All language subtitles for Die.Nibelungen.1966.by.Sieg.PT1.[FilmesEpicos.com]

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Original subtitles

Muitas coisas nos s�o contadas daqueles tempos

tempos de cavaleiros

de her�is e de valentes

de alegres festejos

de l�grimas e lamenta��es

de bravas lutas temos ouvido falar

OS NIBELUNGOS

em Worms, sobre o Reno, governava um pr�ncipe poderoso

que obedeciam criados, vassalos e cavaleiros

essa terra favorecida se chamava Burg�ndia

e n�o se encontrava no mundo outro reino melhor

seu rei era homem de honra e riqueza

um homem razo�vel, e perfeito

um homem sem par

Ghunter era seu nome

seu trono n�o tinha sucessor

n�o havia encontrado em Burg�ndia uma rainha

o rei tinha dois irm�os, Gernot e Geiseller

eram jovens, fortes e galhardios

na Burg�ndia vivia uma donzela irm� do rei

n�o havia na terra semelhante beleza

era a luz dos tr�s irm�os, chamava-se Kriemild

vou � igreja em seguida irei, m�e

tamb�m estava Hagen de Tronje, o tio do rei do Reno,

Dankwart e seu valente irm�o Ortwin de Metz

os cachorros est�o impcaientes, mas voc� n�o sai

n�o vou ca�ar

n�o quero matar no dia de p�scoa

ei rei da Burg�ndia te assusta o cordeiro?

Odin n�o pro�be de ir � ca�a esse � o Deus dos hereges

n�o ofenderei Roma

�tila est� no Dan�bio e j� sonha em cruzar o Reno

esta espada cortar� seu sonho

e esta e esta

e a minha tamb�m

conto com voc�s

mas grande � o poder do papa, e algum dia eu dele necessitarei

por isso, hoje, no dia do cordeiro, n�o haver� ca�a

mas, venham, escutem

anunciam-me a visita de Siegfried de Xanten

Siegfried? aquele que matou o Drag�o?

Volker, cantemos a balada sim, a de Siegfried

e de Brunhild, a rainha da Isl�ndia

d� tua permiss�o ou est� proibido na P�scoa?

Hagen de Tronje, te casastes com a guerra

mas n�o � apropriado para um rei

buscarei uma esposa que me d� um herdeiro

toquemos e cantemos a can��o do Siegfried

sim, a balada do Siegfried e de Brunhild

e nos pa�ses baixos

cantam a balada de um rei rico

Siegfried se chama e gloriosa � sua fama

para se apoderar do ouro dos Nibelungos

Siegfried galopou at� o norte at� o reino fabuloso

a dama Ute ordena que v�

Mime o ferreiro foi seu maestro

ali aprendeu seu segredo, como unir o fogo com o a�o

forjou uma espada que nenhum outro poderia empunhar

n�o, n�o! Traidor!

estava de lado, n�o podia v�-lo

voc� sabia! n�o

a inveja que ele tinha de tua for�a o cegou

tu mente! n�o

tu endureceu o a�o

tu untaste com sangue, sabes de que serviu??

seu sangue era frio, mais frio que a �gua gelada

vou te mostrar

permita que eu te demonstre, Siegfried, agora ver�s

provaremos seu fio

prenda-a e mergulhe-a no c�rrego

remata-a golpeando o ferro contra o ferro

ferro contra ferro!

ferro contra ferro!

ser�s minha fiel espada, e te chamarei de Nothung

a terra treme

o Drag�o Fafnir acaba de despertar

n�o existe drag�o que me resista

seu h�lito envenenado ir� te afogar

n�o poder�s derrotar Fafnir

nunca

o matarei e levarei o tesouro dos Nibelungos

Alberico, rei de Albes, querem matar o Drag�o

vieste roubar o ouro

antes verei-o morto

noite e fuma�a

ningu�m poder�

Fafnir, vem um para te matar

Fafnir, Fafnir, Fafnir!

