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Tombstone, Territ�rio do Arizona.
1� de Novembro de 1881.
- Pai, quanto tempo at� Tombstone? - Meio dia, talvez.
Terei que checar.
N�o v� a hora de se divertir, heim, filho?
Depois de 6 semanas disso? Com certeza.
Sim, que � s� uma parada.
Guarde suas for�as para quando chegarmos ao forte.
Pai, voc� � quem manda.
S� me divertirei um pouco em Tombstone.
- Faltam 10 milhas, Sam. - Sim.
Isso � muito para o Tully.
- Como ele est�? - N�o v� a hora de chegar.
Essa viagem o deixou com sede. N�o v� a hora de chegar em Tombstone.
Eu tamb�m, Sam. Eu tamb�m.
O que realmente aconteceu, das p�ginas do meu jornal,
o Epit�fio de Tombstone.
Foi assim que aconteceu na cidade muito valente para morrer.
PASSEIO AO MEIO DIA
Na tarde de 1� de Novembro de 1881.
Sam Brewster e seus vaqueiros finalmente pararam a manada
e foram para Tombstone.
Vamos, pai.
Vamos l�.
N�o invejo seu trabalho hoje, Clay. N�o com os homens do Brewster.
Sam Brewster j� esteve na cidade antes.
Eu e o Charlie sempre conseguimos mant�-los na linha.
H� sempre uma primeira vez.
� uma pena que n�o haja uma rua especial no deserto
para vaqueiros vindo de longas travessias.
Poderia salvar uma cidade de muita destrui��o.
N�o acho que os comerciantes de Tombstone gostariam disso.
Parece que est� na hora de come�ar a proteger os bens deles.
Certo. O vejo por a�.
Ol�, Sam.
Pe�a aos seus rapazes para entregarem suas armas.
N�o queremos que ningu�m se fira.
E a cidade ser� sua.
Bem, rapazes, vamos fazer o que o homem diz.
N�o ando sem arma por ningu�m.
Voc� a receber� quando partir.
Onde j� se viu uma cidade sem armas?
Voc� � novo, senhor, ent�o serei honesto.
Quando parece que criar� problema, voc� entrega sua arma.
E parece que criar� problema.
Ent�o desmonte e entregue sua arma.
Entregue-as, rapazes. Estamos perdendo tempo.
Ei, parece que algu�m finalmente te far� largar estas armas.
H� mais de um lugar para se carregar uma arma.
Vamos.
Parece que quase tivemos problema.
Ainda � cedo, Sr. Claibourne. Cedo.
Se acalme, rapaz. Voc� n�o ir� a lugar nenhum.
- Tudo calmo, Charlie? - Sim.
Sam Brewster acabou de mandar duas carro�as de suprimento
para o seu acampamento.
Aqueles rapazes gastam bem quando aparecem.
Contanto que s� fa�am isso.
Imaginei que as coisas estavam calmas demais.
Parem com essa briga. Est�o destruindo meu bar.
Algu�m mais quer brigar?
Parados!
Certo. A briga acabou.
Estava na hora de aparecer, xerife. Olhe o lugar.
- Est� bem, Tully? - Sim.
- E os danos? - O que diz, Sam?
Seus rapazes n�o s�o de brincadeira.
Tudo bem, Hollister. Minha equipe j� destruiu
lugares melhores que esse e nunca deixei de pagar.
Quanto devo?
Oh, eu diria que $300.
Incluindo os dois furos que coloquei no teto.
Pague-o e tire seus rapazes da cidade. Eles j� se divertiram.
� f�cil falar quando s� voc� est� armado.
Pode ser, senhor, mas � assim que �.
Pague-o e sigam em frente.
Vamos sair desta cidade.
Lembre-se do nome, homem da lei.
Link Thompson. Talvez um dia eu d� as ordens.
Primeiro, tenha certeza de que � capaz disso.
Fico feliz de termos nos livrado deles.
Trabalho buracr�tico.
