All language subtitles for Yellow Canary (Wilcox, 1943)

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Original subtitles

O CAN�RIO AMARELO (1943)

Todos os personagens deste filme s�o fict�cios.

Qualquer semelhan�a com pessoas reais, vivas

ou mortas, � mera coincid�ncia.

SETEMBRO DE 1940

Receio que o juiz tenha decidido contra n�s.

Que fez? Um dia ocupado?

Passei a manh� na sala de leitura do British Museum.

Sabe, resenhas sobre Shakespeare.

Bacon?

- Que disse? - Bacon.

Bacon... N�o estou nem a�

O Dr. Johnson afirmou que se Bacon n�o se ocupasse de Shakespeare,

teria perdido uma grande chance.

N�o me importo com o que Dr. Johnson diga.

Caro amigo, Bacon poderia ter escrito,

"N�o tema a ilha est� cheia de m�sica

e sons que encantam e n�o prejudicam.

�s vezes ecoa no meu ouvido a vibra��o de mil instrumentos..."

Entramos em a��o.

"King 3".

Muito bem, corto.

Eles v�m do sudeste.

N�o � normal. Algu�m est� fazendo sinais.

Poderia ser uma conspira��o.

Algu�m faz sinais. Dire��o 41 em Sansa.

Cockspur e Low Regent Street. Bem.

- Inspetor Scott? - Sim?

Vigia informou sinais no �ltimo andar de um

edif�cio de escrit�rios em Cockspur e St. Low Regency.

- Cockspur e Low Regency? - Sim. Tem trabalho.

Pal�cio de Buckingham.

Capit�o, h� algu�m aqui.

Est� morto. Parece um trabalho suicida.

Lanterna.

Rev�lver 38.

Falta uma bala.

Oscar Burrell.

- Est� bem? - Estou bem, obrigada.

Essa caiu perto. Passagens, por favor.

- Onde estamos? - Na metade do caminho.

Se voltar a acontecer, joguem-se ao ch�o.

Todos.

- Disse que todos ao ch�o! - Quer me soltar?

N�o se mexa. Parece que est�o apontando para este trem

e poderiam alcan��-lo.

- S� porque todos estejam assustados... - Cale-se. N�o se fa�a de valente.

Precisa de ajuda?

N�o vi nenhum auxiliar. Tenho uma mala pesada l� em baixo.

- Posso? - Se quiser...

Obrigado.

Acho que fazia equil�brios na estrada quando era menina.

E nunca caiu?

Teria economizado algumas dores de cabe�a para seu pai

e da alma da m�e dela.

Capit�o Foster...

- N�o se lembra de mim? - Claro que sim. � Sally Maitland.

- Sim, suponho que mudei alguma coisa. - Sim. Desculpe-me.

N�o creio que queira o vejam comigo. N�o sou muito popular.

A popularidade n�o significa nada.

A maioria das pessoas desejaria ser impopular.

Voc� � um fil�sofo. Se est� de acordo, traga as malas.

Um prazer.

24-7-2. O can�rio amarelo.

SS Karina. Liverpool. Hoje.

Est� a bordo.

Demorar�o duas horas para me convencer a viajar no mesmo

navio para depois me encontrar com ela a s�s no

...mesmo camarote. - Escandaloso!

Ent�o eu durmo em um colch�o no ch�o!

Divido um camarote com duas mulheres de Dedham.

Santo Deus!

Deixe estas aqui e leve essa ao camarote 17.

Muito bem, senhor.

A prop�sito, se houver problemas, poderia me botar

no bote salva-vidas n�mero tr�s?

Agora est� no sete.

Sim, est� bem, comandante. Eu cuidarei disso.

"Senhor", por favor.

Est� bem. Agora n�o, obrigado.

Seu bote salva-vidas � o n�mero tr�s, senhorita.

- Fica no final do corredor � direita. - Obrigada.

Tem sorte, senhorita, a companheira que ia

aqui, se mudou de camarote.

Tenho muita sorte.

Sim, agora divide um colch�o no ch�o com outras duas.

N�o precisa ser assim escolhido.

- Capit�o Orlock �s suas ordens. - Obrigada, capit�o.

Despede-se do seu pa�s?

N�o exatamente, meu pa�s se despede de mim.

Desculpe.

Como sabe que me importa?

As despedidas sempre s�o dif�ceis.

O mais raro � um final feliz.

� a segunda vez que diz algo que deveria se lembrar.

Duas vezes? Que bom que voc� se lembra.

Espero que seja uma viagem longa. L� vai nossa escolta.

Ol�!

Parece que j� tenho uma para mim.

- J� nos conhecemos antes. - N�o creio.

Sim, em terra. Tinha a cabe�a em meu ombro.

Hitler faz estranhos companheiros de cama.

- Embora tamb�m n�o fosse uma cama. - Mas o que diz?

Nada, s� falava comigo mesmo.

- Espero que lhe pare�a interessante. - Sim, muito.

- Como se chama? - N�o importa.

Pois para mim importa.

Quando eu deito no ch�o com algu�m,

gosto de saber como se chama. Nessas coisas sou antiquado.

E n�o � que fa�a isso com qualquer uma.

Sr. Garrick, o capit�o quer conversar com o senhor.

Est� bem.

Talvez queira lhe desaconselhar a falar com estranhos.

- Pergunte a ele como me chamo. - Eu farei isso.

- N�o acho que volte a me incomodar. - N�o acho que fa�a isso.

- Passeamos? - Sim, est� bem.

Entendo que queiram que o chamem Sr. Garrick.

� isso.

- Algum bom motivo? - Sim.

- Um drinque de xerez? - Xerez? Obrigado.

Que lhe leva ao outro lado?

- Bem... - Desculpe, n�o deveria perguntar.

N�o me importo que saiba, capit�o.

� algo secreto, ent�o que n�o deveria dizer muito.

� algum suprimento da Marinha canadense.

Procuram armamento de guerra.

Isso n�o parece muito secreto.

Bem, n�o lhe disse toda a verdade.

Mas � algo desse tipo.

Vejo a que refere.

Quem � essa mulher?

N�o me diga que n�o conhece Sally Maitland.

Sally Maitland! Surpreende-me!

- � atraente, verdade? - Eu acho.

Bem, seja bem-vindo com o segredo pelo que me respeita.

Obrigado, verei o que posso fazer. Sa�de!

Navio � vista, Capit�o. A estibordo.

SS Karina.

Barco ingl�s, SS Karina a estibordo.

Karina localizado por submarino 78.

Latitude: 5420 norte, longitude: 151 oeste.

� bem prov�vel que Fr�ulein Maitland esteja a bordo.

Bastante prov�vel. A toda m�quina. Norte noroeste.

A toda m�quina. Rumo norte noroeste.

Amanh� deixaremos nossa escolta e ficaremos sozinhos.

Em caso de alarme, as sirenes do navio soar�o

e se dirigir�o a seus botes salva-vidas.

T�m que levar os coletes salva-vidas.

N�o tirem a roupa.

Desculpe, mas vestiu o colete ao contr�rio.

E da�? N�o tem nenhuma import�ncia.

Claro que n�o, se cair de cabe�a para baixo.

Claro, os p�s ficar�o secos.

Est� zombando de mim?

- Acha isso, senhor? - Sim, senhor.

- N�o, senhor. - Est� bem.

Podem nos ver desde tr�s quartos de milha.

Uma escotilha aberta poderia comprometer a seguran�a do navio.

Ou de outros navios pr�ximos.

Todas as m�quinas de barbear el�tricas dever�o ser entregues.

Por que isso?

L�minas usadas flutuam e os submarinos as coletam.

- Oh, sim. Obrigada. - Que disse?

