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Na Boca do Lobo (1950)
Meus pulsos, meus pulsos!
Meus pulsos!
Maldito seja! Tomara que queime no inferno!
Vai me pagar!
Meus pulsos, est�o quebrados! Meus pulsos!
Um esmagar, dois agarrar, tr�s fora!
Esmagar, agarrar, fora!
Esmagar, agarrar, fora!
Esmagar, agarrar, fora!
Assim como cair de um tronco.
Cair de um tronco!
Cair de um tronco!
Cair de um tronco!
Est�vamos tendo um ensaio.
Eu tenho um ensaio.
Venha aqui, sim?
Por que eu?
N�o gosto disso, Loman.
Sabe que far� isso.
E se n�o quiser?
Voc� far�, sabe disso.
Agora escute, Leo. � sua chance, sabe?
Sua grande chance.
Estamos realizando o maior sucesso que j� aconteceu.
E eu estou escalando voc� para a lideran�a
Sim!
Estrelando e atr�s das grades da pris�o, hem?
Fale sensatamente. � t�o seguro como as casas, sem perigo.
Estou te dando Hatchett,
o motorista de fugas mais r�pido da cidade.
E eu estarei no carro com voc�.
Tudo bem por voc�, n�o �, Hatch?
Claro, Loman, claro.
Ser� como cair de um tronco.
Winckle, pare de reger e ou�a.
Agora, este � o pacote, entende?
Voc� est� bem-vestido e carregando o pacote.
Voc� anda pela rua Bond e para olhar a vitrine da joalheria.
Hatchett e eu estamos esperando com o carro.
E, um esmagar, dois agarrar, tr�s fora!
Voc� pega.
N�o vamos lhe decepcionar.
Aconte�a o que for.
Entende?
Lembre-se, voc� � a estrela.
Sim.
Sou a estrela.
Voc� est� bem?
Sim, sou a estrela.
Pode continuar, mas n�o demais.
Obrigado.
Sabe quem somos?
Somos da Central Oeste.
Vimos lhe ver pelo caso da Rua Bond.
Quebrar e pegar.
Advertimos que n�o necess�rio que diga nada,
a menos que assim deseje, mas o que voc� disser...
ser� registrado por escrito.
E ser� usado como prova.
Se quiser falar, fale, mas n�o fa�a muito barulho.
Um, quebrar. Dois, agarrar.
Tr�s, fora.
Minha m�o!
Minha m�o!
Leo Martin, foi acusado de um delito.
tem algo a dizer antes de que se d� a senten�a?
N�o!
N�s nos veremos, Loman.
N�o falta muito, Loman.
Chegou a hora, Loman.
Bem, Martin, � a primeira vez, desde que chegou aqui,
que foi chamado por seu nome e n�o por um n�mero.
Isto significa que agora est� livre para sair ao mundo e come�ar uma vida nova
Sim.
- Como est�o seus pulsos? - Muito bem, obrigado.
Voc� tem uma reclama��o sobre o tratamento?
N�o.
Se voc� precisar de assist�ncia, pode solicit�-la...
� Sociedade de Assist�ncia a Presos.
Est� na lista telef�nica.
Bem, adeus, Martin.
Boa sorte.
E n�o volte.
N�o voltarei, senhor.
Foi �timo. Gostaria de voltar a v�-lo.
Olhem quem est� aqui!
Bem, Leo, que tal a cadeia?
Como vai, Leo?
Por aqui.
Voc� viu Loman e Hatchett recentemente?
N�o, desde h� uma ou duas semanas.
O que eles fazem?
Loman � o gerente do Pal�cio de Dan�a de Pennington,
o que est� em Brinsweed.
Claro que seus chefes n�o conhecem seus antecedentes.
E Hatchet?
Em uma garagem.
- Leo, n�o ir� atr�s deles, verdade? - Isso � da minha conta.
N�o lhe prenderam por sua culpa.
N�o foi?
Disseram que nunca me decepcionariam, acontecesse o que fosse.
E fizeram.
Que poderiam ter feito, hem?
Estava fora do carro, cercado de pessoas.
Que podiam fazer?
Eu pergunto Leo, que poderiam ter feito?
Decepcionaram-me.
Enganaram-me para um trabalho que n�o queria fazer.
Eles sabiam disso.
Eles conheciam os riscos e todos os atribu�am a mim.
Bem, estou sem trabalho.
E o Sr. Loman encontrar� um para mim.
Tem que assumir um risco ou dois.
Sim, eu sei, Gus, mas... eu tenho que arriscar.
Eu aconselho voc� a fazer oito.
Que diabo quer?
N�o me conhece?
Que diabo voc� �?
Talvez se eu tirar os �culos escuros e a barba, poder� me reconhecer.
Essa porta est� marcada como particular. Por favor, olhe.
E o que ouvi deveria estar marcado, e a promessa, realizada.
Bem, eu vim para cumprir uma promessa.
Algo que est� pendente.
Pensarei nisso, Gus.
De acordo. Use essa porta, por favor.
Boa noite.
Bem, qual � a promessa?
Eu n�o culpo voc�, Gus Loman, �s vezes � mais seguro...
...ignorar os amigos.
Sim, � assim.
Bem, Leo, que posso fazer por voc�?
Quero um trabalho.
Comigo?
Para voc�.
Digamos que um como o do nosso amigo.
- Tome um drinque. - N�o, obrigado.
J� n�o � como antes, hem?
Que pensa disso? Quatro Libras uma garrafa.
- Caro, verdade? - �?
Aparentemente.
Eles lhe pegaram e...
Sim, voc� e Hatchett escaparam disso.
Gra�as a mim.
Sim, gra�as a voc�.
Por que n�o falou?
Por uma promessa.
E qual era?
Algo particular.
O que h�, Gus?
Olhe, Martin, enfrentemos os fatos.
Esteve longe das coisas durante algum tempo.
Portanto, suas m�os n�o s�o t�o �teis para voc� como deveriam ser.
Vamos admitir que o da pulseira saiu bastante mal.
Voc�, bolo de gordura, � quem me fez fazer isso.
Voc� e Hatchett ajeitaram muito bem as coisas n�o �?
Sim, como cair de um tronco.
Mas agora, Sr. Gus Loman, sei quem vai cair desta vez.
Sinto, Martin, n�o tenho lugar para voc� em minha organiza��o.
Claro, se quiser algum dinheiro...
Pregue na parede!
Hatchett?
N�o.
Duas Libras.
S� duas Libras.
Por que diabos voc� se faz o her�i?
Como entrou?
Formas e meios, Loman,
Formas e meios.
Ser� melhor que saia, ou se n�o, eu...
Vai me expulsar?
Tente isso!
O que quer?
Bastante.
N�o tenha ilus�es sobre esse cofre, Leo.
Armas agora, hem?
O progresso da serpente.
Se n�o for embora daqui eu a usarei.
N�o tem coragem.
D�i, n�o �?
Como se eu n�o soubesse.
Agora, me escute.
Sabia que esse golpe da Rua Bond, foi algo est�pido,
mais arriscado que pensava.
Igual a Hatchett.
Voc�s dois sabiam que eu era um bobo, enganaram-me e eu acreditei.
E sofri.
Agora � sua vez.
Obedec�amos ordens!
Que ordens?
N�o posso dizer.
Voc� far�.
O que fez comigo ent�o,
n�o foi nada comparado com o que me fez h� uns dias.
Eu n�o lhe fiz nada!
N�o, efetivamente, n�o fez nada.
Mas me disse que tinha fracassado.
Que n�o poderia fazer outro trabalho com estes meus pulsos.
Que falhei.
N�o havia lugar para mim em sua organiza��o.
Isso me doeu mais do que qualquer outra coisa.
N�o poderia fazer outro trabalho, hem?
Eu dei mais nos �ltimos dois dias,
do que poderia imaginar.
