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REZE A DEUS... E CAVE SUA SEPULTURA
Tradu��o: tetrao
No governo de Porfirio Diaz
os propriet�rios de terra reservava o
direito de ter a noiva na primeira noite.
O direito da noite de n�pcias, para o seu pr�prio deleite.
Os guardas est�o na ronda.
Significa que ele ainda est� acordado.
Temos que esperar.
Deixaremos esse lugar, assim que forem dormir.
-Mato o maldito! -Ruan!
Mato o maldito!
Ele est� querendo transar com ela tamb�m.
N�o estrague o seu dia mais feliz.
Fique calado ou vai estragar tudo.
N�o adianta matar as pessoas.
N�o adianta nada.
Eu consegui.
� verdade o que digo. Pode acreditar.
-N�o acredita? -Sim, Daniel.
Depois, me lan�o como um raio.
Ai eu falo: 'assim que eu puder'.
Antes que as pessoas se d�o conta, 'adivinha o que fa�o'?
Caio na banheira.
Chefe, a Rainha.
-V� pra outro lugar. -Sim, Papai.
Eu sou muito ligado a minha filha.
Se Charles quer se casar com ela, tem que vir pra c�.
Esta � um bel�ssima terra.
Eu sei, mas meu filho tem seus bens na Calif�rnia.
Uma vez que pretende casar com Maria Carmem
seu maior bem esta aqui, n�o na Calif�rnia.
Vindo, podem transformar as terras e o rebanho em d�lar.
H� como investir aqui no M�xico.
Nos sirva bebidas.
-Oh! Bela garota. -Na primeira noite...
-Caminho livre. -Para onde vamos?
Para San Juan. Fernando arrumar� trabalho para voc�s dois.
M�e de Deus, olhe por n�s.
Mam�e!
Asunci�n!
V� com Deus, minha filha.
V�o, r�pido!
Eu disse, r�pido!
N�o!
Vamos depressa. Ele n�o podem escapar.
Abadam, vamos. N�o os deixe escapar.
Vamos, Asunci�n. Eles est�o chegando.
Mais um pouco. At� aquelas rochas.
Vi eles. Entraram nas grutas.
-Estou com medo. -Fique calada.
Ruan!
Fiquem ali.
Ign�cio... Ign�cio!
Meu filho!
Don Enrique, como isso � poss�vel?
E se fosse o seu filho? Como consegue fazer isso?
Isso � uma grande injusti�a!
Cuide do que lhe compete, filho.
-Mas, papai... -Julgue quando der ordens aqui.
Fui claro?
Em breve eu serei um sogro.
Est� muito calor, m�ezinha. Venha, suba aqui.
Obrigada.
Houve um dia em que Deus disse:
N�o quereis apenas os prazeres deste mundo.
Olhem para o glorioso Deus.
Nesta �poca de corrup��o e viol�ncia...
devemos dar um rumo em nossas vidas.
Nenhum homem escapar� da justi�a de Deus.
Ele ser� devidamente julgado.
Aqueles que vivem da espada, morrer� pela espada.
Volte para a cama, Fernando.
Vai embora.
Fernando.
Mam�e!
A viol�ncia est� por a�. Mas � a verdade que devemos conhecer.
A verdade que devemos conhecer est� nas palavras de Jesus Cristo.
Ign�cio, �lvaro, Asunci�n e Ruan.
Eram como crian�as!
Eram humildes!
Ainda bem que sai do M�xico.
Foi no momento certo, Fernando.
Aqui eles poderiam encontrar trabalho.
E uma vida decente. Mas foram todos mortos.
Avisei isso a eles.
Agora eu preciso viver por eles.
-Fernando... -Fernando...
Agora s� sobrou eu...
minha gente, minha terra...
meu irm�o, minha irm� e meus amigos.
Agora preciso voltar.
Era o que queria, n�o � m�ezinha?
Nossa gente precisa de um l�der.
Para qu�? Para pedir piedade para aqueles porcos?
S� vou l� para mat�-los.
Como mataram...
meu irm�o e minha irm�.
Seu irm�o...
e sua irm�.
S� n�o quero perder voc�... tamb�m.
Eu voltarei.
Fernando...
Que Deus o acompanhe, meu filho.
-Ol�, como vai? -Vou bem.
