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A �LTIMA NOITE DE GL�RIA
Haver� amanh� uma hist�ria diferente nos jornais, voc� vai se retratar.
Voc� pode fazer isso agora!
- N�o vai fazer isso? - N�o.
Ent�o eu farei.
Espere um minuto.
Trata-se de algo mais que uma estrela da Broadway deixando seu produtor.
Nossa rela��o era mais que profissional!
Voc� n�o pode demorar com isto por mais tempo.
Vamos l�, que quer? Uma pe�a de Gunther?
Se � o que quer, conseguirei mesmo que tenha de chantagear!
Vamos fazer juntos. Que acha disso?
Gordon, n�o vamos fazer nada mais juntos.
Agora sai a verdade, n�o?
N�o se trata de Gunther nem da pe�a.
� por Morrell, verdade?
Sim.
Vou me casar com ele. N�o tem gra�a!
- Estou apaixonada. - Parece uma colegial!
Pode ser. Talvez isso � o que faz o amor!
� t�o f�cil quando o encontra.
Deixa de ser c�nico.
At� voc� percebe que mudou.
Come�o a sentir que a vida pode ser boa e simples.
Assim me sentia antes de te conhecer.
Simples, sim, voc� era!
Eu pus nesta cabe�a tudo o que sabe!
Algumas coisas queria esquec�-las!
E voc� fala de amor!
O amor � uma proposta de neg�cios!
� algo que voc� vende no centro das aten��es para esses tolos.
O sucesso e o dinheiro dirigem o mundo!
� o que voc� queria, n�o?
Quando voc� n�o era ningu�m, eu te ensinei a andar, vestir e representar,
como chegar ao topo e agora me fala de amor!
N�o sei com se escreve, exceto nas bilheterias!
O que sei...
� que eu te criei e n�o posso deixar que v� embora!
Talvez seja amor, n�o sei. Agora � desprezo por sua estupidez!
Eu tirei muitas ideias est�pidas da sua cabe�a...
e est� louca se n�o acredita que tirarei essa ideia com Morrell!
- Vai negar a ele? - N�o.
Eu acho que farei uma nota confidencial a Morrell.
Eu mesma direi a ele!
Mas n�o � o que vou dizer a ele!
Lembre-se que eu tenho uma imagina��o m�rbida!
Voc� ficou louco!
Sim, pode ser!
Fico um pouco louco quando voc� est� fora da minha vista!
Poderia at� te matar se fosse necess�rio!
N�o fique melodram�tico.
Produziu pe�as t�o m�s que come�a a acreditar nelas!
N�o ser� necess�rio te matar!
� melhor matar o amor de Morrell para voc�!
N�o conseguir� com mentiras! Michael n�o acreditar�!
Eu direi coisas que ele nunca esquecer�!
E j� que n�o posso inventar, deixarei por conta da sua imagina��o!
- Pare com isso! - Ainda n�o disse nada!
Acho que irei ver Morrell agora que estou de bom humor!
Gordon!
Percebe que posso fazer isso? Vai deix�-lo?
- N�o! - S� tem que telefonar a Morrelll
e dizer a ele que n�o voltar� a v�-lo porque, na verdade, voc� me ama!
Vamos, Val. Vamos esquecer isso!
- Abrace-me e admita que eu mando! - Deixe-me!
Fa�a o que eu digo!
Se sair daqui sozinho. irei ver Morrelll!
Direi a ele coisas que o far�o desejar n�o t�-lo conhecido!
Deixe-me!
Depois que falar com ele, se te interessa, lavar� as m�os.
- Pare! - Est� acabada e sabe disso!
- Nunca ter� Morrelll ou outros... - Pare! Deixe-me!
Gordon. Gordon!
Paul, soube que vai sair na nova pe�a de Moss Hart!
- � genial, Susan, 40 p�ginas. - � maravilhoso!
Espero que dure tanto como esta!
O carro est� aqui, Srta. Stanton.
Clayton estava em um congestionamento.
Bem, outra pe�a que tem sucesso. Cinco sess�es consecutivas!
Sim.
N�o gosto das noites de encerramento. Sinto-me triste.
Estive falando com o Sr. Dunning ontem sobre o novo roteiro.
Parece uma maravilha. Ser� f�cil de encontrar o elenco.
Enviarei tudo isto ao seu apartamento amanh�.
Obrigada.
Eddie.
- Encarregaram-se desse espelho? - N�o, ainda n�o.
Que o envolvam em cobertores. N�o quero que chegue quebrado a Louie.
Eu me encarrego disso, Ernie.
Srta. Stanton!
Srta. Stanton, este � Jimmy Ross. Adoraria conhec�-la!
- Muito prazer. - Muito prazer. Vi a pe�a sete vezes!
Continuo esperando que algu�m quebre uma perna,
voc� n�o, Srta. Stanton, assim Helen poderia ter uma oportunidade.
Jimmy, por favor. Nem sempre serei uma substituta!
Claro que n�o, Helen. Boa noite.
Tem que ouvir minha vers�o! Est� bem, nos vemos no Sardi.
- Srta. Stanton. - Buscarei o carro!
S� queria te dizer que foi uma grande experi�ncia trabalhar com voc�.
- Obrigada, Howard. - Adeus.
- Um prazer v�-lo, Terry. - Adeus.
Esta � a �nica noite que n�o gosto de ter esta chave.
Vamos nos ver no outono, Terry.
O Sr. Dunning disse que iria ao seu apartamento quando acabasse.
Obrigada.
Nada de aut�grafos!
- Por favor, Srta. Stanton! - Esteve fabulosa!
Obrigada.
Parab�ns por ter assinado de novo com o Sr. Dunning!
Boa noite.
- � algu�m? - Um jo�o-ningu�m!
Por que n�o v�o para casa, jovens?
- Precisa de ajuda, Ernie? - N�o, tudo bem.
Vamos. Andando!
Gordon?
Gordon!
PR�MIO DE MELHOR DIRE��O GORDON DUNNING, 1940
N�o! N�o! N�o!
N�o! N�o!
PR�MIO DE MELHOR ATRIZ VALERIE STANTON, 1943
Ol�, Srta. Val. Onde est� o Sr. Dunning?
N�o est� aqui ainda.
Fiz uns sandu�ches de pat� daqueles que ele gosta tanto!
Foi um grande encerramento, n�o foi?
Agora poderemos ter as f�rias que nos prometemos.
Mande o Sr. Dunning logo para casa, precisa descansar!
- Boa noite. - Boa noite, Nancy.
Al�?
Ah, Michael, � voc�!
Estou t�o contente! O qu�?
Sim, estou bem!
Querido, tenho que te dizer...
Gordon? N�o, ainda n�o saiu?
N�o chegou.
Escute.
Eu tamb�m te amo... tanto!
N�o, � melhor que n�o venha.
Sim, eu telefonarei. Quando for embora.
Al�? Al�?
Pensei que tinha desligado!
N�o, nada.
Eu s� queria escutar sua voz de novo.
Boa noite, querido.
Por que aconteceu isso?
Por qu�?
Por qu�?
Por qu�?
- Estive esperando tr�s horas e meia - Que am�veis!
A melhor pe�a que j� vi em minha vida!
Porque meu p�blico � maravilhoso!
Sr. Dunning, voc� e a Srta. Stanton v�o se casar?
Poderiam nos responder a umas perguntas?
N�o, j� chega por hoje!
- Tome! - Obrigada, mas temos pressa!
Dois artigos sobre voc� na coluna de Jeff Trent e uma na de Winchellita!
Sei o que te preocupa. Por isso convidei Gunther esta noite.
