All language subtitles for The House On Garilbaldi Street - PORT

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Original subtitles

O filme que se segue � uma dramatiza��o baseada em acontecimentos verificados na

captura do criminoso de Guerra Nazi Adolph Eichmann. Certas situa��es

e personagens foram alteradas para melhorar o sentido dram�tico da hist�ria.

Os derradeiros s�mbolos da Era Nazi, os Campos de Extermina��o, desapareram.

O que resta das silenciosas mem�rias do assass�nio de 6 milh�es de pessoas.

Os Campos da Morte de Treblinka, Auschwitz, Dachau, Buchewald,

desmoronam-se em p�.

Os edif�cios apodrecem, os arames enferrujam, as torres caem.

Os gritos est�o silenciados. As l�grimas secaram. Mas n�o se apagaram

as recorda��es.

A CASA NA RUA GARIBALDI

Alguns dos carrascos que deram as ordens para matar, escaparam e nunca

foram a Julgamento. Eles eles estava Adolph Eichmann. Das suas m�os foi

colocada a implementa��o da infamante "Solu��o Final". Durante 14 anos,

todas as nossas pistas levando a este monstro se esgotaram. Ent�o, em 1960

recebemos a informa��o de que Eichmann vivia na Argentina, sob

o nome de Ricardo Clement. Chamo-me Isser Harel. Era minha responsabilidade

como chefe dos Servi�os Secretos de Israel, determinar se esta

informa��o nos levaria a Eichmann ou a outra pista errada.

"Saltarei na minha tumba gargalhando,

ao saber que mandei 6 milh�es de pessoas

para a morte..."

SS Coronel Adolph Eichmann Berlim, 14 de Mar�o, 1945

15 de Fevereiro, 1960 Jerusal�m

O meu primeiro passo era encontrar-me como Primeiro Ministro Ben Gurion,

para obter consentimento para a opera��o.

Isser, quais s�o as possibilidades de que este homem, � mesmo Eichmann?

Bem, Ben Gurion, s� podemos ter a certeza

quando tivermos este homem nas nossas m�os.

Sancionarei esta ac��o, porque existe um significado moral para isso.

N�o pode ser comparado com nenhum projecto que fosse levado a cabo antes.

Acredito que n�o � apenas nosso direito, mas tamb�m nosso dever

trazer Eichmann para ser julgado em Israel.

Ao fazer isto, demonstramos que os crimes destes homens n�o s�o

apenas dirigidos contra n�s.

Foram dirigidos contra toda a Humanidade.

Faz isso, Isser. Mant�m-me informado.

E Isser, n�o sejas apanhado.

20 de Fevereiro, 1960 Um Museu, Buenos Aires, Argentina

Foi decidido que o nosso melhor m�todo de operar, seria continuar

as nossas reuni�es em lugares p�blicos.

Numa cidade t�o grande como Buenos Aires, seria f�cil

desaparecermos na multid�o, e desnecess�rio reunirmos secretamente.

Isser, que nos sucede, se formos apanhados?

Bem, na maioria dos pa�ses, o crime de rapto � pun�do com a morte.

E quanto � reac��o da fam�lia ao seu desaparecimento?

Bem, na minha opini�o n�o creio que a mulher fa�a nada.

Qualquer Oficial da pol�cia ver� este desaparecimento como uma

liga��o com uma mulher, ou qualquer raz�o de convenin�ncia.

N�o, n�o creio que ela possa dar-se ao luxo de exp�r a exist�ncia do marido.

Muito menos o seu desaparecimento.

Michael... tu algemas-te tu mesmo, a este homem.

E se tu fores preso, entregas-me este homem a mim.

Competentes Oficiais Argentinos.

O resto de voc�s ter�o se escapar da melhor maneira que puderem.

Eu avan�arei ent�o, imediatamente, e assumirei inteira responsabilidade

por esta opera��o.

Ent�o e sobre a organiza��o Nazi na Argentina?

N�o acredito que eles o abandonem. Mas isto � apenas uma suposi��o.

T�m de estar alerta, para a r�dio, e informa��es no jornais. Agora,

o nosso maior perigo, � o filho mais velho, Nicholaus.

Ele � voluntarioso, e irregular.

Mas as suas op��es, s�o muito limitadas.

Agora, se fazem uma identifica��o positiva, informem-me.

Se f�r ele, podem come�ar a fazer interrogat�rios.

Mesmo se podermos levar Eichmann para fora, podemos revelar o conte�do ao mundo.

E uma vez mais insisto que n�o se pode tocar em Eichmann.

N�o, ningu�m pode falar por 6 milh�es de mortos.

Mas voc�s foram escolhidos pelo destino, para agir no seu interesse,

em sua mem�ria. Estamos afinal, nas m�os de Deus.

Agora, possa Ele proteger-nos, e ajudar-nos.

25 de Fevereiro, 1960 Uma Pra�a, Buenos Aires

.

25 de Fevereiro, 1960 Uma Pra�a, Buenos Aires

Dois dos nossos melhores agentes, Michael e Ari, foram designados

para a tarefa de descobrir o paradeiro, deste homem Ricardo Clement.

Eles localizaram um homem com aquele nome numa casa em

Chabela Costori

onde ele se alojara tr�s semanas antes.

Na pista deste homem de neg�cios Alem�o, eles engendraram um encontro

com um homem, chamado Kessler.

Um agente imobili�rio local.

- Bem-vindo, Dressler. - Bom dia, Herr Kessler,

Hugo Kurt, Herr Dietz.

- Sente-se,por favor. - Obrigado.

Ent�o, cavalheiros, est�o interessados em comprar uma propriedade

- no 426, na Chacabuco Street. - Depende, claro, nas condi��es.

Os terrenos e a casa est�o avaliados em 35 mil D�lares Americanos.

Oh!

Trinta e cinco mil D�lares Americanos, � uma muito respeit�vel soma!

Sim, claro, mas acomoda duas fam�lias.

- Uhm! - Mas uma, mudou-se agora.

Enquanto os apartamentos livres est�o a ser renovados.

Voc� est� a dizer, que uma fam�lia se mudou?

Asseguro-lhe que a mudan�a n�o tem nada

a ver com nenhumas m�s condi��es no Apartamento.

�ptimo.

Eles tinham, quatro filhos, a minha propriedade j� n�o lhes servia.

Eram cinco inquilinos. E note! Com efeito, todos os meus inquilinos

s�o bons Alem�es. Como n�s.

Hah! Quais s�o as taxas, e qual � o custo da electricidade

nesta �rea de Chacabuco Street?

Posso assegur�-lo que as taxas s�o moderadas.

Quanto � electricidade, na Argentina os inquilinos s�o respons�veis

directamente, perante a Companhia.

Fornecem garantias de cr�dito, e os contadores s�o instalados

pelos inquilinos.

Perfeito.

Herr Dietz, isto � muito importante. Isto � muito importante.

Uma muito importante poupan�a.

Obrigado.

Obrigado.

