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UMA SOBRE A OUTRA
Fa�a-a descansar. Obrigada por me chamar.
Susan teve outra crise de asma.
Estou indo.
Um momento, George.
Isso � mesmo necess�rio?
N�o estou tentando interferir no seu jeito de dirigir a cl�nica.
Sei que � sua e que tem que dirigi-la.
Mas n�o acha que isso est� indo longe demais?
TRANSPLANTE DE CORA��O � PLANEJADO EM CLINICA DE S�O FRANCISCO.
Os jornais est�o sempre cheios de informa��es duvidosas.
Quem sabe um dia faremos um transplante de cora��o aqui.
N�o � t�o improv�vel assim.
Voc� sabe muito bem que essa n�o � a quest�o.
N�o temos planos de fazer transplantes de cora��o.
Esse � mais um de seus truques de publicidade.
Voc� pode n�o perceber isso, George,
mas estamos virando piada no meio da comunidade m�dica.
O Sr. Philip Holden n�o faz parte da comunidade cient�fica.
� um milion�rio de Nevada que � dono de bancos, hot�is, po�os de petr�leo.
Ele leu o artigo e n�o riu.
Em vez disso, ligou-me e pediu um encontro para hoje � noite.
- Isso foi planejado para ele? - Obviamente.
Havia um motivo por tr�s.
Voc� ver�. Conseguiremos o dinheiro que precisamos.
N�o creio que seja s�bio deix�-la, George. Ela teve uma crise s�ria.
Uma das piores que eu j� vi.
Deixei ordens na cl�nica para mandarem uma enfermeira.
E voc� sabe que eu a mandarei embora.
N�o quero ningu�m aqui. Isto est� claro, George?
Se ao menos eu pudesse adiar minha viagem...
Oh, sim, eu esqueci.
A intermin�vel procura por apoio financeiro.
Mantive a cl�nica por tanto tempo, Susan,
e quero continuar assim.
Se parar agora, tudo ir� por �gua abaixo.
Muita coisa j� foi por �gua abaixo.
Acho que voc� quer dizer nosso casamento.
Sempre foi a cl�nica, n�o �?
Eu n�o jogaria a culpa toda na cl�nica.
N�o, a culpa � sua. A cl�nica � apenas uma desculpa.
Se isso te faz se sentir melhor, voc� est� certa.
H� quanto tempo est� conosco?
� s� meu segundo dia, doutor.
� por isso, ent�o, que n�o a vi antes.
Talvez eu deva avis�-la de que minha mulher � um pouco estranha.
Tente conquist�-la, ganhar sua confian�a, entende?
Os rem�dios dela est�o aqui.
Este � o Listofel, para crises de asma.
Mas � muito forte.
Voc� deve ser cuidadosa.
Muito cuidadosa.
Toda noite, antes de dormir, ela toma 20 gotas de Neurosedil.
� um tranquilizante.
� muito importante que voc� n�o confunda os dois.
Durante um ataque de asma, o Neurosedil pode causar asfixia.
Serei cuidadosa, doutor.
Agora vou apresent�-la � minha esposa.
Tente ser paciente com ela.
O Sr. a ama muito.
Claro que sim.
Acenda um cigarro pra mim.
Quando tomou essa decis�o?
Ontem � noite.
Poder�amos ter conversado sobre isso.
N�o acha que j� falamos demais? Nada muda, nunca.
O que passa pela sua cabe�a?
Nada, pelo menos nada de novo.
Levo voc� at� a esta��o de trem.
Como quiser.
N�o posso imagin�-la em San Luis Obispo, como filha arrependida diante do papai.
Pretendo permanecer l�.
Larry concordou em comprar minha parte no neg�cio.
Voc� j� discutiu isso com o Larry?
Voc� deve estar planejando isso j� faz algum tempo.
Claro, que mais eu poderia fazer?
Est� me deixando ou fugindo?
Fugindo? Acho que estou.
Estou apaixonada por voc�.
Se ficar aqui, isso nunca vai terminar.
Voc� realmente quer que acabe?
Sim, quero.
A solu��o seria pedir o div�rcio de Susan.
Como posso fazer isso quando ela est� t�o doente?
O que o faz t�o seguro de que quero me casar com voc�?
Se n�o pensa em casamento, ent�o o que quer?
Um homem s� meu.
Sou do tipo ego�sta.
Vamos nos despedir aqui.
Detesto despedidas chorosas.
S�o rid�culas.
- Como chego a San Luis Obispo? - Tem que ir pelo outro lado.
Obrigado.
O que �?
� o Henry, o dia inteiro ele est� tentando me encontrar.
Diga-me, George, como n�s estamos?
Eu n�o sei.
Vou dizer a voc�.
Um dia sairei daquele trem.
E voc� n�o estar� l� a me esperar.
N�o.
Vamos dar um jeito.
O que houve?
Meu irm�o Henry. Tentou me encontrar o dia inteiro.
O que h� de errado?
� a Susan. Ela est� morta.
Morta?
� tudo t�o distante. Parece que aconteceu em outra vida.
Falei com a enfermeira.
Ela disse que Susan a mandou embora sem nenhuma raz�o.
N�o foi a primeira vez que fez isso. Sentia-se contrariada.