Acha que ia coloc�-lo com um produtor rival se eu n�o planejei isso?
Bem, � um exagero. Ele n�o � um rival.
Perdeu mais dinheiro tentando p�r arte no teatro que ningu�m.
Eu preparei para que diga a ele que venda Hedda Gabler a outra.
- Esse papel n�o � para voc�. - Pois para mim, eu acho que sim!
Olhe, Val, eu sei o que � bom teatro e o que n�o �.
- Voc� sabe o que vende. -Acho que sim.
O g�nio de Gunther acha que as pessoas pagar�o para ver uma artista como voc�.
interpretar uma neur�tica que se suicida por deixar escapar o amor.
- Faz que pare�a fascinante. - Melhor que voc�.
Escute, Val, nossa sociedade � o melhor que h� na Broadway
e, goste ou n�o, voc� n�o � nada sem mim.
Disfarce, seu ego est� saindo.
Pelo menos, n�o vamos decepcionar o nosso p�blico.
Esperam que sejamos encantadores um com o outro.
Encantadores, eu ouvi.
Tente simular um pouco de entusiasmo!
-Boa noite, senhor. Srta. Stanton. -Boa noite.
Aqui est�.
Vamos, vou te apresentar.
Eu mesmo me apresentarei, Gunther.
Ser� interessante saber o que pensa dela.
Espero que tenha raz�o.
Valerie!
Peter, querido!
Que bom que tenha vindo � festa de Gordon!
- Ol�, Gunther. - Cuidado com a bebida.
Sabe que me falou de Hedda Gabler e n�o achei gra�a!
Acha que poderia recorrer ao veneno?
N�o seria t�o evidente.
Gordon quer que se sinta como em casa e deseja que fosse verdade.
A rainha em seu estado habitual.
Mon�tono, n�o?
Ria, querida.
Todo o mundo v� que ainda existe essa velha chama.
Brilha como uma �rvore de Natal quando Gordon aparece.
- Meta-se nos seus assuntos, Jeff. - Este � meu assunto, querida.
Estou aqui para trabalhar e para te entreter.
Informarei se acontecer algo que valha a pena publicar. Gim.
A mim interessa o que n�o se publicar�.
- Que perdeu? - Tudo exceto seu sotaque de Harvard.
20,95.
Como isto est� escuro!
Vou te dar o artigo principal da coluna de amanh�.
Eu me conformo com uma bebida.
Valerie, querida!
Jeff, querido! Marian!
Ol�, Jeff, querido!
Maravilhosa festa, Gordon!
Obrigado, Jeff.
Tenho quatro exclusivas, dos boatos de um desmentido.
Por que foi ao teatro t�o cedo, Marian?
Deveria ter vindo conosco!
Obrigada, eu n�o gosto assentos dobr�veis.
- Como vai o show? - Fant�stico, gra�as a nossa amiga.
Eu n�o tenho todo o m�rito, Marian � uma atriz maravilhosa.
Ajudou-me em 350 apresenta��es at� o momento.
N�o � maravilhosa? Sabe contar!
Valerie, venha comigo.
H� dois homens que querem conhec�-la.
Que houve, Marian?
Nada, s� que ela est� aqui hoje e amanh� tamb�m!
Oh, voc� j� a conhece. Deixe-a em paz!
Eu posso ignor�-la, coisa que voc� n�o pode!
N�o sei a que se refere.
Tem medo de que nos tire da pr�xima temporada?
Eu n�o sei.
De repente, eu n�o sei.
N�o se preocupe, falarei com ele quando todos forem embora.
Bom. Devo saber logo, tenho outros compromissos.
Apresento o Sr. Crouch e o Sr. Putnam.
Oh! Como v�o?
Nossa! Que emo��o! Temos que falar.
Escreveu o livro mais bonito do ano!
Deveria dizer do s�culo!
- E se esta noite pare�o cansada... - N�o parece.
Que am�vel, mas pare�o sim, � por sua culpa.
- N�o acredito! - Sim, foi sim!
Passei as tr�s �ltimas noites lendo seu livro.
E estava t�o esgotada que fiz as piores atua��es da minha carreira!
- Sinto muito! - Mas valeu a pena!
Seu livro � comovedor e cheio de sentimentos!
Coma, precisar� de for�a para responder todas minhas perguntas.
Obrigado, mas estou fazendo a dieta dos nove dias.
- Em que dia estamos? - Quarta-feira.
Quarta-feira, claro! Obrigada.
Sua pe�a deveria ganhar o pr�mio Pulitzer,
e se forem justos, v�o te dar!
Sim, salada, obrigada.
J� pensou em lev�-lo ao teatro? Batatas n�o, obrigada.
- N�o poderia. - Claro que sim.
N�o � que eu seja uma perita, mas sei que poderia lev�-lo ao teatro!
Perdoe-me. Que houve?
Enganou-se de homem!
O Sr. Putnam est� l�. Este � o editor dele.
Sim, eu sou o Sr. Crouch.
Perdoe-me, Sr. Crouch, mas diga ao Sr. Putnam minha opini�o!
Sim, eu farei. Agora mesmo.
- Tome. - Obrigada!
- Est� se divertindo? - Claro que n�o.
Eu tamb�m tenho dificuldade de me lembrar dos nomes nas festas.
Obrigada!
- Creio que n�o nos conhecemos, senhor... - Morrelll, Michael Morrelll.
Oh, como vai?
E voc�, como se chama?
- Sou Valerie Stanton. - Muito prazer.
O que faz, Srta. Stanton?
Refere-se ao que fa�o profissionalmente?
Disse alguma coisa inapropriada? Sinto muito, n�o era minha inten��o!
- Eu sou atriz. - Que beleza!
Voc� � boa atriz?
Promissora.
Agora me explico por que n�o ouvi falar de voc�. N�o vou ao teatro.
- Muito complicado, Sr. Mortimer? - Morrelll.
Prefiro as sensa��es reais. N�o t�o enfeitadas como no teatro.
Ah, um realista!
N�o, obrigado, n�o uso.
- N�o as tira nem para comer? - A que se refere?
�s luvas.
Ah, n�o! A verdade � que nunca saio sem elas.
Ah, sim?
Um amigo meu fazia o mesmo Raramente as tirava.
Tommy Belcher. Foi campe�o da Inglaterra de peso m�dio.
- Gosta do boxe? - Nunca tentei experimentar.
- Quem te trouxe aqui? - Um velho amigo, Peter Gunther.
Fez-me deixar no meio uma excitante partida de xadrez!
- Joga xadrez? - Sem parar!
Maravilhoso! Finalmente encontramos algo em comum!
Gordon, quero te apresentar algu�m que n�o ouviu falar de mim... de voc�.
Pertence ao gr�mio antiteatral.
- O senhor... - Morrelll.
- Muito prazer. Sou Gordon Dunning. - Como vai?
- E a Srta. Webster. - Como vai?
A Srta. Webster tamb�m � atriz.
Que � isso de gr�mio antiteatral?
A Srta. Stanton � uma humorista.
De fato, ela me fez mudar de atitude em rela��o ao teatro.
Tenho que ir embora. Obrigado por esta festa t�o agrad�vel!
Vamos no ver amanh�. Treze e trinta no Ch�telain, seja pontual.
Boa noite.
Quem �? Por que marcou com ele?
Amanh� t�nhamos que almo�ar com Ward!
Cancele.
Boa noite, Margie. Boa sorte em Chicago!
Muito obrigada, Gordon.
- Obrigado, Sr. Dunning. - Obrigado por vir.
Boa noite.
Como Gunther recebeu a not�cia?
