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Original subtitles

N�o sei. Sei cozinhar.

- O que est�s a preparar? - Estou a fazer uma sobremesa.

BILHETE DA LOTARIA

- Tem um bom dia, querida. - Terei. Adeus.

Qual � o teu problema? Porque raio n�o relaxas?

- �s pol�cia? - A rua � de sentido �nico.

Mete-te na merda da tua vida.

Nazi de merda. Estava perto de ti, sequer?

Mete-te na tua vida em vez de meteres o nariz na vida dos outros.

Vai-te foder! Porra!

Branquelas!

Foda-se!

- Ol�, J�rgen. Como vai isso? - Bem, fora o tr�nsito de sentido �nico.

Algu�m veio na minha dire��o a toda a velocidade em sentido contr�rio.

S� parei, apontei para o sinal e disse:

"Aqui � sentido �nico."

� sentido �nico?

Lamento n�o ter ido ao treino. Tivemos de levar o filho da Lone ao zoo.

- Bom dia. - Bom dia, J�rgen.

- Mas vou ao treino esta noite. - �timo.

J�rgen? Emprestas-me 100 coroas para poder jogar esta semana?

- J� me deves tr�s semanas. - Eu sei, eu pago-te.

- Tira do meu casaco. - Fixe.

- J�rgen, eu pago-te. - Claro. Sem problema.

Parab�ns pela promo��o.

Veremos como corre.

Nunca tinha acontecido. N�o conseguir uma ere��o.

Um rabinho bom, mamas grandes e cremosas e eu in�til.

- N�o achas que � a tua consci�ncia? - Porqu�?

- Porque andas a mijar fora do penico. - Cala-te. Todos mijam.

Estive com a Kirsten 27 anos. Fomos sempre s� n�s dois.

- A Kirsten era uma senhora muito querida. - Pois era.

Bem, o que diz o delegado sindical?

Querem saber como correu a lotaria?

- Como correu? - Ganh�mos...

- ... absolutamente nada. - Pois.

- Talvez precisemos de um presidente novo. - Cala-te, Palle.

O J�rgen n�o tem culpa de n�o ganharmos.

- Porque n�o jogamos online? - Porque assim � melhor, est� bem?

- Melhor? - Palle.

Continuemos a jogar desta forma parva.

Quem quiser jogar � moda antiga,

ponha o dinheiro na mesa agora.

Menos o Henrik, que cravou o J�rgen.

- Passo. - Palle.

- Tens de jogar. - Anda l�, Palle.

Se ganharmos, ser�s o �nico a n�o receber.

� a �ltima vez, porra.

E a �ltima.

Ora a� est�.

Desta vez, � certinho.

- Foi o que disseram do Titanic. - Cala-te, Palle!

- Tome. - Obrigado.

- Tome. - Obrigado.

- E um para a esposa. - Exato! Tome.

- Boa sorte. - Muito obrigado.

Vejam. Truques � Ronaldo.

Esses cal��es est�o t�o brancos.

- O J�rgen lava o pr�prio equipamento. - Certo.

Ren�? Para o flanco. Ali!

Vai-te a ele!

- O que est�s a fazer? - Livre, meu. Merda.

Livre aqui.

O Mads vai para uma equipa de talentos especiais no outono.

Treinam tr�s vezes por semana.

N�o �, querido?

A s�rio? Parab�ns.

- O que est�s a fazer? - Livre.

- J�rgen! - Tem calma.

- O campo precisa de giz. - O presidente trata disso.

N�o trata de nada. Olhem para essa linha.

- Porra, meu. - Que lindo, foda-se.

Calma, n�o queremos les�es.

- Aconteceu alguma coisa? - Deixa-me ver.

- Boa defesa. - Vais ficar com o olho negro.

Bom trabalho, J�rgen. De outra forma, teria entrado.

Foi o que ela disse ontem.

- Aonde v�o? - O jogo j� acabou, certo?

- O campo precisa de giz. - Agora n�o.

- Temos jogo amanh�. - Gitte, boleia enquanto ele faz isso?

Vai l�, eu trato disto.

- O dia aproxima-se, n�o �? - O qu�?

A comemora��o. Os 25 anos do J�rgen.

A ger�ncia vai fazer-lhe uma festa. Est�o t�o satisfeitos com ele.

- Boa viagem. - Obrigado, adeus.

- Achas que vai ser promovido? - Ningu�m � promovido.

Temos sorte se n�o passarem tudo para a �sia.

- Pronta? - Sim.

- Ol�. - Ol�.

- O campo j� est� pronto. - Est�s todo molhado.

- Como tens paci�ncia? - Algu�m tem de o fazer.

O Ren� acha que nenhum de voc�s ser� promovido.

O Ren� � assim. Deve ter ouvido isso do Palle.

- Achas? - Sabes como � o Palle.

Surpreende-o que a f�brica ainda esteja l� todas as manh�s.

- Como est� o olho? - Bem.

O Finn n�o fez de prop�sito.

- Vamos a L�rkevej amanh�? - Conhecemos l� algu�m?

H� l� uma casa para n�s.

- H�? - Temos poupan�as suficientes.

Que tipo de casa �?

- � muito gira, n�o �? - �tima!

- Ainda bem. Tamb�m tem garagem. - Onde?

Parece cara.

Nenhuma das casas que me mostraste me disse alguma coisa.

Esta est� a dizer!

- O telhado precisa de isolamento. - Estou a sentir que � esta.

J� nos imaginaste a beber caf� no alpendre?

� o tipo de casa em que se quer envelhecer.

- Custa 3,5 milh�es. - �?

O tamanho da outra chega para n�s os dois.

- Tem canos de esgoto novos. - Que agrad�vel.

Talvez consigamos persuadir o banco quando eu for promovido.

