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O presidente dos Estados Unidos anunciou
que 9800 soldados irão permanecer no Afeganistão depois de 2014.
Ontem, Barack Obama anunciou a partir da Casa Branca:
As forças afegãs vão liderar a segurança por todo o país.
Os afegãos terão toda a responsabilidade pela sua segurança
e esta guerra terá um fim responsável.
- Os americanos vão sair do Afeganistão. - Boa.
Temos de tomar uma decisão.
O que achas?
Tu é que és o líder, a decisão não é minha.
Durante 1000 anos, a alma inquieta do guerreiro sagrado
vagueou pelo teto do mundo.
Enquanto houver estrangeiros nesta terra,
a alma do guerreiro sagrado não terá descanso.
Quando Deus criou o mundo,
o seu mensageiro pediu às pessoas para se alinharem,
para que Ele pudesse distribuir as terras do planeta.
Vieram pessoas de todo o mundo para reclamar as suas terras.
Os afegãos não são grandes,
são muito bem-educados e não usam os cotovelos.
Nasrullah, a representar os afegãos,
viu-se no fim da fila.
Quando foi a vez de Nasrullah, Deus ficou surpreendido.
"Cometi um erro", disse Ele.
"Já não tenho terra para ti."
Nasrullah começou a chorar.
E toda a gente sabe que quando um afegão chora,
Deus também chora.
Deus pôs o braço sobre os ombros do afegão e disse:
"A culpa é minha.
Ainda tenho uma terra.
Ia ser o meu jardim.
Como cometi um erro tão grande,
vou dar-te o meu jardim."
Nasrullah ficou muito rico.
A sua nova terra estava cheia de flores com muita seiva
e veios azuis com pedras preciosas.
O Rei Nasrullah construiu um palácio magnífico
e encheu-o de pedras azuis.
Todo o mundo queria ter negócios com o Rei Nasrullah.
Até o poderoso guerreiro Gengis Khan.
Mas Nasrullah queria ficar com as riquezas para si.
Ele matou os mensageiros de Gengis Khan.
Gengis Khan mandou o exército para matar todos os afegãos.
Nasrullah pediu um gato branco e um preto e deixou-os lutar.
Se o gato preto ganhasse, Gengis Khan seria vencedor.
O gato preto ganhou.
Nasrullah ficou aterrorizado e fugiu do Afeganistão.
Sem o rei, os guerreiros afegãos eram fracos.
Gengis Khan destruiu-os.
Desde então, exército após exército pilhou o jardim de Deus.
Os afegãos ainda esperam o seu rei.
ANTIGO POSTO AVANÇADO SOVIÉTICO
É uma prenda para ti. Quando for rico, caso-me contigo.
Vou-me embora agora.
Sei que não posso mostrar o meu amor.
Aos olhos deles, deixaria de ser um homem,
seria uma pessoa solitária e fraca.
Um dia serei diferente,
mas por agora, não tenho opção.
Rapaz, afasta-as daí!
Empurra-as desse lado!
Amirbeeck! Vai lá!
Vai! Corre!
Rapazes! Corram e agarrem-na!
Agarra-o.
Pronto, rapaz.
Devagar.
Band Ali, pega nos pés.
Segura na cabeça.
- Deste lado. - Assim não.
Segura bem.
Para cima.
Deste lado, para.
Vira para aqui.
Ótimo. Corta bem.
- Faz isso bem. - Claro.
Leão, corta bem.
O sangue está a correr bem.
Sem eles, não posso fazer o trabalho.
Protegem-me das caravanas armadas nas nossas montanhas.
Em troca, dou-lhes sustento.
Mas não posso confiar em ninguém.
Respeita Deus para evitar o desastre.
Deus é grande.
- Cumprimentos, Comandante Gholam Nasir! - Seja feliz.
Tens fome?
Excelente.
- Está pronto. - Dá-me um bocado.
Vou atacar.
Queres mais? Toma.
Dá-me, rapaz.
- Comam, rapazes. - Comam.