- N�o disse a ele. - N�o?
N�o o que voc� esperava que te dissesse.
Val, deixe de brincar com a ideia...
De que n�o posso fazer nada sem voc�?
Exatamente!
Olhe, Gordon. Vou te pedir um favor.
Na verdade, � um favor para ambos.
- Deixe-me ir. - Deix�-la ir?
- Com esse empres�rio de segunda? - Quero fazer esse papel.
Por qu�?
Para saber se sou suficientemente boa para faz�-lo.
Pois n�o �! Um ensaio demonstrar�!
Tenho direito de descobrir por mim mesma!
N�o � s� este papel.
Levo 10 anos vivendo, falando, vestindo,
representando segundo a tradi��o Dunning, conforme seu estilo.
Deixei que me dominasse at� perder-me completamente.
N�o � que n�o esteja agradecida, Gordon, sabe disso!
Eu a criei, uma das maiores estrelas de Broadway!
Criou uma farsa!
Valeu a pena, n�o?
- Mas no nosso caso, � real! - Engana-se, Gordon.
Est� dizendo que estes 10 anos juntos n�o significam nada para voc�?
N�o chame isso de amor!
Chame de sociedade, inclusive admira��o m�tua!
Seja o que for, terminou!
Convenceu-se de que j� n�o precisa mais de mim?
Visto desse modo, sim!
Entendo. Mas eu n�o aceito.
N�o pode jogar fora dez anos de minha vida assim!
Se esta � sua ideia, n�o me conhece t�o bem como acha!
O mesmo digo eu, Gordon!
- Bem-vinda! - Ol�, Albert.
- O Sr. Morrelll? - Sim, senhorita!
Est� l�. Por favor.
Boa tarde!
- Chego muito atrasada? - Sim, meia hora.
- Oh, sinto muito! - E eu.
Poder�amos ter passado juntos!
- Obrigada, voc� � um doce! - De nada.
- N�o escolhemos? - Comigo � quest�o de confian�a.
- E pensar que nunca vai ao teatro? - Bem, �s vezes...
Ontem � noite foi uma dessas vezes!
- Gunther tem uma l�ngua grande! - Gunther diz a verdade.
Agora que me conhece profissionalmente e socialmente, que decidiu?
Poderia levar meses ou anos para me decidir!
Nesse caso, ser� melhor que tenha for�a!
Ah, � artista?
N�o, sou arquiteto.
Ah, arquiteto! Mas � todo um artista!
Est� muito bem-feito!
Devo dizer que sabe desenhar.
Capit�o, que nos sugere?
J� est� tudo pedido.
Outra vez n�o!
J� te disse que comigo...
- A encantadora Srta. Stanton! -Jeff, querido!
- E... - O Sr. Morrelll. O Sr. Trent.
Como vai?
- Como vai voc�? - Cansado.
Morrell, do grupo da ONU, verdade?
Estou com a ONU. N�o sabia que �ramos tantos.
Muito bom. Sente-se!
Valerie, que � isso de que est� preparando um papel s�rio?
- Por que pergunta isso? - Tento ganhar a vida!
J� almo�ou?
- A verdade �... -Sim.
- Sim. - Que bom.
Talvez pudesse escrever um artigo sobre o Sr. Morrelll?
Que poderia dizer?
Que quando passo pela aduana n�o tenho nada a declarar
exceto minha genialidade!
Muito bom! Eu usarei isso!
E assegure-se de declarar o autor!
- Oscar Wilde? - Muito bem!
- Jeff, onde est� sua mesa? - Eu a encontrarei.
N�o fa�a nada antes que eu publique.
Como poder�amos?
Agora que consolou a liberdade de imprensa, termine seu vinho.
Est� com a ONU planejando a paz?
N�o, edif�cios!
Oh, claro, claro!
- E � um bom planejador? - Incompar�vel.
Eu n�o sei nada a respeito, s� o essencial. Pedra, a�o, vidro...
Primeiro deve haver uma expectativa, uma ideia, um sonho!
Ent�o se usam esses materiais para fazer o sonho realidade!
Uma estrutura bonita e �til. Quantidade de pedra e vidro.
Pura mas elegante, limpa em suas formas,
de propor��es requintadas, impressionante!
Fala dos edif�cios como um homem fala das mulheres.
- Quer fazer? - Sim, querido, eu fa�o!
Importar-se-ia de n�o me chamar "querido"?
Distribui "querido" como se fosse produ��o em massa!
- Prefere a aten��o personalizada? - Sim.
Sua cont�nua representa��o deve ser esgotante. Quando cai a cortina?
�s 10:52 h, todas as noites.
L� estarei!
Quando me chamar de "querido", quero que seja de verdade.
Pode levar muito tempo, Sr. Morrelll.
Isso far� que signifique muito mais, Srta. Stanton!
Agora com pressa para voltar para casa!
Desculpe!
Saiu todas as noites esta semana!
O Sr. Morrelll deve ser algu�m especial!
Teremos casamento dessa vez, Srta. Val?
Se fizermos, ser� a a primeira a saber.
- Ol�, Nancy. - Ol�!
Acelerou no terceiro ato!
J� sei que fecharemos em duas noites,
mas o p�blico pagou para ver uma representa��o decente!
- Algu�m vem te pegar? - Isso mesmo.
- Suponho que a mesma pessoa? - Sim!
A prop�sito, hoje me encontrei com Gunther.
Estava emocionado com a possibilidade de sua estreia no mundo do drama!
Realmente? Como eu.
Foi uma pena tir�-lo da ilus�o, mas tinha que dizer isso a ele.
Foi um ing�nuo ao contar com voc�.
Deveria ser mais discreta em sua atua��o com Morrelll.
Nancy, diga � Srta. Webster que quero v�-la.
Sim, senhora.
- Boa noite, Srta. Webster! - Boa noite.
Srta. Webster. Srta. Webster.
A Srta. Stanton quer te ver, por favor.
Aposto que o "por favor" foi ideia sua.
Vamos.
- Sim? - Entre, Marian.
Queria te ver antes de que fosse embora.
Teria vindo correndo de qualquer lugar!
Viu bastante Gordon ultimamente, n�o?
Porque voc� esteve muito ocupada.
Olhe, Marian, voc� e eu nunca nos demos bem.
Na verdade, sei que n�o pode nem me ver.
- Vou ser honesta com voc�. - Deve estar desesperada.
- Francamente, preciso de sua ajuda. - De verdade?
Chame de favor.
Voc� tem muito mais a ganhar que eu.
T�o dif�cil em sair do apuro?
Por que n�o se afasta dele? N�o precisa de um passaporte!
N�o quer aceitar os fatos, mas talvez voc� possa...
Eu entendi.
Sai o Sr. Dunning e entra o Sr. Morrelll.
S� que o Sr. Dunning n�o quer sair.
E eu tenho que dar um empurr�o nele!
Por que n�o? Eu consigo o que quero, e voc�...
O que voc� quer!
Deixe de sarcasmos.
Se n�o quer de amiga para amiga, escute-me de mulher para mulher.
Voc� e Gordon tiveram algo que significou muito para ambos.
Apareci e interrompi mas n�o acho que tenha destru�do.
Se Gordon n�o estivesse t�o ocupado, perceberia tamb�m.
O que precisa � encontr�-lo outra vez.
Se voc� o ama, leve-o!
Longe da Broadway, de Nova York e de mim!
- Fala s�rio? - Cada palavra.
Nunca mude de ideia!
Porque uma vez que eu o tenha, nunca o ter� de volta.
- Bem? - Est� bem.
A prop�sito, quero que saiba...
que ainda n�o suporto v�-la!
