All language subtitles for Private Gold 46 Riviera 3 (2001)

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Original subtitles

Jean Claude Dumas, é um rico produtor de cinema...

que mora com sua família na Cote d'Azur.

Caroline é filha de Jean Klas.

Uma jovem tesuda e desinibida...

que junto com Philip, seu irmão...

costumam se aproveitar dos empregados da casa.

Geraldine acaba de chegar de Paris pra visitar os tios.

E para se recuperar de uma pequena doença.

No litoral, ela conhece Michel...

que se apaixona perdidamente por ela...

apesar de que Geraldine não estar a fim de amar...

Michel a faz sentir o que nunca sentiu com outro.

A tia da garota avisa que Michel é um mulherengo.

Enquanto isso, Philip apresenta a nova namorada...

à sua mãe Silviane.

E daí a come no jardim sob o olhar interessado da mãe.

Michel se encontra com Geraldine.

E se divertem tanto, que decidem fazer amor.

Ambos se apaixonam.

E isso faz com que Michel a apresente em sua casa...

como sua futura esposa.

A irmã de Michel, Caroline e uma amiga do tênis...

provam que sabem lidar com o saco do jardineiro.

Na verdade, Caroline faz isso freqüentemente.

Jean Claude e Silviane recebem os apaixonados.

E apesar de parecerem encantados...

o sobrenome de Geraldine faz a mãe de Michel desmaiar.

Depois, ela tenta separar o jovem casal a todo custo.

Sem saber do plano maldoso de Silviane...

que disse que desmaiou de cansaço...

não percebem nada de estranho acontecendo.

Jean Claude tenta descobrir o que tem a sua esposa...

e é muito compreensivo e afetuoso.

Ela diz que está com dor de cabeça...

e quer se esquecer de todo o assunto.

Ela decide aplicar sua terapia infalível.

Enquanto isso, Charles, o mordomo...

pega a empregada curiosa espionando os patrões.

O preço de seu silêncio é uma boa trepada...

que o criado sacrificado dá na empregada modesta.

Silviane tenta de tudo para convencer seu filho...

a terminar com Geraldine...

dizendo que a garota não o ama o suficiente.

Michel, bravo, pede que seu pai fale com Silviane...

e a faça criar juízo.

Jean Claude tenta, mas ela não dá bola.

O fato é que ela sabe de um segredo...

que torna a relação de seu filho impossível.

SACANAGENS ANTI-TÉDIO 3: ADULTÉRIO AGACHADO!

Sim?

Desculpe, mas tinha de falar com você pessoalmente.

Sobre meu filho, como sabe.

Tenho razões que os impedem de ficar juntos. Ele está aqui?

- Não está. - Que pena!

- Ele teve de sair. - Queria falar com os dois...

sobre um assunto importante.

Neste caso, entre.

Do que se trata?

Receio que terão de parar de se encontrar.

É de importância vital.

Sou mãe dele e não quero que se machuque.

Fala de seu filho. Esquece que tenho sentimentos.

Também faço parte da vida dele e estamos apaixonados.

Não devia lhe contar, mas preciso.

Ele é seu irmão.

O quê? Ele não pode ser meu irmão. E impossível.

É impossível. Não pode.

Não acredito nisso. Ele não pode ser. Do que está falando?

O Dr. Stevenson é inválido e sua mãe é Louise Kraut.

Tem de me acreditar. Eu sei.

Como pode saber de tudo isso?

- Como sabe? - Sente-se aqui.

Há 20 anos eu era solteira e estudante.

Eu dividia um apto. Com sua mãe, Louise.

Talvez tenha ouvido falar.

Ela era casada com um correspondente de guerra.

Sylvester Stevenson.

Que nunca estava em casa por causa do trabalho.

Bem, ela se entediava e como precisava de dinheiro...

Vamos, pague.

Fique à vontade.

Por aqui.

Quando vai fazer minha grana valer?

Não esquente. Foi um dinheiro bem gasto.

