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Aqui em Washington, enquanto a investiga��o do Senado continua,
...esses atos transgressores continuam. A Am�rica deve estar em guarda...
...e implacavelmente descobrir este inimigo oculto.
Claro que estou ciente de as acusa��es feitas ontem...
...no Senado que o governo alem�o est� de certa forma...
...respons�vel por estes desastres.
Posso lhes assegurar, senhores, que essas acusa��es...
...s�o totalmente infundadas, e poderia acrescentar que esses acidentes...
...demonstram que s�o sabotagens, estaremos especialmente felizes...
...quando os respons�veis forem presos.
Ent�o talvez n�o fa�am mais coment�rios sobre n�s.
- Obrigado, senhores. - Obrigado.
Parece que o falecido C�nsul Laman foi um pouco descuidado.
Sei que as quest�es ser�o melhor tratadas agora que voc� assumiu.
Em qualquer caso, o que lhes disse � verdade.
O Comit� do Senado n�o tem nenhuma prova definitiva.
Nada mais que especula��es.
Mesmo assim, devemos tomar melhores precau��es.
Traga-me o arquivo de Otto Becker.
Creio que chegou o momento de que o Sr. Becker nos seja �til.
Sim, senhor.
- Obrigada, Sra. Dennar. - Boa noite.
Boa noite, Sr. Becker.
Boa noite, Sra. Dennar, boa noite.
- Hora de fechar, Srta. Hopper. - Sim, senhor.
Obrigado, Srta. Hopper.
O BAR�O VON DETNER NEGA AS ACUSA��ES DO SENADO
O novo c�nsul alem�o insiste em sua primeira entrevista...
...em que seu governo n�o tem planos de sabotagem.
- Ol�, Jim! - Otto.
- � seu, voc� conseguiu. - A s�rio?
- Por 50 d�lares? - Por 50 d�lares.
Sente-se, n�o posso acreditar.
Aqui est�!
Oh, Jim, estou muito emocionado.
Boa noite, Sr. Becker.
- Boa noite, Professor Sterling. - Boa noite da parte dos dois.
� maravilhoso!
Oh, boa noite, Srta. Hopper.
Como voc� conseguiu isto t�o barato? N�o houve lance?
Bem, um pouco, mas nada s�rio.
- N�o havia muitos no leil�o. - � um mentiroso muito ruim.
- Por que mentiria? - N�o deveria.
Quanto teve que acrescentar aos meus 50 d�lares?
Eu o consegui por 60.
Quanto?
Bem, 65.
Mas, esque�a isso, Otto. Quero que voc� o tenha.
Sabe que n�o deixaria que fizesse isso por mim.
Eu vou lhe dar aqueles selos da Guatemala que voc� sempre quis.
- Oh, bobagem. - Nada de bobagem.
Suba para tomar uma cerveja e eu vou traz�-los para voc�.
N�o, n�o, esta noite n�o.
Pode tomar seu leite sozinho.
Eu tenho que lutar com alguns exames.
Muito bem, Jim.
Estou t�o feliz como se tivesse conseguido algo realmente importante.
Bem, acho que todos os colecionadores s�o uns lun�ticos.
- Boa noite. - Boa noite, Jim. Obrigado.
Consegui, Hansy.
Sempre alegre quando � hora de ir dormir, verdade?
N�o lhe culpo.
Se pudesse cantar, este � o momento do dia...
...que tamb�m eu teria escolhido.
Um segundo. Desculpe, um segundo
Est� bem, est� bem.
Prefiro ouvir voc� de qualquer maneira.
Que tal se subimos agora e jantarmos, hem?
Vamos, Hansy, o jantar est� servido.
Sabe por que nos damos t�o bem?
Porque nos amamos.
� simples assim.
Por que parou de repente toda a orquestra?
Hem?
Qual � o problema?
Que �?
Hansy, que aconteceu?
Boa noite, Otto.
Hugo!
- Hugo. - Isso est� melhor.
Da maneira que me olhava pensava que ia chamar a pol�cia.
Sinto muito, mas compreender� que n�o lhe esperava em absoluto.
Pensei em lhe fazer uma pequena surpresa.
Passou muito tempo, n�o � isso?
Por que est� aqui, Hugo?
Tem algo de estranho que se queira ver seu irm�o g�meo?
Em especial, quando h� 8 anos que n�o se viram...
...e seu irm�o n�o ir� lhe ver?
- Devia saber que estava aqui. - Sim.
Vi o an�ncio de sua chegada no m�s passado.
E nem sequer me telefonou.
J� sabe por qu�.
Oh, esque�amos a pol�tica na nossa primeira noite juntos!
Deixando de lado a pol�tica, � bom lhe ver.
Est� mudado, Otto, mudado.
Lembra-se de quando �ramos crian�as?
A �nica forma que as pessoas nos podia distinguir era...
...pelo que vest�amos.
Voc� costumava levar algum livro nas m�os.
- E voc� uma espada de madeira. - Sim.
Deixe que lhe traga algo, Hugo.
Um pouco de conhaque, talvez.
Voc� se lembra, verdade?
Sim, totalmente.
Essa era sempre minha bebida pela noite.
E voc� tomava um copo de leite.
Aqui tem, Hugo.
Como nos velhos tempos, hem?
Por nossa reuni�o.
- Como me encontrou? - Temos mecanismos.
Diga-me:
- � feliz aqui? - Como nunca fui em minha vida.
Acho que voc� tem sido muito tolo por viver assim.
Poderia estar muito confort�vel em sua casa.
Ensinando na Universidade, vivendo a vida que voc� quer.
Dando aulas, de qu�?
Inclusive h� 8 anos, voc� e seu partido n�o me deixaram dizer a verdade...
...sobre a hist�ria inglesa ou a americana.
Sobre que daria aulas agora?
Poderia encontrar outro assunto.
Sim.
Em qualquer caso, aqui estou em casa.
Otto,
...acho que ficar� feliz em saber que comprei de novo a velha fazenda.
Totalmente restaurada.
A velha casa, Hugo?
Isso � maravilhoso!
Sim, � exatamente igual que quando �ramos crian�as.
- Verdade? - Exceto as melhorias modernas.
Oh, deve ter custado muito dinheiro.
Sim, mas fui capaz de consegui-lo.
As coisas foram mais simples para mim porque tinha servido a meu pa�s.
Para voc� poderia ser igual.