- � melhor eu come�ar. - Fa�o a ronda para voc�.
Obrigado, Charlie.
Ei, Link?
- Cad� o Tully? - N�o sei.
Achei que estivesse na traseira.
- Eu voltarei. - � melhor eu ir com voc�.
- Pode haver problema. - J� estamos com poucos homens.
� melhor movermos a manada.
Vamos faz�-las andar algumas milhas agora que refrescou.
- Assim n�o perder�o peso. - Voc� � quem manda.
- Eu e o Tully os alcan�aremos. - Gostaria de reencontrar aquele xerife.
Espero que n�o encontremos nenhum �ndio. Temos que levar as vacas para o forte.
- E depois? - Tombstone, talvez.
N�o se preocupe com isso.
N�o gostei disso, chefe.
Apenas esperando sentado.
Eu n�o gosto disso.
O dinheiro dele � t�o bom quanto o de qualquer um.
- O xerife tamb�m n�o gostar� disso. - Talvez ele o esteja esperando.
Eu n�o ligo a m�nima.
Ei, Otis.
V� com calma, Brewster.
Uma briga por noite � o suficiente.
N�o na minha opini�o.
N�o quando algu�m segurou minhas m�os na primeira.
Foi um acidente, rapaz. Vamos tomar uma bebida.
N�o bebo com um homem covarde.
Voc� n�o falou s�rio. Voc� andou bebendo.
Ent�o, agora um texano sequer pode beber um pouco, heim?
� melhor encontrar o Hollister heim?
Sim.
A�!
Talvez possa beber isso!
Saia daqui, Brewster. Ei, Ted.
Sim, Radcliffe?
N�o se movam.
Ainda tenho um assunto inacabado aqui.
Est� acabado agora, Brewster.
- Chamem o m�dico. - J� foram chamar.
- Quem fez isso? - Devagar, Sam.
Ele puxou uma arma escondida. Charlie teve que atirar nele.
Isso mesmo, Brewster. Foi leg�tima defesa.
- Como ele est�? - � dif�cil dizer.
A bala ter� que ser removida primeiro.
Chamem um m�dico.
- Ou trarei um meu. - Devagar, Sam.
Charlie, leve-o ao Cunningham. Ajudem-no.
Eu ajudo.
Voc� n�o far� diferen�a l�, Sam. O m�dico sabe o que faz.
O Dr. Cunningham � o melhor no territ�rio, Sr. Brewster.
� melhor que seja mesmo, Hollister.
Ele �.
Por que se meu garoto morrer,
destru�rei essa cidade para pegar aquele ajudante.
Espere um pouco. Ele n�o pode fazer isso.
Foi leg�tima defesa.
Voc� n�o sabe o que est� falando, Sam.
H� testemunhas.
Entenda de uma vez, Hollister.
Todos voc�s.
Se meu filho morrer, minha equipe voltar�.
E ningu�m tomar� nossas armas.
Aquele homem tem o pavio curto.
N�o quero que crie problema, Brocius.
- N�o hoje. - Problema?
Eu?
Por que n�o volta para Galleyville com seus pistoleiros?
Oh, as coisas est�o muito devagar l� em cima.
�?
- Basta ficar na linha. - Tenho que fazer isso.
Curly Bill Brocius sem uma arma.
Por isso que o fiz entreg�-la.
Voc� sabe que n�o crio problema.
Mas j� terminei alguns.
Brewster falou por falar ou foi s�rio?
O tipo dele n�o fala � toa.
Sinto que ter� algo para imprimir antes que isso tudo acabe,
e n�o ser� nada de bom.
2 de Novembro de 1881.
Tully Brewster estava entre a vida e a morte.
Sam Brewster havia sa�do da cidade, mas seu aviso ficou para tr�s.
E ficou na mente do povo que aguardava do lado de fora
do consult�rio do Dr. Cunningham.
Como est� o jovem Brewster?
Ele est� morto.