E sa� ileso deles.
Sinto muito.
Lamenta isso, hem?
- Onde est� Hatchett? - Na garagem, eu acho.
Chame-o.
Escute, seja sensato.
Quero que fale com ele por telefone.
Que direi a ele?
Diga a ele que esteja aqui �s dez horas.
Garagem Regal.
Sim, est� aqui.
Est� bem, eu o chamarei.
Da parte de quem?
Hatchett, chamam-lhe ao telefone!
Est� bem.
J� vem.
Obrigado.
Hatchett aqui.
Ol�, Gus, que houve?
N�o, n�o posso.
Vou pegar um grupo a essa hora.
Bem, se � t�o importante...
Est� bem, estarei l�.
Bem, que disse?
Estar� aqui �s 10 horas.
Pode guardar essa porcaria,
e que n�o tente nada, nem agora nem mais tarde.
Leo, somos amigos outra vez, n�o?
Que quer dizer com outra vez?
Al�, al�. Hatchett, n�o?
Escute, esque�a o que eu disse sobre as 10 horas,
Esteja aqui �s nove horas.
Sim...n�o, n�o. N�o posso explicar isso agora.
Al�?
Duas laranjadas, por favor.
Duas laranjadas.
- Quanto �? - 24, por favor.
Fique com o troco.
Obrigada.
Dan�a?
Estou aqui para isso.
Tem seu t�quete?
T�quete?
Sim, se quiser dan�ar com qualquer das garotas,
tem que comprar um t�quete.
� uma dan�a cara.
Onde os consigo?
L�.
Todos para mim?
Por qu�?
Ser� uma surpresa.
Desculpe pelos t�quetes. N�o sabia.
N�o esteve aqui antes?
� a primeira vez.
Parece muito popular.
� sempre �s quartas-feiras.
Noite de amadores.
O que acontece?
Oh, eles d�o pr�mios, por serem bobos!
Alguma vez ganhou algum?
N�o, n�o sou feita para isso.
Dan�a bem!
H� muito tempo que n�o dan�ava.
Bem, valeu a pena seu dinheiro?
Quase, mas n�o de tudo.
Est� muito s�rio.
Tenho muita sede. Que tal um drinque?
Que horas s�o?
Quase nove horas.
Hora para as loucuras das nove.
Est� bem, adoraria um drinque.
Que tal uma laranjada?
Sim, se puder conseguir.
Bem, poderia levar uns minutos. Onde estar�?
Por l�, na passagem.
Est� bem, n�o saia de l�.
N�o poderei, estou muito cansada.
Senhoras e senhores.
esta noite, sendo quarta-feira, � a noite do amador.
Entregaremos valiosos pr�mios...
para as tr�s melhores atua��es de amadores.
O veredicto se decidir� conforme a quantidade de aplausos recebidos.
Devo deixar nas m�os do nosso perito mestre de cerim�nias...
Jimmy Winters!
Boa noite.
A primeira senhorita em minha lista � a Srta. June Williams.
Hatchett, � voc�?
Suba as escadas, n�o podemos falar aqui.
Hatch.
Hatch.
Que houve?
T�xi senhor?
Leo!
Cale-se e entre.
Olhe, Leo...
Voc� n�o quer um, n�o �?
Entre!
Voc�?
N�o.
Voc�.
Que � tudo isto?
N�o pude ter feito isso, n�o fiz isso!
Voc� fez.
N�o � verdade. Prove isso!
Sua arma,
suas digitais na arma.
As luvas n�o deixam digitais.
Sabe que n�o sair� com a sua.
Muitas pessoas acabam de me ver em um concurso de dan�a.
Ainda resta tempo para que aconte�a.
Suponha que voc� chamou a pol�cia e eu estou lhe dizendo que voc� fez.
N�o ter� chance.
Tenho um �libi ador�vel.
Bastante barato.
Sou Loman.
Estava s�, l� em cima.
Desci e o encontrei aqui.
N�o sei mais nada.
Pediu a Hatchett que viesse aqui.
Lembra-se? Por telefone?
Disse que era Loman quem falava.
Escute, Leo, farei um acordo com voc�.
Desfa�a-se do corpo e da arma,
e ningu�m saber� de nada.
H� 200 Libras para voc�.
De nenhuma maneira
Agora distancie-se do seu amigo o mais longe poss�vel.
E lembre-se que fico com a arma.
At� logo, Loman.
� considerado como o mais r�pido motorista em fuga na cidade.
� melhor nos apressarmos.
Agora, vou para meu �libi.
Essas esc�rias, de gatos vadios.
Aqui est�, querida.
Obrigada. N�o deveria ter se incomodado.
Quando me decido a fazer algo,
eu fa�o.
Acontece algo?
Nada.
Perd�o pela demora, isso � tudo.
Desculpe.
N�o prestei aten��o na hora.
Fico feliz.
- Como se chama? - Carol.
Carol Dane.
Chamam-me de Chester Diane.
- E o seu? - Leo.
Leo... de qu�?
Leo Lalonde.
Que est� fazendo em um antro como este?
A garota tem que comer.
Por 10 centavos uma dan�a?
� o que me pagam.
Vale o dobro.
Nunca saber� o que significou para mim estar com voc�.
Voc� � um tipo estranho.
Eu sei.
Bem... que tal outra dan�a?
Est� bem!
Mas, cada dan�a, dois t�quetes.
Disse que valia o dobro.
Est� ficando dif�cil, n�o �?
� isso.
Leo � le�o!
Policial noturno.
Boa noite, tem pressa?
Sim, � urgente.
Onde �... onde fica...
A mais pr�xima?
Sim, � isso.
Oh, a certa dist�ncia daqui!
Oh, bem, bem!
N�o me viu, oficial, verdade?
� terrivelmente urgente.
Oh! Entendo.
Nem sequer lhe vi.
Oficial!
Oficial!
Diga, que aconteceu?
H� um homem na minha casa. Eu acho que ele est� morto!
Eu j� tive o suficiente.
Onde est� Efrum Jeff?
Redigindo o comunicado, senhor.
Est� bem, rapazes, publique e leve com voc�.
Shep, escute isto.
Chegou do Canad�, para estudar o procedimento brit�nico de CID,
o detetive Inspetor Rogers, adjunto da Scotland Yard.
Est� investigando o assassinato do t�xi de ontem � noite.
Shep, nunca esteve t�o bonito.
D� uma olhada.
Vejo-me como se tivesse cometido o assassinato.
Voc� fez?
Sim.
Portanto, vou descobrir quem fez.
Vejo voc� depois, Charlie.
Se precisar de mim, estarei na Garagem Regal.
Est� bem.
Quem esteve de servi�o ontem � noite?
Joe esteve de servi�o ontem � noite. Deveria cham�-lo?
Por favor.
Joe, Joe Fischer!
Ol�!
Venha ao escrit�rio um momento.
Ia sair agora.
Eu sei, mas � urgente.
Que houve?
Que houve? Tenho casa, sabe.
Este senhor � da Scotland Yard.
Oh! Ele �?
Bem, n�o fiz nada, exceto trabalhar.
Sou o detetive Inspetor Rogers.
Conhece um homem chamado Hatchett?
Isso mesmo, tem garagem aqui.
O que esteve fazendo?
Algu�m atirou nele ontem � noite.
�timo, muito bom!
Deixou-me em nocaute com uma chave de 10 polegadas.
Ele era o cara do abrigo?
Sim.
Que horr�vel!
Blimey e eu estivemos falando com ele ontem � noite,
s� quando eu estava aqui de p�
Por Deus!
- De que falavam, Jim? - Bem, n�o foi muito.
Algu�m o chamou ao telefone.
Sabe quem foi?
Deixe-me pensar.
Coleman?
N�o, n�o foi esse.
Corman, n�o esse n�o foi.