Tenho muito.
Nunca estás satisfeito, Deh Khan!
Come.
Não ponhas a mão na boca.
Espera.
Espera, dá-nos mais.
- Dá-me mioleira. - Mioleira! Está lá dentro?
Come.
Sacana, não tenho mioleira.
Come os olhos, também são bons.
São todos malucos.
Era só uma cabeça.
- A primavera está a chegar. - Sim.
Vão passar mais caravanas.
- Pode haver muito ópio. - Toma mais.
Oxalá.
Dá ao Gholam Nasir!
Dá-me, excelente.
Bebe.
Isso mesmo, bebe.
Bebam, rapazes.
O Ali Barsh já bebeu.
Põe isso na boca.
Como deve ser.
Não bebeste. Boa.
Vai fazer-te um homem.
- Ainda tens? - Não.
Eu tenho.
E agora...
Ignorem! Voltem à porra do desvio.
Estou a vê-lo.
Secção, fogo!
Carrega-o.
Estão do lado direito agora, a subir a encosta a pé.
Sim, estou a vê-lo na casa em L,
a olhar para cima, para aqui.
Põe um sniper ali. Vê se tem um rádio.
Dá-lhe um tiro na tromba.
- Vamos ver. - O sniper pode avançar.
Se o vires com a porra do rádio,
avisa-me e dá-lhe um tiro, está bem?
- Quem tem os meus Vipers? - Aqui.
Já o tens, Oak?
Dark 1-2-1.
Fala o Mike. Têm um tipo?
No telhado em L?
Estou a tentar encontrá-lo.
Entendido, vamos observar. Se tiver um rádio,
vamos disparar.
Entendido, à cabeça ou à barriga.
Dark 1-2-1. Dark 9-3-6 confirmou.
Deram-no como perigoso.
O inimigo foi confirmado.
Entendido, inimigo confirmado.
Filho da mãe.
POSTO DE OBSERVAÇÃO AFEGÃO-AMERICANO
Apanhei.
BP3, Red 1.
Fala o BP3.
Temos três miúdos do abastecimento a subir.
Oh, minha amada
Quero ser a tua borboleta
Olá.
Dá-me a tua mão.
Não digam nada a ninguém e vão logo para casa.
Só haxixe e roupa?
Sim, só haxixe e roupa.
- Mais nada? - Não.
Levanta-te, filho da mãe.
Vão trazer-vos água.
O andarilho vai enlouquecer
Vou sacrificar-me
Prendi uma bomba ao meu corpo
Pega no teu Ranger
O inimigo veio da retaguarda
A terra do Afeganistão Foi destruída muitas vezes
E será destruída muitas mais
Vou sacrificar-me
Prendi uma bomba
Pus-te uma coisa na mão E dizes que é um pepino
Não vês que tem outra cor?
Canta-lhe músicas boas.
Vou dar-lhe leite.
Não entendo porque querem conquistar as nossas montanhas.
Porque são importantes para eles?
Vê com atenção. É uma caravana ou não?
Não há nada.
Vê como deve ser.
- Põe lama. - Toma.
Aqui.
Faz um grande fogo.
Fica a olhar para ali.
- Olha na direção do Tajiquistão. - És cego.
Se não a vires, mando-te para casa.
Vem aí uma caravana!
- Rápido! Vamos! - Depressa!
Vamos!
Vamos! Vai!
- Anda, leva-me! - Caravana!
Anda! Depressa!
Depressa! Leva o meu cavalo!
Vamos, depressa!
Vai!
Espera por mim!
- Calma. - O quê?
Porque me bates?
Sai da frente! Mato-o com um tiro.
- Ele não quer pagar! - Não tenho dinheiro.
Não tenho dinheiro para te dar. Não me mates.
- Descarreguem tudo. - Vá, mais rápido!
Para aqui. Descarreguem tudo.
Leões, tragam para aqui.
Vamos descarregar os sacos.
Abre-o para aqui.
Verifica.