Tenho outras coisas. Se n�o encontrarem nada mais conveniente,

por favor voltem.

� sempre um prazer fazer neg�cios com gente da 'velha P�tria'.

Herr Kessler. auf Wiedersehen*

* (Adeus)

auf Wiedersehen

Raio! Raio de jornal.

- Pois. - Novembro, 1959.

Perdemo-lo.

Garantias de cr�dito...

Garantias de cr�dito. cr�dito...

Ah, aqui, espera, espera. Fuel Mechatree Company.

- Empregador. - Ainda n�o estamos mortos.

Gracias Senhor. Muito obriado, senhor.

Este n�o � o anivers�rio do teu filho?

H� 2 dias.

Tenho saudades deles.

Penso que cometi um erro.

Faz parte do nosso trabalho, creio.

Eu sei isso.

E aceito-o. Tudo isso.

Aus�ncia de casa, solid�o, riscos, Esta miss�o, n�o tenho estom�go

para esta miss�o.

Porqu�?

Eu n�o compreendo a necessidade de encontrar este monstro.

N�o podemos mudar a hist�ria.

N�o podemos trazer de volta os seis milh�es.

Estamos amarrados.

Um presente perigoso.

Os terroristas est�o a atacar os nossos colonatos.

Cientistas Alem�es, no Egipto est�o a fabricar m�sseis.

N�s estamos aqui sentados a 15 mil quil�metros de distancia.

Procurando um homem, cujos crimes foram cometidos h� 17, 18 anos.

- N�s nem sequer sabemos se ele existe. - Ele existe.

E quando o apanharmos, tu vais compreender,

porque � t�o importante.

Tu nunca viste o Genoc�dio.

Milh�es de pessoas no mundo, n�o o viram.

Eles n�o o cheiraram. Os fornos, a carne a arder, dia ap�s dia...

m�s ap�s m�s... ano ap�s ano, sem ningu�m intervir.

Eu estava l�.

Tr�s anos. Em Auschwitz.

Eu vi Eichmann. Eu vi-o.

No escuro, cinzento dia e inverno.

Vi-o, em p�, numa vala comum.

Resplendente no seu uniforme, sorrindo, segurando...

um bloco de apontamentos.

conferindo os n�meros

dos prisioneiros mortos.

Ari, eu quero este monstro.

Michael e Ari, fizeram uma visita a um advogado,chamado

Lubinsky. Um homem que trabalhara connosco antes.

Um homem em que se podia confiar completamente.

- Oh, prazer em v�-lo. - Ol�, Mr. Lowen.

Mr. Davies.

- Shalom. - Shalom.

- Eh, eh, por favor senta-te. - Como?

Senta-te.

Foi-te dito para te sentares.

Nathan, confirmaste a casa do Clement?

Sim, mas temos m�s not�cias.

A fam�lia viveu l�. Mas mudaram-se. H� dois meses.

No entanto, temos uma garantia de cr�dito.

Arthur, podes investigar, na "Full Mechatree Company"

para determinar se eles empregam um Ricardo Clement?

Hmm! Hmmm, temos de ser muito cuidadosos...

Tu descobrir�s uma raz�o, tenho a certeza.

Agora, ou�am, fiz o que voc�s sugeriram.

Falei com o vosso homem aqui. Est� � sua espera no Caf� Seg�via

- Avenida Jos� Lopes. - Toma nota.

N�o preciso de escrever. Caf� Seg�via, Avenida Jos� Lopes.

Escreve isso.

O nome dele � Primo. � um Professor de Agronomia na Universidade.

Ele � inteligente, de confian�a, totalmente, totalmente dedicado.

E est� acima de qualquer suspeita.

Bom. Quanto tempo nos levar� a l� chegar?

Daqui l�, uns 15 minutos.

Podias por favor telefonar-lhe e diz que estamos num DKW, preto.

- DKW preto. - E n�s paramos, em frente do Caf�.

Ok, ent�o.

- Shalom. - Shalom.

8 de Mar�o, 1960 Num sub�rbio de Buenos Aires

Rua Chacabuco.

- Sim. - Bem, ningu�m.

- Escreva isso. - Ahn! Em Hebreu?

- V� l�! Em espanhol. "Caro Jorge..." - "Caro George..."

- Jorge! - "Jorge.

- Estamos bem... - "Estamos bem...

- Por favor, vem visitar-nos. - "Por favor, vem visitar-nos."

Agora no seguinte lugar... na cidade. Ricardo Clement.

- "Ricardo Clement, - Rua Chacabuco, 4-2-6...

-Um. - "Rua Chacabuco...

- "4 - 2 - 6 - 1. - Um.

- Mas ele n�o vive ali. - Eu sei.

- Fala-lhe do teu objectivo. - Pois, eu sei. Est� e ver,

- voc�, n�o sabe. - Pero t� no lo sabes.

S�, s�.

Eu quero que v� � casa,

sob um pretexto, para tentar descobrir quem era este Clement,

- que lhe mandou a carta. - Sim. Sim, eu sei.

E tentar descobrir, a nova morada.

Mas n�o pragueje.

- No digas maldiciones. - N�o, n�o n�o. Compreendo.

- �ptimo, Primo. - Ah, ok?

- Peque o seu l�pis. - Obrigado.

Desculpem.

O que �?

� aqui, a Rua Chacabuco, 4261?

Sim.

Tenho uma carta para um Mr. Clement.

Havia uma fam�lia Clement, que vivia aqui, mas mudaram-se.

Sabem para onde?

N�o. Mudaram. � s� o que sei.

Ah, eles t�m um filho, Dieter,

que trabalha para a ofina de repara��o de m�quinas na esquina.

Al�m est� ele. Dieter Eichmann.

- Primo. - Sim?

Voc� conhece uma joalharia de luxo?

- Claro. Porqu�? - Amanh�, � o anivers�rio

de Nicholaus Eichmann.

Quero dar-lhe uma prenda.

Oferta de Dieter, o irm�o dele.

Bem...

o cart�o diz: "Para o meu filho, Nikki, no seu anivers�rio."

"Grande Nikki. Um admirador."

� realmente amanh�, o anivers�rio de Nikklas Eichmann?

Sim.

Mas n�o est�s a mandar a Dieter, uma verdadeira nota, est�s a levar-nos

Nikklas, e � confian�a do seu pai.

� a nossa melhor hip�tese.

Contrata um portador e d�-lhe instru��es para o entregar a Nikklas.

Michael, n�o est� nada neste pacote, que v� explodir?

N�o. S� um isqueiro extremamente caro.

Porque perguntas?

Ahn, h� algo deprimente, sobre o dia do rapto desta pessoa.

Vem. Vamos andar um pouco.

Senhora?

O nome deste jovem, � Pedro.

Tenho a certeza que ele lhe pode fazer este recado.

Parece-me um pouco novo.

Tenho 17 anos, se�orita. E conhe�o a cidade muito bem.

Est� bem.

Faz exactamente, o que a senhora disser, Pedro.

