All language subtitles for Elementarteilchen - pt-br

af Afrikaans
ak Akan
sq Albanian
am Amharic
ar Arabic
hy Armenian
az Azerbaijani
eu Basque
be Belarusian
bem Bemba
bn Bengali
bh Bihari
bs Bosnian Download
br Breton
bg Bulgarian
km Cambodian
ca Catalan
ceb Cebuano
chr Cherokee
ny Chichewa
zh-CN Chinese (Simplified)
zh-TW Chinese (Traditional)
co Corsican
hr Croatian
cs Czech
da Danish
nl Dutch
en English
eo Esperanto
et Estonian
ee Ewe
fo Faroese
tl Filipino
fi Finnish
fr French
fy Frisian
gaa Ga
gl Galician
ka Georgian
de German
el Greek
gn Guarani
gu Gujarati
ht Haitian Creole
ha Hausa
haw Hawaiian
iw Hebrew
hi Hindi
hmn Hmong
hu Hungarian
is Icelandic
ig Igbo
id Indonesian
ia Interlingua
ga Irish
it Italian Download
ja Japanese
jw Javanese
kn Kannada
kk Kazakh
rw Kinyarwanda
rn Kirundi
kg Kongo
ko Korean
kri Krio (Sierra Leone)
ku Kurdish
ckb Kurdish (Soranî)
ky Kyrgyz
lo Laothian
la Latin
lv Latvian
ln Lingala
lt Lithuanian
loz Lozi
lg Luganda
ach Luo
lb Luxembourgish
mk Macedonian
mg Malagasy
ms Malay
ml Malayalam
mt Maltese
mi Maori
mr Marathi
mfe Mauritian Creole
mo Moldavian
mn Mongolian
my Myanmar (Burmese)
sr-ME Montenegrin
ne Nepali
pcm Nigerian Pidgin
nso Northern Sotho
no Norwegian
nn Norwegian (Nynorsk)
oc Occitan
or Oriya
om Oromo
ps Pashto
fa Persian
pl Polish
pt-BR Portuguese (Brazil)
pt Portuguese (Portugal)
pa Punjabi
qu Quechua
ro Romanian
rm Romansh
nyn Runyakitara
ru Russian Download
sm Samoan
gd Scots Gaelic
sr Serbian
sh Serbo-Croatian
st Sesotho
tn Setswana
crs Seychellois Creole
sn Shona
sd Sindhi
si Sinhalese
sk Slovak
sl Slovenian
so Somali
es Spanish
es-419 Spanish (Latin American)
su Sundanese
sw Swahili
sv Swedish
tg Tajik
ta Tamil
tt Tatar
te Telugu
th Thai
ti Tigrinya
to Tonga
lua Tshiluba
tum Tumbuka
tr Turkish
tk Turkmen
tw Twi
ug Uighur
uk Ukrainian
ur Urdu
uz Uzbek
vi Vietnamese
cy Welsh
wo Wolof
xh Xhosa
yi Yiddish
yo Yoruba
zu Zulu

Original subtitles

'N�o temos que entender o mundo, temos que nos dar com ele.' Einstein

'Berlim, 14 de maio de 2005.

Hoje decidi me demitir da posi��o...

de diretor do instituto de biotecnologia.

S� estou perdendo tempo aqui. Como um cientista,

tenho que voltar � origem do meu interesse, �quela...

for�a interior, que mant�m o mundo como um todo.

Voltar ao elementar.

Preciso retomar a pesquisa que interrompi na Irlanda...

3 anos atr�s. A reprodu��o artificial dos organismos...

sem contato sexual.

� desej�vel...

� desej�vel que um cientista assegure...

a possibilidade. A verdade � como uma part�cula elementar.

N�o pode ser dividida em partes menores.'

PART�CULAS ELEMENTARES

Voc� n�o precisa fazer faculdade para fazer o trabalho que fazemos.

Todo mundo aqui vai sair em dois anos, como voc�.

- Aos cargos com estabilidade! - Sa�de!

� pena voc� ir embora. Para mim voc� sempre foi como...

um Niels Bohr ou um Heisenberg:

Algu�m de habilidade intelectual excepcional,

com um modo de pensar totalmente �nico.

Enfim... vai ser uma perda para todos n�s.

Principalmente para mim, eu acho. Sempre o admirei.

Ent�o quais s�o seus planos agora? Voltar � Irlanda?

Ainda n�o sei direito. Preciso pensar bem antes.

Isso tem a ver com aquele trabalho que voc� nunca publicou?

Talvez. Isso tamb�m. Me incomoda nunca t�-lo terminado.

Claro, entendo. Voc� �...

uma dessas pessoas raras, que t�m sede de conhecimento.

Sempre achei que eu tamb�m tinha, mas nunca fui longe o bastante.