- Tirem o que quiserem. - Aqui, ópio.
Traz para aqui, abram tudo.
Abre os outros, trá-los para aqui.
Ópio!
- Aqui. - Isto é ópio.
Excelente.
Ótimo, excelente.
Não vou dizer mais nada.
Vamos beber um chá primeiro, mas não te vou matar.
- Carregamos os cavalos? - Não. Bom.
Gholam Nasir, põe isto nos bolsos.
Excelente. Vamos.
Vamos embora.
Não, não lhe batemos muito.
Ele tinha muito medo das minhas balas.
Pronto.
Põe uma bala.
Tira o peso.
Está bem.
Está um pouco mais pesado. Segura assim.
- Anota. - Acabado.
Põe aí. Põe isto aí dentro também.
- Toma. - Ainda faltam alguns.
Põe 100 cartuchos em cada saco.
Boa, 13 balas. Está pesado.
Setenta e dois, 73, 74...
Põe aí, 76, 77, 79, 80...
Odeio ópio.
Mas sei que é a única maneira
de convencer o pai dela a deixá-la casar-se comigo.
- Tenho de sair agora para o Tajiquistão. - Ótimo.
- Eu cuido de tudo. - Obrigado.
Deus esteja contigo.
Meu querido Begum, Deus esteja contigo.
Adeus, Amin, vou sair agora.
Deus esteja contigo.
Adeus.
- Pega nisso. - Agora viramos daquele lado.
Pega neste e põe aí.
Pega neste e põe aí. Vira deste lado.
Segura-o.
Segura o saco e põe-no numa pedra.
Pega-o e ata-o.
Assim está bem.
Toma o lápis-lazúli. Vê se não se suja.
- Já está? - Traz o ópio.
Um a um.
Esconde o ópio por baixo do tapete.
Deus esteja contigo.
Vamos!
Espera que o camelo se ajoelhe.
- Põe o saco no sítio. - Deixa que eu faço.
Pega na corda.
Pusemos os sacos pesados no camelo velho.
Pedras pesadas.
MINAS DE LÁPIS-LAZÚLI DE SAR-I-SANG 7000 ANOS DE EXISTÊNCIA
Trabalhem!
Para a direita!
Para ali!
- Martela. - Dá-me o martelo.
- Rápido. - Toma.
Aman, anda cá! Olha!
Leva-as.
Leva-as para cima.
Leva-as depressa.
Rápido!
Com calma.
Com suavidade.
O burro não vai sentir.
Vai resultar.
Vai beber um chá.
Podes pôr.
Está assustado.
Espera aí.
Aproxima-te.
Braços para cima.
Leva isto, Nasir!
Para aí!
Vá, mais depressa!
Tragam-nos com cuidado.
Rápido!
Despacha-te!
Rápido!
Não deixes cair isso.
Quero ir para casa.
- Para onde queres atirar a granada? - Ali.
Ali não há peixe.
- Deve haver peixe ali. - Não.
- Atira para ali! - Ali.
Atira agora!
Já atirei.
Vá lá, há muitos peixes.
Vamos levá-los todos.
Anda cá!
Procura ali!
Ali.
Onde estão os peixes?
Está um aqui!
- Peixe! - Olha para ali!
Aqui está um peixe, leões!
Vamos, podemos cozinhá-los.
Vou buscar outro.
Trá-lo e depois cozinhamo-los.
Trá-lo para dentro.
Solta-o, depressa.
A sela não se pode sujar de poeira.
Toma.
Excelente, Band Ali!
Depressa.
Gholam Nasir, toma.
Põe isso.
Depressa! Telescópio.
É só um homem.
É da caravana de camelos que vimos esta manhã?
O que queria ir para o Tajiquistão?
Vamos sentar-nos.
Deus faz-te feliz.
Band Ali, traz um chá para o Koko Ewas!
- A sua família está bem? - Obrigado.
- Chegou em segurança? Está tudo bem? - Sim, está.
- Estás bem? - Sim, estou bem.