Parece que teremos problema. Todos n�s.
5 de Novembro de 1881.
Um medo repentino pairou sobre Tombstone.
Todos estavam preocupados.
TULLY BREWSTER MORRE.
� como estava dizendo a voc�s, Brewster sempre trouxe
muito dinheiro para esta cidade e digo para nos livrarmos
do Charlie Riggs.
Com o que est� realmente preocupado, Fred?
Sua loja?
Ou, sejamos honestos...
Com sua pele, caso tenha que ajudar a lei?
� assim que vejo.
Por que nos arriscar�amos para proteger o sub-xerife?
O que � t�o engra�ado?
Bem, estava pensando em como voc� gostaria
que o Clay Hollister estivesse no lugar do seu ajudante.
- A cidade est� dividida. - Sim, eu sei.
O que voc� far�?
Estarei por perto.
Era tudo que eu queria saber. Essa � minha manchete.
- Me desculpe, Sr. Claibourne. - Claro, Charlie.
O prefeito quer v�-lo na sua loja.
- � melhor acabar logo com isso. - Olhe, Clay.
- Isso � o que eles querem. - Fique com ele, Charlie.
Voc� � minha escolha, n�o deles.
Voc� n�o encontrar� um equipamento melhor.
Com licen�a.
Tenho que cuidar de assuntos oficiais.
J� falo com voc�.
Clay, eu...
N�o se desculpe, Fred. V� direto ao ponto.
Clay, voc� sabe como �.
Desde que aquele garoto morreu, todos tem pensado...
Pensado o que, Fred?
- Em como se livrar do Charlie? - Bem, se fizermos isso,
talvez o Brewster n�o ataque a cidade, heim?
Clay, a maioria de n�s tem fam�lia...
� por isso que Tombstone queria lei e ordem.
Esse n�o � o dever do meu escrit�rio, Sr. Prefeito?
- Oh, Clay. - Deixe-me diz�-lo algo.
Enquanto eu usar este distintivo, Charlie Riggs ser� meu ajudante.
Olhe, Clay. S� queremos...
N�o importa o que querem!
Sam Brewster far� o que quiser.
- O que tem em mente, Radcliffe? - Andamos pensando na situa��o.
Queremos que se livre do seu ajudante.
Ao menos, voc� foi direto.
Deixe-me dizer-lhe algo.
N�o vale a pena lutar por uma cidade que n�o lutaria por si mesma.
Diga-me outra coisa, Hollister.
Se voc� se sente assim, por que lutar?
Voc� provavelmente n�o entenderia isso, Sr. Radcliffe,
mas n�o fujo de problema.
L� vai um homem, Radcliffe.
A cidade mostrava seu medo cada vez mais com o passar do tempo.
Tombstone n�o era t�o valente quanto pensou que fosse.
Ao menos, n�o ainda.
16 de Novembro de 1881. Link Thompson veio a cidade
e recebeu a not�cia.
E a not�cia estava � caminho de Sam Brewster.
A que dist�ncia acha que o Brewster est�?
Uns dois dias, Charlie. N�o mais.
S� h� um jeito de lidar com isso, Clay.
- Sim, Charlie? - Tombstone est� assustada, Clay.
- Nunca a vi assim. - Ela nunca teve que enfrentar
algo assim antes.
Estava dizendo que h� um jeito, Charlie?
Pelo que vejo, Link Thompson � a chave.
Thompson?
Sim, ele estava quase sorrindo quando saiu daqui.
Est� esperando um gande duelo.
Se par�-lo, Brewster n�o aparecer�. Voc� sabe disso.
Oh, n�o.
Acho que escolheu o homem errado.
Brewster est� no comando.
Talvez sim, talvez n�o.
Aqui tem algumas informa��es sobre o Sr. Link Thompson.
Essas foram as respostas dos oficiais de paz que contactei.
A julgar po isso, ele � t�o mau quanto alega ser.
Ele � um matador.