- Dan�a magnificamente! - Voc� me conduz muito bem!
Alegro-me que seja uma rumba.
- Poderia dan�ar assim a noite toda! - Que bom que a pista n�o est� cheia.
- Se nos cansarmos, poderemos jogar... - O qu�?
Xadrez.
Uma das regras b�sicas do xadrez � que o rei se move pouco.
Por isso poucas mulheres jogam.
Bem, em certas emerg�ncias.
- Quebra as regras? - Para isso elas existem, n�o?
Michael... A vista. Lembra-se?
� linda.
- A novidade n�o desapareceu. - Melhora cada vez que vejo.
Pelo que diz, deve haver muitas vistas.
- Quer a verdade ou minto? - Minta.
N�o. Eu juro.
E agora a verdade.
Pela primeira vez na minha vida, sinto que vi demais.
Realmente importa?
Pensava que n�o, mas de repente, importa sim.
- Por qu�? - N�o sei.
Todas as defesas que usei n�o parecem funcionar.
J� n�o tenho respostas.
- Fico satisfeito. - Fica satisfeito?
Porque eu tampouco e � maravilhoso. � perfeito.
N�o sou perfeita, Michael. Eu...
N�o tem que me dizer.
Val, descobri como se pode saber se est� apaixonado.
Como?
Pense nas vezes que pensava estar, e n�o estava.
Todas essas vezes!
Olhe, Val. Vou ser honesto porque amo voc�.
S� porque amo voc�.
N�o percebe que � a �nica maneira de poder estar unidos?
Tanto que n�o poder�o nos separar.
Todos cometemos erros.
Assim � como crescemos e deixamos de comet�-los.
� a �nica maneira de reconhecer o aut�ntico quando acontece.
E aconteceu a n�s. Pelo menos em mim.
Diga-me se acontece com voc�?
- Quer a verdade ou que minta? - Minta primeiro.
N�o me acontece.
- Agora a verdade e diga-me... - Querido, eu amo voc�!
Assim � como queria que me dissesse!
Eu amo voc�!
N�o, a palavra "querido". Disse com amor de verdade!
J� havia dito assim antes?
N�o � horr�vel? H� anos que fa�o cenas de amor!
Continue fazendo igual. N�o revele nosso segredo!
Michael!
Diga de novo. Est� melhorando.
Querido!
Querido.
- Herbie, por que o caf� demora tanto? - Tem tempo de sobra!
- Sei quando a cortina se levanta. - N�o se fa�a de esperto!
- Como? - Que n�o se fa�a de esperto!
Por que tem que ser t�o atrevido?
Sempre est� nervoso nas noites de encerramento!
Eu sei, odeio os finais.
Estou acelerado. Preciso descansar.
Faria bem em ir.
N�o posso, tenho um milh�o de coisas em mente!
Eu te conheci quando tinha tr�s milh�es de coisas,
e ainda assim conseguiu passar um m�s de f�rias no Cabo.
Sim! � verdade!
Como passamos bem!
Obrigada por se lembrar.
Foi h� muito tempo.
Sou eu quem deveria dizer isso!
Eu te fiz passar mal, verdade?
Uma das coisas que fa�o melhor � esperar.
Nem sempre � agrad�vel.
Algumas vezes � horr�vel.
O importante � saber se quem espera � adequado para voc�.
Que posso dizer disso?
�s vezes, a pessoa adequada esteve esperando o tempo todo!
- Boa noite, Sra. Stanton. - Agora vamos � minha mesa, Mike.
Ol�, como vai?
Marian, boa noite!
- J� conhece o Sr. Morrelll. - Boa noite.
Gordon, poder�amos ter um conversa de neg�cios esta noite?
Ser� um prazer, querida!
- Venha � minha casa depois da pe�a. - Claro.
N�o incomodarei muito.
- Adeus. - Adeus.
- At� logo. - Adeus.
- Gordon, eu... - Sabia que estava representando com ele!
� a Valerie de sempre.
Herbie, diga ao Sr. Trent que venha. Quero convid�-lo a um drinque.
- Que estava dizendo? - Nada.
Esque�a!
Esque�a tudo o que te disse!
Marian, querida!
Ol�, Marian!
Se fosse um cavalheiro, este pijama n�o estaria em minha bagagem.
- N�o me devolva! - N�o o quero!
- Eu o pegarei! - Meta-se em seus assuntos!
- Como muito, ser� dela! - � seu!
Ela n�o � para voc�! N�o � seu tipo!
Viu a not�cia de Jeff Trent
sobre a pr�xima pe�a do Sr. Dunning?
N�o pode falhar com este t�tulo. "Loucamente apaixonados".
Tenho que telefonar.
Al�? Ah, Ronnie!
Diga a ele que voe com seu avi�o!
N�o pode fazer isso sem mim. Voc� prometeu!
Oh! O tempo est� clareando?
Por que n�o vai em cima e em baixo para ver como vai?
Como que n�o pode acelerar os motores sim mim?
Querida, eu te adoro!
Calma. Eu tamb�m amo voc�!
Voc� n�o, Ronnie! Meu marido!
Oh, querido!
Vamos, saiam todos, ligeiro, ligeiro!
- Foi fabuloso! - N�o chore!
- Nunca esquecerei dessa experi�ncia. - Paul, esteve maravilhoso!
Dever�amos fazer outra logo!
- Quando quiser! - Perd�o.
Marian!
Marian. Quero te agradecer!
Sabe que sem voc�, isso n�o seria o mesmo!
Na pr�xima vez ter� que fazer sem minha ajuda.
Espero que tudo v� bem com Gordon.
Depois do que fez, nada funcionaria!
Srta. Val, esteve maravilhosa!
- Nancy! - Sim, senhorita.
Pegue um t�xi e v� para casa.
Prepare algo do agrado do Sr. Dunning
D� estes cheques a Ernie para pagar � equipe.
- Sim, Srta. Val. - N�o demorarei.
Est� bem.
Ol�, Nancy. Ol�, Srta. Stanton!
Entre, Pansy.
A coluna de Trent est� maravilhosa!
Aqui est� seu cheque e suas duas semanas em Catskills.
Obrigada, mas irei a Far Rockaway, h� pessoas de maior n�vel!
Boa sorte!
VALERIE STANTON ACEITA O PAPEL DE PROTAGONISTA
NA NOVA PE�A DE DUNNING, "LOUCAMENTE APAIXONADOS"
APESAR DA OFERTA DE GUNTHER PARA ATUAR EM "HEDDA GABLER"
A MINA DE OURO STANTON-DUNNING CONTINUA
Ol�, querida!
Pensei que j� tinha ido. Muito gentil em vir me ver!
- Gordon! - Parece cansada!
Tome algo antes de irmos.
Como se atreve a fazer declara��es sem me consultar?
Ah, isso. Tenho que zelar pelo seu futuro, n�o?
O que chama "futuro" � minha vida. A partir de agora eu cuidarei de mim mesma!
N�o fiquemos temperamentais, querida!
- Talvez seja prematuro, mas... - Voc� mentiu!
� um mentiroso, Gordon. Sempre foi!
Publicou pensando que eu n�o iria por medo passar pelo rid�culo!
E n�o far�?
N�o, voc� far�!
N�o estive sempre a seu n�vel, mas agora estou!
Fiz essas declara��es pensando que n�o seria t�o boba em desmentir!
Voc� mesma me disse que fosse a sua casa para conversar!
Queria te dar a not�cia decentemente. Agora vejo que era uma idiota.
N�o fique assim!
Precisa dormir. Falaremos disso amanh�.
