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DOIS TRAPACEIROS DA PESADA
DIRTY SHAME 2,2 QUILOMETROS
MOEDORA DE FENO PARA FORRAGEM
Senhores
desculpe incomod�-los...
compreendo que n�o � prudente interromper quando
est�o comendo, mas tenho um neg�cio a lhes propor e como
sou estranho aqui n�o sei de que outra forma faz�-lo.
N�o Sr. Quincy n�o fa�a, por favor n�o fa�a.
Estou vendendo este jovem escravo robusto pelo maior lance.
Suba na cadeira Jason.
-N�o por favor Sr. Quincy. -Na cadeira Jason.
Vejam voc�s mesmos, mede mais de 1.90.
E pesa cerca 93 quilos...
n�o sabe ler mas � muito inteligente.
Mas � forte.
E...
aprende logo.
Tem boa disposi��o e boa dentadura,
-e responde pelo nome de Jason. -N�o podemos ver com mais detalhe?
Tire a camisa mo�o.
Tire.
Eu n�o queria vende-lo,
eu o tenho por muito tempo e � boa companhia,
mas necessito de dinheiro e tr�s comidas di�rias.
A culpa n�o � sua
mas tenho que me livrar dele.
Por favor Sr. Quincy n�o necessito
de tr�s comidas ao dia com uma basta.
Acho que esqueci de mencionar que � fiel como um c�o.
-Quem me faz uma oferta? -Talvez eu possa utiliz�-lo.
Eu dou US$ 200.
US$ 200.
J� vi pagarem mais por mulheres e crian�as.
� pegar ou largar.
Eu disse que n�o lhe falta nenhum dente.
Ofere�o US$ 250.
-US$ 300. -Mais US$ 50.
Bom, Mas eu pague quase o dobro por ele.
De acordo Sr. acho que vai ser voc�.
US$ 400.
Nem um centavo a mais.
Mas Sr. um pe�o de 1� categoria vale
-mais de US$ 1000 e voc� sabe. -N�o para mim.
Esta completo.
Tamb�m voc� me obrigou a lhe tirar a camisa.
Sua documenta��o.
Ser� melhor que voc� o prenda at� que eu tenha ido da cidade.
Aguardente do Kentucky.
Boa id�ia, bem.
H� uma cabana de ferramentas atr�s do mercado.
Bem e que espera?
Vamos mo�o.
Sr. Quincy!
Vamos mo�o.
Vamos mo�o.
Sr. Bonner US$ 400 Sr. Bonner.
Por um porco negro que talvez possa
render 30 ou 40 anos de trabalho.
-Sr. Bonner . -Talvez represente US$ 10 por ano.
-Sr. Bonner . -O que foi garoto?
Lembra que voc� me mandou prender o negro no celeiro?
Sim, e o que, esta tentando quebrar a porta?
Isso ele j� fez, a cabana j� esta vazia.
Um momento, o que disse menino?
Fugiu.
US$ 400 por um negro foi barato Henry, mas n�o por uma cabana vazia.
Deus!
-Merda! -Quanto disse Henry?
US$ 10 por minuto.
Acho que vai precisar de uns cavalos Henry,
eu tenho um morto que posso te vender por um bom pre�o.
Uma coisa te direi Jason
outros teriam pago mais, mas nunca t�o f�cil.
Para mim n�o foi t�o f�cil.
Tive que passar por muitos Sr., Sr., Sr., por miser�veis US$ 400.
A julgar por seu aspecto foi muito dif�cil.
� bem verdade.
E ent�o por que pagaram US$ 800 em New Burt;
US$ 850 em Bariunville e quase US$ 900 em King City hein?
E US$ 350 em Belleflower e US$ 425 em Jerico Springs e a miser�vel
quantidade de US$ 275 em Beterhall. Ou�a se lembra daquele cara?
Eu fico com ele.
Eu fico com ele.
A isso me refiro precisamente Quincy,
eu sou o mesmo para vender em cada
ocasi�o.
Direi a voc� o que faremos quando chegarmos ao pr�ximo lugar.
a pr�xima vez trocamos e voc� me vende.
Isso s�ria engra�ado.
O que vamos fazer; preferem sua cor para comprar este ano.
Oh vamos Jason, de que se queixa...
o neg�cio vai bem.
Vamos ver, temos US$ 10.000 em um banco de
Chicago, sem contar o que h� sob a sela de montar.
Ei, vamos dar o fora
certamente j� sa�ram para nos perseguir.
Imagino a cara daquele sujeito.
Espero que possamos atravessar o
rio e chegar ao Kansas antes do amanhecer.
-Ei Quincy? -O que?
Pode me fazer um favor?
Qual?
