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OS NIBELUNGOS
SEGUNDA PARTE A VINGAN�A DE KRIEMILD
da parte de Siegfried
da parte da Siegfried, a quem Hagen assassinou
da parte da Siegfried, a quem Hagen assassinou
lembre que a semente amarga d� frutos podres
se o que ela leva ao seio � um var�o,
pedir� para ele a coroa de Burg�ndia
Siegfried de Xanten, agora morto, ser� mais forte que tu
sabes que Brunhild n�o est� bem?
eu sei
e sei que h� muitos meses n�o passas em seus aposentos
que tudo isso fosse um pesadelo,
e nada tivesse acontecido
eu tenho a culpa
s� eu mas eu n�o te impedi
que posso fazer agora?
pensa s� em Burg�ndia meu senhor
s� em Burg�ndia
o que dizem as runas?
j� sei o que dizem
n�o o fa�as
abra e veja
vamos, obedece
� um bom sinal que me tenhas aberto a porta
significa que est� tudo esquecido
e tamb�m perdoado
est� esquecido e perdoado
meu desejo
esse que significa amor
significa amor
um var�o, que seja um var�o
Burg�ndia ter� um herdeiro
ela mudou muito, n�o havia lhe visto t�o calada
nem t�o bonita
envie convites, Hagen
celebrarei uma festa
celebrarei um novo noivado
Brunhild!
Brunhild!
vem na sala do tesouro
Brumholdt! sim, meu senhor
viste a rainha? ela foi � catedral
a esta hora?
ser� um var�o, um var�o
senhor
n�o est�
Brunhild
Brunhild
� um var�o
te ajudar� a esquecer tua grande dor
n�o
vingar� a morte de seu pai
da parte de Siegfried, que Hagen assassinou
assassino! morte ao assassino!
assassino! maldito assassino!
quem �? Hagen de Tronje
trago o anel dos nibelungos
agora pertence a Kriemild
onde est� o anel?
fora, viemos pelo tesouro n�o, n�o, n�o!
n�o!
quieto ou te farei calar para sempre
os carregadores est�o cegos
quando eles encherem o barco
todo o tesouro afundar�, e ningu�m saber� onde,
exceto o rei, eu e o Reno
mordei e roei, e assim ficarei livre
venham, seres cinzentos, sou seu amigo
e inimigo dos homens
livre!
noite e n�voa
nada poder�
ladr�o!
cuidado!
te decapitei, agora a malha � minha
diz-me as palavras m�gicas!
Alberico!
Alberico!
quem est�s chamando? os mortos n�o voltam
que fazes aqui?
acha que o povo se sublevar� apenas lhe dando esmolas?
onde est� o tesouro?
em um lugar seguro para que Burg�ndia n�o corra perigo
s� Ghunter e eu sabemos onde est�
algum dia tu pagar�s
o filho de Siegfried se vingar�
esse � o anel do tesouro que Siegfried deu a Brunhild
guarda-o
eu guardarei
sempre me recordar� de como morreu Siegfried
foi um assassinato, irm�o
e isto s� merece uma palavra, roubo
Geiselher, fala com o rei
n�o, Gernot,
fala com seu irm�o
s� fa�a-o jurar lealdade ao rei
venho falar de Kriemild
ela decidiu n�o ficar aqui
ir� at� Xanten com seu filho
� uma boa e s�bia decis�o
outro lugar mudar� suas id�ias
ou at� a ajude a esquecer
sua vis�o � �dio, seu cora��o, vingan�a
as sementes crescer�o
temo em pensar no fruto maduro
jurei sobre a cabe�a de meu filho vingar-me
do assassinato de seu pai
n�o v� a Xanten, Irm�
Gernot e eu faremos... nada podem fazer
um espectro passeia por Burg�ndia
protegido pelo manto da lealdade: rouba e assassina
adeus
adeus
n�o
n�o, basta agora
deixa minha irm�, temos sofrido muito
n�o tentes impedir que ela v�
n�o, meu senhor
eu, e s� eu, assumirei a culpa do que voc� passou
e de tudo que passar�
resistir � in�til
n�o posso me op�r se voc� assim decidiu
que far�s com meu sobrinho? encerrarei-o em um monast�rio
qual melhor caminho para o filho de Siegfried?