Que as l�minas usadas flutuam e que os submarinos as recolhem.

Vejo.

Mas as m�quinas de barbear n�o t�m l�minas!

Bobagem. Quem lhe disse isso?

Falei com o capit�o sobre voc�.

- E que ele disse? - Nada demais.

Parece que tem uma ideia exagerada de si mesma.

Disse-me que voc� n�o o preocupava muito na guerra.

- � verdade, n�o precisa. - Estou de acordo.

Complica muitas coisas.

Se n�o se importa, preferiria n�o falar da guerra.

N�o poderia estar mais de acordo.

De que quer que falemos?

- Eu lhe ajudo? - N�o, obrigada.

- Ol�! - Importar-se-ia?

Claro!

- Pronto. - Obrigada.

Repita. Avistado SS Karina.

Latitude: 6015 norte. Longitude: 2015 oeste.

Escotilha iluminada avistada pelo submarino 93.

Bem. Dever�amos avist�-lo em 24 horas.

� preciso antes do apag�o? � abafado aqui dentro.

Sinto muito, senhorita, ordens do capit�o.

Algu�m deixou aberta uma escotilha na noite passada.

Neste lado.

Nossa! S�o t�o refrescantes.

Em especial a senhorita Burton.

Uma jovem deliciosa. Gra�as a Deus que tenho senso de humor.

- E claro, um cora��o de ouro. - Claro.

Disse-me que eu dormiria em sua cama e que ela

dormiria no colch�o no ch�o.

Que maravilha! E aceitou?

Alguma vez dormi em um colch�o no ch�o?

Vejo.

Oh, Sr. Garrick... Por favor, n�o se levante.

Olhem. Um, dois, tr�s. Onde est�? Aqui.

Bem, a hora das crian�as acabou.

Vamos nos ver amanh� �s onze horas. Adeus.

- Adeus. - Adeus!

Foi o pior bombardeio.

Depois que a bomba caiu, estava em nossa cama.

Mas n�o restava mais casa.

Mas estava bastante tranquila. A� vem aquela mulher.

Como diz a senhorita Burton, uma harpia.

Espero que n�o seja amiga sua, Sr. Garrick.

Santo Deus, n�o! Nunca a tinha visto antes dessa viagem.

J� sabe da hist�ria dela? Que simpatiza com os nazistas?

N�o t�o alto, major. Mas n�o pare.

Diga-me, por que faz esta viagem t�o perigosa at� o Canad�?

- N�o sabe. - Ouvi boatos, mas n�o confio.

Como diz o poema, "Um boato � uma..."

Algu�m deveria advertir esse agrad�vel

e jovem capit�o polon�s sobre ela.

- Claro que a frequenta. - Ele est� tentando reform�-la.

Sim, � que os poloneses s�o muito rom�nticos e sentimentais.

Verdade.

Por que voc� vai ao Canad�?

- Para ver minha m�e, ela � cega. - Sinto muito.

Esteve alguma vez em Vars�via?

Ouviu, major? Tem raz�o, ele a convidou � Vars�via.

Embora eu duvide que v�, porque eu ouvi, entre n�s,

que o problema real entre Hitler e Hess era...

Sabia que o problema real entre Hitler e Hess era por causa de...

- Ouviu? - Que not�cias, amigo.

Todos neste navio j� sabem.

Claro que � verdade.

J� sei h� quase uma semana.

Sim, por isso tem que sair do pa�s.

N�o se incomoda todas essas coisas que dizem sobre voc�?

- De que serve? - De onde acha que vem isso?

N�o falemos sobre isso. Conte-me...

Conte-me mais sobre Vars�via.

Que h� mais que contar? N�s a perdemos.

E tudo mais, nossas cidades, nossas pessoas,

o pa�s, nossas crian�as.

De repente, literalmente entre as nuvens,

este bombardeio caiu sobre n�s e destruiu tudo.

Ol�!

Continue, capit�o. Tudo sair� bem.

- Uma viagem tranquila por enquanto - Sim, n�o podia ser de outro modo.

O diabo cuida dos seus.

L� vai.

Mam�e se a guerra continuar durante anos,

vamos nos transformar em canadenses?

A guerra n�o pode continuar durante anos.

Sim, mas a Sra. Burton me disse que sua Harriet

tinha dito que �s vezes faltavam tr�s semanas

...para cruzar. - Tr�s semanas?

Santo Deus. E pensar que me aborreci no

Queen Mary navegando pelo Rio Azul.

Sim, agora todo me parece muito longe,

essas noites na varanda com vista para Vars�via,

minha m�e tocando piano, linda.

At� Petrevsky era admirador dela.

Seus amigos se reuniam para cantar can��es populares.

Fumando, bebendo...

Deve parecer muito longe.

- Sua m�e ainda toca? - N�o, n�o poder� voltar a tocar.

Que triste.

H� um navio a estibordo, senhor.

- Um navio estranho. - Talvez sejam noruegueses, senhor.

� um radar. E dos grandes.

SS Karina a bombordo.

Sinalize nossa presen�a. E fa�a sinais para que resista.

Disparo de advert�ncia. Sinal, resistam.

Sally, seria muito f�cil se apaixonar por voc�.

Como sabe que me importaria?

� um radar. Vai nos indicar que n�s resistimos. Vamos.

Soem os alarmes. Vamos dar a volta.

Somos atacados? � a hora?

Sim, major, � a hora. Pergunto-me como tenho que me comportar.

Agora n�o h� tempo de se fazer essas perguntas.

Vamos, vista o colete!

- Est� tentando acelerar. - Dispare.

Os canh�es est�o carregados? Apontem. Fogo!

Alcan�ou no meio. Voltamos a atirar?

- N�o, repita o sinal de resistir. - Sinalizem, resistir.

Da parte do terceiro oficial, senhor, nos alcan�ou no meio.

Mais outro impacto e estaremos no fundo. Indique que resistiremos.

Est� resistindo.

Bem, indique que enviamos um grupo de abordagem.

Sinal, equipe de reconhecimento enviada.

Ser� melhor que voc� v�.

� a segunda vez que me acontece algo assim.

Na �ltima vez levaram um casal de passageiros.

Talvez desta vez s� levem uma, para onde pertence.

Tenho a sensa��o de que ela pulou neste navio.

Ser� melhor irmos receb�-los.

Que faz um encoura�ado abordando uma banheira como esta?

Poderia nos afundar em cinco minutos.

- Tem que significar algo. - Suponho que sim.

- Porcos! - Bem.

- Assassinos de mulheres e crian�as! - Quer ser um deles?

Os nazistas s� t�m coragem ante pessoas desarmadas.

N�o t�m nenhuma compaix�o!

- Cale-se! - N�o!

Quero que todos ou�am e entendam!

Voc�s, nazistas, s� s�o felizes com armas nas m�os

e com pessoas desarmadas sob seu poder.

Sem armas n�o s�o nada, s� uma praga. S� sabem destruir.

- Feche o bico! - Quando nossa estrela se apagar...

- Quer ser um deles? ...e voltar a se iluminar...

N�o sabem nada mais do que se exibir.

Olhe a press�o, major!

J� est� alta. Ser� melhor que sumam da minha vista

ou farei algo violento.

- Heil Hitler! - Sou o capit�o do navio.

Que quer?

Tenho ordens de levar um dos seus passageiros.

Sinto muito, mas tenho a obriga��o de impedir que cumpra suas ordens.

Chame o Tenente Comandante Garrick.

Temos um senhor Garrick entre os passageiros.

Eu disse o Tenente Comandante Garrick.

Diga ao Sr. Garrick que venha.

Que aconteceu?

O capit�o quer lhe ver na ponte.

Que houve?