A pr�xima vez procura evitar que eu
tenha que tirar a camisa em publico.
Eu acho que eles t�m o direito de ver a mercadoria.
Acho que n�o se importa de qu�o humilhante pode ser para mim n�o �?
Claro que me importa, por isso evito que lhe
coloquem os dedos na boca para te contar os dentes.
-Obrigado -N�o tem de que.
Deixa disso, agora � minha vez de montar a cavalo.
N�o, n�o, voc� precisa fazer exerc�cio se olhe esta barrigudo.
Quando lhes dizia que passava fome, temia que pusessem-se a rir.
Bom, ser� melhor que me procure um meio de transporte.
Ou voltamos para New Jersey, onde as pessoas s�o pessoas.
TERRITORIO KANSAS
Oh.
Ei... Quincy... Quincy.
Sim!
Que tal se pararmos para descansar um pouco?
-Acabamos de fazer. -Faz mais de 3 horas.
O que h� de errado?
Comprei um burro para que os dois pud�ssemos ir
montando e hoje est� se queixando mais que nunca.
N�o pode encontrar algo mais suave?
Auh.
Sabe o que eu digo
que � melhor voc� seguir at� a cidade
se eu n�o chegar, voc� pode come�ar
o leil�o perfeitamente sem mim.
Huu.
Fair Shake
-N�o � onde estivemos ontem? -N�o.
Foi Dirty Shame.
-Voc� tem certeza? -Sim, minhas pobres pernas.
Estes vilarejos se parecem com os que j� percorremos antes.
Dirty Shame.
Seward Graves.
Second Beast.
Borrow Time.
-Tem uma lista? -N�o preciso.
E se por acaso errar?
-Eu nunca erro, sou perfeito. -Ohh, me alegro.
N�o seria agrad�vel p�r os p�s em
vilas que j� visitamos acho que
teria p�ssimas consequencias para n�s.
Ou�am, alto.
Que descansem.
Sentados.
V�, v�, que dia t�o quente, para onde se dirigem?
H� eu venho de l�, n�o vale a pena.
Nada vale...
Eles s�o fugitivos, voltamos para o Sul, perseguir fugitivos
� meu trabalho peguei aquele grupo ali em Nebraska.
Plunkett � meu nome, qual � o seu?
Pensei que Nebraska era um territ�rio livre.
Eles tamb�m acreditavam.
Mas o Governo decretou uma lei que um
fugitivo � um fugitivo em territ�rio livre ou n�o.
As vezes eu compro escravos.
N�o esta a venda.
E se lhe oferecesse US$ 200.
Por US$ 200 n�o ofereceria a um tipo como voc�.
Pois, n�o sei, estranha � a vez
que teria que se pagar US$ 200 por um escravo.
-Meu Deus que calor faz. -Tire a m�o da�.
Vazia claro.
E n�o comece com problemas.
Tenho boa mem�ria para rostos Sr.
E eu tamb�m,
o seu j� est� gravado em mim cabe�a,
bom dia.
-Em marcha -Vamos acima.
Jason...
se h� alguma coisa que n�o precisamos � um cavalo careca.
Quincy,
J� acho que recolhemos o bastante
por que n�o voltamos para Chicago?
Nada disso ainda faltam 3 semanas de trabalho no Kansas.
-E por que n�o esquecemos do Kansas? -Do que est� falando?
Missouri j� est� esgotado, tamb�m Kentucky, Tennesse e Maryland
como vamos esquecer o Kansas?
Tenho amigos no leste que nem sequer sabem que existe o Kansas.
Vamos estou falando s�rio.
Eu tamb�m, podemos retornar a Chicago e
recolher nossos lucros e pensar em um novo jogo.
Um novo jogo? este todavia pode nos produzir muito mais.
Este j� est� me deixando muito nervoso Quincy.
Por que sempre fica muito nervoso?
Porque eu sou sempre o miser�vel e encerrado, esse � o por que.
Esta bem Jason.
Se amanh� pela manh� tiver pensando igual deixamos.
Fala s�rio Quincy?
Estas disposto a deixar sem p�r condi��es?
Eu j� lhe disse Jason amanh�.
Enquanto isso trabalharemos naquela pequena cidade ali perto.
Ah, eu suspeitava.
Voc� � um trapaceiro.
Vamos.
Ou�a espere um momento,
n�o vai me deixar montar o cavalo?
Mas que bobagem esta dizendo?
Estamos muito perto da cidade para fazer isso e se algu�m nos visse?
Ei, ei, espere um momento.
Quieto.
VOTE HOJE POR UM ESTADO LIVRE KANSAS
DEPOSITO DE COMBUSTIVEL
Que diabos est� acontecendo aqui?
