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Tombstone. Territ�rio do Arizona.
A manh� de 29 de julho de 1881.
Senhor, voc� tem comida e equipamento para abrir uma loja.
O que procura, estranho?
Abrir uma loja.
Voc�...
Voc� tem estado na trilha por muito tempo?
Por um tempo.
Vindo de San Francisco.
O que te faz dizer isso?
Voc� � o Glade Rafferty,
procurado por roubo a banco e assassinato em San Francisco.
Eu n�o faria isso.
A circular dizia que havia outros dois.
Gene Slater e Mark Warren. Onde eles est�o?
Mortos.
O que realmente aconteceu, das p�ginas do meu jornal,
o Epit�fio de Tombstone.
Foi assim que aconteceu na cidade muito valente para morrer.
TOMBSTONE TERRITORY SO1Ep08- SOBREVIV�NCIA NO DESERTO
Como Slater e Mark morreram?
No deserto, vindo de Tucson.
- Sede. - Voc� n�o sentiu sede?
Mantive minha mente em outras coisas.
Pensei que tivessem morrido de sede no deserto.
A tarde de 29 de julho de 1881.
Clay Hollister n�o tinha voltado ao seu escrit�rio desde cedo.
Seu paradeiro era um mist�rio.
Sabe aonde est�, Hollister?
Sim.
3 milhas ao sul de Tombstone.
Ou Wedlock Road.
Sabe por que ainda est� vivo?
Te ajudarei.
Queremos atravessar a fronteira com o M�xico.
Sem pegar uma trilha regular.
E sem encontrar os Apaches.
N�o podemos fazer isso sozinhos, Hollister.
- N�o conhecemos esse lugar. - Mas voc� conhece.
Agora sabe por que ainda est� vivo, n�o sabe, Hollister?
Slater foi contr�rio a traz�-lo.
Voc� devia ter ouvido ele. Isso n�o funcionar�.
Voc� ser� nosso guia, xerife.
Por que? Para impedir que me mate?
Voc� me matar� de qualquer forma quando chegarmos no M�xico.
Provavelmente, mas acho que vir� mesmo assim.
- Por que eu faria isso? - Esse distintivo de lata.
Voc� � um xerife, Hollister. � dever de um xerife
prender pessoas como n�s.
Enquanto estiver vivo, voc� ter� chance de fazer isso.
Claro que � uma chance pequena.
Oh, eu n�o sei.
3 contra 1 n�o � uma chance muito pequena.
3 contra 0, Hollister.
Voc� n�o tem muni��o, s� armas.
Imaginamos que n�o seria bom encontrarmos algu�m
com voc� desarmado.
V� em frente. Cheque-as.
Acreditarei na sua palavra.
At� roubamos um cavalo para voc�. Devia ser agradecido.
Isso devia te animar.
Certo, xerife. Voc� mostra o caminho.
- Pr�xima parada, Sonora, M�xico. - Sabe a que dist�ncia fica?
- A cerca de 50 milhas. - Estamos no deserto.
Trouxemos suprimentos.
- O suficiente? - Mais que o suficiente.
Comida, �gua. Satisfeito?
Ficarei satisfeito quando chegarmos a Sonora.
Certo, xerife. Vamos.
Irei atr�s dele.
Pense em nos enganar e te mato.
Acho que ele fala s�rio, xerife.
Como eu disse, ele foi contr�rio a isso.
Eu te mataria mesmo que tivesse concordado.
Agora, ande.
Revezaremos vigiando. Exceto voc�, Hollister.
- Voc� poder� dormir direto. - Esta noite.
A noite de 29 de julho.
Em Tombstone, a preocupa��o com o xerife Hollister come�ava a crescer.
N�o havia pistas sobre seu desaparecimento.
Glade?
Espere.
- Ele estava bebendo a �gua. - Ele � louco.
Estava aberta. Ele deve ter feito isso.
Cale-se.
O que diz? Teve algo a ver com isso?
Como eu poderia? Seu homem n�o estava me vigiando?
- Por que ele faria aquilo com a �gua? - Para dificultar nossas vidas.
- Isso dificultaria a vida dele tamb�m. - Ele � metade lagarto,
- n�o precisa de tanta �gua. - Te digo que n�o toquei na �gua.
Foi ele.
De qualquer forma, voc� est� errado.
Ou tentou roubar nossa �gua, ou deixou o homem que devia vigiar
fazer isso.
V� ver quanta �gua perdemos.
Mais da metade.
Sabe, pessoalmente, acho que fez isso.
Rafferty, ningu�m, mesmo que seja um lagarto,
pode sobreviver no deserto sem �gua.
Voc� poderia. Voc� conhece bem o deserto.
Voc� sabe como um homem sem �gua pode sobreviver.
Como beber o l�quido que sai do cacto.
Eu tamb�m sei disso, Hollister. E mesmo que seu plano funcionasse,
voc� n�o ganharia.
E n�o ganhar�.
Agora, v� dormir um pouco.
30 de julho de 1881.
Os ajudantes do Hollister fizeram uma busca cuidadosa
na �rea de Tombstone. Ningu�m havia visto o xerife sumido.
Espere.
N�o dev�amos ir por aquela dire��o?
N�o.
- Tem certeza? - Absoluta.
� melhor que tenha.
Espere, Hollister.
Muito esperto, n�o?
- O que foi? - Um cavaleiro.
Por isso que ele veio por aqui.
Ora, eu s� o vi agora.