Sinto muito que ela n�o tenha acordado Marta antes de ir embora.
Acho que ela n�o vai voltar para a cl�nica.
Deixe-nos a s�s, George.
Est� procurando alguma coisa?
Um calmante.
Depois de dirigir a noite inteira, meus nervos est�o em frangalhos.
Voc� precisa de algo mais forte do que um calmante.
Doutor.
E a lib�lula?
Ponha na bunda dela.
� poss�vel que Marta n�o soubesse?
Ela n�o iria esperar um m�s pra me dizer.
Ela encontrou a ap�lice hoje, numa gaveta.
N�o sei porque tanta confus�o, George.
Pra mim...
parece que isso foi uma coisa boa.
Ela te deixou um seguro de 2 milh�es de d�lares.
E voc� est� reclamando?
Vire, role.
Mulheres s�o imprevis�veis, George.
N�o sabia disso?
Vire-se, querida.
Mas me fazer o �nico benefici�rio de de uma ap�lice de seguro de 2 milh�es?
Isso � mesmo imprevis�vel.
Ela fez isso e � o que importa.
Fa�a cara de horror.
Entendo que esteja chocado. Algo assim faz a cabe�a girar.
Se fosse eu, apenas agradeceria a Deus.
Agrade�a a Deus, irm�o.
Voc� n�o entende. Ela sempre me odiou.
Acho que ela me culpava por estar vivo, enquanto ela estava doente.
Mal convers�vamos.
E piorou.
Ela se trancava no quarto por dias.
Sim, eu soube que ela n�o deixava ningu�m subir.
Quando isso acontecia, s� Marta e eu poder�amos subir.
Doutor. Telefonema para voc�, Dr. Dumurr�er.
Obrigado.
Al�.
Um momento.
� a companhia de empr�stimos. Querem falar com voc�.
Tudo bem. N�o h� nada mais nada a temer.
Dr. Dumurrier falando.
Voc�s ter�o o dinheiro, todo ele. Sim, dentro de uma semana.
J� disse que ter�o seu dinheiro!
O dinheiro do seguro vai acertar sua vida financeiramente.
H� algo de estranho com essa ap�lice.
Voc� n�o sabia de nada, George?
N�o, n�o sabia.
Absolutamente nada, Henry.
- A conta, por favor. - Sim, senhor.
Era Henry. Precisam de mim l� na cl�nica.
Voc� se importa se eu deix�-la sozinha?
Mas George, como Henry o achou? Estamos aqui por acaso.
� verdade. Tenho que perguntar a ele.
Sim, fa�a isso.
Engra�ado, pra mim, aqui n�o parece ser a cl�nica.
Sente-se, George.
Este lugar deve ficar cheio pelo menos duas vezes por semana.
N�o tenho cigarros.
Parece que vamos nos divertir aqui.
Por que voc� n�o pergunta o nome dela?
Pra qu�?
Curiosidade.
Monica Weston.
Voc� a conhece?
Eu Ihe fiz uma pergunta!
N�o, n�o a conhe�o.
Recebi um telefonema an�nimo no restaurante.
Me disseram para olhar atr�s da coluna.
Olhei e vi a propaganda.
Que propaganda?
Deste lugar, e ali estava ela.
Havia uma foto dela?
Sim, vi que havia uma certa semelhan�a com Susan
mas, pessoalmente, � assustador.
Sim, � inacredit�vel.
Por que veio aqui sozinho?
N�o sei. � tudo muito estranho.
Este est� bom?
Sim.
Voc� pediu champanhe. � minha bebida.
Vieram a Frisco para uma visita � cidade do pecado?
N�o, somos de San Francisco.
Oh, isso pode ser at� mais agrad�vel.
Vieram para alguma sacanagem
ou algum arranjo especial!
Gosto da sua garota.
Ela � muito... feminina.
Sabe, querido? �s vezes, topo alguma coisa fora do habitual.
Diga o que querem e eu digo se topo a brincadeira ou n�o.
N�o era isso que voc�s tinham em mente?
N�o. S� quer�amos beber champanhe com voc�.
Ok, ent�o vamos beber!
Ok, do que se trata aqui?
Por que ficam me encarando desse jeito?
Bem, pra mim chega.
Foi um prazer conhec�-la.
Voc�s dois s�o bem esquisitos.
Voc� reparou nos olhos verdes?
Sim, reparei.
Susan tinha olhos castanhos.
Al�?
Como conseguiu meu n�mero de telefone?
Comprei! Por $150!
Valeu o pre�o?
E o que exatamente voc� quer de mim?
Onde fica seu apartamento?
Ver� quando chegarmos l�.
Espero que n�o tenha se importado de ficar sozinho alguns minutos.
Quis vestir algo bonito.
Acho que sexo tem que ser elegante, embora simples.
Voc� sabe, eu e voc�.
Nada elaborado.
Voc� n�o faz sexo a tr�s, � isso?
Depende do dinheiro.
Olhe ao redor, cara.
Isso aqui custa caro.
Voc� gosta desta lingerie? Linda, n�o?
Me pagam bem.
Vejo que sim.
Voc� n�o parece o tipo de cara que
algum dia teve problemas de dinheiro.
