All language subtitles for The Favourite Game (2003) corrigida - branca

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Original subtitles

Legendas em portugu�s: Walter Santos

Eu estou em um lugar novo. N�o h� na verdade, uma esp�cie de pureza absoluta,

sem cicatrizes ou vest�gios, onde a vida come�a a se desenrolar.

Se tal lugar existe, para mim � o parque da minha inf�ncia.

O JOGO FAVORITO

No parque ao meio-dia, eu a vi e escrevi isto:

"Ela ficou em minha mente,

a cor de sua pele era surpreendente, seus mamilos tinham a cor de l�bios nus.

Ela foi feita de carne e c�lios."

OK, me d� um cigarro.

OK.

Voc� sabe que, se algu�m passar l� fora,

ver� uma mulher nua sendo acariciada por um homem nu.

Em seguida, eles todos precisar�o de bin�culos. N�?

� mesmo.

- Ser� que eles v�o se excitar? - Por que n�o? Eu sei quem eu sou.

Deus ...

Eu n�o poderia mesmo ter hipnotizado voc� ontem � noite.

Meus l�bios estavam muito doloridos por causa do beijo.

Ah ... Os meus tamb�m.

Voc� sabe, mesmo com a janela aberta, este quarto cheira � cama!

Isso porque n�o sa�mos h� 5 dias.

- Todo esse tempo? - Pelo menos.

- Voc� est� com frio? - N�o, nem tanto.

- Voc� est� com fome? - N�o por outra anchova!

Anchovas s�o tudo o que tenho. N�s n�o dever�amos ter comprado

material t�o caro. N�o fa�o quest�o do mobili�rio.

Eu poderia ficar assim para sempre.

Ela usou a palavra "para sempre", mas Eu n�o queria nada al�m do aqui e agora,

sem garantias, mas com intensidade de vida.

Ei ...

N�o se desespere por mim, OK?

- Um beijo? - Sim.

Para ela, um beijo no ombro era tranq�ilidade.

Para mim, um beijo na carne nua s� podia ser por uma quest�o.

Desde sempre para o aqui e agora.

Gostaria de usar o velho para traz�-la de volta.

- O que ele est� fazendo? - Ele est� brincando com um gato.

Ei!

Ei voc�!

Ei!

Ah ... anchovas.

Talvez n�o devesse ter medo dele por isso.

Esse cara estava, provavelmente, morrendo de fome.

Ah, Leo, ele �a comer aquela coisa?

Isso � nojento.

� tudo relativo.

Voc� sabe, n�s n�o dormimos muito nos �ltimos dias.

Por que voc� n�o tenta dormir um pouco?

OK. Apenas me d� um beijo.

V� dormir.

Tudo bem, eu tenho uma para voc�.

Por que um saco marron cheio de p�o branco � feio?

Estou feliz que voc� tenha perguntado, Krantz.

� uma esp�cie de fragilidade do corpo humano.

Se um drogado andasse com a seringa saindo da boca,

voc� sentiria nojo mesmo assim.

� como um intestino vis�vel.

Muito bem, Breavman, pensei voc� soubesse a resposta.

Oh, meu!

Tamara!

Voc� se lembra dela? Ela foi para a escola com a gente.

- Essa � a Tamara? - Oh, sim!

Veja, voc� n�o a reconheceu porque ela estava muito gorda na �poca.

Voc� sabe, se eu estivesse na escola com ela eu a estaria hipnotizando agora.

Oh, n�o me diga que voc� perdeu seus poderes m�gicos?

Voc� sabe por que eu a quero?

- Eu n�o posso imaginar. - Ei ...

voc� est� errado, Krantz. � porque ela vive muito longe de mim.

Espere um segundo, eu pensei voc� tinha dito que n�o a conhecia?

Eu n�o, mas ela � minha ...

da mesma forma que este parque � meu ou que este banco � meu.

Muito em breve, vou estar numa sala com ela ... eu e ela sozinhos,

rodeados por uma sala.

Hum ... Boa sorte meu amigo.

Eu n�o posso te seguir, meu amor

Voc� n�o pode me seguir

Eu sou a dist�ncia que voc� coloca entre todos os nossos momentos

Voc� sabe quem eu sou Voc� olhou para o sol

Bem, eu sou aquele que ama n�o mudando nada

�s vezes eu preciso de voc� nua

�s vezes eu preciso de voc� selvagem

eu preciso de voc� para levar essa crian�a em mim

eu preciso de voc� para matar essa crian�a em mim

Voc� sabe quem eu sou

Voc� olhou para o sol

Bem, eu sou aquele que ama n�o mudando nada

Quando eu olho para tr�s na minha inf�ncia, eu tento lembrar dos segredos.

Como me sinto ao saber de coisas que n�o tenho palavras para dizer?

E o maior enigma: as meninas que cresceram e se tornaram mulheres que eu viria a amar.

como est�vamos t�o ligados, numa cumplicidade de prazer,

e agora tudo cresce nas palavras.

O que voc� est� fazendo?

- Ei, Leo! - O qu�?

- O que diabos voc� est� fazendo? - Escava��o.

Arqueologia autobiogr�fica, meu amigo.

Um fio atrav�s do labirinto da vida para que eu possa refazer meus passos.

Sim, como se voc� soubesse onde est� indo.

Nova York.

- Voc� est� indo para Nova York? - N�o, estamos indo para Nova York.

T� de brincadeira?

Eu j� me perdi bastante com voc� por aqui em Montreal, muito obrigado,

mas v� em frente. V� em sua jornada de auto-descoberta.

O que h� de t�o interessante?

Ele lembra como eu era quando crian�a, Krantz.

Isso � um press�gio para a auto-descoberta.

N�o, eu o conhe�o. Ele est� com a minha m�e no acampamento de ver�o. Ele � um garoto especial.

- S�rio? - Sim.

- Voc� gosta de flores, senhor? - Eu amo flores!

- Eu sou Leo.

Eu sou Martin e gosto de contar p�talas.

Ah, �?

- Martin, pra casa agora! - Oi!

- Krantz, como voc� est�? - Bem.

- Apreciando a luz do sol? - Sim, estou.

Lembre a sua m�e, que eu vou ligar sobre o acampamento.

- OK. - Vamos l�!

Tchau!

At� mais, Martin!

Ent�o, � isso? Voc� est� indo embora para Nova York?

- N�o � para sempre. - Sim, ent�o, voc� quer terminar.

Eu nunca disse isso.

E se eu for para Nova York, em seguida, com voc�?

Ou�a, eu preciso fazer isso a mim mesmo, para que possa me libertar de umas coisas.

Bem, ent�o eu posso ir para Nova York sozinha

sentir-me livre de umas coisas exatamente como voc�.