- Sei que havia um homem ao aparelho. - Newman.
N�o, fala muito baixinho, � inconfund�vel.
A que horas foi isso?
Oh, perto das oito.
Mais algu�m telefonou?
Sim, o Sr. Lang.
� isso, Gregory Lang, o marchand de arte na Rua Russe, Sr. Rogers.
Um cliente habitual?
Sim, costuma chamar Hatchett para que o leve em casa.
- Algo mais? - Sim.
- Qu�? - Quero ir para casa.
Est� bem, v� embora.
Obrigado, boa noite.
Quer dizer, bom dia.
Bem, parece que est� tudo bem.
No entanto, eu gostaria de lembrar desse outro nome.
Conte-me mais sobre esse Sr. Lang.
Bem, como disse,
Gregory Lang � um marchand de arte na Rua Russe.
Mat�ria muito infeliz, muito infeliz.
Hatchett era um grande cara,
sempre pontual, sempre educado.
Um desses taxistas que abrem a porta para uma pessoa.
- Em Nova York, se sai de t�xi... - Sim, eu sei.
Voc� sabe.
Claro que tem um carro pr�prio, Sr. Lang.
Sim.
Oh, vejo que se pergunta por que contratei Hatchett.
Exatamente.
Bem, senhor...
Rogers.
Sr. Rogers, sou um marchand em arte,
de cora��o mole.
A combina��o do diabo talvez.
Por�m...
ajudo quando posso.
- N�o � requintado? - Sim
Suponho que n�o queria ter seu motorista esperando
durante a noite, ent�o chamou um t�xi.
Sim, isso mesmo.
Veja, Hatchett era um homem pobre.
Bem, j� sabe o que fiz.
Sim, muito elogi�vel, Sr. Lang.
Pagava com regularidade?
Sim, semanalmente.
Deixou fam�lia?
N�o conhe�o os detalhes.
Bem, obrigado pela pequena conversa, Sr. Lang.
Obrigado.
Eu gostaria que pudesse ter sido de mais ajuda,
mas acho ter feito todo o poss�vel.
Isto � tudo que se pode fazer neste mundo estranha.
Adeus, senhor...
desculpe...
Rogers.
Rogers. Adeus.
Diz Millerton.
Harold Peter.
Tentativa de fraude, fraude, malversa��o de fundos,
chantagem, roubo com viol�ncia.
Boa tarde, senhores.
Venha pra c�.
- Voc� o conhece, Charlie? - De modo nenhum.
Hatty Millerton, o professor que nos assistiu nos casos Smith,
Hadeus, o reverendo Luke Matthews, etc... etc...
Bem, que � desta vez Hatty?
Um pequeno acidente.
Um detalhe que n�o foi culpa minha.
Mas, falando vulgarmente, receio que...
"tive que segurar o beb�".
Venha j�!
Chama um detalhe insultar uma mulher?
- Quanto tempo eles tiraram de voc�? - Cerca de 10 dias, senhor.
Que estava fazendo ontem � noite?
Ontem � noite?
A que horas, senhor?
A qualquer hora, todas as horas.
Durante a primeira parte da noite,
estive tomando um refresco com um velho conhecido.
Um colega amigo meu.
- Nome? - Sully Abrams.
- Est� certo? - Sim, sim...
Est� notavelmente bem, considerando os rigores de...
Onde estava?
No Cranston Arms.
- Na Rua Railton? - Correto.
- E depois? - Subimos e jogamos bilhar.
At�?
Quando Chuckie fechou.
- Comprove isso, Charlie. - Claro.
Ter� que esperar.
Mas estimado senhor, ser� um grande prazer...
- Fora! - Sim, senhor.
- Na sala de espera. - Sim, senhor.
Boa tarde, senhores.
Bem, que pensa dele?
Uma manh�, vamos v�-lo no caminho do cadafalso �s oito horas,
e haver� um rato a menos no mundo.
Ol�!
- Ol� Rusty, que lhe traz por aqui? - Por voc�s, rapazes.
Deve haver algum erro, s� queremos os maus rapazes.
Obrigado, Shep. Suponho que quer saber...
onde estava entre as oito e a meia-noite de ontem, n�o?
Se voc� quiser.
Assunto f�cil.
Dentro.
- Qu�? De novo? - � isso.
- B�bado? - Isso mesmo, mas sem confus�o.
- Que conseguiu? - Seis.
- Valeu a pena? - N�o de tudo.
- Algo mais? - N�o, obrigado.
Um prazer lhe ver. Boa tarde.
Boa tarde.
McAnders � um habitual.
Pedi uma batida pelo distrito de criminosos conhecidos,
e dos recentemente fichados.
Quem voc� enviar� para Railton?
O escoc�s Max McKenny. � um escoc�s astuto.
Leo Martin.
O charlat�o da Rua Bond.
- Como v�o os pulsos? - Est�o bem.
Onde esteve ontem � noite?
Que � tudo isto?
Cumpri minha pena. N�o � suficiente?
Ou tenho que passar o resto de meu tempo...
respondendo um bocado de perguntas?
N�o sabe a resposta?
V� com calma, Martin.
Que tipo de ferimento tem?
Ferimento?
Meus pulsos n�o s�o a �nica coisa que machucaram.
Talvez a consci�ncia?
Talvez.
Ou est� decepcionado.
Pensei que queria saber onde estive ontem � noite.
Claro. Quer nos contar?
Os jornais dizem que Hatchett teve sua coisa entre 8 e 10 h.
E da�?
Eu estava em Brinsmead, no Sal�o de Dan�a Pennington.
Gabinete do Inspetor Rogers.
Sim, senhor.
H� um homem l� em baixo que acha que pode ajudar.
- Como se chama? - Loman.
Diga que o tragam.
Traga-o.
Tire Martin por l�.
Por aqui, Martin.
Parece-me um pouco rude.
Ele pensa que �.
Loman... onde ouvi esse nome antes?
O Sr. Loman.
Boa tarde.
Boa tarde, Sr. Loman.
Sou o detetive Inspetor Rogers.
O detetive sargento Weeks.
Como v�o?
- Sente-se, sim? - Obrigado.
Ent�o acha que pode nos contar algo...
sobre o assassinato do taxista de ontem � noite.
Bem, n�o muito, receio, mas poderia ajudar.
Bem, adiante, por favor.
Sou gerente do Sal�o de Dan�as Pennington, em Brinsmead.
Brinsmead.
Sim, ontem � noite estava trabalhando em meu escrit�rio e acho que ouvi um tiro.
- A que horas foi isso? - Perto das nove horas.
- Tem certeza que ouviu um tiro? - Bem, n�o totalmente seguro.
Sabe, na dan�a de baixo, nessa hora, havia muito barulho.
N�o nos vimos antes, Sr. Loman?
N�o acho que tive esse prazer.
Eu tenho.
N�o acredito nisso. N�o me lembro de voc�.
- Parece que tem pouca mem�ria. - Bem, suponho que foi assim.
Perdoe-me que me intrometa.
Ontem � noite estive nesse lugar.
Pode provar meu �libi, verdade, Sr. Loman?
Deve se lembrar de mim.
Oh, sim, claro!
Estava dan�ando com uma das minhas melhores assistentes.
Mostrava um grande interesse por ela.
Ela valia a pena.
V�?
- Como � o nome dela? - Carol, Carol Dane.
Ouviu um tiro, Martin?
Como poderia?
Estava na pista de dan�a.
- Nunca saiu ao corredor? - N�o, em toda a noite.
Pergunte a Carol Dane.
Sim, est� l� cada noite, inspetor.
Bem, sinto n�o poder lhe dar mais informa��o.
N�o foi muita, receio.
� bastante.
Ajudou a provar meu �libi.
Obrigado, Sr. Loman.
Encontrou a arma, inspetor?
Deveria pensar que haveria impress�es digitais.