Haver� uma hist�ria diferente amanh� nos jornais, voc� vai se retratar!
Pode fazer isso agora!
- N�o vai fazer? - N�o.
- Ent�o eu fa�o. - Espere!
- Agora sai a verdade, n�o? - Vou me casar com ele!
Direi coisas que o far�o desejar n�o ter conhecido!
Coisas que odiar�. Nunca o ter� nem ele, nem ningu�m!
Cale-se!
Srta. Val! Srta. Val!
Srta. Val, est� acordada?
Srta. Val!
Est� acordada? Levante-se!
Entre!
� o Sr. Dunning. Est� morto!
Foi assassinado!
Calma, Nancy.
Atenda.
- A Srta. Stanton est�? - Sim, est�.
- Voc� � a Srta. Stanton? -Sim, sou eu.
Sargento Oliphant. Departamento de homic�dios.
- Leu os jornais? -Sim.
Voc� est� em uma m� situa��o, Srta. Stanton.
A entrada est� cheia de rep�rteres, tenho um homem no elevador.
Pedi que n�o passem telefonemas, para n�o incomodar.
Obrigada.
Podemos sair pela porta de servi�o para evitar a imprensa.
Sair?
O Capit�o Danbury quer interrogar a equipe do teatro.
Tem muitas perguntas.
Claro, pois n�o.
Muito obrigada. Vou me vestir.
- Srta. Val, irei com a senhora. - N�o, irei sozinha.
N�o demorarei.
- Ron Button. - Sim.
- Susan Frank, Ernest Boyle. - Sim.
- Eddie Brown. J. D. Watson. - Sim.
- Posso fazer algo por voc�? - N�o, obrigada.
- Harold Burns. James Brian. - Aqui.
- Valerie Stanton. - Sim.
Sejam pacientes, n�o demoraremos muito.
Se os policiais tiverem c�rebro, resolver�o com facilidade.
Cale-se, Pansy!
Descobrem todos os casos!
L� vem o Capit�o Danbury.
Srta. Stanton, sua luva.
Obrigada.
Como v�o, senhoras e senhores? Obrigado por aceitarem meu convite!
Espero que tenham paci�ncia
no que parece um procedimento desnecessariamente longo.
Rotina, senhoras e senhores, pura rotina.
Todos presentes, Olsen?
Todos exceto a Srta. Webster, senhor.
Est� no hospital e n�o tem condi��es de ser interrogada.
Comecemos.
Que eu saiba, n�o aconteceu nada fora do comum, salvo que era noite de encerramento.
Seu camarim est� perto da porta do audit�rio,
teria visto algu�m.
Suponho, capit�o.
- Viu algu�m? - N�o, senhor.
Obrigado.
Depois de que Susan e Paul foram embora, fui ao camarim da Srta. Stanton.
Estava pronta para ir embora.
Disse a ela que seu carro estava aqui, e saiu.
Voc� e a Srta. Stanton sa�ram do camarim e ent�o...
Jimmy e eu �amos embora, cruzamos com ela no palco!
Disse a Helen que te dariam um papel.
Obrigado.
- Sr. Soper. Barney Soper. - Sim, senhor.
Voc� acabou seu trabalho como sempre faz.
Sim, senhor.
A �nica maneira de chegar ao escrit�rio do Sr. Dunning � pelas escadas,
voc� devia estar por l�!
Pense nisso detidamente, � fundamental.
- Viu algu�m nas escadas? - Sim, senhor.
- Quem? - A Srta. Webster, senhor.
Sugiro, senhoras e senhores,
que apesar da aparente implica��o de certos fatos,
n�o fa�amos ju�zos prematuros.
Srta. Stanton, suas a��es est�o constatadas,
mas notou algum comportamento estranho na Srta. Webster?
N�o, capit�o.
Eu sim! Por que n�o pergunta a mim?
Vi todos os que passaram pela porta,
mas n�o a Srta. Webster!
Estava ocupada batendo na cabe�a do Sr. Dunning!
Senhora, atenha-se ao que viu!
N�o a que sua imagina��o pode inventar.
Est� bem, se quer fatos,
ele arrebentou seu cora��o e ela o pegou!
Capit�o, eu...
Estamos cansados. Poder�amos parar para comer?
Que desconsidera��o de minha parte! Minhas desculpas.
Acho que tenho tudo o que preciso por enquanto!
Entraremos em contato com voc�s separadamente a partir de agora.
Srta. Stanton!
Poderia me dedicar um momento?
Claro!
Vamos a um lugar mais privado.
Os teatros vazios t�m algo!
Recorda��es, imagens,
ecos das emo��es que estas paredes viram!
Aqui costumo me sentar. Fila E, junto ao corredor.
Permite-me manobrar minha grande massa corporal.
Sou f� do teatro. Praticamente um v�cio.
Vi todas suas apresenta��es.
Voc� � uma atriz estupenda, Srta. Stanton.
Obrigada, capit�o.
Ia sair de f�rias quando ouvi a not�cia.
Gordon Dunning, assassinado. Tr�gico.
E mais tr�gico � que esteja envolvida com toda essa gente de talento
que me ajuda, a mim e a outros, a escapar da s�rdida realidade!
Como neste caso.
Isto pode ser duro para voc�, Srta. Stanton.
Quanto deve ter amado o teatro.
Anna Pavlowa, eu a vi em 1909.
Meu Deus, foi h� quase quarenta anos!
George Arlia em "Disraeli", em 1911 ou 1912.
Um grande talento.
"Uma vida alegre".
Sua primeira vez sob a dire��o do Sr. Dunning no ano...
Em que ano foi?
Foi em 1938.
Sente-se.
Encontraram isto no escrit�rio.
Uma � para a Srta. Webster e a outra para voc�.
� pessoal e me pareceu l�gico que voc� estivesse presente ao l�-la.
Esta � a da Srta. Webster.
"Querida Val.
Agrade�o novamente por tudo o que fez.
Sabe que estaria perdido sem voc�.
Espero que seus pr�ximos anos sejam t�o maravilhosos como os passados.
E que continuemos juntos.
Seu para sempre, Gordon."
E o da Srta. Webster?
Os sentimentos dirigidos � Srta. Webster s�o diferentes.
N�s a encontramos aqui, abaixada sobre o corpo de Dunning,
em um estado de choque agudo, sem palavras, aturdida.
...totalmente fora de si. - Oh, n�o!
Suas digitais na estatueta.
N�o pensar� que Marian...
Estou com fome. Imagino que que estar� morta de fome!
Perdoe-me por te atrasar.
- L� v�m eles, rapazes! - Capit�o!
Srta. Stanton!
- Est� bem, querida? - Sim.
Capit�o Danbury, sou Michael Morrelll.
- Eu me encarrego. - Leve-a para casa. - Obrigado.
- Que planos tem, Srta. Stanton? - Olhe para c�, por favor!
- Prenderam a Srta. Webster? - Alguma declara��o, capit�o?
- � um caso importante. - Nada de perguntas pessoais!
E n�o parava de perguntar!
Sabe o que pensa o Capit�o Danbury e os demais?
Que Marian matou Gordon!
O Capit�o Danbury disse que pensa que Marian � culpada?
- N�o, mas os outros, sim! - Querida, est� alterada!
- Precisa de um drinque. - Ela n�o fez isso! Eu sei!
Marian? Por que n�o?
Porque ela o amava loucamente!
Calma, querida. Ter� chance de demonstrar sua inoc�ncia!
Est� no hospital. Como vai fazer isso?
N�o estar� em estado de choque para sempre!
Claro que n�o! Tem raz�o.
