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FAROL DE WESTERRODE. Posto do Mar do Norte, Alemanha.
J� tive o bastante disso.
Pode tratar de achar outro ajudante.
Peters, ou�a...
Espere, espere.
Voc� me conhece, Sr. Kleber...
...sou um homem calmo e descontra�do, de f�cil conv�vio.
Mas ele!
O que Kristan fez agora?
Veja s�...
...nas 3 semanas que trabalhei l�, Kristan n�o me disse uma palavra.
Nem uma �nica palavra.
E em um farol!
Que j� � solit�rio o suficiente.
E quando n�o h� uma alma para conversar...
...e voc� n�o ouve sua pr�pria voz por semanas, � como estar enterrado vivo.
Mais um dia e vou acabar t�o louco quanto ele.
Advirto-lhe que voc� deve retornar ao farol at� que eu possa fazer...
...meu relat�rio e nomear outro homem.
Ah, n�o!
Eu n�o voltaria �quela ilha nem por todo o ch� da China.
Tudo bem, Peters, como voc� quiser.
Agora deixei-me ver...
Peters, Peters, sim, aqui.
Aqui est� seu dinheiro.
Eu mereci isso.
Ah, veja agora se n�o estou certo sobre ele ser louco.
Bem...
Voc� afugentou outro bom homem!
O quarto nos �ltimos seis meses.
Qual � o problema com voc�, Kristan?
Por que n�o fala com ningu�m?
N�o tenho nada a dizer.
Bom, o superintendente ter�!
H� uma guerra agora.
Est� quase imposs�vel substituir um homem em qualquer tipo de trabalho.
Posso trabalhar sozinho.
Sim, voc� � louco!
Est� nesse trabalho tempo suficiente para saber que...
...s�o necess�rios dois homens para cuidar do farol.
Agora novamente tenho que tentar encontrar algu�m para lhe ajudar...
...at� que um homem permanente seja indicado.
Esta noite voc� ter� que cuidar do farol sozinho.
Portanto, n�o fique muito b�bado antes de voltar. � tudo.
N�o, minha querida. O porto n�o �...
- Bom dia, Sr. Kristan. - Flores.
Oh, lamento. Estou sem flores na loja h� dias.
Os agricultores costumavam cultiv�-las especialmente para mim, mas n�o mais.
Agora devem cultivar batatas, legumes. O governo insiste. Falta comida.
- Era em mem�ria de sua esposa? - Sim.
Ent�o me permite sugerir uma coroa de sempre-vivas?
Tenho uma linda aqui.
Essas folhas demoram a murchar.
Manter�o sua beleza e frescor por um longo tempo.
- Quanto? - 7 marcos exatos.
Ele me d� arrepios.
Oh, ele nem sempre foi assim.
Lembro-me dele h� 16... N�o, h� uns 18 anos...
Era engenheiro em um navio.
Era um bonito homem tamb�m.
Tinha uma linda esposa.
Mas aquela m�o!
Sim, foi uma coisa terr�vel.
As caldeiras explodiram e destru�ram parte de seu bra�o.
Acho que algo tamb�m explodiu dentro dele.
Claro, pois ele deixou de ser �til no mar.
Por isso lhe deram trabalho no farol.
Voc� a conheceu? A esposa?
Sim, sim. 16 anos atr�s, ela se afogou durante uma tempestade.
Dizem que ele tamb�m estava no navio.
Mas n�o p�de salv�-la.
Talvez n�o soubesse nadar, como alguns marinheiros.
Seja como for, nunca acharam o corpo.
Ent�o por que ele compra flores, se n�o tem um t�mulo onde coloc�-las?
Dizem que ele as joga na �gua...
...perto do lugar onde ele a viu pela �ltima vez.
- Quem � esse? - Wolfe Kristan, um p�ssaro estranho.
- Ol�, Kristan. - Rum.
Lamento, mas ter� que tirar isso antes de eu lhe dar o rum.
� por causa do que ocorreu da �ltima vez que voc� esteve aqui.
Digo-lhe que foi um gancho que fez isso. N�o acredita?
Claro, um gancho de direita!
Veremos qu�o valente ele � agora, sem seu gancho.
N�o � melhor voc� esperar at� ele tomar uns goles?
Talvez voc� esteja certo.
Veja isso.
E isso � apenas o come�o.