Pode-se dizer que sou rico o bastante para fazer qualquer coisa.
Qualquer coisa est�pida que me passar pela cabe�a.
Que sorte pra voc�.
Como estou fazendo agora.
Isso devia ser considerado um elogio?
Por vezes as coisas mais est�pidas nos d�o grande prazer.
Ou�a, cara, n�o sou fil�sofa.
Voc� deve me explicar as coisas melhor do que isso.
Esquece, n�o vale a pena explicar.
Ou�a, querido. N�o pense tanto.
Tire a roupa.
Amante calado. Voc� nunca diz nada.
Suponho ser melhor do que algu�m que fale o tempo todo.
Por qu�? Faz mal pra voc�?
Nunca fumei. N�o gosto.
Sabe? Quem tem asma n�o pode fumar.
Que bom. Visitas? Atenda, por favor.
Assim?
E eu? Por favor, querido.
Oi, Monica, querida. Se importa se eu pegar minhas gotas?
N�o tenho dormido direito nas �ltimas noites.
- Qual delas? - Aquelas que te dei na semana passada.
- Aposto que nem usou. - Oh, aquelas!
Usei, sim.
Voc� dormiu?
Devem estar a�. Procure por a�.
� isso o que procura?
Sim, s�o minhas, obrigada.
O que acontece com esse cara, Monica?
Uma garota pode ter nervos delicados. Isso faz dela uma louca.
Estou rindo por que eu � que sou o louco!
N�o vou discutir isso. Ele normalmente � calmo.
Mas dif�cil de entender. Acho que � melhor assim.
Atenda.
Atenda, por favor.
Al�?
Sim, al�?
Al�?
Al�?
Monica Weston, por favor?
Gostaria de falar com Monica Weston.
Quem �?
Al�?
Quem?
Carol? Carol Timmons?
N�o, deve ter discado o n�mero errado.
Sim, sou Monica Weston.
N�o, n�o conhe�o ningu�m com esse nome.
Idiota.
Carol Timmons.
N�o conhe�o nenhuma Carol Timmons.
E Jane Blicker?
Jane quem?
Blicker.
Nem ela, tampouco.
Essa est� boa, Larry.
- Por que liguei para ela? Adivinhe. - N�o quero adivinhar.
- Quero saber o porqu�. - Ok, eu Ihe digo.
Volte para o 3.
Tive essa ideia louca de que Susan se finge de Monica.
Essa e a outra.
Pelo menos � uma possibilidade.
Isso n�o explica seu telefonema.
Claro que sim. Imagine que voc� esteja fingindo que � outra pessoa.
Essa era uma das possibilidades.
E eu te ligo dando um nome falso.
Voc� deve fingir que n�o me conhece. Ou arriscar ser descoberta.
Foi o que fiz com Monica.
Se voc� fosse Susan, teria ca�do na armadilha, certo?
Pode ser.
Agora � a sua vez, George.
Tenho a intui��o de que foi v�-la para fazer seu pr�prio experimento.
Ei, Jane. Que tal esta aqui?
Linda, n�o?
�tima n�o? Acho que � perfeita.
Acho que ela � um pouco dura.
- Como assim? - Os olhos dela, n�o sei bem.
Espere! Volte uma!
Gosta dela? Isso � s� o rosto.
A melhor parte est� aqui embaixo.
Ela me parece conhecida.
Acho que j� a vi em algum lugar.
EMPRESA DE SEGUROS
Como Ihe disse, estive prestes a desistir.
Tenho seguido esse Dumurrier h� dias
e n�o encontrei nada.
Nunca vi algu�m mais correto.
Nada suspeito.
Do que se trata agora?
D� uma olhada nisto.
Essa � a esposa, Susan Dumurrier.
Prischet!
Foi tirada h� alguns anos atr�s.
- Agora olhe bem esta. Percebe algo? - S� o cabelo.
O cabelo � loiro nesta. E da�?
A loira n�o � a Sra. Dumurrier.
E est� bem viva.
Seu nome � Monica Weston. � uma stripper.
Parecem ser a mesma pessoa.
Senhores, ela n�o s� est� bem viva
como ela e o Dr. Dumurrier, podemos dizer, s�o muito �ntimos.
� coincid�ncia demais.
� exatamente o que eu acho.
E suspeito
que nossos amigos na pol�cia v�o chegar � mesma conclus�o.
Muito bem. � isso a�.
Vamos l�.
Algu�m vai me dizer por que me trouxeram aqui?
N�o sei, senhora. S� cumpro ordens.
As damas primeiro.
Est� procurando por Monica Weston?
Sim.
- Quem � voc�? - Pol�cia.
O que est� fazendo aqui?
O que houve com Monica?
Nada, ela est� bem.
Foi levada � delegacia para interrogat�rio, s� isso.
Por que est�o vasculhando o apartamento dela?
Olhe, Monica est� encrencada? Diga-me o que houve.
Talvez eu possa ajud�-la.
O melhor agora � voc� ir embora.
Mas tenho que ajud�-la.
Se manda.
Pelo menos me digam o que procuram.
Isso eu tamb�m gostaria de saber.
V� alguma coisa?