Estar�o celebrando o 4 de Julho?
-Estamos em Abril. -Bom seria em 4 de Abril.
E uma coisa mais amigos
se a escravid�o existir no territ�rio do Kansas �
pela resolu��o do Congresso dos Estados Unidos
e se tivesse sido a inten��o de Deus de
que os homens negros fossem livres
os haveria feito brancos
mas n�o os fez brancos meus amigos, assim tubo � um bom motivo
e esse motivo foi para a escravid�o,
me criem amigos os negros tamb�m gostam
vejam, vejam amigos
o Escravo e o Amo, um junto ao outro, est�o
contemplando um negro feliz porque tem quem lhe cuida
o pobre feliz e agradecido e apesar do
que digam os que est�o contra a escravid�o.
Demonstra felicidade e gratid�o hein?
Dentes � mostra como idiota certo?
Sim, exatamente.
Brancos e Negros iguais
amigos lhes pe�o que fixem o olhar nessa
triste cena, esses dois homens ali
ambos feitos � imagem do Senhor
ambos os seres amados pelo Todo Poderoso
mas um livre e privilegiado e o outro degradado e sem dignidade
n�o se desespere irm�o sua liberta��o est� perto.
Aleluia irm�o.
Cale a boca.
O Kansas entrou na Uni�o como estado livre.
Certamente tenho que
felicit�-lo por encontrar este lugar t�o
-tranquilo para n�s. -Sem lei do Kansas Nebraska.
apesar dos votos do Missouri e dos Colonos usurpadores.
Perdoe Sr., voc� poderia me dizer...
-Acaba de chegar do Missouri? -Sim.
Aqui est�o seus US$ 5.
-Vamos. -Vamos.
-E se voc� continuar tentando? -Eu estava pensando o mesmo.
Me perdoe Sr. acabo de chegar do Missouri
e acabo de ouvir todos esses discursos...
Tenho a sensa��o de que desta vez voc� estava errado.
Eu queria saber que diabos esta acontecendo aqui.
Pobre homem esta bem, eu vi o que lhe fez esse bruto que
pena, as coisas est�o muito
perigosas por aqui, � perigoso at� andar.
Obrigado Sra., mas se pode
saber por que todos est�o t�o agitados?
Pois vai haver vota��o.
-Vota��o? -Sim!
Para decidir se o territ�rio vai fazer parte da Uni�o de
liberdade como Nebraska ou da escravid�o como o Missouri,
e sabe voc�, tenho entendido que 800 pessoas
vieram aqui do Missouri para votar pela escravid�o
e lhes pagaram US$ 5 a cada um para faz�-lo.
Imagine!
Eu sou contra a escravid�o, acho que
todos os negros devem ser livres, voc� n�o acha?
-Pois... n�o lhe pertence verdade? -Ele, pois sim, � poss�vel que sim.
Mas isso � vergonhoso.
Voc� sabe perfeitamente que Deus quis que todas
suas criaturas fossem livres tanto negros como brancos
ambas as moldagens seguem sua imagem, ambas.
Mas amados pelo Deus Todo Poderoso
mas eu penso remediar o assunto.
Quer dizer que vai solta-lo?
Bom isso era precisamente o que eu pensava fazer.
Oh fa�a!
Oh, por favor eu suplico que fa�a.
Seria t�o maravilhoso se fizesse.
Oh n�o n�o n�o n�o chore por favor
Isso significa que n�o vai vender mais o Jason
alem do rio tal como disse senhor Quincy?
O que quer dizer com isso?
Oh, n�o lhe fa�a caso que esta brincando.
Oh por favor, n�o volte a bater no bom
Jason senhor Quincy eu lhe imploro que n�o me bata.
Mentiu para mim, sim.
-N�o Sra. N�o. -Sim
voc� veio aqui para vend�-lo no leil�o amanh�.
N�o. Mas que leil�o?
Oh, voc� sabe perfeitamente...
agora que voc� zombou o bastante de
mim, eu n�o vou incomod�-lo mais.
Que Deus lhe perdoe.
Suponho que � uma das raz�es de peso que me fez agir assim.
Ela n�o era para voc�.
Pois eu bem que j� acreditava que sim.
Te afanou US$ 5 tranquilamente.
Como, como fez?
Enquanto estava limpando seu
traje recorda seu bonito rel�gio de ouro?
Sim, eu me lembro.
Quando te beijou esta senhora, tem um par de m�os fant�sticas.
-E voc� a� plantado olhando? -Sim.
Por casualidade esse rel�gio era do meu pai?
N�o venha com essa historia,
o roubou de um Pregador ambulante em Lexingtown.
Certo.
Ol�.
Ol�.
H� quarto?
