivo tem mais de 500 p�ginas.

E o Beltr�n trancou o do Doberti.

E como vamos fazer?

-Pe�a ao seu advogado. -N�o tenho advogado.

Igual ao Doberti, com medo dos "tubar�es".

Eu lhe trago uma c�pia at� o fim da semana.

-S�rio? -Sim.

Posso pagar metade do que o Doberti devia.

-N�o, n�o precisa. -Preciso muito dos arquivos.

Eu pego os arquivos, mas n�o quero dinheiro.

Cortesia em honra ao nosso amigo que partiu.

Sa�de.

Entre.

Julia.

Fabi�n.

Voc� n�o tirou nada.

Voc� n�o esperou.

Posso ficar? Quero ver algumas coisas.

Sim, claro.

Fique � vontade.

E v� buscar o Taunus. Tem algu�m interessado.

Eu vou assim que der.

Danubio.

-Como est�? -Tudo bem, e voc�?

Estou bem.

Fazia tempo que eu n�o vinha aqui.

Est� tudo igual.

Est� do jeito que ele deixou.

Veja, eu consegui. � o que voc� me pediu.

Uma c�pia do arquivo de Cecilia Arroyo...

e uma do Doberti.

Muito obrigado, Suqu�a. Obrigado.

-Quanto lhe devo? -Nada.

-N�o... -Nada. � s�rio.

-Obrigado. -Tive um d�j� vu quando entrei.

Ele fez o truque do adivinho com voc�?

N�o. Que truque?

� o seguinte.

Eu vou para l�, voc� mexe em algum objeto...

eu volto e, em menos de um minuto...

digo no que voc� mexeu.

Sim, eu me lembro.

Ele fez a mesma coisa.

-Doberti... -Por que est� dizendo isso?

Venha. Siga-me.

O maravilhoso mundo de Doberti.

Por favor.

Doberti, filho da m�e.

Filho da m�e!

-Obrigado por ter vindo. -Tudo bem.

Quando o Suqu�a me contou, n�o pensei duas vezes.

Bem...

Ent�o...

o laudo do legista de Arroyo n�o est� no arquivo?

N�o.

N�o me surpreende.

-O que o seu advogado disse? -N�o tenho advogado.

Deveria ter. Poderia ajudar.

Talvez, mas diga.

Por que n�o se surpreende com a falta do laudo?

Esses laudos s�o sempre extraviados.

E nem deve ser de prop�sito.

�s vezes, por causa de algum erro...

falta de aten��o e muitas coisas.

Nesse caso, por que acha que foi?

N�o sei. Sou s� um legista aposentado.

Trabalho no hospital a� em frente...

mas � s� para ter o que fazer.

Voc� se lembra do laudo?

O corpo da peruana apareceu numa pens�o estranha.

Estava tudo sujo, bagun�ado, sem clareza.

Tr�s tiros. Dois nos seios, um na nuca.

Sete cortes no rosto.

Sabia que o Doberti tinha cortes parecidos?

N�o, os jornais n�o disseram.

Porque encobriram. O Silva estava no caso.

� preciso respeitar a mem�ria dos mortos.

Vai me ajudar?

Ou�a...

quando envelhecemos...

ficamos cansados de tanta podrid�o no mundo...

e queremos fazer alguma coisa mais nobre.

Ou pelo menos tentar. Eu gostaria de ser...

esse tipo de pessoa.

-Esse � o laudo? -�.

-Pode me dar? -Tome.

Vamos ver... Com licen�a.

Doberti, C�sar.

23� DP.

Vamos ver.

Os mesmos cortes da garota.

Mas atiraram nela depois.

Ent�o, � dif�cil saber...

se a morte foi pelo tiro ou pela perfura��o.

Perfura��o?

Sabe, o ferimento na nuca parece ser de pun��o.

� assim que chamam.

E foi o mesmo assassino?

Isso eu n�o saberia dizer...

mas certamente foi com o mesmo instrumento...

ou dois muito parecidos.

O mesmo n�mero de cortes. E veja.

A perfura��o na base do cr�nio tem o mesmo �ngulo.

Para eu entender que tipo de instrumento � esse...

Primeiro o assassino furou a nuca deles...

e depois machucou o rosto?

N�o, a perfura��o e os cortes ocorreram ao mesmo tempo.

Sabemos isso pelo sangue nos ferimentos do Doberti...

que indica o tempo de coagula��o.

N�o sei, mas imagino...

que enquanto uma parte do instrumento ataca o rosto...

a outra parte perfura a nuca assim.

Vamos ver o que mais tem aqui no laudo.

H� mais dados aqui.

Aqui est�.

Havia micropart�culas no corpo do Doberti...

e aqui tem as porcentagens.

Cobre, 55%. Estanho, 26%.