Sim, um monte de manchas e rabiscos.
N�mero 3.
E neste?
N�o.
N�mero 5.
- Espere, aquilo parece um S. - Certo. E um U, outro S, um A e um N.
Susan. Agora pode ver?
N�mero 6.
Acho que aqui voc� pode ver mais facilmente. Est� bem claro.
Susan Dumurrier.
Desligue o projetor.
Estarei na porta ao lado fazendo meu relat�rio.
Onde voc� achou isso?
No apartamento de Monica Weston.
Numa gaveta.
Uma prova como essa pode dar cinco anos.
Sim.
Prova que ela estava praticando a assinatura de Susan Dumurrier.
A culpa n�o � minha.
Betty me falou...
que aquela mulher estava muito doente.
E que logo viria a morrer.
E que ela tinha uma doen�a incur�vel.
Que ningu�m se importaria caso ela morresse ou n�o.
Ningu�m al�m da companhia de seguros.
Eles tinham uma ap�lice de 1 milh�o no nome dela.
� muito dinheiro.
De fato.
D�-me o contato do promotor.
Bem, temos a confiss�o.
Ela diz que uma tal de Betty a procurou.
Ela a descreve como alta e elegante,
por volta dos 40 anos...
Sempre que ela a encontrava estava s�.
E sempre com um estilo e cabelo diferentes quando se encontravam.
Ela acha que era peruca.
- E s� Betty, sem sobrenome. - Exato, e sem endere�o.
S� o telefonema e s� se encontravam na cidade.
E deu 20.000 d�lares a ela.
Ap�s ela assinar a ap�lice como Susan Dumurrier,
a tal Betty a pagou.
Em dinheiro. Ent�o desapareceu.
Sim, como um fantasma.
E o Dr. Dumurrier?
Ele � o �nico que ganha algo com a morte da esposa.
A prop�sito, qual foi a causa da morte dela?
Crise de asma.
Sofreu asfixia durante uma crise.
Ela tinha outras doen�as?
Nada que a gente saiba.
N�o, obrigado.
Que estranho, asma n�o costuma ser fatal.
Exceto em casos de asfixia, considerados raros.
Dumurrier � m�dico. Deveria estar a par do tratamento.
� uma tremenda coincid�ncia.
Voc� disse que jamais conheceu Monia Weston, mas ent�o...
J� Ihe disse como nos conhecemos.
Sim, o telefonema misterioso, correto?
N�o acredita em mim?
Para ser sincero, doutor...
A partir do momento em que reunimos as informa��es,
voc� come�ou a ter uma imagina��o bem f�rtil.
Se eu tivesse inventado algo,
certamente viria com algo mais cr�vel.
Passa pela sua cabe�a a possibilidade de sua esposa...
pode ter sido assassinada?
Quem pensaria em algo assim?
Eu pensaria.
E o promotor pensa em algo assim.
Lamentamos, doutor, mas exumamos o corpo da sua esposa.
Sinto muito, senhora, mas �s vezes a lei exige isso.
� ela, � ela. Deixe-a descansar em paz.
Ent�o?
� uma subst�ncia qu�mica. Quando aplicada em grandes doses,
pode provocar asfixia.
Quando sua amiga Betty Ihe disse que a Sra. Dumurrier
estava muito doente e iria morrer logo,
voc� acreditou, n�o �?
Jamais suspeitou que algu�m
estava a ajudando a morrer?
Srta. Weston, voc� deve saber que o c�mplice de um crime
� t�o culpado quanto quem o cometeu.
Agora temos certeza de que a Sra. Dumurrier morreu envenenada.
E acho que voc� est� envolvida.
Deve saber que a Corte ser� condescendente com quem oferecer evid�ncias.
Aconselho-a fortemente a fazer isso.
J� Ihe disse tudo o que sei.
N�o acredito em voc�.
H� algo em sua hist�ria que ainda me incomoda.
Se o Dr. Dumurrier usava essa Betty como intermedi�ria,
por que ele se encontrou com voc� naquela noite, no Roaring 20?
Voc� acha que a Betty n�o existe e que sou c�mplice dele, n�o �?
� exatamente o que penso.
Est� bem.
Vou Ihe contar toda a hist�ria.
Voc�s n�o s�o bons para encontrar coisas, n�o �?
Voc� n�o nos disse que t�nhamos que desmontar o lugar!
Eu tamb�m n�o achava que tivesse.
Leve para o laborat�rio. Pode ajudar a esclarecer as coisas.
OK. Fa�a o que acha que deve fazer.
Est� �timo
Est� �timo. Que slides?
Aqueles que voc� estava projetando quando George estava l�.
Lembra que ele disse que achava que a conhecia?
- Outra pose. - Temos que ach�-la.
Quem temos que achar?
A garota. Ela n�o era modelo. Voc� a pegou em algum lugar. Lembra?
Oh, a prostituta?
Oh, sim. Um instante, querida.
Ela fazia um n�mero num clube, aqui.
E ao mesmo tempo era prostituta.
Isso foi h� cerca de um ano.
Ela estava na casa de George aquela noite.
A noite em que a mulher dele morreu.
Por isso que ele se lembra dela.
Ela era a enfermeira!