-Oh, ele dorme no ch�o. -Suponho que sim, mas aqui n�o.
Ent�o, me diga onde?
No est�bulo com os outros.
Com quais outros?
Os outros negros, claro.
Oh, claro.
Vai custar US$ 3.
US$ 3 por s� uma noite?
Se n�o quer, h� outros interessados.
Bem, eu j� volto.
-De acordo? -N�o.
Ser� s� por est� noite, veras que n�o �
t�o ruim n�o quer se reunir com sua gente?
Deixe em paz minha gente, celeiros, est�bulos de cavalos, j�
estou farto de que me prendam em currais de escravos.
Vou procurar um est�bulo particular
para satisfazer seu amor pr�prio.
Meu amor pr�prio? hein?
Jason...
Jason, eu preciso de US$ 3.
Pois anda vai procurar isso voc� mesmo.
N�o vou tira-los debaixo do arreio em pleno dia.
Vamos falar claro, quer que lhe de US$ 3 do meu bolso
para que alugue um quarto com len��is enquanto
que eu durmo no ch�o debaixo de um cavalo hein?
-Exato. -V� pro diabo!
Vamos supor que eu durma
contigo debaixo de um cavalo, isso te faria sentir melhor?
Faria me muito mais feliz, claro.
-Jason mas se fosse ao contrario? -Sim, mas nunca � ao contrario!
-Mas e se fosse? -Nunca, sempre o melhor toca a ti!
N�o � a cor da moda desta �poca.
Afrouxe Jason.
N�o v� se esquecer hein?
Voc� me deve.
-De acordo te devo US$ 1.5. S�o US$ 3.
N�o vou pagar a metade de uma cama que n�o me toca.
Me espere aqui mo�o.
Que inc�modo!
V�, s� o que me faltava ver.
Santo Deus, sabe que deu um susto de morte nesse pobre negro.
N�o h� pessoas suficientes dispostas a
acorrent�-lo, que se acorrenta a si mesmo?
Pois o senhor Quincy me disse, Jason esse sou eu,
por que n�o vai para o est�bulo e te p�e voc� mesmo os grilh�es.
Ele disse isso?
Ou�a por que n�o sai de seu esconderijo para que eu
possa ver a pessoa com quem estou falando?
Aqui estou.
Aqui em cima.
Ol�.
Que agrad�vel surpresa!
O que est� fazendo a�?
O mesmo que voc�.
S� que eu mesma n�o ia me acorrentar.
Ent�o quem fez?
Meu jovem Amo, me trouxe a
esta cidade e me vendera no leil�o de amanh�.
Ou�a que gra�a, eu tamb�m vou ser vendido.
� a primeira vez que me vendem,
at� esta manh�, n�o tinha sa�do de minha cidade.
Est� com medo?
Eu te entendo muito bem linda.
Por que voc� fala de maneira diferente?
Diferente?
Tem uma maneira de falar como dos brancos?
Esta � a forma de falar dos negros no Mississipi.
Vou fechar a porta fique a� quieta hein? Quieta.
Quieta.
A� vou eu.
Subo a escada.
J�.
Bem.
Voc� est� melhor?
Como se chama?
Noemi!
Vera como tudo vai sair bem, Naomi.
Voc� vai ver.
-Voc� j� foi vendido antes? -Nossa, linda
tem diante de voc� um perito em compra e venda.
-O que se sente? -Oh, n�o se sente nada,
fica ali de p� e gente te rodeando, te olhando calculando quanto vale.
-E quanto acha que valho? -Voc�?
Vamos ver.
Vamos ver.
Bons dentes US$ 350 ou US$ 400 talvez.
-D�lares? -Claro.
Claro, o que n�o compreendo � algu�m
em seu ju�zo perfeito queira te vender?
Nem eu.
Meu jovem Amo e eu nos criamos juntos
sub�amos nas arvores, brinc�vamos os dois
inclusive nos ensabo�vamos juntos na mesma banheira.
E at� quando foi isso?
At� quando �ramos pequenos, claro.
Meu jovem amo sempre queria estar comigo.
Como � que agora quer te vender?
Meu jovem amo encontrou uma esposa, sabe?
Foi ela quem disse que eu partisse.
Mas ele nunca, nunca me fez nada
eu juro, por que acha que disse isso?
Ou�a, voc� v� algum motivo pelo
qual n�o quer que eu viva na casa com eles?
Hein?
Oh, pode que sim, � claro que sim linda
claro, que acredito.
Onde est�o? Os passarinhos com seu doce cantar
cortados e fritos.
que delicioso manjar
na estrada
na carro�a
na carro�a
o caminho estava ali
na carro�a
na carro�a
na carro�a
a caminho de Albany
na carro�a
na carro�a
na carro�a
a caminho de Albany
na carro�a
na carro�a
na carro�a
a caminho de Albany
Quer me dar isso o que est� fazendo?
