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Oi, é a Lulu. Ligue de volta, talvez eu atenda.
Lu, por favor. Quando ouvir isto, me escute, por favor.
-O que foi? -Marieke, Daisy. Depressa.
Não volte ao Beach Bar. Pegue um táxi.
-Um táxi pro aeroporto. -Passa pra cá.
Peguei suas coisas. Vou levar comigo, tudo bem?
Não vá ao Beach Bar. Depois eu explico.
Oi, é a Lulu. Ligue de volta, talvez eu atenda.
Lu, sinto muito. De verdade.
Se está me protegendo da Sylvia, lá era muito mais seguro.
-Eram homens dela. -Ela não é louca!
Já você é completamente maluca! Você e seu amigo criminoso!
-Lu, por favor. -E você ia dizer a verdade.
Só que tudo que me contou era uma grande mentira!
UMA SÉRIE ORIGINAL NETFLIX
-Oi. -Oi.
Bem-vinda ao lar.
Xan.
Desculpe, eu...
Onde está a Lulu?
-Xandra, seu marido é maravilhoso. -O que ela faz aqui?
Vim falar com o Michiel, pois estou preocupada com você.
E sei que não sou a única.
-Não quero interferir... -Saia.
Sei que está com raiva.
Ela acabou de tentar me assassinar.
Quê? Assassinato?
Você é muito imaginativa, como quando era criança.
-Fora! -Xan, calma, por favor.
Minha mãe morreu.
Xan.
Veio por isso, né? Ou não?
Me solta.
Solta.
Me solta.
Se tivesse avisado que voltaria antes...
Não teria acontecido. Ligue pra mim, por favor.
Bom dia.
-Parece animada. -E você, deprimido.
-Falou com sua mãe? -Não, mas ela voltará.
Não tenho tanta certeza.
É sempre a mesma coisa.
Ela explode, volta e promete que não vai se repetir.
-Não sei. Ontem... -Porque a vovó veio aqui?
Ela tem uma agência de acompanhantes e é amiga de bandidos. Não se desculpe.
Não sei como a aguenta.
-Lulu, sua mãe... -Só pensa nela.
O que você quer me dizer?
Credo, como consegue?
Trabalhou anos para se tornar quem é.
Limpa, Lulu na sua vida, Michiel.
E arrisca tudo.
E por quê?
-Não sabia que a Sylvia... -Pare de falar na Sylvia.
Ela é má, mas você é responsável por seus atos, ninguém mais!
Pare de forçar a barra. Está se destruindo.
Qual é sua escolha?
Outra burrice?
Ou quem é importante para você?
-Precisamos da lavagem de dinheiro. -Espere mais.
Já esperamos bastante.
-O que sugere? -Parar a guerra.
-Recomeçamos, Ralph vira sócio. -Sabe o que o babaca fez.
Para não perder a lavagem de dinheiro. De acordo?
E, quando tudo se acalmar, ajustamos as contas.
Sim.
Ralph, sócio? Vai deixar rolar?
Lembra-se do nosso plano? Por que não executá-lo?
Posso contar com você?
Que bom.
Quer mais?
Está muito gostoso, meu bem.
Como vai a coleção?
Bem.
Esther está montando as peças.
-É empolgante. -Aposto que sim.
E seu estúdio?
Tudo bem.
-Que porra está fazendo? -Como é que é?
Já ganhou o suficiente trepando.
-Não fale assim. -Dá pra primeira coleção!
-Não fale assim! -O acordo era esse!
-Preciso... É muito caro. -Não está pensando na coleção.
-Claro que estou! -Quando foi a última visita ao estúdio?
-Segure a onda, porra. -Fiz uma pergunta!
-Quando foi lá? -Não quero falar disso!
-Não gosto do seu tom. -Quando? Responda!
-Por que o interrogatório? -Quando esteve lá?
-Por quê? Não vou responder se agir assim. -Que baboseira.
-Vai embora? Beleza, divirta-se. -Que patético, cacete.