que uma vida de entrega e devo��o?
h� um melhor caminho para o filho de um rei
que renunciar ao mundo e a vingan�a?
o filho de Siegfried um abade?
ou um Bispo
um grande benef�cio para a igreja
e para Burg�ndia
n�o!
n�o! deixa-me
meu filho, meu filho!
meu filho, meu filho!
quem fez isso?
os covardes escravos do homem que assassinou Siegfried
Hagen de Tronje?
agora assassinou o �nico que me sobrou
meu filho
apiede-se de mim, Rudiger
mate-me e acabe de uma vez com meu sofrimento
n�o, Kriemild, deves viver para ser a maior de todas as rainhas
cumpriram-se tuas ordens
um reino pode ser teu
cem vezes maior e mais poderoso que Burg�ndia
o rei �tila ficou sabendo de sua perda
e enviou a seu irm�o Bleda com uma oferta
assim �, Senhora
meu irm�o �tila, o rei de reis
tem a honra de pedir sua m�o
a rainha!
porqu� praticam com um Huno?
porque n�o com uma mulher incapaz de defender-se e h� noite?
por qu�?
irm�o?
acredita que �tila quer ver-te envolvido em uma guerra?
n�o penso em �tila, mas sim em Kriemild
� nossa irm�, e o tempo a tudo cicatriza
digamos que, venham por si, � melhor estar preparados
preparados para qu�? para nos render?
preparados para pisote�-los
preparados para matar, como disseste, Hagen
desde esse dia, a culpabilidade vive em Burg�ndia
com a m� consci�ncia
Rudiger e os hunos se aproximam!
Hildegunda, teu pai est� aqui!
meu pai? sim, veja, venha
Pai! pai!
n�o estou apresent�vel, depressa, meu vestido
meu pai prometeu nos visitar no ano de nosso matrim�nio
ele cumpriu sua palavra
mas guerreiros o acompanham,
por que nos traiu?
�tila o envia a pedido de Kriemild
nada bom podemos esperar dela
Rei!
Rudiger, meu amigo, seja bem-vindo
Pai! minha filha mais querida!
estamos impacientes por saber que not�cias trazei
trago boas not�cias senhor
o filho do rei e da rainha far� tr�s anos
e nesse dia ser� batizado
o rei �tila e a rainha Kriemild
os convidam para celebrar
e que sejam seus h�spedes em sua corte
ouviu isso?
a Hungria!
Pensa no que isto significa
ter o rei mais poderoso do mundo como amigo
� verdade que nossa irm� Kriemild deseja nossa presen�a?
me pediu para dizer-lhes
que desejava ver seus irm�os e parentes
e a mim?
tamb�m a ti, Hagen de Tronje
n�o tenho d�vida
sem mim, o convite n�o teria raz�o de existir
h� algo sagrado
na corte do rei �tila
a hospitalidade
quantos est�o aqui? mais do que suficiente
quando teremos not�cias de Worms?
com a lua nova
senhora se o que queres me dizer
desde que Rudiger partiu n�o pude dormir
s� tu me entende, Bleda, e sempre me ajudar�s
me queres, e saberei recompensar teu amor
como eu gostaria de v�-los entrar a cavalo neste momento
a todos com Hagen
quero saber a opini�o de cada um
me alegrarei de ver a minha irm� e eu
ningu�m ir�
se Kriemild te assusta, Hagen, nada te obriga a ir
n�o tenho medo por mim,
mas todos corremos perigo na corte de �tila
n�o temos peso de consci�ncia Hagen disse a verdade
seremos h�spedes de uma mulher em cujo cora��o bate o �dio
seu �dio � uma espada que pende sobre nossas cabe�as
quem ir� querer dormir sobre seu fio?