-V�em aqui dentro. -Ah!
Pode se saber o que pretende voc� com isto?
Veja sua pergunta que audaz, como se
voc� n�o tentasse roubar minhas cal�as precisamente.
-Essa coisa s�o suas cal�as? -� obvio.
Bom, n�o vai acreditar que eu estava tentando peg�-la?
Que outra explica��o a Srta
pode me dar, acaso esta aqui por engano?
Est� bem eu direi a verdade.
Um desconhecido me obrigou a faz�-lo e
neste momento esta fugindo, enquanto
voc� fica fazendo falsas acusa��es.
Meu Deus.
Mas Srta. n�o se lembra de mim?
Pelo que vi at� agora, n�o lembro de nada?
E agora?
Oh sim!
Hoje revistou tantas vezes meu bolso, mais que eu mesmo.
Tem raz�o.
Pode lhe ocorrer um motivo
valido para que eu n�o a fa�am prende-la?
Sim, eu poderia dizer ao xerife o que eu li
sobre voc� e seu escravo, no Tennessee.
-Meu nome � Ginger e o seu �? -Quincy Drew.
-Encantada s�rio. -Encantado.
Ou�a voc� esta como no dia em que nasceu,
n�o lhe parece que faz frio, n�o pensa em se vestir?
Ou�a Ginger eu gostaria de falar contigo e se jantarmos juntos?
Quem paga?
Pois eu, se me devolver meu rel�gio de ouro.
Sinto muito j� o empenhei.
E que tal aqueles meus US$ 5?
Direi a voc� o que vou fazer,
por US$ 5 te compro o que restou desse banho.
Mas se j� usei.
-Vai primeiro. -Se n�o se importa?
US$ 5 trato feito?
Eu lhe dou a metade por US$ 250.
Aceito.
Na carro�a
Na carro�a
Na carro�a
a caminho de Albany
Hoje venda leil�o de negros de qualidade s�
em dinheiro McGrath & filhos leiloeiros
Jason...
-est� a� dentro? -Onde quer que esteja, com o gado?
Pois, se prepare, por que venho te p�r o embornal.
V� n�o me diga que al�m de me facilitar o impressionante
paisagem do traseiro de um cavalo, agora este antigo e
modesto estabelecimento proporciona suculento caf� da manh�.
Louvado seja Deus Sr. Quincy, n�o h� ningu�m
que trate melhor seus pobres negros.
Jason.
Trazendo toda esta comida para que eu n�o morra de fome.
Jason, Jason.
Isso demonstra ter um cora��o muito grande.
Sim Sr. Jason, deixe, ela sabe de tudo.
N�o deixe ele falar nesse tom, Faz o muito bem.
O que ela sabe Sr. Quincy?
Quem somos.
Isto � maravilhoso.
Uma honra entre ladr�es.
Honra entre...?, mas se te roubo o rel�gio.
Sem mencionar os US$ 5.
Ficou assim pela manh� at� que tomou seu caf�.
Quincy tinha a obriga��o de me consultar.
Jason, ela j� sabia sobre n�s.
Guardarei um bom posto no leil�o para voc�.
Ah, boa sorte Jason.
E agora que?
N�o se preocupe, tenha confian�a nela.
Vamos Quincy, ela � pelo menos mais safada que voc�.
N�o seja rid�culo.
Quincy acredita?
Ou�a n�o quero brigar contigo, falaremos disso, mais tarde.
Ou�a espere um momento.
Tem que comprar algo para mim.
O que?
Uma garota.
Uma garota?
Que garota?
Uma que conheci.
Ei espere desde quando tenho que cuidar de suas putas?
N�o � uma puta.
Ent�o por que tenho que compr�-la.
Porque pertence a outra pessoa.
Quer dizer que � uma escrava?
-Ainda existem algumas sabe? -O que?
E quando...?
quando a conheceu?
Ontem � noite.
Estava acorrentada l� em cima.
Oh Jason.
J� refletiu a respeito disto? Voc� j� pensou nisso?
Quincy, n�o quero me casar com ela, s� quero compr�-la isso � tudo.
V� isto se que for bom, Jason, nosso neg�cio
ap�ia-se em vender pessoas n�o comprar.
N�o me importa quanto custe Quincy, quero t�-la.
N�o � m� id�ia sabe? Podemos vend�-los como casal.
Esque�a.
Mas os casais se cotam melhor.
Ou�a fechamos o trato j� n�o se lembra?
Como?
Se lembra o que falamos ontem no caminho?