Em menos de meia hora ele estar� na segunda garrafa...
...e permanecer� s�brio.
Uma cerveja e um sandu�che, por favor.
"Voc� ser� pego por um bote perto do Farol Westerrode sexta � noite.
Encontre-me no lugar de sempre para saber detalhes.
Mantenha-se encoberto. Voc� est� sendo seguido."
Albers!
Boa tarde, meu caro chefe do porto.
N�o, n�o levante. Eu deveria saber que lhe encontraria aqui.
Estava procurando por mim?
Sim. Veja... Tenho um trabalhinho para voc�.
Mas come�arei a descarregar os barcos de carv�o amanh� para o Sr. Keller.
J� falei com ele.
Est� tudo certo se aceitar este trabalho.
Que tipo de trabalho �?
Ir para o farol de Westerrode amanh� de manh� e...
...ajudar Kristan.
Por uns poucos dias apenas.
Kristan? Pensei que ele j� tinha um ajudante.
Ele desistiu esta tarde.
N�o gostou do trabalho porque Kristan n�o falava com ele.
S� quero que preencha a vaga at� eu achar algu�m permanente.
Bem, n�o conhe�o o velho diabo.
Mas pelo que ouvi falar dele, prefiro deix�-lo em paz.
Seja como for, voc� ter� que ir.
Mas Kristan � mau!
E por eu n�o conhecer o trabalho, ele pode descontar em mim.
Se mais um problema ocorrer, ele ser� expulso do servi�o.
E ele sabe disso. Eu o alertei sobre isso ainda h� pouco.
N�o precisa se preocupar, Albers.
Tudo bem, ent�o.
Mais uma cerveja, hein?
Oh, ele j� est� b�bado.
Se eu lhe disser agora que voc� ir�, ele n�o se lembrar� pela manh�.
Vou lhe dar uma pequena nota.
D�-lhe isto quando chegar l� de manh�, digamos... Em torno das 7h.
A prop�sito, h� bebidas no farol.
- Bem, at� breve, Sr. Kleber. - At� breve, Albers.
Veremos agora o que ele pode fazer.
Lembra-se de mim? Sinbad � meu nome.
Onde deixou o presunto?
Saia! Sabia que daria nisso. � a mesma coisa de sempre quando voc� est� aqui.
Saia, estou dizendo! Volte para a ilha antes que escure�a, ou seja, agora!
Ei!
Ei, voc� a�!
Ali adiante!
Viu uma garota nadando por aqui?
Ela deve ter se afogado. Vamos voltar.
Marta!
Marta?
Marta?
Quem � voc�?
N�o me conhece? Sou Kristan.
Onde estou?
No farol da ilha de Westerrode.
Voc� me trouxe aqui?
Depois de encontr�-la na �gua.
Voc� est� segura agora, Marta.
Meu nome n�o � Marta. Meu nome � Marie.
Marta.
Primeiro verei as luzes do farol.
- Depois lhe trarei um pouco de caf�. - N�o, obrigada.
S� quero descansar. Estou cansada.
- Suas roupas secas, Marta. - Obrigada.
- Boa noite. - Boa noite.
Bom dia.
Devo estar parecendo um fantasma.
� um vestido ador�vel, mas um pouco fora de �poca.
Voc� � a Marta.
Foi como voc� me chamou ontem � noite. Quem � ela?
Ela estava usando este vestido. Ela � Marta?
Minha esposa.
Onde est� ela?
Ela se afogou.
Como voc� ontem, quase se afogou.
H� 16 anos.
Na mesma hora em que eu lhe vi flutuando na �gua.
Agora eu olho para voc�. Parece Marta... Que voltou � vida.
Seus olhos, seu cabelo... Tudo.
Voc� � Marta!
Sinto muito. Se soubesse que este vestido lhe lembraria sua esposa...
...n�o teria o colocado.
Talvez seja melhor tir�-lo.
N�o! N�o! N�o fa�a isso... Ainda n�o.
- Mas isso est� lhe deixando infeliz. - N�o, n�o est�.
S� quero continuar olhando para voc�.
Olhe!
Est�o vindo atr�s de mim!
N�o podem me encontrar aqui!
Entre ali.
- Obrigado. - Lembre-se do que eu lhe disse.
N�o arranje encrenca com o vigia, hein?
N�o esquecerei. At� mais.