Receio que tenho que lhe levar.

Leva umas mat�rias primas para constru��o de avi�es,

72 passageiros e uma tripula��o de 54.

Pede-me que confirme? Se � assim...

Esta informa��o foi confirmada por uma fonte muito confi�vel.

Uma fonte muito confi�vel, sim.

Tenho mulheres e crian�as a bordo, e adoraria...

se me deixasse lev�-las aos botes antes de que me afundasse.

Isso � algo que compete a nosso capit�o.

Sr. Garrick...

Tenente Comandante Garrick, � meu prisioneiro!

Leve o prisioneiro!

� tudo que quer?

Informar� a nosso navio que estamos voltando

e esperar� ordens do nosso capit�o. Heil Hitler!

Carregue os botes. O grupo abandona o navio.

N�o ficaria bem fazer algo violento?

Heil Hitler!

Velha nojenta!

Por favor, n�o se desculpe O prazer � todo meu.

Santo Deus. Que ele disse?

Chamou-me de velha nojenta.

Fr�ulein Maitland tem um importante trabalho por diante.

Isso parece.

Um erro totalmente compreens�vel durante um apag�o.

Sabe? Um amigo meu conheceu uma garota em Piccadilly.

- Pensava que se chamava Sophie... - Muito sabido, Pimpinela Escarlate!

Suponho que tem coisas mais importantes a fazer.

Sim, agora mesmo ficar em abrigo ou pegar um resfriado.

O F�hrer n�o aprova que vigiem os bons amigos do Terceiro Reich.

Exceto quando o prendem.

Ter� uma boa surpresa quando lhe entregar.

Sim, boa.

- Que diabo significa isto? - S� cumpria ordens, senhor.

Tinha que entreg�-lo.

Acabamos de receber uma mensagem, senhor. Prossigam.

- Prosseguir? - Sim, senhor.

Gra�as a Deus. Tome.

Cancele as �ltimas ordens.

Vou a meu camarote.

- Diga a Garrick que quero v�-lo. - Est� bem, senhor.

Capit�o, este trabalho requer meus servi�os pessoais.

� sua primeira viagem comigo.

� a abordagem mais tranquila que sofri.

� a abordagem mais tranquila que sofri.

Como disse?

Disse que foi a abordagem mais tranquila que sofri.

� a chance que esteve esperando

desde que come�ou a guerra. Entende?

Entendo. Elementar, caro Watson.

Arranhou minha panturrilha, mas valeu a pena.

Senhorita Burton, que considera��o!

N�o � hora, mas depois das emo��es desta noite,

de verdade que preciso de um drinque. Sa�de!

- Foi uma fuga de sorte. - De sorte? Foi um milagre!

Agora sim que podemos.

O velho vai fazer muitas...

Algu�m deixou uma escotilha aberta

depois do apag�o pela segunda vez.

Sim, desculpe, que sem no��o... Sem no��o.

Claro que sim. Torpedearam-nos em abril passado.

- Perdeu-se tudo. - Que azar.

Desde que estou na Marinha, me alcan�aram cinco vezes.

- Santo Deus... - Vai se acostumar.

Nunca teria imaginado, e olhe-me agora.

Que vida. Tudo para dar de comer �s criaturas.

Bem...

P�s em perigo todo o navio. Sei que me enganei.

Mas Sally, quero que entenda, quando vi esses nazistas,

fiquei louco.

Se s� pudesse matar um, me odiaria facilmente.

Odiaria sem parar.

Entende isso?

Tenho minha forma de ver o mundo e voc� a sua.

- Jan, por favor, deixe a�. - Sally,

quando essa bomba em Vars�via explodiu em nossa casa,

minha m�e ficou quase cega. Nunca poder� voltar a andar.

Quanto eu sinto! Mas a guerra sempre tem significado

sofrimento para os fracos em ambos os lados.

Mas esta guerra � diferente, Sally.

Est� lutando contra os nazistas. Os nazistas n�o s�o como n�s,

s� querem destruir tudo, tudo aquilo de bom.

S�o...

Desde o primeiro momento em que lhe vi, quis lhe convencer

disso. Fracassei, mas conhe�o

algu�m que pode conseguir.

- De quem se trata? - Minha m�e.

Se consentisse conhec�-la.

Gostaria de conhecer sua m�e.

Que sabe desse tal Orlock?

Refugiado polon�s. Vai ver a m�e dele.

Foi ferida em Vars�via, n�o posso mais que ter pena.

O chefe me disse que lhe deram uma boa.

Levou um bom golpe.

Porque eles n�o nos afundaram, est� al�m de mim.

Eu tamb�m gostaria de saber.

- Boa noite. - Boa noite, Jan.

Sally, n�o posso lhe deixar esta noite sem dizer o que sinto.

- Jan... - E n�o me importam suas ideias.

A �nica coisa que sei � que eu amo voc�.

Entre.

Pensei que poderia dormir mais facilmente se soubesse que o capit�o...

Por favor, pule no mar!

Esta noite? Com esse frio?

N�o v� que incomoda a senhorita Maitland?

Bem, j� que menciona isso, creio que n�o

agradeceram de todo minha ajuda. Boa noite.

Boa noite.

Fecho a porta ou a deixo entreaberta?

Jan, acho que � melhor que v� embora.

- Mas Sally... - Por favor...

Sally...

Por favor, Jan, v� embora.

Boa noite.

O F�hrer sempre cuida dos amigos do Terceiro Reich.

Logo que cheguemos darei instru��es para

vender minha casa de Londres.

- A de Barker Square? - Sim, a partir de agora vou viver.

Mudo-me para Dedham.

Halifax.

Um lugar muito importante, Halifax.

Pensa na Europa?

Eu acho que se encaixa na categoria de conversa inconsequente.

Acho que foi bastante est�pido dizer algo assim.

Muito eloquente para mim.

Por alguma raz�o, nunca me senti assim por voc�.

Melhor.

E � Pol�nia sente algo assim?

Como gostaria saber disso, o imbecil do Garrick.

Bem, gostaria de saber se poder�amos falar em outra ocasi�o.

Isso eu esperava.

Conseguiu se conter?

N�o pretendo discutir isso com voc�.

Ser� melhor que n�o.

Dizem que � muito dif�cil conversar com voc�.

N�o me parece!

Quanto tempo ficar� no Canad�?

Dois meses.

Quanto tempo ficar� no Canad�, capit�o?

- Duas semanas. - N�o � muito.

N�o.

- Espero que sua estadia seja agrad�vel. - Obrigado.

Todos a bordo, capit�o!

- Um her�i! - Sim, um cara estupendo.

Quanto tempo ficar� no Canad�?

Tr�s meses. � a dura��o da minha licen�a.

N�o mais cruzeiros de luxo para mim, querida.

� a �nica forma de viajar.

Sim, inclusive com o pr�ncipe e o submarino da noite passada.

Si eu puder ser de ajuda enquanto estiver em Halifax,

n�o hesite em me telefonar.

- Obrigada. Que gentil! - Em absoluto.

- Ouviu, major? - Sim, sim, encantador.

A famosa hospitalidade canadense.

� isso. Quem �?

Pede-se que se abstenha de conversas sem gra�a.

S� um piadista.

- Senhorita Sally Maitland. - Sim.

- Quanto tempo ficar� no Canad�? - Indefinidamente.

Tem casa em Halifax? Se n�o for assim,

duvido, porque os hot�is est�o cheios.

Poderia solucionar isso, tenho influ�ncia.

Eu mesma posso me arranjar, obrigada.

Um carregamento estranho o destes dias.

- Quanto tempo ficar� no Canad�? - Indefinidamente.

N�o foi mal educado sem necessidade com a Srta. Maitland?