Ei, Fernando, estou te esperando a mais de uma hora.
O que aconteceu?
O que h�?
� problema meu.
Vai para o M�xico sem o Paco?
N�o, com o Paco.
Pode seguir.
Os seus documentos.
Mostrem os documentos.
Tenha calma, j� vou mostrar.
Estou esperando.
Acho que coloquei em algum lugar.
Hoje � domingo.
Estou feliz assim como voc�s est�o.
Agrade�o a Deus pelas provis�es concedida � minha gente.
Mas... aquele � o Fernando.
Sai dai.
Bem devagar, amigo.
Pepino!
Fique onde est�.
Sai dai...
ou eu atiro no garoto.
Est� me ouvindo, Fernando?
Vou matar o pequeno, se voc� n�o sair j� dai.
Por favor, tenha piedade.
Vou contar at� dez.
Ent�o mato o pequeno.
Um..
Dois...
Tr�s...
Quatro...
Cinco...
Seis...
-Sete... -Fernando...
voc� t�m que pensar na crian�a.
Oito...
Nove...
Dez.
Vamos, Fernando!
Fernando!
O amor, amigo; � uma bela coisa para se ver.
Fernando!
-Como desejei v�-la! -Oh!
Faz muito tempo.
Muito tempo.
Eu soube o que aconteceu com sua irm�, Asunci�n e Ign�cio.
Sei.
Esta terra nunca vai mudar.
Por causa deste povo est�pido.
Voc� Fernando, est� mudado.
Talvez.
Por qu� voltou ao M�xico?
Pela mesma raz�o porque fui embora.
Tudo muda com o tempo. Mesmo o M�xico.
Por isso eu voltei.
-Tenho uma coisa a fazer. -Sim, o que �?
-Cipriano. -Cipriano.
-Ele ainda est� vivo? -Sim.
O que ele t�m feito?
Ele se tornou um bandido. Rouba at� dos mais pobres.
-Onde posso encontr�-lo? -Talvez o encontre no saloon.
Muito bem Paco, vamos atr�s dele.
Vou com voc�s. Quero ir.
Ele estava l� fora.
Estava espionando.
-Temos que mat�-lo. -Voc� est� certo, meu amigo.
N�o merece piedade.
Leve-o daqui.
Tequila para todos.
Muito bem, Ramirez. Foi muito h�bil, merece uma recompensa.
Ai est� Cipriano.
Fernando, voc� voltou.
-Sim, eu voltei. -Meu amigo.
Cipriano, voc� mudou.
O que me diz disso.
Eu mudei, sim.
Para melhor.
Voc� tamb�m mudou, n�o � Fernando.
Os federais n�o devem ter gostado disso.
Dizem que sou o terror do M�xico.
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Pedro, traga vinho para o meu amigo.
Aqui est�, senhores.
-Sa�de! -Obrigado.
Ent�o voc� veio atr�s de mim. Quantos pesos?
Vim por causa da minha irm� Asunci�n.
E do meu irm�o Ign�cio.
E pelo M�xico.
Sim, eram t�o jovens...
Mas, o que posso fazer por voc�?
Preciso de armas, muni��es e p�lvora.
Quer fazer uma guerra?
Eu sei que...
ningu�m quer uma guerra aqui, mas...
se os Mexicanos n�o acabaram com essa opress�o agora...
ent�o...
n�o haver� mais um povo Mexicano.
Eles n�o tem tanta for�a.
Sua for�a est� no n�mero.
Precisar�amos de...
Voc� amigo, � um Mexicano...
um pe�o, e nada mais.
Como Paco, como eu.
Assim como todos. Como todos n�s.
Eu n�o sou um pe�o, amigo.
Eis o que sou. Um pistoleiro.
Este � o meu pe�o.
Muito bom, Fernando. Ter� suas armas.
Vamos.
Pronto. Aqui est�o as armas amigo.
E onde est�o seus pe�es?
Muitos homens v�o com a gente...
Zanza Qui�s, Delicias e Carraro.
E o que v�o comer e como v�o pag�-los?
N�o precisamos pagar ningu�m. Est�o lutando pela suas vidas.
Amigos, porque ficar esperando se h� homens suficientes para lutar.
N�o se resolve as coisas como voc� faz Cipriano.
Vai chegar a hora de agir, mas agora temos que esperar os outros.
