All language subtitles for Bittere Ernte (1985) DVDRip Oldies

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Original subtitles

COLHEITA AMARGA

Deixe a boneca. A boneca fica.

No campo?

Ela atrapalhar�.

Salte e saia correndo.

- Corra depressa, certo? - N�o me machucarei?

N�o vai se machucar.

- E voltaremos para Viena? - Sim.

Voltaremos para casa.

- N�o tenha medo. - eu n�o tenho medo, mam�e.

Mas ela tamb�m quer voltar para casa.

Rosa, primeiro voc�s.

Amarre bem os sapatos.

Quero minha boneca. Mam�e, tenho medo.

Salte. N�o doer�

- Voltaremos para Viena. - R�pido, me d� a faca.

O t�nel.

Rosa, agora.

� aqui.

- Aqui vive a Sra. Kaminska? - Ogrodowa 16, � aqui.

Meu Deus.

- Siga-me. - Sim.

- E pegue a cesta, com cuidado. - Sim.

Desculpe, vive aqui...

a Sra. Kaminska?

Para que a querem?

Sou Leon Wolny.

De Wola. A Sra. Kaminska...

escreveu-me uma carta.

Entrem. N�o o havia reconhecido.

Voc� �...

� a Srta. Eugenia, verdade?

N�o te vejo...

desde o seu casamento.

Coloque isto a� e tire as batatas.

Meu Deus,...

quantos anos faz...

Entrem, por favor.

Avisarei minha m�e.

Agora vivemos s�s.

Grato.

Muito obrigado.

Quer um ch�?

- N�o se incomode. - No que agora chamam de ch�.

Folhas de framboesas secas.

Faz um ano que n�o bebemos ch� de verdade.

N�o se incomode.

Lembro quando me mostrou o p�nei.

Completava 10 anos. O p�nei Igor.

Era um presente de pap�.

Ele estava orgulhoso do seu uniforme novo.

Era o meu primeiro dia de trabalho na sua granja.

Seu pai, n�o era o nosso capit�o de quadra?

Ele tinha cavalo de montaria.

� verdade!

Era um homem muito trabalhador. Os demais gostavam do sal�rio.

Ele poupava para comprar uma pr�pria granja,...

e � uma das mais pr�speras da regi�o.

Meu Deus,...

que alegria te ver t�o bem de sa�de.

Viu Leon, aquele que nos vigiava silenciosamente.

Deus nos p�e em prova.

P�e a prova nossos cora��es e nosso car�ter.

Querido, posso te chamar pelo seu nome de guerra, como antes?

Sim.

Sra. Kaminska, para mim �...

uma grande honra.

Sente-se, por favor.

E como est� o seu irm�o?

Meu...

Bem, muito bem.

Obrigada.

Ele foi deportado.

Faz quase 2 anos.

Primeiro esteve no c�rcere de Katowice. Perto de Berlim.

Mas n�o tenho not�cias.

�s vezes temo que esteja morto num destes campos.

Agora te matam por nada.

Ele sempre...

protegido

Paguei 500 $ em subornos. N�o serviu de nada.

Continua solteiro?

Nosso padre queria te casar com a irm� dele.

N�o, n�o,...

agora n�o � o momento.

Espero

que meu irm�o volte.

E que termine a guerra.

Est� louca? Meu caf� da manh�.

Alto, dem�nios!

Alto!

Est� ferida?

Est� s�?

Esconde-se dos alem�es?

N�o...

N�o tenha medo.

E...

o qu� fa�o com voc�?

Beba!

Grata.

Est� em minha casa. N�o h� mais ningu�m.

Deve tirar a roupa molhada.

Venha.

Fugiu de um transporte?

Troque-se.

Enquanto isto, guardarei os cavalos.

Tenha,...

� do meu irm�o. Agora volto.

Incendeiam as casa onde encontram judeus.

Tem que entend�-los. Venha aqui.

Desculpe, te trago meia soquete. Pegue.

Vamos, te ajudarei.

Se me ajudar,...

p�e-se em perigo.

Tem aonde ir?

Mas se tem febre, e alta!

Ol�, Sr. Wolny!

Sr. Wolny!

Sr. Wolny, est� em casa?

- O que faz aqui? - O qu� acha?

Comprei isto barato e vendo mais barato ainda.

E isto � um presente.

Prove-o, senhor conde.

Assim � Czybulkowski:

D�-me um pouco de carne de porco, e eu te dou 10 d�lares...

e este casaco. N�o � mau neg�cio.

S� fa�o bons acordos.

E que fa�o com isto?

J� sei o que vai acontecer. Agora � uma pechincha.

Ele me mobiliou uma casa. � divina.

Ele me agradecer�.

Vamos, traga os m�veis.

� um judeu. N�o os quero. Leve-os r�pido, agora mesmo.

Porque � de um judeu? N�o ser� racista, verdade?

N�o quero nada que temer.

Um momento.

Mas Sr. Wolny...

N�o seja infantil.

Se sente arrependimentos, acenda uma vela no domingo.

Magn�fico, esta mesa. Nem o sacerdote tem um assim.

J� viu? Eu sei do que gosta.

N�o, no sal�o faz frio. Sente-se aqui.

Ent�o sentaremos aqui.

E agora, falemos s�rio.

Tenho um neg�cio melhor.

Te digo que juntos poderemos chegar longe.

Voc� tem dinheiro, eu ideias e contatos.

Lembra-se quando a Sra. Kaminska vendeu o pomar?

Voc� disse: "Se tivesse dinheiro, a compraria".