Este � um pa�s livre.

Podemos pensar e dizer o que quisermos.

Vejo.

Tem um quarto para a Srta. Maitland?

N�o vejo nenhuma reserva em nome de Maitland.

Fiz antes de sair da Inglaterra. Deve de...

Sinto muito, temos uma grande lista de espera e

h�spedes que dormem no corredor.

Espere, senhorita.

Creio que ser� melhor que chame a Srta. Standon.

Srta. Standon? Uma tal senhorita Maitland est� aqui.

Diz que fez uma reserva.

- Srta. Sally Maitland? - Sim.

Sim.

O quarto � o n� 73.

- Eu mesma cuidarei dela. - Est� bem.

A reserva estava feita.

A Srta. Standon lhe acompanhar� a seu quarto.

Pode encobrir isto, por favor?

Sally Maitland chegou. Cuidarei pessoalmente.

Est� bem. Claro.

Tenho uma reserva, Jane Gordons.

Sim.

Quanto tempo ficar�, Srta. Gordons?

Esta noite.

- Srta. Sally Maitland? - Sim.

Sinto muito pelo erro na reserva.

N�mero 73.

Leve a bagagem da senhorita ao quarto dela, Patrick.

- Eu lhe acompanho. - Obrigada.

- Est�o muito ocupados. - Sim, estamos muito ocupados.

- Est�o todos ocupados? - Sim, est�o todos ocupados.

Marie, est� no n�mero 73 pronto para a Srta. Maitland?

Quase pronto, "mademoiselle".

Seu quarto d� para o mar, o que se faz necess�rio o apag�o.

- Tem que ser muito cuidadosa. - Sim, claro.

� responsabilidade do h�spede. As multas s�o muito severas.

Entendo.

- Quer que desarrume as malas? - Obrigada, n�o. Eu mesma farei.

Muito bem, madame.

Srta. Maitland, n�o julgue a hospitalidade canadense pela

Sra. Standon, aqui � chamada de "gata amarga".

N�o me surpreende.

Imediatamente.

Avise � Pol�cia Montada que a Srta. Sally Maitland

...est� no Hotel Barington. - Sim, senhor.

Fazemos o que podemos, mas n�o importa.

Sim. Sim. Est� bem. Adeus.

- Disse a eles? - Eles j� sabiam, senhor.

E o quarto � o 73.

N�o se pode dizer muito � Pol�cia Montada.

Ser� melhor que os volte a chamar e pe�a a eles que enviem

alguns homens para que a tenham sob vigil�ncia constante.

Sim, senhor.

Ol�! Fico feliz em voltar a lhe ver. Gostaria de um drinque?

N�o, obrigada.

- N�o quero incomodar, mas... - Muito atencioso.

� a primeira palavra gentil que diz.

- Livre para jantar? - N�o.

Que pena, terei que passar o resto de noite no bar.

Que pena.

Ol�!

Caso n�o saiba, n�o h� bares em Halifax.

Sim eu quero.

Chateau Brochet.

Sim, � ela.

- Ganhou uma boa reputa��o. - Sim.

Sally, esta � nossa boa amiga Maria Balsky.

- Muito prazer. - Seja bem-vinda, Srta. Maitland.

- Onde mam�e est�? - Est� descansando.

A emo��o de voltar a lhe ver, e a expectativa

de conhecer a Srta. Maitland a deixou exausta.

- Preferiria que eu... - N�o.

Madame Orlock recebe muito poucas visitas estes dias

e deseja ansiosamente conhec�-la.

Permite-me o chap�u e a capa?

N�o, obrigada.

Sim a madame est� cansada, n�o ficarei muito.

Muito gentil.

Uma casa extraordin�ria.

Sim, tem uma atmosfera europeia, como a nossa casa em Vars�via.

Deve ter umas vistas estupendas.

Tem sim.

L� vai.

- O apag�o, Sally! - Sinto muito.

Embora n�o se visse nada com esta neblina.

Como se ocupam das coisas aqui?

A Pol�cia Montada � a respons�vel pela seguran�a.

Faz um grande trabalho.

Contactam conosco, ou com o Ex�rcito, ou com a For�a A�rea

em tudo que tem a ver com nossos servi�os.

- Sabem tudo o que importa. - Entendo.

Bem. A� tem. Est� no Chateau Brochet.

Com uma mulher polonesa.

Que sabe de madame Orlock?

Traga-me o expediente de Orlock.

� uma mulher excepcional, uma rel�quia do passado.

- Por que se interessa tanto? - Por nada, na verdade.

S� quero que n�o esteja em m�s companhias.

- Seu filho veio com voc�. - Sim, j� sei.

Eu n�o conseguia me livrar disso.

Bem.

Alugou a casa por tempo indeterminado.

Refugiada polonesa. Bem acomodada. Boa fam�lia.

Os pap�is est�o em ordem.

Aqui est�!

- Mam�e, esta �... - Sally Maitland.

Bem, bem, bem...

Aproxime-se, querida.

- Meus olhos... - Sim, mam�e, j� sabe disso.

Sente-se, querida. Aqui, a meu lado.

Jan, esta � uma ocasi�o especial. Estes dias temos muito poucas visitas.

Traga vinho, Jan.

Sim, um rosto forte e aspecto agrad�vel.

Algu�m que n�o tem medo de estar s� entre a multid�o.

De nadar contra a corrente.

A senhora � muito compreensiva, madame.

Mas agora que est� conosco em Halifax, vai ficar aqui?

Espero isso. N�o tenho planos.

Tem amigos aqui?

Deixei para meu amigo... Quer dizer, n�o tenho nenhum.

Espero fazer novos amigos.

Pode vir aqui sempre que quiser.

Agora que nos conhecemos, n�o tem

que esperar que Jan lhe traga.

A senhora � muito gentil.

- Sally... - Obrigada.

- Mam�e? - Sabe?

Jan me deu uma tarefa. Ou deveria dizer uma prova de amor?

Acredito nisso.

Por um futuro mais feliz para o mundo.

Pela nova ordem.

Sally, como p�de dizer algo assim?

Sinto muito, mas depois de tudo que...

N�o, est� bem. Brindemos pela nova liberdade.

Ou, j� que n�o me preocupam muito as novidades,

brindarei para que restaurem a antiga liberdade e

deixaremos que Jan e seus amigos lutem pela liberdade.

A liberdade n�o � algo que pode ser dada como certa.

- Tudo est� no passado. - Pelo futuro.

O que me deixa com o presente.

Afinal, geralmente � a coisa mais importante.

Claro, essas coisas s�o dif�ceis.

Claro que tive que ser inteligente, mas o �ltimo lugar onde

esperaria me encontrar seria no Departamento de Intelig�ncia.

- Bem, continue assim. - Desculpe, senhor.

A Srta. Maitland acaba de sair da casa em um t�xi.

Obrigado.

Algu�m pode me levar, senhor?

Tenho que votar ao hotel imediatamente.

Ser� melhor que pegue meu carro. Est� na entrada lateral.

- Obrigado, senhor. Boa noite. - Boa noite.

Tomemos um caf�, Paul.

Dispersou a neblina na casa, capit�o?

- Sim, j� quase se v� alguma coisa. - Obrigado, capit�o.

- Boa noite. - Adeus, Jan.

Adeus?

Acho que � melhor que n�o voltemos a nos ver.

Por qu�?

Estraguei uma reuni�o agrad�vel, incomodei a sua m�e...

Tenho certeza que minha m�e entende, como eu entendo isso.

N�o, Jan, n�o tem que fazer isso.

Sally, temos que voltar a nos ver e discutir tudo.

- Daria no mesmo. - Sally, n�o aceito uma negativa.