- Sim senhor. - Obrigada.

Isto � um encargo de responsabilidde, Pedro. Muy importante. Hum?

Tudo o mandar, senhora.

Tenho a certeza que... at� um rapaz da tua idade sabe que h� coisas

entre homens e mulheres... que requerem descri��o.

Com certeza, senhora.

Mas isto, � muito, muito especial.

Quando voltares, quero que me digas todos os m�nimos detalhes.

E n�o deves esquecer nada.

E lembra-te, por favor. Isto �, o nosso segredo.

Ningu�m pode saber nada.

A minha palavra de honra, senhora.

Est�s ahn... est�s livre agora?

Sim.

Bem. Aqui est�o as embalagens.

E a morada.

- Sim! - Os carpinteiros a trabalhar na casa

na Rua Chacabuca, disseram que � o irm�o mais velho de Nikklas Clement.

- Que � que queres? - Tenho de lhe entregar esta carta.

E a prenda.

Quem mandou isto?

Um dos meus amigos, outro paquete, no Hotel, deu-me isto.

Recebeu-o dum h�spede.

Ele estava muito ocupado, e disse, "tu entregas isto".

Continuo sem saber quem mandou.

Qual � a diferen�a? Estou sempre entregar estas coisas.

N�s s� as entregamos.

Farei com que o meu irm�o a receba.

Eu devo entreg�-la pessoalmente.

N�o me pode dar a morada do seu irm�o?

N�o � poss�vel.

Bem, ou confias em mim para entregar o pacote, ou sai.

- Estou a trabalhar. - Como � seu irm�o, acho que est� bem.

- N�o te preocupes, garanto que ele o recebe. - Obrigado.

Ari! Um amigo �s doze horas. �s duas horas, est� um homem que viste

num caf� do Otto Rham, na outra noite.

Est� correcto.

Bem, tem uma barba � Van Dike, um casaco preto, e a tomar uma bebida.

- Est�s a v�-lo? - Estou a v�-lo.

- Bem, tem olhos de pol�cia. - De que est�o a falar?

Tu n�o gostas de ver a mesma cara por perto, duas vezes junto de n�s.

- Est�s a ficar parn�ico! - Paran�ia, � o que nos mant�m vivos,

neste neg�cio.

- Avan�a. - Ricardo Clement, trabalhou para

a "Full Mechatree Company" at� Outubro 1958. Depois disso

eles n�o puderam dizer mais nada.

- Sorri. - Hmm?

- Sorri! - Ah!

O homem ainda est� l�?

Sim.

Hmm! N�o!

A nossa segura vigil�ncia est� seguir Dieter que nos levar�

ao seu irm�o Nikklas,

ou ao seu pai. Espero.

Separamo-nos, agora.

N�o, n�o. tu sentas-te aqui

e fica com um olho no tipo.

Vamos!

Que se passa?

- Que se passa, Agente? - Precisamos do carro,

para transportar um ferido grave. Fique �s nossas ordens.

Est� bem, est� bem.

- Que foi? - Um acidente.

Fomos requisitados.

� o costume aqui.

As ambul�ncias n�o s�o famosas pelo seu servi�o, sabes?

N�o digas nada.

DENTISTA

Ent�o porque n�o esperaste, que ele sa�sse do dentista,

- e o seguisses? - Estava nervosa.

N�o havia ningu�m por perto.

Que quiz a pol�cia?

Escolheu-nos a n�s, para nos usar como ambul�ncia.

Hedda. O paquete.

Que � que tem?

Que tal, mand�-lo de novo � Rua Chacabuca?

Que n�s nos queix�mos.

Que o presente n�o era para eles, e agora � ele � respons�vel, pelo dinheiro.

- � perigoso, Michael. - Porqu�?

- Porqu�? Porque n�o faz sentido. - Porque n�o?

Porque ele n�o entregaria a outros. Porque pareceria suspeito.

Est� bem. Tu pensas como um Agente. N�o como um paquete de 17 anos.

Espero que estejas certo, Michael.

Pelo risco que isso �.

Mas n�o temos melhor escolha.

Estamos na altura em que temos de correr alguns riscos.

N�o posso fazer nada, Mozano. Tens de me ajudar.

A prenda n�o foi entregue. Agora tenho de pagar, 500 pesos.

Eu s� ganho 100 pesos por m�s. N�o posso pagar.

Devias falar com Dieter outra vez.

N�o fala comigo.

Tenho de encontrar Nikklas Clement.

Eles mudaram-se j� te disse.

Eles foram viver num Bairro chamado San Fernando.

� um grande Bairro. Em que s�tio?

N�o sei.

Que te perguntou antes?

Perguntou pela nova morada dos Clements.

N�o h� problema.

H� dois dias, fiz um trabalho para os Clements.

Eu posso dar-te a morada.

Est� bem.

15 de Mar�o, 1960 Bairro de San Fernando em Buenos Aires

Aqui em baixo.

Sim.

- T�m de admitir, Tivemos sorte. - Sorte?

Depois de 15 anos de buscas. � sorte? Que raio de sorte.

Bem, dev�amos apanhar o sinal na esquina.

Sim.

Rua Garibaldi.

Ent�o devia ser a segunda casa, a partir da esquina.

- Apanhaste a casa? - Sim, sim.

Vai rua abaixo.

Deves ver uma paragem de autocarro.

Isso!

H� algu�m a sa�r da casa. Vem at� � casa.

- Est�s a ver? - Sim.

Bem?

- Um dos moradores. - � uma...

� uma mulher loura. Ahaa... 50, 55, ahaaa...

Um metro e setenta,

Parece uma dona de casa.

Bem, deve ser Vera Eichmannn.

Encontr�mos a casa.

25 de Mar�o, 1960 Jerusal�m

Bem, foste perfeito, Isser.

- E eu queria ver-te. - Sim.

H� duas raz�es. A primeira �, Walter Eytan disse-me que n�o

- tens dormido bem. - Eu digo-lhe � a parte que falta

- que me deixa acordado. - H� solu��es para a pe�a em falta?

Oh, bolas, n�o.

Bem, n�o temos transportes cormeciais acordados com a Argentina,

estud�mos todas as id�ias poss�veis, e n�o encontr�mos

um m�todo leg�timo, para tirar aquele homem de Buenos Aires.

E este problema que n�o fui capaz de resolver.

Mas Deus, encontrou.

Que quer dizer?

Tenho aqui uma mensagem dele.

"O Estado de Israel, est� convidado, a mandar o Seu Ministro dos Estrangeiros

"e outros dignat�rios do Estado,

"para celebrar os 150 anos, de Independ�ncia da Argentina."

Porque pareces t�o surpreendido?

Ben Gurion n�o sou assim t�o velho, nem estive aqui tanto tempo

para n�o ficar at�nito perante um milagre.

At�nito, � um t�o grande erro. Afinal, abrir a parte mais profunda

do Mar Vermelho h� 5.000 anos, significa

o mesmo que mandar um avi�o para a Argentina em 1960.