E lembra do que te disse?

- N�o. - Te disse: "Quem sabe...

se algum dia ser� seu".

Para qu� falar disto? Rubin comprou e n�o vender�.

Sim, mas Rubin � judeu.

� inteligente.

Passou a administra��o de seus bens para a prefeitura...

por�m a lei n�o o permite.

A lei!

A administra��o n�o sabe nada.

Mas saiu um boato.

Quem?

Confio nele. Escute

O munic�pio tem que autorizar o arrendamento das propriedades.

Ele j� conhece seus colegas. Falou com o tabeli�o,...

e se ficarem b�bados, aprovar�o o seu pedido.

Voc� arrenda os terrenos.

E n�s o repartiremos, meio a meio.

Pense. O pomar tem 2.000 �rvores,...

um secador e uma f�brica de marmelada.

N�o duvide que Rubin fez uma fortuna com este pomar.

E agora h� a guerra. Falta de tudo.

N�s ficaremos ricos, eu te asseguro. E legalmente.

Quando terminar a guerra, pode comprar o pomar.

N�o colocar� obje��es.

Mas Rubin sempre poder� reclamar a propriedade.

Por isto n�o falar� com Rubin.

Por que n�o? Dizem que tem um bom esconderijo.

� triste te dizer, mas recolher�o a todos. Est� claro.

N�o sobreviver� ningu�m.

A mim basta o que Deus me deu.

Voc� n�o quer ser t�o tonto.

Tenho uma vaca doente. Se se esfor�a tanto, venda-a.

Termos que ser agradecidos.

Dever� come�ar a comer alguns lobos.

para evitar problemas.

Tranquila.

N�o se descubra.

Aqui faz muito frio.

A febre.

Tem 40�C!

Coloque esta camisa e tire a sua, est� suada.

Mas coloque...

M�o de Deus, o qu� h� com ela?

Coloque esta camisa, entende?

Vamos, vamos, coloque-a.

Meu Deus, N�o fique doente!

N�o posso chamar um m�dico. O qu� direi a ele?

Vamos, vamos.

Seja sensata. Levante-se.

Vamos, levante-se.

Assim.

Assim,...

e agora...

a camisa...

Isto.

� isto.

Um momento. Perdoe-me.

Vamos, com cuidado.

Por favor, senhorita, vamos.

Vamos.

Agora...

Deite-se aqui.

Tem que ficar coberta.

Por favor.

Tem que se cobrir.

Sim, isto.

Perdoe-me, perdoe-me.

Enquanto outros sofrem, eu aumento meus bens.

H� que dar a C�sar o que � de C�sar.

O divino � de Nosso Senhor. A riqueza n�o � pecado.

N�o ficar com d�s dos demais � pecado.

Pensei...

que quero presentear a nossa igreja com um �rg�o.

Nosso Senhor agradece os sacrif�cios feitos de cora��o.

Mas guarde a vaidade.

Arrependa-se dos seus pecados. N�o pode subornar Deus.

Que mais, meu filho?

Estou sempre me masturbando.

Luto contra ele, me mortifico, n�o como carne,...

por�m o outro � mais forte.

� hora de encontrar uma mulher.

� hora que tenha uma fam�lia.

Mas as mulheres me d�o medo. N�o sei como conversar,

e nem trat�-las.

Nunca vem nos ver, Sr. Wolny.

Meu irm�o tamb�m lamenta que n�o tenha tempo para n�s.

Aconteceu algo?

Diga-me, como se trata a febre alta?

- Est� enfermo? - N�o, s� pergunto por acaso.

Sempre te disse que n�o � bom viver t�o s�.

Continuam procurando judeus.

Parece que ontem alguns vieram.

Se n�o os podem ajudar,...

ao menos n�o deveriam entreg�-los aos alem�es.

Nossa sa�da, tamb�m pensa assim?

Se n�o te disse...

� porque � muito perigoso, porque nos proibiram.

A aspirina � melhor para a febre, mas agora n�o h�.

Quando Janek se adoentou, eu pus ventosas.

Ajudaram, logo a febre desapareceu.

As ventosas s�o eficazes.

Quando �ramos pequenos, minha m�e as colocava quando est�vamos doentes.

As encontrei no por�o.

Por favor,...

vire-se de costas. Eu darei a volta.

Ponha-se de boca para baixo, as ventosas se colocam nas costas.

Vamos.

D� a volta.

Boca para baixo.

Os alem�es se renderam em Estalingrado.

Todos dizem que perderam a guerra,...,

mas ningu�m sabe quando.

Por�m h� esperan�a,...

isto � o principal.

Deveria se alegrar.

Sr. Wolny!

Sr. Wolny!

Tudo isto � nosso. Sim, � todo nosso, nosso.

Como manda a lei, tudo est� entregue em bom estado.

S� falta que assine aqui,...

por favor.

Veja, isto deve ser de um candelabro de sabbat.

Um candelabro de prata!

N�o, banhado em prata. N�o tem valor.

Na minha lista n�o diz nada de um candelabro.

Como � poss�vel?

� como se Rubin tivesse vivendo aqui faz pouco tempo.

Imposs�vel.

Eles saberiam.

- Talvez soubessem. - N�o se aborre�a, Czybulkowski.

Era uma brincadeira.

Era uma brincadeira, Sr. Maslanko.

O que foi, Sr. Pauline?

Bom dia. Como vejo, seremos vizinhos.

Vizinhos? Por qu�?

S�o s� uns passos da reitoria ao pomar.