Farei que lhe peguem amanh� �s tr�s horas.

- Boa noite. - Boa noite.

Boa noite!

- Que faz aqui? - Bem, pensava descansar.

- Por que fora de minha porta? - O �ltimo lugar do hotel.

O �ltimo de Halifax, de fato.

Pensava que tinha influ�ncia.

Tenho, por isso consegui isto.

Boa noite! Bons sonhos!

O primeiro dever de um policial � com seus p�s.

Os seus descansariam melhor se tirasse as botas.

Malditas botas!

A Cidadela Hill � meu lugar favorito.

Sinto uma sensa��o de amplitude aqui.

Posso ver claramente em minha imagina��o.

Halifax tem uma grande hist�ria, Srta. Maitland.

Sim, Jan me contou tudo. Gosta de leitura.

Sabe, Sally? Nelson usou Halifax para reequipar sua frota.

E durante a Guerra Civil americana foi um porto de

ref�gio e durante a �ltima guerra, foi como � hoje,

uma porta de entrada para a Batalha do Atl�ntico.

N�o, querida, n�o se incomode falando tanto.

Beba o leite.

O verdadeiro milagre de Halifax � sua reconstru��o

depois de ser quase destru�da.

Em 1917 um navio carregado de explosivos chocou-se com outro no porto.

Um dep�sito de petr�leo se derramou e queimou.

- Houve uma grande explos�o. - Um grande inc�ndio.

Conhece a hist�ria.

Sim devo ter lido em algum lugar.

Certamente no Reader's Diggest.

N�o houve um grupo de marinheiros que tentou apagar o fogo?

Sim, � isso.

Foi uma das maiores explos�es que o mundo conheceu.

Todos os navios do porto foram destru�dos.

Houve uma grande onda e at� o cais foi destru�do.

Milhares de pessoas morreram ou ficaram feridas.

Deve ter sido um golpe devastador para os aliados.

Foi.

Gente, como se n�o houvesse horrores suficientes

hoje em dia sem ter que recordar o passado.

Fique calma querida, j� � hora do ch�.

- Sally, vir� conosco? - Se n�o se importa...

Claro. Venha, Jan. Ch�.

E a melhor maneira � com eles.

Acho que voltaram da casa da Cidadela Hill.

Parece isso. A velha chegou h� mais de uma hora.

Vamos inc�gnitos, senhor?

N�o, que seja um ataque frontal.

Embora deixe claro que nossas inten��es s�o amig�veis.

- � tudo. - Muito bem, senhor.

Mais ch�, Sally?

Escutar m�sica � um dos maiores prazeres.

Significa mais que antes, agora que j� n�o posso tocar.

Dois homens lhe chamaram, madame.

- Dois homens? - Quem?

N�o sei, Jan, nunca os tinha visto.

Brit�nicos?

Sim. Querem saber se est� em casa.

Claro que estou em casa. Fa�a-os entrar. Traga-me outra ta�a, Jan.

Madame Orlock, viemos da central, Pol�cia Montada do Canad�.

Em que posso lhe ajudar? Este � meu filho Jan.

- Como vai? - E ela �...

- A Srta. Maitland. - Sim, sabemos disso.

Iremos ao assunto. Confirma a presen�a da Srta. Maitland.

E que jantou com a senhora ontem e passou a tarde na Cidadela Hill.

O fato �, madame Orlock, que a Srta. Maitland � pr� nazismo.

e n�o faz nenhum esfor�o em esconder isso.

Ao contr�rio, na Inglaterra, deixou bem claro

seu sentimento antibrit�nico.

E a expulsaram.

Mas esta � uma visita n�o oficial, mas...

...uma amig�vel para lhes advertir. - Advertir?

Sim. Al�m de tudo s�o h�spedes no Canad�

e n�o queremos que se encontrem em uma situa��o comprometedora.

Seria insensato que continuassem entretendo a

Srta. Maitland durante sua estadia em Halifax como at� agora.

� tudo o que viemos dizer.

Boa tarde.

- Boa tarde. - Boa tarde.

Desculpe. Vou embora imediatamente.

N�o deixarei que lhe levem de minha casa.

Agrade�o sua gentileza, madame, e sinto muito

ter causado este inc�modo.

- Ser� melhor que v� embora. - Jan, v� com ela.

- Sim. - Adeus.

E falam da Gestapo.

E falam da Gestapo.

Esses dois homens surgindo em sua casa,

� algo absolutamente intoler�vel!

Deveria abandonar Halifax amanh� de manh�.

N�o, Sally, se ficasse...

N�o, Jan, j� tomei uma decis�o.

Sally, quero que fique.

- E pagaremos com juros. - Que voc� quer dizer com isso?

Tenho muitos amigos em Halifax.

Jan, por favor, pare de falar com enigmas.

Sally, vamos nos sentar.

- Estou em suas m�os, Sally. - Muito pelo contr�rio, n�o?

Eu estou nas suas. E sua m�e, sabe disso?

Pe�o-lhe que nunca diga a ela uma palavra disso!

Com a sa�de dela, poderia ser uma como��o. Jura?

Claro!

Sabia que podia confiar em voc�.

Minha miss�o era lhe seguir desde a Inglaterra para lhe vigiar de perto.

Se ganhou a admira��o do F�hrer.

Eu mesmo ouvi falar com admira��o de voc�.

E agora tem a honra de servir a ele.

Que quer que fa�a?

Um trabalho da maior import�ncia.

Temos uma grande organiza��o lhe esperando.

- Voc� � o l�der? - N�o.

S� poucos sabem quem � o l�der.

- Mas s�o muitos? - Suficientes.

E nenhum � suspeito.

Ent�o?

Quando come�o?

Nossa estrela se apaga e quando voltar a se iluminar.

- Isso � o que eu ouvi antes. - Quando nos olhavam no navio.

Sim...

Enviei uma mensagem ao nosso comandante.

Era muito importante que transmitisse isso.

A estrela se apaga e quando voltar a se iluminar.

- Mas, ser� logo? - Quase imediatamente.

Jan, e me d� a chance que estava esperando para servir

� causa em que acredito. Uma causa pela qual morreria.

Uma nazista verdadeira!

Sally, isto o pr�prio F�hrer quem me deu.

Pegue-a.

Vai lhe dar coragem para levar a cabo sua grande obra.

Simplesmente n�o pude resistir a chamar para conhecer sua m�e.

Estaria muito orgulhosa se tivesse visto como

enfrentou aquele nazista que me chamou de velha fedorenta, esse porco!

Capit�o, deve se surpreender em me ver aqui!

Estou adorando.

Jan, ouvi uma experi�ncia terr�vel.

- Por que n�o tinha me contado? - N�o queria lhe preocupar, mam�e.

Que modesto �! O que me lembra, falando em mod�stia,

A mod�stia do senhor Garrick. Que acha?

N�o tenho a menor ideia.

Claro que n�o, nem eu tampouco tinha.

Tenente Comandante na Intelig�ncia Naval brit�nica.

Tem nas m�os algo muito secreto.

O que demonstra o cuidadoso que tem que ser.

Levante as m�os. Vire-se.

J� imaginava.

Bem, aqui estamos. Suponho que sabe quem sou.

Intelig�ncia brit�nica, com nada melhor a fazer que me seguir.

Correta em todos os detalhes.

Bem, j� que est� aqui, vigie essa porta para mim.

- Esta � minha miss�o, n�o a sua. - Est� bem, chefe.

Eu poderia ter arruinado tudo.

Al�m de todo o trabalho que passei para que confiasse em mim.

� um trabalho bastante arriscado.

Seu coronel Hargreaves pensa nisso.

Ordenaram-me que esperasse em caso que precisassem de mim.