O seu alcance � de a cerca de 500 de n�s, atingir 3.500 milhas

com carga m�xima.

� capaz de voar de Tel-Aviv, at� Buenos Aires, com apenas 3 paragens.

Ent�o, pretendo que a partida seja em 11 de Maio.

Sim, f�-lo-ei revisionar mais uma vez para estar certo.

Agora, que me diz da composi��o da tripula��o?

Isser, os melhores.

Porque na devida altura, voc� tem de saber a verdadeira inten��o

- desta miss�o. - Sim, quando voc� achar necess�rio.

Rua Garibaldi

O autocarro chegou,

quando s�o tr�s e cinquenta e seis.

Aquele n�o parece ele.

Quem � aquele?

Aquele deve ser Nikklas Eichmann e a mulher dele.

E... aqui vem, Dieter Eichmann. � como uma reuni�o de fam�lia.

Al�m est� ele.

Adolph Eichmann.

Ari, a� est� Clement.

� Eichmann.

Clement, � Eichmann.

Como podes ter a certeza?

Eu s� o vi uma vez. Eu estava em Treblinka.

No dia que ele chegou a Auschwitz,

estava um dia frio.

Eu estava a segurar o meu irm�ozinho

nos meus bra�os, porque ele estava gelado.

Um guarda veio e arrancou-me o meu irm�o das minhas m�os.

Pendurou-o pelos p�s, e esmagou-lhe a cabe�a contra a parede de pedra.

E ele estava l�.

A ver!

Desculpe, senhor.

- Que quer? - Eu represento uma companhia

Norte-Americana.

- O meu nome �, Jorge Aragon. - E que � que quer?

Sabe se este terreno � para vender?

Porque pergunta?

Estamos a pensar construir uma f�brica.

Eu mostro-lhe.

Ah, aqui.

Talvez... Far� a gentileza, de mostrar este prospecto ao propriet�rio?

Acabo de instalar-me nesta casa. N�o o posso ajudar.

1 de Abril, 1960 Aeroporto de Buenos Aires

"FAZER" "CONTACTO" "AEROPORTO"

Senhor Rodriguez, este � Aaron Lazar...

- Sente-se. - que � respons�vel pelo

voo especial de Israel.

Sim, claro.

Vamos receber uma importante comitiva.

Em que posso servi-lo, senhor Lazar?

Como sabe, trazemos funcion�rios do Governo de Israel, no nosso DC-6,

para a vossa comemora��o na pr�xima semana.

Mas isto � mais que uma simples miss�o diplom�tica, para n�s.

N�s, efectuamos uma extensiva pesquisa de mercado.

Estudamos a possibilidade de estabelcer uma rota comercial, daqui at� Recife,

para Dakar, para Roma, para Tel-Aviv.

A sua Companhia ser� muito bem-vinda.

Agora velarei pessoalmente para que tenha a nossa inteira coopera��o.

Cordero, por favor queira apresentar Mr. Lazar aos nossos empregados

na zona das entradas, hangares, terminais, para que todos eles

sejam familiares a Mr. Lazar, e lhe possam conceder qualquer e toda ajuda.

� muito am�vel, senhor.

Se haver algo mais que precise, por favor sinta-se � vontade

para me contactar em qualquer altura.

Temos esperan�a em estabelecer uma permanente

liga��o com as Linhas A�reas Israelitas.

Muchiss�mas gracias.

Receio que lhe tenha dado demasiados problemas.

Pelo contr�rio. Problemas s�o o meu passatempo.

Duas horas.

Quinze anos!

L� est� ele.

Agora!

Vi tudo.

1 de Maio, 1960 Arredores de Buenos Aires

Agora alug�mos tr�s casas.

Esta � a mais isolada.

E � nesta que esconderemos Eichmann.

E o nome de c�digo, �, "Casa".

As outras duas usadas como apoio, os nomes de c�digo s�o "Apoio",

e "Ghetto", se formos descobertos, as op��es s�o retirarmos para

o "Apoio" ou "Ghetto".

Isser, que tem a dizer do incidente de ontem?

De acordo com os jornais de hoje, o incidente foi devido a condutor

embriagado, hum... Gabriel Torres.

E eu penso que devemos acreditar e aceitar que � verdade.

Talvez seja verdade.

Ou talvez fosse um ca�ador de Nazis.

Ou uma v�tima dos Campos de Concentra��o, a operar s�zinho.

Uma v�tima dos Campos da Morte.

N�o. N�o, escutem. O �nico perigo que temos, � dum

agente isolado, ou dum antigo homem, traidor das SS.

A menos que Eichmann tenha tornado as suas actividades clandestinas,

para o exterior. Porque quereriam eles matar um dos deles?

Eu... temos de acreditar que foi um acidente.

Pura casualidade.

- Isser! - Sim.

- Temos problemas. - O que �?

O Governo Argentino est� a pedir que a delega��o Israelita aguarde uma semana.

Oh!

Oh, bem...

Isto significa que temos de aguentar Eichmann, mais tempo do que plane�mos.

O que significa, que aumentamos o risco de sermos descobertos

durante este tempo.

Hmmm? Mas o maior risco � perdermos Eichmann.

Bem, adiaremos os planos, para 11 de Maio.

Temos vivido na corda bamba,

desde que come��mos.

N�o esque�am que Eichmann tem vivido na "corda bamba" nos �ltimos 50 anos.

ESTA NOITE

11 de Maio, 1960

Posso ajud�-los?

Est� tudo bem, � s� um problema no carburador. N�s reparamos. Obrigado.

- Muchas Gracias. - Gracias.

Posso tirar uma "passa"?

Era s� o que precis�vamos, da vizinhan�a.

Est� a fazer-se tarde. Espero que Primo n�o entre em p�nico.

- Ele devia usar o r�dio. - N�o. N�o devia.

Se ele usar o r�dio, nesta area, pode ser captado em menos de nada,pela pol�cia.

Eu sei quem voc�s s�o. Ah! Israelitas. Eu conhe�o a vossa

ora��o Sagrada. "Oh, Israel, Adonai, Eliyahu

Cala-te ou mato-te!

Ok. Est� bem.

Que mais me querem?

Eu era amigo, do Rabbi Beck!

Tu estavas em Berlim!

Abra a boca.

Dentes!

Maxilar superior.

Duas pontes de ouro. imensos enchimentos, nos molares superiores direitos.

Os dentes inferiores, s�o falsos.

Pontes. Enchimentos.

Inferiores falsos.

Cicatrizes.

Pequena cicatriz, uma feita numa chaise-longue

abaixo da sobrancelha esquerda.

Sim, est� certo.

Cicatriz do ap�ndice.

Sim.

Fractura na m�o direita, em 1937.

Bem, n�o posso fazer nada sobre isso.

Porque n�o?

Precisamos de Raios-X.

Cicatriz, 3 centimetros de comprimento, na area da d�cima costela.

Lado esquerdo do corpo.

Sim, est� l�.