E por que n�o se muda?

N�o, n�o me mudo.

Que pena.

Meu irm�o se enganou.

Tenho algo para voc�.

Aspirinas. Se eu ficar enfermo.

Ana espalha por a�...

que s� prepara mingau de aveia, como se fosse para um doente.

Diz que em sua casa ocorrem coisas estranhas.

As fofocas n�o me convencem.

Pois n�o.

D� lembran�as em casa, muitas lembran�as.

Merda!

Vamos!

A ver, ensine-me o que h� de estranho na minha casa.

Vamos, venha aqui. Quero ver.

Olhe. O qu� v� de estranho?

Aqui, na sala. Entre.

O qu� foi que mudou? D� uma olhada.

Voc�!

Veja se estou escondendo uma mulher.

Ele n�o me disse nada de uma mulher.

N�o te disse nada? Procure na cozinha.

Vamos, vejam em tudo.

- Sr. Leon, eu n�o queria... - N�o queria.

Fora, fora daqui.

Se baterem na l�ngua, deixo-os no meio da rua.

Estejam certo disto.

Est� melhor?

Ouvi tudo.

N�o se preocupe por mim.

J� posso me cuidar s�.

Eu vou.

J� a adverti e ficar� com a boca fechada.

Sabem que morreriam de fome se os tirassem daqui.

Eu agrade�o por tudo que fez por mim,...

Mas n�o posso mais ficar. Eu vou.

- Mas, o qu� est� fazendo? - Estou indo.

Vai-se, mas para onde?

O qu� v�o fazer comigo?

Iriam encontr�-la e mat�-la. Buscam os judeus no bosque.

- Encontraram algu�m? - Ainda n�o, mas encontrar�o.

Seu marido est� no bosque?

Fugimos juntos do transporte.

Eu fiquei para tr�s.

Dan me buscar�. Devo ir com ele.

Assim n�o a encontrar�.

Sim...

Se tivesse perdido algu�m no bosque...

buscaria por pistas...

que tivesse me deixado.

- Pistas? - Sim.

Se tivesse uma faca como esta crivada em um tronco...

ningu�m saberia por que, mas eu saberia...

que � do meu irm�o,...

e que est� vivo.

Que est� livre. Isto � uma pista.

- Poderia ser um len�o? - Por que n�o?

� um presente dele.

Eu o penduraria...

num galho de uma �rvore.

Se o seu marido encontrar o len�o, saber� que est� viva.

Deixaria...

uma pista para ele. O caldo!

Est� frio.

Irei esquent�-lo.

- Leon? - Sim?

Leon Wolny?

Bom, o Sr. Walden!

Melhor n�o dizer nomes.

Que feliz coincid�ncia te encontrar na cidade!

- Sabe quem te manda lembran�as? - Quem?

O prefeito.

O prefeito?

Lembra-se de mim? E onde est�?

Perguntas demais. Por�m te envia sauda��es.

Sempre diz:

"Depois da guerra, necessitaremos de gente como o Sr. Wolny".

- E o qu� faz? - Ainda atendo minha granja.

Te pergunto o qu� faz pela p�tria.

N�o, n�o...

somos um povoado, n�o a capital regional.

Se levarem meu irm�o e a mim, fecho a granja.

Por isto me fiz alem�o. Isto faz tudo mais f�cil.

Como silesiano e alem�o, ser� menos suspeito.

Ulli, duas cervejas.

- Se tem medo, diga. - Medo? Eu? Do qu�?

Obrigado.

Sa�de.

N�o te pedimos muito,...

mas h� algo arriscado.

Ent�o?

- Quer ou n�o? - O qu�?

Fazer algo pela p�tria. Ou n�o se sente unido a ela?

Neste caso, desculpe. Nunca hav�amos conversado.

Sim, sempre quis. Mas nunca tive a ocasi�o.

Pois bem,...

sua granja est� perto da divisa com o bosque e voc� trabalha l�.

N�o levantar� suspeitas se for ao mercado de Piask.

Se algu�m te der um embrulho e te dizer:

"Quero um saco de ervilhas", voc� o contesta:

"Muitas ervilhas t�m vermes, mas podemos negociar um pre�o".

- Compreende? - Sim.

Se for tarde, deixe passar a noite.

No dia seguinte, traga aqui o pacote,...

e passe ao cozinheiro com a mesma contra-senha.

Entende?

"Algumas ervilhas t�m vermes, mas podemos negociar um pre�o"

Contamos com voc� e n�o nos decepcione.

- O qu� fazem l�? - Ser� que ali viviam os judeus?

Depressa. Anoitece r�pido.

Meu Deus, quantos est�o aqui?

N�o manque tanto...

ou ele perceber�.

Gra�as a Deus, era somente um gato.

Merda!

Maldita seja. O qu� foi?

Algu�m estava aqui, por isso deixou a escada.

Duas mulheres.

- Imposs�vel. - Me olharam dali.

N�o ter� sonhado? Ningu�m pode entrar.

- Pois eu as vi. - Eu mesma fechei com a chave.

N�o estou louca.

J� n�o aguento mais.

Tenho que sair daqui.

Vamos.

� porque est� escuro aqui embaixo.

Tem que subir um pouco. N�o pode estar sempre no escuro.

Espere...

Eu comprei isto. Coloque-o e suba r�pido.

Te esperarei...

em cima.

Troque-se. Eu te espero.

Eu te ouvi.

Que linda est�!

As mulheres devem usar vestidos.

N�o tenha medo. � tarde e ningu�m te ver�.