Que quer dizer, Hugo?
Na verdade � muito simples.
Veja, agora estamos interessados nesta sua loja.
Sim.
Precisamos de um lugar em que certas mensagens possam ser trocadas.
Um escrit�rio de correio particular, se preferir.
Escondido, para uso do seu partido.
Suponho que poderia dizer assim.
Este lugar seria ideal.
E n�o significaria nenhum esfor�o por sua parte.
Apenas sua coopera��o.
- Levaria meu neg�cio de forma normal. - Exatamente.
E ao mesmo tempo, estaria servindo a seu pa�s.
E faria isso, Otto, n�o �?
Sim, Hugo, eu farei. Servirei ao meu pa�s.
S� que meu pa�s n�o � o seu.
Sou cidad�o americano.
N�o farei nada do que me pede.
E agora, deixe-me em paz.
Por favor, v� embora.
Reconhece este cavalheiro?
Claro, o nome dele � Otto von Detner.
E, claro, voc� o reconhece.
Refresque a mem�ria do Sr. Detner, diga a ele seu nome.
Meu nome � Aiello, Joe Aiello.
Fizemos um pequeno neg�cio no M�xico, h� alguns anos.
Isso � tudo.
Espere l� em baixo e diga � garota que suba.
Sim, senhor.
N�o nos d� bastante cr�dito, Otto.
Voc� realmente acha que um alem�o poderia comprar um passaporte falso...
...na entrada sem que n�s descobr�ssemos?
Sim, � verdade, entrei no pa�s ilegalmente.
Devo ter ficado na fronteira por um ano.
Esperando meu n�mero que talvez nunca tivesse chegado a sair.
N�o podia esperar para ser americano.
- Para voltar a viver! - Que comovedor!
N�o estou interessado em seus motivos com o governo americano.
Eu irei at� eles.
Eu explicarei.
Direi a eles o que voc� est� tentando me fazer.
Verdade?
Eu direi a eles que est� me chantageando,
...que tenta me vender uma informa��o pela que eu n�o quero pagar.
Ser� a palavra de algu�m com um passaporte falso contra a minha,
...talvez lhe deportem, Otto. - N�o!
Sim.
E deixo para sua imagina��o como ser� recebido em Berlim.
Srta. Harper!
J� v�, Otto,
...a Srta. Harper trabalhou para n�s muito mais tempo que para voc�.
- Conhece suas ordens, Srta. Harper? - Sim, senhor.
Para que saiba, Otto,
...a Srta. Harper me informar� de tudo aquilo que lhe pare�a suspeito.
Muito bem, Srta. Harper.
Boa noite.
ATEN��O COLECIONADORES OS PRE�OS MAIS ALTOS POR SELOS
E POR LIVROS RAROS OTTO BECKER.
PEGAR EM OTTO BECKER 12 Sul com a 18.
PEGAR EM OTTO BECKER 12 Sul com a 18.
H� uma carta registrada, tem que assinar.
Uma carta registrada? De onde?
� do Canad�. Assine aqui, por favor.
- Obrigado. - Obrigado.
Que �?
Selos, um homem quer que os venda em consigna��o.
De Halifax, hem?
- Verei o que posso fazer. - Eu cuidarei deles.
Obrigada.
H� um cheque para assinar.
Para qu�?
Vendi esses selos.
Deduzirei nossa comiss�o do cheque.
Uma venda bastante r�pida.
O neg�cio deve estar melhorando.
Exato.
Bem?
Um comboio com 40 navios partiu de Halifax,
...na ter�a, dia 19, �s 3 da manh�.
H� cerca de 48 horas.
Sua posi��o esta noite deveria ser perfeita.
- Envie a mensagem. - Ordenar.
Nosso escrit�rio de correios est� funcionando bem.
O n�mero de homens que perderam a vida, certamente nunca se saiba.
Mas o n�vel de destrui��o do comboio apontam para um fato definitivo:
Esse grande n�mero de submarinos deve ter sido colocado l� intencionadamente.
Isso indica que se reuniram l� sob pr�vias indica��es.
E isso significa que tinham conhecimento da data da navega��o do comboio.
Um conhecimento tirado de Halifax.
Como essa informa��o chegou at� suas m�os, � algo que n�o...
Jim. Tenho certeza que os selos t�m algo a ver com isso,
...mas n�o consegui tirar nada. Sou vigiado cada instante, noite e dia.
Tentarei que isto chegue a voc�.
Da pr�xima vez que vier, v� � pol�cia.
Jim
Boa noite, Otto, acha-se melhor?
Estava desejando que viesse.
Estive lhe procurando todas as noites
Boa noite, Professor.
- J� faz um tempo, n�o �? - Sim.
Otto, aposto que n�o seguiu meu conselho sobre ver um m�dico.
Na verdade, n�o tenho nada.
Um pouco de cansa�o, isso � tudo.
Voc� n�o sai desta loja h� dias.
Por isso passei por aqui.
Olhe, h� um leil�o muito especial no MacDowell's.
Gostaria de vir?
N�o, obrigado, lerei um pouco e me deitarei.
N�o deve estar nada bem quando evita um leil�o como este.
Se n�o estiver melhor na pr�xima vez que eu vier, levarei voc� ao m�dico.
Estarei bem.
Tem certeza que n�o quer vir?
N�o, obrigado.
Bem, ent�o boa noite.
Boa noite, Srta. Harper.
Quer fazer que se cuide?
Eu farei.
Boa noite, Professor.
Oh, Jim.
Quase me esqueci daqueles 15 d�lares que me adiantou na outra noite.
Aqui est�o os selos carimbados de Guatemala.
Eu lhe disse que se esquecesse disso, n�o foi?
Insisto totalmente.
Oh, est� bem.
J� sabe que os queria, velho hip�crita.
E agora v� ao seu leil�o, boa noite.
Boa noite, obrigado.
- Boa noite. - Boa noite.
Jim?
As visitas surpresa parecem ser sua especialidade.
E sempre sabe quando estou em casa.
Vi esse homem do outro lado da rua.
- Que quer agora? - Nada.
Gostaria de falar com voc�.
Estive pensando nos velhos tempos na Alemanha.
Lembra-se da fam�lia Clayman?
Claro.
Sabia que o velho Clayman est� morto?
N�o.
Quando?
- H� cerca de um ano. - Uma pena, era um bom homem.
O triste do assunto � que...