Est� vendo?
Quanto tempo pode passar uma pessoa nesse estado?
Depende. Algumas vezes, semanas. Outras, meses.
� terr�vel que aconte�a a uma pessoa inocente!
Deixe que a pol�cia e Danbury se preocupem com isso!
Como algo t�o horr�vel nos afetar�?
S� pode nos unir mais!
Olhe, Val.
Enfrente as coisas como s�o. Eu estou aqui para te ajudar.
- Que enfrente as coisas como s�o? - Sim.
As coisas est�o assim.
Primeiro, voc� � a testamenteira de Dunning.
Qu�? Isso n�o � justo! N�o posso fazer isso!
Claro que pode. E far�!
� f�cil. Os advogados cuidar�o de tudo!
S� tem que assinar alguns pap�is!
Eu n�o poderia fazer uma coisa assim!
A morte de Gordon n�o � o fim de sua vida!
Agora sua vida � minha vida!
Faremos juntos, Val.
- Juntos. - Sim.
Quero que se case comigo. O quanto antes.
N�o!
N�o o disse bem.
Querida, eu te adoro!
Quero que se case comigo. Est� melhor assim?
- Michael! - Sim, melhor assim.
Diga que sim, por favor!
Michael, n�o posso, agora n�o.
Bem, agora n�o. Mas vai querer, ver�.
Srta. Stanton!
- Que bom rev�-la! - Ol�, capit�o.
Estava dando uma olhada no quarto do Sr. Dunning.
Encontrei isto na mesa de cabeceira.
Isto deve ser a �ltima coisa que leu: "Hedda Gabler".
Um personagem incr�vel, bonito, forte, inteligente
e acima da moralidade de sua �poca.
Parece muito mais descansada.
Obrigada, capit�o. Soube que serei a testamenteira?
- Sim, n�o deve ser agrad�vel. - N�o.
Decidiu o que far� com todas estas coisas t�o maravilhosas?
Ainda n�o. Acho que ser�o leiloadas.
Pensava que quisesse ficar com algumas coisas!
Trazem-me lembran�as e podem ser dolorosas.
Sim, a verdade � que sim.
Tem muito trabalho com todas as posses de Dunning.
Parece que ele colecionou um grande n�mero de objetos.
Como tinha de gostar dessas lembran�as!
O relic�rio que Sarah Bernhardt levava em "Aiglon".
O punhal do "Hamlet" de Barrymore.
E esta luva deve ser de um dos seus.
Ela �.
Bem, � hora de ir embora!
H� uma coisa que tenho que levar do escrit�rio.
Permite-me?
L� est�!
- N�o sabia que Gordon tinha um di�rio. - � mesmo?
N�o me importa dizer que gostaria que isto n�o existisse.
Meu nome aparecer� continuamente nele.
Acho que sim!
Quero proteger a reputa��o de Gordon.
Naturalmente.
Se eu estivesse em seu lugar, faria o mesmo.
Sim.
Espero que fa�a o poss�vel
por que qualquer coisa embara�osa n�o venha � luz.
Srta. Stanton, sempre fa�o o poss�vel!
Adeus.
A pimenta � uma especiaria maravilhosa.
Para todo tipo de alimentos. Mistura vinagre e maionese
e acrescenta grande quantidade de pimenta rec�m-mo�da. Isso � que d� o toque!
N�o entendo por que as pessoas t�m medo dela.
- Isso � tudo, capit�o? - N�o,
voc� esteve servindo o Sr. Dunning e a Srta. Webster no s�bado,
na noite do infeliz incidente.
Sempre eu o sirvo.
Soube que tiveram uma discuss�o aqui.
Ele estava alterado, sabe? Metia-se com todo o mundo.
Mas ela o acalmou e voltaram a ficar bem.
Ent�o, a Srta. Stanton veio at� sua mesa
e, quando ela saiu, a Srta. Webster e o Sr. Dunning discutiram.
Ela saiu correndo daqui como um raio.
Capit�o, est� pensando que eu fico espiando?
Por favor, � a �ltima coisa que pensaria!
Ol�, capit�o!
Est� se encharcando da atmosfera teatral ultimamente.
Um restaurante espl�ndido, os atores sabem comer bem!
- J� almo�ou. - Sim, j� ia embora.
Como vai minha atriz favorita?
Muito bem.
Tem entrevistas diariamente sobre sua nova pe�a.
Est� um pouco nervosa por come�ar com algu�m novo.
Confiava muito na dire��o de Dunning.
Espero que se saia bem com o Sr. Gunther.
Quer vir tomar algo esta noite na casa de Valerie?
- Acha que ela vai querer? - Tenho certeza.
E se pudesse acalm�-la...
Acho que irei. Obrigado!
- �timo. At� logo. -Adeus.
"Em 1942, acha."
N�o � assunto meu, querida,
mas acho que est� louca por deixar a com�dia por Ibsen.
Fa�a a entrevista e n�o me diga o que devo fazer!
Est� bem, est� bem!
Quando Gunther te prop�s...
Deve ser o Capit�o Danbury, eu o convidei para tomar um drinque!
Por qu�, querido? Sabia que tinha esta entrevista!
� um bom sujeito e estava alegre com o convite. Eu ficarei com ele!
Obrigado.
- Ol�, Morrelll. - Alegro-me que tenha vindo!
- Srta. Stanton, obrigado por me convidar! - Como vai, capit�o?
Alegro-me que p�de fugir do trabalho!
- Capit�o Danbury, o Sr. Trent. - Como vai, Sr. Trent! N�o quero interromper!
Capit�o, n�o quero me meter em zonas delicadas,
mas falou com todo mundo, menos comigo.
Se eu tivesse feito, voc� mesmo teria dado a exclusiva!
Minha teoria � algu�m de dentro contratou algu�m de fora,
para entrar, fazer o trabalho, e depois sair.
J� pensamos nisso!
Estarei com o capit�o no terra�o enquanto voc� lida com Jeff, se puder.
Vamos, capit�o.
- Que faz aqui? - Eu n�o sei.
Talvez Morrell queira explicar como construir cadeias maiores.
- Jeff, podemos continuar? - Claro.
Gunther te d� uma percentagem?
Meus honor�rios s�o os mesmos que com Gordon.
"Os mesmos que com Gordon."
Interessante.
Jeff, � necess�rio que toque, fale e tome notas ao mesmo tempo?
Ciumenta?
- Onde ponho isto, Srta. Val? - No terra�o, por favor, Nancy.
J� falamos disso, mas estive pensando em Marian Webster.
Verdade? Eu tamb�m!
� puro instinto, mas acho que ela n�o fez.
Cada atriz deve fazer algo desafiante.
- "Desafiante", boa palavra! - Mudar seu ritmo!
- "Ritmo". - Jeff, eu sinto muito.
Deixemos para outra hora!
Para v�rias horas, se nos interrompem tanto!
N�o h� pressa, logo come�arei a ensaiar e poderemos almo�ar juntos!
- Sua bebida. - Obrigado.
Ent�o n�o pensa...
Neste momento estou usando seu instrumento, o instinto.
N�o come�arei a pensar at� que tenha falado com ela.
Com certeza que se trata de ocultar sua culpa!
� poss�vel!
Uma brilhante atriz em cena. Al�m de tudo, � atriz!
- Talvez o fez presa ao p�nico! - Sim.
A inc�gnita � a natureza do assassinato.
Pelo que Val me conta, Marian � muito calma e paciente!
- Ah, sim? - � isso, Michael.
Ah, est� aqui!
Marian n�o tem a ver com esse assassinato mais que eu!
De fato, eu poderia t�-lo feito.