Zinco, 8%. Chumbo, 4%.

Igual � peruana.

Isso me intrigou na �poca.

N�o entendi.

S�o part�culas que certamente sa�ram da arma.

E por que � estranho?

� estranho...

porque as armas brancas n�o s�o assim.

Elas s�o feitas de ferro ou a�o.

Estas porcentagens de cobre e estanho indicam...

que a arma do assassino � feita de bronze.

-Bronze? -Sim, bronze.

Com certeza, a arma � feita de bronze.

� o bronze, Blanco.

A resposta est� a�, no bronze.

N�o sei.

Como n�o sabe?

O Doberti tentou me dizer isso antes de morrer.

Para ir atr�s disso.

O que voc� vai fazer?

Foi um �timo jogo. Cheio de a��o e vibrante.

Sim, ainda mais para eles, que acabaram conosco.

Quieto, Vasco. Voc� jogou muito mal.

Fazia tempo que voc� n�o jogava t�o mal.

Voc� precisa ter mais vis�o perif�rica.

-O qu�? -Do per�metro. Perif�rica.

-Ei. -Foi isso que faltou.

N�o diga que voc� voltou! Vou me emocionar.

N�o, n�o se animem. Eu n�o voltei.

-Queria falar com o Ruso. -Tudo bem?

Tudo. Como foi o jogo?

-P�ssimo. -P�ssimo.

Como sempre.

E a�, est� tudo bem? Voc� me assustou.

O que foi?

Sua irm� tinha namorado quando conheci voc�, n�o �?

-O que trocava cheques? -N�o, o que estudava Qu�mica.

-O Claudio? -Isso.

-Sim. Claudio. -Ele seguiu essa carreira?

Acho que sim. E ele vai bem.

�timo. E voc�s se falam?

N�o, s� pelo Facebook de vez em quando.

"E a�, Claudio?" S� isso.

Preciso que fale com ele.

-Por qu�? -Quero v�-lo.

Para qu�?

Ponha-se no meu lugar.

Est� perguntando de algu�m que viu duas vezes.

-O que est� fazendo? -Voltou tudo, Ruso.

O caso da Moira reabriu, e preciso de voc�.

Parece que foram feitos pela mesma pessoa...

mas n�o entendo de arte.

O que exatamente voc�s querem saber?

Analisar os componentes de metal no bronze.

E se batem com estes.

Certo, preciso de alguns dias. Estou cheio de trabalho.

Cada dia que passa � mais um dia sem a minha filha.

N�o sei se ela est� viva ou morta.

Estou enlouquecendo. Por favor.

Certo, passe seu celular. Eu ligo assim que puder.

O qu�? N�o entendi.

� muito simples.

Quem fez aquela aranha matou a Cecilia e o Doberti.

Como?

-Viu o que deixei com o Claudio? -Vi.

A composi��o que veio no laudo da aut�psia do Doberti.

Sim.

A porcentagem de part�culas de bronze nos cortes do Doberti.

Tamb�m havia part�culas de bronze nos cortes da Cecilia.

Se forem iguais...

Claro que sim. Bronze � sempre igual, s�o porcentagens iguais.

N�o, n�o s�o. Olhei na internet.

N�o. Varia muito, dependendo do fabricante.

Bronze � uma liga, n�o � um metal puro.

Ent�o, se combinarem...

quem fez aquelas aranhas tamb�m fez a arma.

O homem do jardim.

Quem?

A Moira disse que tinha estado com o homem do jardim.

Achei que fosse coisa da TV, mas ele existe.

E foi quem deu a ela a aranha de bronze.

E se der positivo?

Se for a mesma liga, o que voc� vai fazer?

N�o sei.

N�o sei.

Mas vou pensar em alguma coisa.

O que o seu amigo estava fazendo na casa?

Investigando.

O qu�?

Dizem que o dono da casa, Marcos Silva...

matou ou ajudou a matar a Cecilia.

-Um policial? -Sim. Est� surpreso?

N�o.

O mundo acabou com a minha capacidade de me espantar.

Quem matou o Doberti?

Ningu�m sabe, mas talvez esteja com a Moira.

O que foi, pai?

Esse monte de "talvez".

Voc� passou os �ltimos 10 anos...

numa sucess�o de "talvez", um depois do outro.

O que voc� quer dizer?

Que voc� tem vivido uma mentira nesses 10 anos.

Uma imita��o de vida.

Quando isso vai parar?

Voc� tem vivido imobilizado nos �ltimos 10 anos.

Voc� sabe quanto eu amava a Moira e a Lila.

� ruim v�-lo assombrado pelos fantasmas delas.

A Moira n�o � um fantasma, ainda n�o morreu.

E, se estou vivendo assim, veja como voc� est�.

Voc� n�o pisa l� fora nem para tomar um ar.

