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Original subtitles

Legendas: Candal Revis�o: MPFeichas

Que bom te ver.

Achei que n�o viria.

- Ol�. Temos uma reserva. - Seu nome?

- Emilie Thompson. - Ines Thompson.

- Precisando de algo, nos avise. - Obrigada.

- Que lindo. - Nos dei de presente.

� enorme.

� t�o bom sair de Nova Iorque.

Hoje de manh� eu li sobre sua exposi��o.

Tudo bem...

Elas eram maldosas. Voc� trabalhou bastante.

Todos gostavam tanto de voc�.

As coisas s�o assim.

As pessoas n�o gostam do que fa�o, mas elas sentem alguma coisa.

� muito chique.

Consegui mais do que esperava pelo meu apartamento.

- Voc� vendeu seu apartamento? - Sim, me mudei semana passada.

Se eu vou voltar a estudar, um quarto na universidade basta.

Senhoritas, prontas para pedir?

Hum...

Eu quero lagosta com Champagne.

O mesmo.

Achei isso.

Veja!

- O que � isso? - O anel da mam�e.

Achei no meio das minhas coisas. Pensei que gostaria de ficar com ele?

N�o. Pode ficar.

Sa�de.

Sua vinda me deixou feliz. Obrigada por dispor do tempo.

Claro.

-Com licen�a. - Claro.

Uma dessas lindas mo�as gostaria de dan�ar?

-Sim. -N�o.

-Porque n�o.

Emilie.

Fale-me um sobre voc�, Emilie.

N�o h� nada para se dizer.

N�o sou ningu�m. Sozinha, nada de especial.

Muitos sonhos n�o realizados.

Estou aqui de f�rias com minha irm�.

Sua carreira n�o vai muito bem e agora ela concordou em me ver.

Eu n�o tenho tempo para mentir.

Como assim?

Apenas dance comigo, por favor.

Voc� tem m�os sens�veis.

Adoraria dormir com voc�, mas...

Isso n�o ser� poss�vel.

Boa noite.

-Emilie? -O que houve? Est� tudo bem?

O que houve? Saia daqui...

N�o deveria ter bebido tanta Champagne.

Muita coisa est� acontecendo.

S� preciso relaxar.

Vamos para um lugar maravilhoso.

T�o calmo.

Cheio de paz.

Ser� perfeito.

Perfeito.

-Veja!

� t�o lindo!

-Para! -N�o, n�o. Emilie?

-Me diz! Me fala!

Onde estamos indo?

Vamos para o lugar mais lindo do mundo.

Voc� j� disse isso! Vai...

�... muito especial.

A pergunta �: Posso fazer uma massagem l�?

-Claro, madame. Quantas quiser. -Que bom!

J� estou feliz.

Al�? Oi!

Al�, consegue me ouvir?

Bem, eu...

Eu vi a foto que voc� est� usando e...

Foi a foto que voc� escolheu.

Mas eu quero que voc�s usem a outra.

A que eu n�o estou sorrindo

Al�?

Estamos deixando o pa�s.

Achei que tivesse te dito. N�o se preocupe. Est� perto.

Chegamos.

N�o deveria ter uma placa ou algo do tipo?

Eles querem ficar an�nimos.

Ent�o deu muito certo.

-Voc� deve ser Emilie. - Isso.

E voc� deve ser sua irm�?

-E voc�? - Marina. Acompanhante de Emilie.

Estou feliz por ter vindo. Muitos h�spedes preferem o helic�ptero.

� uma pequena caminhada. Caso se canse, n�s a ajudaremos.

N�s vamos por aqui?

N�o � longe. Voc� consegue.

Aqui estamos.

-Foi o que voc� imaginou? -Melhor.

� aqui de nossos h�spedes gostam de vir quando est�o sozinhos

ou com seus companheiros e amigos.

Eles ficam sentados em sil�ncio, jogam xadrez.

Voc� tem de dar entrada. A recep��o � ali.

Me avise se precisar de algo.

Ol�? Oi! Bem vindas.

Entrem, por favor.

Ol�. Aaron.

- Voc� deve ser a Emilie. -Sim.

Por favor, sentem-se.

Vamos come�ar. Os passaportes, por favor

Obrigado.

-Aqui est�. -Obrigada.

J� temos os atestados m�dicos, os documentos e o recibo.

Tudo parece estar em ordem. Obrigado.

Estou certo de que voc� j� sabe como tudo funciona,

mas devo confirmar tudo com voc� pessoalmente

antes de continuarmos.

Como diferecial dessa institui��o o h�spede recebe um servi�o �nico.