E voc�s t�m as minhas.
Esse � nosso trabalho, Martin.
Obrigado por vir, Sr. Loman.
- Falaremos. - Adeus.
- Talvez lhe veja mais tarde. - Mais tarde?
- Sim, at� os policiais dan�am - Oh, sim...claro!
Sente-se, Martin.
Que � isso?
S� um amuleto.
Srta. Wilkins!
Srta. Wilkins!
Subo por voc�, Loman.
N�o far�.
Esmagar e agarrar, Loman!
Esmagar e agarrar!
Voc� n�o pode invadir o escrit�rio de um homem e fugir com isso.
N�o posso?
Entrei neste lugar habitado antes de saber se havia algu�m.
Eu tenho muito mais coragem do que voc�, Loman.
N�o espero a que a casa de um homem esteja vazia,
para procurar a arma que possa me enforcar.
Pagar� por isso e pagar� caro.
N�o, n�o Leo! N�o, Leo, n�o fa�a isso!
N�o, Leo!
Acho que n�o pararei.
Sabe por que n�o?
Estou me divertindo!
De onde pegou meu endere�o?
- De Carol? - Sim.
Suponho que lhe devolveria a bolsa.
- A n�o ser que... - N�o, n�o, juro que n�o!
As garotas estavam brincando sobre voc�, ent�o eu disse que era seu amigo.
Sim, como fingiu ante a pol�cia, hem?
Pesca ruim. Realmente conseguiu algo mais profundo...
Eles ter�o a prova assim que eu entregar a arma.
Escute, Leo. Eu darei os 200 por essa arma.
Imediatamente?
N�o posso fazer isso. Tenho que conseguir antes.
Bem, encontre o dinheiro e ent�o conversaremos.
Quero que pense nisto!
�s 10 horas, amanh� de noite, ou do contr�rio...
Onde vamos nos ver? Em sua casa?
N�o, n�o lhe quero l�.
Est� bagun�ado.
No correio?
� como o inferno.
Talvez tenhamos alguns amigos l�.
N�o, No beco onde Hatchett foi levado.
Algo apropriado.
E escute, Loman.
Agora sua vida n�o vale nada.
Traia-me e valer� menos que nada.
Voc� o conheceu?
Sim.
Loman veio � minha casa.
Sim, agora est� aqui.
Venha aqui e...
espere no sal�o at� que lhe chame.
Sr. Loman.
Boa tarde, Sr. Lang.
Sei que me disse que nunca viesse aqui,
mas tenho um problema tremendo.
De alguma forma, isso lhe diz respeito, senhor.
Oh?
Sabe que atiraram em Hatchett.
Claro. Atirou nele?
N�o, senhor.
Ent�o como est� envolvido nisso?
Eu escondi o corpo no albergue.
Por que fez isso?
Eu me vi for�ado a fazer isso.
Loman, sempre foi um rato est�pido.
N�o posso lhe imaginar assumindo o risco de esconder um homem assassinado.
Que aconteceu?
Bem, sabe que Leo Martin est� fora.
N�o me interessa.
Bem?
Vim por Hatchett e por mim.
� uma quest�o de vingan�a.
Pensa que o decepcionamos. Por isso.
Lembra-se do trabalho da Rua Bond?
N�o estou preocupado com o caso da Rua Bond.
Minha loja fica na Rua Russen.
Sim, senhor.
- Posso fumar? - N�o.
Leo atirou em Hatchett com uma arma com minhas impress�es digitais.
Ele a escondeu e agora quer 200 Libras por ela.
Est� tentando me incriminar.
Leo falou com Leslie.
Ent�o quer 200 Libras.
Sim, eu quero para amanh� de noite.
Por que, Loman, voc� veio at� mim?
Bem, essa arma...
tem minhas digitais, est� bem, mas...
Mas qu�?
Bem, essa � a parte inc�moda.
- Qual �? - Essa arma, Sr. Lang.
Ao inferno com isso! E fora!
Sim, senhor.
Eu tenho que lhe expulsar?
Oh n�o, eu j� vou, mas...
bem, veja...
� sua arma.
N�o tenho armas de fogo. Saia!
Lembra-se que perguntou por uma para o caso do Parlay?
Era um trabalho perigoso e eu precisava de prote��o.
Voc� me deu uma.
Pegou essa arma da gaveta de seu escrit�rio.
A pol�cia pode rastrear o n�mero.
Deveria lhe acusar de roubo.
Leo Martin tem a arma agora.
E ele n�o vai se separar dela at� receber 200 Libras.
Voc� � bobo!
Pena que esse homem n�o atira em voc�.
Se a pol�cia rastrear a arma, eu farei.
Direi exatamente o que me contou.
Isso seria inteligente, Sr. Lang?
Que quer dizer?
Bem, a pol�cia est� ansiosa por encontrar...
o c�rebro do golpe da Rua Bond.
Depois, h� esse outro assunto na cidade.
E esse outro trabalho.
Voc� sabe.
Loman pode contar...
que este lugar foi...
constru�do em funda��es muito estranhas.
Deve ter muito dinheiro.
Tem certeza que n�o tem essas 200 Libras, Margot?
Ela as deixa para mim, naturalmente.
No n�mero 27 da Rua Lane Marl.
A que horas e onde tem que encontr�-lo?
�s dez horas, na esquina de Dell.
Est� bem, eu ajudarei.
E as duzentas?
Ter� amanh� de tarde.
Obrigado, Sr. Lang,
Sinto muito por isto...
Fora!
Sim, Sr. Lang.
Boa noite, Martin.
Boa noite.
Suponho que veio comprovar meu �libi.
- Sim. - Bem, aqui est�.
Um bom �libi.
Detetive Inspetor Rogers,
Carol Dane.
Como vai?
Boa noite, inspetor.
Vem pegar meu namorado?
N�o, ainda n�o, mas gostaria de falar com voc�, importa-se?
N�o, estou acostumada.
At� logo.
Est� bem.
Por l�?
Sim.
- Ent�o voc� � policial? - � isso.
- Por que est� aqui? - Poderia perguntar o mesmo a voc�.
- Estou ganhado a vida. - Eu tamb�m.
- Um cigarro? - N�o, obrigada.
- � americano? - N�o, canadense.
Veio aqui para saber uma ou duas coisas?
Bem, � uma forma de ver isso.
Gostaria de saber uma coisinha sobre ontem � noite.
Uma coisinha sobre... Leo?
Esteve comigo desde...
8:30 at� as onze.
Depois me acompanhou at� em casa.
- Onde mora? - Shepard's Bush, direto,
a meia hora a p� daqui.
Deixou-me na Rua Thor.
Era para isso que foi?
Oh, Deus!
E enquanto estava aqui n�o lhe deixou em nenhum momento?
S� para pegar umas laranjadas.
Oh! A que hora foi?
Nove horas.
Como sabe?
O concurso sempre come�a �s nove.
Beberam as laranjadas?
Que acha que fizemos com elas?
Esfregar em nossos cabelos?
Perd�o.
Que tal ganhar a vida?
Importa-se?
N�o, adiante!
Laranjada, por favor.
N�o h� laranja. Lim�o ou toranja?
Lim�o.
Limonada, senhor!
Obrigado.
- Poucas laranjadas? - Sim, cada noite.
Sempre v�m por ela primeiro.
Oh, o mesmo ontem � noite?
Sim, esgotamos �s oito e meia.
Oito e meia. Tem certeza?
Claro que tenho certeza.
Obrigado.
Muito obrigado.
Est� bem.
Tudo bem?
Noel!
Noel Penn!
Meu caro Gregory!
Vamos � biblioteca.
Que espa�oso!
Se quiser um drinque, sirva-se.
Claro que quero um drinque.
Algo parece lhe inquietar, Gregory.
Que houve?
Quero que se encarregue de Loman.