Quando Siegfried provou o sangue do Drag�o

entendeu o canto dos p�ssaros

que lhe disseram:

"para que tua pele resista a ponta"

"da espada, lan�a ou flecha"

"dever�s te banhar no sangue do drag�o"

assim cantaram os p�ssaros ao ouvido de Siegfried

se h� algu�m a�, que saia!

seja quem for

Siegfried de Xanten, ousas pisar em Nibelhein,

onde est� o tesouro dos Nibelungos

agora � meu! minha espada p�de com Fafnir

tua espada matou um velho drag�o, v�!

diante de ti, encontra-se Alberico, rei de Albes

com Balmung, a espada dos Nibelungos

Venha lutar!

noite e n�voa, nada poder�!

mostra-te, mostra-te!

aqui estou, ache-me!

estou aqui, aqui, acha-me!

pegue-me

venha aqui, estou aqui!

aqui, vem a mim!

an�es, tapem a entrada

mostre-se de uma vez, an�o!

agora te peguei, agora morrer�s! tenha piedade!

morre! o tesouro!

o tesouro dos Nibelungos

te levarei at� l�, n�o poder� encontr�-lo sem mim

jura que ser�s meu fiel vassalo eu juro, eu juro

eu juro!

vamos

o tesouro dos Nibelungos

Siegfried de Xanten, toma-o em troca da minha vida

j� tenho sua vida

n�o desperdices aquilo que j� te pertence

o rei de Albes ser� seu criado

este anel? de onde vem? o anel dos Nibelungos

Odin o deu a Brunhild

ela deveria proteger o tesouro

Brunhild? a valk�ria rainha da Isl�ndia

mas ele adormeceu e os Nibelungos lhe roubaram o tesouro

agora voc� o cuida

que houve com Brunhild? Odin a castigou

agora ela dorme no castelo de Isenstein

at� que voltem a colocar o anel em seu dedo

e se eu me colocar? n�o o fa�a!

trar� sua morte

ide a Isenstein n�o podes despertar a Brunhild

ela � cercada por um c�rculo de fogo intransit�vel

n�o me deter�

prepara um barco, zarparemos em Isl�ndia

Isl�ndia

veja, cavalos

vou levar um para mim

os nortistas nos observam, cuidado

nada temas, volto em breve

sou Siegfried, Siegfried de Xanten

o fogo se apagou

est�s livre, Brunhild, livre!

minha terra,

nascida do fogo e do gelo

agora conhe�o o norte

agora conhe�o tua terra � tua

meu barco me espera

os nortistas nos esperam para predizer nosso destino

vamos a Isenstein em breve

ali tomar�s tua decis�o

norte ou sul?

devo levar o tesouro a Xanten, minha terra est� ao sul

o sol brilha no sul mas nunca de noite

no meu norte, o sol gira sem cessar

fique Siegfried

a longa noite segue o dia todo

a passar com uma rainha

eu voltarei

fique

fique aqui, Siegfried voltarei logo

um homem como tu deve ver o mundo e conquist�-lo

n�o se ate aos p�s de uma mulher

um trono de fogo e gelo? n�o

vamos ao sul

volte, eu fico na Isl�ndia n�o, n�o, navegaremos at� o sul

ali obter�s honra e renome

fa�a como digo! n�o, est� decidido

vamos para o sul

n�o olhe para tr�s, olhe sempre para frente

essa � a hist�ria de Siegfried

senhor do reino de Xanten

que navega ao sul em busca de uma rainha

n�o acredito em drag�es

mas no ouro sim

e em Brunhild

Isl�ndia est� longe, mas Xanten est� perto

Xanten e Worms est�o sobre o Reno

e o dono do tesouro busca uma rainha

tu vem em v�o n�o h� ca�a no dia de p�scoa

eu n�o vim para ca�ar que desejas ent�o?

n�o necessito perguntar quem �, � ele

Siegfried de Xanten, rei dos pa�ses baixos

desafia Ghunter, rei de Burg�ndia, em combate individual

o ganhador governar� a terra do vencido

que jovem t�o arrogante, deseja meu reino

deixa que luto por ti

porque disputar pela espada?

sua sede de luta esconde o motivo de sua visita

os candidatos sempre se traem

te referes a Kriemild?

assim tamb�m se conquistam terras

os pa�ses baixos e o tesouro dos Nibelungos

bonito presente para a noiva

e Burg�ndia bonito presente para o noivo

quem sair� ganhando?

essa d�vida far� do matrim�nio mais interessante

que passem os convidados

sou Hagen de Tronje

os acompanharei at� o rei Ghunter

n�o v� senhor

deixa que ele venha

voc� vir� ou esperar� que o rei venha?

eu vou

do que falavam?