Voc� n�o pode me impedir de fazer isso, n�o �?

- OK. Vamos fazer um jogo. - OK.

N�s acidentalmente nos reunimos em Nova York, ent�o � o destino, ou isso, ou ...

Uma viagem como essa poderia me dar muito tempo para realmente odiar voc�.

- Leo bastardo. - Sim.

Hmm ...

E eu te amo.

E a cidade me atraiu de volta, como sempre, pelo meu passado.

- Al�? - Krantz, acho que vi Lisa!

- Pare de gritar! Onde voc� est�? - Oh, eu estou fora em Atwater,

� Lisa, eu acho que a vi!

- Lisa? - Sim.

- Eu estou olhando para ela agora. - Como ela est�?

Krantz, loira sorriso aberto n�o mudou nada,

Eu preciso falar com ela agora.

- Tudo bem, v� cham�-la! - Isso � o que eu vou fazer.

Lisa!

- Sr. Breavman, uau! - O que voc� est� fazendo aqui?

Ah, bem, eu estou voltando com meu marido.

E voc�?

Eu estou de passagem. Estou indo para Nova York.

- Ent�o, o que voc� vai fazer? Estudar? - N�o. Estou apenas pesquisando.

Ei, voc� quer tomar uma bebida?

Oh, eu n�o posso. Eu estou levando algumas coisas para meu tio

e vou me encontrar com Carl, e ... oh, eu j� estou atrasada.

Que tal amanh�?

Ah, Leo, eu adoraria, mas ...

volto a Vancouver amanh�, mas tenho certeza que nos veremos em breve.

Sim, inevitavelmente.

E a Lisa mulher me levou de volta para a Lisa crian�a.

Cara Sra. Kaplan,

Eu tenho que lhe informar que a sua doen�a � mais grave do que eu pensava.

N�s n�o temos escolha a n�o ser fazer uma cirurgia.

Tem certeza de que n�o pode fazer mais nada? Eu n�o gosto de cirurgias.

O cirurgi�o Breavman � um dos melhores do pa�s,

Ele vai realizar a cirurgia.

- Dr. Breavman, vai doer? - Voc� n�o tem que se preocupar Sra. Kaplan.

Voc� vai cair no sono. Como se estivesse sonhando.

Voc� n�o vai sentir nada.

O cirurgi�o vai agora dar-lhe uma inje��o.

- S� uma inje��o na bunda. - Por favor, tire toda a roupa.

A regra era s� uma inje��o na bunda.

Essa ser� a �ltima vez!

Qual � o problema com ele?

OK, vou me vestir.

Ela � perfeita, n�o �?

- O que � t�o perfeito nela? - Tudo! Voc� n�o viu?

E agora n�s jogamos o fim do jogo.

Vencedores e perdedores, mostram suas m�os pela �ltima vez.

Tamara ... eu permiti que ela fizesse as perguntas certas.

O que voc� est� escrevendo?

� para voc�.

Bem, eu estou aqui, Leo. Leia para mim.

Como a n�voa n�o deixa cicatriz em voc� isso sempre ser� assim

o meu corpo n�o deixa cicatriz em voc� e sempre ser�

Ent�o, o meu corpo n�o deixa cicatriz em voc�, nem nunca deixar�.

� um poema.

- Ah, �? - Sim.

Parece mais como um beijo de despedida para mim.

Onde voc� vai?

Eu vou sair e tomar um pouco de ar.

Para voc� � facil escrever o que sente e simplesmente sair.

Eu escrevi isso para voc�, Tamara. � ...

� isso o que eu sinto, e voc� n�o se interessa?

Isto s�o apenas palavras Leo, eles n�o s�o sentimentos. Isso n�o � real, � ...

Eu sou real. Eu te amo, e isso � real.

Voc� est� vivendo isso dentro da sua cabe�a.

Voc� n�o pode ... voc� n�o pode fingir que isso n�o aconteceu entre n�s.

Tamara, eu nunca pretendi te magoar.

Obrigada. Isso � realmente muito doce da sua parte, Leo. Muito obrigada.

Pode ir. V�.

Deus, o que voc� est� esperando?

Este quarto � nojento o suficiente sem voc�.

Ela era algo distante.

Nada a ver comigo.

Uma garota numa trag�dia distante.

Assim, a imagem de Tamara estava sobrecarregada pelo enigma da minha inf�ncia,

e mais uma vez o mist�rio da minha conex�o com as mulheres aparecia.

Como a n�voa n�o deixa cicatriz

Numa colina verde escuro

meu corpo n�o deixa cicatriz

Em voc� e nunca deixar�

Atrav�s das janelas no escuro

As crian�as v�m

As crian�as v�o

Como flechas sem alvos

Como algemas feitas de neve

O verdadeiro amor n�o deixa rastros

Se voc� e eu somos um

nos perdemos em nossos abra�os

Como estrelas contra o sol

Eu estava em Nova York para me encontrar,

mas acabei encontrando Shell.

Quando a vi pela primeira vez,

eu imaginava que todas as palavras me bastariam naquele momento.

Lembra-se do sonho que eu te contei ...

outro dia quando est�vamos no restaurante?

Sim, eu lembro. Bem, se eu fosse voc�, eu ...

- Desculpe-me. - Sim?

Eu s� queria dizer que eu acho voc� linda.

A promessa, a conspira��o de desejo em todas as suas encarna��es de suor,

gosto e respira��o.

Como uma folha que cai pode descansar

Um momento no ar

seu cabelo sobre meu peito

minha m�o sobre seu cabelo

E muitas noites a suportar

sem uma lua

Sem uma estrela

vamos suportar quando um se for embora

Pois o verdadeiro amor n�o deixa rastros

Se voc� e eu somos um

come�amos com nossos abra�os

como as estrelas contra o sol

eu estava sobrecarregando, meu corpo com id�ias,

S� me interessava pela presen�a de Shell ...

e eu sentia todo o meu ser voltado a ela neste momento,

como se fosse a �nica chama intensa no desejo ...

de poder iluminar todos os mist�rios da minha vida.

E l� estava ela,

a encarna��o de gosto, suor e respira��o.

Obrigada.

Algumas mulheres, como a Shell,

reinventam a sua beleza a cada momento,

mudando at� mesmo o ar � sua volta.

Venha comigo.

Qual � o seu nome?

- Leo. - Sou Shell.

Isso � lindo.

Toda a luz converge para c�.

As regras da ilumina��o se dissolvem.

Shell habita seu mundo com uma gra�a absoluta.

Ruas como estas t�m muitas camadas de segredos.

Para mim sempre foi apenas uma rua,

mas � poss�vel imagin�-los, numa noite como esta.

Eu tenho que chegar at� l�.