Sou Erich Albers. O chefe do porto me enviou para lhe ajudar por uns dias.
Tenho uma nota da parte dele.
Que est� olhando?
Nada. S� conferindo o local.
Voc� ficar� no galp�o.
L� encontrar� o que precisa. Depois volte aqui.
Quem � ele?
- O novo ajudante. - Ele vai ficar aqui?
- S� at� enviarem um permanente. - Oh!
N�o podemos continuar assim.
� melhor lhe dizer quem e o que eu sou...
...e porque estou aqui. - N�o faz diferen�a.
N�o quero que tenha problemas por minha causa.
Ningu�m sabe que voc� est� aqui.
E aquele seu novo ajudante?
Quando voltar para a aldeia, ele ter� que dizer...
...que h� uma mulher morando no farol.
Ele ainda ficar� v�rios dias. Voc� est� segura.
Agrade�o muito por querer me ajudar.
Mas temo que seja in�til.
Bem, por onde come�o?
Tome seu caf� da manh�. Tomarei o meu mais tarde.
- Oh! - Como vai voc� nessa bela tarde?
Por favor, n�o v�.
H� muito tempo e muito espa�o para n�s dois aqui.
- N�o quero interromper seu trabalho. - Esse � o �nico motivo?
Por que... Sim!
Tem certeza que n�o � porque est� com medo do velho Kristan?
Medo? Por que eu teria medo dele?
Bem, n�o sei. � um homem um tanto exc�ntrico.
Viu s�? Voc� n�o sabe.
Tamb�m n�o sei por que ele ainda n�o nos apresentou.
Afinal de contas, somos apenas n�s tr�s aqui na ilha.
Acho que devemos nos conhecer melhor, n�o acha?
Talvez.
Meu nome � Erich Albers.
Voc� � parente de Kristan?
Bem... Eu... Sim.
Sou sua sobrinha.
Visito-o uma ou duas vezes por ano...
...e trago coisas que ele precisa.
Quanto tempo vai ficar aqui?
- N�o sei. - N�o quero ser intrometido...
...s� pergunto por que n�o esperava...
...encontrar algu�m aqui al�m do vigia...
...pelo menos n�o uma garota.
Sua sobrinha subiu aqui e conversamos um pouco. Foi s� isso.
Estou no comando aqui no Westerrode.
Eu dou as ordens e fa�o as regras.
Eu sei. Posso ajudar se...
Fa�a perguntas a ela e voc� vai se arrepender.
Des�a.
Fique de guarda.
Certo.
Eu cuido disso.
Seu turno come�a � meia-noite. � melhor voc� ir dormir agora.
- Boa noite. - Boa noite.
Queria que voc� n�o ficasse contra Albers.
Estive pensando e afinal tomei uma decis�o.
Vou me entregar.
Voc� tem sido muito bom comigo.
E sou-lhe muito grata por isso.
Mas voc� ainda n�o sabe quem sou e do que fujo.
Quando souber � prov�vel que se arrependa de ter me tirado da �gua.
N�o me importo com o que voc� fez.
Mesmo se lhe dissesse que fugi de um campo de concentra��o?
Isso muda tudo, n�o �?
N�o sei o que me fez crer que poderia ir muito longe sem ser apanhada.
Mas quando se est� presa h� meses, como estive...
...quando nada mais resta a n�o ser pensar...
...na sua casa ou na sua fam�lia...
...ent�o voc� tem apenas uma ideia em sua cabe�a...
...como escapar de toda aquela imund�cie e mis�ria...
...n�o importando mais o que aconte�a.
Por favor. Nunca vou desistir de voc�. N�o me importo com o que voc� fez.
Isso � maravilhoso, Kristan...
...mas voc� est� protegendo uma fugitiva.
Voc� n�o sabia disso no come�o, ningu�m poderia culp�-lo.
Mas agora voc� ficaria envolvido em s�rios problemas.
N�o posso permitir isso depois do que voc� fez por mim.
N�o vou lhe deixar ir.
Mas, Kristan...
...esta situa��o n�o pode continuar.
N�o posso ficar aqui. Por v�rias raz�es.
E tamb�m h� Albers.
Sei que ele suspeita de algo.
Quando ele voltar, dir� a todos.
Albers.
E mesmo que n�o o fizesse, voc� mesmo disse que outro homem vir� em breve.