- � preciso querer ir muito longe. - Exatamente.

Sim!

A sede de conhecimento!

Poucas pessoas a possuem. Mas essas poucas...

s�o o poder mais influente no mundo. Elas continuam a pesquisar...

at� que um dia possuam a chave do conhecimento racional.

Nada na hist�ria da humanidade foi mais importante...

do que a necessidade de conhecimento racional.

A civiliza��o ocidental sacrificou tudo a essa necessidade...

Sua felicidade, esperan�as, religi�o, enfim: sua vida.

Voc� foi o �nico que nunca me entediou.

'Caro sr. Djerzinski, Devido � constru��o da nova estrada B17,

o t�mulo de sua av� Wilhelmine dever� ser transferido...

'para o intrincado labirinto das ruelas estreitas da Velha Cidade,

'onde mesmo o fantasmag�rico tem seus encantos.

'Eu me entrego feliz ao jogo do acaso...

'e observo as senhoras passando, velhas e cansadas da vida...'

- Quer me dizer seu problema, Ben? - Nada. Que problema?

- Voc� acha Baudelaire engra�ado? - N�o, de forma alguma.

Bom. Algu�m gostaria de comentar?

- Johanna, por favor. - Eu acho...

que o erotismo era uma for�a motriz da criatividade de Baudelaire,

mas que ele o tornava solit�rio ao mesmo tempo.

Eu diria que esses versos revelam o n�cleo cl�ssico, tr�gico...

do destino masculino.

Coment�rios interessantes. Algu�m gostaria de adicionar alguma coisa?

Voc� recebeu meu ensaio?

Sr. Klement? Algo errado?

- Ent�o? Recebeu? - Recebi o qu�?

Meu ensaio, voc� o leu?

- Ah, sim, claro. - E ent�o?

Est� muito bom, excepcional. Bom mesmo. Muito sens�vel.

J� pensou em se tornar escritora?

- Nunca me ocorreu. - Voc� � talentosa.

Seus ensaios s�o realmente... muito bons.

- At� logo. - Tchau.

N�o vai nem dan�ar comigo uma vez?

Vamos.

Vou voltar para l� ent�o.

'Invejamos e admiramos os negros pois desejamos ser como eles:

Animais com um p�nis grande

e um min�sculo c�rebro reptiliano...'

Venha c�.

'Os negros ainda est�o na Idade da Pedra. N�o conseguem adquirir...

nosso conhecimento, n�o fazem ideia do que � higiene...

e tamb�m propagam a AIDS.'

Voc� � um racista de verdade,

eu percebo. Voc� � orgulhoso. Isso � bom.

Essa coisa sobre os negros � �tima. Forte.

Louco, ousado. Voc� tem talento.

- Que tal o meu ensaio sobre fam�lias? - Tamb�m � muito bom.

Voc� � reacion�rio.

Todos os grandes escritores eram reacion�rios: Benn, Goethe,

Thomas Mann, Dostoyevsky. Mas � necess�rio sexo, certo?

Cenas de sexo... isso � importante.

- Ent�o o que faremos com isto? - Bem, pensei...

que voc� poderia public�-lo.

Meu bom homem, o que est� pensando?

O Terceiro Reich � passado. Um artigo como este...

poderia me trazer grandes problemas. Voc� acha...

que n�o tenho problemas que chega? Acha que posso fazer o que quiser...

s� porque trabalho para Rowohlt?

N�o tem nada al�m disto?

Ei, querido irm�o!

- Como est�? - No momento, p�ssimo.

- O que houve? - Quem liga? Como est� a sua vida?

Meu periquito morreu hoje.

- Meus p�sames. - Eu o joguei no lixo.

O que mais poderia ter feito? Uma missa?

Eu recentemente dei a Anne uma cinta-liga prateada.

Ela se fechou no quarto.

- Estou pronta, querido! - Eu a segui.

Soube na hora que iria broxar.

N�o havia maneira de levantar.

Ela � p�ssima no boquete, eu sentia os dentes dela. E tem celulite.

Ser� que devo lhe dizer para se livrar das estrias?

Desculpe choramingar assim. Estou t�o cansado...

de me masturbar. Logo terei 40 anos.

Uma vez que voc� come�a a trabalhar, nada mais muda.

Os �nicos eventos que sobram na vida s�o do tipo m�dico.

- J� estou morto, cara. Sa�de! - Sa�de.

Esse...

foi um ensaio realmente muito bom.

Obrigada.

Estou indo.

- Quanto deu a ele? - O bastante.

Voc� vai ficar bem num minuto.

N�o posso ir para casa.

Vou me matar. Eu vou mesmo me matar.

Sr. Klement, acalme-se, sim?

Pode ficar aqui. Escute,

voc� pode ficar aqui.