- O que voc� est� fazendo? - Eu tenho que ir!

- Onde voc� vai? - Tem algo aqui.

Uma linda mulher numa rua deserta.

- A� est�! - Des�a.

Voc� est� me assustando. Voc� vai ter vertigem.

Sem chance.

- Eu sempre quis fazer isso. - Ent�o voc� deve fazer.

- Eu n�o posso fazer isso. - Por qu�?

Bem, h� coisas na vida que voc� simplesmente n�o pode fazer.

Basta faz�-lo. v�.

OK.

At� l� em cima.

Oh, vertigem! N�o! N�o vai dar!

- Isso foi muito bom. - Eu n�o fiz nada.

- Sim, voc� fez. - Eu nem mesmo fui ...

Mas voc� fez isso, e isso � alguma coisa.

- Eu tenho que ir. - N�o. De jeito nenhum, n�s temos a noite toda.

Vamos passear na cidade e nos perdermos at� de madrugada.

Podemos caminhar pelo bairro, assistir os bo�mios de bar em bar,

at� os motoristas de t�xi criticando pol�ticos e depois,

terminar a noite tomando ch� perfumado em Chinatown.

Parece bom, mas eu tenho que trabalhar.

Pelo menos o ch� chin�s em Chinatown.

Eu realmente preciso ir.

- Eu vou lev�-la. - Mas eu moro na 27 com a 5.

E isso �, pelo menos ...50 quadras?

Sim.

OK. Vamos pegar um t�xi, e eu vou deix�-la em casa.

Sou casada, Leo.

N�o. N�o, eu n�o acho que voc� seja.

- Eu n�o vou pedir para voc� subir. - T� tudo bem.

Poderemos nos ver nos pr�ximos dias.

Ah, eu acho que n�o. Eu tenho que ir para Montreal a trabalho.

Isto � um sinal.

- Um sinal? - Montreal.

Essa � a minha cidade natal, e temos tempo.

Obrigado por dizer isso.

Adorei o passeio.

Ent�o, voc� n�o me trouxe aqui s� para passear de carro.

O que h�?

Estou seguindo um plano. Afinal, eu estou sempre em movimento.

Sim, parece que voc� est� recebendo interessados ...

em construir aqui no bairro.

Diabos, por que n�o? Vidas inteiras foram gastas aqui, Krantz.

Abra sua mente, estes edif�cios

est�o aqui por 100 anos?

- Deus aben�oe a engenharia moderna! - Quer dizer, a arrog�ncia de rasgar o passado

montanhas que levaram mil�nios para desgastar,

ou campos que levaram gera��es para ficarem limpos.

O que diabos voc� est� falando? O que importa � o agora.

Suponha que poderia passar o resto de nossas vidas exatamente como estamos agora,

sendo tocados por belas mulheres sob c�us tropicais.

Mas sem o algo mais, o que poderiamos fazer?

O que voc� escolhe, hein? Dois anos mais de velocidade e de m�sica,

mulheres mentalmente idiotas se arrastando na burrice,

ou 50 anos de descobertas e de perdas?

Por que voc� faz perguntas que j� sabe as respostas?

Deixe ficar como est�. Ningu�m sente saudades ou espera por n�s.

Deixe a lua ficar fixada no c�u, deixe que as �rvores nunca flores�am,

e deixe que os monges entoem as suas ora��es de joelhos para sempre.

Leo, eu vou ...

Eu vou a Inglaterra para estudar.

Minha m�e me ofereceu um emprego no campo para ajudar a pagar por isso, ent�o ...

Eu acho que isso significa que n�o vamos jogar mais, n�o �?

Eu sabia que algo assim iria acontecer eventualmente.

Sim.

Cara, eu sinto muito.

T�nhamos que parar de fazer descobertas, cedo ou tarde, certo?

Sim, eu sei.

Leo ...

Enquanto voc� estiver no meu territ�rio, eu devo ser seu guia.

Bem, voc� n�o � um homem que perde essa chance.

Hum, n�o � chance. Destino?

- Qual � o destino? - Sem explica��o.

Voc� saiu-se bem nessa, sabia?

Voc� quer entrar por um minuto?

- OK. - OK.

- Bem-vindo ao meu mundo. - Hum, que coincid�ncia.

N�o, n�o � uma coincid�ncia.

Como eu disse, � o destino.

Ou talvez apenas fatalidade ... Voc� mal me conhece.

Sim.

Sim, mas eu sei o que eu fa�o.

Eu sou um pouco estranho, mas n�o louco.

Havia uma mulher no avi�o.

Ela estava toda animada sobre o encontro com seu amante,

e n�o escondeu que estava traindo algu�m.

- Ela era casada? - Sim.

- Como voc�? - N�o. N�o como eu.

- Mas voc� disse ... - Eu n�o quero falar sobre isso agora.

Eu tive um sentimento que isso iria acontecer desta forma.

N�o � incr�vel quando imagina��o e realidade se conectam?

Uma coisa rara.

� uma pena.

A beleza do qual ela era composta parecia se rebelar e fugir dela pr�pria,

incandescente como sua carne e seu desejo.

- Voc� sabe que n�o pode ficar. - OK.

Eu quero ver voc� de novo.

H� algo que eu preciso fazer para libertar-me.

Eu entendo.

Obrigado.

Desta vez eu j� estava viciado nela. E tive que voltar para Nova York.

"Quando voc� me chamar para me dizer que seu corpo n�o � bonito,

Eu quero que voc� olhe para o meu corpo e minhas m�os e ria. "

- Oh, � lindo. - Bom. Isso � o que eu queria.

- � para voc�. - N�o, isso n�o � para mim.

- Sim, �, eu escrevi para voc�.

N�o. A poesia � para todos. Foi feita para ser lida.

Meu poeta, doce e produtivo ...

Eu nunca pensei na poesia como algo produtivo.

� apenas algo que te faz voar.

Ah, eu sei que as pessoas podem mostrar isso, Leo!

Eles s�o nossos amigos!

Bem, eles s�o amigos de meu marido e meus.

Na verdade, eles s�o apenas meus amigos, n�o do meu marido.

Qual � o problema?

Eu disse a ele que queria me divorciar.

Bem, voc� tinha que dizer para ele algum dia.

N�o, voc� n�o entende. Eu n�o tinha que dizer a ele tudo o que ...

N�o tudo!

Eu disse a ele o quanto � bom com voc�; Eu n�o tinha que dizer isso a ele.

Eu s� queria machucar ele. Isso foi mal.

Voc� ainda o ama?

Am�-lo?

Eu o odeio.

Bom. Agora voc� � completamente minha.

- Um dia voc� pode me odiar. - Nunca.