Que luz,...

que tranquilidade.

- Que casa mais bonita tem. - Sim.

S� o sacerdote e eu temos uma mesa assim.

Por que tem tantos livros?

Passei 2 anos no semin�rio.

Por�m meu pai morreu e tive que tomar conta da granja.

Queria ser padre?

Sim.

Mas Deus n�o quis. Sen�o seria padre.

Pensa assim de verdade?

Nada...

acontece se Deus n�o te quer.

Antes se podia acreditar nisto, mas hoje...

?� que aqui, n�o sabe o que passa nos guetos?

Nos guetos h� judeus.

Eu tamb�m sou judia.

Mas se aceita a verdadeira f�,...

Deus a perdoar�.

Tamb�m perseguem aos polacos, aos cat�licos, inclusive meninos.

Os homens pecam demais.

Agora...

� a hora das provas...

e da penit�ncia.

Depois vir� a absolvi��o.

E por que me ajudou?

N�o deveria fazer...

se Deus n�o quisesse.

Invejo...

a simplicidade e a fortaleza de sua f�.

� mais f�cil viver assim.

O sol.

J� chega!

Tenho que te dar...

boas not�cias.

Esteve no bosque?

Sim.

E ent�o?

Se ele te deixasse um sinal, qual seria?

N�o sei.

Talvez um anel.

Tem um com a cabe�a de serpente.

Que mais?

- N�o sei. - Que mais?

N�o sei. Encontrou algo?

Estive no bosque...

mas n�o vi nada assim.

O qu� foi? Est� brava comigo?

Por favor, diga-me a verdade.

Sabe que ele foi preso.

N�o, n�o.

N�o minta. Hei de saber a verdade.

Se tivessem pego ele, eu saberia. Aqui se sabe de tudo.

Vamos, sente-se, por favor.

Perdoe-me.

Esperava...

que sabia...

que sabia de algo.

Como disse que teria boas not�cias para mim.

Pode ficar o quanto desejar.

At� que o seu marido volte, e mais.

Pensei que ficaria contente em saber.

Voc� � muito bom.

Se me conhecesse melhor, n�o diria que sou bom.

� a melhor pessoa que conheci desde que come�ou a guerra.

Dona Rosa, n�o quero que fique triste.

Aqui n�o h� nada para temer.

Est� segura,

e eu n�o estou s�.

� sua sa�de.

A sua sa�de, Dona Rosa.

Perd�o.

Caiam fora.

Fora, fora!

Fora!

Fora!

Aqui n�o h� judeus.

V�o embora.

N�o h� judeus. Fora, fora.

N�o h� judeus.

Por favor, n�o incendeiem esta casa.

Meu pai trabalhou toda a vida para consegui-la.

E eu,...

e eu.

E eu, e eu.

Eu juro, aqui n�o h� judeus.

Eu juro.

Aqui n�o h� judeus...

Leon!

Temi que tivessem te levado.

Hoje tem que comer algo.

Faz 2 dias que n�o come.

Dois dias?

Achei que voltei a ficar enferma. Dormia sempre.

E sem comer nada.

Mas n�o dormia.

Estive desperta e escutando se os alem�es voltariam.

Temi que estivesse fora...

e precisaria de ajuda.

Por�m os alem�es n�o vieram aqui.

N�o te golpearam para que confessasse onde estou?

N�o.

Tome a sopa,...

te far� bem.

Estivemos em cima.

Bebemos.

Mais tarde

houve gritos:

"Os alem�es!"

Ouvia-se t�o claro.

Mas n�o havia alem�es.

Suba, n�o h� ningu�m.

Escutou?

A primeira chuva da primavera. Em uns dias tudo estar� verde.

Posso sair?

Venha. Sente-se, por favor.

Por favor, eu mesmo fa�o.

Eu...

Eu...

- Eu te pe�o. - N�o posso.

Dona Rosa.

Eu...

Te dou nojo?

Te dou nojo?

Rosa...

N�o, por favor.

Te amo...

Te amo.

Por favor, farei o que quer.

Dona Rosa.

Dona Rosa.

Dona Rosa.

Te amo,...

te amo.

R�pido para casa.

Esconda-se, r�pido.

- Quem �? - Sou Maslanko.

Ele traiu o Sr. Rubin. Quer te pedir algo.

� uma ocasi�o �nica.

2.000 d�lares e o pomar � seu.

Para sempre.

Mais 100 da minha comiss�o.

Far� um bom neg�cio, e Deus te pagar�.

O Sr. Maslanko se arrisca muito por mim.

Entendo. Mas na verdade n�o tenho o dinheiro.

Sr. Wolny,...

n�o s� far� um bom neg�cio,...

al�m de salvar a minha vida e da minha filha.

Temos que pagar pelo esconderijo. � bom e seguro,...

e se Deus quiser podemos ficar at� que termine a guerra.

Mas querem dinheiro e muito.

Mostre para outro, com Czybulkowski.

Brincadeira.

S� ganha o que voc� deixa.

1.000 d�lares...

e o pomar � seu.

Sabe que vale 10 vezes isto. Te digo. 15 vezes mais!

Posso propor algo, Sr. Rubin.

Digamos 100 d�lares.

Sr. Wolny,

mas assim n�o d�.

Se at� domingo n�o pagar 500 d�lares, estou perdido.

Este pomar era a minha vida.

Meu �nico bem.

Suplico-te de joelhos.

Sr. Rubin, por favor, deixe-o,...

digo-te que n�o tenho tanto dinheiro.