Seu corpo me dá o maior tesão.

Espere! Não tire ainda.

Você que manda.

Deixe ver esse corpo lindo.

Nossa, está me deixando com tesão.

Venha cá me chupar.

Venha aqui. Ande.

Mostre o que sabe fazer. Chupe.

Chupe, benzinho.

Genial.

Genial, maravilhoso. É linda.

É ótima.

Muito bem, meu amor.

Agora chegou a hora de foder.

Agora mexa-se. Mexa-se mais.

Continue. Isso, assim.

Está maravilhoso, meu bem.

Um vulcão.

Inacreditável, nunca tive uma transa assim.

Certo. Aqui. Me faça gozar.

- Foi um prazer conhecê-lo. - Digo o mesmo.

- Obrigada. - Tchau, linda.

Louise, estou de saco cheio de você transar a noite toda.

Faço o que quiser. Não acredito!

Por que teve que se prostituir? Veja essa cama.

Admita que se não fosse eu, não pagaria esse apartamento.

Talvez esteja certa, mas é minha casa...

e eu cansei de caras entrando toda hora.

Nem posso convidar alguém. Está sempre fodendo aqui.

Prefiro ser uma puta...

a ficar sentada o dia todo, esperando meu marido voltar.

Chega. Falar com você é como falar com uma parede.

Fui. Vou pra cidade.

Pode ir pra onde quiser...

mas continuará frígida, sem conseguir um pau...

nem implorando nas ruas. Com certeza. Imbecil.

Era assim. Todo dia. Todo dia.

O mesmo. Não era fácil pra mim.

Então decidi lhe mostrar um dia...

que não era frígida e fiz uma burrada.

Percebo isso agora. Mas naquela noite, decidi sair e transar.

- Vou para a academia. - Termine sua Coca.

Não. Engorda, mãe. Sabe disto.

- Não posso acreditar. - E verdade, engorda.

- Quanto devo? - É pra já.

- Duas bebidas são 900. - Certo.

Tem muita grana, mãe.

- Obrigado. - Fique com o troco.

Venham sempre.

Está chato aqui.

- Como vão, rapazes? - Prazer em vê-lo.

- Como vai? - Bem, cara.

- Vamos beber. - Que bom que vieram.

- Olha isso. - Que gata!

Que tetonas!

Se eu ficasse sozinho com ela por uns tempos...

Eu também.

- O que quer tomar? - Champanhe.

- Ganhou na loteria? - Não, estou dura.

Mas isso é caro.

Tenho certeza que algum cliente seu paga pra mim.

São tão duros quanto você.

Alguém quer pagar uma garrafa de champanhe?

Deve estar brincando.

Não se preocupe. Dê-lhe o que quiser.

Paga?

- Claro. Sem problemas. - Tem certeza?

- Champanhe, então. - Otimo.

É das boas. Acredite.

- Essa taça é pra você. - Obrigada.

- É coisa da boa. - Acha que ela toma tudo?

Duvido.

Acho que se vira.

- Obrigada. - Vá devagar.

Pode deixar. À sua saúde.

- Obrigado. - Obrigada pelo champanhe, garotos.

Posso sentar com vocês?

- Claro. - Obrigada.

Fique à vontade.

Bem, obrigada.

- À nossa! - À sua saúde.

Saúde.

Obrigada.

- Olha só... - Ela bebe bem.

Claro, meu bem.

Merda. Está vazia.

Vamos animar isso aqui. Quem quer ser o primeiro?

Minha amiga diz que sou frígida. Acho que não.

- Claro. - Tenho quatro aqui.

Cuidado. Isso.

O que estão esperando?

Nossa, ela animou o pessoal!

Deixe um pouco pro garçom.

Nossa, isso é...

Fode, benzinho.

Continue chupando.

Anda logo, moça. Todos queremos.

Que puta!

Vamos, dê espaço.

Chupa.

Capricha meu bem, está ótimo.