E ser� a mesma coisa novamente.
Kristan, s� h� uma coisa a fazer.
D�-me um tempo. Encontrarei uma solu��o.
N�o.
Leve-me de volta amanh�.
Diga-lhes que me leva de volta porque descobriu quem sou.
Isso vai lhe livrar.
Boa noite, Kristan.
Tudo certo, sou eu, Fletcher.
- Bom lhe ver, Hale. - Obrigado, Fletcher. Igualmente.
Tudo certo?
- Tudo corre bem. - O mesmo comigo.
N�o vi ningu�m da Gestapo ultimamente.
Devem achar que sou o Homem Invis�vel, depois que roubei isso.
- Ent�o as pegou? - Sim.
H� 16 c�pias fotost�ticas.
Mostram o esquema completo.
Voc� sabe o que isso significa para n�s.
Posso bem imaginar.
Este lugar est� cheio de ratos.
R�pido! Que foi planejado?
- Onde voc� est�? - No farol.
N�o me pergunte como fui parar l�. Tive sorte.
Mas isso � perfeito.
O barco chegar� da Holanda amanh� � meia-noite.
Esperar�o por voc� perto do farol, como combinado.
Fique atento. N�o deve haver erros.
Riemers, voc� cobre este lado e a estrada daqui.
- Se tentarem escapar, atire. - Certo.
Voc�s quatro, venham comigo.
- Bem, voc� vai primeiro. - Cuide-se.
Tome um gole por mim quando voltar para casa, seu diabo sortudo.
Voc� pode estar l� a tempo.
Tentarei.
- Boa sorte, Hale. - Adeus.
Muito bem, voc�s dois, onde quer que estejam, saiam com as m�os para cima.
Pegamos-lhes desta vez, ent�o saiam e n�o reajam.
Corra, Tony!
A� est�o!
Cavalheiros, receio que chegaram um pouco tarde.
- Encontrou o outro? - N�o, ele escapou.
Bem, � ele quem est� com as fotografias!
"Kristan, perdoe-me por ir sem lhe agradecer e me despedir. Levo o bote."
Ei, espere um minuto!
- Onde voc� vai? - Solte essa corda.
- Onde voc� vai? - Que diferen�a faz?
Gostaria de saber.
Vou entregar-me � pol�cia.
- E ent�o, soltar� essa corda? - Isso seria idiota da sua parte.
Depois de voc� ter dito na vila...
...que h� uma mulher no farol?
Nada que eu disse na vila se referia a voc�.
Dou-lhe minha palavra.
Isso n�o importa mais, seja como for.
Vamos conversar. Posso lhe ajudar?
Voc� pode: soltando essa corda.
Lamento, n�o posso lhe deixar ir, n�o agora.
� do meu interesse que voc� fique aqui.
Tamb�m � importante que Kristan n�o descubra que sa� da ilha.
Mesmo que voc� o tema, n�o tem nada a temer de mim.
Agora n�o posso lhe contar tudo, confie em mim.
Nada lhe acontecer� enquanto eu estiver aqui.
Por favor, volte ao farol e esque�a o que ocorreu esta noite.
Encontro-lhe daqui a pouco.
Tudo bem.
Toque aqui.
Sabe, por um momento voc� me assustou.
Boa noite.
Boa noite.
Ent�o voc� n�o me abandonou?!
N�o.
Pare, Kristan! Pare com isso!
Voc� nunca vai me deixar. Prometa-me.
N�o sei o que farei.
Estou cansada, Kristan. Boa noite.
Desculpe o atraso.
Isso � tudo.
O chefe do porto, Kleber.
Bom dia, Kleber.
Perd�o por ter lhe tirado da cama t�o cedo.
Mas isso � importante. Sente-se
Voc� esteve na taverna duas noites atr�s?
Duas noites atr�s... Sim. De fato.
Voc� notou um homem que se sentou ao lado da sua mesa? Um estrangeiro?
Sim, acho que notei algu�m.
Pergunto-lhe porque esse estrangeiro � um espi�o ingl�s...
...que nos escapou na noite passada.
Nossa!
Pode me dar uma descri��o desse homem? Pense bem.
Deixe-me ver... Ele era...
- N�o, n�o era... Sim, era. - O qu�?
N�o, n�o era.
Qual a cor do cabelo?
Escuro, eu acho.