Minha m�e me abandonou com 2 anos,

por causa daquela idiotice hippy.

Meu meio-irm�o tamb�m.

- Ela fugiu para Poona. - Onde voc� cresceu?

Com minha av�.

- E o seu av�? - Ele morreu logo que eu cheguei,

apanhando cogumelos na floresta.

Quando o encontraram, 3 dias depois, o corpo estava apodrecendo.

Primeiro o cad�ver atrai certas moscas: Musca,

Curtoneva. Quando come�a a decomposi��o, chegam outras,

especialmente Lucilia e Calliphora. E esses...

Esses cupins, com nomes de estrelas italianas,

v�o liquefazendo o cad�ver...

mais e mais. A fermenta��o e decomposi��o...

- produzem �cido but�rico e am�nia... - Bruno!

- Acalme-se, t�? - Desculpe. Mas minha m�e...

nem mesmo entrou em contato...

quando meu av� morreu.

Mesmo minha av� tendo ligado para ela em Poona v�rias vezes.

Isso a deixou muito triste.

Eu amava muito minha av�.

Por quanto tempo morou com sua av�?

At� eu... at� ela morrer. At� eu ter treze anos.

Aconteceu na cozinha.

Ela puxou a al�a.

A merda de sopa fervente na cabe�a dela toda!

Minha av� era �tima cozinheira.

Ela sempre servia jantares de cinco pratos. Naquele dia ela estava...

fazendo piment�es recheados, n�o...

piment�es marinados, zucchinis recheados,

coelho com cuscuz,

seguidos de torrone e mascarpone.

- E o que houve depois da morte dela? - Fui posto num internato.

E como foi isso?

- Abra a boca ou corto suas bolas! - N�o...

Sim, entendo. E voc� nunca via sua m�e?

Sim, eu a via. Ela voltava de Poona � Alemanha todos os anos.

Ela me tirou do internato e me levou a uma comuna hippy.

Oi, querido.

- Este � Bruno. - Oi, Bruno.

Eu sou amante de Jane. Quero que se sinta livre.

Livre-se das algemas da civiliza��o. Pode fazer isso aqui. Seja livre.

T� bem?

Eu sabia que nunca seria como eles.

Lindas criaturas.

Eu nunca terminaria o ano.

No fim das minhas f�rias me esgueirei para o quarto de Jane.

Masturbei-me pensando em minha m�e.

E um maldito gato ficou me olhando o tempo todo.

Mas quando gozei,

ele de repente fechou os olhos.

Eu peguei uma pedra, fui at� ele...

e esmaguei o seu maldito cr�nio.

Esse foi o �ltimo dia das minhas f�rias com minha m�e.

A prop�sito, voc� tem um irm�o.

- Como assim, tenho um irm�o? - T�, um meio-irm�o.

- E por que ningu�m me contou? - Relaxe.

Quer conhec�-lo? Ele � um tipo de g�nio matem�tico.

Venha, vamos v�-lo. Ele mora perto daqui com sua av�.

- Oi, Michael! - Oi.

Meu Deus, voc� cresceu. N�o me reconhece?

Claro.

- Gosta dos Stones? - Obrigado.

Este � Bruno. Seu meio-irm�o. Achei que era hora...

de voc�s se conhecerem. Venha! Eu queria junt�-los h� muito,

mas estava muito complicado.

Oi.

Vou deixar que se conhe�am.

Volto em uma hora, t�?

Vamos! N�o seja t�o fechado!

T�m muito para conversar.

Bruno apoia a liberta��o de todos os prisioneiros do Ex�rcito Vermelho.

E voc�?

Oh...

Bem... fa�a um esforcinho, t�?

Quer entrar?

- Parece muito complicado. - N�o � tanto assim.

N�o sou muito bom em matem�tica.

'Admir�vel Mundo Novo', de Huxley. Acabei de ler.

Mesmo? E o que achou?

- Sim, acho que foi bem legal. - Acho esse um livro muito importante.

Estou convencido de que a sociedade

est� indo exatamente na dire��o...

do que Huxley descreve. Controles mais estritos da reprodu��o...

um dia levar�o � separa��o total da procria��o e do sexo,

resultando na reprodu��o humana artificial.

- O livro diz isso? - � exatamente pelo que lutamos,

s� que at� agora sem sucesso.

- Oi. - Oi.

Bruno, meu meio-irm�o. Annabelle.

- N�o sabia que voc� tinha um irm�o. - Nem eu, at� agora h� pouco.

- Quer ir l� fora um pouco? - N�o podemos.

- Ol�! Quem � voc�? - Annabelle.

Sua namorada? Eu entendo: ainda n�o foram �ntimos.