- Se fores promovido. - Quem mais escolheriam?

- Est�s a falar a s�rio? - Sim.

Isto n�o est� mal, J�rgen?

N�o, � assim que o cliente quer.

J�rgen, tens um minuto?

Sim, claro.

- A� tens. - Vai, J�rgen.

Extinguiram o cargo.

- Terei de fazer mais turnos. - Com as tuas costas nesse estado?

Devias fazer menos turnos e tu sabes.

- N�o podemos pedir ao banco? - N�o podemos simplesmente pedir, Gitte.

E se o Palle tiver raz�o e mudarem a produ��o para a �sia?

O que tem?

Perderei o emprego e ficaremos com uma hipoteca enorme.

O sexto e pen�ltimo n�mero vencedor � o 13.

E agora, o �ltimo n�mero vencedor, o s�timo.

Dois.

- Sandes de queijo ou bolo? - Queijo.

- Podes comer as duas coisas. - Ent�o, como as duas.

O primeiro n�mero suplementar � o tr�s.

BEM-VINDO AO SOL!

O segundo n�mero suplementar � o 32.

E s�o estes os n�meros desta noite. Vamos ver outra vez, agora por ordem.

Dois, nove,

13, 14, 28,

30 e 33.

Os n�meros suplementares s�o o tr�s e o 32.

Gitte?

Gitte!

- O que foi? - Ganh�mos a lotaria.

- N�o. - Sim.

... o pr�mio de hoje � de 3 603 745 coroas.

N�o!

- Estamos milion�rios? - Temos de partilhar com os rapazes.

- Quantos s�o? - Seis.

- Quanto d� a cada um? - D� 600 000.

- Podemos comprar a casa. - Sim, talvez.

- Podemos comprar um carro? - Se for barato.

Tens a certeza de que n�o foi o meu bilhete que ganhou?

Se for o teu, ser� mais complicado gastar o dinheiro.

Queres ir � Tail�ndia?

Sem problema. � s� dizeres.

- N�o est� dobrado aqui? - N�o, n�o � o meu.

De certeza?

N�o. � melhor contar aos rapazes que ganh�mos.

Conheci-a na H&M.

- Era toda boa. - Foi l� que a conheceste?

- Levei-a para o provador. - Porra, tu nunca compras roupa, Finn.

- Queres ouvir a hist�ria? - J�rgen, como foi a lotaria esta semana?

- Ganh�mos! - Absolutamente nada!

Nada, absolutamente nada.

Estou farto desta merda. Quem ganha aqueles milh�es todos?

A regra � que s� podemos pagar o pr�mio daqui a tr�s semanas.

- Est� bem. - Podemos pensar juntos.

- O dinheiro n�o deve ficar parado. - N�o, seria uma pena.

Talvez pudesse ponderar passar as suas contas para n�s.

N�o... n�o estou interessado.

- A decis�o � sua. - Obrigado.

Bem... Adeus.

- Tome o certificado de vencedor. - Obrigado. Adeus.

Olhe a sua pasta.

- Ol�. Sabes onde est� a Gitte? - Est� no parque com a Sra. Stein.

Est� bem.

- Quanto tempo tenho de ficar aqui? - N�o fa�o ideia.

- Ouve, ficamos com o dinheiro todo. - O qu�?

- � isso que vamos fazer. - N�o percebo.

Em que � que os outros v�o gastar a sua parte?

Cerveja e putas.

S�o teus amigos, J�rgen. N�o podes fazer isso.

Meus amigos? N�o posso depender deles.

S�o pregui�osos, meio alco�licos, obcecados por sexo...

Ele bate-lhe? N�o tolere isso.

Devem eles ficar com o que n�s realmente merecemos?

- � batota. - N�o podes considerar batota.

� uma distribui��o de bens de acordo com o m�rito.

N�s merecemos e precisamos disto. N�o � batota, � justi�a.

O meu marido era bom a fazer batota, mas tirou umas f�rias muito longas.

Batota � quando enganas algu�m de forma deliberada.

N�o � o caso. Olha para isto.

Imagina que este � o teu bilhete e � o bilhete vencedor.

Os n�meros s�o aleat�rios.

E se eu tivesse dobrado o canto do bilhete vencedor?

N�o �amos conseguir distinguir.

Ou podia ter escolhido o teu bilhete como bilhete vencedor � partida.

Esta ocorr�ncia aleat�ria deve reger o nosso futuro?

- N�o deve. - Tens raz�o.

Ouve, querida. Fazes o turno da noite h� quatro semanas.

Deves continuar a fazer isso? Acho que n�o.

Acho que devias ganhar 3,6 milh�es.

Devias ter a casa e o carro que queres e uma viagem para longe.

Sabes porqu�?

"Porque tu mereces!"

Eu largo o clube da lotaria.

No pr�ximo sorteio, dizemos que ganh�mos.

At� l�, agimos normalmente.

- O que � isso? - Duas garrafas de vinho.

Cada uma custa 100 coroas.

Compra como de costume, Gitte.

- N�o prov�mos j� este? - D�-me dores de cabe�a.

Levamos dois.

Est� bem, levamos um dos bons. Ningu�m vai achar mal.

Mas n�s levamos sempre dois de cada.

Boa l�gica.

Esse tipo de detalhes parvos pode comprometer-nos.

- Ol�, J�rgen. Porque te escondes a�? - N�o me estou a esconder.

- Estava a brincar. Ol�, Gitte. - Ol�.

Vejam s�.

Algu�m ganhou 3,6 milh�es nesta loja.

Podiam comprar a loja inteira. Imaginem que �ramos n�s.

- Podiam comprar uma casa grande. - Uma casa pequena.

S� temos dinheiro para uma casa pequena porque n�o ganh�mos.

- Mas levam um vinho bom. - Puseste isso a�, Gitte?