O gar�om que o serviu disse-me ter certeza que era loiro.
Ent�o devo estar errado.
Na verdade, n�o prestei muita aten��o nesse homem. Eu estava...
...preocupado com outra coisa.
Em outras palavras, voc� n�o pode garantir nada.
N�o, realmente n�o posso.
Cada um que perguntamos descreve o homem de forma diferente.
Ningu�m tem olhos?
Eu n�o fico... N�o fico encarando as pessoas, a menos que...
- Espere! Albers! - Quem?
Sim, Albers. Ele estava l� antes de mim.
Ele provavelmente viu bem o homem.
E onde posso encontrar esse... Albers?
Est� no farol. Mandei-o para l� como ajudante do vigia por alguns dias.
Muito obrigado, Sr. Kleber.
Espero que voc� esteja certo sobre Albers.
Tenho certeza disso.
Ligue para o cais, quero um barco.
Bom dia.
- Por que n�o limpou isso? - J� o fiz.
Limpe de novo.
Ter� que subir a escada na talha para limpar as janelas.
E lubrifique as polias antes de descer.
Certo.
Fique aqui.
- Quem �? - Sou eu, Kristan.
H� um barco chegando na ilha.
Fique no seu quarto. Verei o que querem.
Certo.
Ol�!
- Albers est� aqui? - No topo do farol.
Quero fazer-lhe algumas perguntas. Diga-lhe que des�a.
Albers!
Albers!
Des�a! A pol�cia quer ver voc�!
- Albers? - Sou eu.
Quero lhe perguntar se se lembra de algu�m que voc� viu na taverna...
...na noite antes de voc� chegar aqui.
Quero que pense bem.
Muita coisa depende das suas respostas.
Tentarei.
Lembra-se de um homem sentado � mesa pr�xima a sua?
- Sozinho. - Sim, lembro-me dele.
Pode descrev�-lo?
Claro.
Prossiga.
Ele devia ter uns 34 anos.
Tinha um bigode loiro.
Tem certeza sobre o bigode?
- Positivo. - Continue.
Vestia um terno cinza e... Uma gravata escura.
E o cabelo? Qual a cor?
Castanho claro.
E a cor dos olhos?
Claros... Azuis ou castanhos.
Ele era robusto?
- Bem... - O peso?
Um momento.
Voc� tem uma boa mem�ria, n�o �, Albers?
Isto �, voc� tem certeza de tudo isso?
Totalmente.
Se sua informa��o levar � pris�o do homem, ser� recompensado.
20 mil marcos.
Isso deve lhe dar uma ideia do quanto o queremos preso.
Posso imaginar.
Quando o pegarmos, voc� ser� avisado.
Espero que consigam.
N�s tamb�m. Outra coisa.
Buscamos o corpo de uma jovem que...
...pulou na �gua h� algumas noites.
Provavelmente afogou-se e foi levada pelas mar�s.
Fique atento a isso.
- Sim. - � tudo.
Que ocorre?
Posso lhe contar tudo, Sr. Oberst.
Voc� falar� quando solicitado.
Ent�o?
Achamo-lo em um dos caminh�es que chegaram agora.
Estava amarrado.
Estive l� desde anteontem.
Sil�ncio!
Continue.
Foi amorda�ado e amarrado com isto.
Por favor, Sr. Oberst. Posso explicar tudo.
Apenas responda minhas perguntas.
- Seja breve e objetivo. - Sim, Sr. Oberst.
Seu nome e local de origem.
Erich Albers.
Sou de Warnsdorff.
Warnsdorff? Fica a 640 quil�metros daqui.
Como foi parar no caminh�o?
Estava a caminho de casa, tomei um atalho entre os armaz�ns...
...quando um homem veio por tr�s e me bateu.
Conseguiu reconhec�-lo?
Nunca o vi antes.
Fique parado! Continue.
Quando voltei a mim estava escuro e senti que me movia.
Tentei soltar minhas m�os e p�s, mas n�o pude.
E a morda�a quase me sufocou at� a morte.
- Tinha algum dinheiro com voc�? - Uns poucos marcos.
Nas minhas cal�as.
N�o era dinheiro que ele queria.
Tem algum inimigo pessoal que busca vingan�a ou algo assim?
Nunca briguei em toda a minha vida.
Estranho.
Diga-me...
...quem poderia identific�-lo na sua cidade?