-Bom, caramba. -Bem, esta feito.
Deve levar US$ 1000.
Pelo amor de Deus voc� acha que custa tanto?
Espero que n�o o dinheiro � meu.
-Bem e quanto restou? -Uns US$ 6500.
Em fim, espero que tenha pensado em
algum novo truque, ainda sou jovem para me aposentar.
Oh sim, j� me ocorreu algo.
Algo que voc� tenha que correr o risco, para variar.
Ser� nossa �ltima partida amigo, que seja a melhor.
Ah ou�a Jason.
Sim?
N�o acha que deveria me dizer, para que eu saiba o que voc� quer.
S�cio, ser� muito f�cil voc� adivinhar.
Lote numero sete, uma escrava domestica, f�mea.
Seu nome Naomi.
Idade 22 anos, sabe servir a
mesa e tem um excelente car�ter em todos os aspectos.
US$ 400.
A primeira oferta � de US$ 400.
400, 400, 400400400 pela escrava.
400 por uma escrava.
400 por uma escrava 400 quem d� US$ 500?
400 quem d� 500? d�o 500?
400 h� algu�m que de 500?
400 dole uma, vamos animem-se
senhores 400 n�o h� ningu�m que de 500?
Essa � que eu chamo de uma garota bonita.
US$ 500.
-500 quem d� 600? -O que esta fazendo?
-US$ 600. -US$ 650.
650.
-Quincy. -650 hein.
Anime-se, pode guardar um segredo?
N�o, mas me diga isso de qualquer maneira.
Amanh� � o anivers�rio do Jason
e quero lhe dar um pequeno presente.
700.
N�o imaginava que fosse t�o condescendente com os amigos.
750.
Para que serve o dinheiro? Dou US$ 1000.
Me perdoe Sr. disse US$ 1000?
Exato Sr. US$ 1000.
Vendida por US$ 1000 � vista dirija-se ao caixa.
Volto em seguida.
N�o, n�o ha pressa, tenho algumas coisas que fazer.
Mas n�o demore hein, � prov�vel
que tenhamos que sair da cidade na correria.
Certamente gastou muito
dinheiro por essa miser�vel garota meu amo.
N�o se preocupe mo�o, estou seguro de que vale.
Sim.
O lote numero 7, a f�mea.
Sim Sr. US$ 1000 em dinheiro o Sr. Courtney tem os documentos.
Aqui est�o.
Ela...
ela gosta de p�es com manteiga.
Aqui esta Sr. Courtney seus US$
1000 menos os 15% por comiss�o mais gastos.
Vendendo seu lote fica aqui hoje para concluir.
Sras. e Srs. seu lote numero 8, um escravo de of�cio,
masculino, responde pelo nome de Jason, idade 31 anos
foi educado para construir moinhos e � barbeiro,
entende perfeitamente o manejo de cavalos
n�o sabe ler, mas pode estampar sua assinatura,
mas poucos lhe igualam em honradez e fidelidade.
US$ 750.
A primeira oferta � de US$ 750, vamos Srs. n�o h� quem de mais?
US$ 800.
US$ 800, por um escravo US$ 800 US$ 800 por
-um escravo, vamos Srs. animem-se. -US$ 900.
US$ 900 por um escravo vamos Sras. e
Srs. a cifra redonda, algu�m da mais?
Eu no seu lugar n�o me meteria nisto, Kutler.
� um leil�o publico Williams.
-US$ 1500. -US$ 1600.
US$1700.
-US$ 2000. -US$ 2000?
US$ 2000.
-US$ 2100. -US$ 2200.
-US$ 2300. -US$ 2400.
Voc� est� procurando isso Sam Kutler.
� para te vingar do cavalo que te tirei das m�os no leil�o.
� sua vez Williams.
-US$ 3000. -US$ 3100.
US$ 3200. -US$ 3300. -$3500.
Bom, este me parece um pre�o justo Williams pode ficar com ele.
Te venci outra vez.
� melhor pensar em algo que eu n�o possa comprar kutler.
N�o seja imbecil Willians,
vim a este leil�o sem um centavo em meu bolso.
US$ 3500 �s 1; US$ 3500 �s 2; US$ 3500 �s 3
� John Brown em pessoa.
Tem certeza?
Eu estava em Wotobotanny no
dia que matou cinco homens a sangue frio.
Escuta-me o Israel
como seus filhos foram libertados da escravid�o
tamb�m meus filhos v�o conhecer a liberdade
filhos meus de agora em diante e por todos os tempos
ser�o livres.
Livres!
Livres!
Somos livres!
Jason!
Vamos!
Maldito seja o homem que tente nos seguir e nos alcan�ar!