Cicatriz, acima do cotovelo esquerdo.

- Sim. - Tatuagem da SS, do tipo de sangue

no sovaco do bra�o esquerdo.

Tecidos cicratizados.

- Eli. - Professor.

As minhas aulas demoraram mais do que eu esperava.

Deve estar com fome.

De morrer.

Vamos jantar.

V� o homem?

N�o sei.

Voc� teima, que o seu nome � Ricardo Clement.

Tatuagem das SS, do tipo de sangue.

No sovaco do bra�o esquerdo.

Uma cicatriz na pele...

Posso beber algum vinho, por favor?

Claro,

Obersturmbannf�hrer...

Qual era o seu n�mero nas SS?

Qual era o seu n�mero nas SS ?

Tatuagem das SS do tipo de sangue, sob o sovaco do bra�o esquerdo!

Qual era o seu n�mero nas SS?

Cinco, oito, dois, seis.

Muito bem!

Ent�o voc� � Ricardo Clement.

Voc�, � melhor que me diga agora, o seu nome verdadeiro.

O meu nome � Adolph Eichmann.

Voc�s podem f�cilmente compreender,eu estou estou sequestrado neste momento.

Eu queria pedir um pouco mais de vinho, quanto poss�vel.

Vinho tinto.

Eu tenho de controlar as minhas emo��es.

Pode mandar o telegrama.

O homem, � o homem.

Eu tenho a maior admira��o pelos Israelitas.

Sabia que voc�s me torturariam...

- Voc� sabia! - Qu�?

O qu�?

Muitas coisas.

Isso interessa?

Voc� foi esteve em contacto com algum antigo SS, aqui em Buenos Aires?

Sim.

Tenho visto Herr General Lischke.

Para qu�?

Senti que estava em perigo.

Lischke tem contactos, com a Pol�cia Secreta Argentina?

Com certeza!

Que mais lhe restava?

Que de outro modo podia ele obter documentos importantes?

General Lischke!

H� dois dias, voc� disse que tinha algumas not�cias.

O meu pai tem estado desaparecido, agora, desde h� 4 dias.

Verifiquei as morgues nos hospitais, mas n�o h� siniais dele.

Talvez tenha uma mulher, ahn?

N�o!

Devia ter partido no dia onze, e nunca chegou.

Ele falou-me no receio que tinha das Unidades de Comando Israelitas.

Sim, sim, ele tinha esse medo.

E um avi�o Israelita voou para c�, para a comemora��es.

Acredito que os Israelitas tencionam levar meu pai de c�, naquele avi�o.

N�s sabemos acerca do avi�o, estamos cientes das dificuldades do teu pai,

aquele avi�o nunca sair� de Buenos Aires com teu pai a bordo.

Tenho v�rias propostas a fazer, General.

Podemos bombardear a Embaixada Israelita aqui.

Ou raptar o Embaixador Israelita, e prop�r uma troca.

Bem, escuta-me atentamente.

A situa��o do teu pai chegou at� mim, na devida altura.

Tu acabas com todas as actividades nesta quest�o,

e n�o far�s mais nenhum esfor�o para o localizar.

Compreendes?

Perdoe-me, Herr General, mas, eu compreendo apenas uma coisa.

A minha lealdade para com o meu pai.

O cavalo, sabe mais sobre lealdade, do que tu.

Vi cavalos, carregarem homens em tempestades de neve

at� gelarem, homem e cavalo, transformados num bloco de gelo.

Isso, � lealdade.

Tu e a tua gera��o, n�o t�m nada de coragem ou de lealdade.

Voc�s n�o t�m voz. Voc�s todos, s�o uns frouxos.

Como vem, o filho de algu�m, e me prop�e, uma causa perdida?

Tu nunca compreender�s.

Afasta a tua mem�ria da impureza.

Agora digo-te, obedece �s minhas ordens,

ou o teu pai, n�o ser� o �nico Eichmann que desaparece.

'Auf Wiedersehen'. Herr General.

Quem era o seu superior, na Sec��o 4-B-4?

ABG Kommand era Von Dieter Acima dele, Reinhard Heydrich.

Heimrich M�ller, estava no Comando da Sec��o

N�s temos testemunhos, que nos principios de 1941

voc� foi visitar os Campos da Morte em Belzenk e Chelmno.

Fiz uma visita a Chelmno.

Mas perdi o fuzilamento de 6.000 mulheres e crian�as.

Mas a�, n�o havia nada a fazer.

Voc� s� olhava.

Voc� tentou evitar isso?

Isso n�o era poss�vel. O Comandante do Campo, Frankel, era um fan�tico.

Ele mostrou-me um t�mulo de terra de cerca de 200 metros.

Era uma fonte de sangue, que ficou a bombar desta montanha,

enormes sec��es do t�mulo, moviam-se. Frankel explicou que era o g�s

dos corpos, que criava este movimento.

Ele estava fascinado por este fen�meno.

Voc� pode arranjar-me outra vez,

por favor, um pouco de arroz cozido?

O meu estom�go hoje, n�o est� bom.

Como queira.

Voc� compreende General. A nossa vigil�ncia n�o era

como eu gostava que fosse.

N�o posso agir oficialmente.

Mas voc� colegas, nas for�as n�o tem Inspector?

S� uns poucos.

Isso pode surpreend�-lo, General,

as nossas For�as de Pol�cia, s�o altamente eficientes,

e em princ�pio totalmente honestas.

Para mim, trabalhar fora, � de longe um trabalho muito perigoso.

Mas eu acabo de pagar-lhe as suas despesas.

Sim, mais seria necess�rio.

Mas n�o tem nada a informar.

Bem, estamos a pesquisar discretamente por toda a cidade,

mas at� agora n�o encontr�mos nada.

- Tem a certeza? - Em casos assim, n�o existe

tal palavra como "certeza", General.

- Quanto mais, Inspector? - Bem, deixamos isso consigo,

como sempre.

Ah, n�s estamos atentos �quele avi�o Israelita, previsto chegar

amanh� � noite, e posso dizer-lhe agora, que as fun��es de todos

os passageiros ser�o cuidadosamente confirmadas,

- antes ele pousar em Buenos Aires. - Completamente verificadas?

Farei atrasar o avi�o em Recife. Brasil. N�s, tamb�m,

temos a nossa "organisa��o fraternal", General.

A equipa de Comandos Israelita est� a planear levar Eichmann

para fora naquele avi�o.

Tudo o que � necess�rio, � dinheiro, General.

Estamos a contar consigo para evitar a fuga Inspector.

Pode ser tentado.

Buenos dias se�or Lischke.

Voc� afirmou, que voc� iria para a sepultura, rindo por

ter assassinado 6 milh�es de pessoas.

Isto foi tirado fora de contexto, em Nurenberg.

Eu disse isto. Em Mar�o de 1945. Est�vamos no meu Quartel General

em Berlim, "Tudo deve estar perdido", tomando em conta tudo que ocorreu,

o meu pessoal estava desmoralizado,

fiz essa afirma��o para os recuperar.