Est� bem.

Vamo-nos, Sr. Maslanko.

E obrigado ao menos por nos escutar.

N�o deve pegar frio.

Acenderei a estufa.

Quem era?

Rubin.

Um judeu.

Antes da guerra era poderoso.

Tinha o pomar e uma f�brica de marmeladas.

A filha fazia bacharelato, o filho ia � universidade.

Quase n�o me cumprimentava. Mas agora todos v�m a mim.

N�o sou um milion�rio americano. Por que o meu dinheiro os salvariam?

Se s� queria vender o pomar.

E por que iria compr�-lo? Para t�-lo depois da guerra?

E ent�o, j� n�o vale o trato?

Segundo a lei, os bens judeus requisitados s�o do estado alem�o.

Rubin sabe disto e vende barato.

Mas n�o poderia compr�-lo?

Espere um momento.

Dona Rosa...

Estas s�o minhas economias.

Aqui tem, dona Rosa.

Se ficar comigo,...

� todo seu.

N�o me toque.

N�o se atreva a tocar-me.

Ficou louco. No qu� acredita?

Que pode me comprar como se fosse um pernil?

Podia ter salvado este homem, mas s� � um judeu.

N�o cr� na Vossa Virgem.

� pior que os alem�es,...

voc� com sua hipocrisia.

- Dona Rosa... - N�o quero ouvir nada.

N�o quero mais te ver.

- Nem estar debaixo do seu teto. - Dona Rosa.

Deixe que te diga que est� equivocada.

Farei o que quiser. Ver�...

tenho que te contar algo.

Por favor.

Disse...

que era por ser judeu.

Mas voc� tamb�m � judia, e faria qualquer coisa por voc�.

N�o sabe como era antes. �ramos muito pobres.

De menino n�o tinha nem sapatos.

Todos me faziam notar que eu era apenas um filho de empregados.

E sobretudo Rubin.

Me...

depreciavam porque n�o era de boa fam�lia.

Achavam que era um granjeiro avarento que s� se importava com dinheiro.

Sei que se n�o tivesse dinheiro seguiria sem ser nada.

Entende?

E tudo o que ganhei, fiz s�.

Se quiser,...

comprarei o pomar. Por 2.000 d�lares.

Pode ficar com tudo e partir com Rubin.

Est� com Maslanko. A 1 � casa atr�s da igreja.

� f�cil de encontrar. Se n�o quiser ficar.

Pode levar tudo.

Todo.

Todo.

Pare.

- Quero um saco de ervilhas. - Ervilhas?

Quero comprar um saco de ervilhas.

Mas n�o tenho ervilhas. Quem disse isto?

N�o � o Sr. Leon Wolny?

Sim, sou eu.

Claro, perdoe-me, vim da parte do Sr. Walden.

Sem nomes.

"Algumas ervilhas tem vermes e podemos negociar um pre�o. "

V� amanh� ao Borzechow e leve isto...

na farm�cia da pra�a.

A contra-senha: "Trago sauda��es do vig�rio".

A resposta: "Espero que o meu rem�dio tenha o ajudado".

- Est� claro? - Sim.

Por�m Borzechow est� do outro lado da fronteira.

Com seus contatos n�o te custar� obter um passe.

Adeus.

Comprou o pomar de Rubin?

- Como soube? - Eu sei, sei de tudo.

E j� o pagou?

Em parte.

Parece que est� bem claro.

Para qu� tanta pressa?

Achei que �ramos s�cios. Poe qu� n�o me pergunta?

� o nosso pomar. Poderia ter te sa�do gr�tis.

Sacou todo o dinheiro.

Achei que tinha uma cabe�a melhor para os neg�cios.

Poderia ter te emprestado o dinheiro. Para qu� comprar?

Por que me molesta tanto? � assunto meu e � meu dinheiro!

Voc� faz algo e todos tamb�m notam.

N�o vai amanh� ao lado polon�s? Iria com voc�, tenho uma sugest�o.

Estes dias n�o. � perigoso demais.

L� h� tiroteios, deten��es,...

e antes de perceber, j� estar� em um campo.

Espere que as coisas voltem a ficar tranquilas.

Deten��es...

- Dona Pauline. - O qu� foi?

- Tenho que te pedir algo importante. - Sim?

Como sei que � uma polaca patriota, Faria algo por nossa causa?

Eu sabia, suspeitei que lutava com valentia por uma boa causa.

Eu pressentia.

Amanh� deve ir a Borzechow, do lado polaco e entregar isto.

Sim, me d�.

Na farm�cia da pra�a. Diga que traz sauda��es do vig�rio.

E te perguntar�o se o rem�dio ajudou.

- S� ent�o entregue o pacote. - Certamente.

- E nem uma palavra a ningu�m. - N�o.

- Nem sequer ao meu irm�o, certo? - � isto.

Se vir algo suspeito,...

n�o entre.

N�o, n�o...

- E tenha muito cuidado. - Sim.

- Tenho outros assuntos... - Te agrade�o muito.

Sempre desejou fazer algo contra esta injusti�a,...

que me necessitaram.

Muito obrigada por confiar em mim.

Sim.

- Bem. - Sim.

Estou feliz.

Rosa.

Por favor...

Por favor, n�o v� Rosa, por favor.

Agora somos como marido e mulher.

Sou feliz.

Prefiro dormir no s�t�o.

N�o quero que durma ali. Hoje n�o. Quero que fique.

Agora somos como marido e mulher.

Assim eu fiz.