Está demais.

Poucos dias depois, ela me convidou pra casa de Armand...

era seu amante. Eu não sabia nada dele.

Mas depois...

- O que acha da casa? - E linda, garanto.

Convidei uma amiga. É legal. Vai gostar dela.

O nome dela é Silviane. Silviane, este é Jean Claude.

Tenho certeza que serão bons amigos.

É um prazer.

- Mesmo. - Mesmo?

- Vamos dar uma volta. - Fiquem à vontade.

Ele tinha uns 30 anos e era muito bonito e rico.

E eu me apaixonei por ele, que era casado.

E morava numa casa incrível com sua esposa.

Mas viajava muito. E encontrou Louise.

E transou com ela por todos os cantos.

Em cima, embaixo. Em todos os lugares.

Incrível. Mas eu que era louca por ele.

E ele só queria ela.

Sua mãe não ligava muito pra ele.

Para Louise era só sexo e dinheiro.

Adorava a piscina. Lam pra lá e...

Nossa!

Não sei o que aconteceu.

Foi uma loucura.

Ele pediu divórcio, sem saber que ela era casada.

E eu não disse nada para ninguém.

Esse foi o erro. O erro de não dizer nada.

E eu paguei por isso.

E como nenhum suspeitava, passei por um inferno.

Como poderiam suspeitar? Era amiga deles.

Com o passar do tempo, me apaixonei cada vez mais.

Eu o amava tanto, mas ele me ignorava.

E isso complicou as coisas ainda mais pra mim.

E passei por essa tortura um longo tempo.

Não sabe como é amar um homem que...

Espere, vem vindo alguém. Conversaremos amanhã.

O que faz aqui?

Não disse pra ficar longe da Geraldine?

Não pode me dar ordens. Sou sua mãe.

- Parem com isso! - Ela é minha futura esposa!

Querida, está bem?

Sinto muito por isso. Ela não tem esse direito...

mesmo sendo minha mãe.

Pare com isso.

Não. Estou com dor de cabeça.

Com licença.

Está bem?

O que está havendo. Isso parece um inferno.

Cale a boca!

É melhor que se vá, Maria.

Isso está uma merda. Vou assistir televisão.

Cacete!

Que foi? O que está acontecendo?

Tem uma coisa errada e quero saber o que é.

Não agüento que não falem um com o outro.

Nem eu sei o que está havendo.

Pergunte a seu pai. Talvez ele saiba.

Você sabe o que está acontecendo.

Acha que é fácil passar por isso todo dia?

Estou de saco cheio disso. Vou dormir.

Viu o que fez?

Não está sendo justo comigo, nem com ninguém.

Quer me culpar, sabendo que a culpa é sua.

Eu não te entendo.

Parece ser contra o seu filho. E não entendo o que há.

- Não consigo entender. - Você sabe muito bem.

Sabe que o amo muito e só quero ajudá-lo.

Não permito que se apaixone com a 1 puta que chegue.

Entende?

Quero dizer uma coisa.

Michel é um bom rapaz, não merece isso.

Nem a garota, Geraldine.

Lembre que sou mãe dele.

E farei tudo pra que seja feliz.

Deixe-me fazer o que devo. E não se meta, tá?

Espero que tenha razão...

mas lembre que ele é jovem.

Oi, Charles. Está a fim do quê hoje?

Quem são seus amigos?

Achava que vinha ao meu quarto à noite.

Meus amigos vieram jogar pôquer.

Se deixar que eu termine o jogo.

Prometo procurá-la depois, certo?

Se gostam tanto de jogar...

por que não jogamos pôquer de despir?

Olhe só você. Está bem agora?

Estou.

- Dormiu muito? - Sim, obrigada.

Agora não. Não estou a fim, tá?

Algum problema?

Não. Só tenho que ir a uma reunião.

Entenda.

- Bom dia, Silviane. - Bom dia, Geraldine.

- Sente-se. - Obrigada.