Leo, nunca pare de trabalhar por qualquer um de n�s, OK? Sem mentiras. S� verdades.

Eu espero ter coragem de cortar o cord�o.

E, assim, deixamos tudo para tr�s: as ruas da cidade, o ru�do,

todos os anexos e tamb�m n�s mesmos.

Comecei a entender que haviam duas Shells: uma ousada e segura de si mesma;

outra insegura e com medo.

Ela tinha um emprego como designer gr�fico e amava literatura.

Ela nunca tinha ousado escrever nada por conta pr�pria.

Um casamento, aos 19 anos com um jornalista intelectual

foi a maneira de escapar de uma inf�ncia super protegida.

O jornalista quase nunca a tocava e depois de 5 anos,

ela realmente precisava sair.

A partir de agora, ela era o meio para tudo,

catalisador para o meus sentimentos mais profundos.

� poss�vel que tudo isso permane�a para sempre?

Quer dizer, se volt�ssemos,

poder�amos ver e ouvir tudo exatamente do mesmo jeito?

Bem, isso depende da sua perspectiva.

Depende de voc�, Leo.

N�o, h� outras coisas tamb�m.

Mas tamb�m pode ficar assim se quisermos, � poss�vel.

Poss�vel... poss�vel. Essa � uma palavra sempre aberta a mudan�as.

Quanto mais eu te conhe�o, mais eu gosto de voc�.

Estou tocada.

Eu estava vivendo uma mentira. Como se n�o tivesse ningu�m,

n�o partilhava nada, n�o expressava nada.

Eu estava completamente sozinha, tudo era uma mesmice.

Eu achava que a vida era assim sem gra�a,

mas com voc� a vida � uma montanha russa.

Voc� n�o ama essa velocidade?

E ainda ser capaz de ter momentos de completa imobilidade.

Voc� sabe que existe uma palavra para isso, mas n�o vou dizer. � o nosso segredo.

Quando ela era crian�a, suas orelhas foram perfuradas por pequenos brincos de ouro,

e agora ela tem uma pequena cicatriz em cada orelha.

Na minha t�mpora direita, eu tenho uma cicatriz onde Krantz me atingiu com uma p�.

A diferen�a de opini�o sobre a constru��o de um boneco.

Krantz queria usar biscoitos para fazer os olhos, e eu era e ainda sou

contra o uso de objetos estranhos na decora��o de bonecos de neve.

Crian�as mostram cicatrizes como se fossem medalhas.

Amantes as usam para revelar segredos.

A cicatriz � como uma palavra escrita na carne.

Uma cicatriz � como uma porta de entrada para o nosso passado que pergunta:

O que aconteceu aqui?

O que esta marca significa?

E foi assim que n�s dois ultrapassamos um outro limite,

que levou � minha inf�ncia.

- O que voc� est� fazendo? - Venha aqui.

Vamos ficar olhando um para o outro.

N�s n�o precisamos ver a n�s mesmos; precisamos nos sentir.

Minha m�e tinha obsess�o com espelhos quando eu era crian�a.

Ela imaginava o seu corpo como uma cicatriz que escondia a perfei��o de antes.

Ela passava horas procurando rugas.

Esta n�o � a minha face, a minha verdadeira face.

- Onde est� a sua verdadeira face, M�e? - Leo, olhe para mim.

- Eu pare�o mesmo isso? - Onde ela est�? Onde est� a sua verdadeira face?

Eu n�o sei. Na R�ssia, quando eu era uma menina.

Com o que minha m�e se parecia, eu me perguntava.

Ela estava sempre ocupada, minha m�e.

Sempre em fuga, tentando solit�ria descobrir quem ela realmente era.

Voc� acha que seu pai a amava?

Quem sabe? Meu pai era apenas algu�m para ela sair,

sem nunca realmente ter encontrado algu�m.

- Voc� sente c�cegas? - N�o.

- Sim, voc� sente! Est� sentindo c�cegas! - N�o!

N�o � bem verdade.

Claro, meu pai era ausente mesmo quando ele estava por perto,

um homem doente sem lugar para descansar.

Venha Nelly, traga os legumes.

- "Mas ent�o ..." - Venha Leo, sente-se � mesa.

quando eu tinha 10 anos, uma das minhas primas de Pittsburgh veio estudar

na escola preparat�ria em Montreal e ficou conosco. Ela era a minha deusa.

Um bom peda�o de carne branca, sem pele. Exatamente o que o m�dico receitou.

Nelly, sirva para o Sr. Breavman sua couve-flor e suas batatas.

Obrigado. Todos desfrutem da refei��o.

Isso � para voc� tamb�m, Leo.

Eu estou falando com voc�, Leo.

Seu pai est� falando com voc�, Leo Breavman.

Deixou cair de novo, seu est�pido?

Levante-se!

Eu n�o estou brincando.

Ent�o voc� ainda sonha ser um hipnotizador?

Eu sou um hipnotizador. Eu posso fazer as coisas acontecerem.

Voc� tem uma imagina��o f�rtil. Eu deixo voc� fazer isso.

- Cuidado, eu poderia hipnotiz�-la. - � muito tarde.

- Sim? - Sim.

Ei. Quantos caras sabem dessas pequenas cicatrizes?

- N�o tantos quanto voc� pensa. - N�o, n�o, eu n�o estou falando de

alguns que beijaram voc� aqui. Estou falando das suas fantasias.

Quantas l�nguas te acariciaram por estes caminhos?

Voc� est� tentando arruinar isto de alguma forma?

Vamos voltar para o jogo. Qual � o seu jogo favorito?

E l� estava a quest�o.

Tudo isso era apenas um disfarce para uma verdade mais profunda.

Sim, � por isso que eu quero ouvir tudo.

Hum. ....

E porque ela tinha feito a pergunta,

a �nica coisa que eu precisava saber mas n�o o soube,

Eu contei-lhe uma outra hist�ria em vez disso.

Como isso vai funcionar? Voc� vai tentar me convencer

que eu gosto de ir naquela est�pida escola particular?

Quando penso em todos aqueles meninos bonitos das escolas p�blicas?

- � s� nisso que voc� pensa? - N�o, bobagem.

Ent�o, pense nisso.

Suas p�lpebras est�o ficando pesadas como chumbo.

Respire lenta e regularmente.

Voc� est� caindo para tr�s.

Seu corpo est� caindo para tr�s,

ficando menor e menor.

Voc� n�o ouve mais nada al�m da minha voz.

Voc� est� dormindo.

- Voc� est� dormindo? - Sim.

Voc� n�o sente nada, absolutamente nada. Voc� entende?

Sim.

Voc� est� quente. Voc� nunca esteve t�o quente.

Sua camisola pesa uma tonelada.

Voc� est� suando como uma porca.