Algu�m que poderia ser contatado por telefone.
Sr. Kleber.
Ele � o chefe do porto.
Passe-me para Kleber, chefe do porto em Warnsdorff.
Sim. Kleber falando.
Oh, sim, Sr. Oberst.
O qu�?
Seu nome � Erich Albers. Diz que vem de Warnsdorff e que voc� o conhece.
Sim, conhe�o Albers.
Mas ele est� trabalhando no farol de Westerrode.
Tem certeza?
Claro que sim.
Foi visto l� esta manh� pelo chefe da patrulha, Jurgens.
Muito obrigado, senhor chefe do porto.
N�o sei qual � o seu jogo, mas descobriremos em breve.
O Sr. Kleber disse que Albers est� trabalhando no farol de Westerrode.
Est� certo. Quero dizer...
...� onde eu deveria estar.
Voc� mente!
N�o, Sr. Oberst! Digo-lhe a verdade.
Espere!
Tenho uma carta do chefe do porto.
- Eu... Eu a tinha comigo. - � o suficiente.
Tome o trem para Warsdorff e leve este homem com voc�.
Fa�a um relat�rio aos oficiais de l� e deixe-o com eles.
� tudo.
O que faz aqui?
Apenas vendo se o quarto precisa de uma limpeza.
O que Albers significa para voc�?
O que � isso na sua m�o?
Encontrei-as jogadas no ch�o. Queria coloc�-las em seu lugar.
Mostre-me.
S�o de Albers.
- D�-as para mim! - N�o.
Solte-me, Kristan!
Est� me machucando! Solte-me!
Onde as encontrou?
J� lhe disse. Jogadas no ch�o.
- Voc� est� mentindo. - Suponha que eu esteja!
Onde as achou? Diga-me a verdade!
Vou lhe dizer.
S�o minhas.
Escondi-as quando a pol�cia chegou.
- Agora as devolva para mim. - Voc� ainda est� mentindo.
Aquele Albers. Ou seja qual for o seu nome.
Ele � o espi�o que a pol�cia est� procurando.
A pol�cia tamb�m me procura.
Mesmo assim voc� me abrigou.
N�o lhe procuram. Acham que voc� se afogou.
O que est� procurando?
Sua arma! Ele deve ter uma arma.
Voc� ficar� aqui...
...enquanto eu cuido do seu Albers.
N�o, Kristan!
Deixe-me sair, Kristan!
Deixe-me sair! Deixe-me sair!
J� � hora de usar a escada.
Voc� trabalhar� l� no topo.
- Onde est� indo? - Subir.
Vou i��-lo no estropo.
Quero que verifique o guindaste.
Vamos, pegue-o.
Ajeite-se a�.
Pronto.
Albers, cuidado!
Ele tem suas fotografias.
Kristan, espere!
Kristan, espere! Kristan!
N�o, Kristan! N�o!
M�os para cima.
Voc� v� para seu quarto.
Fa�a o que eu lhe disse!
D�-me as fotos antes que eu conte at� 10.
Um.
Dois.
Tr�s.
Quatro.
Cinco.
Seis.
Sete.
Oito.
Muito bem, Kristan! Onde est� voc�?
Wolfe Kristan!
Seu velho pirata! Como vai voc�?
Acabamos de chegar da costa.
N�o sabia que voc� cuidava desta velha tocha at� que lhe vi no registro.
Naturalmente, quis cumpriment�-lo.
Bem-vindo, capit�o Borkmann.
Tenente Giessler.
Wolfe Kristan.
Meu engenheiro chefe durante a Primeira Guerra.
O capit�o Borkmann sempre o teve em alta estima.
Quem � esse homem?
Meu ajudante, capit�o.
Erich Albers, ao seu servi�o, capit�o.
Voc� n�o devia estar na ativa?
Um camarada grande e forte como voc�.
Fui dispensado da ativa por problemas de cora��o.
Cora��o, hein? Quem diria.
Lamento o fato profundamente.
Sente-se, capit�o. Tenente.
Ficaremos apenas um momento. Temos que voltar para o navio.
Como vai ele, capit�o?
Ah, � apenas uma velha banheira de pesca, mas ainda funciona.
Muita coisa ocorrendo por aqui, quero crer.
Desculpe, capit�o...
...n�o posso oferecer uma bebida. N�o temos uma gota aqui no farol.