N�o tenha vergonha, o sexo � lindo:

Trate-o com naturalidade, para maximizar...

o prazer de seu par. Bom, eu devo levar Bruno de volta ao internato...

e estar em Frankfurt em 3 horas. Meu voo a Bombaim sai �s 8.

Voc� tem meu telefone novo em Poona?

Vou escrev�-lo para voc�.

Vai me achar l�. Ent�o, voc�s dois se conheceram um pouco?

- Ok. - Ok.

Tchau, Annabelle. E n�o se esque�a de usar a p�lula.

� vital para sua emancipa��o. Venha.

- E como foi a sua primeira rela��o? - Minha primeira rela��o?

Foi no funeral de minha av�.

- Ent�o, querido, n�o � bom? - O nome dela era Annick.

Gosta disso?

Bruno, a sess�o foi longa.

Acho que devemos parar por enquanto, certo?

Tente descansar e nos veremos de novo...

- em 3 dias. Est� bem? - T�.

Agora v�.

Obrigado, Dra. Sch�fer.

Ali est� ela. � uma desgra�a ter que enterr�-la de novo

por causa de uma estrada.

N�o olhe.

Tenho que abrir o caix�o.

Eu disse para n�o olhar! � sempre a mesma coisa.

Eles sempre olham. Um caix�o como esse n�o dura 20 anos.

A l�pide ser� transferida amanh�. Eu lhe mostro o t�mulo novo.

Voc� precisa vir assinar o registro.

Michael!

- Ol�, Sra. Stevens! - Que surpresa!

- Eu estava apenas... - Entre!

- N�o quero incomodar. - S�rio, entre!

Bem! Que �timo!

- Olhe quem est� aqui! - Michael,

- o que est� fazendo aqui? - Ol�, Sr. Stevens.

- Voc� parece bem. - Voc� tamb�m. Como est�?

Na mesma.

- Ol�, Michael. - Ol�, Annabelle.

Voc� vai ficar para o jantar, certo? Vamos comer porco assado.

- Claro. - Quer uma bebida? Uma cerveja?

Por favor.

Aqui.

Estavam transferindo o t�mulo da vov�, ent�o pensei em passar aqui.

Venha � cozinha, vamos p�r a conversa em dia.

� uma coincid�ncia eu estar aqui. S� vim ajudar minha m�e.

Li sobre voc� nos jornais. Voc� ficou famoso.

- O que voc� faz?

Moro em Berlim tamb�m. Sou bibliotec�ria.

Esses s�o os mesmos �culos?

Por que n�o respondeu �s minhas cartas?

Eu te odiava por isso.

Foi tudo h� tanto tempo, mas ainda penso nisso �s vezes.

Eu as li de novo dias atr�s.

Mesmo?

Com Vov�. Voc� tinha acabado de chegar.

Foi antes de come�armos a escola.

Deus, olhe como Bruno sempre tentava parecer bacana.

Com esses sapatos horr�veis.

Por que voc� nunca me beijou?

Ser� que voc� gostaria de me beijar agora?

Acho que sim.

- Seu irm�o est� aqui. - Michael.

Oi, Bruno.

Nunca pensei que m�e morreria aqui na Alemanha. Por que a vadia velha...

n�o ficou em Poona? Parece que se converteu ao Isl�,

inspirada por alguma porcaria m�stica Sufi.

Agora ela vive com uns malucos em uma casa abandonada.

Hippies de verdade.

� dif�cil crer que eles ainda existem e est�o aumentando em n�mero.

Com toda essa porcaria de desemprego, eles prosperam.

- Jane est� a�. - Obrigado.

Voc� quer ser cremada? Tudo bem.

Ser� cremada quando tudo acabar.

E o que restar de voc� vai para um saco!

Acho que ela entendeu isso.

Ela s� queria continuar jovem. N�o queria...

seus filhos lembrando-a de que ela era de outra gera��o.

O que � t�o ruim nisso?

Todo mundo veio,

todo mundo est� aqui!

Quando ela tiver ouvido esta can��o,

ela vai morrer, mam�e querida!

Todo mundo veio,

todo mundo est� aqui!

Da Galileia...

e do Canad� tamb�m...

Acho que ela morreu.

- Voc� est� bem na cl�nica? - Sim, � legal. Tenho o meu l�tio.

- Quer que eu te leve a algum lugar? - Estou indo a Rostock, a um bordel.

Voltarei � cl�nica amanh�.

H� muitos bord�is em Rostock.

N�o vou conseguir levantar por causa da porra do l�tio, mas tudo bem.

Cuide-se, Bruno.

Cuide-se, meu velho.

Ajude-se.

� engra�ado, n�o �?

Sempre achei que ia encontrar voc� casada, com filhos e tudo.

Nunca imaginaria que estaria sozinha.

Bem, eu nunca tive muita sorte com homens.