Que acreditam que sou? Uma crian�a?

Parece que tudo isto foi deixado aqui de prop�sito.

� bastante antiquado e n�o tem o formato habitual.

Algu�m est� trocando.

N�o pode ser Jan, ele saiu.

� o �nico que vem. Apague a luz.

Eu vou atr�s de voc�. Esconda-se atr�s das cortinas.

Olhe l�.

Ele nos esperava. Uma boa fogueira.

N�o vale a pena gastar o tempo aqui,

mas tenho que falar com voc�.

Uma boa mudan�a. Poder�amos tomar um drinque.

Poder�amos, mas ser� melhor n�o sairmos juntos.

Voc� primeiro. Gostaria de proteger o per�metro.

Se perceberem, n�o h� desculpas. Agora sou um deles.

V� embora por onde veio.

Pode ser que esta seja sua miss�o, mas voc� � a minha.

V� embora por onde veio.

- Est� bem, fa�a como quiser. - Obrigado, farei isso.

Espere na esquina do Barington. Eu lhe pegarei.

Estava come�ando a pensar que nunca me deixaria,

mas ser denunciada funcionou.

Ele botou tudo para fora, uma su�stica inclu�da, em uma hora.

Um movimento bastante bom.

E agora estou completamente dentro.

Pode ser que aconte�a algo muito grande e muito cedo.

Que lhe faz pensar nisso?

Quando nossa estrela se apagar e volte a acender.

Sinto muito, mas n�o me dou muito bem com adivinha��es.

Quando ouviu Jan dizer isso?

Quando gritou em alem�o!

Em um alem�o perfeito, sem sotaque polon�s!

Um trabalho muito bom.

Quando nossa estrela se apagar e volte a brilhar.

N�o entendo.

Permite-me sua carteira de identidade e passaporte?

Seu passaporte e sua carteira de identidade.

Qual � sua autoridade?

- Pol�cia Montada e Intelig�ncia Naval. - � suficiente.

Est� bem.

Mas lembre-se, o alem�o n�o � um idioma muito popular por aqui.

Vejo.

Um trabalho muito bom. Ser� melhor irmos embora.

Passar algum tempo com os Orlock, pode-se dizer.

- Isso me leva diretamente para cama. - Eu lhe acompanho.

Bem, boa noite.

Por que n�o me pede para passar uma noite em condi��es?

Eu prefiro isso. Estou gostando dele.

Receio que fui muito mal educada.

Sim, levei uns bons golpes.

Voc� acha que eu gostei de fazer isso?

Parecia que estava se divertindo.

- Sim? - Sim.

Sinto muito, mas depois de tudo, n�o

est�vamos sendo n�s mesmos, verdade?

Seria divertido ser n�s mesmos.

Sim, eu tamb�m acho.

L� vai. Segure o chap�u.

Agora quem passa o tempo com os Orlock?

Orlock? Sempre tem que se incomodar com esse cara?

- Boa noite. - Boa noite.

Importar-se-ia de me dizer a que se referia com essa piada?

Que piada?

A piada com meu sobrenome.

Isso? Uma piada muito ruim verdade? Tipicamente brit�nica.

Eu estava devolvendo para quem disse isso antes.

- Ao Sr. Garrick? - Sim, n�o entende?

Estava sendo muito gentil com ele.

Sim.

Trabalha para o Servi�o de Intelig�ncia brit�nico.

Sim, eu sei.

E ainda assim troca com ele piadas ruins e confidenciais.

Jan, n�o est� sendo um pouco dif�cil?

Acabo de come�ar a nova miss�o, eu me encontrei com ele

e tive que improvisar. Foi um erro.

Esta noite nos tornamos amigos e trocamos ideias

todo tipo de confid�ncias.

O Sr. Garrick nos ser� de grande utilidade.

- Espera que eu acredite? - Claro.

N�o poderemos trabalhar juntos se n�o confiarmos um no outro.

O que � isto?

Ponha o chap�u e a capa.

Saia do hotel, pe�a um gerente que chame um t�xi.

Eu lhe seguirei. Um truque e ser� uma pena.

J� vejo. Voc� me pegou

� culpa minha, deveria ter lhe investigado.

Adiante.

Que mais posso dizer?

Trabalha para o Servi�o Secreto brit�nico e me pegou.

- Algo mais? - Sim. H� outra coisa.

N�o deixe que me levem para a Inglaterra.

Que cuidem de mim aqui.

Rato!

Acreditei de verdade quando disse que me amava.

Perdoe-me, querida. Eu amo voc�.

Mas tinha que ter certeza.

Agiremos esta noite e seu papel ser� vital.

Vou lhe levar ao conselho para que conhe�a o l�der.

Eles lhe aceitam sob minha responsabilidade.

Vejo.

N�o volte a fazer isso. Eu me assustei.

N�o ser� necess�rio. Se tudo sair bem esta noite

decidi que nos casemos imediatamente.

- �timo! - Sim.

E agora devemos nos apressar. Chegamos atrasados. Esperam-nos.

- Agora? - Sim, agora.

Sally...

Como lhe deixei o rosto! Espere um momento.

Sim.

Pegue-me uma capa desse arm�rio de l�.

Vou ajeitar meus l�bios.

H� v�rias capas aqui. Qual quer, querida?

A de pele.

A de pele, est� bem.

Sabe, Sally? Deveria me opor a esta.

O F�hrer n�o gosta dessas frivolidades.

Quando o conheci em 1937, eu usava uma da mesma cor.

Ele gostou.

Claro.

Sim, esse est�pido ingl�s l� de fora.

Espere.

Est� dormindo.

Ser� melhor que n�o nos veja saindo juntos do quarto.

N�o, isso n�o.

Sairei antes e me encontrarei com voc� no alto das escadas.

Nas escadas dos fundos, do outro lado.

Est� bem.

Esta noite compensaremos nosso fracasso.

Fracasso? De sua organiza��o eficiente?

Sim, e nessa ocasi�o at� n�s fracassamos.

Quando aconteceu?

No dia anterior � nossa marcha da Inglaterra n�o conseguimos

dar um golpe que os ingleses n�o teriam suportado.

Como?

O rei e a rainha, com as princesas, n�o estavam

no Pal�cio de Buckingham, mas no campo.

Nosso membro tinha que assinalar a localiza��o

precisa da fam�lia.

T�nhamos informa��o evidente de que estavam no campo

e do lugar exato. Mas sem nenhum motivo, nos enviou

um sinal errado e bombardeamos o Pal�cio de Buckingham.

A fam�lia real escapou.

Que aconteceu com seu companheiro?

Oscar Burrell foi encontrado morto com um tiro na cabe�a.

Suic�dio?

Claro. Que outra coisa poderia ter feito?

Claro, e se n�o?

"Vai � central. Espere".

Deixou-me isso. Deve ter estado no quarto dela o tempo todo.

Como p�de ter entrado?

"Vai � central. Espere". Ele esteve � nossa frente.

� tremenda.

Desculpe, senhor. Tenho que lhe ver a s�s. � urgente.

Est� bem, pode falar diante do Comandante Garrick.

Garrick, este � Jack Cadwell, um dos nossos.

...pessoa das mais promissoras. - Obrigado, senhor.

Prossiga.

Acho que tenho algo, senhor. Importante.

- Bom trabalho. - Sally Maitland planeja algo.

Bem, sim, de fato isso que est�vamos tratando.

Acho que pode nos deixar com tranquilidade.

- N�s a teremos sob controle. - Mas se trata do Queen Mary.

Um ato de sabotagem.

Bem, j� chegaremos a isso.

Enquanto isso, descanse, Cadwell.

- Muito bem. - Bom trabalho.

Obrigado, senhor.

