All language subtitles for The Glass House .Vic Morrow. (1972) DVDRip Oldies

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Original subtitles

Este filme foi inteiramente gravado numa pris�o estadual.

A maioria dos rostos e vozes s�o de prisioneiros reais.

O enredo � fict�cio, mas as situa��es s�o reais.

De Truman Capote: "O Sistema"

- Militar? - Sim.

Da Marinha?

N�o. Ex�rcito.

De qualquer forna � militar, n�o �?

Sim.

Uma coisa eu te digo:

Com pouco tempo de servi�o aqui

a gente j� come�a a pegar as coisas.

O que for dif�cil de pegar, eu te ensino.

Est� vendo aquela turma ali atr�s?

Tr�s deles j� estiveram aqui antes.

Steve!

- Que foi? - Quantas vezes j� foi preso?

- Entre uma e cinco. - J� foi o bastante?

- O suficiente. - Cara dur�o...

Est� vendo aquele garoto ali atr�s?

N�o queria estar na pele dele.

E temos um professor universit�rio...

Tem um professor universit�rio ali atr�s.

Paige!

Jonathon Paige, levante-se!

"Certo... esta corte est� aberta..."

- Assassinato. - Assassinato?

Professor universit�rio!

"Senhores jurados, j� t�m o veredito?"

"Sim, merit�ssimo!"

Paige, sente-se!

Deixe as moedas ca�rem onde devem cair.

Independente de onde caiam.

Independente...

N�o d� para se aquecer aqui.

Nem sei por que trabalho aqui.

Trabalho pelos meus bens. Voc� tem bens?

- N�o... - � feliz por n�o ter.

Conta da TV paga, do carro...

Crian�as... Gastamos tanto com eles...

As crian�as nem rezam mais nas escolas.

Tanta bagun�a nas ruas. Est� uma anarquia.

"Preside o honor�vel Juiz, Thomas Morgan."

"Que se levante o acusado."

"O presidente entregar� o veredito."

"Qual o veredito: culpado ou inocente?"

Consideramos o acusado culpado de homic�dio n�o premeditado.

"Jonathon Paige, est� declarado culpado"

"e condenado por homic�dio".

PRIS�O ESTATAL

Vamos, todos para fora.

D� uma ajuda ali.

Vamos l�.

Todos por aqui. Vamos.

Mostrem as m�os.

- Que foi desta vez, Hennesey? - O mesmo de sempre.

O mesmo de sempre. Voc� nunca aprende.

Certo. Vamos l�.

Um pouco mais para tr�s.

Vire a cabe�a um pouco para c�.

Olhe para mim. Um pouco para tr�s.

Fique assim. N�o se mova.

Agora todos pela esquerda.

Reviste as cal�as descendo e subindo desta maneira.

- Certo, quer tentar? - Sim. E se tiverem �culos?

�culos, tudo bem.

Est� �timo.

Apertado demais.

Aqui est�o suas cal�as. Elas t�m que durar...

Eu sei...

- Qual o tamanho? - Pequeno.

- E as cal�as? - Trinta e tr�s.

Que tamanho quer?

Tamanho quinze.

- E as cal�as? - Trinta e quatro.

Tem 3 jogos. Precisam durar 9 meses. Tome cuidado.

Aperte para que n�o possam retirar as m�os.

Alguma pergunta?

O que posso dizer?

Est� � uma arma t�pica contra rebeli�es.

Dispara cartuchos 12.

Funciona de 45 a 70 metros.

N�o aponte para ningu�m

a n�o ser que pretenda us�-la.

Aqui tem um exemplo de trabalho manual.

Esta plaquinha estava escondida aqui.

Quando o agente revisou, ela caiu.

� um kit completo para narc�ticos.

Seringa, agulha...

T... O...

C...

E...

F...

Juro solenemente

respaldar, obedecer e defender a Constitui��o Estadual

e cumprir fielmente os deveres do meu cargo.

- Eu juro. - Precisa ser um tubar�o...

para sobreviver aqui, ou eles te comem vivo.

Mas o que mais me revolta s�o os pol�ticos.

Eles v�m aqui para saber o que acontece.

E quem eles procuram? Os presos!

Eles n�o podem afirmar nada. S� falam mentiras.

Para saber o que ocorre deviam falar com os guardas.

Falem comigo! Eu sei o que acontece.

Como ele �?

� gente boa.

Em parte, perdeu o controle.