-Então vai. Tchau. -Boa sorte com tudo.
-Valeu. -Você é genial. Dá conta.
Credo.
Oi, cretino.
Rapaz, puxa vida. Que gostoso, né?
-Parece bem. Tudo certo? -Sim.
Tem certeza?
Escute. Só não está morto porque eu te protejo.
Porque nos conhecemos. Se continuar assim, já era.
Vai comer grama pela raiz.
Sacou? Falei bonito, né?
Está muito preso ao passado.
Vou te dizer uma coisa.
Ele não volta. Ficou para trás.
Finalmente decidiu voltar.
-Legal, né? -Não está certo.
-Não está vendo? -É o seu modelo.
Se for, você fez uma cagada e tanto.
-Saio uma semana... -Desculpe. Uma semana?
Foram duas semanas.
Não sei que bicho te mordeu.
Pronto.
É seu.
-Bom apetite. -Igualmente, querida.
-Ela ligou? -Não, nada.
Não sei por que deu a ela tantas chances.
Quem é?
Muito legal
Mostre.
Rachid.
É um rapaz legal?
Quê?
-Está apaixonada? -Não.
Oi, Tito. Como vai?
-É. -Curtindo?
-Tudo bem? -Tudo ótimo, olha isso.
Já volto.
Gostei da morena, à sua esquerda.
-Ela era gostosa. -Como é o nome dela?
-Não sei. -Que bom que vai voltar à escola.
-Muito bom. Você me orgulha. -Obrigado. Valeu.
Ei, Ralph Konijn.
Foi um incidente isolado?
-Sem perguntas. -Que só criam mais perguntas.
Ele responderá numa entrevista longa, para analisar o cenário como um todo.
-Mas podem ser perguntas cabeludas. -Não com os jornalistas certos.
Bom plano. Sim?
Vamos. De Wolf não pode esperar.
Está empolgado.
Ainda não viu nada.
O inquérito descobriu isto. Em suma, um incidente isolado.
Uma rixa antiga de uma geração moribunda.
Turistas e cidadãos, pessoas comuns, não precisam se preocupar.
-Isso é tudo. -E a limpeza?
-Haverá mais ataques? -Sem mais perguntas.
O prefeito Blaauw responderá tudo mais tarde hoje.
Teremos três exclusivas para quem estiver interessado. Obrigado.
-Como foi na Croácia? -A Croácia foi ótima.
-E o que não foi? -Michiel Pressman.
-Você o recomendou. -Mas foi um erro.
Ele está trabalhando bem.
Mas ele não está fazendo o que devia.
-Como assim? -Ele faz o que não devia.
Está olhando arquivos que não são dele.
E quem diz que não é função dele?
Ninguém lucra com ele fuçando por aí.
Confio plenamente no Michiel.
Farei com que ele descubra todas as suas falcatruas.
Negócios com a máfia no Bairro da Luz Vermelha.
-Os criminosos em Amsterdã. -Você não ousaria.
Porque afundaria comigo.
Quem acha que tem mais poder?
O prefeito ou um crocodilo?
Com arquivos sobre seus amiguinhos.
Quer pagar pra ver?
Acho que não.
Conto com você para lidar com Michiel Pressman.
Deixe recado após o sinal.
Sim, Ralph, eu...
acabei de ler sobre...
eu...
Oi, Bea.
Tem razão. Eu me demiti.
-Fico com isso? -Não precisa disso?
Você merece mais do que eu.
Vou para casa.
-Noite agradável. -Sim.
Não começou mal, já que uma tempestade se aproxima.
Vejo um belo futuro para nós.
Vou dar a volta por cima de novo.
Se cuidar bem de mim, como deveria,
seus problemas desaparecerão.
Garanta que nenhuma das nossas firmas sofra batidas.
Mostre gratidão antes.
E então verei o que posso fazer.
-Quer uma amostra da minha gratidão? -Sim.
Por meu apoio e confiança.
Certo, isso está bem claro.
Mal vejo a hora.
