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Original subtitles

Ferimento de bala na testa. Traumatismo no olho esquerdo.

- N�o tinha telem�vel. - N�o.

Fratura dupla do osso nasal.

Corte no l�bio inferior.

Diversos hematomas.

Olha s� o que lhe fizeram.

Envia o relat�rio s� para mim.

Porqu�?

Quero que isto continue a ser um acidente.

UMA S�RIE ORIGINAL NETFLIX

Vamos beber para acalmar.

Senta-te.

Nem imaginas o quanto esperei por este momento.

Ela sempre me disse que tinhas morrido.

T�pico.

Porque demoraste tanto a contactar-me?

Na verdade, queria esperar at� teres 18 anos.

Para poderes tomar as tuas decis�es.

Mas n�o consegui esperar mais.

Isto � tudo teu?

Sim, foi heran�a.

Heran�a?

E quem foram os teus pais?

N�o foram suficientemente bons para os p�r numa moldura.

Tal como os meus.

Bem, eu tamb�m n�o sou boa m�e.

N�o tenho jeito.

Mas n�o significa que tenha de ser punida toda a vida, pois n�o?

Nem tu.

Gostas?

Fui � exposi��o dela.

Eu tamb�m fotografo.

Um dia destes, devias vir � minha casa em Antu�rpia.

Tenho uma cole��o de fotografias incr�vel.

Em Antu�rpia?

Um brinde a ti.

Queres que fa�a o qu�?

Quero que inventes uma hist�ria. Diz que ela era acompanhante

e que foi v�tima de um jogo sexual perverso ou algo assim.

- Usa a imagina��o. - E a fam�lia dela?

N�o merece saber a verdade?

N�o eras o tipo das hist�rias bonitas?

Com imagens e tudo?

Desde quando te preocupas com familiares?

Se descobrirem que os nossos informadores acabam assim,

nunca mais ningu�m abrir� a boca.

Est� tudo a�.

Est� bem.

Conhece-la?

- Vagamente. - Meu Deus!

N�o.

Era amiga da minha mulher.

Que lhe digo?

Para nunca ser acompanhante.

Ol�.

Ol�.

Se eu quiser voltar a ver a minha av�, posso ligar-te?

Para me ires buscar?

- Rachit? - Rachid.

Rachid.

Est� bem.

- Estou? - Assim, ficas com o meu n�mero.

N�o tens de te preocupar com isso.

N�o, n�s trataremos de tudo.

Sim.

Ol�.

Posso ligar-te daqui a pouco?

Est� bem, adeus.

- � a Lu? - N�o. A Lulu est� bem.

Certo.

� a Pamela.

- A Pamela? - Sim.

- Ela est�... - Morta?

Est� morta?

Sim.

Que aconteceu?

- Voltaste a estar com ela? - N�o.

Sim, na...

Uma vez, na cidade. Porqu�?

Foi assassinada. N�o posso dizer mais nada.

- Credo! - Lamento, Xan.

Olha...

Como? Porque...

Michiel.

Sim, eu soube pela Pol�cia, por mero acaso.

Parece que ela se meteu na prostitui��o.

Isso � treta.

Parece que foi assassinada por um cliente.

Isso � treta, eu sei.

Desculpa, n�o posso dizer mais nada.

Est� bem.

Eu... Eu n�o entendo.

A Pam n�o atendia clientes pessoalmente, certo?

Que eu saiba, n�o.

E ela tinha inimigos?

A Pam era aventureira.

Sempre a ver at� onde conseguia ir.

E como n�o tinha amigos verdadeiros, pisava muitas vezes o risco.

Meu Deus!

Voltei a dececion�-la.

N�o te podes culpar por isto.

A Pam j� era crescida.

J� todos fizemos coisas que nos fizeram sentir mal,

mas n�o fa�as isto.

Quem a viu pela �ltima vez?

Fomos n�s.

- Na festa com os banqueiros. - Certo.

E depois disso?

Pronto.

Desculpem, mas temos de ser francas.

Ficaremos bem sem a Pam.

Conhecemos os clientes pessoal e intimamente.

Sim, tu cuidas muito bem de ti.

- Desculpa? - S� pensas em ti.

- Ol�. - Mesmo a tempo.

Ol�, Lu, querida...

- Ol�. - Ol�.

Bem, a Pam est� nas not�cias.

Morreu uma amiga da Xandra.

- C�us! - Sim, foi morta por um cliente.

Disse-te que foi algo do g�nero.

Ent�o, era acompanhante?

E era uma grande amiga tua?