Esse atrevido?
� um maldito inc�modo.
Sempre foi.
Ele deve ter se superado.
N�o deve se preocupar com homens bobos como Loman.
Sa�de, sa�de!
Que fez?
Roubou uma arma minha.
Essa arma atirou em Hatchett.
N�o me diga que fez isso!
Use a cabe�a!
Sim, isso foi uma bobagem de minha parte.
Quem tem a arma?
Leo Martin. Quer 200 Libras por ela.
As digitais de Loman est�o nela.
Ent�o, h� dois... malfeitores.
Exatamente. Quero que se encarregue de Loman.
Eu farei com Martin.
Voc� sabe como eu odeio ser um mercen�rio, mas isso...
seria a quantia habitual?
Totalmente.
Desculpe. N�o posso fazer isso.
Por que n�o?
Os gastos est�o aumentando a passos agigantados.
Quanto quer mais?
Outras 50 assegurariam minha satisfa��o.
Est� bem. Outras 50 Libras.
Quando o Sr. Loman abandonar� seu corpo mortal?
�s 10 horas, amanh� � noite.
Meu Deus, meu Deus!
Pobre Sr. Loman.
Bem, bem...
Ningu�m como Nece Bonam, � mais apropriado para isto.
Bom dia, Sr. Penn.
Bom dia, Jonah.
Que podemos fazer por voc� desta vez?
Sauda��es por anivers�rios? Convites de casamento?
Ou seriam recorda��es em preto?
As �ltimas foram um pouco caras.
Sim, tudo custa mais estes dias, Jonas.
Sim, a vida e a morte.
A vida est� ficando muito cara para viver,
e muito querida para morrer.
Mas n�o vejo que poder�amos fazer a respeito.
� poss�vel que possamos fazer alguma coisa.
- Sobreviver? - Sim.
Quanto ao aumento do custo de vida.
E o outro?
Bastante estranho, querido Jonah,
que os moribundos ajudem os vivos.
Os custos aumentaram.
Eu tenho medo disso.
Consideravelmente?
Outros vinte por cento,
mas garanto que o servi�o ser� igualmente eficiente.
Ent�o, devemos nos resignar a isso...
aumento do custo de morrer, n�o � assim?
Obrigado, Sr. Penn.
Agora, os detalhes, senhor.
Chama-se Gus Loman.
Sim, compreendo.
- Precisa que lhe diga algo mais? - N�o, obrigado, Sr. Penn.
Tudo ser� realizado de forma satisfat�ria,
segura, e de forma meticulosa.
Excelente.
Mais um detalhe.
Sim, Jonah?
Pagamento em dinheiro, por favor.
Quem �?
Eu tenho uma mensagem
Oh, sim! Um momento.
Entre.
Chamo-me Crackle, Jonah Crackle.
Um amigo em comum, um certo conhecido...
Sim, eu sei, voc� tem?
N�o, ele quer lhe ver na casa dele.
Ele diz que n�o � seguro carregar dinheiro.
H� muitos ladr�es.
Tenho um carro l� fora.
N�o vai demorar muito, certo?
Oh, n�o, n�o demais.
Est� bem. Vamos!
Sem barulho, por favor.
Motorista, j� sabe onde.
Obrigado, Srta. Wilkins.
Bom dia.
Bom dia.
Tarde para dormir. S�o 10 horas.
Que houve?
Tenho a consci�ncia tranquila.
Ou talvez ache que seja uma ressaca.
Uma laranjada?
Desejaria poder dormir at� tarde,
mas eu tenho muito em mente.
N�o deveria ser policial.
Bem, o que �?
Loman.
Que h� com ele?
Que sabe sobre ele?
Nada, exceto que � o gerente do Penny.
Atiraram nele ontem � noite.
Sim?
Suponho que pensa que fui eu.
Por que deveria?
Porque � um tira,
e eu sou um patife.
Como o cara que voc� nomeia, que � pior que um cachorro,
e enforc�-lo seria bom.
Soltem um homem e j� � culpado de qualquer coisa.
Inclusive de assassinato.
Bem, cumpri minha pena.
Sofri e estou fora!
Sou um homem livre!
Sim.
Um homem livre!
Por que n�o me deixam em paz?
- Um cigarro? - N�o.
Sim.
Escute, Martin, e ponha-se no meu lugar.
Ultimamente est�o cometendo muitos crimes, crimes graves.
E vamos acabar com isso.
Eu recebi um trabalho espec�fico,
e vou faz�-lo conforme meu pr�prio estilo.
Parece pensar que me meto com voc� em particular.
Mas n�o.
Estou apenas tecendo os fios.
Porque me levar�o a algum lugar.
Entendo.
E que tipo de fio eu sou?
N�o grande coisa.
Onde esteve ontem � noite?
No Penny.
- Com Carol Dane? - � isso.
- O tempo todo. - At� as onze.
Depois voltei diretamente para aqui.
Est� se apaixonando por ela?
Isso n�o lhe interessa.
Muito bem, desculpe.
Tem algo contra ela?
Nada em absoluto.
Nem tenho nada contra voc�, exceto que acho que sabe de Loman...
um pouco mais que quando apareceu em meu escrit�rio.
Conhecia-me, talvez isso era tudo.
Talvez fosse isso.
Bem, deixo-lhe para que se vista.
E entre em contato comigo...
Se eu ouvir algo que possa levar a uma pris�o.
Isso me ajudaria e...
sem d�vida, ajudaria a voc�.
�gua quente.
S�o eles.
L� se vai o chefe.
Sim.
Espere aqui enquanto eu pego um t�xi.
Pergunto-me o que Rogers quis dizer com essa brincadeira sobre a laranjada.
� perigoso.
Sim.
Maldito perigoso.
� melhor chamar Carol.
� isso, solucionarei isso com ela.
Que h�?
Leo Martin mora aqui?
Sim, por qu�?
Quero falar com ele.
Sou um oficial da pol�cia.
Outro?
Esta � uma casa respeit�vel!
Eu sei, mas de qualquer modo, quero v�-lo.
Est� bem, l�.
Obrigado.
Sim?
O inspetor Rogers me enviou,
ele o quer na Yard.
De verdade?
- Como se chama? - Sargento detetive Stubbs.
- Onde est� seu distintivo? - Aqui.
Eu vejo.
H� 10 minutos disse que n�o precisava de mim.
Bem, mudou de ideia.
Acaba de receber alguns detalhes importantes sobre o caso Loman.
Por que n�o me deixam em paz?
N�o tem que se preocupar com nada, Martin.
J� esteve l�.
Imprime suas pr�prias acredita��es, n�o �?
Bem, Leo,
vai responder algumas perguntas.
Pode responder com o sim.
Sim qu�?
Press�o. Onde est� a arma?
N�o direi.
Falar� antes que o dia acabe.
Quero essas 400 Loman ia me dar.
Ent�o, talvez eu diga.
Se n�o entende isso, pode me bater.
V� como me preocupa?
Poder�amos at� fazer isso.
Sim?
Isso seria inteligente, n�o?
Outro bra�o r�gido.
Voc� tem sa�do assim ultimamente.
Snowy, traga a bandeja.
Vale.
Uma pequena inven��o minha.
Estou muito orgulhoso dela.
A� est�, chefe.
V� isso?
� cimento de secagem r�pida.
Pomos seus p�s dentro,
e quando seus p�s estiveram firmemente fixados.
colocamos voc� com isso no carro.
Os rapazes lhe levam a um lugar seguro, no rio,
e ir� diretamente para baixo, afundando como uma pedra.
E l� estar�, Leo
pregado no fundo do rio,
como um pequeno soldado de lata,
balan�ando-se para frente e para tr�s,
entre peixes e ervas daninhas.
Por isso n�o ser� encontrado.
Onde est� a arma?
D�-me 400 Libras e eu direi.