Pois com toda certeza tal homem
ser� entregue tal dia a seu criador
na nova Jerusal�m.
Ginger.
-Ginger. -Ei est� chamando?
Ou�a, viu entrar correndo uma garota bonita?
Sim, certamente Billy, faz 14 anos
ap�s houve certa escassez.
Se vir uma lhe diga que saia
Correndo o mais depressa que puder hein?
E obrigado pelo uso do est�bulo.
Pode ficar com o burro.
-Voc� � muito bondoso Billy. -N�o me chamo Billy.
Voc� fala meu idioma chefe?
Eu disse que cara p�lida, n�o precisava
se preocupar em se apressar para chegar aqui.
Ol� Quincy.
Ol� Quincy?
Te assustei?
Quincy.
Por favor cale-se durante alguns minutos.
Oh sim claro.
N�o esta ressentido certo?
-N�o estou, n�o. -Sim esta.
Eu sei quando est� ressentido.
-Ou�a, fala, fala como um �ndio. -Voc� gostou?
Onde aprendeu?
Oh, eu inventei.
N�o diga.
Sim, em toda a frase n�o havia uma s� palavra que fosse ind�gena.
Incr�vel.
A n�o ser que tenha uma solta por acaso.
Anda, repete outra vez.
-N�o quero faz�-lo. -Vamos repete outra vez.
-N�o. -Anda de novo.
Esta bem.
Eu gostei mais antes.
O que quer dizer?
Que esteve melhor antes.
Porque foi pego de surpresa, n�o esperava.
Pois sim, ou�a por que n�o se aproxima por tr�s como fez antes?
-Como? -Anda Jason.
Voc� continua fazendo o que estava fazendo certo?
Ok, eu vou fazer o meu papel perfeitamente, descuidado.
-E agora esque�a que estou aqui. -Esta bem.
Ah, Quincy!
Voc� viu.
Estava ressentido.
Bom e o que esperava hein?
Tenho percorrido todo o maldito territ�rio te procurando
preocupado do que p�de ter acontecido como escapou?
Esses fan�ticos n�o esperavam que ningu�m escapasse.
Assim quando cruzamos um campo ind�gena de
milho bem alto me atirei com o carro em marcha.
E essa roupa?
Os �ndios n�o sabem manejar as cartas.
Ah, acho que perco o tempo me preocupando com voc� certo?
Sim.
Ei.
-E a garota que comprou? -Suponho que estivesse a
-salvo enquanto se afasta do Kansas. -N�s tamb�m.
Ou�a Jason o que te parece se nos partimos do Kansas agora mesmo?
Oh s�cio, isso seria o mais acertado.
Antes de que escure�a podemos estar no Missouri,
-h� um par de cidades l�. -Basta Quincy.
Basta Quincy, vejamos o que perdeu no Missouri?
Voc� disse que queria sair do Kansas.
H� muitos lugares que n�o s�o Kansas.
Se olhar em um mapa vera que o Missouri
est� em linha reta com Chicago.
Ah � in�til Quincy concordamos que o deixar�amos.
Tamb�m concordamos fazer a �ltima opera��o.
J� fizemos!
Saiu errado.
E n�o foi por minha culpa.
N�o quero correr mais riscos.
De que riscos esta falando? agiremos por uma
se��o do Estado pela qual nunca fomos.
Nem pensar Quincy? Nem pensar.
Tomaremos o caminho mais longo.
Ent�o ira sozinho.
E voc�?
Antes eu j� fui sozinho.
Se assim forem as coisas vamos dividir os lucros.
De acordo
Segundo meus c�lculos descontando os US$ 1000 que te devo
mais os US$ 3 que voc� me deve, ficaria US$ 2253
-que corresponde por minha parte. -Esta bem deixe esses US$ 1000 hein?
O que nos aconteceu l� aconteceu com os dois.
Nada disso Quincy, uma d�vida � uma d�vida!
Pois est� d�vida esta cancelada!
Obrigado.
E voc� esque�a dos US$ 3.
Obrigado.
O que � isso?
N�o sei
Querido Quincy de hoje em
diante ter� que se banhar sozinho, abra�os Gina.
Mulher filha da puta.
BITTER END 6.5 km
Por favor Sr. Quincy, eu,
eu n�o necessito de tr�s comidas di�rias
com uma basta, � mais que suficiente.
Acho que esqueci de mencionar que � t�o fiel como um c�o.
Quem me faz uma oferta?
Eu dou US$ 200.
US$ 200?
Conforme fiquei sabendo em Charleston por
um pe�o do campo como este pagam US$ 2000.
Eu o adverti faz tempo que
poucas vezes pago mais que US$ 200.
E se por acaso esqueceu, meu nome � Plunkett e trato com escravos.