N�o temos dinheiro para isto, de todo.

H� que poupar em algum lado.

Ouve, J�rgen. Se est�o tesos...

N�o, n�s safamo-nos. S� viemos comprar pat� de cavala.

- Cuida-te. Adeus. - Adeus.

- O que se passa com ele? - Est� um bocado enervado.

- Vamos ao centro comercial. - Sim.

Passa-se alguma coisa?

O Ren� � teu amigo. Mentimos-lhe � descarada.

Ele n�o sabe. O Ren� � feliz com o que tem.

N�s, por outro lado, merecemos isto.

O que � isto?

S�o dois bilhetes para a Tail�ndia. Duas semanas, s� n�s dois.

Podemos?

Agora podemos fazer tudo.

Vai-te a eles, Mads.

Depois de quase sete anos, simplesmente despediram-me.

Faltavas muitas vezes?

Sim, mas o que esperavam?

Claro, �s m�e solteira.

- Pois. - Deves andar � procura de emprego, n�o?

Tenho de fazer isso.

- Vai-te a eles, Mads! - Parem!

Porta-te bem, sim? Voc�s tamb�m. Continuem o jogo.

Porra, � t�o injusto. Queria levar o Mads de f�rias.

- V�o a algum lado este ano? - O qu�? N�o.

Nada de especial, s� uma viagenzita.

Bem, este ano, n�s n�o podemos ir a lado nenhum.

N�o fiz nada.

N�o o pode mandar sair. Ainda agora entrou.

- N�o � desculpa. - O Mads n�o se sente bem.

- Sou �rbitro, n�o assistente social. - Ficaste milion�rio, s� generoso.

- J�rgen... - Esquece, Henrik.

N�o pode haver um debate sempre que eu apito.

- Ele levou cart�o vermelho e pronto. - Relaxa, J�rgen.

N�o relaxo. Vai dan�ar folk,se n�o te agrada.

Est�vamos no provador da H&M.

- N�o tiveste problemas com... - Podes crer que estava duro como pedra.

Poupas-nos de ouvir falar da tua pila, pelo menos ao almo�o?

Ser� que me podias emprestar...

- Vai l� e... - Tiro da tua carteira? Fixe.

- E as 100 que me deves? - Vais receb�-las.

Est� bem.

Grande merda, a Scantools vai passar a produ��o para a Pol�nia.

Claro, o raio dos polacos est�o dispostos a trabalhar por 25 coroas � hora.

- N�s seremos os pr�ximos. - Talvez n�o, Palle.

- Temos de ir trabalhar para a China. - A minha filha � enfermeira na Noruega.

- Odeio a Noruega. - Claro, Palle.

Uma vez fodi uma norueguesa. Chamava-se Inga.

- S�o todos paneleiros. - Duvido, Palle.

"L� em cima, nas montanhas", dizem eles. Que raio � isso?

� injusto que uns panisgas das montanhas fiquem ricos por encontrarem petr�leo.

- Mas que raio? Ganh�mos? - Sim...

N�o.

Mas ganh�mos.

� o bilhete da Gitte.

Ganharam 3,6 milh�es?

Queria guardar segredo, para n�o pensarem que vos tinha enganado.

- Nunca pensar�amos isso. - N�o.

� quase demasiada sorte para ser verdade, n�o �?

Azar para voc�s, sorte para a Gitte e para mim.

- Isto merece uma celebra��o. - N�o!

Henrik, promete que n�o contas a ningu�m.

- O dinheiro d� sempre problemas. - N�s n�o somos assim.

O que n�o diria o Palle disto?

- O Palle � s� o Palle, est� bem? - Toma. Fica com isto.

Esquecemos o que me deves, est� bem?

- Obrigado. - � justo.

Eu e a Gitte tivemos sorte. Por isso, vamos ajudar os amigos.

- Pois, a Lone perdeu o emprego. - Bolas.

Ela arranja outro depressa. A Lone � boa...

... em v�rias coisas. Vamos.

- Quando formos buscar o dinheiro... - Seguimos logo para a Tail�ndia.

Pobre Lone, n�o tem dinheiro para levar o Mads de f�rias.

Vai-se passar quando souber que vamos � Tail�ndia.

- Oficialmente, n�o vamos � Tail�ndia. - Mas vamos ser ricos.

Algumas pessoas podem ficar com inveja.

Al�m disso, oficialmente, s� vamos receber o pr�mio no s�bado.

- Oficialmente, vamos a Praga. - Oficialmente?

- Vamos mentir outra vez? - N�o, estamos a ser atenciosos.

- Est�s a ficar bom nisso. - No qu�?

- Nada. - No qu�?

Nada.

Porra!

Tudo para manter objetos de valor seguros. Raio do cofre!

N�o vais contar ao clube que ganhaste?

- N�o. - Ficariam t�o felizes por ti.

- A Lone concorda. - Contaste � Lone?

- Ela n�o conta a ningu�m. - O que est�o a� a sussurrar?

Nada.

- Est�o a esconder-nos alguma coisa? - N�o.

- Eu conto-vos tudo. - Pois, podes deixar de fazer isso.

- Voltaste a pedir-lhe dinheiro? - N�o.

Mais vale contar-vos.

Vou sair do clube da lotaria. Comigo a mandar, n�o ganhamos.

- N�o sei fazer essa gest�o. - T�pico.

- Vais abandonar o navio a afundar-se. - Cala-te, Palle.

- A s�rio, J�rgen? - Sim, a culpa n�o � vossa.

Sou eu. Eu sou s�...

Portanto, boa sorte.

- O que se passa com ele? - Que raio lhe disseste?

Nada.

- O que � isso? - � para ti.

Fui ao banco � hora de almo�o. Pedi um adiantamento.