Quando formos fortes o suficiente,...
ent�o � hora de agir.
Agora � melhor ficarmos separados. Vamos amigos!
Ei, gringo.
Voc� disse que era um pe�o.
Use o seu poncho.
Obrigado. Adeus.
Abra o bico, se ama sua vida e quer permanecer vivo.
Diga onde est� Cipriano.
Procurem no saloon.
Coloque-o na cela.
Marisol! Onde est� Marisol.
Est� com o seu marido.
Que marido! Que marido � esse?
-Coma um pouco. -Obrigado.
Ei Paco, precisa comer.
Antes de qualquer coisa, preciso aprender a escrever.
Como posso ser um l�der, se n�o sei escrever.
Acho que as pessoas... t�m que aprender a comer tamb�m.
Fica onde est� Cipriano.
N�o tente fazer nada.
Sorte sua o General querer voc� vivo.
Leve-o para fora! Vamos! R�pidos.
Pegaram o Cipriano.
Vamos logo!
O que podemos fazer? V�o mat�-lo.
Temos que esperar eles sa�rem.
Parem ai! Soltem ele!
Eu disse para solt�-lo.
-Deixe-me ir. -Liberte-o.
Ramirez!
-Jesus, quantos filhos t�m? -Tr�s e bem saud�veis.
Tr�s garotos.
Eu n�o voltei para iniciar uma guerra.
Sei tamb�m que nenhum de voc�s querem uma guerra.
Bem...
mas est� na hora e todos n�s sabemos,...
temos de lutar pela nossa liberdade.
Isso mesmo amigos, temos de defender nossa terra.
Nossas casas.
Mesmo que isto, custe nossas vidas.
Se Cipriano for executado,...
Ramirez morreu por nada.
Est�o chegando.
Chegou a hora.
Vamos l�, amigos.
Obrigado, Fernando.
N�o � nada.
Temos homens e armas.
Chegou a hora de agirmos.
N�o, Fernando.
N�o � poss�vel.
N�o nasci para seguir ordens.
Como est� me sugerindo.
Eu entendo, mas...
as coisas mudaram.
O povo...
quer a nossa ajuda...
que os lideremos.
Que os livremos da morte.
Pense em Ramirez.
Ele tamb�m ajudou voc�.
Ele estaria vivo, Fernando...
se voc� n�o tivesse colocado essa ideia maluca na cabe�a dele.
� imposs�vel. N�o devia ter voltado.
Voc� � um covarde nojento, Cipriano.
-N�o � mais que um covarde. -N�o, Paco.
Todos t�m direito de fazer suas escolhas.
Esse cara � um bandido. Um bandido nojento.
N�o Paco... qualquer um que vive pobremente como n�s...
pode facilmente ficar igual, a Cipriano.
Mexicanos!
Voc� e voc�.
Todos voc�s.
S�o donos do M�xico.
Nossa hora, � agora.
Temos que recuperar o que � nosso.
Don Henrique, � s� um figur�o.
-Nos encontraremos aqui amanh�. -Sim, sim...
Combinado?
-At� amanh�. -At� amanh�.
Amigos!
Atingiremos Don Henrique no que ele tem de mais precioso.
Antes de Fernando. � minha maneira.
-Como? -Pegaremos a filha dele...
e vamos exigir muitos pesos. Vamos para a fazenda.
S�o uns pobres camponeses, Don Alvoro.
Pode ser...
mas esse Fernando � corajoso, est� recrutando homens para nos atacar.
N�o preocupe, estamos bem preparados.
O ex�rcito, a pol�cia e os guardas.
-O qu� esses pe�es querem de n�s? -� verdade, o que querem de n�s.
Venha! Tente me pegar!
Venha!
-Estou perto... -Tenta me pegar.
N�o conseguir�! Anda... venha!
Bem, eu consegui! Consegui..
Venha!
Ai, meus cabelos.
-Venha, tenta me alcan�ar. -Tudo bem.
Venha.
Agora voc� conseguiu.
Vai fazer uma coisa para mim, amigo.
V� dizer a Don Henrique, que eu, Cipriano...
em nome de Fernando, levei a filha dele.
Queremos 10.000 d�lares em pesos. Vamos amigo ou atiro nela.
Quero todos os pe�es reunidos, aqui agora.