Nenhum de seus rapazes sabe sobre Sally?

N�o.

S� eu e o chefe da Pol�cia Montada.

Assim � como querem na Inglaterra.

Al�m disso, dedicaram-se tanto a prepar�-la, que concordamos.

Foi acusada de muitas coisas, mas sabotar o Queen Mary?

Sim, acho que posso dizer que exageramos.

Estava muito surpresa de me encontrar em seu quarto.

Claro. Ainda me pergunto como entrou!

A organiza��o � muito eficiente.

Assim parece.

E o F�hrer sempre se preocupa com os amigos do Terceiro Reich.

O can�rio?

- Voc� p�s em meu camarote? - E mandei um para sua casa.

Caso se mudasse minha ideia sobre os brit�nicos.

Precisamente.

Bem, bem. Hoje est� cheio de surpresas.

E ter� mais alguma antes de que acabe o dia, querida.

Todos levaram a cabo um grande trabalho.

O F�hrer est� feliz.

O F�hrer espera que nossa miss�o desta noite tenha sucesso.

Podemos estar orgulhosos de que o F�hrer nos tenha encomendado.

Aqui chega Kurt, com a Srta. Maitland.

Heil Hitler!

- Heil Hitler! - Heil Hitler!

Heil Hitler!

Companheiros de armas, senhoras e senhores, esta noite

tenho o prazer de lhes apresentar uma nova camarada,

Fr�ulein Sally Maitland.

Agora os apresentarei.

- Karl Heinz. - Muito prazer, senhorita.

Voc� �...

Estranho carregamento estes dias.

Fr�ulein Grettel K�hne.

Nossa organiza��o � digna do nosso F�hrer.

Pensava que era muito boa para ser verdade.

O meio pelo qual entrei em seu quarto.

A organiza��o � muito eficiente.

Fra�n Bremer.

Fico feliz que cumprisse t�o estritamente as normas do apag�o.

Bem, as multas eram muito duras.

Herr von Chanmitz.

Muito prazer senhorita.

Espero que tenha encontrado o quarto 73 c�modo.

Devo admitir que tenham estado cuidando de mim.

- Sim, a organiza��o �... - Muito eficiente.

Obrigado.

Orlock e Sally foram � casa.

Deixaram o t�xi na esquina e entraram pela porta dos fundos.

- Estou indo. - Aonde?

� casa.

� melhor voc� esperar aqui Pediram isso.

Sim, ser� melhor.

Aten��o, o l�der.

Heil Hitler!

- Heil Hitler! - Heil Hitler!

Bem, nos reunimos aqui pela �ltima vez.

Depois de muitos meses de preparativos, chegou a hora.

Esta noite daremos o golpe.

Voc�s voltar�o imediatamente a seus trabalhos.

Nas pr�ximas horas se pedir� que sacrifiquem

suas vidas pelo F�hrer.

Sim � assim far�o isso com a mesma dilig�ncia

com a que levam a cabo suas outras tarefas.

Se escaparem dessa desgra�a ter�o mais instru��es.

Isso � tudo. Heil Hitler.

- Heil Hitler! - Heil Hitler!

Bem, Srta. Maitland, aten��o.

Senhora Orlock, tem toda minha aten��o.

Bom.

Antes de que lhe diga as a��es que levar� a cabo

nesta miss�o, direi que que Jan n�o � meu filho,

e se chama Kurt, e que nenhum dos dois somos poloneses.

Senhora Orlock...

Tenho que admitir que esta m�scara, inclusive para a causa

� do pior gosto. Ser� melhor que tome um drinque de vinho.

H� seis pessoas na casa e ningu�m saiu.

Uma n�voa densa vem do porto.

Sei piorar, vai ser dif�cil manter a casa sob observa��o.

Que diabo podemos fazer? Espero que esteja bem, senhor.

Estar� bem.

Obviamente h� uma reuni�o do conselho e ela est� reunida.

� o melhor que poderia acontecer.

Deixar� uma mensagem t�o logo que possa.

Sim. Nos contar� pela manh�.

Muito antes da manh�, tudo estar� acabado.

Dever� ser um golpe devastador para os aliados.

Lembra-se ter dito isso na Cidadela Hill?

E como Kurt lhe falou da explos�o da grande guerra?

Sim, eu me lembro.

Nunca disse nada mais certo.

Enquanto falo, um grande comboio se aproxima de seu destino.

Ontem � noite, com a prote��o da n�voa,

o navio n�mero quatro foi substitu�do por outro

id�ntico de tripula��o alem�.

A tarefa diante de n�s tem o maior significado

para o Terceiro Reich. Em nome do F�hrer, lhes fa�o entrega

da forma antecipada da Cruz de Ferro de primeira classe.

Sieg Heil! Heil Hitler!

A bordo h� toneladas de explosivos.

A tripula��o abandonar� o navio e um detonador far� seu trabalho.

A explos�o de 1917 se repetir� esta noite.

A porta de entrada para a Batalha do Atl�ntico

n�o s� se fechar�, mas que se destruir�.

Muito engenhoso. Muito inteligente.

Nem engenhoso nem inteligente. Isso teria ocorrido a qualquer pessoa.

A maioria teria pensado, mas a maioria n�o poderia

levar a cabo. Anos sonhando com o dia e o preparando.

Isso � tudo.

E qual � meu papel?

� uma suspeita para a Intelig�ncia Brit�nica.

Temos que desviar a aten��o para evitar que se

frustre tudo na �ltima hora.

No extremo do porto est� o Queen Mary.

Parte amanh� e est� cheio de soldados.

Far� contacto com seu amigo Garrick

e falar� a ele do plano para a sabotagem.

Tomamos medidas para que este boato

chegue � Intelig�ncia Naval.

Diga a ele que todos os homens dispon�veis s�o

necess�rios para evitar a cat�strofe.

Bem.

- Est� no Hotel Barrington. - N�o est� no Barrington.

Saiu uns minutos depois de voc� e est� agora

na Intelig�ncia Naval brit�nica.

- Ent�o posso ir? - N�o, querida.

N�o ir�. Nunca nos abandonar�.

No extremo do porto h� uma lancha na ilha,

um submarino. A lancha nos levar� ao submarino

e o submarino, � Alemanha, o pa�s a que pertencemos.

- Nossa organiza��o � muito eficiente. - Sim, muito.

- Bem, como? - Telefone para ele.

- Kurt... - Sim.

Bem, inclusive os elementos est�o conosco.

Sally...

Como uma capa.

Disque Halifax 2421.

Escutam todas as conversas telef�nicas.

Diga a ele que � da Intelig�ncia Brit�nica e que

n�o desconecte a chamada, mesmo se voc� puder ouvi-la.

- Pensou em tudo. - Claro.

Bem, planejam fazer voar o Queen Mary?

- Na pr�xima hora. - Na pr�xima hora.

T�m que enviar todos os homens dispon�veis para evitar isso.

Bem, Fr�ulein Maitland, nasceu para o servi�o secreto.

Assim espero.

- Halifax... - 2421.

2421!

N�o pode falar de tropas, movimentos de tropas,

o tempo ou de qualquer informa��o que o inimigo possa usar!

Mas tenho algo muito importante que contar � Intelig�ncia Naval.

Pode escutar, mas n�o me corte, sob nenhuma circunst�ncia.

N�o, o outro!

Al�? Al�? Sim? Sally...

Escute, estou em uma reuni�o do conselho.

Mas querido, tem que acreditar em mim. Isto � desesperadamente urgente.

O Queen Mary zarpa amanh�.

O Queen Mary? � o Queen Mary.

- Pol�cia Montada. - Sim, senhor.

Sim, eu sei, mas n�o posso continuar com isso.