Dormi com dezenas de homens, mas nenhum deles vale a pena...

lembrar.

Minha franqueza o incomoda?

Come�ou com o rapaz com quem dancei naquela noite.

Lembra-se? Eu n�o estava nem interessada nele.

Mas depois que voc� foi embora eu o encontrei regularmente.

Durou dois anos: aos 19 anos...

fiquei gr�vida e fiz um aborto.

Nunca vi o cara de novo.

Ele entrou em um culto satanista na Calif�rnia.

H� dois anos vi uma reportagem na TV sobre filmes de assassinatos reais.

Eles haviam acabado de prend�-lo. Ele decepava bra�os de mulheres.

Imagine s� voc� ter o filho dele.

Enfim... Eu estava sem ningu�m h� um tempo.

Estava cansada de ser tratada...

como um peda�o de carne. Tentei mulheres tamb�m,

mas tamb�m n�o deu certo.

Ent�o agora eu gasto minhas noites aqui, lendo e tomando ch�.

N�o se preocupe, estou acostumada a estar sozinha.

�s vezes sinto falta de um homem, � verdade. Tenho medo � noite...

e n�o consigo dormir. Tranquilizantes...

e p�lulas para dormir �s vezes n�o bastam.

Ainda n�o consigo acreditar que estamos aqui juntos.

Nem eu.

Isso � na casa da minha av�, n�o?

Vou lhe mostrar um segredo, mas prometa que n�o vai rir.

Prometo.

Sente-se. Aqui.

Guardei tudo.

Por anos mantive um �lbum.

Cada cart�o postal que voc� me mandou.

At� nossas carteirinhas da escola.

'Caro Dr. Sommer, tenho 15 anos e estou apaixonada.

Conhe�o-a desde que era pequena. Ainda estou jovem mas acho...

que quero passar a vida toda com ele. Mas estou preocupada...

porque ele n�o me beija. Ser� que ele tem...

desenvolvimento tardio? Annabelle S. Winzhofen'

- Escreveu mesmo isso? - Sabe qual foi a resposta dele?

'Cara Annabelle, n�o quero aborrec�-la,

mas � raro um amigo de inf�ncia de uma garota se tornar seu namorado.

� mais prov�vel se tornar um amigo, um amigo leal,

que pode ajud�-la a lidar com seus sentimentos provenientes...

dos seus primeiros flertes.' Triste, n�o?

- O que ele escreveu estava errado. - Mas se realizou.

E voc� e outras mulheres?

- Nada demais. - De que maneira?

Bem...

- Voc� teve amantes? - Eu...

Eu...

Voc� nunca dormiu com uma mulher?

N�o.

Voc� parecia j� ter transado.

Dava a sensa��o de j� tinha.

Voc� n�o imagina por quanto tempo fui apaixonada por voc�.

Acho que come�ou quando eu tinha 5 anos.

Na verdade nunca parou.

Oi...

- Voc� parece bem. Belo terno. - Promo��o de ver�o da C&A.

Pensei em me vestir de funcion�rio p�blico para transar mais.

- Barnab�s s�o mais liberais. - Ent�o voc�...

- trabalha no comit� de curr�culo? - N�o tenho escolha.

- Vou tirar f�rias primeiro. - Vai para onde?

Um acampamento. O cat�logo diz que a propor��o de mulheres � alta.

Talvez eu tenha sorte. � um tipo de acampamento nudista...

com cursos espirituais e coisas assim.

Com a minha sorte devem ser todas ecochatas.

Pelo menos n�o s�o t�o pudicas.

- Bom, alguma coisa deve acontecer. - Boa sorte.

Obrigado.

Anne quer o div�rcio.

Ela se mudou com o beb�.

Merda!

Eu queria tanto...

Queria tanto ser um bom pai.

Merda! Mais duas doses, por favor.

- V� embora. N�o estou interessado. - Pai! Sou eu... Bruno.

- N�o me reconhece? - Claro, Bruno...

Bruno, meu garoto. Como eu poderia esquecer?

Faz muito tempo.

Tive visitas ontem � noite e ainda n�o limpei a casa.

Sente-se.

- Voc� est� bem. Casou-se, n�o �? - Como soube?

- O vinho me contou. Quer uma? - Ah, quero.

Estou de f�rias.

Arrumei os narizes de todas elas.

Aquela...

parecia o Homem-Elefante.

Mas nenhuma delas me ligou

quando abri fal�ncia.

Eu fui um idiota.

Perdi o mercado de tetas de silicone.

Eu era t�o arrogante na �poca, achava que era apenas...

uma moda que atravessou o Atl�ntico.

Eu devia saber: qualquer coisa vinda dos EUA...

faz sucesso aqui. Fischer,

o cara que roubou minhas clientes, agora est� recusando...

investir em aumento de p�nis.