...Franz Clayman foi respons�vel pela morte do pai dele.
Como?
Lembra-se que Franz come�ava a ser importante no partido...
...pouco antes de voc� deixar a Alemanha?
Fez-se muito mais importante ap�s sua partida.
E descobriu que o pai dele estava conspirando contra o Governo!
Isso teria arruinado sua vida.
Franz fez a �nica coisa que poderia fazer!
Quer dizer que traiu seu pr�prio pai?
N�o tinha escolha.
Quando a causa � bastante importante,
...as considera��es pessoais n�o significam nada.
Aonde quer chegar?
For�ou-me a uma situa��o igual � que Franz Clayman enfrentou.
Jim.
Jim Sterling.
Que aconteceu com ele?
Pode se culpar, n�o devia ter dado isso a ele.
Sofreu um acidente infeliz de tr�nsito e morreu.
Bar�o von Detner.
Bar�o von Detner.
Sim.
Encontra-se bem?
Volte para baixo!
Chamarei quando precisar.
Sim, senhor.
Srta. Harper.
Sim, senhor.
Suba aqui.
Sim, Bar�o von Detner?
Est� l� dentro.
BAR�O HUGO VON DETNER C�NSUL ALEM�O PARK REGENT HOTEL
Um d�lar e 55, senhor.
Senhor.
Um d�lar e 55.
Obrigado.
- Bar�o von Detner! - Minha chave, por favor.
- Deve estar com o senhor. - Se eu tivesse a pediria?
Sim, senhor.
- Rapaz! - Sim, senhor.
- Abra o apartamento de von Detner. - Sim, senhor.
Obrigado, senhor. Boa noite.
Boa noite!
Vai ser bom dia, certo?
Receio que sim.
Sabia que voltaria �s doze.
Sinto muito.
Pedi que se lembrasse que trabalho duro o dia todo...
...e n�o posso me permitir desperdi�ar horas assim.
N�o queria ter voc� esperando.
Claro que n�o.
Sua considera��o � para com outros, � bem conhecido.
De fato, tive que jantar sozinha.
McHenry teve um repentino compromisso de neg�cios.
Verdade?
Mas Karen, eu n�o posso evitar, n�o acha que eu prefiro jantar com voc�...
...que passar a noite com assuntos de hor�rios mar�timos?
Suponho que se n�o jantar esta noite com esse homem, todo o programa...
...de defesa saltaria pelos ares. - N�o, mas meu trabalho poderia.
S�rio, Karen tenho que fazer isso.
Que tal se almo��ssemos amanh� no Colonial.
Digamos, a uma hora?
Est� bem.
Mas lhe aviso, se chegar dois minutos atrasados, almo�ar� sozinho.
Estarei l� mesmo que tenha que desistir.
Por favor!
Oh, est� bem.
- Boa noite, querida. - Boa noite.
Essa foi apenas uma de suas escaramu�as, n�o de nossos compromissos importantes.
O cavaleiro mar�timo estava subindo.
- Ol�, Harry. Entre. - Ol�, Grover.
Diga-me quem era aquela garota deslumbrante que acaba de sair daqui?
Apenas uma amiga, deve ter ouvido eu falar dela.
Karen de Relle.
Karen de Relle! E se eu tiver ouvido falar dela?
Deveria ver as contas que pago por minha esposa.
Sim, sabe levar muito bem seu pr�prio neg�cio.
- Voc� � um c�o de ca�a. - E quanto a Hannah B.?
- Est� carregado? - Carregado e � espera de ordens.
Seus pap�is ser�o para a Cidade do Cabo, chegando ao porto no dia 15.
Isso � tudo o que importa.
Cidade do Cabo...
Hannah B.
Esse tampouco � o navio que quer�amos.
N�o.
Quanto tempo mais terei que cultivar a distinta companhia do Sr. McHenry?
At� que descubramos esse navio, claro.
Perspectiva agrad�vel.
Vou para casa.
Sim?
- Fritz? - Ouvi que a senhora estava saindo.
Sim.
Se estiver pronto para se recolher...
N�o, ainda n�o.
Ent�o levo um conhaque ao est�dio?
Sim, ao est�dio.
Muito bem, Bar�o.
Algo mais, Bar�o?
- N�o, pode se recolher. - Obrigado, Bar�o.
Boa noite.
Boa noite.
- Bom dia, Bar�o. - Bom dia.
Lamento chegar atrasado, mas me surpreendeu lhe ouvir.
- Surpreendeu-se? - Sim.
N�o costuma se levantar t�o cedo, Bar�o.
Vou preparar seu banho.
Obrigado.
Bom dia, senhor. Ao consulado?
Sim.
- Bom dia, C�nsul. - Bom dia.
- Bom dia, C�nsul. - Bom dia.
- Bom dia. - Bom dia.
- Bom dia, C�nsul. - Bom dia.
O Sr. Richten deseja lhe ver urgentemente.
- Mande-o aqui. - Sim, senhor.
- Bom dia. - Bom dia, Bar�o.
PROFESSOR JAMES STERLING MORRE EM ACIDENTE DE TR�NSITO
Esse caso parece encerrado.
- Que mais? - Sei tudo pela Srta. Harper.
Dei instru��es para que a loja continue funcionando.
Ela costumava dizer que Becker deveria descansar.
Bom.
Deve fazer que tudo pare�a normal.
- Todos os detalhes. - Sim, senhor.
Estes s�o os manifestos que desejava ver novamente antes de aprov�-los.
J� os assinei.
Com sua assinatura, poder�o prosseguir.
Obrigado, senhor.
Dois d�lares, � isso. Obrigada.
O Sr. Becker est� aqui? Sei que � a loja dele.
�, mas o Sr. Becker est� de f�rias.
Estar� muito tempo fora?
- V�rias semanas, eu acho. - Compreendo. Bem eu posso esperar
Queria v�-lo em rela��o a uns selos.
- Bom dia. - Bom dia.
P�gina treze.
Middlesex, Estaleiro Naval de North Bay. Danos por torpedo e bomba.
Middlesex.
North Bay, Estaleiro Naval.
Danos com torpedo e bomba.
39 e 14 detalhes de reparo.
O Middlesex era o navio de cruzeiro n�o identificado...
...que nossa for�a a�rea chama Gibraltar.
Teria tido tempo de chegar aqui.
Bem, n�o ir� muito mais longe.