Ou tem que perguntar ao grande chefe?
- Snowy, ligue a m�quina. - Est� bem, chefe.
Leve-o l�.
Desate os pulsos e sustente os bra�os dele.
Vou levar sua mem�ria de volta � Rua Bond.
Algo pesado baixa sobre seus pulsos, n�o?
Est� bem.
N�o, n�o, n�o... meus pulsos!
Isso � realmente, o mais divertido.
Ch� da tarde, em casa, em vez de na minha loja.
Gra�as ao nosso amigo aqui.
Se ele n�o tivesse desmaiado.
Por que uma can��o de Natal?
Deveria lhe dar uma bofetada onde lhe doa.
Ei, sem ofensa!
Martin, o mau comportamento n�o lhe levar� a nenhum lado
Noel � o mais eficiente em tudo,
e tenho certeza que ele sente muito por voc�.
Verdade, Noel?
Sim, deve ter sido horroroso.
Obrigado pela sua dor.
Certamente teria aguentado bem, mas quando isso veio...
Sim, sim, sim, eu sei.
Sente-se, Martin.
Sente-se e fique calmo.
Devemos falar.
Devo me desculpar por chegar a tais medidas extremas,
tentando encontrar a arma.
Uma pe�a feia de metal, no fim das contas.
Mas, infelizmente, � de minha propriedade.
Sua?
Sim, minha.
Veja, Martin como estou sendo sincero com voc�.
Por que n�o corresponder?
Pede-me que seja franco com voc�?
Bem, at� certo ponto.
Sua arma est� em uma consigna��o,
e n�o pode ser tirada sem recibo, entendeu?
E onde est� o recibo?
Talvez eu tenha dado a algu�m, para cuidar disso.
Isso � muito sensato.
Sabemos que n�o tem o recibo com voc�.
E revistamos seu quarto.
Outra vez?
Mas estavam procurando uma arma.
Nunca pensou no recibo de uma consigna��o?
Oh, n�s fizemos!
Com toda mod�stia posso dizer que sim.
Um ex-presidi�rio n�o pode portar uma arma.
Ent�o que a escondeu. Da� a procura do recibo.
Inteligente Noel, verdade?
Sim, se tivesse encontrado.
Agora, escute-me.
Enquanto eu tiver essa arma, estou a salvo.
Uma vez que voc� tenha, teria que me esconder,
porque sei demais.
Pode ser que tenha dado esse recibo a algu�m,
escondido ou at� o queimasse.
Mas o que seja que tenha acontecido,
n�o lhe darei.
Entende?
O que voc� quer?
400 Libras.
Cresce aos trancos e barrancos, Gregory.
D�-me um trabalho,
ou a arma fica onde est�.
Muito interessante.
Como vai saber que cumprirei minha palavra?
Porque eu tenho o recibo.
E como posso ter certeza que entregar� o recibo...
anonimamente � pol�cia?
Porque estarei em sua equipe,
e se eu fizer isso...
Estou?
Est� dentro.
Querido Gregory, posso dar uma sugest�o?
D�.
S� � uma pequena ideia, mas muito elegante.
Como nosso novo membro est� t�o interessado em trabalhar,
pergunto-me se poderia ser �til na viagem no trem amanh� de noite...
- Oh! � amanh�, verdade? - Sim.
Martin,
telefone para minha loja na Rua Russen amanh� de manh� �s 11 horas,
onde vou propor algo do que voc� quer.
E as minhas 400 Libras?
Estar�o lhe esperando.
Est� bem, l� estarei.
Posso ir agora?
Claro que sim.
N�o se meta em problemas.
Lembre-se sempre que a pol�cia...
� amiga dos cidad�os.
V�, amigo!
At� logo, Sr. Lang.
Adeus.
At� logo, escravo.
B�rbaro!
Ei, ei!
Pode virar por um momento e continuar mais tarde?
Mas bem... vai estragar meu piso!
- Qu�? - Olhe o que fez!
Olhe o que fez. Terei que refazer!
Bem, desculpe, amigo, sinto muito.
Infelizmente n�o vai brilhar com seu perd�o.
Quem �? Que quer?
Pode me dizer se a Srta. Carol Dane ainda est� aqui?
N�o sei, n�o dan�o.
Meu hobby � a cerveja.
Bem, aqui h� algo para seu hobby.
Oh, obrigado, muito obrigado, senhor! Isso foi muito bom.
Eu aconselho voc� a passar por essa entrada...
e chame na primeira porta � direita.
� l� que as garotas que dan�am se trocam.
Muito obrigado.
Desculpe pelo piso.
N�o demorar� muito, verdade?
Blimey n�o se importa de fazer isso.
Polir isto me produz uma sede encantadora.
Sim, aposto que sim.
Ei!
Quem �?
Quero falar com a Srta. Carol Dane.
� urgente.
Meu nome � Leo.
Leo.
- Que houve? - Lamento isto, Carol.
Preciso falar com voc�.
Concede-me um minuto?
Que aconteceu?
Vamos ficar longe dessas pessoas.
Tinha que vir lhe ver,
porque � a �nica pessoa que pode me ajudar.
- Por que deveria lhe ajudar? - Porque me compreende.
Disse que sentia pena de mim quando dan��vamos.
Sempre digo isso �s pessoas. � minha fraqueza.
Sinto tanta pena dos outros que n�o tenho tempo de ter pena de mim.
Sim, mas se tivesse mais pessoas como voc� no mundo,
poderia ser um lugar melhor.
Um mundo cheio de garotas de sal�o de dan�a?
Bem. Que �?
Dinheiro?
N�o.
N�o � isso.
Na verdade, estou em um bom momento.
N�o ser� o detetive Inspetor Rogers, por acaso?
De certo modo, sim.
Que...
que fez?
Esmagar e agarrar.
For�aram-me a fazer isso. Tinha fome, muita fome.
E eles me falharam.
E agora a pol�cia n�o lhe deixar� tranquilo, � assim?
Sim, � assim, Carol.
Seguem-me pela noite,
vigiam-me.
Tento ir direito pela vida. Perseguem-me o tempo todo.
Por tr�s.
Pobre Leo!
Voc� n�o � t�o dif�cil, n�o �?
N�o.
N�o sou t�o dif�cil, querida.
Como posso lhe ajudar?
O que Rogers lhe falou quando esteve com voc�?
De laranjadas.
Que disse a ele?
Que me trouxe um pouco de laranjada �s nove horas.
E eu fiz, n�o?
Claro, claro... voc� fez.
E que s� demorou 10 minutos para consegui-las, n�o?
Sim, mais ou menos.
Ol�, Carol!
Ol�, Peggy!
Um momento.
Desculpe-me.
N�o � a garota que trabalha atr�s do balc�o?
Sim, isso mesmo.
Lembra-se de um homem de roupa escura?
Canadense, eu acho.
Quinta � noite? Na noite seguinte da dos amadores?
Poderia ter falado de laranjadas.
- Sim, lembro-me dele. - Que disse a ele?
Que queria saber?
Disse: "n�o tem laranjada?"
E eu disse a ele: "N�o, acabou."
E ele disse "costuma acabar toda noite?"
E eu disse a ele "Sim."
Ent�o ele disse "E ontem � noite?"
Isso seria quarta-feira.
E disse a ele: "Sim, �s oito e meia".
Se quiserem agora uma garrafa, irei busc�-la.
N�o.
Est� bem.
Que esteve fazendo, Leo?
Nada.
Sou inocente, eu juro.
Inocente.
Sei,
que no me deixar�o em paz.
Se quiser que lhe ajude,
ter� que me contar tudo sobre isso.
A verdade, � claro.
Claro que ser� a verdade.
Siga-me, garota,
voc� e eu.
Suponho que n�s vamos pegar muito dinheiro.
Tamb�m tenho um recibo em consigna��o.