- Os teus soldados estão bem? - Estão, por causa das suas orações.
Fico contente que estejas bem. Desejava-te ainda melhor do que isto.
O meu sonho também é receber felicidade.
- Devemos sempre ser felizes. - Também é o meu sonho.
Somos todos passageiros neste deserto desolador.
Que os nossos corpos sejam sempre saudáveis.
Sim, nos últimos três dias esteve muito frio em Pamir.
Agora o tempo está bom, graças a Deus.
Sim, a minha caravana está presa na planície. Podes ajudar-me?
Mas não tenho dinheiro.
Dá-me a minha Kalashnikov.
Se me vai dar ópio, quero o peso de 15 balas.
Não posso pagar o peso de 15 balas,
só te posso dar o peso de dez.
Tenho de falar com os meus rapazes para saber se aceitam.
Não, eles vão aceitar. Depois levas a minha carga. Inshallah.
Não vamos falar muito. É entre nós.
Fá-lo-ia de graça, mas tenho de pensar nos outros.
Farão o que lhes disseres.
De quantos cavalos precisa?
Preciso de sete cavalos.
- Dez balas? - Sim.
- Está bem, aceitamos. - Temos um acordo.
- Estás contente com o acordo? - Sim.
- Esta é uma mão honesta. - Claro.
Estou farto do frio.
De estar sempre sozinho no gelo.
Sempre o som do perigo a partir por baixo de nós.
Sempre a perder um cavalo,
pelo peso de apenas dez balas de Kalashnikov em ópio.
Sei que um dia vou encontrar o calor contigo.
VALE DE KUNAR
Recolhe isso tudo com a lâmina.
Recolhe isto tudo, um a um.
- Raspo assim? - Muito bem.
Pronto, volta ao sítio.
Raspa.
Continua a raspar desse lado.
Eles vão verificar. Vou mandar homens com ele.
Nós ficamos a falar com as pessoas.
Faz parte do trabalho.
Olha aqui.
Leva isso! Isso vai connosco.
Olha para isto.
É tudo dinheiro.
- És uma vergonha para o Afeganistão. - És uma vergonha.
A nossa segurança melhorou.
O motivo por que melhorou...
Há dois motivos.
Primeiro, o chefe da Polícia Khalem
e a Polícia Nacional Afegã
fazem a segurança das aldeias
e a segurança das lojas.
Certo, o segundo motivo
é o Exército afegão.
Eles são agora mais capazes, porque têm mais equipamento.
O meu objetivo é que este sítio seja completamente seguro.
Mas preciso da vossa ajuda.
Porque é que quando nós saímos não aparecem talibãs?
Se há 250 combatentes em Ghaziabad, onde estão eles?
Podem dizer-me?
Onde estão eles?
Sabem? Eles são cobardes.
Escondem-se atrás das montanhas.
Vocês ensinam as crianças,
e eles usam-nas como escudo.
Como pode um homem adulto usar crianças como escudo
para atacar Bari Alai?
Como pode um homem ficar no cume de Gewi
e disparar de lá, sabendo que o mais certo é largarmos lá uma bomba?
Como é que isso acontece?
Não nos chamem cobardes.
Estou aqui para ajudar,
porque vocês são meus irmãos.
Ele veio ajudar.
Ele veio ajudar.
Eles só aparecem quando nos vamos embora.
Digam-lhes...
Digam-lhe que somos vossos irmãos e vossos primos,
pessoas que vocês conhecem.
Eles lidam com eles,
eles matam civis inocentes.
Duas coisas.
Prisão.
Ou morte.
É tudo.
Agora, tenho o vosso apoio?
Tenho o vosso apoio?
Sim ou não?
Anda cá, segura no cesto.
Anda depressa! Tu também, depressa.
Traz aquele! Depressa!
Sardar Gul, traz para aqui. Traz aquele e põe aqui.
- É demasiado pesado. - Dá-mo a mim.
Vamos vender este.
- Tio, tira o pé. - Qual é a importância?