desejo sempre uma c�lida recep��o, aos reis e visitantes

desejo honrarte

conceder-te aquilo que quiseres

eu o ganharia com a espada n�o

n�o

que preparem os aposentos para os h�spedes

desejo compartilhar tudo o que tenho contigo

foste batizado? pelo nome da trindade

magn�fico, somos irm�os

deixa a espada

e iremos a missa de p�scoa em paz

minha irm� nunca falta � missa

desculpe, amo, sabes que sou um covarde

n�o temo ao fogo do inferno

mas o incenso me faz enjoar

fique aqui

a mim o incenso tamb�m irrita o nariz

deixas-te cair o len�o, senhora obrigada

Burg�ndia e os pa�ses baixos

em paz e esperan�a neste dia de paz

irm�os, feliz p�scoa feliz p�scoa

todos est�o mortos!

fomos atacados!

defendei Burg�ndia!

foi o rei Ludegast de Sajonia

assim falou Siegfried a Ghunter:

"galoparei no comando de seus homens"

"e me acompanhar�o teus valentes cavaleiros"

"tu fica em Burg�ndia"

"derrotarei o rei Ludegast e ele se ajoelhar� diante ti"

em nome de Ludegast!

em nome de Ghunter de Burg�ndia!

sou Siegfried de Xanten!

luto pelo rei de Burg�ndia!

aqui est� Ludegast, disposto a lutar!

minha vida pertence a Ghunter de Burg�ndia

e agora jure-me, rei de Sajonia,

que a paz reinar� entre n�s

eu juro em nome do senhor

preocupe-se em que o rei de Sajonia tenha tudo que necessitar

e deixa-o ir como queira, senhor

o le�o de Xanten n�o se apressa em vir

por algum motivo...

Siegfried de Xanten

meu rei tem uma d�vida contigo

e pergunta se pode satisfazer algum desejo teu, em troca

sim

tenho um desejo

satisfarei teu desejo

se me ajuda a conseguir a m�o de Brunhild

aspirar a m�o de Brunhild equivale a morrer

um cintur�o m�gico protege sua virgindade

beleza, fortaleza, e todas as terras do norte

existe melhor rainha para Burg�ndia?

manterei minha palavra, te concederei aquilo que me pedes

dize-me, o que desejas? Kriemild como esposa

seria uma alegria para mim, mas...

me imp�es uma condi��o? n�o

mas � a lei de nossa terra

a irm� do rei n�o pode casar-se antes do soberano

mas tens sorte porqu� tamb�m quero me casar

fale por mim � Brunhild de Isl�ndia

Siegfried cumpriu sua promessa

sei que n�o p�de resistir

o que dizem as runas Frigga?

que dizem?

homens est�o a caminho, um lutar� contigo

te derrotar� eu sei

e tirar� o cintur�o que te protege

eu sei

voc� ir� para terras distantes

ser� a rainha de Siegfried e ele me seguir�

n�o

n�o � ele

de que falas? que tolice � essa?

dizem que � outro rei

est� ficando velha, Frigga, e j� n�o l� direito as runas

a rainha da Isl�ndia

vou at� l� falar por ti, rei

Siegfried! rainha

sua m�sica n�o mentiu ela � bela entre as rainhas

mas falavas de sua for�a

ela � fina e feminina � pela magia

Odin � a fonte de seu poder

por outro?

sim, para o rei Ghunter de Burg�ndia

porqu� falas em seu nome? �s tu um vassalo?

te sa�do, Brunhild, linda rainha da Isl�ndia

�s Ghunter de Burg�ndia?

sou Ghunter de Burg�ndia

Siegfried me comunicou de teu pedido

e eu te desafio

em Burg�ndia o homem n�o luta contra a mulher

s� a ama

estamos em Isl�ndia

a rainha de Isl�ndia s� se submete

apenas se vencida pela pedra, lan�a ou espada

com pedra, lan�a ou espada

noite e n�voa, nada poder�

com a for�a de Odin, a pedra ir� voar mais longe

a lan�a cair� mais longe

e tua espada contra ela n�o poder�

tu ainda pode desistir

render-se o rei de Burg�ndia diante de uma mulher?

o poder dela n�o � humano � muito tarde

render-se ante um deus n�o � perder a honra

� tarde

eu vi

e se n�o puder venc�-la, tampouco quero ser rei

nunca mais voltarei a Worms

estou contigo, esta loucura � in�til

temo que corra risco a vida do rei

Ghunter

amanh� ser� um dia muito importante

seu eu cair em derrota, arrisquei minha vida

mas honrei minha palavra, portanto n�o deve preocupar-se

sua espada golpear� tr�s vezes o teu escudo, mas n�o te vencer�

uma for�a sobrenatural ir� te ajudar

magia contra magia, e ambas s�o invis�veis?

veja, eu peguei esta malha de Alberico

e sei as palavras m�gicas

ficarei invis�vel e amanh� estarei ao seu lado

estou preparado

honra ao rei que enfrenta a morte com valor

honra a rainha que ousa arriscar sua liberdade

Siegfried se esconde por temor que seu rei morra?

est� de guarda no barco do drag�o

n�o quer presenciar o combate com uma mulher

estou aqui, a teu lado?