- Voc�? - Sim.
Poderia construir um argumento mais convincente contra mim!
Teria que ser um muito bom!
- Vamos, conven�a-me! - E a mim!
Obrigada.
Bem, seria algo assim. Vamos ver...
Sa� do meu camarim depois da apresenta��o.
Passei pelo teatro vazio e subi ao escrit�rio de Gordon.
Entrei, peguei a estatueta
e o matei.
- Ent�o voltei. - Como? Pelo mesmo lugar?
Sim, claro!
- E ningu�m te viu? - Sorte, pura sorte!
� poss�vel, n�o, capit�o?
Qualquer coisa � poss�vel. E depois?
Ent�o voltei ao meu camarim de uma maneira totalmente normal.
Era a noite do encerramento e todos estavam se despedindo!
Depois disto eu me pergunto por que ainda n�o me prendeu!
Muito engenhosa, Srta. Stanton, mas se esquece de um detalhe.
- Qual? - O motivo.
O motivo!
Bem, eu n�o pensei nisso!
Tem que haver um motivo!
As pessoas matam por amor ou por �dio, por medo ou por raiva!
N�o, querida, temo que nenhum j�ri a condenaria!
A n�o ser que confessasse!
Um telefonema para o senhor. capit�o!
- Com licen�a. - Pois n�o.
- Cansada, querida? - Um pouco.
Temos um jantar com Gunther, cancelo?
N�o, vou me trocar quando ele for embora.
- Sinto muito, mas tenho que ir. - Era do seu trabalho?
N�o, era o m�dico da Srta. Webster.
- Est� pior? - N�o, recobrou a consci�ncia.
Agora posso falar com ela.
- Adeus, Morrelll. - Adeus.
E obrigado, Srta. Stanton, por uma noite t�o entretida!
Alegro-me que tenha gostado, capit�o.
-Capit�o, diga a Marian... -Sim.
Diga a ela que desejo toda a sorte do mundo.
Eu direi.
- Adeus. - Adeus.
Visitas n�o permitidas, senhora.
Sou a Srta. Stanton. O capit�o disse que podia vir.
Ah, sim. Entre.
Obrigada.
Ol�, Marian.
Como vai? Como se sente?
- Por que veio? - Queria falar com voc�.
Para saber como se encontra.
Tem medo.
Que coisas mais estranhas voc� diz!
Tem medo do que eu sei.
Que saiba o que sei o que voc� sabe.
As duas sabemos disso, Valerie.
- Sei que voc� matou Gordon. - Marian!
N�o se preocupe.
Encontraram-me no quarto, minhas digitais na estatueta.
E me considerar�o culpada.
N�o, n�o far�o isso!
N�o acreditar�o em nada do que eu diga!
Que reviravolta do destino!
De onde tirou a sorte, Valerie?
Ou � que Deus tem piedade dos malvados?
Esteve muito doente, Marian. N�o deveria falar assim.
Voc� sair� desta. Est� no alto do mundo!
Gordon est� fora do seu caminho, uma grande carreira, um novo homem.
Mas me diga, como vai suportar sua pr�pria consci�ncia?
Eu disse a Danbury e � imprensa que n�o acredito que voc� fez isso!
Que am�vel!
Seja como for, n�o importa.
N�o importa quando n�o se tem nada pelo que viver!
Voc� n�o sabe o que � amar um ser humano!
Por favor, n�o diga isso!
Engra�ado. Gordon me fez solit�ria e infeliz.
E fez voc� fria e cruel!
Uma mulher que pode matar e n�o dizer nada!
N�o.
Deve estar cansada. � melhor que eu v� embora!
Isto �, foge!
E n�o pare para n�o ter que enfrentar a verdade.
N�o tenha medo, eu n�o impedirei.
Se te restasse alguma dec�ncia, voc� mesma faria isso.
Mas n�o tem isso. Est� totalmente podre!
V� embora!
Quero ver o Capit�o Danbury. Sou Valerie Stanton.
Sente-se, agora est� ocupado.
� importante. Avise a ele, por favor.
Farei quando estiver livre.
Sim? Est� certo, capit�o.
A Srta. Stanton quer te ver.
Sim, senhor. J� pode entrar agora.
Eu disse que j� pode entrar agora!
Obrigado Srta. Stanton, entre, sente-se!
- Capit�o. - Perd�o.
� sobre Marian Webster...
- Escute-me! - Sil�ncio!
Sim.
Est� bem.
Capit�o!
Marian Webster se livrou de seus problemas.
Ela se suicidou!
N�o! N�o!
N�o! N�o!
- Srta. Stanton! - N�o! N�o pode ser!
- N�o foi ela! - Calma!
- Ela n�o o matou! N�o! - Calma!
Felizmente n�o h� perigo enquanto eu esteja calado.
- Que vem? Ernie? - "Estou sob seu controle".
Ent�o estou sob seu controle, Juiz Brack.
Tem-me � sua inteira disposi��o...
- "De agora em diante." - De agora em diante.
Sujeita � sua vontade. Uma escrava!
George!
- Bem, vai bem? - Quem sabe, querida?
De qualquer modo, ser� um longo trabalho.
Voc� vai ficar aqui? Voc� tem que estar l�?
Tem raz�o, Val. Assim ensaiamos ontem!
Sr. Juiz, poderia fazer companhia a Hedda o resto da noite?
Ser� um imenso prazer.
N�o, obrigada!
Estou um pouco cansada esta noite.
Acho que irei descansar.
Valerie!
Valerie, deve se sentir mais ligada!
Quando vier � alcova, feche as cortinas
e fa�a uma pausa antes de come�ar a tocar o piano.
Lembre-se, em menos de um minuto, Hedda pegar� a arma e se suicidar�.
O p�blico teme ouvir esse tiro!
Peter, n�o posso! Estou cansada!
N�o serei capaz de fazer este papel!
Nunca! Nunca!
Nancy? Nancy?
- Nancy? - Pensava que estava descansando!
N�o posso. Eu vou ao teatro.
- Est� cedo! - Prepare minhas coisas!
Est� bem!
N�o sobreviverei a esta estreia!
Claro que sim! Sobreviveu a muitas estreias!
N�o me lembro nem de uma frase!
Far� isso quando te indicarem!
Onde encontrou estas luvas? Que tenta?
Onde as encontrou?
Estive procurando, eu as encontrei ao arrumar as gavetas!
Por que me d� agora?
Porque fazem conjunto com seu vestido, mas trarei outras!
Eu atendo!
- Ol�? - Capit�o Danbury!
- Sinto interromper t�o tarde. - Estava para sair!
Oh, sim. S� ser� um momento.
Espero, � a noite da estreia e quero chegar cedo!
Ah, sim.
Noite de estreia. A noite mais importante no teatro!
Cheia de nervoso, emo��o... A incerteza do resultado!
- Entendo como se sente. - Que tal este par, Srta. Val?
N�o, obrigada, estas est�o bem. Vamos nos ver no teatro, Nancy.
Est� bem.
Bem, capit�o?
Pensei que minhas not�cias poderiam ajud�-la em sua atua��o.
Verdade?
Queria dizer que o caso est� encerrado.
- Quando aconteceu? - Est� tarde.
Pensava que a pol�cia n�o podia encerrar um caso sem resolv�-lo!
Est� encerrado porque as provas apontam para a Srta. Webster.
Vejo!
- Ent�o, todos ficam absolvidos? - Todos.
Acabaram as perguntas e as investiga��es!
Acabaram as perguntas e as investiga��es.
Boa sorte esta noite, Srta. Stanton.
Obrigada, Capit�o.