Ele � t�o est�pido quanto eu era.

Se eu fosse 30 anos mais jovem...

Eu me atiraria ao aumento de p�nis.

Desculpe, acho que preciso deitar um pouco.

Eu s� queria dizer ol�.

Gentil de sua parte. Eu o levo para a porta.

Pode me emprestar algum dinheiro?

Claro.

Obrigado.

Me ligue quando chegar, para dizer como � l�.

Prometo.

- Vou sentir saudades. - Eu tamb�m.

Vou sentir saudades.

Volto logo.

Eu te ligo.

� aqui.

Entre.

A� est� ele!

� bom v�-lo de novo.

Igualmente.

- Sente-se. - Obrigado.

Ponha suas coisas naquela cadeira.

At� mais.

Bem... como foram as coisas nesses 3 anos em Berlim?

Bem... tenho refletido bastante.

Posso fazer uma pergunta pessoal?

Sim.

Por que partiu t�o de repente?

Ser� que tinha medo de seus c�lculos estarem errados?

Possivelmente.

Tive medo de n�o conseguir continuar trabalhando se estivessem.

Verifiquei seus c�lculos.

Voc� o qu�?

Bem, eles estavam aqui jogados no meu escrit�rio...

e no ano passado recebemos os supercomputadores... n�o resisti.

Verifiquei seus c�lculos.

Foram todos validados.

Cem por cento.

Minhas hip�teses e c�lculos est�o... confirmados?

Completamente.

At� � �ltima equa��ozinha.

'Introdu��o a replica��o completa.

As 80 p�ginas que se seguem cont�m a prova de que todo c�digo gen�tico,

independente de sua complexidade,

pode ser reescrito de forma est�vel padr�o.

Significa que qualquer tipo de animal, n�o importa qu�o desenvolvido,

pode ser transformado em uma esp�cie similar.

Humanos inclu�dos. 14 de novembro de 2001.'

A LIBERDADE DOS OUTROS EXPANDE A MINHA AO INFINITO

'Erga as varas semi-r�gidas para solidificar o domo...'

- Chineses malditos! - Ol�?

- Chegou recentemente? - Sim.

Precisa de ajuda com a barraca?

- N�o, obrigado, Eu me viro. - Venha logo!

Vaca idiota, ainda est� amamentando. Mas ela tem belos seios.

Eu devo ficar por aqui. Eu devo ficar por aqui.

Agora levantem-se, por favor!

Voc� est� tensa, Jasmin. N�o fa�a se n�o estiver com vontade.

Obrigada. Deem-se as m�os.

Devem sentir a tens�o de seus parceiros.

E unam-se...

Sempre se unindo... Observando a uni�o de seus corpos.

Podem trabalhar em pares.

Caminham pelo espa�o.

Abram seus chacras, seu centro de energia...

- e tomem tempo para seu encontro. - Vamos?

- Vamos. - Que tal?

Claro.

- Vamos trabalhar juntos? - N�s dois?

Devo massage�-lo?

Bene.

- Oi. - Oi.

- Quer um copo? - Sim, obrigada.

- Sa�de! - Sa�de.

- N�o vai dan�ar? - N�o.

- M�sica africana � muito... - Primitiva?

N�o, claro que n�o.

- Muito r�tmica? - N�o, s� n�o � o meu ritmo.

Mas eu amo dan�as brasileiras.

- Como vai? - Muito bem.

- E voc�? - Por que o Brasil?

- Porque o Brasil � cheio de energia. - Ei, dance samba comigo!

- Samba, a noite toda! - Tudo o que eu sei �...

a porra do Brasil � cheio de fan�ticos idiotas,

obcecados com futebol e corridas de carros.

Vejo que a massagem lhe fez bem.

- Sinto como se tivesse renascido. - Foi muito boa...

Podemos ir juntos ao Brasil, Katja.

Podemos andar pelas favelas em um micro-�nibus blindado e olhar...

assassinos de 8 anos e prostitutas morrendo de AIDS aos 13 anos.

Depois podemos ficar na praia com traficantes de drogas ricos...

- e cafet�es. - Voc� deve ter sofrido muito.

- Venha, vamos para outro lugar. - O que Nietzsche disse...

de Shakespeare? 'Quanto ele deve ter sofrido...

para ser t�o desesperado por interpretar o palha�o.'

Katja, quero lamber o seu sexo.

- Agora? - Sim, claro.

Tenho o direito de entrar a�. Tenho o direito de entrar a�.

- Belo trailer. - N�o consigo acampar mais:

- Dor nas costas. - Voc� conhece bem este lugar?

Venho aqui h� 5 anos. N�o tenho escolha...

desde que meu marido me deixou por uma mulher mais jovem.