Esquece, estava muito oleado.
Se o mexeres muito, cai e depois vendemo-lo.
Depressa!
- Anda! - Cheguei! Vamos começar.
O que andam a fazer? Não é a hora das orações?
É o fim da tarde, é hora das orações e vocês aqui.
Apanhem-nos depressa.
- Espera, só este. - Este e aquele.
Atira para aqui.
Traz aqui, depressa. Atira para aqui.
- Todos. - Vamos vendê-los.
Sardar Gul, traz isso depressa.
Traz para aqui.
- Eu faço isso. - Pega nessa, anda.
Tenho de te escavar com cuidado.
Compro isto por 80 rupias, está bem?
Esta compro por 90, porque é a bomba de um tanque.
- Conta ali. - Põe na carrinha.
- Devagar, leva com cuidado. - Põe-nas na carrinha.
Sai da frente, vai para ali. Pesa aquela, Abdul Agha!
É mais do que homem e meio.
Põe esta do outro lado.
Põe esta do outro lado.
Por esta consegues 140 rupias.
Escavar mais, devagar.
Já não vai explodir.
Estou a escavar-te devagar. Já não explodes.
Espera, vou escavar mais um pouco. És minha amiga.
Vou tirar-te da terra.
Estás comigo, acabou a guerra. Vamos juntos para casa.
Aqui está sossegado. Agora, vamos juntos para casa.
Ótimo, ponham esta aqui. Afastada do ferro, sim?
Baixa isto.
Toma. Conta.
- Está certo. - Vão, divirtam-se.
- Vão. - Vamos.
Sim, é isso.
Precisamos de música suave para falar de conquistar um país
sem ninguém saber.
O primeiro passo é conseguir o apoio da população.
Trocamos latão por lenços e coisas assim.
Vai estimular a economia deles.
Podem derretê-lo e fazer engenhos explosivos.
Receber rupias dos paquistaneses
e latão de nós. Vai ser bom para toda a gente.
Passo número dois.
Tornar-me rei do Afeganistão.
Quando retirarmos, vou ficar cá.
Vou esconder-me num veículo discreto.
Qualquer coisa que ninguém tenha cá.
Talvez um Toyota Camry branco.
Não há muitos por aqui.
Vou esconder-me um bocado.
Depois deixo crescer a barba.
E talvez me torne senhor supremo de uma província.
Uma província de cada vez.
Talvez migre para o Paquistão e atravesse a fronteira umas vezes.
Ainda não sei.
Mas quero ter um exército de crianças.
Porque elas assustam-me.
Acho que são como palhaços.
Assustam as pessoas, porque são tão inocentes.
Não há amizade entre nós?
- Porque mentiu? - Não menti.
Ele tem muito ópio.
Porque trouxe estas pedras valiosas?
O que está a tentar fazer?
Vamos resolver isto.
Traz o saco.
Põe o saco em cima do cavalo.
Apanha-as, estas pedras de lápis-lazúli são muito caras.
Caíram porque o gelo é escorregadio aqui.
Apanha tudo.
- Vai carregá-las. - Depressa.
Trá-las para aqui.
Devíamos espalhar gravilha deste lado até ali.
Traz um saco. Traz a gravilha para aqui.
Enche-o!
Põe tudo dentro do saco.
Excelente.
Pronto.
Aqui.
Vai espalhando, devagar.
Espalha com as mãos.
Feito. Agora vai ser mais fácil, leões.
Espalha a terra.
Vamos!
Caravana, em frente.
Caravana, devagar!
Devagar.
Devagar. A estrada é difícil.
Estão a avançar.
Continua.
Qual é o teu plano para mim?
Não se preocupe, vou buscar as suas armas à fronteira.
Certo, espero que não seja tarde.
- Amanhã começamos a andar. - Já é tarde para mim.
Depois disto, tenho de começar a trabalhar no campo.
Ótimo. É tudo?
Bom...
Olha para ela.
- Tão bonita. - Incrivelmente bonita.