S� pelo Rubin, para que o pagasse.

Na realidade...

dou-te nojo.

N�o me deixe s�.

Rezei para que me quisesse.

Nenhuma mulher � como voc�.

Primeiro meu pai,...

depois minha m�e.

Minha irm�...

E logo a menina.

Agora meu marido.

S� vivo porque estou dormindo.

Por dentro estou dormindo.

Por dentro

estou...

como congelada.

Me entende?

Se me despertar, eu morreria.

Por isto eu me resisto.

N�o quero sentir nada.

N�o quero amar nem sofrer.

N�o tenho for�as.

N�o posso.

N�o � por voc�.

N�o sei por que as pessoas se agarram tanto na vida.

Deveria me matar.

Me entende?

� um pecado horr�vel.

Talvez j� esteja morta.

Entende?

Eu entendo.

Kaspar, tome as r�deas.

Merda.

- Trouxe-me algo bonito? - E o qu� quer?

Um len�o de seda. E sei como agradec�-lo.

Eu pensarei.

Sr. Wolny!

Sr. Wolny!

Minha irm� j� n�o vive.

Virgem Santa!

Dona Paulina?

Deixa disto! O qu� faz aqui? Andando!

Senhor Cura!

- Por favor, entre. - N�o.

S� quero que me diga se voc� tem algo a ver.

Sr. Cura...

Eu...

N�o.

Esta manh� pegou o coche para ir a Borzechow.

N�o me disse para qu�.

Segundo o cocheiro...

parou na pra�a para ir � farm�cia.

Um policial saiu da farm�cia...

e Pauline come�ou a correr.

Os meninos ainda n�o sabem. N�o tive coragem para dizer.

Senhor Cura, por favor, entre.

Senhor Cura, por favor! Por favor, entre!

Voc�s, o qu� est�o olhando?

Para o trabalho!

Ficou louca?

Vai nos trazer problemas.

S� queria olhar fora.

Ver gente.

N�o posso acreditar que exista a vida normal.

Quando n�o estou n�o pode subir. Me entendeu?

V�, anda.

Deixe a boneca, n�o a levaremos

Assim est� bem.

Deixaremos a boneca deitada.

N�o toque na vela.

Vai se queimar.

V�?

E agora, te dou o cachecol.

V� como � bonita?

Agora vou contigo.

N�o tenha medo.

Agora vou contigo.

Veja como as velas s�o bonitas.

N�o pode estar sempre fumando e com a vela acesa. Apague.

Eu j� n�o aguento mais.

- Trouxe leite. - N�o aguento mais.

Est� me torturando.

Eu sinto.

Por favor, deixe-me ver o sol.

- S� por um momento. - Est� chovendo sem parar.

- Mente. Faz dias que diz isto. - Cai neve e dias chovendo.

- Diga a todos que se v�o. - As pessoas do povoado murmuram.

Dizem que me comporto de modo estranho.

Eles riem de mim. Devemos ter cuidado.

Devemos ter cuidado.

- E para qu�? - Para qu�?

Voc� n�o quer viver mas eu sim.

Eu sim, quero! Entende?

Perdoe-me. Por favor, perdoe-me.

Tem-me prisioneira para que quando quer...

Para que dependa da sua compaix�o.

S� pensa em voc�.

E se fico doente? N�o te passa...

que pode me acontecer algo?

Tem problemas?

Isto � um assunto meu.

Leon.

Leon, por favor. N�o me deixe s�...

...aqui dentro.

Finl�ndia rompe rela��es com a Alemanha...

e exige que retirem suas tropas antes do dia 15 de setembro.

Na frente russo-finlandesa...

- J� n�o se luta mais. - O qu� est� fazendo?

Os russos est�o ao oeste dos Alpes...

Igual que meu marido.

Por favor, deixe esta m�sica.

Ande, deixe-me. Eu n�o sei dan�ar.

Rosa.

Vamos, venha.

Venha.

N�o sei dan�ar.

Kaspar.

Pegue as r�deas. Tenho algo para fazer.

- Quando ararmos? - Quando quiser.

Deve aproveitar o bom tempo.

Faz semanas que quero ver o sol.

Agora n�o suporto a luz.

O qu� ouve?

- P�ssaros - Que mais?

Um zumbido.

Que mais?

O sil�ncio.

E o calor do sol.

O qu� foi isto?

� no bosque.

Devem ter matado Rubin.

Rubin?

Matam os judeus e quem os escondiam.

Algu�m teria delatado. Mas isto voc� j� sabe.

Queria ir com ele. Agora voc� estaria morta.

Se te pro�bo de sair do s�t�o...

acha que eu te torturo.

H� doze ap�stolos. � o mais importante.

O Sim�o chamava-o de Pedro.

Saul se converteu em Paulo.

- Jo�o... - J� falamos de Jo�o.

N�o posso me concentrar.

Voc� aprendeu ou n�o? O qu� faz o dia todo?

- Leon. - Leon, Leon!

Se n�o souber as regras da f�, o vig�rio n�o nas casar�.

Ent�o n�o nos casaremos.

Esta � uma situa��o excepcional.

Por�m, acabada a guerra, n�o haver� raz�o para viver em pecado.

Deveria se alegrar em ver a luz da verdadeira f�.

Menos mal que n�o ficou padre. Seria insuport�vel.

� uma vergonha n�o conhecer o evangelho.

E voc� n�o conhece o Antigo Testamento.

� a origem da f�.

Deprecia a f� judia...

mas � o fundamento de sua religi�o.