Est�o tentando me chantagear.
Leo.
Ol�, Srta. Dane,
Que podemos fazer por voc�?
� sobre Leo.
- Leo Martin? - Sim.
Sim, pensamos que poderia ser isso.
N�o � assim, Charlie?
Sim, pensamos isso.
Suponho que pensa que vim aqui...
suplicar por Leo.
Bem, pois n�o.
Estou aqui porque me pediu para lhe ver.
Fez isso?
Por que n�o veio? Est� assustado?
N�o, n�o est� assustado.
� s� isso,
�...
bem, j� que pagou sua pena e quer ir direito.
E agora que est� fora de tudo e todos,
parece estar contra ele.
Tem a ideia que a pol�cia est� tentando...
prend�-lo e acusar de coisas que n�o fez.
Pensa que se ele mesmo viesse,
poder�amos interpretar mal suas palavras e...
fazer que pare�a culpado, verdade?
Sim, � isso.
Culpado de qu�?
Disse que de assassinato,
do Sr. Rogers. N�o matou esse taxista.
Sei que n�o fez isso.
Como sabe, senhorita?
Porque n�o p�de fazer isso.
- Por que n�o? - Porque n�o � um assassino.
� s� um... s�...
S� um jovem incompreendido...
que una vez cometeu um erro...
e agora pensa que todo mundo est� contra ele.
- E � isso? - Tenho certeza.
Est� apaixonada por ele?
N�o!
Sinto pena dele.
Verdadeira pena.
Eles me maltrataram na minha vida,
e sei o que significa.
Sente-se t�o sozinha!
Eles lhe persuadem.
Aonde vai, Charlie?
Acabo de me lembrar que tenho que...
Quero que fique.
Est� bem.
Disse que n�o veio aqui para nos suplicar.
O que Leo lhe pediu que nos contasse?
Voc� foi enganado sobre o �libi de quarta-feira.
Sim, continue.
Disse que foi uma bobagem,
sabia que eu queria laranjada e... o dif�cil que foi consegui-la.
Ent�o ele deliberadamente se afastou para impressionar.
Sim, s� estava tentando ser gentil.
Pequenas coisas como essa, ajudam,
especialmente quando estava acostumada... a qualquer um.
Claro, Srta. Dane,
Atrever-me-ia dizer que se orgulha de seu senso comum, n�o?
Claro que sim.
� assim. Todos fazemos isso.
O mesmo que Charlie e eu. N�o � verdade, Charlie?
O que voc� disser.
Mas �s vezes permitimos influ�ncias que cegam nosso senso comum.
Qual foi sua primeira impress�o quando lhe trouxe as bebidas?
Que deve ter dado muito trabalho em consegui-las.
- Por qu�? - Porque eu sei que ele se apressou.
Claro, para ter certeza de que...
tinha a bebida que voc� queria,
comprou duas laranjadas logo,
essa noite, escondeu e, finalmente, lhe entregou.
Para lhe demostrar como era gentil.
Sim, e acredito nisso.
N�o sei quem � o bobo maior,
voc� ou Leo.
Escute, senhor detetive inspetor.
S� um momento.
Como ele sabia que era voc� quem iria se encontrar...
quando comprou os t�quetes pela primeira vez?
Poderia ter sido qualquer outra garota.
E se tivesse sido,
por que n�o queria tentar impressionar...
qualquer outra garota?
Por que n�o tentar desfrutar um pouco da vida,
depois de tudo o que passou?
N�o me surpreende que ele n�o tenha vindo aqui.
Como ele estava certo quando disse...
que a pol�cia est� tentando peg�-lo e deturpa suas palavras.
Essa tem sido a maneira dela de me pegar.
Estou farta de voc�!
Malditos sejam todos voc�s!
- Tome uma x�cara de ch�, senhorita. - Ao inferno com seu ch�!
Sim, senhorita.
H� algo mais que queira nos dizer?
Oh, sim. Algo muito importante.
Algo em que voc�s, grandes detetives, poderiam fincar seus dentes.
Ontem � noite roubaram minha bolsa.
Onde?
Perto de casa. O homem me abordou e disse:
"como vai, Srta. Carol Dane?"
Pegou minha bolsa e levou.
Algo de valor?
Oh, pergunte isso a ele!
Uma dan�arina a 10 centavos a dan�a?
Eles me chamam de Chester Diane.
- Voc� o denunciou? - Um pedestre fez isso.
Suponho que acusar�o Leo Martin disto.
Algo mais?
N�o, obrigado.
Creio que j� disse bastante.
Talvez tenha feito isso.
Bem, de qualquer modo, obrigado por vir.
Desculpem-me, os dois.
Sempre dizendo bobagens e...
metendo-me em problemas.
Estive em problemas toda minha vida.
Sempre cercada de muitas pessoas
e ouvindo todo tipo de hist�rias.
Isso lhe afeta?
Sim.
Um rapaz me disse uma vez... ele se autodenominava poeta:
"V� para casa, para o seu lugar solit�rio"
"encare o seu futuro no espelho",
"tire sua maquiagem do rosto"
"e pergunte a si mesma se vale a pena"
"e se pode suportar o ritmo."
Esse cara...
estava b�bado, claro.
At� logo.
At� logo.
Bem, Charlie?
Que pensa?
Ela � boa, mas ele � um rato.
Por que acha que levaram a bolsa dela?
Algum vagabundo que pensou que teria algum dinheiro.
Ela teve azar.
Pergunto-me...sabia o nome dela.
Disse que levou a sua, somente a sua, por qu�?
Porque algu�m pensou que poderia levar alguma prova.
Prova de qu�?
Tinha estado com Leo, e ainda n�o encontramos a arma.
- Mas � certeza que se a... - N�o, n�o se atreveria.
Mas poderia ter sido um t�quete de penhor.
Charlie, tenha todas as consigna��es oficiais...
procurando um pequeno pacote deixado por algu�m...
que corresponda � descri��o de Martin,
entre as vinte horas e a meia-noite da �ltima quarta-feira.
Desenhe um mapa das esta��es principais e tente o metr�.
Depois tente os locais de shows e os restaurantes.
E todas as paradas de �nibus.
E os lavabos p�blicos.
Oh, isso � f�cil!
� moleza!
Sim, todas as pe�as est�o bem.
Mas onde est� o diamante?
Eu devo ter o diamante.
Caro Wunderwec, pela terceira vez,
o diamante n�o est� aqui.
Sei que n�o est� aqui, mas onde est�?
Vir� mais tarde, n�o �, Gregory?
J� lhe disse que nosso agente...
o reteve durante 24 horas.
A pedra estar� amanh� em meu poder.
Podemos garantir que lhe entregaremos at� l�, certo?
Sem d�vida!
Senhores, tenho um compromisso.
Sugiro que durante certo tempo...
Com grande desconforto, direi ao meu cliente...
que a venda � adiada.
Para completar a cole��o,
dou-lhe at� amanh� � noite, a esta hora.
Boa noite.
N�o, est� bem. Saio sozinho.
Deus, Deus!
Mandarei a Leo Martin para o inferno.
E voc�!
Verdade?
Foi voc� quem o sugeriu para o golpe do trem.
Eu lhe disse que era a coisa certa a fazer, porque era.
Eu n�o sei, incrivelmente dif�cil.
Sim, dif�cil, dif�cil. Muito dif�cil.
Tem um diamante,
e tem o t�quete de uma consigna��o.
E nos tem!
Poderia ter sabido que n�o entregaria a cole��o completa.
N�o � mais que um pequeno ladr�o.
Um pouco de paci�ncia, Gregory.
Martin n�o pode se desfazer do diamante sem voc�.
E voc� pagou apenas 200 Libras,
por conta das 400.
S� um pouco de paci�ncia.
Vamos tomar um drinque, hem?
Leo, que houve?