Quer café? Já estou no 2. Preciso mesmo.

Não consigo parar de pensar naquilo.

A história é tão perturbadora...

que não consigo dormir, penso nisso o tempo todo.

Lamento, mas precisava contar por Michel...

e por seus futuros filhos.

Tem muita coisa que devo lhe contar sobre seu pai e eu.

Quero saber mais sobre minha mãe biológica...

e meu pai, o correspondente de guerra inglês.

Para mim, ele é o único pai.

Um dia, sua mãe recebeu uma carta...

dizendo que seu marido fora ferido...

por uma dinamite e tinha de ficar no hospital...

e que ela devia ir imediatamente para lá.

Estava lá naquele dia.

Oi, Silviane.

Deve ter se divertido muito ontem. Está muito bem.

- Me conte. - Me diverti.

- Chegou essa carta. - Obrigada.

- Vejamos. - Onde está Jean Claude?

Foi para N. York, para uma reunião de negócios.

Essas viagens são um saco.

E seu marido? Alguma novidade?

Não. Ele também está fora.

Estou me cansando desta situação. Entende?

Gostaria que ele voltasse.

E o que aconteceria com Jean Claude?

Continuaria vendo-o tanto quanto posso.

O que diz?

Mike...

Que foi?

Nossa!

Ele vai conseguir ficar de pé. Ele é forte.

Suas pernas!

Tem de pegar o próximo avião. Vai dar tudo certo.

- Ele está morrendo. - Vai dar tudo certo.

- Ele não vai morrer. - Nossa!

Mas a verdade era que ele corria risco...

e ela tinha de ir para Londres imediatamente.

E como Jean estava em N. York, não tinha como achá-lo...

ela lhe deixou uma carta, explicando a situação.

Mas eu não sabia o que fazer.

Sabia que ele não ligava pra ela, então destruí a carta.

E disse a Jean Claude que ela era casada.

Silviane?

Que foi, Louise?

Pode dar essa carta pra ele? Pra Jean Claude?

Claro.

Preciso ir embora.

Ligue assim que chegar a Londres, tá?

- Tá. - Vai dar tudo certo.

Quando ele voltou, contei que Louise era casada.

E que tinha ido passar o fim de semana com o marido.

Alguém em casa? Silviane? Louise?

- Que bom que está aqui. - Como vai?

Fico contente, Eu voltei!

- Que bom! - É ótimo!

- Louise está lá fora? - Não, ela não está.

Algum problema? O que foi?

Aonde ela está?

Receio ter más notícias.

Devia ter contado antes, mas não pude.

Agora, preciso. Não vai gostar.

Louise é casada. Sinto muito.

Louise é casada? Ela nunca me contou isso.

Só eu sabia. Mas não podia te dizer.

Não acredito nisso.

Para onde foi? Por que partiu assim?

Porque o marido pediu que passasse...

todo o fim de semana em Londres.

Não fique bravo comigo. Não fui eu que te enganei.

Mas sabia de tudo. A culpa é sua.

Que é isso? Me ouça.

Volte, me ouça.

Ele ficou furioso, e eu entendo...

já pedira o divórcio sem saber que Louise era casada.

Partiu, bravo comigo e com resto do mundo.

Naquela noite, começou a vingança.

Que lugar legal!

Vanha cá!

Tenho um trabalho pra você. Algum problema?

Nossa!

Venha cá. Deixe ver suas tetas.

O que você quiser.

Isso é legal.

Não sei o que aconteceu depois disso...

mas ele encheu a cara.

Eu já estava na cama e nem o esperava.

Como pode imaginar, eu não sabia o que fazer.

Que aconteceu? Veja a hora.

Cheguei tarde.

É melhor que durma para sarar a ressaca.

Vou te fazer uma massagem.

Não, me deixe em paz. Estou cansado.

Cansado?

Você não tem jeito.

Boa noite, querido. Vai se sentir melhor de manhã.

Vou tratar disso.