Somos os irm�os maiores de voc�s, os pag�os.

Est� louca?

Que pag�os?

Mas se �ramos pag�os, todos eram.

Os judeus crucificaram Jesus Cristo.

Seu Jesus era judeu.

Um Messias judeu, Se te interessa saber.

Os ap�stolos eram judeus. E sua Virgem Maria era judia.

A �nica diferen�a � que voc�s acham que Jesus...

j� te salvaram.

Cristo.

Seu calv�rio.

Os judeus t�m hoje milhares de m�rtires inocentes.

Calada.

Com que direito me exige renunciar a minha f�?

Com que direito compara Cristo com sua gente judia?

Ent�o...

� um bom ganso.

Rosa!

Rosa!

Rosa!

Rosa!

Vamos.

Vamos.

Volte. Vamos, volte.

Pobre de mim.

Pobrezinho.

Quem te p�s assim?

Que absurdo brigar pela f�.

Em nossa situa��o. Meu Deus.

Sr. Wolny!

Sr. Wolny!

Sr. Wolny,...

temos noticias.

Da c�ria de Piaskow.

A velha Sra. Kaminska est� morta.

Meu Deus.

Se n�o era t�o velha. E nunca tive tempo...

de fazer uma visita a ela.

A c�ria escreve...

que em seu testamento fala tudo sobre voc�.

- De mim? - Te nomeou como tutor.

Espera que at� o final da guerra cuide de sua filha.

Te compensa com uma participa��o em uma de suas casas na Crac�via.

Quando acabe a guerra, claro.

Escute-me bem.

Por que n�o se casa diretamente com ela?

Depois da guerra ser� rico, se os russos n�o a expropriarem.

Eu e a Srta. Eugenia?

Isto � imposs�vel.

Por qu�? Por acaso vale mais que voc�?

� velha e feia.

Case-se depois da guerra.

Deus s� protege os prevenidos.

Pro�bo-te falar assim da Srta. Eugenia.

Deve ser democrata. Ela � diferente?

Por acaso tem as tetas nas costas?

N�o, a� n�o, debaixo do umbigo.

Sr. Wolny.

- Sabe quando vai ser o enterro? - Sim, depois de amanh�.

- Sabe que Rubin est� morto? - Sim, eu sei.

Voc� devia mil d�lares.

N�o descuide, ningu�m saber�

Por�m tem uma filha. E n�o a pegaram.

Eu declarei que Rubin recebeu todo o dinheiro.

Em troca me d� 500 d�lares. � o justo.

N�o.

N�o.

Esse dinheiro...

� para a filha.

- Para a filha. - Mas se n�o sabe de nada!

Leon.

Pense.

Deus � justo.

Quando era pe�o. n�o me atrevia em conversar com ela.

Hoje deve me agradecer por receber.

� jovem?

Da sua idade, mais ou menos.

Bonita?

- Depois da guerra ser� rica. - Sim.

Se recuperar dos alem�es o que requisitaram. Quem sabe?

Se casaria com ela?

Ou contigo.

Eu n�o sou rica.

E nem serei.

Eu sou judia.

Mas vai te batizar.

N�o sei.

Mas se quiser.

Eu queria voc�.

Por que tamb�m as m�os?

O qu� aconteceu na minha aus�ncia?

N�o aconteceu nada.

Mas eu o vejo!

Talvez...

� que voltou a ouvir vozes?

Cale-se.

Quando Eugenia vier, falarei de voc�. � de confian�a.

Aprender� muito e arrumarei a casa de Rubin.

E o melhor, os fantasmas te visitam?

Os fantasmas!

Os fantasmas...

dos teus judeus!

Rosa.

Rosa.

Rosa.

Vamos, venha.

Rosa!

Perdoe.

Perdoe que tenham te pegado.

Beba.

N�o quero.

- Se digo para beber, fa�a-o. - N�o quero.

Vamos, beba.

Quero te contar em que s�o diferentes.

Com dona Eugenia nunca me tinha me atrevido.

Tire a roupa.

Vamos.

Desnuda-se!

Estava b�bado,...

me envergonho.

Mas te quero.

Te quero.

N�o sei...

o qu� me passou.

Perdoe-me.

Entre, dona Eugenia.

Deixe que a ajude.

Pegue isto, vamos.

N�o esperava uma habita��o t�o acolhedora.

E ser� ainda mais. Faltam quadros.

Entre.

Sabe cozinhar?

Aprender�, sua m�e cozinha muito bem.

Uma dom�stica, como o tempo � corrido!

- N�o sei se posso aceit�-lo. - Sim, sim que pode.

Quem sabe, talvez logo.

E aprenda que quando chega visita apetece uma ta�a de ch�.

Claro. Venha, r�pido, fa�a ch�.

E pegue estas coisas, cuidado.

Te indico...

o dormit�rio?

- O dormit�rio? - Sim.

� Maslanko.

Ele foi carregado.

Quem?

- A resist�ncia. - Tranquila.

Diz que delatou Rubin e mais tr�s fam�lias.

Dizem que colaborava com a Gestapo.

V�o � merda. Podiam t�-lo matado no bosque.

Que faremos com ele?

Tranquila, tranquila.

D�-me um saco.

Sr. Wolny,...

temos que tir�-lo daqui. Se o encontrarem, estamos perdidos.

Vamos, r�pido.

N�o posso ficar aqui. Tenho medo.

- Prefiro viver na sua casa. - Seria uma grande honra.

N�o posso te oferecer comodidades. Por�m est� a sua disposi��o.