Levava isto como uma m�quina.

T�nhamos disciplina.

Falta pouco para se aposentar.

- Entendo... - J� podem entrar.

N�o vamos causar constrangimentos.

Senhor, este � John Courtland.

- J� conheceu o lugar? - Sim, senhor.

- J� conheceu nosso o arsenal? - Sim, senhor.

Procure se familiarizar com nossos toques sonoros.

J� sabe que n�o pode levar armas pr�ximo aos presos.

J� me explicaram, senhor.

Se for tomado como ref�m, nossa posi��o oficial ser� esta:

- "Voc� est� morto". - Sim, senhor.

Jamais negociamos. Aceita um caf�?

N�o... Bem, aceito sim, obrigado.

Na verdade os presos podem fazer ref�ns

a qualquer momento.

S�o mais fortes. Nos superam seis contra um. A��car?

N�o, senhor. Eu tomo puro, obrigado.

Este tem sido meu trabalho

j� faz uns 30 anos.

Suponho que, com o tempo, a gente tende a...

se anestesiar um pouco.

Mas � um trabalho, agente Courtland.

E saiba que pode ser um bom trabalho.

Bem...

- Vejo que esteve no Vietn�. - Sim, senhor.

Por que optou por trabalhar num pres�dio?

Eu estive em Saigon, por dois meses,

numa pris�o militar e vi muitas coisas.

N�o sei... n�o era para mim.

Pensei em tentar por aqui.

Eu quero mesmo saber, oficial Courtland...

Por qu�?

Bem, as coisas est�o dif�ceis. N�o achei mais nada...

Mas o resto � verdade.

Bem, para mim tem sido uma vida gratificante.

Acho que tenho tomado boas decis�es.

Quem sabe,

talvez, um dia, seja voc� sentado nessa mesa.

Agente Courtland, bem vindo a bordo.

- Obrigado. - Boa sorte!

Obrigado, senhor.

Dois meses numa pris�o...

Ah, voc� estar� ajudando.

O preso novo, Jonathon Paige, � professor universit�rio?

Sim, senhor. Homic�dio. Parece ser do tipo obediente.

�timo. Quero que fique na farm�cia.

Senhor?

Eu o quero atr�s do balc�o.

Senhor,

ser� dif�cil para um novato.

Disse que � obediente, n�o disse?

Sim, senhor.

Quero o professor Paige na farm�cia, agente Brown!

Sim, senhor.

"Walker, Rusk, apresentem-se na lavanderia..."

Vamos pelas escadas � esquerda.

Lar, doce lar, est� escrito aqui!

Um momento. Paige, Campbell, cela 131.

Espere. Pegue seu papel higi�nico

e seu sabonete.

Paige, cela 129 no piso de baixo.

- Arenie... - "Areno"!

Areno, 125, piso de baixo...

"Harold Campbell, Donald Simpson... oficina".

"Douglas Hamlock, Alan McCoy... escrit�rio do capit�o".

"Gary Brewer... primeiro andar".

"Floyd Thomas... segundo andar".

"John Boyle... escrit�rio do capit�o".

"Pete Romero... escrit�rio do capit�o".

"Robert Fullin... correspond�ncia".

- Ajax, tem a lista de novatos? - Quem � o menino novo?

Chama-se Allan Campbell. Cinco anos por tr�fico.

N�o me interessa o que fez.

Steve O. est� de volta.

- N�o demorou muito, n�o �? - Tr�s semanas.

Por que est� rindo? Podia ser com voc�, sabia?

- Trouxeram um professor hoje. - Professor?

Ser� viado?

- Talvez seja um advogado. - Advogado?

J� tenho tr�s. Preciso � de um juiz.

Ele ensina.

Ensina o qu�?

Ci�ncia pol�tica...

Humm... Ci�ncia Pol�tica!

� um branquelo...

Ele tem c�rebro.

Quero ver os registros dele.

Ser�o trazidos, ent�o.

Venha c�...

O que houve com Brown?

Ele precisa de mais uma semana, s� isso.

Tenho certeza que ele...

Diga a ele que s� tem mais tr�s dias.

Ele est� perdendo a calma...

Como assim? Como � que conhece minha mulher?

Eu estava livre e voc� preso...

Tudo bem, eles se resolvem.

Aqui costuma ter alguma a��o...

Tenho um lugar para voc�.

Sente-se...

- O melhor lugar da casa. - Obrigado.