Aha! Aqui temos!
Consegui com um capit�o ingl�s que levamos a bordo.
� um excelente u�sque.
Depois de voc�.
- Sa�de. - Sa�de.
Pegue. Giessler n�o bebe.
N�o, obrigado, capit�o. Estou trabalhando.
Ah, sim. Esqueci-me disso.
Imagino que a jovem n�o se importar� com um golinho?
Vamos l�, Kristan.
N�s a vimos quando chegamos na ilha.
Algu�m estava vestindo uma saia.
Suponho que n�o era nenhum de voc�s.
Voc� est� certo, capit�o. H� uma jovem aqui.
- Ela � minha noiva. - Sua... Noiva?
Ele nunca esteve em um farol, ent�o est� passando o dia comigo.
Mas os regulamentos o permitem?
Sobretudo em tempos como esse?
Creio que n�o, mas ela insistiu tanto...
...que finalmente Kristan lhe deu permiss�o.
Lev�-la-ei de volta depois do jantar.
Bem, todos j� fomos jovens.
Por que voc� n�o nos apresenta a essa jovem?
N�o vamos mord�-la.
Quero que voc� conhe�a o capit�o Borkmann.
Minha noiva.
Desejo felicidade a ambos.
Obrigada, capit�o.
Sabe que est� violando os regulamentos, minha jovem?
Contudo, o amor � um boa desculpa.
Bem, temos que voltar ao barco.
Adeus, Kristan.
Espero que nos vejamos em breve.
Obrigada.
- A ambos. - Esque�a isso.
Agora que somos amigos e nos entendemos...
...quero o pacote.
Bom trabalho.
O que vai fazer?
Acenda aquela l�mpada e traga-a aqui.
Vamos.
Perfeito.
Vai coloc�-lo l� embaixo?
N�o posso deix�-lo aqui. Algu�m pode vir.
� melhor voc� vir tamb�m. Preciso da luz.
Calma. Tudo ficar� bem.
Olha, voc� est� ferido!
Sim, ele me cortou com o gancho.
N�o pode deixar isso assim.
Suba.
L�.
- Posso fazer isso. - N�o seja bobo.
Ele quis atingir a art�ria com o gancho.
Ele quase lhe mata.
Ele teria me matado l� no estropo se n�o fosse por voc�.
Ainda n�o lhe agradeci por aquilo.
Tamb�m n�o lhe agradeci pelo que voc� fez por mim.
Por voc� e tamb�m por mim.
Por voc� mesmo?
Sim, veja... N�o sou quem supostamente sou.
J� vejo que n�o acreditou na hist�ria de eu ser sobrinha de Kristan.
Mas quanto realmente sabe sobre mim?
Tudo, acho.
Seu nome � Marie Durand, voc� fugiu do campo de concentra��o de Waldau.
- Certo? - Como voc� soube?
Ouvi algo na vila antes de vir aqui...
...e deduzi o resto.
E voc� nada contou �queles dois homens.
Por que colocaria meu pr�prio pesco�o em risco?
Veja, estou fugindo tamb�m.
Voltando para a Inglaterra.
Ent�o voc� � ingl�s?
Sim, Anthony Hale.
Tony, para voc�.
O que faz na Alemanha?
Quero dizer, aqui no farol.
� uma longa hist�ria para contar agora, mas vou lhe dizer uma coisa.
Tudo est� pronto para eu sair � meia-noite.
- Do farol? - Sim, e da Alemanha.
Para a Inglaterra?
Se n�o houver imprevistos, claro.
Gostaria de ir comigo?
- Oh, como? - Voc� tem essa oportunidade.
Ah, e que oportunidade!
Fugir de tudo isso.
Ir para a Inglaterra.
Iremos. Mantenha o �nimo.
Ou�a-me, Kristan. Isso n�o ajudar� voc�.
Voc� ficar� a� at� sairmos da ilha.
O que ser� em breve.
Prometo-lhe que antes de irmos...
...lhe deixarei em condi��es de se libertar.
Marta!
Marta!
Por que n�o olha para mim?
Voc� est� em perigo, Marta. Eu sei disso.
�gua... A �gua ao seu redor!
Voc� n�o quer me ajudar!
Seu esposo... E voc� n�o quer me ajudar!
Acha que sou louco?