- Preparamos tudo e amanh�... - Nem um minuto mais.

- N�o poderia dormir. - Tranquila, tranquila.

Tranquila.

Hoje dormir� na sala.

Vamos, pegue-a, sente-aqui. Dormir� na sala.

Amanh� tudo estar� pronto. Por favor, eles.

Merda.

Deixe de assobiar

Um canalha a menos. Para dentro.

Agora te direi algo.

Entremos em acordo. N�o!

- Ou melhor, o qu� voc� sabe, eu sei. - O qu�?

N�o, n�o perca a cabe�a.

Supomos que voc� esconda algu�m na sua casa.

Digamos que seu irm�o...

ou um judeu.

Supomos a mais que em seu pomar mataram um delator.

Supomos que por causalidade os alem�es se informaram.

Me entende?

Com qu� quer me chantagear?

Mas por qu�?

N�o entendo porque todos pensam que sou um canalha.

Os senhores est�o de acordos. Podem traz�-la antes do amanhecer.

- � um bom esconderijo. - N�o sab�amos desta estufa.

Uma vez desapareceu o gato.

Sab�amos que estava por aqui e assim descobri um buraco na parede.

Os senhores pedem 50 d�lares por m�s.

E mais...

dois quilos de manteiga,...

50 ovos,...

uma tonelada de farinha,...

e dois leit�es.

- De acordo. - Como queira.

Trarei a mulher e o dinheiro. � o que querem.

E n�o esque�a da nata!

Por isto eu n�o posso ir...

no lugar de dona Paulina.

N�o me comportarei como um irrespons�vel.

N�o me pressione, senhor Cura.

�s vezes sinto...

que sou uma m� pessoa.

Leon?

Pode me ajudar?

Deve ir esta noite.

Pegue suas coisas. N�s vamos de madrugada.

N�o.

Coloque aqui suas coisas. Hoje coma em baixo. Tenho visita.

Aonde...

vai me levar?

No caminho de Wysoka h� uma casinha com 2 velhos. estar� bem.

N�o quero.

Mataram Maslanko no meu pomar. N�o pode ficar.

� perigoso demais.

Quando acabar a guerra poder� voltar se quiser.

Tome.

Eu n�o irei.

N�o diga besteira.

Disse-me que poderia ficar at� que acabasse a guerra.

- Me prometeu. - Cale-se.

Entendo.

Come�o a te atrapalhar.

S� quero te deixar em um lugar seguro.

Leve comida. Tem que comer.

Obrigada, depois.

Mas traga-me um balde com �gua.

Quero lavar-me.

Mas n�o recolheu suas coisas!

Por favor, escute-me.

Eu pensei bem.

Eu te dei muitas voltas.

N�o quero nada de ti.

Traga quem quiser.

A dona Eugenia ou outras mulheres.

Deixarei de existir para ti.

Estarei em baixo, sem molestar.

N�o fumarei...

nem acenderei a vela,...

se n�o quiser.

Estarei em baixo sem molestar ningu�m.

Bastar� com o que me der de comer uma vez ao dia.

Ou de noite, quando todos dormirem, subo a cozinha e cozinho algo...

e esvazio o balde.

N�o me ver�, se n�o quiser.

Eu n�o te pe�o nada.

S� que me deixe ficar at� que acabe a guerra.

Por favor,...

por favor, tenha piedade de mim.

N�o suportarei outra vez.

N�o tenho for�as. Tenho um terr�vel medo.

Mas o qu� foi? Neste esconderijo estar� melhor.

L� sobreviver� a guerra. O qu� quer mais?

Bom, ent�o me d� o balde.

Com cuidado.

Vamos, Sal, temos que ir.

Venha, levante-se.

Rosa?

Rosa!

Desperte!

O qu� passa aqui?

Reconhece-me?

Sou Tuwa,...

Tuwa Rubin.

Sim.

Est� enfermo?

Sim.

Vamos r�pido.

Este homem acha que sabe algo de sua esposa.

Esposa?

Chama-se Rosa Eckert, de Viena.

Uma mulher morena e magra.

Foi visto pendurar seu len�o no galho de uma �rvore.

Sim.

E a menina? N�o ia com uma menina?

Uma menina?

N�o.

Ela foi embora?

Queria que ela ficasse. Tinha um esconderijo para ela.

Paguei para que pudesse viver ali. Mas foi embora pelo bosque.

Queria buscar o seu marido.

N�o sei mais.

Quando se foi?

Quando?

Faz um m�s.

N�o, tr�s semanas.

N�o me recordo.

Estou enfermo.

Espere um momento.

Espere.

Pegue. � seu.

Devia 1.000 d�lares ao seu pai. Aceite-os, por favor.

Quis muito a sua mulher.

Por�m...

se foi.

Meu Deus.

Meu Deus,...

por que te abandonou?

Leon!

Leon!

Uma carta da Am�rica!

Parece inacredit�vel que a guerra tenha terminado.

Estou em New York.

Estou aqui gra�as a voc�, e quero que saiba.

Nunca esquecerei da boa pessoa que �...

e com aquele dinheiro nos salvou a vida.

Sempre contarei de voc� aos meus filhos.

Estou aqui com Dan Eckert. Nunca encontraram a sua mulher.

Suspeito que j� n�o vive.

A guerra nos tirou tudo.

Se as coisas n�o mudarem, nos casamos ano que vem.

Pensaremos em come�ar uma nova vida no Mundo Novo.

Receba nossas b�n��os. Tuwa Rubin.

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