39 e 14 s�o Limos e Bellard, eu acho.
Posso ver sua lista, senhor?
Sim.
Apenas um momento, farei uma chamada, traga a lista.
Sim, o 39 � Kurt Limos.
E o 14...
...Lester Bellard.
Bons homens de confian�a.
Com esses homens nos reparos, os ingleses n�o recuperar�o o Middlesex...
...t�o logo como pensam.
Se � que o recuperem.
Posso lembrar que tem que ir almo�ar no Colonial?
Oh, sim!
O Colonial.
- Pare na pr�xima tabacaria. - Sim senhor.
- Pego alguma coisa? - N�o, quero escolher um charuto.
Desculpe.
- Quantos quer? - Dois.
Levarei estes.
Tome. F�sforos.
Obrigado.
Seus nomes s�o Kurt Limos e Lester Bellard.
E de onde tirou essa informa��o? Quem � voc�?
Al�! Al�?
Espere um momento.
Desligou.
Verifique esses dois p�ssaros.
Obrigado.
O Bar�o quer seu Martini, muito seco.
- Imediatamente. - Claro, Bar�o.
- Boa tarde. - Boa tarde.
Por aqui, por favor.
- Oh, Capit�o! - Sim, senhor
Quem � o homem de mon�culo que acaba de entrar?
� o Bar�o von Detner, senhor.
Claro, tinha certeza que o conhecia.
Eu o conheci em Berlim h� 4 anos.
Quer levar a ele este bilhete, por favor?
Claro, Sr. Milbar.
Obrigado.
Bar�o.
O cavalheiro de l� me pediu que desse isto.
- Que cavalheiro? - O cavalheiro do reservado.
- Como vai Bar�o? - Como vai?
Espero que se lembre de mim.
Claro que me lembro, Sr. Milbar.
Pensava que talvez n�o, estava muito ocupado quando lhe vi em Berlim.
Nunca esquecerei sua gentileza e que resolvesse meus problemas na alf�ndega.
Economizou-me muita papelada burocr�tica.
Fiquei feliz em fazer isso, Sr. Milbar.
Ia tomar caf�, posso me juntar a voc�?
- Fa�a isso, por favor. - Obrigado.
Sirva o caf� do Sr. Milbar aqui, por favor.
Claro, senhor.
Que tal?
O Hannah B. O que h� de errado com ele?
N�o � o navio que quer�amos.
Isso significa mais problemas para mim.
T�m pressa.
- Fazemos tudo o que podemos. - Claro.
Recebi essas novidades sobre o Middlesex, est� em North Bay.
Sim?
Limos e Bellard.
Meu trabalhinho.
Bom trabalho.
- Oh, Sra. De Relle - Sr. Milbar.
- Fico feliz em lhe ver de novo. - Obrigada.
Sr. McHenry, o Sr. Milbar.
- Como vai? - Como vai voc�?
Sra. De Relle, posso lhe apresentar o Bar�o von Detner, o c�nsul alem�o?
Desculpe-me, preferiria n�o n�o conhecer o c�nsul nazista.
Lamento muito isso, Bar�o von Detner.
N�o houve nada.
Nada em absoluto.
Essa foi uma representa��o excelente, Bar�o.
De verdade que parecia surpreendido.
- Verdade? - Totalmente.
Voc� foi muito desagrad�vel com o Bar�o.
Se tivesse que abandonar um neg�cio estabelecido,
...romper todas suas ra�zes e ter que abandonar Paris, tamb�m faria isso.
Ent�o voc� j� morou na Am�rica por 25 anos.
- Sim. - Sim, Sr. C�nsul.
Por que agora querem se transformar em cidad�os americanos?
Durante muito tempo pensamos em voltar para casa, ao velho pa�s.
- Mas ent�o... - Nossos filhos cresceram aqui.
E nossos amigos est�o aqui.
J� � muito tarde. Somos velhos demais.
T�m certeza de que n�o � porque n�o gostam do novo governo?
- Oh, n�o, n�o. - N�o. N�o.
- N�o � isso... - Nosso lar agora est� aqui.
Os vizinhos falam.
Veja, se fizermos isso, e guardamos nosso pouco dinheiro aqui,
e n�o voltarmos ao velho pa�s, poderia ser ruim para nossos parentes.
Ainda tenho um irm�o l�, minha esposa tamb�m.
Continue.
Tirem seus pap�is de cidadania.
- Oh, obrigada! - Obrigado.
Ningu�m incomodar� seus parentes.
Obrigada, muito obrigada.
Acaba de chegar uma mensagem. Temos que encontrar Milbar imediatamente.
Algo saiu mal.
O qu�?
N�o sei, mas Brenner estar� l�.
- Brenner? - Sim.
E se h� algo que interesse � Gestapo, � que � importante.
- � melhor ficar na esquina. - Sim, senhor.
Boa noite, Bar�o.
Boa noite.
- Boa noite. - Bar�o.
Boa noite.
Bem, de que se trata?
Limos e Bellard foram presos.
Qu�?
Esta tarde.
Bem no final do seu turno de trabalho.
Que aconteceu?
Foram t�o desajeitados para que os pegassem na metade do trabalho?
N�o. Eu me assegurei disso.
Eles foram levados sem aviso.
N�o haviam feito nada para levantar suspeitas.
- Isso s� significa uma coisa. - Exatamente.
� melhor que descubramos quem � e r�pido!
Tem alguma ideia de quem pode ser?
N�o.
Deveria ser f�cil de rastrear.
Para quando recebi a informa��o da Srta. Harper,
...s� eu e voc�, Richten. - Bar�o!
Calma, ningu�m est� lhe acusando.
E o mensageiro o que voc� usou?
Todos os que cuidaram da mensagem s�o de confian�a.
- Brenner esteve de acordo comigo. - � isso.
Ainda assim, vou traz�-lo aqui esta noite e eu vou ter certeza.
S� resta outra pessoa mais de que duvidar.
Quem?
- A Sra. De Relle. - A Sra. De Relle?
Tenho certeza que isso n�o lhe surpreende, Bar�o.
Voc� mesmo informou que n�o estava sendo muito entusiasmada.
Sim, mas n�o faria algo assim.
Quando trabalhava para n�s em Paris, teria dito que n�o.
Mas agora que veio para a Am�rica,
...talvez n�o possamos ter tanta certeza.
- Eu a verei esta noite. - Certamente n�o h� nada.