Dá-me isso.
Fodê-la uma vez era muito bom.
Um quilo.
Certo.
Irá aceitar?
Quatro, temos quatro.
Dirá sim ou não?
Quem sabe se me vou casar com ela?
Sempre que um afegão mata um irmão afegão,
nasce uma nova estrela.
Em breve, a noite será tão brilhante como o dia.
Um dia iremos viajar juntos para a noite.
E devolver a luz ao dia.
Cameleiro, conduz devagar
O meu querido tranquilo vai partir
Cameleiro, conduz devagar
O meu querido tranquilo vai partir
O coração que tinha comigo
Vai partir com o meu amado
O coração que tinha comigo
Vai partir com o meu amado
Koko Ewas, vou agora para a fronteira, está bem?
Ótimo.
Vou passar as armas tajiques para este lado da fronteira, está bem?
- Está bem. - Ótimo, agora vou.
Vamos!
- Tirem a carga e ponham-na aqui. - Rápido!
- Band Ali? - Estou aqui!
O que é isto?
Nada aqui.
Rápido!
Band Ali, pega nisso.
Rapazes, venham pegar nisto.
Onze Alfa, vamos bombardear.
Espera, o que temos? Estamos a disparar contra quê?
Vamos ver com o laser quanto...
Acho que acabei de ver um...
- Onde? - Em baixo no Jalalah V.
Está perto da torre de tiro.
Viste alguém?
Não, acredito em ti. Só quero saber onde.
Entre aqui e Castle Rock!
Tomem, sacanas!
Quarenta segundos para a bomba.
Esperem!
Fogo!
Estás a vê-lo?
Vi poeira no ar com o clarão do disparo.
Trinta segundos, arma a caminho.
Foi onde devia ser?
Sim, foi muito bom.
Azarinho.
Adeusinho, Hadji.
Temos mais alguma coisa ou acabou?
Pensaste que estavas a jogar na Internet?
Quando os americanos tiverem saído das minhas montanhas,
vou viver com a Marbet no palácio.
Os meus leões protegerão a minha rainha e o meu palácio.
Mas não sei quantas mais caravanas
vou ter de guiar até à fronteira,
antes de lhe dar o palácio.
Não tires o capacete. Vai salvar-te a vida.
Vieste pelo latão?
Lembra-te, nós trocamos.
- Isaq! - Já acabou?
O quê?
Damos o latão ao Exército afegão.
Bem, não lhes damos verdadeiramente.
Quando paramos de disparar, ou enquanto disparamos,
eles esticam as mãos e apanham o latão.
Quase parecem baratas à procura de migalhas.
Eles apanham o latão e põem-no em sacas,
mais uma vez, dadas por nós.
Levam-nas colina abaixo e dão-nas aos miúdos.
Os miúdos dão-lhes coisas eletrónicas e pilhas,
pacotes de pão, soldados de brinquedo
que fazem com o latão,
possivelmente, não sei.
- Onde põem aquilo tudo? - Bandidos do latão, pá.
Sim, pode ser isso.
Podem dormir em cima daquilo, ficava bem quente.
Se fosse eu, transformava-os em canalização para a minha casa.
Queria ver-te entre as rosas...
Aqui.
- Dá-me. - Basta!
Olha para ti, estás limpo.
Lava a cabeça.
- Meu Deus! - Para de brincar, larga-me.
Toma. Estamos a viajar.
- Rápido! O que estás a fazer? - Morre, rapaz, morre.
Lava as calças.
És uma cria de iaque.
Dá-me o sabão!
... a partir de 2014, apenas 9800 soldados americanos
vão permanecer no Afeganistão.
Barack Obama anunciou ontem da Casa Branca:
A missão de combate da América estará terminada...
A missão das forças militares vai acabar este ano.
As forças de segurança afegãs assumem a responsabilidade da segurança
em todo o país, a partir do próximo ano.
- Os americanos vão sair do Afeganistão. - Ótimo.
Vejamos o que temos aqui.