Somos dois.
Oi.
Oi.
Você tinha razão.
Mas você também mentiu.
Nunca achou que fosse uma boa ideia.
Achei que quisesse que eu topasse.
Quanta gentileza.
Desculpe.
Vamos esquecer tudo e voltar ao que era antes?
Ei.
Ei.
Quero você, Anne.
A Anne que amo pra cacete já faz dois anos.
Acho que não vai dar mais.
Desculpe, mas não posso mais.
-Não, venha cá. -Não.
Sinto muito.
Não, De Wolf ficou muito ganancioso.
Não, vamos encerrar nossa colaboração. Para sempre. Certo.
De quem é a mensagem?
Quero ver. Agora.
Bem...
Você e minha neta parecem amiguinhos. Sente algo por ela?
Ei.
Não, nada.
-Xandra. Legal voltar a vê-la. -Oi.
-Champanhe? -Não.
Uma Bollinger, por favor.
Tudo bem?
Estou saindo do ramo.
Você não é do tipo que desiste.
Eu...
Decidi vir contar pessoalmente porque...
Ao menos escute o que vai recusar, está bem?
Há um negócio sendo alinhavado.
Se der errado,
um ótimo amigo se daria muito mal.
Obrigada.
Ele quer fechar acordo com seu ministro da Defesa.
Meu amigo espera minha ajuda para fechar o trato.
E preciso de sua ajuda com isso.
A Bliss tem o talento necessário.
Você tem esse talento.
Não me diga que não quer isso.
Você e eu.
Se tudo der certo, e sei que dará,
a Bliss funcionará num patamar bem mais elevado.
É muito atraente.
Mas não dá.
-É uma oportunidade única, Xandra. -Eu sei.
Se tivesse me convidado semana passada, eu teria aceitado.
Mas não dá, desculpe.
-Três bastam? -Sim.
-Tem certeza? -Sim.
É mesmo?
-Valeu. -De nada.
Vai transar com ele?
-Talvez. -Talvez?
Se ele tiver sorte.
RACHID: Desculpe, Lu, não dá certo. Me deixe em paz.
-O que foi? -Nada.
Nada.
Eu te disse. Ele só queria te usar.
Lulu.
Certo, onde eu estava? É meu motorista permanente,
disponível as 24 horas, entendeu?
Pode começar agora.
Sabe o que acontece com quem pisa na bola, né?
Pode ir.
Agradeça a esse seu Alá por eu não cortar suas mãos.
Achava mesmo que eu o deixaria tocar na minha neta?
Cai fora.
Oi.
Oi.
Desculpe.
Fez isso?
Gostou?
Gostei.
-Que tecido é isso? -É só náilon.
Esta é a caixa postal de Xandra Keizer. Deixe recado após o sinal.
Oi, Xandra.
É a Anne.
Desculpe, mas eu acho melhor me demitir.
Então...
Tenha uma boa noite.
Tchau.
-Queria me ver? -Michiel. Sente-se.
Andei pensando nas suas responsabilidades.
Sim.
-Preciso que se concentre 100%. -Deixa comigo.
Sem trabalhos avulsos, investigações.
Já temos quem faça isso. Faça aquilo em que é bom.
Dando 100%.
-Ficou claro? -Sim.
Isso é tudo.
Michiel?
Eu...
Sinto muito.
Eu me demiti.
-Do quê? -Da Bliss.
Isso...
foi um grande equívoco.
Entendo que sinta raiva. Não terei mais segredos agora.
Eu juro.
Não acredito em você.
Michiel...
não quero perder você.
Eu te amo.
Xan...
Eu não te conheço mais.
Simplesmente não conheço.
Da última vez que a vi, Lulu mexia com documentos falsos.
Fizemos um trato, e você prometeu agir, com seu marido.
Sim. E fizemos isso.
Certo, então sabe com quem ela tem ficado.
Eu sei, com a Naomi.
Certo. Se fosse só a Naomi...
Os amigos delas ampliaram os negócios.