� de manh�. Voc� deve levantar agora. Nada aconteceu.

Voc� n�o vai lembrar de nada.

Talvez Nelly nunca tenha sido realmente hipnotizada,

mas naquele dia, eu senti que realmente me tornara um homem.

Ei, por qu�?

� apenas estranho, como naquela noite ...

Eu lembro que estava lendo livros sobre animais e plantas que meu pai me dera.

Eu entrei no quarto dos meus pais. Vi eles dormindo em camas separadas.

Havia uma lua, e eles estavam voltados para o teto,

ambos na mesma posi��o,

mas eu sabia que se gritasse um deles iria acordar.

- N�o funcionou? - N�o.

Eu tive uma id�ia.

Veja isso.

Voc� vai ficar impressionada.

Ei, o que importa onde est� a cama? � s� uma cama!

Tudo bem, deixe que eu mesmo empurro.

Ah ... n�o seja boba, Shell.

N�s vamos estar fora daqui amanh� bem cedo.

Sim, mas iremos ver as �rvores quando acordarmos.

Eu n�o quero ver as �rvores quando acordar.

Eu quero ver o papel de parede descascando,

como todos os que dormiram aqui antes. Eles n�o precisaram mover a cama.

Precisamente.

Hmm, vamos l�.

Vamos colocar ali.

Espere! Eu tenho que fazer a cama.

A cama j� est� feita.

Mudamos as coisas ao redor, ou n�o vamos ver nada.

- Voc� est� fazendo isso deliberadamente? - Leo, este � o nosso quarto nesta noite.

D�-me 5 min. OK?

Vamos l�!

L� vamos n�s.

Olhe que pia, todas essas fendas.

N�s poder�amos ergu�-la do ch�o e escond�-la debaixo do tapete.

Uh-huh, se voc� me ajudar.

Vem.

- Devo desligar a luz? - Sim.

Agora, o quarto parece o mesmo para todos n�s.

Eu sei que voc� teria gostado mais se ele fosse bem sujo,

talvez at� mesmo com algumas baratas na pia.

Voc� nunca chegar� a v�-las se deixar as luzes ligadas.

Mas aquelas que est�o l� fora voc� n�o pode v�-las de qualquer maneira.

Mas � aqui dentro que conta.

Voc� chega em casa tarde da noite e liga a luz da cozinha

e v� na pia aquele enxame negro,

que desaparece num segundo,

e que deixam a porcelana

mais branca do que voc� poderia imaginar.

Eu sei que voc� imagina que eu n�o possa entender o que voc� quer dizer,

mas eu imagino.

Voc� quer viver em um mundo onde a luz acabou de ser ligada

com intensidade e muita vida,

saltando da escurid�o ao brilho intenso.

Tudo estar� l�.

Tudo bem, Leo, mas voc� n�o pode viver assim o tempo todo.

Eu sei que voc� me odiou por ter mudado o quarto

porque isso significa que estou comprometida,

e � tudo que voc� n�o quer ...

e voc� acha que deveria estar sozinho,

para n�o perder toda esta vivacidade.

Voc� quer ficar sozinho Leo?

Era como se ela tivesse me mostrado um espelho para eu me ver

e que aquele n�o era eu, o Leo, que fazia as perguntas.

Era o Leo crian�a que precisava conhecer o jogo favorito.

Minha querida Shell, h� algu�m perdido dentro de mim.

Eu vou encontr�-lo para voc�.

Eu vou te levar para o topo da montanha.

Mas est� escurecendo.

- � mais perto dos raios lunares. - Voc� n�o est� com fome?

- N�o. E voc�? - Sim, eu estou morrendo de fome...

...h� pouco eu te disse isso. - Pegue uma ma�� l� atr�s.

N�o, Leo, por favor ... Chega de jogos.

N�s estamos dirigindo h� 4 horas sem parar.

Sim, e n�s estamos nos divertido, Shell. Vamos l�!

- Voc� estava bem h� algumas horas. - Eu sei, mas agora eu preciso de uma pausa.

Bem, ent�o, feche os olhos e relaxe. � um lindo lugar.

- Vamos voltar amanh�? - Shell, vamos l�!

Estes s�o novos horizontes. Uma montanha selvagem � noite!

Sim, e n�s precisamos parar e colocar gasolina em algum lugar antes que feche.

Que tal uma viagem emocionante?

Leo, eu acho que voc� est� tentando me mudar.

Voc� gosta de mim, mas n�o gosta da minha forma��o,

e agora voc� est� for�ando a barra para ver como eu vou reagir.

N�o. Eu s� quero que seja diferente ... para n�s dois.

Como estar preso num carro, sozinho na floresta?

Isso � original, Leo, mas realmente n�o mudar� nada.

- N�s ainda somos as mesmas pessoas. - Mas � uma experi�ncia diferente, Shell.

N�o, Leo. Eu j� passei por isso.

Eu fiquei presa na floresta por 36 horas com um amigo do meu pai

e fomos apanhados por uma grande tempestade,

fizemos amor em um aguaceiro, e foi maravilhoso,

e eu nunca falei sobre isso at� agora.

Viu s�? voc� fez de novo. Voc� ganhou.

- O que significa isso? - Voc� tem algum...

segredo para mim?

O que � isso?

Nada ...

Eu te amo.

Eu sabia que se n�o sa�sse logo, nunca mais sairia,

e algo estaria perdido para sempre.

- Bom dia. - Oi.

Voc� n�o dormiu a noite toda. Voc� tem alguma coisa?

N�o.

Venha aqui.

Diga-me.

Eu acho que deveria ir para Montreal por um tempo.

- Voc� est� indo embora? - Eu estarei de volta.

Eu liguei para Krantz, e ele me ofereceu um trabalho com algumas crian�as.

- Um trabalho com crian�as? - Sim, � ver�o, acampamento.

E depois volta para Nova York?

Sim, claro.

Claro.

E quem pelo fogo

Quem por �gua

Quem na luz do sol Quem na noite

Quem por muita prova��o

Quem por tentativa comum

Quem no seu alegre m�s de Maio

Quem pela lenta decad�ncia

E quem posso dizer que est� chamando

Quem no seu deslize solit�rio Quem por barbit�ricos

Quem por estes reinos do amor Quem por algo brusco

Quem por avalanche Quem pelo p�

Quem por sua gan�ncia Quem pela sua fome

E quem posso dizer que est� chamando

E quem por coragem de aceitar

Quem por acaso

Quem na solid�o

Quem neste espelho

Quem por seu �ltimo comando

quem por suas pr�prias m�os

Quem em cadeias mortais Quem no poder

E quem posso dizer que est� chamando

Tudo certo, eu s� quero ter certeza de que voc�s est�o cientes

dos hor�rios que eu coloquei nos livrinhos de voc�s.

tudo bem, isso agora � muito importante, porque os pais

tamb�m t�m c�pias desses hor�rios. Ent�o, por favor ...

eu n�o preciso ficar lembrando voc�s toda a hora, � s� segui-los com cuidado, OK?