-N�o estamos falando de mim. -Mas eu estou falando de voc�.

E o seu filho que mora no �timo pa�s do Canad�...

s� nos visitou uma vez em 10 anos.

Tirou a foto da Moira da parede, pois os filhos estavam tristes.

� isso que voc� quer? Que eu enterre o passado?

-Esque�o e fico feliz. � isso? -Quero que voc� volte a viver.

Essa investiga��o me deixa vivo de novo.

E se isso nunca acabar?

Como um reflexo que se distancia quando voc� se aproxima?

-Uma ilus�o? -Ilus�o � melhor do que nada.

N�o v�, filho. Tente entender.

Eu sempre preciso entend�-lo, pai. Sempre.

-Vamos, abra. -Abra voc�.

N�o entendo.

Passe para c�.

Eu sabia.

Eu sabia. Caramba! Eu sabia.

-S�o iguais? -S�o.

Era o que voc� achava?

E se quisessem a Moira e n�o a Cecilia?

Mas � claro.

A Moira era o alvo deles.

Se eu achar quem fez a aranha, posso achar a Moira.

-E como vamos ach�-la? -N�o sei.

Vamos a todas as fundi��es da cidade.

At� acharmos algo assim.

Vamos.

Veja. Eu marquei estes tr�s lugares.

Primeiro, a casa da Cecilia.

Depois aqui, onde achamos o corpo.

Terceiro, a casa do Silva. Vamos come�ar por l�.

-D�-me uma aranha. -Para qu�?

-Para comparar, perguntar. -N�o podemos perguntar.

O assassino fez a aranha. N�o podemos perguntar nada.

-E o que eu fa�o, ent�o? -Sei l�. Entrar, comprar um...

Sei l�, uma ma�aneta, alguma coisa para o laborat�rio testar.

E vamos rezar para a liga ser a mesma das aranhas.

Certo.

Vamos come�ar.

Como voc� pode comer isso? Parece um papagaio.

N�o critico o seu suco misturado com cerveja.

-Critica, sim. Sempre. -Eu gosto. Fico calmo.

E a�?

M� not�cia. S�o porcentagens parecidas de cobre e estanho...

mas nada que trouxeram cont�m chumbo...

ars�nico e antim�nio, como as aranhas.

-E agora? -Vou a outras fundi��es.

Preciso buscar meus filhos na escola.

Podemos continuar amanh�?

Tudo bem. Volte quando puder.

O que � isso?

-Uma fundi��o? -Vou ver...

Acu�a e Irm�os. Ainda n�o fomos ver.

Vamos. J� estamos aqui.

Este � o molde, rapazes. Foi feito com cimento.

Do molde n�s fazemos esta c�pia em gesso.

� o que o rapaz vai abrir.

Despejamos metal l�quido dentro dos moldes.

E aqui fica a fornalha.

O metal � derretido aqui, a 1.200 graus.

Se esperarem um pouco...

vamos retirar o suporte, e poder�o ver a liga.

Vamos falar de metais. O bronze � uma liga, certo?

Isso.

E as pessoas sempre usam misturas espec�ficas...

ou talvez a mesma receita ou algo assim?

Geralmente, fazemos a mesma coisa.

Mas vai depender do que � fabricado.

Alguns usam mais chumbo, por exemplo.

Por que n�o mostra a an�lise para ele?

� bronze kara-kane.

� uma mistura antiga que usavam no Jap�o.

Em ourivesaria ou para fazer sinos.

Depois, escultores europeus come�aram a usar.

A mistura leva antim�nio e ars�nico.

Isso deixa o bronze mais male�vel...

com detalhes mais claros.

E aqui na Argentina...

tem algu�m que usa isso?

Isso?

N�o, isso n�o existe mais. N�o sei, rapazes.

E o ars�nico � muito t�xico e perigoso de manejar.

N�o sei mesmo.

S� um alquimista faria um bronze assim.

E sabemos tamb�m que eles n�o existem mais.

Pode ser um escultor, um artista...

mas, que eu saiba, ningu�m usa.

Achei uma coisa. Veja.

Dario Tranto. Professor de escultura.

Parece que d� aulas no Parque Patricios.

E Isabel Favra.

� uma escultora que trabalha com bronze.

Ela vende muito.

Escolha. Quem voc� vai querer, ele ou ela?

Voc� disse que n�o ia poder ficar.

A Mara vai buscar as crian�as. Eu escolho.

Vamos ao Parque Patricios.

Tem uma sinagoga que ainda n�o conhe�o.

Obrigado, Ruso.

-O qu�? Voc� n�o faria o mesmo? -Faria.

E o meu objetivo � converter voc�.

Eu nem sou cat�lico. � imposs�vel me converter.

Todo mundo � cat�lico. De f�brica.

Vamos.

Parque Patricios.