Sim, tudo bem.
Sim...
Sim...
Um c�o...
Sargento Rodriguez?
Um poodle negro.
Gostaria de pagar a fian�a de Monica Weston.
Ela saiu h� pouco.
Com um jornal na boca?
Podemos encontrar o c�o, mas n�o o jornal.
- Quem pagou a fian�a? - Por que Ihe interessa?
N�o, senhora. O sexo do c�o n�o � importante.
Mas Sargento...
Desculpe, Sargento.
� uma fian�a de 3.000 d�lares.
N�o sabe quanto dif�cil foi para mim...
reunir tal quantia.
Ent�o fique feliz que ainda tem o dinheiro.
Sim, continuo a ouvir.
Sim, pode ligar a cada dez minutos.
Mandaremos todas as viaturas de S�o Francisco em busca do seu c�o.
Sim.
� o restaurante Belle Epoque, Boulevard Saint Germain, 142.
Falo com voc� depois.
Voc� � um menino malvado, Benjamin.
Agora voc� tem um amante franc�s?
N�o vamos come�ar tudo outra vez!
J� tenho bastantes problemas. Se voc� soubesse...
Acabo de vir da pol�cia. Queria pagar sua fian�a.
Ah, Benjamin, voc� perdeu a cabe�a? Voc� n�o tem essa grana!
Agora tenho certeza de que voc� tem um amante.
Sim, voc� est� certo!
Tenho um amante que me ama mais do que voc�.
Mas tamb�m � uma mulher.
Sou eu.
$3000 d�lares � muito dinheiro.
Talvez eu seja rica.
O que voc� realmente sabe a meu respeito?
Benjamin. Sinto muito.
Voc� nunca devia ter me encontrado.
Mas encontrei e agora � tarde demais para mim.
Mas n�o para mim!
Estou cansada de voc� e do seu ci�me!
N�o tenho ci�mes.
Pouco me importa se voc� tem uma centena de homens.
� quando � s� um, sei que tudo acabou para mim.
Cedo ou tarde todos eles terminam.
N�o com a gente.
Com a gente nunca vai terminar porque pe�o pouco.
S� estar aqui
com voc�, de vez em quando.
Quando voc� quiser.
Isso significa tudo para mim. Se me negar isso,
para mim a vida acabou.
E a�, voc� vai me matar?
Sim.
Vou mat�-la.
Por que voc� n�o vai embora?
Monica?
V� embora.
Ent�o?
Sim, nada mau!
Obrigada.
Jane, estamos prontos!
Jane, vamos l�, estamos prontos.
Ela � minha s�cia.
Ela � �tima. Se gostar da modelo, ela mesma fotografa.
A� est� ela.
O que acha?
�tima. Eu fa�o essas.
Bem, garotas. Vou ver um desenho do Mickey Mouse.
Tchau.
Voc� n�o me reconhece?
Sim, mas n�o h� raz�o para espalhar isso.
Voc� era mais provocativa l� no Roaring 20.
Pode me chamar de Jane.
L� as coisas s�o diferentes, Jane.
Ele sempre assiste o Mickey Mouse?
N�o, s� quando eu Ihe pe�o.
Estou bem?
Voc� � perfeita.
Devo apagar as luzes?
Seu s�cio me disse que era para posar para ele.
Voc� n�o pode fazer mais do que posar?
Sim, mais vai te custar mais caro.
Isso n�o � problema, querida.
Posso desligar se isso a incomoda.
Por que iria me incomodar?
Quem � ela?
� uma dan�arina acrob�tica. O nome dela � Elizabeth O'Neal.
Mas voc� deve t�-la chamado de Liz.
Como a maioria de seus amigos fazia. Voc�s eram amigas.
N�o a conhe�o.
Voc�s trabalharam juntas no Carol Dozen, em setembro passado.
Isso para n�s � um fato.
O resto recolhemos aqui e ali.
Que resto?
Rumores.
Que um amigo meu ouviu num certo nightclub.
Est� bem, desligue.
Gostaria de encontrar essa garota.
Ela deixou Frisco h� algum tempo atr�s.
Se sabe onde ela est�, deve me dizer.
Era isso o que queria de mim?
Entre outras coisas!
Pago quanto voc� quiser pela informa��o.
Voc�s encenaram isso?
Pensei que os jornais exageravam
quando falavam de suas intrigas astuciosas.
Muito do que escreveram sobre mim � verdade, exceto uma coisa.
Eu n�o matei minha mulher.
E para prov�-lo, preciso encontrar Elizabeth O'Neil.
Ela n�o sabe nada a respeito disso.
Sim, sabe, e voc� sabe disso.
Voc� sabe muito mais do que contou � pol�cia.
Eu contei a eles tudo que sabia.
Voc� jamais acreditaria quanto.
L� em cima.
Ok, n�s a encontraremos.
Elizabeth O'Neil, dan�arina acrob�tica e enfermeira.
Voc� n�o acredita em mim.
Mostre a foto � minha cunhada ou na cl�nica.
Estou certo de que algu�m ir� reconhec�-la.
� prov�vel que essa enfermeira deu veneno � sua mulher enquanto voc� estava longe.