- Sou eu, Silviane. - Como vai?

Não muito bem.

Meu marido piorou e não posso deixá-lo sozinho.

Tenho de cuidar dele.

Mas também estou preocupada com Jean Claude...

porque na carta, disse que viajaria por poucos dias...

mas vou demorar em Londres. Que fazer?

Ele ainda não voltou.

Estou preocupada.

Não se preocupe, vou bolar algo pra satisfazê-lo.

Me dá cobertura?

Certo, certo, não se preocupe. Vou cuidar de tudo.

O mais importante é que seu marido melhore.

Agradeço isso. E uma amiga de verdade.

O que faria sem você?

Arrume uma caneta e papel.

Quero escrever uma carta para Louise. Obrigado.

- Pronto. - Muito obrigado.

- Aceita um café? - Aceito.

Seu café.

Obrigado, Silviane.

- O que quer? - Dê-lhe isso por mim.

É muito importante. Sabe o que quero dizer.

- Dá para ela? - Claro, vou dar pra ela.

Tenho de ir pro exterior por uma semana.

Parto amanhã.

Como sabe, sinto muita falta de Louise.

Desde que ela partiu, estou todo confuso.

- Eu a amo. Entende? - Claro que entendo.

- Sabia que entenderia. - Entendo.

Tenho de ir embora, tá?

Volto em 5 dias.

- Até mais. - Faça uma boa viagem.

- Dê isso a ela. - Não se preocupe.

Uma semana depois ele voltou.

Mas eu lhe disse que ela ainda estava...

com seu marido e que...

não estava nem aí com ele.

Isso o deixou ainda mais furioso.

Foi uma burrice. Percebo isso agora.

Não sei. Cometi tantos erros e paguei caro.

Tentei consertar, mas ele me rejeitou...

porque estava apaixonado por Louise, sua mãe.

Tornou-se deprimido e ia de boate em boate.

Sem saber o que fazer.

Eu vou escolher uma agora. Que acham?

Muito bom. O que vocês acham?

Eu te conheço. Vem aqui a fim disto.

Dá uma espiada.

Eu estou pronto.

Ela está olhando pra mim.

Me deixe em paz, certo?

Desapareça.

Fui.

- Quem é o primeiro, eu? - Tá, eu vou depois.

Amor, vem cá.

Vem cá.

Quero te ver de perto.

Vamos ver por onde começo.

Uma semana depois, ligou querendo voltar.

Eu disse que ele não queria mais vê-la.

Silviane, Jean já voltou?

Já, mas não quer mais te ver.

- Ele lhe disse isso? - Receio que sim.

Posso entender. Fiquei tanto tempo longe.

Sinto muito por você.

- Sem problemas. - Certo. Tchau.

Tem notícias de Louise?

Ligou dizendo que não queria mais vê-lo.

- Por quê? - Não sei.

Não acredito.

Vamos, entre.

Parece cansado.

Venha.

E ele ficou comigo. Nos casamos.

Um mês depois, ela ligou para dizer...

que estava esperando um filho de Jean.

Que fez o marido acreditar que era...

Só queria que soubesse que estou grávida...

mas não se preocupe. E de Jean.

Mas vou convencer meu marido que ele é o pai.

E ele nunca saberá o que houve entre Jean Claude...

e eu e menos ainda que o filho não é dele.

Não se preocupe, tá? Eu sei que ele é feliz.

Dois anos depois recebi outro telefonema...

me contando que tivera uma menina, Geraldine.

Na época, eu estava grávida, também.

Alô. Quem é? Louise, como vai?

Bem.

E eu estou incrivelmente feliz. Estou grávida.

Eu tive uma menina. Geraldine.

Geraldine é um lindo nome.

O meu é menino, vou chamá-lo de Michel.

- Estou feliz por você. - Eu também.

- E devo tudo a você. - Tenho de desligar. Tchau.

Agora entende o que fiz. Foi para proteger meu filho.

Evitando uma desgraça terrível.