Liberdade de escolha � nosso lema, e prover essa escolha � nossa meta.

H� v�rias atividades a sua escolha. Os hor�rios est�o na recep��o.

Tentamos realizar todos os desejos e vontades dos h�spedes...

para que seus �ltimos dias sejam os mais agrad�veis poss�veis.

Emilie. Se voc� deseja continuar,

sua partida acontecer� em seis dias a contar de agora.

Cada partida � antecedida por um sino.

O indiv�duo � levado at� um chal�, onde tomar� um forte sedativo

que o far� dormir.

O que voc� quer dizer?

O decis�o por beber � deixada unicamente para o indiv�duo.

Uma semana depois, o corpo ser� levado para o endere�o fornecido.

Fotografias n�o s�o permitidas.

Alguma pergunta?

Onde est�o minhas malas?

-Eu n�o sei. -Ache algu�m para peg�-las.

Tente se acalmar. Eu n�o estou bem.

Suas malas j� est�o em seu quarto.

-Levo voc� at� l�. -O que est� fazendo?

-Tudo bem. -Que merda!

N�o encosta em mim!

Voc� n�o tem de fazer nada. Apenas fique comigo.

Voc� disse que n�o est� bem?

Do que est� falando?

Vou tomar um banho. Conversamos quando se acalmar.

N�o vou me acalmar! Quero saber o que est� acontecendo!

Eu s� quero um banho!

Fui diagnosticada h� tr�s anos.

Fiz quimio, mas n�o adiantou.

J� se espalhou.

N�o tenho muito tempo.

Por que n�o me disse?

N�o quis assustar voc�.

N�o quis dar um motivo para voc� n�o vir.

Eu tinha o direito de saber.

Tinha?

Acho que n�o.

Eu tentei...

Tentei ligar.

Mas voc� n�o atendia.

Eu esperava. Voc� nunca retornava as liga��es.

Depois voc� enviou um e-mail, dizendo que estava ocupada.

Da�...

Eu n�o sei.

O tempo passou...

Fiquei sem palavras.

E esse lugar?

� assim que eu quero partir.

Emilie?

Sucrilhos?

Isso. Lembra-se que sempre com�amos no caf� da manh�?

N�o.

E as paquecas de mirtilo da nossa m�e.

Eu enviei a eles a receita.

Perfeitas.

Me desculpe se voc� acha que � falta de respeito...

mas acho mesmo que dev�amos ir emboras daqui.

Voc� precisa de cuidados especiais.

Mesmo que voc� v� embora, eu vou em frente.

Coma algumas paquecas. Est�o �timas.

Nossa...

-Bom dia. -Bom dia.

-Dormiu bem? -Sim.

O caf� da manh� estava �timo. Tudo como eu queria.

Que bom! Fico satisfeita.

Como voc� est� hoje, Ines?

Bem.

-Bem, eu acho que... -Me desculpe, mas...

O que voc� est� fazendo com essas pessoas?

-N�s as ajudamos. -� mesmo?

N�o podemos salvar suas vidas, mas ajudamos nos �ltimos dias.

As pessoas podem viver como elas querem.

� uma zona livre.

Sem o julgamento do mundo.

Emilie, o que voc� gostaria de fazer hoje?

Achei que n�s tr�s poder�amos sentar e conversar.

Claro!

-Venha comigo. -Emilie...

Sem m�sica, por favor.

Emilie?

Eu gostaria de falar sobre algumas coisas...

Fiz uma lista.

Eu nunca consegui controlar meus sentimentos.

Tudo explode dentro de mim.

Minha irm�, por outro lado,

sempre foi muito racional.

Ela pode ficar aqu�m da suas emo��es e sentir exatamente o que quer...

quando ela quer.

Tudo come�ou quando nosso pai sumiu com outra mulher.

Eu tinha nove e minha irm� sete.

Nossa m�e nunca superou.

Eu fiquei do seu lado, tentando fazer com que n�o se entregasse...

mas n�o teve jeito.

Ela se enforcou cinco anos atr�s.

Pare com isso.

O que voc� est� fazendo?

O que ela tem a ver com isso?

Ontem, voc� me disse que vai morrer, agora quer sentar aqui...

em frente dessa mullher e falar de nossa inf�ncia, � isso?

Voc� nunca quis falar sobre ela.

N�o preciso ouvir isso.

Pode esquecer.

Os ador�veis sinos da morte.

Creio que isso n�o seja permitido.

� pessoal. S� para inspira��o.

Voc� n�o respeita regras, n�o �?

A arte est� acima das regras.

Eu at� que gosto de regras.