- Mas poderia observ�-la. - Eu farei isso.
- Brenner... - Oh, sim.
E sobre Ludwig, o motorista?
Poderia ter escutado algo?
N�o.
Fui ao Colonial e voltei sozinho.
Quando terminar, mande-o aqui, n�o viria mal fazer umas perguntas a ele.
Muito bem. Fique aqui, Richten, estarei a noite toda em casa.
Quando Brenner tenha terminado com seu exame, telefone-me.
Sim, Sr. C�nsul.
Pela manh� terei um telegrama da Gestapo de Berlim.
Se houver um traidor entre n�s, � melhor saber disso.
E eu saberei. Antes de terminar com eles.
Tenho certeza disso.
Ludwig.
- O Sr. Brenner quer que volte. - Sim, senhor.
- Boa noite. - Boa noite.
Trago algo mais?
Herr Otto.
Que quer dizer? Que est� dizendo?
Sei desde esta manh�.
Saber, o qu�?
Que h� com voc�? Ficou louco?
Esqueceu-se dela, Herr Otto.
Mas eu mesmo vi essa cicatriz em seu ombro.
Que pretende fazer?
O que seja necess�rio para lhe ajudar.
Servi a sua fam�lia durante toda minha vida, Herr Otto.
- Sim, mas... - � minha forma de fazer pol�tica.
Minha �nica forma.
Antes de voc� sair com Hugo, eu teria confiado minha vida a voc�.
N�o sou nada diferente de outros que uma vez conhecemos.
Fazemos o que nos dizem porque devemos fazer.
Mas desde os tempos mais antigos, eu estou com voc�, Herr Otto.
N�o com seu irm�o.
Para ele, eu s� era um empregado.
Mas voc�...
...era como um amigo quem eu amava.
Fritz!
Velho amigo, claro que n�o puderam lhe mudar.
Herr Otto...
Estive o dia todo muito preocupado com voc�.
Fritz, tem que me ajudar.
Claro, Herr Otto. Qualquer coisa!
Tem que me contar tudo sobre meu irm�o.
Que amigos tinha, aonde ele ia.
Tudo sobre sua vida pessoal.
- Sobre a Sra. De Relle. - Todo o que souber, Herr Otto.
Sim, mas...
Primeiro tenho que lhe contar o que aconteceu.
Oh, n�o, Herr Otto, voc� n�o tem que me contar nada, a menos que queira.
Sim, devo lhe contar, tenho que fazer isso.
- Estava em uma cabine telef�nica. - Sim, senhor.
Nesse momento pensei que era estranho que o Bar�o usasse um telefone p�blico.
Voc� poderia comprar...
Com certeza se lembrou de alguma chamada que esqueceu ante de sair do consulado.
Isso � tudo, Ludwig, pode ir.
Muito bem, Sr. Brenner.
Sr. Milbar.
Por que telefonar de uma cabine e dizer ao motorista que queria charutos?
- Bem, comprou os charutos. - Naturalmente.
Mas tamb�m fez uma chamada telef�nica e Bellard e Limos est�o na cadeia.
� rid�culo, Milbar.
Poderia querer fazer uma chamada particular. A uma mulher, talvez.
H� anos que conhe�o os relat�rios de von Detner.
Oh, n�o, n�o.
O apartamento da senhora fica ao lado.
Sai pela nossa entrada de servi�o e cruza o patamar para o seu quarto.
� isso.
Se me permite dizer, Herr Otto, acho que a senhora gostasse...
...do Bar�o.
Como sabe?
Bem, acho que ele estava interessado nela no come�o.
Mas uma noite escutei como ela dizia a ele...
Bem, ela foi muito clara.
E depois disso, ele a tratava muito friamente.
Compreendo.
E agora, quem � esse McHenry?
N�o sei.
Um momento.
Est� na lista.
Grover Blaine McHenry, Groten Harvard.
Vice-Presidente das Ind�strias Qu�micas Northgate.
Qu�micas.
Explosivos!
Mas por que vamos atr�s de um navio em particular?
Por favor, Herr Otto, ou�a-me.
N�o continue com isto, � muito perigoso.
N�o compreende, Fritz?
Se n�o continuar com isso, eu o teria matado s� para me salvar.
Devemos parar o que est�o fazendo.
Uma vez feito isso, n�o me importa o que me aconte�a.
Isso � tudo, Fritz.
Aqui tem. O navio, a data de navega��o e o destino.
N�o parece feliz com seu sucesso!
Feliz?
Sim, deveria estar feliz, n�o � isso?
Foi a noite mais agrad�vel
Jantar no apartamento do Sr. McHenry.
O Sr. McHenry tinha muito para beber.
O suficiente para fazer que fosse descuidado.
Suficiente para fazer que estivesse repugnantemente b�bado.
Foi um jogo emocionante revistar seus bolsos.
Naturalmente que deveria estar feliz.
Deveria estar muito orgulhosa.
Fico feliz ver como sente seu trabalho.
N�o questione meus sentimentos enquanto lhe trago o que deseja.
J� tem os pap�is, vou para casa.
Espere. Tenho que falar com voc�.
- N�o pode esperar? - N�o.
Limos e Bellard foram presos hoje nos estaleiros.
Que isso tem a ver comigo?
Algu�m deve ter informado sobre eles, Brenner tem d�vidas.
Se Brenner tem d�vidas de mim, deve ter sido por voc�.
Voc� n�o tem estado ultimamente muito entusiasmada.
Odeio o que fa�o.
- Serve a uma causa... - N�o!
Sua causa nobre!
Assim costumo cham�-la.
Estava doente como voc�s nesses primeiros anos.
Sentia-me como uma mistura de Joana d'Arc e Charlotte.
Era parte de um movimento que ia salvar o mundo.
E agora?
Sei que � um movimento para destruir o mundo.
Kareen!
No dia que compreendi que nosso ex�rcito abria caminho sobre Paris,
...eu me senti horrorizada.
O pensamento das pessoas decentes que tinham confiado em mim...
...fazia-me sentir doente e envergonhada.
Sinto-me doente e envergonhada agora.
Isso � o que voc� queria me ouvir dizer, ent�o v� em frente
...diga isso a Brenner, cite palavra por palavra.
Mas tamb�m diga isto a ele:
Trabalhei para voc�s por muito tempo para ter qualquer ilus�o de deixar.