Eu nunca, pessolmente, matei ningu�m. Apenas transportei pessoas.

O Comandante em Auschwitz, Hoess, testemunhou que voc�, introduziu

as c�maras de g�s, Adolph, e voc� pessoalmente, foi � IG Farben

e encomendou o g�s mortal,

conhecido como Zyclon B.

Sim.

Sim?

Sim, mas, tenho para si, raz�es importantes.

Est� a ver, a principio, os Judeus

eram entulhados em carrinhas, hum?

E o mon�xido de carbono, do escape, era introduzido na carrinha.

E na carrinha, viaj�vamos pela estrada, durante 45 minutos,

at� os gritos pararem.

Voc�, quer realmente dizer, que as

c�maras de g�s eram um melhoramento.

Sem d�vida!

De acordo com os qu�micos da Farben, a morte ocorria em 3 minutos.

Em Mar�o de 1944, deu Himmler uma ordem, para acabar

com todos os gaseamentos, em Auschwitz?

Deu?

Sim. M�ller, falou nisso comigo.

Mas voc�, apesar de tudo, transportou centenas de milhares

de Judeus Hungaros para Auschwitz, e ordenou a Hoess, que os gaseasse.

Porqu�?

Porque a ordem de Himmler, foi verbal. Eu s� podia obedecer a ordens escritas.

Diga-me.

Alguma vez voc� lhe disse, para salvar um �nico ser humano?

Um homem, uma mulher...

Uma crian�a?

N�o haviam possibilidades de excep��es.

Eu dei no entanto, instru��es, para deixar as crian�as

comerem um chocolate antes de entrarem na c�mara de g�s.

E ouvirem uma orquestra de presos tocar-lhes uma Valsa de Strauss,

enquanto as mulheres eram levadas para as c�maras de g�s.

Est� a ver, eu tentei afastar o m�do.

- Teve um bom v�o? - Excelente.

�ptimo.

Fiz preparativos para a sua volta com um falso membro da sua tripula��o.

- Siga as directivas. Certo? - Muito bem.

Quando ouviu pela primeira vez, as palavras, "A Solu��o Final"?

Em Janeiro de 1942.

Na chamada "Confer�ncia Wannsee" em Berlim.

N�s fomos todos convocados para a "Villa" de Heydrich.

Foram convocados?

Eu, o meu superior M�ller, e os Sub-Secret�rios de Estado.

Heydrich afirmou que tinha recebido ordens directas

do F�herer, para estabelecer imediatamente, a recolha

transporte e exterm�nio de 11 milh�es de Judeus Europeus.

Durante a reuni�o, o General Muller, disse

que excepto o conhecimento de Heydrich, perito em

assuntos Judaicos, que, eu era indispens�vel para a organiza��o

j� que n�o havia ningu�m, que fosse formalmente

qualificado, para levar a cabo as ordens do F�hrer.

N�o olhe � volta. Olhe directamente em frente.

Continue. Porque parou?

Continue.

� dif�cil lembrar a ordem exacta dos acontecimentos.

Depois de M�ller ter exposto as suas id�ias, houve um momento de sil�ncio,

e Heydrich concordou.

Kessler foi convidado para a cimeira.

Foi como ouro.

Os seus olhos eram muito eram muito profundos.

Ele era um lenda uma crian�a no grupo, era o favorito de Hitler.

Ele era o Papa.

�berreich!

Ele fez uma cita��o para mim.

'Camarada Eichmann, voc� est� preparado para levar a cabo

esta significativa tarefa?'

� indiferente,

como as coisas correram.

Todas as emo��es passadas,

no moldar da afirma��o do nosso destino, de supremacia da ra�a Ariana,

para erguer o povo Alem�o, acima das ra�as inferiores.

Verifico que na Europa n�o t�m conhecimento da inferioridade do Judeu.

Na minha opini�o, espero que voc�s se tornem dem�nios, r�pteis.

Voc�s t�m de ser exterminados.

Eu ergui-me da minha cadeira, olhei para Heydrich, e afirmei

que aquilo que ele concebeu, a "Solu��o Final", seria implementada.

O que no fim, foi tra�do.

Eu s� fui promovido, para Tenente Coronel.

� sua inten��o levar-me daqui para fora, e fuzilar-me.

Est� enganado.

N�o, a inten��o �, lev�-lo para Israel, para ser julgado.

Gostava que concordasse com isto.

E nisso aceitar�o a minha palavra de que estou inocente?

Eu era apenas uma pequena pe�a na engrenagem.

Acontece que o que consta na carta... para sua considera��o.

Na qual voc� concorda, ser julgado em Israel.

Onde trabalhava, em Buenos Aires?

Hum? Na f�brica de montagem da Mercedes.

Rua 3 - 2 - 7, Argentina.

- Qual era o tipo de trabalho - Operador de cromagem.

Senhoras e cavalheiros, vai ser pedido para apresentarem a vossa

os vossos documentos de identifica��o. Por favor, fiquem calmos, e tentem cooperar.

N�o h� chamadas telef�nicas.

Provavelmente v�o verificar toda a sala, em busca de suspeitos.

Os seus documentos, por favor.

- A� est�o. - Obrigado.

Desculpe, voc�s s�o todos cidad�os Franceses?

Isso mesmo.

E... voc�s s�o todos amigos.

Somos convidados pela Argentina, para celebrar a vossa Independ�ncia.

E voc� tem o seu convite oficial, consigo?

Com certeza!

Posso v�-lo, por favor?

E... os vossos convites?

Ah, o meu est� no hotel.

O meu, tamb�m.

Estes s�o os mesmos homens que viste no caf�?

N�o.

Nunca os vi antes.

As minhas desculpas, pelo inc�modo.

Tom�mos extremas medidas de seguran�a

tendo em conta que voc�s, os dignat�rios estrangeiros

- estejam em seguran�a. - � perfeitamente compreens�vel.

A prop�sito, pode dizer-me qualquer coisa em Franc�s?

Bom, n�s somos muito contentes

e muito satisfeitos por estar aqui,

para as celebra��es do 150� anivers�rio da

vossa Independ�ncia.

Compreendeu?

N�o. Mas eu gosto de ouvir falar Franc�s. � uma l�ngua muito bonita.

Buenas tardes.

Agente, o meu amigo, Mr. Zichroni.

- Como est�? - Est� interessado num pouco

de descontrac��o.

- Sabe quero dizer? - Depois dum longo v�o todos

compreende descontrac��o.

Leve o seu amigo ao Caf� Maria Cristina, na rua Prevot.

Prometo-lhe que vai ter uma muito noite muito relaxante.

- Muito obrigado. - Ciao.

Lubinsky tira o carro. Depressa.

Est�s bem?

Sim, estou bem.

Ele assinou a carta?

Acredito que sim.

Est� ansioso. N�o o force.

E depois, claro, pensa que pode salvar a vida desta forma.

Hmmm! Ele est� pronto?

Sim, vou busc�-lo.