Seu problema, Dr., ser� tentar convencer o j�ri
de que ela n�o estava agindo a seu mando.
E voc� est� convencido disso, n�o �?
Tudo o que sei � que as tr�s mulheres envolvidas nesse caso,
Betty, Monica e agora essa enfermeira dan�arina,
n�o tinham motivo real para matar sua esposa.
Voc� era o �nico que tinha, Dr.
Voc� � o benefici�rio do seguro. Esse � um excelente motivo.
Sim, mas isso n�o prova que eu a matei.
N�o, n�o prova.
Diga-me uma coisa, Dr.
N�o acha que quem aceita chantagem seja culpado de alguma coisa?
Chantagem?
Sim! A Srta. Weston confessou.
Ela me disse por que o chamou para ir ao Roaring 20 naquela noite.
N�o, n�o foi ela.
Era Monica Weston.
Ela o chamou e voc� foi correndo.
E no dia seguinte ela estava $10.000 d�lares mais rica.
N�o, eu nunca Ihe dei dinheiro.
Dr., n�s o encontramos! Estava neste envelope!
Encontramos digitais na parte superior do envelope. Estamos examinando.
Se por acaso forem suas,
temo que ser� a c�mara de g�s para o senhor, Dr.
A garota � a chave de tudo. Acha que ela cooperar�?
- Se n�o tiver sido assassinada... - Ah, seria ruim.
Sim, muito ruim.
N�o, n�o pode ser.
Ela n�o pode ter me deixado.
Ela n�o pode...
Tenho que lutar!
Ela tem que ter deixado um bilhete.
- Sr. Benjamim... - Em algum lugar...
Sr. Benjamim...
N�o me mandem embora. Ainda n�o terminei de procurar.
Mas sabe que n�o pode fazer isso, agora d�-me a chave.
- A chave? - Sim.
Devemos interrog�-lo?
Ele n�o contar� nada, uma vez que voc� arruinou a vida dele.
Isso pode ser divertido.
Se a tal Monica Weston saiu de cena, chamemos o FBI.
At� a Interpol se for preciso.
Em que pr�dio fica o corredor da morte?
Posso saber seu nome, por favor?
Dumurrier.
O senhor est� carregando filmes, c�meras, r�dios?
N�o.
- Ent�o pode passar. - Obrigado.
Sempre em frente.
Pedi-Ihes para nos deixar a s�s por alguns minutos.
Acredito que dois irm�os t�m direito a conversar em particular.
Pelo menos isso.
Temo que n�o haja muito a dizer.
Jane sabe cuidar de si mesma
e n�o tenho filhos para voc� cuidar.
Eu sei. A cl�nica era sua vida.
- Eu n�o conseguiria a manter s�. - N�o...
Na verdade, tenho que vend�-la para pagar a companhia de seguros.
Entretanto, o dinheiro fez voc� saldar as d�vidas da cl�nica
e podemos esperar um bom lucro com a venda.
Dinheiro de seguro � como obter um empr�stimo sem pagar juros.
Os juros desse empr�stimo pagarei com minha vida!
Eu sei que voc� � inocente...
mais vai morrer assim mesmo.
E eu herdarei a cl�nica.
Esse � um fato de que ningu�m se deu conta.
Est�o convencidos de sua culpa
por causa da ap�lice de seguros.
Ningu�m pensou nas vantagens que
eu teria com sua morte.
Eu, seu irm�o e herdeiro,
percebi que seria arriscado mat�-lo eu mesmo.
Ent�o dei um jeito para que o Estado fizesse isso.
Henry, o que voc� est� dizendo?
Voc� ainda n�o entendeu, George?
Sou eu, seu irm�o,
quem o est� enviando para a c�mara de g�s.
Voc�... Voc� matou Susan.
N�o, ningu�m a matou.
Ela est� viva, na verdade est� t�o viva como voc� e eu.
Viva como voc�, pelo menos at� amanha de manh�.
Acalme-se, George. Acalme-se.
N�o quer sentar e ouvir o resto da hist�ria?
Sen�o, tenho que dizer a eles que voc� ficou incontrol�vel.
Mas eu vi Susan morta. Eu vi.
Tente se lembrar, George. Quanto tempo voc� ficou naquele quarto?
Voc� estava muito cansado naquela noite e tinha medo de n�o conseguir dormir.
Estava procurando um calmante
e eu Ihe dei p�lulas para dormir, em vez disso.
� claro que algu�m devia ser enterrada no lugar dela.
E o desaparecimento de Elizabeth O'Neil jamais seria notado.
Certamente, o homem da funer�ria n�o conhecia a fisionomia de Susan
e, quando voc� viu o corpo no necrot�rio,
j� estava em grande decomposi��o para ser reconhecido.
Ent�o, Marta devia saber!
Marta faria qualquer coisa por Susan.
E ela nunca gostou muito de voc�, mesmo.
O que voc� n�o sabia era que o amante de sua mulher era eu.
Durante muitos anos. Agora devo Ihe contar por que fizemos tudo isso.
Veja.
O problema n�o podia ser resolvido simplesmente com uma a��o de div�rcio.
Para fazer isso, ter�amos que come�ar do nada em outro lugar, sem um tost�o,
uma vez que o testamento da nossa fam�lia
deixou a cl�nica para voc�.