Minha fam�lia n�o vai sofrer por meus erros.
Kareen.
Kareen, escute.
Posso entender que �s vezes deve-se fazer coisas que n�o gosta de fazer.
Sinto muito por voc�, Kareen.
Tenho certeza que sente.
Por favor, n�o v� embora.
Al�?
Sim.
Nenhuma pista em absoluto. Deixe-me falar com Brenner.
Ent�o tem que ter sido uma dessas pessoas.
Tenha todos vigiados.
N�o os deixe at� descobrir quem fez isso.
Mas tenho boas not�cias para reparar isso, a Sra. De Relle...
...descobriu que navio �, o dia de navega��o, e o destino. Tudo.
Acaba de ir embora.
Tive uma longa conversa com ela.
N�o, n�o h� nada mal com ela exceto a press�o que sofreu.
Fez um grande trabalho e � totalmente de confian�a.
Sim, est� bem. Boa noite.
Pergunta-se por que fiz isso.
Fiz isso porque tenho um trabalho a fazer.
E voc� � muito valiosa para mim.
N�o poderia haver nenhum outro motivo.
Eu n�o gostei de fazer que me odeie, Kareen.
A forma em que me olhou hoje no restaurante,
...n�o se tratava do c�nsul, tratava-se de mim.
Que outra coisa podia esperar?
Nada.
Mas se eu encontrar uma maneira de lhe deixar fora disso,
...eu utilizaria, Kareen.
N�o posso acreditar que esteja me dizendo essas coisas.
� muito diferente de voc�.
Algo mudou.
V� para casa e descanse um poco, Kareen.
Boa noite.
Boa noite.
Deseja outra coisa, Herr Otto?
N�o, obrigado, Fritz, as coisas funcionar�o.
Est� preocupado com a senhora.
O que fizer para destruir os outros, vai destru�-la com eles.
E agora, j� n�o posso parar.
Tenho que terminar o trabalho sem importar o que aconte�a com os outros.
O homem vem consertar o telefone, Sr. Keeler.
- Entre. - Obrigado.
De nada.
Tudo pronto, o navio � o Farrington.
Est� dentro.
Pronto para explodir quando quiserem.
- Assegure-se de subir a esse navio. - Deixe isso comigo.
Onde est� a grana?
Aqui tem.
- De acordo? - De acordo.
Soltar amarras!
Fritz, estou muito preocupado pelo Farrington.
- Desculpe, senhor. - O navio.
Eles estavam muito ansiosos.
Tinham algum plano.
Tenho que descobrir de que se trata.
Com certeza que consegue, senhor.
Mas, quando e como?
Sou um in�til at� que saiba o que est�o fazendo.
Por que n�o tenta relaxar, senhor? S� por esta noite.
Encontrei-me com a Sra. De Relle quando estava fora.
Sim?
Disse que gostaria de jantar em seu apartamento.
- A Sra. De Relle disse isso? - Sim, senhor.
E sabendo que voc� jantava sozinho,
...tomei a liberdade de dizer que voc� aceitaria.
Ent�o...
Mas n�o compreendo por que ela...
Como � que se encontrou com a Sra. De Relle esta tarde?
Bem, eu estava l� em baixo, e como voc� sabe...
...seu local est� bem ao sair do vest�bulo.
Em outras palavras, passou a ver a senhora.
Poderia dizer isso.
E claro, o assunto do jantar surgiu.
Exatamente, senhor.
Depois que voc� o puxasse.
Voc� pediu a ela que fizesse, n�o foi assim?
Acredite em mim, Fritz, agrade�o o que tenta fazer.
Mas � in�til.
Herr Otto, nego-me a acreditar que n�o tenha sa�da para o dois.
N�o v�, Fritz? N�o � bom para nenhum dos dois.
- Telefone � senhora. - Sim, senhor.
Fritz.
Sim, senhor?
- Diga que estarei l�. - Sim, senhor.
E arrume minhas coisas.
Suas coisas j� est�o arrumadas, Herr Otto.
E se n�o se importa, irei at� a Sra. De Relle agora.
Eu me ofereci como volunt�rio para os servi�os do jantar.
Um caf� excelente.
Pena que eu n�o tenha um cozinheiro t�o perito.
Talvez lhe empreste em alguma ocasi�o.
Oh, desculpe, eu gostaria de ter puxado isso.
Fico feliz que n�o fizesse isso.
Tem muito talento.
Obrigada.
Bonito.
Muito bonito.
Um dos meus modelos mais antiquados.
Que foto maravilhosa.
E que amigo legal.
O romance n�o durou muito, deixou-me e se foi com o sol do meio-dia.
Que malvado!
� uma casinha encantadora.
De onde tirou a foto?
Nos sub�rbios de Paris.
Eu entendo que � agora o quartel-general da Gestapo.
Que noite linda.
Muito linda para ficar em casa.
� isso.
Mas infelizmente, n�o podemos ser vistos juntos.
N�o, n�o podemos.
Est� muito escuro do outro lado da rua.
Se seu carro estivesse l� quando eu passasse...
Aonde?
� lua.
Sim, senhor.
Um pouco por cima da lua, est� bem assim?
� linda.
Esta noite, a sinfonia de Boston.
Esta noite deveria ter m�sica.
Mendelsohn.
Proibido.
- Nunca que tivesse acreditado. - Acreditado, em qu�?
Estarmos n�s aqui e assim.
H� dois dias teria dito que era imposs�vel.
� voc�, o que lhe aconteceu?
Ou sou eu?
Este � um momento em uma sombra encantadora.
N�o vamos acender isso.
- N�o o examinemos. - Devemos fazer isso.
� a sensa��o de ter estado sobre uma superf�cie girat�ria.
Quase apenas podia lhe ver.
Exceto � meia luz.
E agora, de repente, deixou de girar.
E lhe vejo com clareza pela primeira vez.
N�o a pessoa que acreditava ter visto.
Algu�m mais.
Isto � uma ilus�o.
Algo para ser esquecido.
N�o, para ser lembrado!
Todo os outros s�o coisas pare esquecer.
Se voc� soubesse como rezo para ser livre.
- Voc� ser�, eu prometo. - Mas, como?
- Ainda n�o sei. - E voc�? Que ser� de voc�?
Kareen, n�o sou...
Devo continuar com meu trabalho.
Tenho um trabalho a fazer e n�o posso parar at� que esteja feito.