-Estão traficando drogas. -Traficando drogas?
-Sim. -Certo.
Nós também não compramos maconha de vez em quando?
Sim, mas não a teria chamado se fosse só maconha.
-E o que é? -Ecstasy.
Ecstasy?
-Onde está a polícia? -Escute...
Não, escute você!
É sua responsabilidade garantir a segurança daqui.
Dê um jeito desses canalhas deixarem a escola e o bairro.
Ou vai ver só uma coisa.
Entendeu?
Ainda não acabamos.
Lu, venha comigo. Já!
Está com uma cara ruim.
Problemas em casa?
Falei com o Blaauw. Pediu para eu parar de investigar.
Nada sobre as empresas excluídas?
Nem sobre isso nem sobre De Wolf. Nada.
-Isso é ruim. -Sabe o que significa?
-Blaauw é corrupto. -Por que acreditaria em você?
Como é que é?
Sua esposa.
Sim, é a chefe da Bliss.
Da nossa...
Minha informante assassinada.
Você manipulou a investigação desde o começo em benefício próprio.
-Olha, eu... -Quê?
Quero De Wolf tanto quanto você, ou nem estaria aqui.
Sorte sua eu não ter provas ou estaria preso. Caia fora.
Lu? Lu, não quero mais que saia com essa Naomi.
Entendeu? O que está fazendo?
Lu, aonde vai? Vai ficar aqui.
Oi. A Sylvia está aqui?
-Lulu! -Oi.
Querida, que legal.
O que foi?
Aquela mulher está me enlouquecendo.
Querida, é sempre bem-vinda. Devia ter ligado. Eu mandaria o Mo.
E o Rachid?
Precisei demiti-lo.
Não deu certo. Não era confiável. Chegava atrasado ou nem vinha.
E sempre estava com namoradas.
Não era confiável e ponto. Pegue a mala dela.
-Não. -Querida, entre.
Não.
Lulu, querida. Fique.
Tem certeza?
Sem crédito no celular, feiosa?
Parece simples. Se tenho uma pergunta,
responda. É o que prega a educação.
-Não preciso fazer nada. -Precisa, sim.
-Discordo. -Tomou sol demais na cabeça?
Ficou louca?
Vou refrescar sua memória. Preste bem atenção.
Você trabalha pra mim. Não pro Ralph. Entendeu?
-Não trabalho pra ninguém. -O Ralph dizia o mesmo.
E veja o que aconteceu.
Que pena, tão triste.
Sim.
Como é mesmo o nome da sua filha?
Lola, né? Bela menina.
Lola?
Lola!
Lola!
Lola!
Sirva dois.
O que faz aqui?
É assim que fala com sua sogra?
Obrigada.
Precisando fugir de tudo?
Ai, não. Ela ainda não se acalmou? Sinto muito.
Queria muito que não fosse assim.
Minha vida inteira foi pro saco por causa da sua filha.
Ela é boa nisso.
Tudo pelo que trabalhei esses anos todos foi por água abaixo.
Mas como?
Talvez eu possa ajudar.
Acho que não.
Michiel. Me conte.
Que bom que ele morreu.
Ele era meu ponto fraco.
Ele sempre será.
Eu te amo.
Vou acabar com todos eles.
Um por um.
É isso mesmo o que quer?
Não é algo que eu queira.
É algo que precisa ser feito.
Preciso continuar.
Se parecer fraco agora, vão me destruir.
-Alô, Xandra, minha querida. -Oi, Marina.
Sabia que ia mudar de ideia.
E agora Cees te controla?
-Cees de Wolf. -Cees de Wolf.
E não tenho escapatória.
-Posso ajudar. Minha família tem contatos. -Certo.
-Pode devolver minha vida? -Talvez.
Se esse Cees perdesse o cargo e você o ocupasse, ajudaria?
Sim.
Mas só o prefeito pode fazer isso.
Quê?
Certo. Continue.
Muito bem.
Legendas: Leandro Woyakoski
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