Sem d�vida.

Porque � que j� est� nos jornais?

Ela n�o merece ter privacidade?

Para prevenir o p�nico. As pessoas t�m de saber se devem preocupar-se.

Sim, mas como ela era s� uma puta, n�o temos de nos preocupar.

Percebeste?

Quero dizer que isto n�o acontecer� a pessoas decentes.

Quem diz que somos decentes?

- Pronto, vamos comer? - � isto que aprendes na escola?

Espero que sim. Por aqui, ela s� aprende a julgar pessoas.

J� chega!

Desculpem.

Queria uma noite divertida com as mulheres mais importantes da minha vida, s� isso.

- � poss�vel? - Porque n�o disseste logo?

- Eu saio. - Contigo, Xandra.

N�o quero isso contigo!

Disse que podias entrar?

N�o.

Ent�o, sai.

Bate de novo e eu digo-te quando puderes entrar.

Para poderes dizer que n�o posso entrar?

Desculpa.

Estamos todos um pouco alheados.

Lu?

Como queiras.

Toma.

E fica de olho naqueles m�sicos.

Para eles, isto � um biscate. Da �ltima vez, foram humilhados.

E eu n�o organizo festas para trolhas.

Aonde vais?

- Tenho de ir a um funeral. - Agora, n�o podes.

N�o posso fazer nada.

Ol�.

- A discutir num funeral? - N�o � o costume?

Ou s� � costume nos casamentos?

Foi para ti.

� uma trag�dia.

Ela era �ptima no que fazia.

Pelo menos, j� sabemos com o que contamos. Lamento.

Peter, s�cio da Bliss. Digo...

Da Pamela. Bem...

Deste uma grande ajuda. Obrigado.

Olha aqui.

Para que quero isto?

� uma das minhas empresas. Passa por l�

para vermos o que podemos fazer um pelo outro, em termos de parceria.

Sexta, �s cinco.

Vamos tomar um caf�. Ser� divertido, n�o?

- Quem � ele? - O Urso Pooh.

- Urso Pooh? - Xan, isto � sobre as meninas.

Elas querem-te a ti.

N�o se trata de querer a tua ajuda por um instante.

Precisamos de ti.

O que aconteceu � Pamela � terr�vel.

Mas elas t�m de voltar ao trabalho.

Compreendes?

Depois falamos.

Bom dia. Fala da Bliss.

Estou?

Estou?

"O Senhor d� e o Senhor tira.

Aben�oado seja o nome do Senhor."

Caros convidados,

familiares

e amigos da Pamela.

Perdemos algu�m que nos era pr�ximo.

Vem e leva a minha alma Meu Senhor

Meu Deus

Qu�o grandioso �s

Qu�o grandioso �s

Leva a minha alma

Meu Senhor, meu Deus

Qu�o grandioso �s

Qu�o...

Pensava que t�nhamos um acordo.

Eu forne�o aquelas coisas de que tanto gostas

e, em troca, tu garantes que as minhas empresas ficam � tona.

Sem qualquer problema.

Porque n�o cumpres as promessas?

A s�rio?

Nem consegues livrar-te de um corpo e eu � que n�o fa�o o meu trabalho?

Estou de m�os atadas.

Tenta ver isto da minha perspetiva.

Estou a olhar para ti.

E para a tua perspetiva.

Todas as festas que d�s, todas as mulheres que fodes

e todas as linhas de coca que snifas s�o poss�veis gra�as a mim.

Se eu perder mais alguma empresa, irei atr�s de ti com tudo.

Ol�, Lulu!

Que bom teres-me ligado, querida.

O qu�? Claro que posso ir a�.

Est� bem.

As tuas s�o, no m�nimo, t�o boas quanto estas.

- Tenho de ir � casa de banho. - Sim.

Espancado pela pr�pria vida.

N�o sei se � o que quero ver.

Por outro lado, talvez seja uma grande li��o de vida.

Qual li��o de vida?

Que n�o se deve estender as m�os e implorar,

mas sim agarrar a vida pelos cornos.

Desculpa, devia ter-me apresentado.

Sylvia. Sou a m�e da Xandra.

� a minha av�.

Ela contou-lhe muitas coisas horr�veis a meu respeito?

Lulu, a Xandra sabe disto?

Acho melhor ela n�o saber.

Porque a minha filha nem sempre se d� bem com a verdade.

Eu tenho uma filha linda, uma mulher como poucas.

E reconhe�o muito nela porque sou exatamente igual.

Mas nem sempre � f�cil, pois n�o?