Hugo.
� hora de voltar. Por favor.
Desculpe.
Ol�, Bar�o!
Bem?
Tenho todo o assunto preparado.
Isso � o que esperava que fizesse, n�o � assim?
Oh, claro, claro, s� que pensei que faria outro trabalhinho!
Mas este � um grande de verdade.
- N�o � assim, Bar�o? - De que se trata?
Oh, nada, exceto que o cara deveria ser bem pago,
quando est� em um promont�rio para destruir o Canal do Panam�.
Voc� deve ser bem pago por isso.
N�o se pagou a ele?
Claro que se pagou.
Claro, tenho os 500 que Brenner me deu.
Tr�s para mim e dois para Keeler.
Mas... Mas que � isso?
Sabe? Estive pensando.
O Farrington ainda n�o est� no canal.
Pode ser que algu�m ponha o navio em sobreaviso.
Ou algo assim.
Eles o pegam no meio do oceano e a bomba-rel�gio explode,
Est� bem?
Nada mais que �gua � o que salta pelos ares.
E o Canal continua funcionando da mesma forma.
- Mas voc� n�o... - Um momento, Richten.
Para que quer dizer isso? Fiz muitos trabalhos para seu bando!
Sabe que pode confiar em mim.
Estava imaginando que poder�amos fazer um acordo amistoso.
Um pouco mais desses 300.
Talvez 1.000.
Venderia a qualquer um, verdade?
Disse que fosse vender algo?
S� que se poderia usar um pouco mais de dinheiro.
N�o tenha ideias estranhas.
Sabe que tenho um colega l� fora.
E se algo me acontecer, sabe o que fazer.
N�o tem sentido ficarmos nervosos, verdade?
Talvez mere�a um pouco mais do que levou.
Sabia que veria isso a meu modo, Bar�o.
Aqui est� seu dinheiro.
Estive tratando com o Sr. Brenner.
D�-me um recibo assinado para ele.
Claro, Bar�o.
- Bem, Bar�o, obrigado por... - Agora, escute-me.
� tudo o que tirar�.
N�o volte aqui a menos que mandemos lhe buscar.
E se alguma vez pensar em pedir mais dinheiro ou abrir a boca...
...sobre o Farrington... - Est� bem, Bar�o, n�o direi nada!
Tenho todo o que quero, n�o falarei.
Fora daqui!
N�o funcionar�, Bar�o.
Um dia, nos vender�.
Pelo menos sua boca fechar� at� que gaste esse dinheiro.
E diga a Brenner...
que se n�o pode ser mais cuidadoso com as pessoas que seleciona,
...terei que dizer algo a Berlim.
Sim, Bar�o.
KAAREN de RELLE, HOTEL PARK REGENT, 921. CONTATAR BRENNER, MILBAR, VON DETNER. NASCIDO, ALTBURG, LIPPE-DETMOLD PARENTES, M�E, AUGUSTA TAUBER IRM�, ELISE...
FBI WASHINGTON, DC
N�o importa como consegui, est�o no correio.
O nome da pessoa � Aiello.
Joe Aiello.
A-I-E-L-L-O.
Que aspecto tem?
Est� bem.
Tem algum endere�o?
Est� bem, encontraremos.
Escute, senhor.
Tem certeza disso?
Como v�o fazer?
Ponha em contato com o escrit�rio do FBI em Washington.
Um navio chamado Farrington carregado de dinamite na costa do Pac�fico,
...vai com uma bomba-rel�gio pronta para explodir quando entrar no Canal. Vamos.
Escute-me, senhor,
...sua primeira informa��o foi correta.
Mas quem � voc�?
- Chegaremos ao Canal em meia hora. - Muito bem, Sr. Grey.
Capit�o!
- Verificou isso? - Sim, senhor.
Prepare-se para abandonar o navio e mande-me o Sr. Jackson.
Sim, senhor.
- Est�o todos os homens? - Sim, senhor.
Assim que todos os botes estiverem i�ados, saia do caminho.
Sim, senhor.
- Por cima do nariz! - Uma beleza.
Tudo � quest�o de ter toque, rapazes.
Interrompemos o programa de dan�a para dar uma not�cia importante.
A guerra foi acirrada no hemisf�rio ocidental,
...quando o destr�ier Beardsley interceptou o navio Farrington...
...prestes a entrar no Canal do do Panam� carregado com muni��o.
Uma bomba-rel�gio incendi�ria colocada para explodir no Canal,
...destruiu o cargueiro pouco depois que o navio fosse desocupado.
Entende-se que o departamento naval,
...agiu sob informa��o secreta.
Continuem nesta emissora para novas not�cias.
Que houve, Joe?
Cansei de jogar.
Herbie.
Ponha-me alguns drinques, sim?
Desligue isso, por favor.
Sim?
Est� aqui mesmo.
� para voc�, Joe. Parece Rosie.
Diga que n�o estou aqui.
J� disse que estava!
D�-me isso, r�pido.
Rosie? Est� em casa?
Muito bem, fique a�.
Eu irei em alguns minutos e eu vou ficar a�.
Sim.
Sim, claro, querido, eu lhe esperarei.
Se apresse. Nos vemos.
Escutem, rapazes.
Nada de brigas em meu quarto.
Joe Aiello n�o significa nada para mim.
Mas paguei o aluguel de um m�s e n�o quero que me tirem daqui de repente.
N�o se preocupe, iremos embora no momento que chegar.
Tudo o que tenho que dizer � que deixem isto livre em meia hora.
Ol�, Aiello.
Sr. Brenner.
N�o fui eu.
T�m que acreditar que n�o fui eu.
N�o sei quem foi, mas n�o fui eu.
- Ent�o que me ajude. - Que houve, Joe?
Ningu�m disse que voc� fizesse isso.
N�o temos nada contra voc�.
S� queremos que nos acompanhe e responda umas perguntas, isso � tudo.
Acreditamos saber quem fez isso.
Sim.
Claro.
Vamos.
Pol�cia!
Pol�cia!
Pol�cia!
Tenho certeza informaram o de Farrington,
...e provavelmente sobre Bellard e Limos.
H� algu�m mais nisto al�m de Aiello.
E certamente n�o � nenhum com os que trabalhei.
Escute.
- Que houve? - Escute.
N�o havia cantado desde que mataram Otto Becker.
E que tem isso?
N�o cantava exceto quando ele estava aqui.