O que � Aaron?

Penso que n�o consigo entrar al�.

Acho que n�o posso olhar para ele.

Eu posso usar a c�mera.

N�o! Diz-lhe para manejar a c�mera.

Lembra-te do que me disseste em Jaffa.

Em Tseblish, disseste que estavas pronto, para esta opera��o.

Sim. Voc� sabe o que �.

O que eu nunca soube,

� que quem aniquilou a minha fam�lia, foi... foi ele.

� s� o rosto de um homem de meia idade.

Vamos.

Vamos.

Para onde me est� a levar?

- Que me est�o a fazer? - Siga-me. Venha.

Cuidado com a cadeira.

Bem, est� a� uma cadeira.

Sente-se.

Agora, vou tirar-lhe os seus �culos.

Mas, n�o quero que veja as pessoas que aqui est�o.

Entendido?

Olhe para baixo, para o ch�o

at� eu lhe dizer para olhar para cima.

Depois, vai olhar sempre em frente.

- Percebeu? - 'Ja.'

N�o, n�o. Tire-lhe isso.

� uma fotografia para passaporte. Tire-lhe isso.

Fora!

Ele est� aqui agora, h� oito dias. Quando sa�mos daqui?

H� complica��es.

Ainda temos de preparar o duplo de Eichmann.

Olhe para cima.

Vire a sua cara, s� um pouco

para sua esquerda.

Isso.

Fique como est�.

'A principio, os judeus eram' 'entulhados em carrinhas. Hum?'

'E o mon�xido de carbono, do' 'escape, era introduzido na carrinha.'

'E na carrinha, viaj�vamos pela' 'estrada, durante 45 minutos,'

'at� os gritos pararem.'

'...realmente dizer, que as'

'c�maras de g�s eram um melhoramento.'

'De acordo com os qu�micos da' 'Farben, a morte ocorria em 3 minutos.'

Sossegue. Dei-lhe uma p�lula para dormir.

'Em Mar�o de 1944, deu Himmler...'

Vamos. Joga.

Quando estiver pronto,

eu movo.

'Sim, M�ller, falou nisso comigo.'

'Mas voc�, apesar de tudo, transportou centenas de milhares'

Andas a fumar demais.

'...para Auschwitz...'

'e ordenou a Hoess, que os gaseasse.' - Volta para o teu jogo.

'Porque a ordem de Himmler, foi verbal.' 'Eu s� podia obedecer a ordens escritas.'

'Voc�, alguma vez...'

Muito bem, � a vossa vez.

'Um homem, uma mulher...'

'Uma crian�a?'

'N�o haviam possibilidades' 'de excep��es.'

'Eu dei no entanto, instru��es,' 'para deixar as crian�as'

'comerem um chocolate antes' 'de entrarem na c�mara de g�s.'

'E ouvirem uma orquestra de presos' 'tocar-lhes uma Valsa de Strauss,'

'enquanto as mulheres eram' 'levadas para as c�maras de g�s.'

'...eu tentei' 'afastar o m�do.'

Escuta, podes fazer uma coisa para mim?

Podes estar atento ao Michael?

Porque ele ouve aquilo, uma vez, e outra, e outra, e n�o sei porqu�.

Bem, eu acho que sei porqu�, mas...

Acho que tenho de fazer qualquer coisa.

Parece que � est�pido. Mas podes fazer-me isso, por favor?

O carro.

Bem...

Michael!

N�s temos ordens.

Tamb�m ele.

As nossas ordens s�o lev�-lo de volta, para julgamento.

Ele nunca ser� julgado.

Nunca o levaremos para Israel.

N�o conseguimos sa�r daqui.

Seremos apanhados,

e depois, ele ser� libertado,

desaparecer� r�pidamente,

e nunca seremos capazes de o apanhar de novo.

� isso que voc�s querem?

Eu n�o. Eu quero estar t�o perto quanto poss�vel da sua garganta,

no momento que formos apanhados.

Michael!

Voc�s n�o compreendem. N�s estivemos aqui, durante 9 dias,

a vigi�-lo t�o de perto.

Demasiados carros, param � volta desta casa. Demasiados carros

estou a dizer-lhes, eles est�o a vigiar-nos.

Michael!

Michael!

Michael.

N�o est�s a pensar com clareza.

Ouve-me.

A ti?

Que sabes tu?

Tu, tu vais cultivar laranjas,

quando subias �s chamin�s.

N�o me venhas com isso.

Eu n�o era um desses mi�dos p�s descal�os, dos laranjais.

E tu sabes isso.

No dia em que nasci, os primeiros sons que ouvi, foram sons de tiros.

Aos 14 anos, eu j� era um mensageiro do Haganah.

Aos 17, eu estava em Palmach, a combatendo para a chegar a Jerusal�m,

e romper o cerco.

Descendo at� ao Neguev, e subindo at� � Galileia.

E desde 1950 tenho estado contigo.

Eu tenho mem�ria dos dias, por favor, na minha vida.

Portanto, n�o me nunca, jamais, me atires laranjas.

N�o te culpes, Michael.

Eu devia t�-lo matado.

Com ordens ou sem ordens, eu podia t�-lo matado.

N�o est�s s�.

Ontem, comprei ars�nico. Puz ars�nico no arroz dele.

Voltei atr�s. No �ltimo instante, quando o arroz estava na colher,

deitei-o fora. Desculpa. Lamento n�o o ter matado.

Porqu�?

Porque... apesar das instru��es que me deram, n�o consigo parar a voz.

Dentro da minha cabe�a, uma voz continua a dizer-me,

que ningu�m se importou connosco.

O julgamento, n�o significar� nada.

Eichmann matou Judeus. Os Judeus foram feitos para ser mortos,

s�o dispens�veis.

Agora, e para sempre.

Acredito nisso. Se pegares em 6 milh�es de gatos e c�es

e os pusereres em Campos da Morte para serem gaseados,

ser� conden�vel. Altamente conden�vel.

Os Americanos e Brit�nicos deviam ter bombardeardeado os Campos da Morte

mas s� mataram Judeus.

Ningu�m se importou ent�o, e ningu�m se importa, agora.

Hedda. Hedda, importam, importam. As pessoas importam-se, ainda.

Nos meus 10 anos de v�os internacionais, nunca fui sujeito

a tal abuso.

O Controlo de Tr�fego A�reo, respons�veis pelo aeroporto,

recusam-se absolutante a que n�s levantemos v�o.

Que querem eles?

N�o sei. Eles podem repetir inspec��es da documenta��o de

toda gente a bordo.

Portanto, n�o podemos arriscar paragens no nosso v�o de regresso.

Ent�o est� a sugerir que n�o fa�amos escala no Recife,

e voemos directamente de Buenos Aires...

Obrigado.

voemos directamente de Buenos Aires para Dakar, Senegal, sem paragens.

- Sim. - � para al�m da autonomia do avi�o.