- Sa�de. - Sa�de.

� mais f�cil para os homens, envelhecerem sozinhos.

Eles bebem vinho ruim, dormem e roncam...

e no dia seguinte come�am de novo,

- at� morrerem, o que n�o demora. - Por que acha...

- que � diferente para as mulheres? - Somos mais fortes.

Duramos mais. Nossos corpos n�o s�o mais desej�veis...

e sofremos por isso. N�o podemos viver...

sem sermos amadas.

Conseguimos alguns programas de uma noite, mas nenhum amor.

- Assim s�o os homens. - Est� exagerando um pouco.

Gostaria muito de excit�-la.

Acredito em voc�.

Tenho a impress�o de que voc� � bem gentil.

Ego�sta e gentil...

Estes cursos s�o frequentados principalmente por velhas feministas.

Fale com elas e descobrir� que n�o acreditam...

nessa bobagem de chacras, cristais e vibra��es espectrais.

- Ol�, Christiane. - Ol�, Katja. O que est� fazendo?

- Vou ao 'Dance seu Emprego'. E voc�? - S� conversando.

A gente se v� ent�o.

- Conhece-a? - Oh, sim. Dividi um apartamento...

com ela 20 anos atr�s, mas n�o por muito tempo.

Nunca suportei as feministas.

A vadia e sua amiga se obcecavam com a rota��o das tarefas de cozinha.

Ent�o, depois de transformar todos os homens dispon�veis

em neur�ticos infelizes e impotentes,

elas sistematicamente lamentavam...

o fim da masculinidade.

Ent�o depois de mandar os homens embora elas acabavam comidas...

por mach�es latinos rid�culos. E no fim acabaram...

cheias disso e come�aram a transar umas com as outras.

Cheguem aqui, suas cornudas!

Mostrem algum respeito.

Este � o seu criador.

Ele desenvolveu o c�digo gen�tico que regulou a replica��o das suas c�lulas.

Sejam simp�ticas com ele.

Venham dizer ol�.

N�o parecem muito impressionadas.

Podemos clonar qualquer ser vivo tendo como base os seus estudos.

Se n�o formos n�s, outros o far�o, dentro de dois ou tr�s anos.

Temos uma dianteira, mas n�o muita.

Se se juntar a n�s, e eu conto com isso...

poderemos come�ar e p�r tudo para funcionar.

Obrigado.

Como sabem, sa� daqui h� tr�s anos, deixando um trabalho inacabado e...

houve uma raz�o para isso.

Chamemos-lhe o medo da minha pr�pria coragem.

Mas, acreditem, n�o passou um dia em que n�o pensasse no projeto e...

por isso estou de volta.

Estou muito feliz por isso e estou ansioso por trabalhar com voc�s.

Obrigado.

No que est� pensando?

Na minha vida.

Eu amava a vida. Amava-a tanto.

Eu era sens�vel e amorosa,

e adorava sexo.

Algo deu errado. N�o tenho certeza o qu�. Mas...

algo deu errado com minha vida.

Minha vida n�o � muito melhor.

Meus nervos est�o acabados.

Bebo e tomo um monte de p�lulas.

Vamos nos ver de novo?

N�o sei como eu continuaria sem voc�.

Bem... sinto dizer que o teste...

mostra c�lulas anormais.

Quer dizer que teremos que fazer um aborto.

Voc� devia ter feito um exame um m�s atr�s,

em vez disso parou com a p�lula, sem me consultar,

e ficou gr�vida.

Voc� gosta?

- Sim, gosto muito. - Tenho mais destes.

- Se quiser, eu mostro mais tarde. - Claro.

- Quando usa esse tipo de coisa? - Gosta de sair?

Vamos tomar mais um drinque?

- Oi. - Oi.

Sua namorada � muito sexy.

Seu namorado tamb�m.

- Sa�de! - Sa�de!

- J� estiveram aqui antes? - N�o juntos.

Vimos aqui todos os fins-de-semana. Foi aqui que nos conhecemos.

N�s nos conhecemos em um ofur�.

Pode me tocar se Christiane deixar.

V� em frente.

- Sabe que sou muito feliz com voc�? - Mesmo?

Acho que sou muito feliz com voc�.

Quero viver com voc�.

Acho que j� fomos infelizes o suficiente.

J� tivemos o bastante disso.

Acho... acho que podemos ser felizes at� o fim.

Acho que eu amo voc�.

Mesmo? Acho que tamb�m te amo.

Esta � a sequ�ncia gen�tica

respons�vel pela forma��o dos corp�sculos...

durante a g�nese embrion�ria.

A natureza foi bastante esperta para s� us�-los na glande do p�nis...

e nos mamilos, com o prop�sito da reprodu��o.