Eu tinha que esperar a oportunidade, mas certamente n�o ia come�ar a vida
sem o dinheiro que por direito era meu.
E voc� conhece Susan. Ela precisa de dinheiro para ser feliz.
Voc� estava muito envolvido com a cl�nica. Por isso perdeu-a para mim.
Eu sempre a amei, George.
Mas ela o escolheu porque voc� tinha o dinheiro.
Agora voc� pode ver por que eu sempre o odiei.
Isso n�o � �dio. � loucura.
Mas uma loucura brilhante.
Mesmo voc� deve admitir que Ihe preparamos uma armadilha perfeita.
Cada movimento foi calculado com precis�o
e executado com perfei��o.
N�o foi dif�cil criar Monica Weston.
Susan � jovem e strippers est�o sempre mudando,
n�o ficam mais de um m�s no mesmo lugar.
Suas constantes viagens nos deram o tempo para criar Monica
e Ihe dar vida.
Na verdade, ela virou um sucesso aqui em San Francisco.
Sendo uma striper, ela p�de conquistar a confian�a de algu�m como Betty
que, � claro, nunca existiu.
Monica foi perfeita em tudo.
Ningu�m suspeitou de nada al�m
do que quer�amos que acreditassem.
Mesmo quando fingia seus ataques de asma?
Qualquer um podia fingir isso com voc�.
Voc� nunca foi um grande m�dico.
Agora entendo por que ela se trancava no quarto por longos per�odos.
Tudo foi calculado, at� mesmo os erros no papel escondido na gaveta.
E o envelope cheio de dinheiro, com suas digitais nele,
foi o toque final.
Eu disse que sempre te odiei, George.
Tanto que n�o poderia deix�-lo ir para a c�mara de g�s
sem Ihe dizer que fui eu que o coloquei l�.
N�o acha que vou tentar me defender?
Claro, claro. Rimos muito disso, tamb�m.
Voc�, provavelmente, vai conseguir um dia de adiamento na execu��o,
o que vai apenas prolongar sua agonia.
Seu advogado ir� lutar para salv�-lo
e voc� ter� falsas esperan�as.
E elas s�o falsas, George.
Voc� deve saber que seu julgamento
trouxe a p�blico, devo dizer, sua febril imagina��o.
Todos na Calif�rnia sabem de suas curas milagrosas
e de seus falsos transplantes de cora��o
que inventou para fazer publicidade da cl�nica. Ent�o � natural
imaginar que voc� inventou essa hist�ria para salvar sua vida.
Acho que voc� est� acabado, George.
O �ltimo boletim n�o fornece detalhes al�m do fato de que Arthur Mitchel,
advogado de Dumurrier, tentou adiar a execu��o por 24 horas.
Quando perguntados, os oficiais da pris�o me disseram que isso
n�o � incomum em caso de assassinato.
O caso Dumurrier chamou a aten��o da na��o
durante o longo per�odo de julgamento
e quando o veredito de c�mara de g�s foi anunciado,
uma revis�o da pena capital foi pedida por grupos de press�o.
Durante as pr�ximas 24 horas, o governador ir� decidir
se existe raz�o para mais adiamentos.
Se o adiamento for concedido, isso pode levar a um novo julgamento.
Sen�o, a execu��o ter� lugar depois de amanh� �s 10 horas.
Ent�o o senhor tenta criar um novo caso Chessman?
Todo mundo sabe que o Sr. � um expert em casos assim.
De acordo com seu racioc�nio, o estado da Calif�rnia
deve manter George Dumurrier vivo,
gastando grandes somas de dinheiro
e indo contra a opini�o p�blica,
at� localizarmos essa Monica Weston
e verificar se ela tem olhos verdes ou castanhos?
Em principio � isso, n�o �?
Sim, ou pelo menos tentar prender Henry Dumurrier.
E se fizermos isso, que provas tem para incrimin�-lo?
Assumindo, � claro, que sua hist�ria � verdadeira,
voc�, realmente, acha que ele iria confessar?
N�o, ele provavelmente dir� que seu irm�o est� louco.
Ou dir� que ele est� inventando tudo para salvar a pr�pria vida.
Tudo bem. Ele diria isso at� se fosse culpado.
Bem, por que ent�o Henry desapareceu assim?
Para Ihe dar tempo de vir me dizer tal teoria curiosa.
Suponha que Henry e George planejaram tudo isso.
N�o h� risco algum.
Henry s� precisaria se esconder por um tempo.
N�o � risco demais para um familiar?
Voc� acha que foi o Henry?
� uma mera hip�tese,
mas seria mais plaus�vel com o nome de George Dumurrier.
Se for verdade, � um oportunismo muito c�nico e perigoso.
que n�o seria bem aceito pela opini�o p�blica, creio.
A sua teoria inverte as posi��es.
O condenado � inocente e a v�tima � culpada.
Se expormos sua tese em p�blico,
ter�amos um processo de difama��o vindo da irm� da falecida.
Sim, � muito verdade, se assumir que � oportunismo.
Aqui.
O �nus da prova...
� seu, temo dizer.
O Governador Ihe concedeu 24 horas.