� a for�a de Odin n�o temas

rei de Burg�ndia fala sozinho?

sim, � um costume meu, infantil, qui��, mas in�til

bem, o que esperas?

Brung�ndia! e Xanten

Brunhild, minha rainha

� aqui teu reino de Burg�ndia

o Reno freia nosso avan�o, os homens n�o se enganam

mas o vento nos empurra at� as costas de Burg�ndia

concede um sorriso a teus vassalos

os prisioneiros n�o sorriem

somos todos prisioneiros daqueles que governamos

Kriemild Siegfried

quem � essa donzela? minha irm� Kriemild

a prometida de Siegfried

se unir�o em sagrado matrim�nio ao mesmo tempo que n�s

irm�o!

bem-vinda seja nossa rainha

s�o meus irm�os Geiselher e Gernot

te desejo o melhor, minha filha

bem-vindo a Burg�ndia

eu apresento Brunhild, rainha de Burg�ndia

desde quando um rei entrega uma princesa a um vassalo?

Siegfried n�o � nenhum vassalo, � t�o rei quanto eu

e ademais, meu melhor amigo

me alegro de ser tua irm� e eu de ser tua rainha

vem, a viagem foi longa, estamos fatigados

carrega um estranho cintur�o, � ele que d� sua for�a?

me d� uma grande alegria ver que desejas ser minha mulher

mulher sou, mas tua esposa, jamais

no primeiro dia do ver�o

uma valk�ria marcha at� o altar

e Odin d� sua ben��o

agora governa a cruz, Odin mandar� sua maldi��o

eu odeio esse odor

amaldi�oar-nos-�

vigiem os cavalos

vem, Hildegunda

Rudiger

o Margrave de Bechlam, que grande alegria

meu bom amigo

de onde vens? do Dan�bio, de muito longe

mas a raz�o da viagem f�-la parecer curta

e a presen�a de minha filha Hildegunda ainda a encurtou mais

porque vieste, Rudiger?

venho em nome de �tila o huno, meu amo e senhor

este � Bleda, seu irm�o

traz presentes para o rei Ghunter e para Kriemild

todos temem �tila, mas seu irm�o traz presentes

porqu� Bleda vem em nome do rei

a pedir a m�o de Kriemild

a m�o de Kriemild?

a esposa de �tila morreu faz mais de um ano

a fama de Kriemild chegou aos ouvidos de �tila

ele n�o pode... n�o ter� sorte

n�o parece que contas com o favor dos deuses

que queres dizer?

Siegfried de Xanten chegou antes de teu rei

te pergunto, princesa Kriemild,

queres casarte com Siegfried de Xanten

e viver como sua esposa at� que a morte os separe?

sim

o tesouro dos Nibelungos � teu

sim? sim

vamos

Hildegunda

Geiselher e hildegunda se conhecem desde pequenos

ela � bonita, nunca havia visto tanta beleza

diz-me, quem a escolheu? sim, Ortwin quem a fez

bebe, minha rainha

esse � o melhor vinho de Burg�ndia, n�o existe nada melhor

este vinho te aquecer�

brindo � tua beleza

por tua for�a

o enviado de Harald de Halbagar, rei da Noruega

um arp�o de ouro para a rainha,

para que n�o esque�a seu lugar no mar do Norte

d� as gra�as ao rei Harald Halbagar

viva a rainha de Burg�ndia!