S� que eu nunca achei uma que valesse a pena seguir.

Eu compreendo tudo.

Mas ainda n�o encontrei significado em coisa alguma.

Posso tirar uma foto sua?

Claro.

Tenho um tumor no c�rebro em est�gio 3.

-E voc�? N�o me parece doente. -Estou aqui por minha irm�.

Ela tamb�m � artista?

N�o.

S� eu.

A arte me mant�m s�.

N�o entendo esse lugar.

Parece que as pessoas acreditam que existe um tipo de significado.

Algo que precisam entender antes de morrer.

N�o a nada a se entender.

Voc� morre e ponto.

Elas se recusam a aceitar que suas vidas n�o tem um sentido.

Principalmente as mulheres.

Por que a vida se torna importante quando se est� prestes a morrer?

As pessoas vem aqui e desistem.

� pat�tico.

Qual � a alternativa?

Continuar em hospitais e tratamentos que n�o levam a nada?

Mais sofrimento e mais contas?

Acho que n�o...

� gra�as a lugares como esse que aqueles que tem condi��es...

pagam por uma morte confort�vel.

No final, somos todos pat�ticos.

Isso � um tanto art�stico, n�o acha?

Eu com a noite

Eu comigo

Com a chama da vela a me olhar

Imperscrut�vel e im�vel

Junto com a faia

Que tremula e sussurra

Junto com a flores saindo da escurid�o

E ouvindo algo que estava na ponta da l�ngua

Mas nunca foi dito...

Algo que eu n�o quero revelar mesmo que eu pudesse.

Me desculpe.

E a chama aumenta

Como se as flores chegassem

Cada vez mais perto

e mais perto da luz

Em um arco-�ris cintilante.

As faias tremulam e brincam nas ra�zes da noite .

Vou tudo o que puder.

Tudo era inexpress�vel

e distante.

Inexpress�vel

e pr�ximo.

Eu canto apenas sobre aquilo que reconcilia

aquilo que � pr�tico

com tudo o que � igual...

Tento pensar sobre as coisas bonitas de minha vida.

Como o qu�?

Coisas pequenas...

coisas do dia-a-dia.

O nascer do sol.

Quando est� frio no inverno e voc� entra num lugar quente.

Coisas macias.

Nunca experimentei um sexo maravilhso.

-N�o? -N�o.

Talvez eu estivesse assustada.

Acho que passei minha vida toda assustada.

Do qu�?

Vamos l�.

Me conte sobre seu melhor sexo.

Eu n�o sei...

Teve essa vez em Madrid.

Jantar com o dono de uma galeria de artes depois de uma exposi��o.

-Voc� dormiu com o dono da galeria? -N�o, n�o foi.

Foi com o filho.

S� que o filho tinha uma namorada muito bonita.

E a�.

E a�? O que mais quer saber?

Detalhes. Quero detalhes.

Eles me levaram para o hotel...

acho que bebi um pouco demais...

definitivamente... N�o imaginei o que...

Eles perguntaram se podiam subir para meu quarto comigo...

-Eles subiram? -Sim.

E voc� gostou?

Gostei.

Continue. Quero saber mais.

Nossa, o que mais quer saber?

Detalhes? Quer que eu conte como ela abriu minha blusa e me beijou?

Isso! Quero saber de tudo.

Por qu�?

Porque voc� me deve.

Subimos para meu quarto.

Ela pegou minha m�o...

e me deitou na cama.

Ent�o, ela puxou minhas calcinhas e deixei sua l�ngua me lamber

Ele desabotoou suas cal�as e caminhou pelo quarto...

at� a cama. Eu me virei e puxei levantei sua saia...

e lambi sua maravilhosa buceta

enquanto seu namorado me penetrou por tr�s.

Meu Deus!

-Feliz agora? -Quando foi isso?

N�o sei.

Ver�o, mais ou menos quatro anos atr�s.

Agosto. Cinco anos atr�s.

H� quanto tempo est� acordada?

-Caf�? -Por favor.

O que est� fazendo?

Faz ideia do trabalho para se preparar um funeral?

-Voc� n�o far� o meu, n�o �? -Emilie...

Voc� vai contratar algu�m para planejar tudo.

N�o...

Enquanto eu estava sozinha enterrando a mam�e

voc� estava em Madrid, fazendo o melhor sexo da sua vida.

N�o sei o que pensar de algu�m que n�o vem para o enterro da m�e.

Talvez por praticidade.

Ela j� estava morta.

Ningu�m se torna melhor por ter uma vida de l�grimas.

Que merda!!

Pare com isso! Parem!