Agora, cada um de n�s ter� 8 crian�as todo o tempo. Este ser� o grupo de voc�s.

Voc�s s�o respons�veis pela participa��o em atividades ao ar livre,

n�o � uma tarefa t�o f�cil, procurem faz�-las pela manh�,

Alguma pergunta? Tudo bem, sorte para voc�s.

Comecem o trabalho l� dentro. Eu vou cuidar desse cara.

Oh, Krantz!

Uh ... Jesus! E a�, cara!

- Voc� est� atrasado. - Foi uma longa viagem, Krantz.

- E eu com isso? - O que posso fazer?

Comece ajudando l� dentro.

Ufa ... OK.

Ei! Ei! Lembra de mim?

Sou Martin Stark. Com S mai�sculo, t, a, r e k min�sculo, sem e.

�s vezes eu escrevo com e

e ent�o eu tenho que rasgar a p�gina e come�ar tudo de novo.

Eu lembro de voc�, Martin.

Eu sou Leo Breavman. B mai�sculo, r, e, a, v, m...

a e n min�sculos.

Muito bom! Eu serei ...

seu conselheiro durante o ver�o. O que voc� acha disso?

- Uh ... Qual � a sua loja favorita? - Qual � a sua?

Holt Renfrew. Qual � o seu estacionamento favorito?

- Eu n�o sei. Qual � o seu? - Holt Renfrew.

Quantas janelas t�m no edif�cio Holt Renfrew?

Bem Martin, eu n�o sei. Quantas?

- Em todas as paredes? - Sim, claro, em todas as paredes.

Em que lado voc� quer saber? Diga-me apenas em 3 paredes.

- 122. - Ei, Martin, ei ...

Voc� gosta do campo?

- S� depois de eu explor�-lo. - Ent�o vamos explor�-lo. Vamos l�!

Tudo bem, vamos l�! O meu grupo me siga!

Krantz, eu trouxe uma garrafa de conhaque.

Voc� est� louco? Tenha respeito pela pessoas que est�o dormindo.

- Vamos, Krantz! - Breavman, v� dormir.

Ei, onde voc� vai?

Ei, Breavman, voc� deveria integrar esta crian�a ao grupo.

Venha aqui, Martin. Bom dia para voc� tamb�m, Krantz.

Martin era uma criatura rara, uma crian�a loucamente feliz.

Seus rituais ressoavam como meus jogos no passado. Meus poderes secretos.

- 246 ... - OK, tempo ...

- 759! - V�!

Voc� consegue! Voc� � muito inteligente!

Voc� � realmente bom, Martin. N�s sabemos que voc� consegue!

- Voc� consegue! Vai, vai! - 186.714.

Ele est� certo!

Sim! Sim! Isso � �timo, Martin.

- OK, vamos fazer outro jogo. - Eu come�o!

Voc� me d� algo para medir o quadrado de 5 metros por 5 metros,

que � o tamanho do apartamento da minha v�?

OK. Martin. Eu j� volto.

O que foi que eu disse? Todas as crian�as devem seguir o cronograma.

Eu sei, � que ele n�o � um menino normal, Krantz.

Ele � um ser humano muito especial, e isso � importante para mim.

Isso � muito bonito, Breavman,

mas n�o faz parte desse neg�cio.

Leo? Deus, eu estava dormindo profundamente.

- Eu s� queria ouvir sua voz. - Onde voc� est�?

Canadian boonies. Como voc� est�?

�s vezes � dif�cil, Leo. �s vezes eu s� preciso de algu�m para me ajudar.

- Apenas algu�m? - Bem, eu acho que voc� conseguiria,

Talvez eu s� precise estar a�. Viu s� quem est� sendo rom�ntica, Leo?

Voc� precisa ouvir a minha voz, e eu preciso transar.

Ou�a Shell, estou indo para Nova York.

- Voc� est� saindo do acampamento? - Sim. N�o tem nada aqui para mim.

Voc� est� vindo? Voc� promete?

- Sim, eu prometo. Vejo voc� em breve. - OK.

Voc� sabe que n�o posso encontrar um substituto para a temporada.

Bem, ent�o voc� vai ter que me deixar lidar com ele do meu pr�prio jeito.

Eu gosto da loucura dele, Krantz. E ele tamb�m.

Ele � uma pessoa livre, talvez o primeiro que eu j� tenha visto,

e isso � muito importante para mim.

- Isso � um absurdo total. - Talvez ...

Voc� cometeu um erro vindo para c�, n�o �, Breavman?

E voc� cometeu outro me convidando, n�o �, Krantz?

Eu acho que n�s dois pensamos que poder�amos retomar de onde paramos.

Pelo menos sabemos que isso acabou.

� um trabalho, entendeu? Deve Funcionar.

N�o � divertido, mas � trabalho.

E agora eu tenho que ser s�rio.

Tudo bem!

Quem est� afim do jogo de esconde-e-vai-procurar?

Sim! Tudo bem!

N�s vamos voltar para o acampamento e vamos despejar essa sacola cheia das coisas

que encontramos, classificar um por um, e ent�o vamos dar um mergulho!

Isso vai ser bom.

Ai! Eu fui mordido muitas vezes por estas coisas ...

- O que voc� est� fazendo? - Contando.

Ah, �? Quer uma caixa para guard�-las?

- Isso seria �til. - OK. Aqui est� uma pequena ajuda.

- Obrigado. - Ei, pessoal!

Vamos nos reunir aqui e falar sobre a �rvore que nunca perde suas folhas!

Martin, n�o saia de perto do grupo.

Isto, meus amiguinhos, � uma �rvore muito especial.

Esta �rvore nunca, jamais, perde as suas folhas.

Fica assim durante todo o ano,

ela � da mesma fam�lia dos pinheiros.

Pinheiros s�o usados para �rvores de Natal. Ent�o, vamos pensar alguma coisa.

Fechem os olhos e pensem no tipo de �rvore de Natal

que todos n�s temos em casa, OK?

Martin, venha aqui, amigo! Venha se juntar a n�s!

Concentrem-se! Mantenham os olhos fechados, pensem nos pinheiros.

Ei, olhem para este aqui, pessoal. Vamos, por este caminho.

- Cheira t�o bem! - Sim, eles s�o muito agrad�veis!

Sim, eu mudei de id�ia. Sinto muito, Shell.

- Voc� prometeu. - Eu sei que prometi, mas eu n�o posso ir.