viva a rainha de Burg�ndia

os presentes de �tila, rei dos hunos

o corcel negro para a rainha de Burg�ndia

o branco, para a rainha dos pa�ses baixos

transmita ao rei meu agradecimento

falarei a meu irm�o o rei

da beleza da senhora de Xanten

este colar � meu presente, rainha

d�-lhe a Kriemild

j� tenho ganho muitos

em Burg�ndia, ningu�m abandona a festa

antes que o rei o fa�a

parece que era o vento a desfrutar a boda

mas agora soprar� uma grande tormenta

que sopre, os muros de Burg�ndia resistir�o

em noites como estas se conhecem os filhos dos reis

a tormenta canta um hino nupcial

pedra, lan�a ou espada, essas eram as armas de Isl�ndia

Burg�ndia tem outras armas

boa noite, amigos, at� amanh�

minha rainha

deixa-me s�

n�o, o amor me trouxe aqui

o amor que sinto por ti te atrair� aos meus bra�os

abr�ce-me

tira-me o cintur�o se �s capaz

n�o, n�o �s a filha endemoniada de Odin

te derrotei

me pertences

n�o �s o forte rei que me derrotou

me enganaram

pouco me importa que magia fizeste uso

mas sei que n�o foi tua a for�a

sou tua mulher,

mas n�o serei nada al�m disso

n�o se esque�a, Hildegunda

vamos, vamos, n�o � pra sempre

deves vir nos visitar, ser�s bem-vindo

obrigado, margrave

te rogo que d� as gra�as a rainha de minha parte

Ghunter me disse que n�o sente-se bem

foi uma noite tormentosa

despe�a-se de sua irm� e de seu esposo

sim, eu o farei em seu nome

vamos, nada nos det�m aqui

Kriemild � do holand�s

minha bela rainha, minha amada rainha

levante-se, � uma bela manh�

vejamos se o cavalo de �tila � mais r�pido que o meu

Siegfried, tem Brunhild alguma raz�o para me odiar?

odiar? porqu�?

ela odeia ou ama

me insultou ao dizer que eras vassalo de Ghunter

porque voc�?

Siegfried de Xanten, o rei Ghunter deseja ver-te

te vejo preocupado fui castigado

pelo que fizemos na Isl�ndia, pelo que fizeste....

o que fiz em Isl�ndia foi por ti, Ghunter

querias a Brunhild eu sei, eu sei

tamb�m estava em jogo tua felicidade com Kriemild

sim

agora devo pedir outra prova de tua amizade

n�o te pe�o, te rogo

deves ajudar-me uma vez mais

escuta

Burg�ndia tem uma rainha

mas o rei de Burg�ndia n�o tem esposa

Brunhild conservar� sua for�a enquanto tiver o cintur�o

sou teu amigo, te ajudarei

os cavalos de Odin galopam entre cad�veres

enquanto uivam os lobos

ouves o croar do corvo?

Hugin e Munin cruzam a noite

trazendo grande desgra�a!

Siegfried!

Siegfried!

Adiante, adiante, bebe o vinho de Burg�ndia

bebe vinho

o orgulho te matar�, Burg�ndio

que faria Burg�ndia sem Siegfried de Xanten?

sem Siegfried dos pa�ses baixos?

o captor do tesouro, o apagador do fogo

o vencedor de Sajonia, o ganhador de Isl�ndia

por esta minha espada

juro que matarei a qualquer um que traia meu rei

desperta Siegfried, desperta, o sol brilha

n�o respondeste a pergunta que lhe fiz

mas refleti

Brunhild n�o te odeia

te ama

porque amaria ou me odiaria? ama a Ghunter

se de verdade recorre a magia,

com que poder p�de Ghunter derrot�-la?

ele n�o � t�o forte como tu

mas a derrotou e est� aqui

disseste que seus poderes m�gicos est�o no seu cintur�o

Brunhild o levava quando chegou em Worms

ontem h� noite n�o o levava, acredita que o haver�o tirado?

porqu�? ela negaria?

ela te ama

cometestes um erro, Kriemild

Brunhild ama Ghunter, creia

eu vou at� a igreja

a rainha sauda��es � rainha de Burng�ndia

a rainha de Burg�ndia

te desejo um bom dia minha querida irm�

agora sou tua irm�?

n�o compartilhamos o destino das mulheres?

desde quando �s uma mulher?

sabes cozinhar? fiar?

minha habilidade com o tear n�o se compara com a tua

te estendo a m�o e me picas com tua agulha

feriste centenas e te queixas de um furinho?

pune-se aqueles que n�o s�o naturais

que disseste?

at� agora negaste o amor, e agora o amor te cega

n�o estou cega

na Isl�ndia aprendemos a ver no escuro

ainda cr� que Ghunter ganhou?

em luta leal e no div� nupcial?

mentes

deixa passar a tua rainha

n�o escutarei tuas infames mentiras

mentirosa, dizes?

veja, n�o � este o teu cintur�o?

que fazes com meu cintur�o?