- Algu�m a� dentro? - N�o.
- Deixe-me entrar. Quero falar com voc�. - Mas vou sair para o Penny!
Por favor, Carol. Por favor.
Aqui.
As persianas.
Depois de ver Rogers, esperei por voc� no aterro durante uma hora.
Onde esteve?
- Que houve? - Estive ocupado.
Contarei mais tarde.
Carol, estou assustado.
Que aconteceu, Leo?
A pol�cia esteve fazendo perguntas em meu andar.
- Estiveram aqui? - N�o.
Escute, Carol.
Voc� e eu vamos juntos, ao exterior.
A algum lugar onde haja sol e paz.
Eu amo voc�, Carol. Quero seu amor.
Devo ter algu�m em minha vida.
Estou t�o sozinho!
Que � isso?
� apenas um pedestre.
Que est� fazendo?
A luz, v�o ver acesa, saber�o que h� algu�m aqui.
Que estava dizendo?
Que voc�,
quer que eu...
v� embora com voc�.
Sim, � isso.
Voc� e eu, juntos.
N�o mais dan�as baratas com homens mesquinhos.
Nunca mais onde voc� esteve e o que tem feito.
Terminar com tudo isso, Carol, Entende?
Olhe querida, tenho um poco de grana.
Estamos bem por dinheiro, certo?
Quando vi Rogers...
Ah, sim, Rogers. Que disse?
Acreditou em voc�?
Quer dizer sobre as bebidas e tudo isso.
N�o sei.
Bem, s�o assim.
J� sabe como esses ratos agem.
Eles brincam com voc�, fingindo ser gentis,
no minuto seguinte p�em uma faca em suas costas.
Bem, � o adeus a tudo isso.
Escute, querida,
Tenho que ver um homem que me deve muito dinheiro.
Enquanto estiver fora, quero que voc� fa�a as malas.
H� um trem que sai de Victoria �s 9:45 h, at� a costa.
Quero que pegue. Voc� ir� sozinha.
N�o estarei l� porque vou engan�-lo.
Mas preparei um carro,
e pegarei esse trem mais adiante.
Que acha, querida?
Leo?
Sim.
Dar� sua palavra...
que vai de verdade?
Que n�o fez nada... ruim?
Voc� me asseguraria sob juramento...
que s� est� fugindo desse modo...
porque teve azar?
E que � inocente?
Voc� faria... Leo?
Sim, eu juro,
vir� comigo, querida?
Sim, Leo.
Juro sobre a b�blia que sou inocente.
S�o eles, a pol�cia.
Tire-me por tr�s e feche quando eu sair.
Olhe, tome isto, e compre uma passagem de primeira classe.
N�o se esque�a. Victoria, �s 9:45 h.
Est� bem.
Eu vou lhe buscar mais tarde.
Desculpe por isto, Srta. Dane. Leo Martin esteve aqui?
N�o.
Espere aqui.
Eu lhe digo que n�o esteve aqui!
O sal�o dos domingos hem?
N�o se usa muito, verdade?
N�o.
Tem certeza que Leo Martin n�o esteve aqui?
Sim!
E quem fuma no quarto que n�o se usa?
Est� bem, cara sabido!
Leo esteve aqui e voc� o perdeu!
Estou feliz que voc� ouviu, estou feliz.
Foi perseguido e intimidado por voc� e sua turma, at� que...
o pobre-diabo n�o sabe se � inocente ou culpado.
Oh, sim ele �!
Digo que � inocente.
Um momento atr�s jurou sobre esta b�blia que ele era inocente.
Eu o amo.
Eu o amo!
Sente-se, por favor.
Carol, voc� n�o o ama.
Sente pena dele.
E em um caso como este � um sentimento muito perigoso.
N�o percebe de que est� brincando...
deliberada e cruelmente com seus melhores instintos?
Os instintos que uma garota sente sobre o desvalido.
Porque a est� utilizando como faria com qualquer uma,
para conseguir seus pr�prios fins podres.
N�o.
Olhe, h� uma ordem de pris�o contra Leo Martin
pelo assassinato de um taxista chamado Hatchett.
E uma acusa��o de assassinato nunca se faz...
a menos que estejamos seguros de que temos raz�o.
Olhe para mim, Carol.
Deve acreditar em mim.
N�o �?
Sim.
Ent�o onde est�?
Vai ver um homem...
que deve a ele muito dinheiro.
E abordar� o trem de Victoria das 9:45 h,
mais adiante.
Disse que queria fugir para...
o sol e a paz.
- Mencionou quem era esse homem? - N�o.
Creio que sei quem �.
Pediu que fosse com ele?
Sim.
Carol, pelo amor de Deus, esque�a-o, � perigoso.
� o melhor.
Eu acho que pode ficar mais barato.
Eu conseguirei.
N�o tenho tempo para explicar... o que fiz com a pedra desaparecida.
Estou farto de perguntas. Est� aqui.
Deixe-me v�-la.
Quanta grana tem?
Discutiremos isso quando tenha visto a pedra,
e apare�a o t�quete da consigna��o.
De nenhuma maneira.
Tenho os dois comigo.
Mostre-me o dinheiro.
Est� bem.
N�o lhe quero nisto.
N�o ser� melhor que v� embora?
Talvez seja.
Voc� ficar�, Noel.
Est� bem, Gregory.
Aqui tem quase 500 Libras.
N�o � suficiente.
Deve-me 200 Libras sem a pedra.
Mostre-me a pedra e o t�quete.
Est� bem!
V� quanto confio em voc�?
Um diamante.
N�o pensou nisto, verdade?
Una pistola.
Isso � tudo?
Sim.
� e sabe.
No entanto, Martin...
Gregory!
N�o.
N�o.
N�o.
Eu fiz isso querida, eu os enganei!
Eu lhe disse que faria.
Que foi?
Assustada?
Sim.
Esque�a!
Tudo vai ficar bem a partir de agora.
Vou lhe ter como uma estrela de cinema.
Passaremos bem na Riviera.
E para mim, tudo do melhor para o pequeno Leo.
N�o trouxe bagagem porque vou comprar coisas novas
Sobre o que aconteceu, n�o interessa a ningu�m.
Mas o velho Leo � dif�cil.
Levante o queixo! Vejamos uma garota sorridente!
Qual � o problema? Esqueceu alguma coisa?
Pegue seu passaporte, o que lhe dei.
Vou preench�-lo enquanto voc� espera.
N�o o trouxe.
N�o? Por que essa falta de jeito?
Nunca tive a inten��o de traz�-lo.
Aonde quer chegar?
A voc�.
Estou chegando a voc�.
Estou chegando a mentira mais suja que um rato...
que alguma vez se arrastou fora de um esgoto!
A covardia mais suja que uma vez...
se escondeu atr�s das pessoas da dan�a.
Um hip�crita, um ladr�o, um mentiroso e um assassino!
Voc�... puta!
Bata em mim!
Mate-me!
Est�s acostumado com isso, verdade?
N�o podem lhe enforcar duas vezes.
Por que n�o mata de novo?
N�o sei dan�ar esse tipo de dan�a que lhe espera!
Vai dan�ar bem,
mas n�o no Penny!
Ent�o que n�o podem me enforcar duas vezes, hem?
Sua...
Obrigado pelo conselho.
Aqui � onde obt�m seu passaporte!
Conhece alguma ora��o, Chester Diane?
Ol�, tira!
N�o se mexa ou...
Levante as m�os.
Escondendo-se atr�s de uma mulher de novo, hem, Martin?
Sim, estou caindo de um tronco.
Venha e pegue-o, Shep!
N�o me importo.
Eu gostaria de ver.
Est� bem, Carol.
Ai, meus pulsos!
Meus pulsos!
Meus pulsos! Meus pulsos!
Tradu��o das legendas: PARENTE - SERGIPE - BRASIL - 2
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