- Por qu�? - Porque ...

Diga-me por qu�.

Eu n�o posso explicar isso. Eu s� sei que tenho que ficar aqui por mais um tempo.

- Estou com saudades. � dif�cil. - Eu sei. Eu sei que � dif�cil.

� dif�cil para mim tamb�m, mas pelo menos eu estou ouvindo a sua voz.

Pois � ... sim.

Tudo bem ...

Eu tenho que ir, mas eu te ligo assim que puder.

- Quando? - Eu n�o sei. Em breve.

- Eu te amo. - Eu tamb�m te amo.

- OK, tchau. - Tchau.

Espero que todos gostem dos cachorros-quente que eu fiz.

- Sim, eu ouvi isso! - Ah, eles est�o queimados!

- Eu gosto deles queimados. - Ei! Ei, Ei! Nenhum cachorro-quente para voc�!

Bom trabalho!

Voc� est� quase ganhando um.

Onde est� Martin?

Ei, Breavman! Onde voc� vai?

- Eu estou indo procurar Martin. - Tudo bem.

Martin!

Martin!

Vamos l� amigo, onde voc� est� se escondendo.

OK. Eu vou te dizer uma coisa, eu vou ficar com voc� esta noite ...

e n�s vamos contar agulhas at� umas 6.000 pelo menos. O que voc� diz?

Martin?

Martin! Martin!

Cara Shell,

vai levar um certo tempo para lhe contar.

� meia-noite e voc� est� dormindo.

Eu sei exatamente como est� seu corpo agora.

Deitado de lado, com os joelhos dobrados,

e seu cabelo como a caligrafia,

de uma m�o em concha ao lado de sua boca,

e o outro bra�o atirado na extremidade da cama.

Eu posso estar em paz porque eu sei o que quero dizer.

Tenho medo da solid�o.

Basta visitar um hospital psiqui�trico ou uma f�brica,

sentar-me num �nibus ou numa cafeteria.

Em todos os lugares as pessoas est�o vivendo

em total solid�o como dizem seus corpos.

Quero pegar a sua m�o para me proteger desta carnificina persistente.

Eu queria que voc� estivesse ao meu lado agora.

Eu vi uma crian�a morta, e n�o aprendi nada.

Quando voc� ler esta carta, voc� ver� que...

esse mundo est� desconfort�vel e irreversivelmente destru�do.

Eu n�o sou um bom amante, sen�o eu estaria com voc� agora;

Eu estaria ao seu lado, e n�o apenas escrevendo.

Cara Shell se voc� me deixar,

Eu ficarei a 400 milhas de dist�ncia e escrevendo poemas.

Eu tenho medo de viver em qualquer lugar, numa expectativa.

Eu n�o vou querer ver voc� ou ouvir voc� novamente.

N�o quero anexos.

Eu quero come�ar de novo.

Eu acho que eu te amo, mas eu preciso da id�ia de mais uma p�gina em branco.

Eu devo terminar esta carta porque eu me sinto voando baixo

e caindo na cama ao seu lado.

Por favor, n�o telefone ou escreva. Algo novo precisa come�ar em mim.

quatro horas da tarde

E eu n�o sinto muito

Eu disse para mim mesmo Onde voc� est�, garoto de ouro?

Onde est� o seu famoso toque dourado

Que voc� fazia os elefantes deitarem?

Pensei que fosse o pr�ncipe herdeiro

De todas as rodas de Marfim da Cidade

Basta dar uma olhada em seu corpo agora

N�o h� muito para salvar

E uma voz amarga no espelho chora

Ei, Pr�ncipe voc� precisa se barbear

Agora, fa�a seus dedos pararem de tremer

Por que voc� n�o tenta desembrulhar uma l�mina de a�o inoxid�vel

Tudo bem, as coisas s�o assim

sim, � isso mesmo

E n�o desceu um longo caminho

N�o foi uma maneira estranha de descer

N�o tem �gua quente e o frio est� chegando

Bem, o que voc� espera desse tipo de lugar?

Voc� tem vivido assim

N�o bebendo desse copo

Est� tudo endurecido e rachado ao longo da borda

Essa n�o � a luz el�trica, meu amigo

� a sua vis�o crescente

Cubra seu rosto com espuma

que agora voc� � o Papai Noel

- Shell! E voc� ganhou um presente

de quem vai lhe dar seus aplausos

Pensei que fosse um homem de corrida

Ah, mas voc� n�o tem ritmo

Isso � um funeral num espelho

- Como posso direcionar a sua chamada? - � uma chamada a cobrar, por favor.

Poderia me dizer seu nome, por favor?

- Leo. - Obrigado.

- Al�? - Eu tenho uma chamada a cobrar

de Leo. Voc� aceita?

- Sim. - V� em frente, por favor.

- Shell! - Eu ia dizer n�o.

Case-se comigo. Isso � o que eu quero.

Leo, voc� n�o pode tratar as pessoas desta maneira.

Voc� ouviu o que eu disse? Eu disse que quero casar com voc�.

Eu n�o ouvi voc� nas �ltimas semanas, Leo!

Eu sei, e sinto muito. Eu vou explicar tudo, eu prometo.

N�o. Voc� n�o precisa. Eu li a sua carta.

N�o, n�o! N�o, Shell, n�o importa a carta!

Oh Deus! Eu sei que eu te machuquei. Sinto muito.

Eu quero voltar para a cama. Eu n�o estou me sentindo bem.

N�o, n�o desligue.

Eu te amo, Shell.

Eu realmente te amo.

Por favor, v� embora! Eu n�o posso ser o que voc� precisa!

Sim, pode. Voc� j� �.

Ningu�m pode ser o que voc� precisa, Leo.

Isso � loucura, Shell, falando desta maneira.

H� 400 milhas entre n�s.

- Eu estou indo para Nova York. - N�o! Eu n�o quero que voc� venha.

- N�o, Shell, eu tenho que ir. - N�o, Leo, por favor!

Eu n�o posso v�-lo!

O que voc� est� dizendo?

Eu estou dizendo por favor, n�o venha. � melhor assim.

N�o. N�o, Shell.

Eu estou indo para Nova York, e n�s vamos conversar,

e tudo vai dar certo.

Eu prometo, voc� vai ver.

Eu n�o acredito em voc� ...

Eu vou desligar agora.

- Shell ... - Adeus, Leo.