Sei que � porque ele � seu amante!
Voc� me traiu! Voc� me enganou!
Impostora!
Tenho que cuidar das luzes.
� melhor pegar seu casaco e vir tamb�m.
� um bom tempo de espera at� a meia-noite.
Venha c�! L�! Aquela luz!
"Adeus".
"Sa�de".
"� noiva e ao noivo".
"Borkmann".
- Borkmann! - Sim.
Muito tocante da parte dele.
Sentir-me-ia melhor se ele decidisse passar a noite longe desta ilha.
E ele n�o parece estar com pressa.
Vamos l�, �nimo.
Est� bem. Continuarei pensando na meia-noite.
Ainda temos 20 minutos.
Conte-me algo sobre voc�.
Como conseguiu fugir da Gestapo e tudo mais?
Foi realmente fant�stico.
Ainda n�o parece muito real para mim.
Quais foram as acusa��es?
Disseram que era espionagem.
Fui est�pida a ponto de bater fotos em uma �rea proibida.
N�o acreditaram no que eu dizia.
Ent�o me prenderam num campo de concentra��o.
Quanto tempo ficou presa l�?
Cerca de tr�s meses.
Ent�o uma noite me escondi no caminh�o que sa�a com provis�es.
Nada mal.
Era a minha chance e aproveitei-a.
Pelo menos at� agora.
Lembre-se... �nimo.
- O chefe do porto, Kleber. - Vim o mais r�pido que pude.
- Albers! Que faz aqui? - J� sei. � mentira, n�o estou aqui.
Um momento!
Tem certeza de que esse homem � Erich Albers?
Sim!
E este � o homem que voc� enviou para o farol?
Sim, � ele.
Eu lhe disse a verdade.
Kristan o conhece pessoalmente?
N�o, senhor.
Ent�o algu�m est� se passando por voc�.
O mesmo homem que lhe atacou usa sua identidade.
Al�! A esta��o de r�dio naval.
Esta��o de r�dio naval. Tenente Gunther falando.
Aqui � Jurgens, da patrulha.
Acho que localizamos o espi�o ingl�s, Anthony Hale.
Hale? Tem certeza?
Sim.
Sim.
Avisarei o capit�o Borkmann por r�dio, para que v� j� � ilha.
- Seu barco est� pronto para partir? - Sim, est�.
Vamos l�. Desta vez nosso amigo n�o escapar�.
Uma mensagem da esta��o portu�ria, senhor.
Vamos voltar ao farol.
- Tudo a estibordo. - Tudo a estibordo.
Noiva e noivo, hein?
Bem, vou lhes dar um presente de casamento.
Est� quase na hora
Meus homens est�o para chegar.
Des�a.
Estarei com voc� assim que verificar a luz de novo.
Est� bem.
Pare! N�o, Kristan, n�o!
Por favor! N�o, Kristan!
Tony! Socorro!
Voc� est� louco! Deixe-me sair daqui!
O que � isso?
� onde voc� vai dormir, Marta.
Ela est� enterrada ali?
Sob as flores.
Ele a matou ali.
Ele a amava mais que tudo no mundo.
E porque n�o suportava que mais algu�m pudesse am�-la, ele...
Voc� n�o sabe o que diz!
Deixe-me ir!
Por favor, Kristan, deixe-me ir.
Nunca vou permitir que voc� se v� de novo.
Agora voc� voltar� ao seu lugar.
- Pare, Kristan! Ou�a-me! - N�o, n�o!
Mesmo estando morta eu sabia que voc� voltaria para me torturar!
J� basta!
Algum sinal dele?
Nenhum.
J� s�o 00:03, ele deve estar por aqui em algum lugar...
Tente circular o farol uma vez.
Pode estar do outro lado.
Olhe!
Algu�m est� tentando sinalizar l� de cima.
"Venha".
"...para..."
"...a ilha".
Est�o sinalizando para algu�m l� do farol.
"Estou... com... problemas... venha... r�pido."
� o ingl�s. Agora sim que est� com problemas.
- Estamos a 8 km. de l�, capit�o. - Certo.
Armas prontas para o farol.
Mirar nas luzes.
E fique de olho no navio inimigo.
Sim, capit�o.
Pronto, senhor!
Fogo!
Olhe!
Ah, Marta!
R�pido.
Fogo!
Legendas: Morgado Forteski
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