E a pol�cia estar� � sua disposi��o.
N�o podemos fazer mais do que isso.
Se n�o estava sozinho, como soube que ela estava l�?
Porque, quando a Srta. Marta subiu, ouvimos eles conversando.
Recuso-me a ser interrogada.
Ser� uma ofensa � mem�ria de minha irm� eu me submeter a isso.
Quando voc� viu a Sra. Dumurrier, ela estava realmente morta?
Era ela, mesmo, no caix�o?
Sim, senhor, eu vi.
Percebeu alguma coisa diferente?
Percebi o qu�?
Como posso saber?
Alguma coisa. Qualquer coisa!
Alguma novidade?
Quem quer que fique com voc� esta noite?
- Isso significa que... - N�o, n�o significa nada.
Trata-se apenas de uma regra da pris�o. Voc� tem o direito de escolher dois guardas
e eu estou aqui para saber quem voc� quer.
N�o vamos lev�-lo l� para baixo, ainda.
A pol�cia ainda est� trabalhando no seu caso.
Como posso Ihe dizer qual delas era?
Mesmo que tenha visto o corpo?
De uma fotografia, certamente, n�o.
Mas existe um meio seguro de identific�-la.
Encontre o registro odontol�gico dela.
Em algum momento da vida, ela deve ter ido ao dentista.
Entendo. E voc� pode identificar se os dentes s�o os mesmos?
Os dentes permanecem no esqueleto por anos.
Tragam-me o corpo e os registros odontol�gicos e posso afirmar
com exatid�o se � a mesma pessoa.
O governador autorizou uma nova exuma��o do corpo
a pedido do advogado Mitchel.
- � tudo, por hora. - Vai haver uma nova aut�psia?
Sinto muito, � tudo o que tenho a dizer.
Obrigado.
Chame o Inspetor Wald e diga que estamos prontos.
Voc� ainda tem uma chance, George.
Boa ou ruim?
Corre um rumor de que eles acharam algo que pode ajud�-lo.
Sei que isso n�o adianta muito pra voc�.
E a�, doutor, o que temos?
O registro odontol�gico
e o molde da arcada do cad�ver s�o os mesmos.
Mas isso � imposs�vel!
Sinto muito, esse � o molde que fiz do cad�ver.
E essa � a reconstru��o feita do registro odontol�gico.
Mas este registro odontol�gico veio da cl�nica Dumurrier!
Por que a esposa do diretor da cl�nica n�o poderia ir l� para tratar dos dentes?
E se...
Eu sei, eu sei, voc� acha que Henry Dumurrier
substituiu os registros pelos de Elizabeth O'Neil.
Arthur, voc� acredita no que George disse?
Eu fiz tudo o que podia. O que acredito n�o � importante.
Larry. O que voc� p�s naquele drinque?
Me d� uma m�o.
Dei-Ihe algo para dormir.
Que horas s�o?
N�o sei, meu rel�gio parou.
Aqui � Donald Grant, diretamente da pris�o estadual de San Quentin.
Na verdade, estou dentro da c�mara de g�s da pris�o.
�s 10:30,
exatamente h� uma hora atr�s, Dr. George Dumurrier foi trazido aqui
e colocado em uma destas cadeiras, bra�os e pernas amarrados a ela.
Ent�o, fecharam as portas e as selaram
hermeticamente, girando essa roda.
Este � o telefone, a linha direta com o gabinete do governador em Sacramento.
Dessa forma, o governador pode suspender a execu��o at� o �ltimo minuto.
Como voc�s sabem, o governador da Calif�rnia j� havia autorizado
o adiamento da execu��o por 24 horas.
O advogado dele, Arthur Mitchell, havia solicitado isso
em vistas de uma nova evid�ncia que chamou sua aten��o.
Isso, por�m, foi julgado insuficiente,
a opini�o sendo a de que
seria apenas mais uma das hist�rias sensacionalistas de George Dumurrier.
Monica!
Monica.
Isso aconteceu em Paris, por volta das 9h da manh�.
Por volta de 2:00 da manh�, hora local,
exatamente 8 horas antes que o Dr. Dumurrier fosse executado.
Nessas horas cr�ticas, seu destino foi decidido.
A pol�cia francesa mandou este telegrama hoje cedo.
Ele diz: "Paris, 2 de fevereiro de 1969.
"Assassinados hoje, 2 de fevereiro de 1969,
dois cidad�os americanos de San Francisco, Calif�rnia.
O homem � o Dr. Henry Dumurrier.
A mulher tem identidade incerta.
O assassino, Benjamin Warmser, tamb�m � americano de San Francisco,
afirma que a mulher � Monica Weston.
Seu passaporte, de n� 109356,
foi expedido em nome de Susan Dumurrier.
A pol�cia de San Francisco recebeu a mensagem
alguns minutos antes das 10:00 desta manh�.
Exatamente �s 10:00 aqui,
todo mundo ficou olhando para esta alavanca
que liberaria o g�s letal e acabaria com a vida
quando este telefone tocou.
E o Dr. George Dumurrier estava livre.
Aqui � Donald Grant transmitindo da pris�o de San Quentin
para a r�dio KBDS.
Revis�o: Kleen
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