Estou aterrorizada. Tem que agir com rapidez.

Esta noite. Em uma hora.

Esque�a o Queen Mary, � uma isca!

Tem um comboio se aproximando a Halifax com um

navio cheio de explosivos!

N�o � o Queen Mary, � o navio n�mero 4 de um comboio que

se aproxima de Halifax. � um navio alem�o carregado de

explosivos que explodir� no cais.

- Chame Dixon. - Sim, senhor.

Sally! Vou � casa, senhor.

- Dixon? - Acenda a luz, Maria!

Deixe de atirar �s escuras! Maria, luz!

Maria, o carro. � entrada principal!

Besta infame! Ter� o que merece.

Eu disse que nunca confiasse nela, idiota!

- J� tive o suficiente! - Est�pido! Desfa�a-se dela!

Eu me livrarei dela.

Solte o telefone. Solte!

M�os para cima!

Maldita mentirosa.

Fez-me cair como um est�pido.

Fez muito dano a nossa causa.

Est� perdendo um tempo precioso.

H� algo mais que queira dizer?

- Sim. - � melhor que seja r�pido.

Nossa! Que esc�ndalo fez aqui!

Al�!

- Est� morta? - Claro!

- Nisso eu n�o me engano. - Cuidado!

Afastem-se! Levantem as m�os. Os dois!

Levantem!

Al�?

Al�? Supervisora, verifique a linha.

Bem. Urgente.

Sou o Tenente Coronel Garrick, Intelig�ncia Naval.

Verifique com a central.

Mensagem: chame a Pol�cia Montada.

Voc� n�o, sente-se!

Diga que venham a toda velocidade ao Chateau Brochet.

- Brochet! - Brochet, sim, entendi.

Pendam a madame Orlock e o falso capit�o. Sim, sim, entendido.

Envie m�dico e ambul�ncia!

Se entendeu a mensagem, volte a se comunicar!

Bem.

Agora, malditos infelizes...

Sou o superintendente Davidson.

Chame todas as patrulhas e que se desloquem ao Chateau Brochet.

Todos os homens dispon�veis no distrito

se apresentar�o nesse ponto.

Aqui fala Hunter. Fa�a um sinal, urgente!

N�mero 4 � um navio cheio de explosivos.

Destruam-no � sua chegada.

N�mero 4 � um navio cheio de explosivos.

Tripula��o alem�. Destruir� Halifax.

- Como est� densa a n�voa? - Visibilidade nula, senhor.

E est� piorando.

O n�mero 4 est� no centro do comboio.

Ser� melhor nos mexer. Que toda a tripula��o a bordo

se comunique com todos os navios que passem e os identifiquem.

Est� bem, senhor.

� esse.

Ei do navio! qual � seu n�mero?

Ei do navio! qual � seu n�mero?

- N�mero 4! - Resista!

Algo n�o encaixa. Fomos descobertos?

Nada nos deter�! A todo vapor!

N�mero 4, resista ou os afundarei!

Afunde-nos e afundar� todo o comboio!

Fa�a um sinal para que todos os navios se dispersem.

que v�o ao ponto de encontro.

� ordem.

Comunique isso ao primeiro oficial. Primeira marcha a todo vapor.

� ordem.

Fa�a um sinal. For�a A�rea canadense. Pe�a um bombardeio.

� ordem, senhor. Fa�a um sinal. For�as A�rea, opera��es.

Sim, sim, entendi. Sala de oficiais.

Mensagem urgente, senhor. Ordem direta da central.

Mandem bombardeio. Latitude...

Vigie... Visibilidade?

Visibilidade 10 metros, senhor.

N�o h� sinal do n�mero 4!

Algum sinal do navio, senhor?

N�o, o que os instrumentos dizem?

Em um r�dio a 500 metros a estibordo, senhor.

Rumo norte noroeste.

� o �ltimo recurso que nos resta.

Est� muito longe para fazer dano e

o comboio j� est� longe do seu alcance.

- Avi�es... - Sim.

O l�der da esquadrilha informa que o n�mero 4

encontra-se vis�vel, senhor. Est� a 100 metros a estibordo.

Fa�a um sinal. L�der da esquadrilha...

- Que disse? - N�o se preocupem conosco.

- Acabem com o navio. - Est� bem.

A todo vapor em dire��o sul sudoeste.

Permane�am atentos aos cintos de

seguran�a e preparem os botes.

A estibordo.

Alguma chance, doutor?

Quero que se sente, querida.

N�o precisa se mexer tanto. � hora de tomar o caf� da manh�.

- O caf� ainda n�o est� pronto. - L� est� o caf�.

Aqui est�. C�us, c�us! Caf�, querida?

Sim, por favor.

- Uma sacarina ou duas? - Uma, por favor.

Quando penso no �ltimo dia em que tomou caf� aqui.

Esse can�rio amarelo. As coisas que lhe disse, Betty.

- Foi tudo culpa sua, mam�e. - Sim? Acho que sim.

- C�us, c�us... - Senti-me como um est�pido.

Querido, n�o poderia ter evitado isso. N�o nos deu nenhuma pista.

Mas mam�e, eu estava no servi�o secreto.

Por que n�o usava uniforme?

- Entrada. - Por favor, sente-se

N�o conseguimos nada ficando nervosos. Vir�.

Est� bem.

Ora, Hargreaves, que lhe traz por aqui?

Sinto parecer pouco hospitaleiro, mas...

- Esper�vamos... - Sim, eu sei.

Fez seu �ltimo trabalho para o servi�o secreto.

Ser� melhor que se preparem para um golpe.

� uma Sally diferente a garota que saiu daqui h� alguns meses.

- Sally! - Querida...

Mam�e!

- Como fico feliz em lhe ver! - Betty...

- Papai, como vai? - Melhor ao lhe ver, querida.

O que � toda essa roupa de marinheiro?

Estava louca de inveja desde que vi Betty com a dela.

- Querida... - Espl�ndido! Estupendo!

As coisas que lhe disse. Teria que ter sabido disso.

Tinha mais medo de lhe enganar que a todos os outros juntos.

- Que diabo � isso, senhor? - Beijar minha sogra, senhor.

- Quem � voc�? - Seu genro, senhor.

Bobagem. N�o temos nenhum! Quem � este homem?

- Meu marido. - Seu marido?

Deus me aben�oe!

C�us! Acho que ficar� par tomar o caf� da manh�!

Obrigado.

- E voc�, Charles? - N�o comi. Estou com fome!

- Bom dia, Srta. Sally. - Oh, Reynolds...

Reynolds, precisaremos de mais dois servi�os para

Sally e o marido dela, o senhor...

Garrick.

- Fume um cigarro enquanto espera. - Obrigado, farei isso.

- Quer? - N�o, obrigada.

Devo estar sonhando. Creio que vi uma su�stica!

Voc� viu! Salvou a vida de Sally.

- Como? - Agora n�o, mam�e!

- � uma hist�ria muito longa. - Deixe-me ver.

- Posso? - Claro.

- Sabia disto, Charles? - Sobre ele?

N�o, n�o, o de Sally e a su�stica.

- Nem uma palavra. - O coronel sabe tudo.

De fato, ele inventou a Sally "unter den Linden". *(sob as t�lias)

- Charles, como p�de? - Sinto muito, tinha que se fazer.

Embora, agora j� tenha passado tudo.

O mito de Sally Maitland explodiu.

Mas h� uma coisa que n�o sabem, nem sequer voc�, coronel.

Algo que justifica enganar todos voc�s.

Na verdade, soube como diziam ao F�hrer que os

ingleses eram decadentes e que n�o lutariam.

Acreditaram que eu iria suportar?

Nem de brincadeira!

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