Um bando de ot�rios. � s�rio!

Gosto de me sentar com gente de classe.

A comida est� boa hoje, n�o?

Sim, parece boa.

Sabe o que me disseram?

Me disseram que voc� tem um...

...doutorado. � isso mesmo?

Sim, um doutorado.

Eu podia usar algu�m com o seu talento.

Me traga um chili.

Nada de cebola!

Gosta de cebola? Me causa ardor.

- Quer cebola? - N�o, obrigado.

- Sou Hugo Slocum. - Jonathon Paige.

Deixa eu te dar um conselho.

Professor, aqui voc� pode ter...

...tr�s mil doutorados. N�o valem nada aqui.

Voc� � lixo, como o resto dos prisioneiros.

Principalmente porque n�o sabe nada!

� novato aqui, entende?

Ent�o...

talvez...

...possamos nos ajudar.

Interessante.

Eu mando em tudo isso aqui.

- Cigarro? - Obrigado, n�o fumo.

Veja bem,

este foi o seu primeiro erro.

Se eu ofere�o algo gratuitamente,

voc� aceita.

Vamos l�, aceite!

Agrade�o muito.

Vou te dizer outra coisa.

Acenda para mim.

Voc� pode cumprir dois tipos de pena aqui.

A tranquila e a ruim

Depende. � como esse sujeito que brigava por aqui.

Bem, um desses caras

vai ser cortado fora.

Acontece todos os dias. Tem facas aqui por toda parte.

Ei, est� tudo bem...

Gosto de companhia, entende?

Sabe,

posso arranjar um trabalho pra voc�.

Meu s�cio pode arranjar isto.

Professor,

n�o est� me ouvindo.

Posso tornar as coisas mais f�ceis pra voc�, entende?

Agrade�o muito pela oferta, Sr. Slocum, mas..

acho que vou recusar.

Vou te dizer outra coisa. � muito importante. Escute bem.

Digamos que esteja caminhando pelo corredor.

Qualquer corredor do pres�dio.

A� voc� se choca com algu�m. "Bum". Um acidente.

N�o precisa ser grande. Basta um "bum".

Ser� melhor se desculpar.

Sua vida pode depender disto.

E mesmo se desculpando, pode morrer assim mesmo.

- Entendeu? - Sim.

Seria pena ver um talento como o seu

ser desperdi�ado, entende?

Sabe, todos precisam devolver as bandejas limpas.

Por que n�o termina a comida do Hugo?

Ele agradecer�. Coma tudo.

Voc� deve ao Slocum cinco caixas.

Te demos 3 semanas e mais outras 3.

- Onde elas est�o? - Tr�s semanas no domingo!

Fez 3 semanas na quinta feira.

N�o brinque com fogo.

Quero agora mesmo, ou te abro como um porco.

e suas tripas cair�o todas no ch�o.

- Diga ao Slocum. Trarei sete! - Ele est� doente...

Eu, rapaz, venha c�. O que est� carregando?

- Nada, homem. - Deixe-me ver.

- N�o tenho nada! - Tem uma faca.

N�o tenho faca nenhuma

Vai me enfrentar?

- Fale com Slocum, ele... - Ei, Courtland!

- Algum problema? - Ele tem uma faca.

- N�o tenho nada! - Certo!

Eu resolvo isto. Cai fora!

Novato!

N�o foi nada!

Bem,

s� faltam 2.972 dias para eu sair.

Por que est� aqui?

- Quer saber? - Se quiser contar...

Foi uma armadilha e uma acusa��o injusta!

Eu conto. � uma boa hist�ria.

Estava indo visitar a minha noiva.

Ela vive do outro lado da cidade.

Levava o meu cachorro

e um pouco de erva.

Sabe, s� para ter um pouco.

Quando est�vamos caminhando,

meu cachorro parou para fazer suas coisas

e vi ao meu lado duas pessoas

em plena "transa��o comercial".

Bem, de repente...

dois mil policiais nos colocaram contra a parede

nos interrogando e eu disse:

"Estou s� passeando com meu cachorro"

e enfiaram tudo na minha bolsa.

Foi assim mesmo?

Mais ou menos.

Seria legar ter um viol�o aqui...

N�o seria bom um viol�o aqui?

Eles n�o permitem um viol�o aqui?

N�o sei...

Permitem cabelos compridos...

Hugo Slocum podia conseguir um viol�o.

Hugo Slocum?