Isto é lindo, numa lixeira.
- Cá está. - Estás a ler cartas?
"Querido Colin, estou sempre a começar cartas para ti
em vários blocos e não as acabo.
Podes recebê-las aos bocados ou todas ao mesmo tempo.
E dizem-te as mesmas coisas várias vezes.
Não estou a ficar maluca. Deixei o bloco no trabalho,
por isso comecei outra carta em casa.
O Pastor Linda vai pôr um escorrega na igreja amanhã."
Sobre as montanhas Os helicópteros fazem círculos
Algures ao longe Ecoam explosões retumbantes
E às vezes o silêncio da noite
É perturbado por metralhadoras
Para ver se ainda estamos todos vivos
Afeganistão
Viajámos muito nas estradas afegãs
Trememos de medo Dentro de veículos blindados
Estar sob o céu aberto Durante muito tempo tornou-se a regra
Não procures o lado doce da vida na Terra
Afeganistão
Esquecemos o medo e o perigo Aqui contigo
E aprendemos a rir Em momentos de desespero
E junto com amigos Que amaremos para a eternidade
Despedimo-nos há muito tempo
Afeganistão
O tempo passou devagar Mas os nossos bigodes cresceram depressa
À noite sonhámos Com os nossos filhos e queridas mulheres
Mas ainda assim, estando separados De amigos que estavam de licença
Ninguém sabia Porque ficámos tristes outra vez
Afeganistão
O que vai acontecer na primavera é que os afegãos...
Temos de tomar uma decisão.
O que achas?
Tu é que és o líder, a decisão não é minha.
O que queres fazer?
Há 1000 anos, o avô do nosso avô
pôs dois gatos a lutar.
Band Ali, atira o gato para o círculo.
Se o gato preto ganhar, tomamos o palácio. Se for o branco, vamos para casa.
No círculo!
Põe-nos dentro do círculo!
Ganhou o gato preto!
O Afeganistão é nosso!
Assalamu alaikum.
Trouxe-lhe todo este ópio.
Vou casar-me com a sua filha e levá-la para Cabul.
Vamos viver num palácio.
Mandamos-lhe aquilo que precisar.
Tome, o ópio é para si.
Aqui está o ópio.
Está bem, não?
Vamos casar-nos, se Deus quiser.
Vamos para Cabul!
O meu plano é conquistar Cabul.
Quando tivermos conquistado Cabul,
volto para te vir buscar.
Quando me tornar o chefe,
volto para te levar comigo.
Vou para Cabul com os meus soldados, vamos conquistar o palácio.
Concordas?
Concordas, não é?
Muito bem, rapazes, vamos.
Vamos.
Mexam-se!
Vamos para sul! Mexam-se!
Band Ali, rápido!
Os afegãos ainda esperam o seu rei.
Em breve, a noite e o dia serão iguais.
Mas continuo a observar do teto do mundo...
... à espera de uma resposta.
Quanto tempo levarei a atingir a luz?
O teu cavalo vai dizer-te.
Parte.
E não regresses.
Estamos no Afeganistão para impedir que um cancro se espalhe.
A América não tem interesse numa guerra interminável.
Não pedimos esta luta.
Os afegãos terão de ser responsáveis pela sua segurança.
Não temos interesse em ocupar o vosso país.
Não tentaremos tornar o Afeganistão num sítio perfeito.
Por isso, temos de retirar as ferramentas de destruição maciça.
... epicentro do extremismo violento...
Esta é a Terra dos Iluminados.
Em breve, os nossos visitantes vão partir.
Alguns de nós vão continuar a trabalhar com as caravanas.
Alguns de nós serão soldados.
Não vamos todos lutar pelo mesmo lado.
Mas no fim, todos terão o mesmo objetivo que eu.
Nunca serei soldado.
Vou ser um Khan e viver num castelo.
Está completamente destruído.
Vamos pegar em tudo e construir de novo.
Sim, vamos reconstruí-lo.
Legendas: Patrícia Encarnação
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