- Voc� � um mentiroso. - V� com calma, Slater.
Que problema um homem pode nos causar?
Estamos patrulhando.
N�o somos homens ca�ados.
Somos membros da posse do xerife.
Certo, xerife?
Ele pode arriscar e nos entregar.
E causar a morte daquele homem? N�o acho que ele faria isso.
Ol�, homens.
Ol�.
Seja soci�vel, xerife.
Ol�, xerife. Me chamo Mitchell, garimpeiro.
Hollister. Prazer em conhec�-lo.
Viu um cavaleiro sozinho, Sr. Mitchell?
Estamos procurando um homem alto, montando um alaz�o.
N�o, eu n�o vi ningu�m desde que deixei Tombstone.
Tombstone? Tombstone fica l� atr�s.
- Receio estar enganado, filho. - Sim, verdade.
Ele � um novato.
Acho melhor partirmos, xerife. Foi um prazer conhec�-lo, Sr. Mitchell.
Digo o mesmo. Adeus.
Voc� logo ser� morto.
Ele tem que ser morto. O que estamos esperando?
- Nada. - N�o atiraremos nele.
Por que n�o?
Ainda precisamos dele para chegar no M�xico.
Enlouqueceu?
Ele quase nos levou de volta a Tombstone.
Ele jogou fora metade da �gua.
Quantas chances ele ter�?
Quantas Ihe dermos, eu acho.
Perder a �gua foi culpa sua, Warren.
Andarmos em c�rculo foi culpa de todos.
Deix�-lo viver ser� culpa sua.
Eu digo para mat�-lo agora mesmo.
E digo que voc� n�o manda em nada.
Pensei que f�ssemos s�cios.
Pensou errado, e continua pensando.
� melhor se distanciar, xerife, ele atira mal.
Voc� ainda tem chance, Slater.
De que? Ser enforcado?
N�o, obrigado.
Voc� � quem est� cometendo um erro, Rafferty...
Ao traz�-lo junto. Ele � cheio de truques.
- Eu digo para mat�-lo. - Voc� j� disse isso.
Ele est� morto.
O que acha que devemos fazer sobre o xerife, Warren?
O que voc� disser, Glade.
Eu digo que ele deve nos levar a Sonora, M�xico.
O que voc� diz?
Eu digo que minhas chances est�o melhorando.
S�o 2 contra 0, agora.
Funerais te deixam chateado, Warren?
N�o se n�o for o meu.
- Posso beber um pouco de �gua? - Mais tarde.
Certo, Hollister. J� basta.
Parado.
Levante-se. V� para l�.
Vamos. Vigie-o.
Enterre-o.
Voc� o ajuda.
Hollister!
Mostre-me essa m�o.
Qual � o problema? Tanta confus�o por causa de uma bala.
Voc� tem v�rias outras para brincar, n�o?
Claro.
- Encontrou a bala? - N�o, ainda est� l� embaixo.
Certo. J� basta.
Ningu�m o encontrar� agora.
O cavalo extra levar� parte o suprimento.
Vamos.
Para o sul.
31 de julho de 1881.
Boletins sobre Hollister foram enviados aos oficiais de paz
por todo sudoeste. Ainda n�o havia pistas.
O que � isso?
- Isso o que? - Na sua m�o, abra-a.
- J� n�o fizemos isso? - Vamos fazer de novo.
D�-me suas armas.
Uma de cada vez.
Certo.
Glade!
N�o se mova, Warren.
Est� tremendo um pouco, n�o?
Vamos. Voc� ainda ter� uma arma.
Certo, xerife.
Quero ver como atira.
Muito obrigado.
Certo. Vamos.
1� de agosto de 1881.
Clay Hollister estava desaparecido h� 4 dias.
Glade?
Ele est� morto?
Sim.
Minhas chances continuam melhorando, n�o?
Ainda � 1 contra 0.
1 contra 1.
Encontrei a bala que deixou cair na cova do Slater.
Est� na minha arma agora, a da direita.
Est� mentindo.
Voc� ter� que provar isso.
Voc� tem duas escolhas agora:
Pode se render ou sacar.
Qual ser�?
E se tiver a bala? Voc� s� tem um tiro.
Verdade.
Mas s� pode descobrir se sacar, n�o?
O que tem a perder blefando? Estamos quase no M�xico.
Sabe que te matarei mesmo quando n�o precisar mais de voc�.
Sim, esse � um lado da hist�ria.
O outro � a bala estar na minha arma.
Ent�o?
H� $50.000 naquele alforje. Pode ficar com tudo.
N�o pagarei pra ver. Pode me levar.
Vire-se.
Eu precisava descobrir.
Sim.
3 de agosto de 1881.
Fui avisado no Epit�fio que o Clay Hollister
havia sido visto a caminho da cidade.
Onde diabos esteve, Clay?
- Fora da cidade. - Fazendo o que?
Cavalgando.
Voc� devia ter avisado algu�m onde ia.
Aconteceram coisas por aqui. Voc� recebeu um telegrama de Tucson.
- Recebi? - Sim.
Charlie abriu. Ele dizia que 3 homens
procurados por roubo a banco e assassinato estavam vindo
nesta dire��o.
Os tr�s homens estariam montando tr�s cavalos, n�o?
Bem, � claro que sim.
O que espera que fa�am? Andem at� aqui?
Qual � o problema com voc�?
Deve ter sido um duelo e tanto.
Uma bala.
Legendas - Danilo Carvalho
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