Pude notar que ele era um homem valente...
- Mas isso? - Estamos perdendo tempo, Clay.
� meu trabalho e irei atr�s do Thompson.
E levar um tiro de rifle? Charlie, seja inteligente.
N�o percebe que o Link n�o deixar� que se aproxime dele
antes de entregar a not�cia ao Brewster?
Ele est� louco para duelar.
Est� dizendo que o Brewster desistiria se n�o fosse por seu pistoleiro?
- Conhecendo o Sam, d�vido disso. - N�o entendo...
De qualquer forma, Link manter� o Sam t�o nervoso
que n�o teremos chance de conversar com ele.
Ent�o o Charlie est� certo.
Voc� devia ter detido o Thompson quando ele apareceu.
- Com qual motivo? - O que diz disso?
O �nico problema com isso � que nunca conseguiram provar
que n�o foi leg�tima defesa.
Bem, ent�o voltamos a estaca zero.
Isso mesmo, Harris.
Como disse, a uma cidade assustada.
Harris, voc� tem que fazer algo sobre o Hollister.
Ele te ouvir�. N�o queremos problema com o Brewter.
Isso mesmo, Harris.
� uma pena voc�s dois n�o encararem o problema verdadeiro.
Voc� quer mortes nesta cidade? De que lado est�?
Estou do lado de Tombstone.
Esse � o lado do Epit�fio.
Escreverei a hist�ria de qualquer jeito.
Essa cidade pode manter a cabe�a erguida, ou n�o.
Isso depende de voc�s.
Hollister?
Um dos meus rapazes de Galleyville me avisou
que o Sam Brewster est� a caminho.
Disse que o viu a algumas milhas atr�s dele,
vindo com seus homens.
- Qual � seu interesse nisso, Brocius? - N�o tenho interesse.
S� quero sentar e assistir.
Tendo problema para comandar a cidade, xerife?
N�o crie nenhum.
Vou encontr�-lo fora da cidade. N�o h� por que encontr�-lo na rua.
- Eu vou com voc�. - Voc� ficar� aqui.
Do que est� falando? Isso tudo � minha culpa.
Nada disso � culpa sua. Voc� estava aplicando a lei.
Olhe, Charlie, se aparecer, haver� um tiroteio.
- Mas, olhe... - Voc� ficar� aqui.
� uma ordem.
Se esperar um minuto, eu pegarei um cavalo.
Sr. Claibourne, se fosse t�o bom com um rifle quanto � com a prensa,
seria uma prazer, mas...
Obrigado mesmo assim.
Algu�m mais quer me acompanhar?
Eu quero, xerife.
Acho que n�o h� d�vidas se sei usar um desses, h�?
De forma alguma.
A� est� seu cavalo.
Curly Bill Brocius cavalgando com a lei.
Essa cidade deveria sentir orgulho de si mesma.
N�o vi o Charlie cavalgando.
Acho que o xerife quer evitar um tiroteio.
De qualquer forma,
ser� preciso muitas armas se come�ar o tiroteio.
O que dizem?
Voc� s� ir� at� aqui, Sam.
- Voc� sabe mais que isso. - N�o h� por que falar.
Vamos dar a eles o que deram ao seu filho.
Voc� � quem decide, Sam. Ningu�m tem que falar por voc�.
Eu quero aquele ajudante.
Iremos para a cidade.
Atrav�s disso?
Largue essa...
Certo, rapazes. Vamos passar.
D� uma boa olhada, Sam.
Parece que esqueci uma coisa, Hollister.
N�o posso combater uma cidade.
Isso mesmo.
Agora, vire-se e v� embora. Leve-o com voc� e cuide dele.
Isso � algo engra�ado sobre as pessoas.
Na hora do confronto final, elas permanecem juntas.
Algu�m disse melhor do que podemos.
- O que ele disse? - "Guerra cria amizades estranhas."
Foi assim que aconteceu na cidade dificil de morrer.
Valmir Lucena
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