O que foi? O que est� acontecendo?

-N�o consigo respirar. -Consegue sim.

Calma... Calma.

N�o quero me sentir assim!!

N�o quero ser o tipo de pessoa que se sente assim!

Emilie, voc� vai conseguir. N�o tenha medo. V� em frente.

Vamos l�. Voc� consegue. Vamos para um lugar mais quieto.

Assim n�o d� para conversar. Voc� precisa se aclamar.

-Eu quero saber por qu�? -Como?

-Por que voc� n�o me respeita? -Come�ou...

Voc� me trata como merda!

Voc� me largou para tomar conta de nossa m�e...

entrando e saindo de hospitais, tentando mant�-la viva.

Eu esperei uma liga��o. Ela perguntava por voc�, sabia?

N�o.

Eu mentia. Sempre uma mentira diferente...

"Ela est� atolada no emprego" "Ela ligou ontem, quebrou a perna."

N�o podeia dizer a ela que voc� n�o ligava para n�s.

Voc� sabe que sua felicidade n�o � minha responsabilidade!

As coisas n�o s�o assim! A vida n�o � assim!

Voc� n�o � humana. Voc� pensa como uma m�quina.

Voc� n�o vai para o c�u apenas porque sente pena de si mesma!

Talvez esse n�o seja o mundo ideal, mas � assim que as coisas s�o.

Caia na real. Isso � ser adulto. Temos de nos fechar para sobreviver.

Tudo o que faz na vida � sempre por isso.

Voc� e sua sobreviv�ncia.

Desce... Desce... Pare. Pegue refer�ncias dessa mulher.

Gritando furiosa. Agora...

Nesse ponto, veja, esse povo pobre. Podemos entrar aqui?

Posso?

Isso. Podemos fazer como se eu estivesse abra�ando um refugiado?

O que est�o fazendo?

Ela consegue editar fotos na internet.

Se algu�m fizer uma busca daqui aluguns anos,

Voc� parecer� uma pessoa muito melhor do que realmente �.

Emilie?

Me desculpe.

Busque Ines Thompson.

-O que est� fazendo? - Ines Thompson...

Tem umas fotos e v�rias cr�ticas...

Tem algo especifico que voc� quer que eu altere?

V� em frente. Voc� sabe o que fazer.

Espera a�!

Entendo que sua vida deve estar um caos agora.

Voc� n�o entende merda nenhuma!!

Eu estava a milhas de dist�ncia.

Gostaria de uma bebida?

Sua irm� est� asustada.

Fui boba por traz�-la aqui.

Voc� n�o � boba, Emilie. Voc� � cuidadosa, gentil e inteligente.

Voc� fez tudo o que pode.

Tome.

Por que est� aqui?

Vim com meu marido h� dois anos.

-Onde ele est�? -Ele se foi.

E voc� est� aqui desde ent�o?

N�o tenho motivos para voltar.

Pare! N�o.

Emilie? Fale comigo.

Para onde estamos indo?

Vamos para o lugar mais lindo do mundo.

Voc� j� disse isso.

� muito especial.

Com licen�a...

-Quando esse helic�ptero parte? -Amanh� cedo.

Tem lugar para mais uma pessoa?

Achei voc�.

Pegue uma bebida.

-O que est� acontecendo? -� minha festa de despedida.

Gastei tanto para ficar aqui que eles n�o puderam recusar.

N�o seja desmancha-prazeres. Aproveite!

Voc� est� preste a deixar um velho muito feliz. Verdade!

Voc� est� se divertindo? Que bom!

Excelente. Fogos!

Animem-se!

Olhem s�!

Gostaria de dormir com voc�.

Como?

Nada... Desculpe.

Voc� nem me conhece.

E isso faz diferen�a?

Estou horr�vel. Estou cheia de cicatrizes.

Sou impotente.

N�o consigo...

trepar.

N�o sei...

Quando a vi aqui...

Voc� estava t�o bonita.

Que merda.

Parace que agora eu falo tudo o que eu penso... Desculpe.

Ok.

Eu n�o quis me jogar para cima de voc�.

Isso... Mais m�sica!

Vamos, toque minha favorita. � para isso que voc� � pago.

Ok, j� basta. Isto � o suficiente...

Falando de chutar cachorro morto...

Deixa estar.

Quero que voc� me console.

Me d� um pouco... solte essa merda de doce!

Me ajude! Eu pago voc� para isso! Me d� carinho seu punheta de merda!

Voc� n�o sabe fazer nada!

Nossa!

Tudo bem.

Deus...

Ok.

Ok.

Estou pronto.