H� uma coisa que n�o me disse. Que havia no di�rio de Gordon?
- N�o te disse? - Se prefere n�o me dizer...
N�o havia nada que fosse not�cia para os jornais.
E nada que tenha de se envergonhar.
Ele a adorava. At� em seus pensamentos secretos.
Para ele voc� era a mulher mais maravilhosa do mundo.
Obrigada, capit�o! S�o boas not�cias.
Agora poder� desfrutar suas merecidas f�rias.
- Estou desejando que cheguem. - Acho que n�o te verei mais. Adeus.
Eu vou te ver esta noite.
Na minha cadeira habitual. Fila E, junto ao corredor!
Chegou cedo, Srta. Stanton! Todo mundo ainda est� jantando!
Eu sei.
Chegaram telegramas e flores. Direi a Nancy que os leve.
Obrigada.
Isso �, Val, foge!
Como vai suportar sua pr�pria consci�ncia?
Est� com medo!
Uma mulher que pode matar e n�o dizer nada!
Est� totalmente podre!
Sim, � isso, fuja! N�o pare!
Est� podre! Fuja! Fuja!
Valerie!
Michael! Michael, querido!
Alegro-me que esteja aqui!
Por que Peter estreia aqui? Est� cheio de lembran�as!
N�o deveria estar aqui sozinha!
Fui a sua casa e Nancy me disse que tinha sa�do!
Est� muito nervosa!
A emo��o da noite de estreia, a resolu��o do caso!
- Falou com o Capit�o Danbury? - Sim, me telefonou. S�o boas not�cias.
Sim.
Finalmente podemos estar juntos. N�o casaremos neste fim de semana.
Sim, Michael.
Espere um momento. Que aconteceu?
Sentemos. Pode fazer melhor, Srta. Stanton.
Diga com um pouco mais de entusiasmo!
Sinto muito... � que foi tudo uma surpresa.
Que te pe�a em casamento outra vez?
N�o. Que encerrassem o caso t�o repentinamente.
Agora j� se acabou.
Esta noite far� a melhor atua��o de sua carreira.
Acredita de verdade?
Certamente, querida, porque j� n�o tem medo!
- Medo? - Refiro-me � sua atua��o!
- Com certeza que se referia a isso? - Claro, meu amor!
Referia-se a n�o ter medo de mim mesma!
Acha que eu o matei.
Desde quando sabe?
Por acaso importa?
Sabia este tempo todo! Por que n�o me disse nada?
Esperava que voc� me dissesse! Eu amo voc�!
Deveria ter-me dito. N�o confiava em meu amor?
Que foi que eu disse ou fiz que para pensar que fui eu?
N�o foi nada disso... O fato...
O fato de que voc� soubesse, completa esta est�pida farsa!
Representei bem, n�o foi? At� Danbury riu.
Pare, Val.
Ainda por cima Marian se suicida e me deixa f�cil!
Contava com isso? Eu n�o, por pouco eu confessava!
Fui a ver Danbury para contar a verdade.
Val, deixe de se torturar!
Por que n�o me preguntou por que o matei? Ou sabe?
Pode ser.
Ele te amea�ou com algo mais letal que uma arma!
Com palavras. Foi assim, n�o?
� engra�ado, fiz de tudo para esconder isso!
- Est� confusa! - N�o.
Vivi com isso durante muito tempo!
Sabendo que matei uma pessoa e destru� outra.
Fez que sua culpa transbordasse!
Seu crime foi n�o dividir comigo, mas com a sociedade!
N�o pode esconder uma coisa assim! Cada vez fica maior!
E finalmente, acabar� com voc�!
Minha consci�ncia e eu ficamos boas amigas.
J� n�o somos duas estranhas.
Pode ser que at� aprenda a viver com isso.
Ser� melhor que v� embora.
Est� certo, Val. Se � isso o que quer!
Mas me afastar da sua vida n�o � a solu��o.
Talvez, mas vou ter que enfrentar isso a meu modo.
� m�rbido. � no mesmo teatro onde ele morreu!
Mais respeito, querida. Isto � Ibsen.
Tudo pronto!
Ernie, diga-me, como ela vai?
N�o sei. Nunca a tinha visto assim antes!
Estive a evitando. Tenho medo de falar com ela.
Sr. Gunther, ser� melhor que fale com ela.
Est� bem. Venha comigo, voc� a conhece melhor que eu.
Valerie?
- Nancy, a Srta. Stanton est�? - Claro que sim!
Eu sa� um momento para buscar caf�!
- N�o responde! - Valerie?
Valerie!
Querida, tinha me preocupado por um momento!
Ah, sim? Estou pronta.
Vamos l�.
Primeiro ato, senhores! Primeiro ato!
Bem, Valerie, esta ser� a melhor noite de sua carreira.
Demonstrar� que s� uma grande mulher pode ser uma grande atriz!
Boa sorte, querida.
- Aplaudirei com os demais. - Obrigada.
D� o aviso.
Acenda os holofotes.
Apague as luzes da plateia.
Suba a cortina!
Sim, tia Julie, Hedda � o melhor de tudo.
Creio que j� chega!
Bom dia!
Como chegou cedo! Muito gentil de sua parte!
Pelo menos terei algo para matar o tempo!
Gra�as a Deus. Que �, Hedda?
- Minhas pistolas, George. - Pelo amor de Deus, Hedda!
Muito bem!
- Um primeiro ato maravilhoso! - Obrigada, Ernie.
- Eles gostaram! - Vou me trocar.
ATO II NA TARDE DO MESMO DIA
ATO III NA MANH� SEGUINTE
Peter, � um sucesso! � maravilhosa!
Obrigado, Sr. Prefeito. Confio muito nela!
Com licen�a.
Que emo��o! Est� sendo nossa melhor estreia!
Sempre soube que podia fazer um papel s�rio
e estamos demostrando!
Nancy, v� buscar o Capit�o Danbury e traga-o aqui!
Estar� na entrada, se n�o estiver, est� na fila E, junto ao corredor.
N�o prefere esperar terminar?
V� depressa, o intervalo est� a ponto de terminar!
Levante a cortina!
A cortina sobe.
Come�amos, Srta. Stanton.
Muito am�vel por me convidar aos bastidores!
Pensei que gostaria de ver o �ltimo ato daqui!
Este � um bom lugar. Creio que poder� ver tudo.
� uma noite maravilhosa!
Talvez gostasse de ter isto.
Claro, obrigado!
Desculpe-me.
Levantem, rapazes!
Querida Srta. Tesman, soube das not�cias!
George me enviou uma carta.
N�o h� nada que possa fazer para ajudar?
Nada.
Sr. Juiz, poderia fazer companhia a Hedda o resto da noite?
Ser� um imenso prazer.
N�o, obrigada.
Estou um pouco cansada esta noite.
Creio que descansarei um pouco no sof�.
Hedda, querida, n�o toque m�sica de baile esta noite.
Pense na Tia Rina e em Ejlert!
E na Tia Julie e os demais.
Depois disto, estarei em sil�ncio.
Direi uma coisa, Sra. Elvsted...
EU MATEI GORDON DUNNING. MOTIVO: MEDO
Estou te ouvindo, George. Como vou passar aqui todas as noites?
O Juiz Brack ter� o prazer em fazer companhia.
Todas as noites, de cora��o. Acabaremos nos dando bem.
N�o tenha ilus�es, querido Juiz.
Estou pronta para ir com o senhor, capit�o.
Suba mais uma vez a cortina, Ernie.
Para cima!
Tradu��o das legendas: PARENTE - SERGIPE - BRASIL - 3
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