- Porque mo est�s a dar? - � o correto.

H� que espalhar a alegria.

- � demasiado. - N�o.

Aceita, a tua fam�lia precisa.

Mas tenho de ter a certeza de que a Lone n�o conta a ningu�m.

Claro, n�o conta.

Prometo.

Avisamos o senhorio no dia 1 de novembro.

D� tempo para construir o telhado da casa.

- Da nossa pr�pria casa. - Sim.

- Esperas algu�m? - N�o.

Ol�.

Aqui est�.

Obrigada.

Vieram s� porque vos apeteceu ou...

- Queriam alguma coisa? - Mais porque nos apeteceu.

Bem, h� a quest�o do nosso carro.

- O que aconteceu ao vosso carro? - Est� uma l�stima.

Eu e a Lone n�o temos dinheiro suficiente.

Pelo menos, n�o para um carro novo.

Ent�o...

Ent�o... indo diretamente ao assunto...

Estamos apertados.

Est�vamos a pensar se voc�s...

... nos podiam ajudar com um empr�stimo?

Est�o a crescer bem. As flores.

S�o muito bonitas.

Precisam de �gua.

Porque nos est�o a pedir dinheiro, se n�o temos?

- Se calhar, n�o se lembraram. - J�rgen!

O Henrik encontrou o bilhete vencedor. Disse-lhe que era teu.

- E n�o me contaste? - Para n�o te enervares.

Vou enervar-me agora.

O Henrik � de confian�a. J� lhe dei dez mil, s� por seguran�a.

Fizeste o qu�?

- � chantagem. Nunca vai acabar. - N�o �.

Temos de aguentar at� s�bado, depois seremos vencedores oficiais.

- Est� na hora. - Sim.

Vamos ver o progn�stico.

Ningu�m acertou nos sete n�meros vencedores esta semana,

pelo que o pr�mio continua a somar para a pr�xima.

E se houver um vencedor para a semana e contar a todos e for � televis�o?

- O que fazemos? - N�o sei, porra!

- N�o grites comigo! - Desculpa.

Aquela casa n�o vai ficar � venda para sempre.

Vejam, � um emiss�rio da FIFA.

Tudo bem, J�rgen.

Os mi�dos t�m de aprender a respeitar as regras.

J� viram aquela carriola?

� a Lone.

Desculpem o atraso. J� podes come�ar, J�rgen.

Como conseguiram comprar um carro novo?

Devem ter poupado.

- Belo carro. - � usado. Foi um bom neg�cio.

Estou a ver.

Vai-te a eles, Mads.

Toma l�. Sai do campo.

- O Mads foi expulso outra vez. - N�o, vais parar com isso!

O qu�?

� um lindo jardim, com um terra�o virado a este e a oeste,

para verem sempre o Sol.

� o tipo de casa em que se quer envelhecer.

- Isto � para voc�s. - Obrigado.

- Obrigada. - Liguem-me quando decidirem.

- Sim. - �timo.

� perfeita.

Na verdade, nem � assim t�o grande, mesmo sendo s� para n�s os dois.

- Aquele jardim... - � esta que queres?

Ent�o, pombinhos?

- Que fazem aqui? - Ol�.

- Andam a ver casas? - N�o.

- � uma bela casa. - Sim, mas n�o temos dinheiro para ela.

Viemos ver um carro usado.

- Esse monte de sucata? - Sempre gostei deste modelo.

- � de qualidade. - N�o sei.

Parece um monte de merda velho.

As constru��es alem�s dos anos 80 eram boas.

Acho que esse � mais dos anos 70.

Pode andar na estrada?

Agora pode.

Estou a ver que precisa de algum trabalho.

E n�o estamos cheios de dinheiro.

N�o, Gitte. N�o encontr�mos o nosso carro usado hoje.

- Bem, vemo-nos por a�. - Adeus.

Que monte de merda, meu.

E esta? N�o pod�amos ter herdado desta?

- Ainda � viva. - Porra.

Esta era a Gerda, prima da minha m�e. Era professora de dan�a.

N�o podemos herdar quatro milh�es de uma professora de dan�a.

- Essa � toda a fam�lia que temos. - Temos de inventar algu�m.

- Consegues fazer isso? - Na boa.

Tu tinhas uma tia Emma que foi para a Holanda aos 18 anos.

Para onde, na Holanda?

Arnhem.

Era enfermeira. Casou-se.

O marido teve um aneurisma e ficou numa cadeira de rodas.

- Ela deixou-o. - Isso foi cruel da parte dela.

Voltou a casar e o marido novo ficou milion�rio.

Como?

Como? A vender barcos-casa.

N�o podiam ter filhos. Ela herdou a fortuna quando ele morreu.

Agora, ela teve uma morte tr�gica e deixou-te quase quatro milh�es.

Adeus, querido.

- Porque � que te deixou o dinheiro? - Acho que gostava de mim.

Isso n�o � suficiente. Tens de ter feito alguma coisa.

Porqu�? Ela podia pensar que eu sou muito simp�tica.

Isso � totalmente irrealista.

Ela muda-se para Arnhem. Come�a a trabalhar como enfermeira.

Casa-se, ele morre com uma hemorragia no c�rebro.

J�rgen? Vem � sala dos fumadores.

O Henrik vai contar onde arranjou o dinheiro.

Calma, n�o �s obrigado a dizer de onde veio o dinheiro.

- Porque n�o? - Prote��o da privacidade!

N�o me interessa muito.

Ele anda de carro novo. A Lone anda a passear com roupas de marca.

Compraram uma televis�o com som surround.

- Isso pede uma explica��o. - S� se o Henrik a quiser dar.

Ele quer explicar.

N�o foram voc�s que ganharam milh�es na lotaria, pois n�o?

N�s...