N�o podemos fechar indiscriminadamente neg�cios

que contribuem para o ambiente da cidade.

Salas de concertos, clubes, gelatarias.

As pessoas n�o v�o gostar.

E temos uma imagem a manter.

Primeiro, queres uma limpeza. Agora, queres que abrandemos?

- Que prop�es? - Proponho uma sele��o.

- Certo. - Exclu�mos os locais populares da lista.

- N�o sejamos demasiado rigorosos. - Rigorosos?

Mataram um agente e uma informadora.

Que tem a nossa abordagem de rigoroso?

Que diz o Michiel?

- Ele tem de informar da limpeza. - A ideia foi praticamente dele.

Est� bem, apresenta-me a proposta e eu dou uma olhadela.

O Blaauw aceitou poupar estes neg�cios.

Poupar?

Ainda agora come��mos.

Amesterd�o � uma cidade grande, Michiel.

Uma cidade grande n�o deve ser demasiado limpa.

Uma empresa de constru��o? Cees.

� uma liga��o importante. Prestam um servi�o valioso.

Que � isto?

Estou na dire��o desta empresa.

V� as outras.

Tamb�m fa�o parte da Bisschop e Hulst.

Cees, � daqui que v�m os meus pagamentos.

E aceitaste-os.

Porta-te bem...

e assina essa lista.

Ol�.

Ele matou-a?

Que fazes aqui?

E se tiver um palpite?

- Qual? - Subornos na C�mara.

Estou a ouvir.

Posso ter uma conversa hipot�tica contigo?

Se tens algo a dizer, diz.

Depois de ouvir algo, n�o posso simplesmente esquecer.

N�o tenho provas.

Ent�o, est�s a fazer-me perder tempo.

Esquece.

Vemo-nos logo � noite.

Sim.

- Ol�, Ronnie. - Ol�.

Estou � espera, mas a Marieke n�o aparece.

O qu�?

Queres que v� ao escrit�rio dela?

- N�o, esquece. Eu resolvo. - Certo, vemo-nos daqui a pouco.

Est� bem.

Certifica-te de que te preparas no fim de semana.

Para poderes come�ar a ligar na ter�a e...

Pronto.

- E depois, tudo ficar�... - Bom dia.

David, podes trazer-nos um caf�?

Obrigada.

Ol�, David.

Regra n�mero um.

Ficas no t�xi e eu vou l� ter.

- Onde estavas? - N�o trabalho para ti.

Est� bem, boa sorte.

Trabalhas depressa.

H� quanto tempo trabalhas connosco?

Duas semanas.

A Pamela est� morta e tu tomaste conta da empresa.

Impressionante.

Tenho um agendamento para a C�mara, mas vou chamar outra.

Xandra.

Eu vou.

Que disseste?

Eu vou.

Isto vai acontecer novamente?

As m�os.

Senta-te.

Olha para mim.

Olha para mim.

N�o toques.

Espera at� eu permitir.

Desaperta isto.

Vem c�, rafeiro.

Senta-te!

Bem, eu...

N�o preciso de fazer nenhuma pausa.

Mas eu acho que precisas.

Ultimamente, tens andado ausente e eu pensei...

VEMO-NOS DAQUI A POUCO? CENTRO DE JARDINAGEM...

Isto n�o � trabalhar, Xandra.

Estou a falar contigo.

Sabes que mais?

Se j� n�o me queres aqui, eu vou embora.

- N�o. - Sim.

Demito-me.

- N�o, isso... - J� n�o quero isto.

N�o... Xandra, espera.

Ol�, procuro o Peter Dolsen.

Est�o l� atr�s, junto aos sacos de terra.

C� est�s tu!

- Est�o todos � espera. - Todos?

N�o te preocupes, vem comigo.

Pronto.

Chega-te a mim. Ouve e chora.

Est� bem? Vamos l�.

Abre-te S�samo.

Depois de ti, vamos.

Senta-te.

Que faz ele aqui?

J� conheces alguns deles?

�timo.

Isso � �timo.

Muito bem. Todos sabemos porque estamos aqui.

As coisas est�o feias.

Fecharam-nos 35 estabelecimentos.

Isso significa que a press�o vai aumentar para os outros, para voc�s.

O Marty, o homem dos n�meros, vai explicar tudo.

O fluxo de caixa ter� de aumentar.

Mais lucro para as empresas, pelo qual ter�o de pagar impostos.

Xandra.

Larga-me.

Lamento, Pam.

Vamos.

Ronnie, vamos.

Ficou tudo t�o ca�tico que queria explicar-te outra vez.