Voc� vai deix�-lo partir assim?

Nosso trabalho � deixar que ele tome suas pr�prias decis�es.

Ele � livre.

Eu era...

jogador de futebol profissional.

Indo direto para o topo.

Eu poderia ter sido muito bom.

O que houve?

Acidente de carro.

S� isso?

Pode n�o ser muito para voc�.

-Mas para mim... -Mas voc� est� saud�vel.

N�o est� doente.

S�o s� suas pernas.

Toda minha vida foi pelo ralo qundo perdi minhas pernas.

Tudo o que eu era.

Mas o seu corpo...

Odeio esse corpo.

� uma merda...

defici�ncia...

N�o sei o que fazer com ele.

Me d� nojo.

Como pode dizer isso?

N�o aguento mais.

D� para ver.

Podemos ir a algum lugar?

S� voc� e eu?

Antes que eu v� embora.

Ent�o...

O que vai fazer quando chegar em casa?

-N�o sei. -Claro que sabe.

Me fale.

O que vai fazer semana que vem?

eu encomendei umas...

umas...

divis�rias novas para o est�dio.

Mas n�o sei se elas passar�o pela porta dos fundos.

O que mais?

Dormir e dormir. Talvez...

Eu v�...

come�ar... a procurar um... novo projeto.

Depois daquelas cr�ticas...

Algo novo.

Acho que haver�...

muito trabalho para fazer.

Voc� sempre me abandonou! Voc� sempre me abandonou!

Emilie?

Lamento. Emilie?

Olhe aqui. Ent�o...

Acorde. Emilie?

Hey...

Emilie?

Socorro!

Socorro!

Ela n�o tem mais muito tempo.

Mas ela n�o vai morrer hoje.

Voc� vai embora.

Eu s� pioro as coisas.

Quero lhe mostrar algo antes de voc� partir.

Venha comigo. Eles v�o esperar por voc�.

Entre.

Abra! Abra a porta!

Ela se afoga em suas emo��es.

Sempre foi assim.

Quando nosso pai nos deixou, ela e nossa m�e se acabaram.

Eu me recusei a viver como uma v�tima.

Sua m�o morreu por causa de um cora��o partido.

Minha m�e morreu porque era fraca.

Ela morreu porque n�o conseguia lidar com a vida como ela �.

Ela parou de trabalhar.

N�o comia.

Ela n�o conseguia...

N�o conseguia pagar as contas, n�o conseguia comprar cigarros.

Da�, voc� tinha de fazer isso.

Voc� devia comprar cigarro e leite com o dinheiro da pens�o,

porque sua m�e n�o era mais uma m�e e sua fam�lia n�o era uma fam�lia

Ela falhou!

Se afogando na banheira, colocando a cabe�a no forno... calmantes

Quer saber? Quando ela conseguiu foi um al�vio.

�.

Foi assim quando minha m�e morreu.

Um al�vio.

-Venha aqui. -N�o...

Tudo bem.

Tenho saudade da mam�e.

Sinto tanta falta dela.

Voc� se lembra daquele ver�o em casa?

Aquelas casas na ilha.

Mam�e a emprestou de algu�m.

-Voc� se lembra? -Estava t�o quente.

Voc� me ensinou a nadar.

Foi no ver�o antes de papai nos abandonar.

Havia um piano no segundo andar.

Papai contumava tocar.

A janela ficava aberta.

A noite toda.

Estava t�o quente.

Eu era t�o feliz.

Todos est�vamos felizes naquele ver�o.

Voc� fazia tran�as no meu cabelo pela manh�.

�amos a um quiosque para comprar sorvete.

Lembra-se?

Fic�vamos descal�as.

As vezes, pass�vamos por um trator.

Eu segurava sua m�o.

Voc� segurava forte como nossa m�e mandou.

Voc� segura a minha.

-Emilie Thompson? -Sim.

Por favor...

Eu lhe pergunto, Emilie Thompson, se voc� est� absolutamente certa,

respondendo de sua livre vontade de que voc� quer partir.

Sim.

Como voc� sabe, o gosto � amargo.

Depois de beber, vou lhe oferecer um doce para tirar o gosto.

Segundos depois, voc� vai dormir.

Pouco minutos depois, voc� vai parar de respirar.

Tem certeza de que � isso o que quer?

Sim.

Tenho algo para voc�.

Diga-me. O que vai fazer com seu material?

-Como assim? -As fotos daqui. Os filmes.

Vai us�-los em seu trabalho?

N�o sei.

Seja honesta com voc� mesma. S� isso...

Est� na hora.

V� em frente.

Muito obrigado.

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