N�o o conhece? Estou trabalhando para ele.

- Sou da turma dele. - Fala s�rio?

N�o acha bom? Com ele, tudo se resolve!

N�o acho bom, acho uma burrice!

Sabe, �s vezes voc� me surpreende.

Viu a cara deles quando eu entrei aqui?

Amigo, eu preciso de algu�m que me proteja!

N�o quero te obrigar a nada. S� acho que � um erro.

Acho que � um erro muito grande!

Bem,

depois falamos sobre isto, est� certo?

Escute,

estou envolvido com gente grande aqui. Gente "de peso".

Se precisar de alguma coisa, me fale. Certo?

Certo. Pensarei sobre isto.

"Douglas Hamlock, Alan McCoy: oficina do capit�o".

Ei...

Homem dos comprimidos...

Est� trabalhando na farm�cia, n�o �?

Esse cara aqui...

perdeu o trabalho pra voc�. Agora est� na lavanderia.

N�o sabia. Eu lamento.

Ele conhece bem o trabalho. Se tiver alguma pergunta,

ele sabe como funciona.

De vez em quando,

o Ajax passar� por ali.

Haver� um envelope embaixo do balc�o.

Certifique-se de entreg�-lo!

Um engra�adinho se encarregou do Sinclair.

N�o � problema meu, Hugo!

Talvez.

Jogos, Jogos...

Hoje, recebi uma carta da minha esposa.

Recebeu alguma carta?

�s vezes, receber cartas � pior que n�o receber.

Ela me conta do nosso filho.

Me fala de nossos amigos.

Ou�o tantas pessoas dizendo que...

perderam a sua fam�lia aqui!

Ei...

Escute,

s� vai ficar aqui por um ano.

Depois, pode voltar a lecionar,

ficar com sua esposa e filho.

� como um per�odo de f�rias.

- Um ano sab�tico! - Sim.

Ei...

Como � trabalhar para o Slocum?

- � moleza... - Vou te dar uns conselhos.

Eu � que vou te dar um conselho.

- Ah, o qu�? - N�o caia em depress�o.

Acho que vamos trabalhar juntos.

Meu nome � Jonathon Paige.

Como se chama?

Por que quer saber?

Nenhum motivo especial...

Bem,

se precisa de um nome,

eu sou Lennox.

Lennox, certo.

Bom dia.

Deixe ver o que tem a�.

Certo...

Aqui est�.

- O que � isso? - Para os olhos.

Vamos...

Espere, vou te dar algo para pingar nos olhos.

Aqui est�.

Pode levar.

Pode ir.

Pronto, amigo.

Certo, pode levar.

Aqui est�.

Voc� sabe o que faz, amigo?

Creio que sim.

Sei o que "n�o" fa�o.

Isso que fez ao Ajax mostra que voc� tem estilo.

Vou te dizer uma coisa:

Isso n�o termina assim. Ter� que se explicar para algu�m

Lamento por voc�.

Podia ter sido f�cil, sua pena � s� de 1 ano.

Como sabe disso?

- Li sua ficha. - Voc� leu?

- Achou interessante? - N�o muito.

Pense na minha ficha. Tem 3 ou 4 cent�metros de espessura.

Come�a aos 9 anos de idade.

Coisas bem pesadas...

N�o h� segredos aqui, Paige.

Estou percebendo.

O que voc� ensinava?

Voc� leu minha ficha!

Que pena.

Sua passagem aqui podia ter sido tranquila.

Como vai a batalha? Est� se adaptando?

Sim, senhor. Est� tudo bem.

� bem rotineiro, n�o �?

At� agora, muita rotina.

Nunca prometemos aventuras.

- Nem viagens. - N�o...

� s� um trabalho, Courtland.

- Como qualquer outro. - N�o sei, estava pensando...

Sete entre dez presos acabam voltando para c�.

� isso mesmo? Sete em cada dez?

- � isso mesmo. - Isso � mau...

A impress�o que passa � que algo n�o est� funcionando.

N�o vai mudar isso. Metade destes caras n�o tem jeito.

Isto � dinamite, procurando por um pavio.

Estes negros n�o s�o criminosos,

s�o m�rtires revolucion�rios.

E eles te odeiam porque est�o presos.

Os brancos, a mesma coisa.

N�o se deixe amolecer.

Estes animais te comeriam vivo.

Que tal vir com sua esposa

para um jantar semana que vem?

N�o sou casado, n�o tenho esposa.