Lamento ter sido assim...

mas tinha a obrigação de lhe contar.

Desculpe. Desculpe.

Não pode mais ver o Michel, nem falar com ele.

Isso deve parar.

Entende, não?

Seria um problema se tivessem filhos.

Não concorda?

Um problema sério, como pode imaginar.

Entende?

Não entendo, vou falar com minha mãe.

Faça isso. Fale com sua mãe.

Oi, mãe.

- Oi, querido. - Aonde esteve?

Conversando com Geraldine.

Não lhe disse para não falar com ela?

Espere. Ela que me ligou.

- Ela te ligou? - Sim.

- Tinha algo importante a me dizer. - O que ela tinha a lhe dizer?

Como eu suspeitava, a mãe dela era amiga minha. Estudamos juntas.

De que diabos está falando?

Tem de acreditar, Geraldine é filha de uma amiga minha.

- O quê? - E mais. Ela é casada.

- Ela não te ama. - Não acredito. Me deixe em paz.

Michel, creia por seu próprio bem.

A mãe de Geraldine me contou.

Já não era sem tempo.

Espero sua ligação há duas semanas.

Que cara de pau. Onde esteve?

Fiquei ilhada.

Não te esqueci. Sabe que estou sempre trabalhando.

Me perdoe. Sabe que te amo.

Quero te ver. Sinto saudades.

Posso te ver hoje?

Por que hoje? Implore.

Se quiser me ver hoje, tem de me implorar.

Tá certo. Por favor, venha.

Tudo bem.

- Vem mesmo aqui? - Fala sério?

Estou te esperando.

Nem imagina a falta que senti de você.

E você? Sentiu saudades?

Claro. Mas demorou tanto a ligar que...

eu não sabia o que pensar. Achei que tivesse outra.

Geraldine, querida, oh, meu bem.

Estou tão feliz por revê-la, minha querida.

Que foi, meu bem, está com um problema?

Geraldine, me conte. O que foi?

Conheci um cara e me apaixonei. Seu nome é Michel.

- Mas que há de errado nisso? - O pai dele te engravidou, não foi?

Quem te contou?

Foi ele. Mas isso foi há muitos anos.

Não é você a criança. Entre que eu explico.

Sim, eu tive um caso com Jean Claude por uns anos.

E ele me engravidou, mas você não é aquele bebê.

Seu pai é Stevenson. E ele é inglês.

Lembra daquele acidente terrível nas minas de terra?

Eu estava em Londres.

Foi quando descobri que estava grávida.

Vendo-o no hospital, descobri que o amava...

e não podia ter um filho que não fosse dele.

Então decidi abortar, mas não contei a ninguém...

porque tinha medo do seu pai descobrir.

E não queria magoá-lo. Quando ele saiu do hospital...

retomamos o casamento e depois veio você.

Oh, mãe, você me fez tão feliz!

Coitadinha. Desculpe.

- O que quer? Pare aí. - Vim falar com você.

Vá pra casa. Por que não vai pra casa?

Não quero conversar. Não é bom pra você, nem pra mim.

- Adeus. - Espere!

- Vá pro inferno! - Por favor, abra a porta.

- O que quer de mim? - Abra a porta!

Eu sei de tudo.

Que tem um marido, por exemplo. Certo?

Não tenho marido. Nunca fui casada.

- Precisa acreditar em mim. - Não me importa. Sei tudo.

- Nada é verdade. - Me contaram sua vida.

- Tem um marido e... - Não sou casada, creia-me.

Sua mãe inventou tudo a partir de um erro idiota...

que minha mãe cometeu há anos.

Não acredito. Minha mãe me disse...

Ela inventou.

Sinto muito pelo que fiz.

Sinto muito.

Entre.

Foi o que aconteceu. Essa é toda a história.

Que bom que esclareceu tudo com sua mãe.

- Eu também, creia. - Eu te amo.

Não teremos nunca mais de nos preocupar com nada.

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