Uma vez houve um passado e uma menina com cabelos castanhos

E voc� passou os ver�es

Pegando todas as frutas que cresciam l�

Houve tempos em que ela era uma mulher

Houve tempos em que ela era apenas uma crian�a

E voc� a segurou nas sombras

Onde crescem as framboesas selvagens

E voc� escalou a montanha do crep�sculo

E voc� cantou sobre a vis�o

E onde quer que tenha vagado

O amor parecia ir junto com voc�

Isso � duro de lembrar

Sim, faz voc� apertar o punho

E ent�o as veias se destacam como rodovias

Ao longo do seu pulso

E � desse jeito

"Temos o prazer de comunicar que seus manuscritos foram selecionados para edi��o."

E n�o foi um longo caminho

N�o foi uma maneira estranha de descer

Voc� ainda pode encontrar um trabalho ...

Na primavera seguinte,

A editora de Shell publicou o meu trabalho

e me fez respirar como um poeta.

Fui jogado ao sucesso tal como os pais jogam

seu filho na escola pela primeira vez,

resistente e ressentido.

Tudo o que era necess�rio para ser universalmente amado

era publicar as ansiedades de cada um.

A arte � uma forma calculada de exibir o sofrimento.

Eu me tornei um Prozac po�tico para as mulheres infelizes.

Ei, Leo!

- J� faz um tempo. - Lisa! Deus, voc� est� �tima.

Oh, obrigado, Leo, e voc� se tornou famoso.

Dificilmente famoso, mas ... est� tudo bem.

Eu vi que voc� foi entrevistado na TV ontem � noite.

Sim. Faz parte do lan�amento do livro, � m�dia

para os viciados em m�dia. Voc� conhece o jogo.

Todo mundo diz que voc� � muito ... inteligente.

- Todo mundo te ama quando voc� est� ... - Exatamente.

Como est�o as crian�as e uh ...

Carl. Carl!

Carl est� em Toronto com meu pai.

Eles est�o abrindo um novo restaurante.

- Legal. - �.

Ah, sim.

Ah, gostaria de assinar o meu?

Lembra de n�s quando �ramos crian�as?

Ah, sim, mas � surpreendente o quanto eu pare�o esquecer.

- J� faz algum tempo isso. - Ent�o, voc� lembra de mim como crian�a?

- Claro. - E? ...

Bem, voc� era como qualquer outro garoto de 10 anos de idade, eu suponho.

Eu n�o sei Leo. Isso incomoda voc�? Voc� foi um bom menino!

- Voc� se lembra de brincar de m�dico? - O qu�?

- Na garagem. - Ah, agora voc� est� sendo bobo.

- Eu gostei do que voc� fez. - Por qu�?

Quer dizer, �s vezes lembrar demais pode bloquear o presente.

Se voc� lembrasse daquilo que eu lembro, voc� estaria na cama comigo agora.

Voc� deve vir e visitar Carl e as crian�as.

Carl l� muito, voc� iria gostar de falar com ele.

Eu preciso dormir com voc�, Lisa. Isso � muito simples.

Bem, n�o para mim.

Por qu�? ... Por que voc� quer dormir comigo?

- Porque n�s demos as m�os uma vez. - E esse � o motivo?

Sim. Eu acho que os seres humanos deveriam ser gratos ao serem conectados

de qualquer forma em tudo, mesmo que apenas por estarem juntos na mesma sala.

Sim, mas Leo n�o se pode estar ligado a todos, e isso n�o significa nada.

Para mim significa. Vamos sair daqui.

Leo! A� est� voc�! Por favor, venha ...

Eu gostaria de apresentar voc� �s pessoas do "CBC Bom dia Show".

V� em frente. Eu preciso ir. Tenho um voo para Toronto.

- Eu vou lev�-la. - N�o, eu pego um t�xi, mas agrade�o.

Voc� tem assuntos para tratar. Cuide disso.

- Venha me visitar um dia desses. - Eu vou.

- Leo? - Oi!

Condenem-me a alguma pris�o escura

se o meu amor verdadeiro ama outro,

quando eu sei que ela deveria ser minha.

- Al�. - Al�, Leo.

- Lisa ... - Eu n�o achei que voc� estivesse dormindo.

- Eu n�o estou, mas voc� deveria estar.

Eu preciso ver voc�.

- Voc� quer vir agora? - Eu j� estou aqui.

Ok.

Meu marido n�o estava em Toronto abrindo um restaurante.

Ele estava l� mas com outra mulher.

Nossa ...

- Vou poupar voc� dos detalhes. - Sinto muito, Lisa.

N�o, est� tudo bem. Quando eu ouvi sobre o lan�amento do seu livro,

Decidi vir at� aqui. Eu n�o sei por qu�.

Estou feliz que voc� tenha vindo.

Estranho � que...

voc� � a �nica pessoa que eu queria ver.

Eu sinto um pouco de c�cegas.

Isto vai doer, Dr. Breavman?

A regra � uma inje��o na bunda.

Eu vou fazer uma exce��o ...

s� desta vez.

Eu poderia oferecer-lhe a minha companhia e amizade, como consolo,

ou poder�amos ir para a cama logo de cara.

N�o havia uma terceira op��o.

E eu n�o dormi com a Lisa crian�a.

Eu n�o constru� uma misteriosa garagem acima de seu corpo nu.

Esta mulher pac�fica agora com seios, lingerie...

e martinis n�o era a Lisa crian�a.

A Lisa crian�a havia se ido mas continuava perfeita,

Tornando, ainda, outras mulheres menos perfeitas.

Elas continuavam bonitas, mas de uma forma menos crucial.

Que al�vio.

Ou�a, Leo, estou me sentindo um pouco estranha aqui. Eu...

N�o fa�a isso com voc� mesma.

As duas crian�as voltaram e contaram um segredo

no meio da noite, isso � tudo.

Obrigado.

Eu... Eu preciso ir.

Ok.

Voc� realmente construiu uma vida para si mesmo, Leo.

N�s deixamos um ao outro seguir livre.

Ela teve sua vingan�a atrav�s de mim porque ...

Eu era um segredo que n�o fazia parte da sua vida,

mas n�o era exatamente um estranho,

como encontrar algu�m de sua cidade natal numa terra estrangeira.

A Lisa crian�a continuava perfeita no passado.

Tudo poderia ser preservado para sempre,

como a minha conex�o com a Shell,

e, nesse momento, eu me lembrava dela.

Minha querida Shell,

aqui est� a resposta � sua pergunta:

�amos para o parque e depois ca�amos na neve.

Lisa rodava e, junto, levava nossas m�os.

Girava e formava c�rculos...

at� que nossos p�s deixassem o ch�o depois que ela soltasse.

Lembro-me de voar e pousar sobre a neve.

E ent�o eu, cuidadosamente, me levantava...

olhava para tr�s e via uma perfeita forma

humana e angelical, numa brancura tamb�m perfeita

e que, por isso, era o jogo favorito.

Legendas em portugu�s: Walter Santos

O JOGO FAVORITO

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