Casado com o trabalho, n�o �?

N�o, eu tinha uma esposa.

Nos separamos. Me divorciei.

Bem, o convite permanece de p�.

Obrigado, eu agrade�o.

...Amor, que possamos compreender.

Muita gente desperdi�a o amor.

Falam dele mas n�o o compreendem.

- O amor vem de muitas formas. - � verdade.

- E o amor pode ser uma droga. - Sim...

Um idoso me disse uma vez:

N�o importa o quanto ca�mos. Importa o quanto levantamos!

- Como vai, professor? - Vou bem...

Garoto,

vem falar comigo quando acabar. Tenho algo pra voc�.

Certo, chefe.

Bem, eu vou indo.

Ei, vamos l�.

Que vamos fazer com Paige? Estou na mira dele.

Eu vejo ele me vigiando quase o dia inteiro.

Estamos precisando...

Ei, garoto, bem vindo � minha casa. Sente-se!

Est� imaginando o que eu tenho pra voc�, n�o �?

Veja isto...

A m�o � mais r�pida que o olho. Veja isto.

Que tal?

Olh� s� que madeira...

� todo seu, garoto!

Hugo, o que vamos fazer com Paige?

Depois cuidamos dele.

N�o precisava fazer isto!

- N�o � incr�vel? - � muito lindo.

Sei que � novo por aqui, ainda est� verde.

Mas logo perceber� que s�o poucas

as coisas que n�o consigo nessa pris�o.

Uma delas...

...� um helic�ptero!

E a outra � uma mulher.

Quer um pouco de bolo?

Veja o que tenho aqui.

- N�o est� bonito? Quer? - N�o...

Ei! Pensa que � seu anivers�rio?

Veja isto.

Tudo que quiser, me diga. Eu te consigo.

- Que tal uma erva? - Erva?

Um baseado?

Pode acreditar. Posso at� fazer que os anjos tragam...

um pouco de p�, entendeu?

Garoto,

por que n�o toca uma m�sica?

Claro, deixa eu afinar primeiro.

� assim que se afina?

Ei, relaxe. Ningu�m vai te machucar, garoto.

Sabe o que eu ouvi? Ouvi que voc� quer...

...entrar na oficina. � verdade?

Eu consigo isso. � coisa f�cil!

Sei que tem feito umas coisas para mim, mas...

n�o tem feito o bastante.

Precisa da minha prote��o. Comigo perto, n�o h� perigo.

Sim, sei que � verdade.

Mas n�o sei o que mais posso fazer por voc�.

Garoto, acho que n�o entendeu meu recado.

Precisa de prote��o

porque isto aqui � uma selva.

Tem v�rios animais esperando

para pegar um garoto como voc�...

Tenho que ir.

O que h� com voc�?

Quer ser ca�ado por aqui?

Gosto de voc�, garoto.

mais...

...do que os outros.

Fedelho...

Por mais que eu viva, nunca vou entender

que algu�m queira ganhar a vida assim.

Acho que n�o pode fazer mais nada.

D� um tempo, novato.

Com o tempo, presos, guardas...

ficam todos iguais.

A quanto tempo voc� est� preso?

Minha vida toda, entre um pres�dio e outro.

Desta vez, a senten�a � indeterminada.

Sentenciaram um amigo meu a 1.900 anos!

- Est� brincando! - N�o.

Ao menos ele sabe quanto tempo vai cumprir.

Sabe,

passei minha vida

preenchendo cheques para melhorar o mundo.

Entende o que digo?

Redigindo peti��es, participando de reuni�es...

N�o estou pronto para isso!

N�o me conformo com isso.

Todos me acusam, me perseguem. Todo mundo...

...joga sujo.

- � tudo um jogo. - � o sistema.

� assim que funciona.

Voc� n�o sabe nada

sobre drogas pesadas.

� assim que muitos caras aguentam.

� o que torna Slocum um rei.

Ele controla a situa��o.

E voc� o parou...

Parei?

Ou�a,

o que voc� quer?

Como assim?

Todo mundo quer alguma coisa.

Todos querem alguma coisa, sem exce��o...

N�o vou brincar com voc�, Paige.

Eu quero...

que estes homens se valorizem como indiv�duos,

como seres humanos.

S� quer isso?

Veja,

n�o sou um Slocum porque sou pol�tico.

E ningu�m vai entender

porque desejo mudar o sistema. Sabe por qu�?