Que est� pensando?
Boa noite.
Que houve? Os outros ainda n�o vieram?
N�o, Herr Bar�o.
- Mas chegar�o j�. - Por que ainda n�o est�o aqui?
N�o os avisou?
Brenner e Milbar est�o mortos.
Que aconteceu?
Aiello atirou neles na casa da garota dele.
E quanto a Aiello?
Foram em cima dele, n�o podia escapar, a pol�cia j� deve estar com ele.
Aiello conhece este lugar, n�o deve ser encontrado aqui, C�nsul.
Sim.
Limpem tudo e v�o embora daqui.
Espere. R�pido.
Quanto tempo esteve a s�s com o irm�o dele naquela noite?
Muito tempo.
- Viu o corpo de Becker? - N�o.
Boa noite, Richten.
Boa noite, Herr Bar�o.
Ludwig, leve o Sr. Richten para casa.
Sim, Herr Bar�o. Boa noite.
- Leve-me ao consulado, Ludwig. - Sim, senhor.
- Sim? - Voc� estava certa.
Toda lista de nomes desapareceu.
E o recibo que Aiello deu a ele.
Deve ter entregue tudo.
Saia da� o mais r�pido que puder.
Espere um momento.
- Srta. Harper. - Sim?
Est� presa.
O DEPARTAMENTO DE ESTADO FECHA OS CONSULADOS
Bem, acho que terminou, Fritz.
Que vaia fazer agora, Herr Otto?
N�o sei.
Tenho uma sensa��o de vazio total.
Nem sequer posso pensar.
Herr Otto,
...deveria falar com a Sra. De Relle.
- N�o. - Mas ligou novamente.
Deve se manter completamente fora disto.
Desculpe, senhor.
Est� em casa, senhor?
Para todos exceto para a Sra. De Relle.
Ol�, Richten.
Pegaram todos, n�o � assim?
Todo nosso duro trabalho deu em nada.
Deveria ter dito todos menos um.
- Kareen De Relle. - Aparentemente.
Fez uma excelente interpreta��o, mas j� pode parar.
Sr. Otto Becker.
Demorou muito tempo verdade?
Otto Becker.
O grande patriota americano.
Bem, por que esperou?
Por que n�o disse ao FBI quem �?
Provavelmente lhe dar�o uma medalha!
Fora!
Meu primeiro impulso foi lhe dar um tiro.
Mas decidi que isso lhe transformaria em um her�i ainda maior.
Mas h� algo que posso fazer.
Voc� tirou o nome de Kareen De Relle da lista.
Para tentar salv�-la.
- Vou cuidar para que n�o consiga. - N�o!
Ela n�o fez nada para machucar voc�.
N�o tem nenhuma participa��o em tudo isto.
Nem sequer sabe quem sou.
Se acredita que engulo isso!
Sei por que eliminou o nome dela, por que quer salv�-la.
- Eu o tirei porque... - Porque ela trabalhava com voc�.
Porque fizeram isto juntos.
Fritz.
Pergunte � senhora se pode vir me ver.
- Agora. - Sim, senhor.
Espere.
Hugo...
Tentei lhe ver. Por que n�o me deixou?
N�o era poss�vel. Tive uma semana muito ocupada.
Estive muito preocupada com voc�.
Quem p�de fazer isso? Como p�de acontecer isso?
Por que n�o me prenderam com os outros?
Eles n�o sabem nada de voc�.
Voc� me salvou, verdade?
Tudo sair� bem, n�o deve se preocupar.
Mas lhe expulsar�o, ter� que voltar a Berlim.
N�o, Kareen.
Poder� ficar aqui?
Sim.
E como pode ser isso?
Confie em mim.
Mas agora, v� embora. N�o se preocupe.
Quanto levar� at� que possa voltar a lhe ver?
S� um pouco.
Viu por si mesmo.
Viu que ela n�o tem nada a ver com isto.
Sim.
Isso far� que seja mais doloroso quando for para a cadeia.
Ela n�o fez nada!
Nada que tenha ajudado a nos destruir, isso � verdade.
Mas muito por nos ajudar, Sr. Becker.
O suficiente para que esteja na pris�o bastante tempo.
N�o pode fazer isso. N�o pode fazer isso a ela.
Pensava que ia deixar que os dois vivessem felizes para sempre?
Richten!
N�o importa o que fa�a a ela, ainda ser� deportado...
...junto com os outros membros do consulado.
Eu tenho uma escolha para dar a voc�:
Chegar a Berlim com desonra,
...ou como um her�i.
Algu�m que entrega � justi�a um traidor aos nazistas.
- Que truque � este? - N�o � nenhum truque.
� uma barganha.
Deixe Kareen em paz,
...e eu voltarei a Berlim com voc�.
N�o como Otto Becker, o cidad�o americano,
...mas como o Bar�o von Detner, o nazista traidor.
Est� louco o bastante para fazer isso?
� uma barganha.
Lev�-lo de volta a Berlim, valeria pela liberdade de 50 Kareen De Relle.
Eu lhe vejo no cais.
Espero que n�o pense, Sr. Becker, que qualquer coisa que tenha feito,
...possa significar o fim do nosso trabalho aqui.
N�o, n�o penso.
Mas eu, s� sou um.
Um entre 130 milh�es de americanos.
Que juntos �s boas pessoas de todo o mundo...
...se levantam para acabar de uma vez com tudo o que voc�s significam.
Agora, fora daqui.
Fritz.
Sim, Herr Otto?
Quero que embale algumas coisas para mim.
Aonde vamos?
N�o vamos a nenhum lugar.
- Vou zarpar com o Sr. Richten. - N�o pode fazer isso!
Fritz.
Ningu�m vale tanto para fazer isso, nem a Sra. De Relle.
J� sabe o que far�o com voc�. N�o lhe deixarei fazer isso!
Eu mesmo irei �s autoridades.
N�o, Fritz.
Eu quero ir.
O trabalho est� feito.
Ent�o, Herr Otto, por favor, deixe-me ir com voc�.
N�o.
Pode continuar me servindo aqui.
Quero que cuide da Sra. De Relle.
Ela precisar� de voc�.
Fritz.
Sim, Herr Otto.
E ningu�m tem que saber disso nunca.
E agora v� fazer minha mala.
Fora e fique l�!
Tradu��o das legendas: PARENTE - SERGIPE - BRASIL - 2 2021
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