N�s recebemos uma heran�a. A Lone recebeu.

- De uma tia rica. - Quanto?

Foram 200 mil para j�, mas a Lone diz que vai receber muito mais.

- Diz? - Que maravilha. Parab�ns.

- Obrigado. - Meu Deus.

Os 200 mil pagavam muita rata.

- Se cada uma cobrar 1500... - Cala-te com as ratas, Finn.

Morreu de qu�?

- Morreu de qu�? - Imagino que esteja morta.

- Sim, est� morta. - Morreu de qu�?

- Dor de cabe�a. - Dor de cabe�a?

Sobretudo dor de cabe�a.

Porque deixou o dinheiro � Lone?

- Eu... - Devia gostar dela.

- Sim, foi por isso. - Ela deve ter feito algo especial.

Porqu�? N�o podia s� gostar dela?

- Estamos a falar da Lone, certo? - Aten��o.

Ela arranca tinta de uma porta s� a falar para ela.

Eu tive de lutar para receber o subs�dio para as minhas costas

e aos outros cai-lhes dinheiro do c�u,

s� porque algu�m gosta deles.

Est� tudo bem, J�rgen?

Tens andado estranho. Mais do que o costume.

A Gitte n�o est� muito bem.

Vamos ausentar-nos algum tempo.

Uma viagem barata de autocarro at� Praga, s� para recuperar a chama.

- Uma viagem de autocarro? - Qual � o mal?

Quem diz que � preciso viajar em primeira classe?

- Ningu�m diz isso. - Por isso � que vamos a Praga.

- � o que conseguimos pagar. - Est� bem.

- Adeus. - Adeus.

- Talvez dev�ssemos ficar em casa. - N�o, temos de ir.

Como � que o dinheiro veio parar �s nossas m�os?

N�o sei.

Mas mais vale aproveitar o que ganh�mos enquanto pensamos.

Pois.

- Boa noite. - Boa noite.

Quantas vacinas s�o precisas para ir � Tail�ndia?

Certo.

Tem vaga esta tarde? Fico com essa.

Obrigado, adeus.

Est�s a bater uma durante o hor�rio de trabalho?

- Temos de falar sobre uma coisa. - Sim?

- Ganhaste a lotaria? - O qu�?

Ganhaste?

N�o!

Sim, ganhaste!

- Incr�vel, n�o �? - O clube da lotaria ganhou.

Fant�stico. Tu desistes e n�s ganhamos.

- S�o 500 coroas para cada um. - N�o posso aceitar isto.

Seria injusto. Foste presidente do clube durante anos.

Quando estiverem em Praga, tiras isto do bolso

e fazes-lhe uma surpresa com uma sobremesa.

Mima-a um pouco, est� bem?

Do cara�as, Ib.

Ol�.

- Ol�, Palle. - Ol�, J�rgen.

Est�s aqui?

Ent�o? O que tens?

Eu? S� preciso...

Vim s� fazer um check-up.

� a minha garganta.

Parece que tenho uma bola de muco gigante aqui.

- Conheces a sensa��o? - Nem por isso.

Mas j� sabemos como �, n�o �?

"Tome estes comprimidos." N�o fazem merda nenhuma.

Ele s� tem de passar receitas

para poder ir �s Ilhas Virgens.

Pois.

T�pico.

Est�o na m�o das farmac�uticas, todos eles.

J�rgen Bo Olesen.

Obrigado. Adeus, Palle.

Estou � espera h� uma hora. Ele entra e � logo chamado.

Ol�!

Vai ser divertido.

- Tinha saudades tuas. - N�o fui a lado nenhum.

Sabes o que quero dizer.

Achas que nos viram?

- O que se passa, pombinhos? - Nunca vamos encontrar a lente.

- Que raio, Ren�? Ol�. - Ol�.

- O que fazem aqui? - Eu vou ver a minha filha � Noruega.

Eu s� vou para lhe fazer companhia.

- Pagas-nos uma cerveja? - Tem de ser aqui, a Noruega � cara.

N�o iam de autocarro para Praga?

Sim.

- Por que raio est�o aqui? - Bem, o autocarro...

- Como se diz? - Avariou.

Ent�o, deram-nos bilhetes de avi�o.

- Vamos pedir quatro cervejas. - N�o vai dar tempo.

Isso v�-se j�. Vejamos, Praga? �s 20h35.

- T�m muito tempo. - Quero chegar cedo � porta de embarque.

Duas horas mais cedo?

Devias aprender a relaxar. N�o acha? Voc�s v�o de f�rias.

O Ren� vai porque a minha filha comprou uma casa.

Ele vai tratar da casa de banho.

EMBARQUE

- Entrega fresquinha. - Temos tempo para mais tr�s.

- N�o temos tempo. Temos de ir. - Nem pensar.

- N�o podemos beber a cerveja toda. - Tu podes, Ib.

Vou a mijar o caminho todo at� Oslo.

Como na igreja, no casamento da minha sobrinha.

Precisava mesmo de mijar. At� tinha os olhos amarelos.

O vig�rio n�o se calava, era uma seca.

Quase me tornei ateu. Falou durante 45 minutos. N�o parava!

- Falou do qu�? - Temos mesmo de ir.

- Sim. - E as cervejas?

- Pronto. - Muito bem.

Obrigado.

EMBARQUE

Com licen�a.

- Est�s comigo? - Sim.

Que raio? Esqueceram-se das compras.

Est� na hora, Ib.

Ren�, ali est�o eles.

- Esqueceram-se das compras. - Obrigado.

O que fazem aqui? Ali � para ir para Banguecoque.

- A vossa porta � mais para baixo. - Venham.

- Anda, J�rgen. - Despacha-te, porra.

Esta � a porta de embarque para Praga.

Obrigado, muito obrigado.