Porque estarei aqui toda minha vida,

n�o tenho nada a perder.

Quero tirar o cavalo de Slocum e deix�-lo na pior.

Que seus pr�prios comparsas se voltem contra ele.

- E depois disso? - O que quer dizer?

A curiosidade dessa mudan�a � que tudo permanece igual.

Quem garante que n�o vai ocupar o lugar dele?

Ningu�m.

Eu pensei que entenderia o que eu disse.

Mas � igual a todos os outros.

Eu n�o consigo...

Voc� est� bem?

Precisa de algo?

- � ruim assim? - N�o, tudo bem.

Deus, sinto tanto a sua falta...

- Cigarros. - O qu�?

- Compre cigarros! - Tudo bem.

Pode me dar dois ma�os daqueles?

E mais outro destes.

Obrigado.

Espere...

- O que � isto agora? - Como?

O que estou fazendo?

Est� pagando ao Hugo.

Como assim pagando ao Hugo?

Est� devendo oito ma�os a ele.

Oito?

O que est� dizendo? Por que devo a ele?

Pelo viol�o...

Pelo viol�o? Ele n�o me disse nada...

N�o disse?

Eu n�o sei de nada disso.

N�o tenho nada a ver com isso.

Est�o dizendo que te devo oito ma�os.

Correto. Sinclair calculou, n�o foi?

Sim, oito ma�os.

Ele n�o bateu em voc�. Bateu?

- N�o. - Ent�o, qual o problema?

- Ningu�m me avisou. - Ningu�m avisou...

Garoto, n�o tem problema.

Esque�a os cigarros. Cigarros custam caro, mas...

Dinheiro n�o � tudo.

Vou esquecer porque gosto de voc�.

Espere Hugo, acha isso s�bio?

Ningu�m te perguntou nada.

Quer saber, eu trarei o resto dos cigarros.

Que pena...

� um bom garoto.

Professor, voc� joga "pingue pongue"?

N�o.

Se eu melhorar um pouco eles me mandam pra China.

Queria falar com voc�. Tem um minuto?

Minuto? Eu tenho muito tempo.

Tamb�m quero falar com voc�. Venha.

� sobre o Allan.

- Allan? - Sim.

� um bom garoto. Faz tudo certo.

Bem,

acho que � um garoto muito ing�nuo.

Pode sair limpo daqui se der uma chance a ele.

Professor, sabe o que parece? Um assistente social.

S� me preocupo com ele, s� isso.

� isso que parece. Por que n�o ajuda a mim?

N�o sei o que quer dizer.

Trabalha naquela farm�cia e eu quero que saia!

Por que n�o diz ao diretor?

Estou dizendo a voc�!

� pelo Sinclair...

Ele n�o est� bem. Virou um in�til naquela lavanderia.

Ele nem toma caf� mais. Isto o est� afetando.

Ajax,

N�o � verdade que n�o temos mais caf� aqui?

- � verdade. - Entende o que digo?

Foi o que te disse outro dia.

Quero Sinclair de volta na farm�cia.

Mas n�o posso fazer nada.

Ei,

Eu falo outra l�ngua? Voc� n�o me entende?

- Falo r�pido demais? - N�o, eu entendo...

Tamb�m s� quero me fazer entender.

Eu podia te abrir agora mesmo!

Estaria morto antes de cair no ch�o!

Sem tempo para dizer adeus!

N�o � incr�vel, professor?

N�o tem como escapar de mim. Onde quer que v�, eu te pego!

Ent�o, n�o me aborre�a.

De agora em diante, voc� me obedece. Entendeu?

Cai fora.

Vai...

A gente se v�, professor.

Continue andando. Tenha cuidado, Paige.

- Acontece de tudo por aqui. - J� percebi...

O que est� olhando?

- N�o estava te olhando. - O que est� olhando? Eu percebi!

N�o era voc�. Lamento ter olhado.

Espere, Paige!

Espere.

N�o queria incomodar.

Quero que me fa�a um favor.

Um favor?

- � professor, n�o �? - Sim.

Leia o meu livro.

- Voc� escreveu isto? - Sim.

� um livro para crian�as.

Por que escreveu um livro para crian�as?

Eu tinha uma filha.

Tinha? Sua esposa te deixou quando veio para c�?

Eu n�o sei.

Veja, eu sei que tem...

erros de ortografia.

Mas se voc� ler e conhecer algu�m l� fora,

talvez possa public�-lo?