uma viagem sempre � perigosa
duvidas da hospitalidade de tua irm�?
mas o bem-estar de Burg�ndua exige isto de n�s
n�o podemos recha�ar o convite de �tila
se temos de enfrentar a morte,
talvez possamos prender fogo nesses reinos
e o nosso sobreviva
bem, a que conclus�o chegou senhor?
confiaremos na hospitalidade do rei �tila e de Kriemild
iremos
os Burg�ndios chegam
est�o a caminho eu o comunicarei
fala
os Burg�ndios se aproximam com seu rei
com Hagen de Tronje? com Hagen
teus irm�os e teus parentes
teu desejo se cumprir�
que ex�rcito assaltou essas muralhas?
foi obra de �tila e seus hunos
o Dan�bio esse � o Dan�bio
temos ido t�o longe como o Dan�bio
daqui a pouco anoitecer�
acampemos sigam-me
aqui
as �guas do Dan�bio est�o altas, mas ainda n�o vi nenhum barco
eu procurarei
uma corda
se encontrar um, o trarei at� aqui
h� tempo, porque faz�-lo hoje?
porque esperar a manh�? nunca dormes?
n�o preciso dormir
ou n�o podes
cansada? sim, muito
voc�s nadando, s�o ninfas do Dan�bio?
que desejas, Hagen de Tronje?
como sabes quem sou? sabemos mais que tu
se tanto sabes, diz-em onde h� uma barca�a ou um barco
sabemos onde, caolho
muito bem. irei mesmo se n�o me disserem
n�o, n�o te v�s, falaremos
segue nesta dire��o e encontrar�s um balseiro
toma, tua recompensa
tamb�m temos algo para ti, Hagen de Tronje
nenhum burg�ndio voltar� da terra dos hunos
s� o monje sobreviver�
s� o monge!
o monge!
capel�o, aproxime-se
senhor
eles ca�oaram de ti?
sou alvo de suas piadas, mas sempre tem sido assim meu senhor
perdoa-os, s� demonstram sua falta de seguran�a
e seu temor pelo desconhecido
reza por n�s rezo por ti tamb�m
para que deus perdoe todos os vossos pecados
barqueiro, quero cruzar!
nenhum forasteiro pode cruzar
n�o sou um forasteiro
posso pagar
estou indo
ei, aonde te esconde? quero ver sua cara
n�o te conhe�o, caolho
n�o se atravesse
vem Rudiger
j� cruzaram todos? falta o monje, vem com Hagen
sabes nadar monje? n�o senhor
caminha sobre a �gua se queres voltar
me entrego a ti senhor
v� ao outro lado seu manto o mant�m � tona
est� a salvo! bem!
� um milagre!
o barco se vai!
que fez Hagen?
j� n�o precisamos de um barco
a c�lera de Deus cair� sobre voc�s
fala
os mensageiros informam que os Burg�ndios se aproximam
chegaram antes do esperado
e nossos guerreiros?
Eles esmagaram a revolta de Uman Bey.
breve estar�o aqui
quando meu irm�o e seus homens chegarem
encarrega-te de retirar-lhes as armas e mantenha-as sob guarda
assim ser� e logo
vais conhecer o criador em pessoa, Hagen de Tronje
cavaleiros se aproximam
ele � amigo do rei, Deitrich de Bern
com o anci�o mestre hildebrando
que not�cias trazes? venho receb�-los
e dizer que o rei os espera
e nossa irm�? sim
Kriemild est�?
dizem que o tempo cura as feridas, mas...
pensavas que ela esquecera?
n�o
ela n�o esqueceu nada
cr� que esquece uma mulher que chora diariamente ao seu marido?
eu n�o
� um aviso? � uma observa��o
o rei os receber� com honras, podes confiar nele
mas o irm�o do rei s� serve a Kriemild
s� ele poder� colocar-los em perigo
s�o escoltados por Dietrich de Bern e mestre Hildebrando
Dietrich de Bern?
foi enviado por �tila?
foi decis�o do pr�prio Dietrich de Bern
quando chegar�o? amanh�
amanh�? e nossos guerreiros?
acampam em Orillas del Teis
aqui n�o h� o suficiente
envia um de teus melhores cavaleiros para que voltem aqui
devem vir o quanto antes sim senhora
meu irm�o te espera
irm�!