- N�o percam mais tempo connosco. - Queremos acenar-vos.

- Que tolice. - Vamos despedir-nos como deve ser.

- Ren�, tenho de ir mijar. - N�o podes ir sozinho?

- N�s ficamos bem, Ren�. V�o. - Est� bem. Boa viagem, malta.

- Adeus. - Anda, Ib, seu cano furado.

BANGUECOQUE - A FECHAR

�ltima chamada para J�rgen e Gitte Olesen,

voo NVR951 para Banguecoque.

Dirijam-se � porta B3 de imediato.

Ib, caramba.

Sim!

Porra!

Porque � que tinham de ir de avi�o para a Noruega e n�o de ferry?

Porque � que tinham de ir num voo chique?

- Relaxa, J�rgen. - Estou a relaxar. Estou relaxado.

Espera s� at� voltarmos: "Tail�ndia? Como t�m dinheiro para isso?"

Vai ser s� sarilhos com a inveja deles. Porra!

Obrigado.

- � maravilhoso. - Sim, � �timo.

Credo.

Pronto.

Pois.

Cara�as!

Que paisagem. N�o � linda?

Est�s a gostar? Est� abafado.

E ainda � cedo. Logo � noite j� melhora.

Que temperatura temos l� em casa? Uns 15 ou 16 graus. Temos sorte.

- Estamos a divertir-nos imenso. - J�rgen.

Desculpa.

Talvez dev�ssemos doar o dinheiro.

- O qu�? - � caridade.

- N�o era isto que querias? - Sim.

S�o as tuas f�rias de sonho.

Sim, � maravilhoso.

� �timo que possamos comprar a casa, mas o resto do dinheiro...

- Queres do�-lo? - Talvez.

- A quem? - N�o sei.

Ningu�m o merece mais do que n�s.

Obrigado.

O que foi?

� t�o picante!

S�o loucos?

Sim, por favor.

Porque n�o avisam as pessoas de que � picante, porra?

- J�rgen. - Deviam estar gratos por virmos aqui.

Meu Deus.

Est�s a fumar?

Pedi o dinheiro da reforma e fomos � Tail�ndia.

Por que raio n�o nos contaste?

Como delegado sindical, n�o vos queria encorajar a fazer o mesmo.

N�o te preocupes.

Se fosse � Tail�ndia, n�o levava a Susanne.

� irrespons�vel gastarem a reforma agora.

- Ent�o, porque o fizeste? - Queria fazer a Gitte feliz.

Ela queria ir e eu pensei: "Vamos agora.

Antes que seja tarde."

Sim!

Alguma coisa n�o bate certo.

- � o mesmo caf� de sempre. - Alguma coisa n�o bate certo.

Com o J�rgen.

J� h� algum tempo.

Dev�amos voltar ao trabalho.

Ele anulou a reforma.

Desistiu de ser presidente do clube da lotaria.

Quando o vi no consult�rio, estava a agir de forma muito estranha.

E depois vai para a Tail�ndia com a Gitte.

Antes que seja tarde.

Podes vir � sala de fumadores? Temos de conversar.

Quem pensam que s�o? N�o tenho de vos dar justifica��es.

Inveja, suspeitas, queixumes. S�o �timos nisso.

Mas dec�ncia e considera��o...

J�rgen, n�s sabemos.

Est� tudo bem. Deita c� para fora.

J�rgen? � SIDA?

- SIDA? - Se for, n�o h� problema.

Eu partilho as canecas e as sanitas. Todos partilhamos, n�o �?

Deixa o J�rgen contar-nos o que tem.

- J�rgen, s�o os test�culos, n�o s�o? - Deixa-o falar, Finn.

� cancro, certo?

Sim.

Eu sabia. Fumo passivo.

- � injusto. O J�rgen n�o fuma. - Pode n�o ser nos pulm�es.

� isso, J�rgen?

- N�o. - � no est�mago?

- Sim. - O meu tio teve.

Quando souberam, j� se tinha espalhado. Morreu numa semana.

Que anima��o, Palle!

A irm� do Ren� conhece um curandeiro. Como se chama?

Chama-se John. Tratou-me do joelho � socapa.

J� andava a dar sinal, mas agora est� bom outra vez.

- N�o preciso de um curandeiro. - Tudo bem.

Deixemos os m�dicos tentar primeiro. Est�s a receber tratamento?

Est�s a fazer qu�mio?

Est� tudo bem, J�rgen.

CANCRO

- Quando vais ficar bom? - Deixa-me ficar doente primeiro.

Quando virem como estou doente, conto-lhes a hist�ria.

Que � qual?

A que contei ao Henrik. Que ganh�mos com o teu bilhete.

- V�o achar que fizemos batota. - Agora estou doente.

N�o t�m direito de achar que fizemos batota.

- J�rgen? - Sim?

Como presidente do clube, decidi...

Achamos que n�o deves ir para o campo enquanto estiveres mal.

- O qu�? - Passa esse tempo a relaxar.

Mas quem ser� o �rbitro?

Ele � bom e os mi�dos adoram-no.

- Deve ser dif�cil para ti. - O qu�?

- A doen�a grave do teu marido. - Dizem que tem boas hip�teses.

O Mads vai para um campo de treino para grandes talentos em Inglaterra.

- Parab�ns. - � caro, mas...

Muito, muito caro.

Vai-te a eles, Mads!

- Golo! - Golo!

Boa, Mads!

J�rgen...

- Foste ao John, o curandeiro? - N�o.

� melhor ires.

N�o te queremos perder.

Acho que n�o v�o perder.

Dizem todos isso, depois v�o-se.

Cala-te, Palle.

- D�i-te a cabe�a? - Sim, um pouco.

- Tens n�usea? - Sim...

� estranho n�o teres perdido as sobrancelhas.