- Voc� fez os desenhos? - Sim.

H� quanto tempo est� escrevendo isso?

Uns tr�s anos.

Sim, tr�s anos!

Voc� pode conseguir algo por ter feito isso.

Por que tem que aturar o Slocum?

N�o � da sua conta...

N�o se envolva nisso.

Me desculpe por ter pedido para ler.

- Espere, por que age assim? - Ou�a...

Aqui podem matar a gente!

Quem foi que desligou?

Professor!

Devia pensar no que faz.

Ligue de novo!

N�o pode andar por a� mudando as coisas.

- N�o sabia que estavam vendo. - N�o fa�a mais isso, certo?

Eu n�o sabia, est� bem?

Calma...

- Vai com calma... - Calma voc�!

Espere... Relaxe, pode ser?

Volte para o seu lugar.

Relaxe.

Entre a�!

Acho que algu�m vai se machucar...

Possivelmente mais do que um.

- Acontece todo dia! - Sim, senhor, mas...

� a tens�o. Tenho reparado que a tens�o no bloco C

est� aumentando e se nada for feito...

Se nada for feito, o qu�?

Os prisioneiros sempre brigam entre si.

�s vezes, alguns morrem.

Em suas esquisitices, n�o t�m tempo pra mais nada.

- Se for s� uma suspeita... - N�o � uma suspeita, Sr.

Acho que devia mudar o Paige para outro bloco.

Tir�-lo do bloco C e tamb�m da farm�cia.

Em outro bloco seria igual, e eu o quero na farm�cia.

Estou dizendo que Slocum vai fazer alguma...

N�o tente me ensinar meu trabalho, oficial.

Lido com estas situa��es h� muitos anos.

Est� jogando com a vida de um homem.

Aprendi pela experi�ncia que �s vezes � melhor

deixar que as situa��es se ajustem por si mesmas.

Apresente um relat�rio se desejar.

- Tem algu�m em casa? - Ol�, Hugo.

Voc� est� meio sumido.

Queria trabalhar no meu livro.

Tudo bem, mas tinha que levar o envelope do Brown...

Eu esqueci...

� isso que os rapazes me disseram.

Que voc� se esquece de uma por��o de coisas.

Desculpe-me, Hugo, vou falar com o Brown...

N�o se preocupe. O Bree j� fez isso.

Acredite, Hugo, eu lamento...

- Estava escrevendo, n�o �? - Sim, estava...

Falando em livros, eu soube

que teve uma conversa amig�vel com o professor.

- N�o minta pra mim... - N�o...

N�o minta pra mim!

- Sobre o que falaram? - Sobre nada...

Combinamos que ele ia ser tirado da farm�cia.

S� pedi para ele ler o meu livro.

Queria que checasse a ortografia para mim.

- A ortografia? - Sim, � s� isso.

- Ele est� te ajudando? - Sim...

Estou saindo, mas tenho outros para ocupar o seu lugar.

Ei, garoto!

Ol�.

M�s not�cias, garoto...

Sabe que posso te matar agora mesmo?

� um homem, n�o �?

� pecador diante de Deus, por isto est� aqui.

Podia te matar com uma m�o. J� fiz isso antes.

Acredita que eu posso te matar?

Estou te assustando, n�o �?

Sabe, voc� n�o vai querer

me aborrecer, j� que me converti para Deus.

Garoto, sei que voc� consegue muita coisa aqui,

mas existem regras.

Hugo n�o quer voc� morto.

Deve entender que tudo tem seu pre�o...

� este?

Como disse o Slocum, � um rapazinho...

N�o...

N�o, por favor!

Quer alguma coisa?

Deixe pra l�, tudo bem?

N�o importa o que houve, ainda � um homem,

� a mesma pessoa que entrou aqui.

V� embora, por favor.

Eu atendo.

Sala dos guardas. Brown.

Certo.

Suic�dio no bloco C!

Vamos, pule!

Pule, garoto!

- Alla, n�o! - Pare a� mesmo!

N�o importa o que houve. N�o vale a sua vida!

Venha...

Venha...

Jesus Cristo...

Santo Deus...

Paige, vamos para baixo.

Venha, vamos voltar.

Venha...

Tire as m�os de mim!

Ele morreu, n�o podemos fazer nada.

N�o podemos fazer nada.

Vamos descer as escadas.

Ele est� morto. Venha...

Vamos...