Bem, eu fiz alguns c�lculos pr�vios. O m�ximo de 'fuell'

o m�nimo ao levantar v�o, 700 mil quilos, podemos aumentar o alcance

para fazer mais 4 mil e 700 milhas sem paragens. Mas, claro correndo

- bastantes riscos, como sempre. - E se perdemos um motor?

Se entrarmos numa frente de uma tempestade tropical?

Encontraremos uma maneira.

Capit�o, gostava de antecipar a hora da nossa partida.

- Porqu�? - S� para o caso de termos estado

a ser observados, ou algu�m estar ao corrente das nossas actividades,

a mudan�a da hora da partida, deix�-los-� para tr�s.

Sim, se � imperativo.

�.

Feito.

Partida ao meio dia.

Est� bem?

Diga-me, o seu amigo Zichroni foi ao Caf�, Maria Cristina?

Ah! Um desastre.

- Como? - Bebeu demasiado 'Cognac'.

- Bateu com o carro. - Ele magoou-se?

Acho que sim. S� agora sa�u do hospital.

- Lamento. - Tudo bem.

Como vai isso?

O meu passaporte Israelita.

- Como se sente? - Estou perfeito Sargento.

- N�o sinto nada. - O seu passaporte.

- Obrigado. - Vou ver l� dentro.

Voc� parte amanh�. Onze da manh�. Primeira classe...

Air France, V�o 2-0-2, para Paris.

- Relat�rio da Pol�cia, - Bem?

Entrada no Hospital, e autoriza��o de sa�da.

20 de Maio, 1960

Que me est�o a fazer?

S� lhe vou dar uma injec��o.

� uma coisa para lhe aliviar a tens�o.

Se partir daqui receber alguma altera��o na frrequ�ncia, confie em n�s.

Que posso eu dizer, que mais posso esperar?

Um avi�o da Air France recebeu ordens para se limitar a 120 milhas, 128 mil p�s.

Bem, espero n�o ter havido nenhuma inconveni�ncia

- pela antecipa��o da partida. - De modo algum.

- Fa�am boa viagem. - Obrigado.

Bem meu amigo, espero que nos encontremos de novo.

Creio bem que sim.

Creio que um dia, se houver oportunidade, virei num v�o comercial.

Em qualquer semana quando calhar, n�s trataremos disso.

Buenos dias, Israel.

Diga-me, como est� o seu "playboy" mec�nico?

- Hann... viver�. - Mas n�o muito tempo.

Bem, se ele continuar a beber 'cognac' dessa maneira...

Ah!

Passem, passem!

Carolina!

Ma cosa fai? Son i dieci, Vai, vai, ma que stupida

no capisce niente, sono i dieci devo andare. Ma no capisce, viene qu�.

- Habla espa�ol? - Oh, no, no tu no me capisci

- Viene qu�. Guarda! - No lo entiendo.

Devo andare! - Capisce? No capisce?

- Guarda, ieri... non mi importa... - Ou�a o que lhe digo.

- No mi importa. Devo andare. - Pero estoy hablando!

Me no vado via! Capisce?

Trav�es.

Controlo altitude.

Ele assinou a carta e j� n�o pragueja contra n�s. S� traficantes.

Aten��o controle, aqui Israelita 'Alfa X-Ray 2-2' preparado para Tel-Aviv.

Israelita 'Alfa X-Ray 2-2' pista 1-1, vento � 090

contacte o nosso 119.1 para autoriza��o de partida.

Controlo em terra, Israelita 'Alfa X-Ray 2-2' solicitanto

permiss�o de 'take-off'.

Israelita 'Alfa X-Ray 2-2. Aguardem permiss�o.

Repito. Aguardem permiss�o.

Eles introduziram um cidad�o Argentino, a bordo daquele avi�o.

Ordeno-lhe que mande voltar aquele avi�o, ao estacionamente.

Tem de esperar por Rodriguez. N�o tenho autoridade para dar essa ordem.

Controlo em terra,

'Alfa X-Ray 2-2 Israelita, solicitando permiss�o de 'take-off'.

Israelita 'Alfa X-Ray 2-2 por favor mantenha posi��o.

Mande um ve�culo da Pol�cia �quele avi�o, e inspeccione todos os passageiros.

Qual � o problema?

Foi-nos dito para aguardar.

Estamos a consumir demasiado 'fuel' no solo.

Meged diz que voc� tem de tomar uma decis�o.

Pode-se saber o que se passa com esse avi�o?

Fale com Contreras.

- Contreras? Que � que se passa? - H� um Argentino, sequestrado nesse avi�o.

Este � o Inspector Contreras. Afirma que est� um cidad�o

Argentino, no vosso avi�o.

� absurdo.

Aqui est� o nosso manifesto.

- O homem � Faci Signola? - O homem foi levado para o avi�o.

Um homem com a cabe�a ligada.

Voc�s t�m um homem assim a bordo?

Sim, � um dos nossos mec�nicos.

Toda a gente viu o homem. Chama-se Zichroni.

Teve um acidente de carro, e ele estava ferido e foi para o hospital.

Tenho todos os pap�is.

- Posso v�-los? - Sim, com certeza.

Continuamos � espera.

- Que raio se est� a passar? - Foi-nos dito para esperar.

17 minutos. 2.000 litros de 'fuel'. Nunca chegaremos a Dakar.

- Cinco minutos, e partimos. - Isser, se os Judeus se atreverem

a pousar n�o importa onde, todos os pol�cias da Interpol de todo o mundo

- estar�o alerta connosco. - Cinco minutos.

Aqui tem uma prova duma patrulha da Pol�cia das estradas.

Entrada no Hospital,

Diagn�stico,

e alta do Hospital.

Eu digo-lhe que est� um cidad�o Argentino, a bordo daquele avi�o.

Vou emitir um protesto oficial.

Que � isso? Oficial?

Oficial como?

- Onde est�o as suas ordens? - Eu n�o preciso de ordens.

S� uns segundos, e vamos.

Sim senhor.

'Alfa X-Ray 2-2' Israelita, preparar para levantar.

Lembre-se das minhas palavras. Estes Judeus, enganaram-no.

Senhor Rodriguez, se houvesse um erro no manifesto, seria mau para si?

N�o, se toda documenta��o estava em ordem... Porque pergunta?

S� por curiosidade.

Mr. Lazar, um homem sente-se preenchido, numa causa nobre.

Eu creio que as coisas n�o correr�o bem para si..

Que quer dizer com isso? Preenchido?

Esta tarde, um jovem, dizendo-se Nicholaus Eichmann veio ao meu escrit�rio...

H� um avi�o �s 8 horas, para Santiago.

Penso que devia reservar um lugar.

J� reservei.

Como ir�o as pessoas, que deixou para tr�s, chegar a casa?

Eles encontrar�o maneira.

'Shalom.'

Adolph Eichmann foi levado a Julgamento em Israel

16 de Setembro, 1961.

.

Foi considerado culpado de crimes contra a humanidade e executado

31 de Maio, 1962.

.

As suas cinzas foram espalhadas no Mediterr�neo.

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