- Pois �. - N�o lhe estragues o humor, Palle.

- � estranho. - Sim.

Talvez caiam mais tarde, depois do resto dos pelos.

Bem, vemo-nos por a�.

Espera, J�rgen.

- Chega disto. - Ent�o?

- Vamos levar-te ao curandeiro. - N�o, n�o � preciso.

- N�o me sinto muito bem hoje. - Vens connosco.

Vou l� para a semana.

Vamos dar-lhe a melhor festa dos 25 anos.

- Talvez a �ltima. - Porra, Palle.

N�o estou a receber nada nesta zona.

N�o percebo. Est� a� mesmo.

N�o sinto nada.

N�o pode ser. O hospital inteiro viu-o.

� muito estranho. Mas sinto algo no duodeno.

� melhor do que nada. O que sente?

Como acha que vai a sua vida de momento?

- O qu�? - Como est� o seu casamento?

V�, por favor.

N�o se meta no meu casamento.

Est� aqui algo, mas � psicol�gico.

Tenho cancro do est�mago, est� bem?

Podes ir abrir?

Ol�, Henrik.

Quinhentos mil? Est�s louco?

- A Lone apaixonou-se por um chal�. - Ela devia parar com isso.

A relva e o ar fresco fazem bem �s crian�as.

Como podes pedir dinheiro a um homem doente?

- � a �ltima vez. - Que am�vel.

Quando podemos receb�-lo?

Depois da minha festa.

- Boa. - Sim, boa.

At� l�, ent�o.

- Vai resultar. - Sim, claro.

J�rgen, faz o que quiseres.

PARAB�NS, J�RGEN 25 ANOS

Obrigado.

- Ol�, J�rgen. - Ol�, Palle.

- S�o biol�gicas. - Ol�, Palle.

- Parab�ns. - Obrigado.

- Parab�ns, J�rgen. - Obrigado, Finn.

Na verdade, � por vossa causa que nos volt�mos a juntar.

Por causa da tua doen�a. A vida � curta e a felicidade longa.

O que importa � que algo bom resultou da tua doen�a. At� logo.

� dif�cil acreditar que ele se tornou t�o fechado.

- � mesmo uma pena. - Quase d� para ver a dor que sente.

- Parab�ns, J�rgen. - Parab�ns, velhote.

Obrigado.

- D� para ver e gravar. - � demasiado.

Deve ter sido uma fortuna.

H� que espalhar a alegria.

- N�o � o que dizem? - Sim, muito obrigado.

- Ol�. - Ol�.

Mereciam porrada.

N�o fiques chateado por terem muito dinheiro.

N�o sei, J�rgen.

Que del�cia.

A Susanne n�o descobriu o que aconteceu na H&M?

Est�s louco? Est� a correr bem, sem problemas.

- Isso j� passou. - E isto est� a funcionar?

Sim.

- Se calhar, era a tua consci�ncia. - O qu�?

O J�rgen tem mais amigos Que a maioria das pessoas

� dif�cil acompanhar

Est� sempre envolvido E geralmente est� certo

Se algu�m faz batota Ele passa-se

J�rgen, o delegado sindical, D� sempre o seu melhor

Pelo bem dos outros

- O que foi? - Nada.

- Est�s a sentir-te mal. - Estou bem.

Um grande viva Para nosso velho amigo

Viva o J�rgen!

Viva, viva, viva!

- Agora, longo. - Viva!

� t�o jovem e bonito

� t�o jovem e bonito

Viva!

- Como te sentes, J�rgen? - �timo! Volta para a festa.

- N�o dev�amos ter ficado com o dinheiro. - Deixa-te disso.

Na segunda, vamos assinar o contrato para a casa que tu desejavas.

- Tenho a sensa��o... - Cala-te.

Ainda bem que n�o s�o pessoas como tu que governam o mundo.

Nunca fariam nada.

Aonde foram todos? O que est� a acontecer?

Parab�ns, J�rgen, seu velhadas. Aqui tens.

O que achas?

� o monte de sucata que andavas a ver.

Demoraram tanto a arranj�-lo que estiveram duas semanas sem rata.

Isso n�o � garantia.

- N�o podemos aceitar isto. - Tem de ser.

J�rgen, meu velho.

Quer�amos dar-te isto porque �s o melhor delegado,

o melhor colega e o melhor presidente do clube de lotaria.

Esperamos que te safes e voltes a ser presidente do clube da lotaria.

Felicidades e parab�ns.

Ele � um bom companheiro

Ele � um bom companheiro Ningu�m pode negar

Olhem.

Primeiro, obrigado pelas prendas. � demasiado.

Espero que festejemos at� ao amanhecer.

Mas tenho algo a confessar.

Como sabem, quando era presidente do clube da lotaria,

todas as semanas comprava um bilhete para a Gitte.

Antes de eu adoecer, aconteceu algo fant�stico.

O bilhete da Gitte teve pr�mio.

Ela ganhou 3,6 milh�es.

Antes de vos poder contar, fiquei doente.

Ainda n�o estou bem, mas os m�dicos dizem que h� esperan�a.

S� queria que soubessem.

O bom � que n�o tenho de me preocupar como a Gitte se ir� aguentar,

se o pior acontecer.

Tudo bem, J�rgen.

Longa vida

Longa vida para ti Viva

Viva, viva

Viva, viva

Vida longa para ti

- Tens de ir ao m�dico. - N�o importa.

Pode aparecer do nada e espalhar-se que nem um inc�ndio.

- N�o tens cancro. - Tenho, � o meu castigo.

- N�o disseste que merec�amos? - Merecemos.

� muito injusto se ficar doente agora.

- � Deus, aquele sovina. - Agora a culpa � de Deus?

Pelos vistos, Ele n�o quer que eu tenha nada.