Que est�s a fazer? Est� quieta, querida.

Acalma-te.

N�o podemos conversar?

Escuta. Vamos dar-te um saco de dinheiro todas as semanas.

S� tens de o declarar como lucro.

E pagar os teus impostos.

E o dinheiro que restar ser� transferido para n�s.

N�o.

N�o. N�o o farei.

O meu contabilista vir� visitar-te para a semana.

Se tiveres perguntas, f�-las a ele.

Est� bem? Diz que sim.

Diz que sim!

Sim, claro.

� isso.

A prop�sito, tens uma filha linda.

Tem uma pele perfeita. Muito gira.

Peter Dolsen, tamb�m conhecido por Urso Pooh.

Segundo os informadores, � um de tr�s l�deres da rede

respons�vel pela morte do nosso jovem colega.

Estes s�o os subalternos dele. Todos envolvidos em assalto � m�o armada,

burla, sequestro, homic�dio, lavagem de dinheiro.

Temos de prestar mais aten��o ao Ralph Konijn.

Ele quer crescer, mas est�o a mant�-lo pequeno.

Mais cedo ou mais tarde, explodir�, e temos de l� estar quando isso acontecer.

A nossa antiga testemunha era uma figura menor.

Trabalhava para o Peter Dolsen.

Geria um servi�o de acompanhantes chamado Bliss, onde lavava dinheiro.

A nova l�der desta empresa

� esta mulher ainda desconhecida.

Eles n�o tratam do fluxo de dinheiro, mas o Van Heuvelbank trata.

Se conseguirmos prend�-los,

livraremos o sistema financeiro de uma rede de lavagem de dinheiro.

Sabias o que ia acontecer e n�o fizeste nada.

S� estou a fazer o que queres.

N�o, para com esse disparate de seres s� o motorista.

Sabes bem o que se passa.

A Pam queria falar e mataram-na.

N�o foi?

- Arrastaste-me para a mesma confus�o. - Escuta-me um segundo.

Sim, sei mais do que deixo transparecer.

Por vezes, finjo n�o saber, porque, se n�o o fizer,

n�o h� sa�da poss�vel.

E eu garanto que h� sempre uma sa�da. Sempre.

N�o, a apresenta��o � em 3D.

E certifica-te de que o projetor funciona,

porque n�o quero voltar a fazer figura de parva, est� bem?

Faz o que estou a pedir. Est� bem.

- A Xandra n�o est�? - Parece-te que est�?

Desculpa.

Ela despediu-se esta manh�, sem mais nem menos. E porqu�?

N�o sei.

Vou encontr�-la.

Quero convid�-la.

- A quem? - � Sylvia, para vir c�.

- N�o recuses j�. - Aqui? A esta casa?

Sim, aqui. A minha av� n�o me pode vir visitar?

Lulu, se fizeres isso, as coisas v�o ficar descontroladas.

� o que acontece todos os dias.

O que sabemos sobre ela?

- Que � minha av�. - Certo.

E que a Xandra finge que ela est� morta.

Lulu, eu sei que queres respostas. Eu tamb�m.

Vamos encontrar-nos de novo com ela.

Mas vamos juntos, a um s�tio neutro.

Vamos com calma, est� bem?

Est� bem.

Querida.

Podemos falar um instante?

Tentei ligar-te o dia todo. Porque n�o atendeste?

Xandra?

Xandra?

Sim, tive problemas no trabalho.

No trabalho? Que tipo de problemas?

Aqueles...

Aqueles tipos do Rotary s�o horr�veis.

E passaste o dia a trabalhar nisso?

Sim.

N�o penses isso.

O qu�?

Eu amo-te.

Ol�, mi�da.

H� quanto tempo!

N�o mudaste nada.

Continuas zangada.

� t�o bom ver-te.

Tive tantas saudades tuas.

Sai daqui.

Aprendes depressa.

As meninas est�o contentes e os clientes est�o muito satisfeitos.

Bom trabalho.

Eu n�o trabalho para ti.

- Trabalhas, sim. - N�o.

E acabei de te dizer que est�s a fazer um bom trabalho.

Est�s a ouvir?

Tens de me ouvir.

- Sai daqui. - Querida...

J�.

�s muito talentosa. Devias orgulhar-te disso.

Estou feliz por ver que a minha filha encontrou o talento dela.

E espero que, um dia, tamb�m vejas isso.

Com a Lulu.

Se tocares na Lulu...

- mato-te. - Claro, querida.

Legendas: Hern�ni Azenha

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