No futuro podem ser multiplicados de forma a cobrir toda a superf�cie...

permitindo ao homem infind�veis possibilidades er�ticas.

Esta � a estrutura do...

Professor, um telefonema para voc�, da Alemanha.

Licen�a.

- Al�. - Al� Michael, � Edeltraud.

- Quem? - A m�e de Annabelle.

Annabelle teve um aborto e n�o est� bem.

Ela vai precisar de outra cirurgia, � por isso que liguei.

Entendo. Eu vou para a� j�.

- Ol�, Michael. - Ol�.

Ela n�o sabe que eu o chamei. Ela est� bem,

mas seu �tero foi removido.

Ela est� dormindo l� em cima.

Em todos os anos de casamento...

eles nunca discutiram de verdade. Ela cuidava da casa.

Ele trabalhava e sustentava a casa.

Passavam todo o tempo livre e todas as noites juntos.

Tenha cuidado!

Desde que me lembro...

eles sempre foram fi�is... e felizes.

Nunca quiseram mais da vida.

Estou t�o feliz de estar com voc�.

Mesmo?

Vou ficar com voc� at� voc� ficar bem de novo.

Annabelle?

Sim?

Quer ir para a Irlanda comigo?

As manchas voltaram?

N�o � t�o ruim. S� n�o posso mais tomar as p�lulas...

para dor nas costas. Tenho algum tipo de alergia a elas.

- N�o se preocupe. - Mas voc� precisa ir a um m�dico.

Prometo.

Qual � o problema? O que houve?

Minhas costas. N�o consigo me mexer.

O diagn�stico � desagrad�vel. Ela tem necrose cocc�gea.

Atingiu um est�gio incur�vel.

Suas pernas ficar�o paralisadas permanentemente. Sinto muito.

Por que n�o me contou?

N�o teria mudado nada.

Eu queria curtir meu tempo com voc� tanto quanto fosse capaz.

Ainda preciso me acostumar a isto.

Voc� vai se mudar para a minha casa. Vai morar comigo.

Tem certeza?

Tem certeza de que � o que quer?

N�o se sinta obrigado.

Voc� ainda tem alguns anos pela frente. N�o � obrigado a passar

o resto da vida com uma inv�lida.

- Aonde quer que eu a leve? - De volta ao meu flat.

� melhor assim. Voc� precisa ter certeza...

de que � o que quer.

- O que houve? - Uma mulher pulou de l�,

uma mulher aleijada.

- O que aconteceu com ela? - O que voc� acha...

que aconteceu com ela?

Bruno?

O que houve?

Voltei.

Bruno, qual � o problema?

N�o quero continuar vivendo.

Voc� tem uma consulta �s 9:30 com a Dra. Sch�fer.

Tome seus comprimidos.

- Eles n�o ajudam. - Ajudam sim.

Sem eles, estaria muito pior.

- O que farei agora? - Tome os comprimidos.

- Bom. Eu pego voc� �s 9:30. - Posso ir com voc�?

Vamos.

Bruno, tenho coisas a fazer.

Posso deix�-lo sozinho por um momento?

At� mais.

Christiane? Christiane?

Christiane?

Christiane?

� um milagre!

- Como p�de acontecer? - N�o importa agora.

O principal � que estou aqui.

- � tudo minha culpa. - N�o, n�o �.

Eu me descontrolei. Nunca teria pensado...

que seria capaz.

- Sou t�o covarde. - N�o, voc� n�o �.

Eu at� ouvi o telefone mas j� estava no ar.

Nunca quero estar sem voc�.

Nunca mais.

Bruno?

Venha, eu vou lev�-lo ao seu quarto. Seu programa vai come�ar.

Venha.

Ol�.

- Ol�. - N�s pensamos...

em fazer uma visita-surpresa.

Quer�amos pegar voc� e dar uma volta. Est� t�o bonito l� fora.

Obrigado.

Foi uma �tima ideia virmos aqui.

Gosta daqui?

� ador�vel.

Quando voc� vai � Irlanda?

Logo.

Voc�s dois podem vir nos visitar.

Acho que vamos ficar aqui por enquanto.

Cerca de 45 anos mais tarde, a comunidade cient�fica concluiu

que a procura por Monop�lio, Domin�ncia e os conflitos

da� resultantes, por exemplo as guerras,

est�o elementarmente ligados a situa��es de agress�o sexual.

Michael Djerzinsky veio a receber o Pr�mio Nobel,

gra�as ao seu conceito alternativo de reprodu��o humana.

O meio-irm�o Bruno passou o resto da sua vida numa cl�nica psiqui�trica.

Consta que foi feliz por l�.

Legendas: Tom�s de Paula Revis�o e ajustes: Volzen

Can't find what you're looking for?
Get subtitles in any language from opensubtitles.com, and translate them here.