Dietrich de Bern tinha raz�o, H� poucos guerreiros aqui
mas s�o mais que n�s, � uma ratoeira
mas podemos com ela
irm�, poder�s ocupar-se com Hildegunda?
Gernot e eu nos reuniremos aos demais
n�o podemos nos separar, concordamos assim
Hagen de Tronje e Volker de Alzey
dou as boas-vindas aos meus convidados
a viagem � longa, nossos amigos est�o cansados
escoltem-nos aos seus aposentos
� uma honra que recebamos a visita do irm�o do rei
recolheremos vossas armas e as guardaremos
para qu�? est�o muito bem conosco
esse � o costume na corte de meu irm�o
enquanto voc� leva a sua levaremos as nossas
Kriemild
voc� chorou?
porqu� choras?
seus irm�os est�o aqui
sabes que os convidei apenas para fazer-te feliz
porque saem essas l�grimas?
eu vi Hagen
foi pela primeira vez
mas tu quiseste que ele viesse sim
mesmo que o rei Ghunter o proteja
e se comporte como deve
ser� tratado como todos os convidados
s�o meus h�spedes e v�m armados?
isso � uma celebra��o, n�o um campo de batalha
esse � o costume da Burg�ndia nas celebra��es
um costume da Burg�ndia?
eu vou lembrar
nesse caso, o costume dos h�spedes ser� a norma
algu�m nos traiu algu�m n�o
eu
escute-me!
�rdens de Bleda, devemos voltar o quanto antes
aqui seus ratos!
aqui estamos! voc�s s�o um bando de covardes
cerquem-nos!
o que acontece? est�o nos atacando?
eles foram avisados e est�o dispostos a lutar
mataremos a todos n�o
n�o quero que seja uma matan�a, nem fazer dano aos meus irm�os
quero Hagen
nada pode mat�-lo, � muito forte
n�o acabou com Siegfried em luta justa
a lan�a traidora lhe atingiu nas costas
eu farei, minha rainha
amanh�
Hagen!
Hagen de Tronje violou sua hospitalidade,
ele matou seu irm�o
esse assassinato n�o ser� castigado?
� um assassinato?
n�o
meu irm�o tentou mat�-lo
Hagen mente n�o!
diz a verdade
eu vi tudo com meus pr�prios olhos, rei
� verdade, foi teu irm�o
jura?
em nome de deus?
eu juro
se se derramou sangue em minha casa
meu irm�o, inflado de �dio, foi o �nico culpado
lamentamos o ocorrido
n�o foi culpa de seu irm�o
esqueceremos e perdoaremos pois esquecido est�
pedimos que sejam nossos convidados essa noite
estaremos
com nossas armas,
como se faz em Burg�ndia
irm�!
fiquem longe de Hagen
eu vos pe�o
n�s juramos lealdade m�tua
todos somos Burg�ndios
leais ao assassinato de meu marido?
vossa consci�ncia est� tranquila?
n�o enxerga aonde isto os leva?
est�o cegos, isso os levar� a morte
sim, rainha, eu juro, assim ser�
nas veias desse jovem corre sangue real de Burg�ndia
� meu desejo que quando meu filho for homem
v� a Burg�ndia aprender as virtudes cavalheirescas
para se converter na ponte
que una leste e oeste
d� a ele
bebe, forasteiro n�o, obrigado
por qu�? bebe n�o tenho sede
vamos
insulta-nos, forasteiro?
porqu� recusas nosso vinho?