Todos ser�o enforcados se n�o devolverem a minha filha, ouviram.
Voc�s tem que achar este tal de Fernando.
Entenderam bem, o que tem que fazer?
Agora, v�o.
Deve estar com sede.
Sinto muito pelo que aconteceu.
-Ele te feriu. -N�o.
-Vou fazer voc� escapar. -Ser� recompensada.
Receber� muitos pesos.
N�o... Voc� n�o me entendeu.
Consuelo, me traga alguma coisa para beber.
J� estou indo.
Vamos andando, mexam-se, vamos.
Bastardos, est�pidos, seus est�pidos idiotas.
Movam-se.
Vamos andando... mexem-se logo.
Traga os 5 primeiros.
Traga cinco.
Voc�, voc�...
voc� e voc�.
Vai pra l�.
N�o fa�a isso Don Henrique, � contra a lei de Deus.
Que conhe�am a minha lei, pois a minha filha foi sequestrada.
Mas s�o pessoas inocentes, n�o s�o as respons�veis.
Amigos, estamos prontos para atacar Don Henrique.
Aqui est�o as armas.
Amigos, vamos l�.
Quando os outros homens chegarem...
...poderemos alcan�ar, Paco e os demais.
Fernando... Fernando...
-O que foi Miguel? -Don Henrique...
-Don Henrique... -Don Henrique, o qu�?
Est� enforcando nossa gente. Ele disse que voc� e Cipriano...
raptaram a sua filha, por 10.000 d�lares em pesos.
Cipriano!
Senhor... at� agora n�o descobrimos nada.
Mas n�o preocupe, encontraremos a sua filha.
Continuem enforcando os pe�es.
Tragam mais.
Continuemos.
Traga cinco.
Mais cinco.
Voc� raptou a minha filha.
N�o pode continuar matando minha gente.
Por que os sequestradores e seu bando...
v�o matar voc�s.
Voc� veio para buscar os pesos.
Enforquem este canalha.
Eu n�o sequestrei a sua filha.
Mas...
se enforcarem mais um desses homens...
ou se me matarem...
a sua filha tamb�m morrer�.
N�o passa de um bandido. Prendam ele.
Esperem tenente.
Fernando n�o � isso. Ele n�o � bandido.
Sugiro que o ou�a.
Se libertar a minha gente...
eu trago a sua filha de volta.
Vou precisar de 4 horas.
Eu te dou 2 horas. Depois disso todos os pe�es morrer�o.
Fernando vai com voc�, tenente.
-� melhor eu ir sozinho. -N�o seja idiota...
n�o confio tanto assim em voc�. Agora s�o 12 horas.
Em 2 horas termina seu tempo.
V� indo tenente.
Os soldados vem vindo.
Fernando est� com eles, eu vi. Fernando � um traidor.
-Onde est�o? -L� na estrada.
Vou cair fora.
Parem, voltem, n�o tenham medo.
Parem. Onde voc�s v�o, rapazes? Fernando � amigo do M�xico.
-N�o... -Deixa eu sentir seu sabor.
-Solte-me. -Cipriano...
solte a garota.
O que voc� quer? Caia fora.
Solte a garota, Cipriano.
Voc� sabe que eu atiro.
Escute... n�o seja idiota.
Eu estou avisando.
V� embora.
N�o se meta.
Enterre-a at� o pesco�o. V�o.
Cipriano... � melhor voc� entregar a garota.
Voc� est� louco, Fernando.
Achei que era um covarde. E eu tinha raz�o.
Se voc� quer a pequena, venha busc�-la.
Est� com medo de mim? Escute...
se voc� vier sozinho, tudo bem. Caso contr�rio, ela morre.
O que prefere, amigo?
� melhor eu ir sozinho.
E n�o atirem, se querem a garota viva.
Pare ai amigo.
Des�a do cavalo.
N�o tente nada, amigo.
Des�a, eu disse.
V� para perto de meus homens.
Era isso que esperava de mim, Fernando.
Pensei que voc� fosse um homem.
Eu sou um homem.
-Papai! -Minha filha!
Minha querida filha.
Libertem os pe�es, agora.
Adeus, Fernando Camayo.
Voc� est� livre.
Livre para deixar o M�xico.
E voltar para o Texas.
Tradu��o: tetrao (friendsharept.org)
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