Siegfried tirou e me deu

�s a amante de meu marido, siga-me a 3 passos de dist�ncia

Tronje e Isl�ndia est�o ao norte

ser�s meu cavaleiro Hagen de Tronje?

sempre tenho sido, senhora

a �gua benta e a humildade crist�

caem diante de meu escudo

Kriemild usa meu cintur�o

Siegfried traiu o rei

aonde est� o cintur�o? onde?

ontem h� noite te vi com o cintur�o de Brunhild

quase morri de inveja

n�o posso crer, pergunte � rainha

muitas vezes � ncess�rio uma palavra por outra

� melhor n�o entrar em rixas entre mulheres

Kriemild s� p�de sab�-lo por Sirgfried

Kriemild insultou a rainha diante de todos

abra a porta, rainha

deixa-me entrar

por favor!

claro que n�o

n�o penses mais nisto

posso jurar

acredito em ti

o ci�mes e a vaidade s�o causadores dessas rixas

os homens s�o mais inteligentes, est�o por cima disso

v� com Kriemild precisar� do teu conforto

obrigado, senhor

ele deu motivo ao esc�ndalo merece a morte este traidor

n�o quero ouvir mais nada a respeito

n�o pensarei nisso pensarei em mim

o que nos prova que n�o falar�

que n�o te ridicularizar� tu e a rainha?

s� os mortos sabem ficar calados

logo

al�m disso, Kriemild � a �nica herdeira do tesouro

Burg�ndia ser� o reino mais rico de todo o Reno

mas � meu cunhado

e ademais, � invulner�vel

dizem que h� um ponto onde caiu uma folha de lim�o

� necess�rio saber onde

eu sou contra

claro que Kriemild pode saber onde � esse ponto

agora eu sei quem me venceu

uma donzela tola

sim, uma donzela enamorada, mas nunca mais

n�o h� mancha, que n�o possa ser lavada senhora

com sangue

bem, iremos ca�ar no bosque de Oden

sa�de

uma boa ca�ada apaga os problemas

sim! sim, irm�o

o barco se prepara para levar a ti e minha irm� a Xanten

e com voc�s, o ouro

amanh� ao amanhecer

vamos ca�ar

pode ser que se ocultem alguns Saj�es rebeldes

no bosque de Oden

Siegfried derrotou seu rei e pode correr perigo

j� sei que nada pode com Siegfried, mas

se uma flecha ou uma lan�a lhe acertarem....

Siegfried � invulner�vel eu sei, eu sei

mas ele deixou cair uma folha de lim�o na espalda

poderia proteger Siegfried

estaria a seu lado e o protegeria com meu escudo

se souber onde est�

eu vi parece queimada com fogo

ele levar� o jib�o, n�o poderei v�-la

agora que est�s ocupada com agulha e linha

seria um bom momento para costurar uma marca

� melhor que n�o diga a ele, feriria seu orgulho

� um bom conselho, Hagen

Hagen

posso confiar em ti?

e assim come�ou naquela manh� a grande ca�ada

davam alaridos os cachorros e os homens

afugentando os ursos e veados em toda parte

alegres soavam as trompas dos ca�adores

onde est� Siegfried? n�o pude segui-lo

o perdi de vista eu tamb�m

talvez ele tenha perdido algo?

Siegfried o invulner�vel?

o maior her�i de Burg�ndia e arredores?

que todos louvam e obedecem?

vou buscar Siegfried ponha fim a ca�ada

a montaria de Siegfried

vem sozinha

veja o que trago! Siegfried!

ele n�o acreditava que eu fosse mais forte

mas eu demonstrei

que fera pesa muito

agora estou cansado e sedento

vinho, preciso de um barril s� para mim

o vinho aibda n�o chegou mas h� �gua

ali mesmo poder� aplacar tua sede

n�o precisa ir a cavalo, est� perto

vou correndo

volte aqui Siegfried que fazes?

deixa-o

tem sede

Hagen? que fizeste?

Siegfried de Xanten est� morto

tu � o assassino

escuta o que vou dizer

juro pelo meu filho ainda n�o nascido

que n�o deixarei sem castigo o assassino de Siegfried

nem a quem o ajudara

FIM DA PRIMEIRA PARTE

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