� nosso vinho barato ou seu orgulho que n�o o deixa beber?
voc� envia Kriemild em busca de luta?
Hagen, teu irm�o
assassinou meu senhor e se esconde atr�s do escudo de outros
lutemos, pois!
Trai��o!
Trai��o!
todos est�o mortos
�s armas!
est�o todos mortos
meu filho!
Geiselher! vem!
cavalos!
a porta!
para tr�s!
Hagen de Tronje
sei o que queres fazer
mas teu rei n�o te permite
deixa-me ir
Kriemild s� quer minha cabe�a
fizeste um juramento
que te prende ao teu rei
d�-me minha liberdade
se n�o me entrego, estamos perdidos
o rei n�o libera para a morte o homem que lutou ao seu lado
eu sou o culpado e eu n�o te impedi
o cora��o do pequeno deixou de bater
Hegen de Tronje!
aqui, rei dos hunos
aqui estou
venha
vamos, j� deixei Kriemild vi�va uma vez
n�o me custa faz�-la de novo vem!
at�ca-me!
o grande �tila que todos temem
vejam como treme!
meu senhor
irm�os!
abandonen Hagen! n�o!
n�o!
pai
r�pido, retrocedam!
tirem-me daqui
aguenta
meus olhos! ajudem-no
r�pido, vamos!
levem-no n�o vejo, n�o vejo nada
� loucura, meu rei, teus melhores guerreiros mortos
j� se derramou bastante sangue
te rogo, ponha fim a esta carnificina
falemos com eles
vingan�a
meu filho
senhor, eu.. n�o ouviu, Margrave?
deves vingar o filho do rei
eu?
eu te ordeno
pai, pai n�o!
n�o fa�a!
pai, n�o fa�a, por favor, por favor
Margrave Rudiger
traga-me a cabe�a de Hagen
mas, Kriemild, teus irm�os...
teus amados irm�os o defendem eles juraram, eu sei
demonstre, Margrave Rudiger,
que valor tem o juramento que fizeste ao teu rei
vinga
a meu filho
tens medo?
senhor, eu....
d� ordem a teus homens
vinga meu filho
esse � o fim de Burg�ndia
a lealdade a um assassino n�o poderia ter outro fim
chegou a hora de nos separarmos
qualquer um de v�s pode ir
nada os prende a meu lado nem ao lado de Hagen de Tronje
ouviram?
nesta situa��o sem esperan�a,
os libero do juramento de lealdade que me fizeram
s�o livres
n�o me compreendem??
se est�o cansados de combater,
deixem de lado as espadas
tanto os custa
dar as costas a morte?
que crime querem pagar?
n�o fizeram nada
nossa queda
e nossa morte nada tem haver com a de voc�s
Geiselher!
Geiselher!
est� ouvindo, Geiselher?
v� e pe�a vossa liberdade
fa�a
o qu�?
n�o vai se mexer?
obriguem-no a ir
bem
voc�s escolheram
em nome de Rudiger de Bechlam,
abram as portas
� Rudiger Rudiger, nosso amigo
n�o vens como amigo?
venho como vassalo do rei �tila
para cumprir a ordem mais dolorosa que jamais recebi
rendam-se! n�o!
ent�o, lutem!
acabemos de uma vez
quantos mais ainda morrer�o, Kriemild?
irm�!
n�o
veja seu irm�o, jamais fez mal a ningu�m
n�o disparem!
Gernot!
quietos!
ponham fim a isso, que termine essa matan�a!
n�o posso suportar
entreguem as armas, Ghunter de Burg�ndia
e Hagen de Tronje
a luta terminou
Burg�ndia e Tronje n�o se rendem
te pe�o pela �ltima vez, irm�o
abandona Hagen
aqui est� tua vingan�a
tr�s irm�os pelo bastardo de Xanten
nada mais posso contar dessa hist�ria
muitos homens e mulheres derramaram l�grimas
muitos cavaleiros
morreram ent�o
e assim acabou a lenda
a saga dos Nibelungos
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