Para ficar bom, tenho de devolver o dinheiro. Gitte?

Gitte? Gitte!

V� se te calas, est� bem?

Cala-te tu, seu...

- Estou saud�vel? - Exceto a �lcera.

- Mas n�o corre perigo de vida. - Alguma coisa lhe deve ter escapado.

- J� aconteceu. - Neste caso, n�o.

Consegue ter a certeza de que n�o tenho um bocadinho de cancro?

- Tem andado enervado? - Sim, um pouco.

Porque est� de gorro?

� que...

Os rem�dios v�o aliviar a dor

mas, a longo prazo, tem de remover as fontes de stresse da sua vida.

Precisa de mais alguma coisa? J� tomou rem�dios para �lceras?

Tome um comprimido duas vezes por dia e siga as ordens do seu m�dico.

- Toma mais alguma medica��o? - N�o.

Aqui tem. Obrigada.

N�mero 12.

- Desculpem. - N�o h� problema.

Sente-se.

N�o tenho cancro. Tenho uma pequena �lcera.

- Assinem aqui. - Ent�o, est� na hora.

� um grande momento. N�o acontece todos os dias.

N�o.

Aqui tens, querida.

Querida?

- Queres a casa ou n�o? - Quero.

- Ent�o, n�o percebo. - Nem eu.

- Finalmente temos o dinheiro. - Nunca o quis.

- Querias, sim. - Tu querias, porque n�s merec�amos.

E merecemos! Quem marca o campo a giz todas as semanas?

Basta! N�o sentes? Alguma coisa est� errada.

- O qu�? - Andas a mentir!

Achas que merecemos mais o dinheiro do que os teus amigos.

Deixa-te disso. Fiz tudo para te agradar.

- Para me agradar? - Sim, estou a fazer isto por ti.

- Est�s? - Por quem mais haveria de ser?

Acho que j� n�o gosto de ti.

N�o gostas de mim?

Que disparate � esse?

Ouve.

Se te fores embora, n�o voltes.

Meu Deus!

- Parab�ns? - Pela tua recupera��o.

- Recupera��o? - N�o tens cancro.

- Tenho, sim. - Porque tomas rem�dios para �lceras?

- Tamb�m tenho uma �lcera. - Pobre homem.

D� c� isso!

O teu cabelo est� a crescer bem. Que tal contarmos ao clube da lotaria?

O que querem?

- Metade do dinheiro. - O qu�?

Meio milh�o n�o compra um grande chal� hoje em dia.

Metade e ficamos quites.

Eu e tu somos muito parecidos.

- Somos? - Sim, ambos merecemos o dinheiro.

N�o achas justo que o partilhemos?

- Vens, Henrik? - Mas...

A Susanne est� gr�vida.

- De ti? - Haveria de ser de quem?

- O que foi? - Porra.

- Quem cose esta merda? - Aqueles japunas de um raio.

Cara�as.

Diz s� o que est� na porcaria do saco.

� o dinheiro que vos roubei.

- Est�s a falar do qu�? - � verdade, porra.

� o dinheiro da lotaria.

O bilhete da Gitte n�o teve pr�mio. Foi o do clube que teve.

N�o h� uma faca ou uma tesoura?

Toma.

D� uns 600 mil para cada um.

J� tenho a minha parte.

Ganh�mos?

- O dinheiro � nosso? - Sim, o dinheiro � vosso.

- H� outra coisa. - Deixa, J�rgen. N�o � preciso.

Se � privado, deves poder manter segredo.

Eu n�o tenho cancro.

Tenho uma pequena �lcera.

O qu�?

Era...

Por que raio nos disseste que tinhas cancro?

Como foste capaz de fazer isto?

Fic�mos preocupados para cara�as contigo.

Pois.

Desculpem.

- J�rgen? - Sim?

- Sabes que �s um grande parvo? - Sim.

N�s ter�amos ficado com o dinheiro.

N�o, de certeza que n�o teriam.

Ter�amos. Eu teria ficado com tudo.

Finn.

Palle. Ib.

Ren�.

Henrik.

Porque � que o teu � mais pequeno?

- A Lone n�o tinha recebido uma heran�a? - N�o dessa forma.

Tu sabias. Sabias que o J�rgen tinha ganhado.

T�pico.

Porque � que o J�rgen lhe haveria de dar dinheiro?

Mentiste este tempo todo. Este merdas andou a mentir.

- Andavas a chantage�-lo. - T�nhamos um acordo.

- Tu e aquela cabra gananciosa. - N�o metas a Lone nisto.

O J�rgen empresta-te dinheiro desde que eras um aprendiz ranhoso.

- � assim que o tratas? - As pessoas podem errar.

Podem?

Desculpa, foi um pequeno erro. Agora vou dar-te um erro grande.

N�o!

Est� quieto, Ren�!

- Acalma-te! - Calma!

- Ele s� tinha 32 anos. - N�o, ele tinha 32 quando se casaram.

Tinha 83 quando morreu.

Devem ter sido 51 anos.

N�o parece assim tanto tempo.

- Quem � aquele? - � o J�rgen.

Preferia o que tinha antes.

Mette, importas-te?

Contei tudo ao clube da lotaria.

Dei-lhes o dinheiro.

Aceitaram bem.

Acho que devias ficar com a nossa parte.

J� a transferi para a tua conta.

Podes ficar com o apartamento. Eu arranjo outro s�tio.

- Desculpa, Gitte... - N�o pe�as desculpa.

N�o te devia ter pressionado com a casa.

N�o importa onde moramos.

Ou onde mor�mos.

Acho que o mais importante...

... � termo-nos um ao outro ou estarmos juntos.

- A s�rio? - Sim.

Que cara�as.

J� fomos � Tail�ndia.

Legendas: C�ntia Domingos

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