Como veem...

cada parte de cada pe�a � esculpida individualmente.

Ent�o, eu as trago aqui para a montagem.

Agora, o maior desafio � chegar ao mesmo padr�o...

que a M�e Natureza d� a cada folha.

Entende?

Eu poderia falar da minha obra por horas...

mas n�o sou idiota. Voc� n�o veio por isso.

E estou intrigada.

Conhece kara-kane?

Sim, claro.

Mas n�o tem nada a ver, porque n�o uso esse bronze.

-Conhece algu�m que usa? -N�o.

� um bronze incomum, nocivo. Faz mais mal do que bem.

Por qu�?

Pelo ars�nico.

Muitos escultores ficaram loucos por causa disso.

Loucos mesmo.

A exposi��o ao ars�nico pode enlouquecer a pessoa.

�ramos seis em volta dele, que estava no centro...

falando de viagem espiritual.

Ele anuncia como aula de escultura...

mas eu acho que � terapia.

E perguntou do kara-kane?

Sim, ele disse que conhece, que � um diretor de cinema.

Ele n�o sabe o que �.

O que foi?

N�o sei.

Ser� que n�o � um del�rio?

Talvez eu esteja me agarrando a isso...

para manter a esperan�a.

N�o pare agora. Vou dizer o que eu acho.

Acho que temos algo aqui.

Acha mesmo?

Acho. Voc� s� precisa tentar n�o ficar obcecado.

E como fa�o isso?

N�o sei, mas voc� precisa tentar.

�s vezes, eu acho...

que deixei passar alguma coisa.

� como voc� disse ao Vasco. "Use a vis�o perif�rica."

� por a�.

� como se houvesse um ponto cego...

que eu n�o enxergo.

O que houve com voc�?

Eu fui burro o bastante para ir at� l�.

E entrei. Tenho a chave.

Ent�o, vi a Liliana com aquele sujeito.

Foi horr�vel, horr�vel. Eu disse umas idiotices...

Sei l�... Tentei bater nele.

J� contei que ele � boxeador?

E a Liliana n�o fez nada. Nem um gelo ela me ofereceu.

Quer gelo?

N�o, quero o corte bem a� para lembrar como eu sou burro.

N�o consigo parar de pensar...

que a vadia da Liliana mora l� com o amante...

na casa que eu mesmo projetei, com cinco quartos.

Voc� precisa ficar calmo.

N�o fa�a nenhuma besteira. Pode at� ser preso.

Vou comprar um fuzil.

E matar os dois. � isso que vou fazer.

Virar assassino � uma �tima ideia.

� que � muito injusto.

Sei que eu n�o estava muito bem com a Liliana...

mas acabar assim...?

Sei que n�o � nada perto do que voc� est� passando.

N�o. Por qu�?

N�o. Cada um carrega a sua cruz.

H� alguns dias, eu estava t�o angustiado...

que pensei...

Pensei o pior.

Pensei em p�r um fim nisso de uma vez.

Ouviu o que eu disse?

-Sim. -E n�o vai dizer nada?

Pensei em comprar uma arma.

Explodir o meu c�rebro.

Foi o que pensei. Pensei pra valer.

Mas voc� n�o fez, est� aqui.

Uma vez covarde, sempre covarde.

N�o.

Tamb�m j� pensei nisso.

N�o t�o dram�tico, com arma e tal.

Com rem�dio e u�sque, mas o Doberti apareceu bem na hora.

Est� brincando.

N�o.

Ele perturbou tanto que desci para bater nele...

mas ele tinha o grilo que estava com a Moira.

Nunca mais pensei em fazer isso.

Minha vontade de partir deste mundo virou outra coisa.

Quero perguntar uma coisa.

Se o Doberti n�o tivesse aparecido...

voc� teria tomado os rem�dios?

N�o sei.

N�o sei.

S� sei que quero achar a minha filha.

Viu?

Eu nem tenho uma filha para procurar.

Eu sei.

Mas tem uma vida.

J� vou indo.

Espere.

Eu ajudo voc�.

O que � isso?

Essa aranha era da Moira.

� igual � do museu.

Qual museu?

De Ci�ncia Natural.

Tem uma aranha assim junto com as outras?

N�o!

De bronze, assim.

Viu? L� est�o elas.

Iguais � que voc� tem em casa.

Fabi�n!

O que vai fazer?

Fabi�n!

Eles v�o chamar a pol�cia!

Pronto.

Vamos cruzar os dedos.

Geralmente, o resultado sai bem r�pido.

Cobre, 55%.

Estanho, 26%.

Zinco, 8%.

Chumbo, 4%. Ferro, 3%.

Antim�nio, 1%. Ars�nico, 2%.

� o kara-kane.

� o kara-kane!

Legenda HBO Ripada por: REALITYKINGS

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