Paige,

gostaria de explodir tudo isso?

N�o sei do que est� falando. Como assim?

Olha, Paige,

vamos dizer que eu sou o "tesoureiro" do Slocum.

Tenho todo o registro dos �ltimos 8 anos.

Tudo anotado. Nos m�nimos detalhes.

Menciona os nomes dos guardas nesta lista?

Eu tenho os nomes.

Brown.

Oito anos � bastante tempo!

O Sal...

Conhece as pessoas certas para entregar isto...

Quem sabe deste livro?

Slocum,

eu,

Ajax...

...e agora voc�.

N�o entendi uma coisa. Por que est� fazendo isso?

Escute, Paige...

Eu j� estou morto!

Com quem est� este livro?

Agora est� com voc�!

Preciso te pedir uma ajuda.

Precisa?

Preciso enviar algo para o lado de fora.

- Consegue fazer isso? - Sim, mas por que te ajudaria?

Porque � muito importante.

O que vai fazer?

Enviar uma carta para sua mulher?

N�o.

� importante para voc� tamb�m.

O que �?

N�o posso dizer.

N�o posso.

� algo escrito.

Eu sei o que �.

Se voc� quer se livrar do Slocum,

� assim que se faz:

Bala, gatilho, "bum"...

N�o posso fazer isso.

- E n�o quero mat�-lo. - Voc� n�o sabe de nada.

Quem vai te proteger?

� isso que queria, por que n�o faz?

Come�aria uma guerra, amigo...

Deixe eu te dizer uma coisa,

se quer tirar o Slocum das suas costas

precisa ter algo de peso.

Voc� me entende?

N�o posso te ajudar!

Eles espionam todo mundo..

H� um dossi� para cada cidad�o do pa�s...

Esses espi�es... Eu sei...

Esses caras trabalham para a Cia...

Cai fora daqui, entendeu?

O que vai fazer ao Slocum, � melhor fazer depressa!

Seja r�pido, amigo!

Vamos...

Ponha tudo para fora.

N�o est� aqui!

Quero meu livro.

N�o!

Abram o port�o!

Socorro!

Socorro, por Deus!

Eu fico com esse livro.

De jeito nenhum!

Bem, voc� foi "batizado".

Parab�ns. Bem vindo ao clube.

Lamento pelo catedr�tico...

Paige.

Jonathon Paige.

� incr�vel...

quantos problemas foram resolvidos ontem.

- Aqui est�. - Eu j� li isto.

Sei que leu. Preciso que assine.

A� falta muita coisa, Sr.

Esta ser� a vers�o oficial, Courtland.

Nada do que eu denunciei est� a�!

Um detento morreu ontem num confronto racial.

N�o...

Um motim racial, puro e simples.

- Acontece a toda hora... - N�o, senhor!

N�o foi isto que houve.

Voc� chegou no fim da coisa...

Neste escrit�rio classificamos os fatos.

� um jogo de poder.

Bem...

Darei o livro de Slocum como prova!

Que livro?

Um bloco de notas citando nomes e subornos...

Foi essa sujeira toda que fomentou tudo isso!

N�o existe livro nenhum, oficial Courtland!

N�o farei isto.

N�o assinarei este papel.

N�o vou assinar sua declara��o.

Ningu�m te obriga. S� ofere�o uma forma suave

de explicar por que matou um prisioneiro.

O agente Brown j� foi severamente repreendido

por neglig�ncia no trabalho.

Voc� ainda �

muito inexperiente para entender tudo isso, Courtland.

Nosso trabalho � evitar que as coisas expludam.

Isto �...

...pior que um monte de merda!

Isto est� explodindo agora mesmo

ningu�m v� isso. Quando algu�m v�

n�o faz a menor ideia do porqu�!

Existem comiss�es, Courtland.

Comiss�es e conselhos.

Respondemos por eles. E os senadores.

E grupos de direitos humanos. Da esquerda, da direita...

H� os favor�veis � pena de morte e os contra ela.

H� executados e anistiados. S� n�o temos dinheiro.

N�o caio de amores pelo sistema!

Mas � tudo o que temos.

� melhor do que n�o ter sistema nenhum.

N�o...

Vou contar tudo. Vou contar!

Agente Courtland, est� num caminho solit�rio.

- Totalmente solit�rio. - Tudo bem...

N�o tenho outro caminho!

Courtland!

Tradu��o e sincronia: Francisco Jos� B. Jr.

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