Ou�a se equivoca Sr. nunca nos vimos.
Eu tenho uma boa mem�ria para rostos.
Eu avisei.
Se para voc� US$ 200 n�o parece muito dinheiro
eu conduzo para o Sul um grupo de negros
acorrentados, n�o � um bom neg�cio, a 3�
ou a 4� parte, morrem pelo caminho.
Por favor amo Quincy,
eu n�o quero ir com ningu�m mais
que com voc� essa � a pura verdade.
Bom esta bem Jason,
acho que se este � o seu desejo, devo respeit�-lo.
Sinto muito, mudei de ideia.
N�o h� venda.
Ou�a Sr.
Por que tanta pressa?
Esse homem lhe ofereceu US$ 200.
E eu lhe dou US$ 300.
Pois � um pre�o razo�vel ningu�m em seu ju�zo normal pagaria.
US$ 400.
US$ 400?
E o Sr...?
N�o, acredito que n�o.
Acredito que passo.
Mencionei que tem toda sua dentadura intacta?
Vendido por US$ 400.
N�o tem direito a me vender dessa maneira
Amo Quincy nunca Lhe fiz nada de mau.
Voc� � um negro ingrato.
Quietos, quietos todos.
-Vai ser divertido. -Eu aposto no branco.
Feito.
US$ 5 no branco e US$ 25 no negro.
-US$ 100. -Voc� � um idiota ou enlouqueceu?
O que aconteceu?
-US$ 100 mais. -Deixa isso a�.
Acerta ele, acerta ele.
Afastem-se.
Corra Jason, vamos sair daqui.
A� est�o xerife, detenha-os.
Quietos a�.
Eu comprei esse negro legalmente e tenho os documentos que provam.
Acreditava que ia sair assim hein?
Ningu�m pode enganar Henry B. Bonner .
Ele tem raz�o Sr...?
Sim � verdade o Sr. Bonner o comprou legalmente.
-Sim, � obvio que sim. -Ou�am esperem um momento xerife.
Vera voc� eu tamb�m o comprei
agora mesmo e estes Srs. s�o testemunhas.
Sim xerife, � verdade, tal como disse.
E concordamos que pagaria US$ 400 por ele.
Isso � o que paguei por ele.
Vamos ver que diabos devo fazer agora?
O Sr. Bonner tem prioridade xerife segundo a lei.
Quer me ensinar as leis?
Com sua permiss�o xerife, acho que sei como
arrumar este assunto rapidamente.
Estou ouvindo.
Bem, j� que estou disposto a pagar Us$ 400 por esse negro por
que n�o pago ao Sr. Bonner e
-assunto acabado? -Pois n�o sei?
Oh vamos, n�o quer fazer isso voc�,
fique voc� com ele � seu direito.
Sr. vamos fechar o neg�cio.
Ainda n�o.
-Bem, acredito que j� � seu. -Obrigado xerife.
N�o me toquem, para tr�s, n�o me toquem!
Eu n�o sou um escravo, sou livre como voc�s,
ouviram-me, nasci livre, n�o sou um escravo!
N�o se aproximem ningu�m, que ningu�m me toque, fora, Quincy!
Pelo amor de Deus diga algo Quincy,
diga que n�o sou um escravo, diga que n�o sou um escravo!
De cabe�a com ele, Lhe atiremos de cabe�a, atirem.
Agora voc� � livre negro.
-Quincy Drew, tem uma visita. -Sim.
Sua esposa est� aqui quer lhe ver.
Esposa?
Minha esposa?
Ol� Quincy!
Sou eu!
N�o vai me dar um beijo?
Saia daqui.
N�o Quincy, n�o fala s�rio, depois que vim de t�o longe para v�-lo.
De o fora!
J� viu?
Beije sua esposa Quincy antes de que se arrependa de ser o marido que �.
Por favor Quincy, s� uma vez, por nosso filho.
Vamos beije-a.
Por todos os diabos.
Ginger mas o que faz? Ginger basta j�, basta.
Sinto muito Sra. �s vezes se voltam como feras
ao estar isoladas sem contato humano.
Oh n�o, sempre se comportou assim comigo.
-Bom, adeus Quincy. -Sim, adeus, esta bem.
Oh Quincy.
Mas, mas que diabos te passa, basta, pare, tire suas m�os de cima.
-Voc� prometeu. -Leve ela daqui vamos leve ela.
Mas dizia que me amava,
-eu disse tamb�m. -Louca.
Queria um filho, partiu e n�o voltou mais.
-Vamos, vamos. -Me deixou abandonada malvado!
Esta louca!
Louca desprez�vel.
J� se foram.
Que o diabos os leve.
Eu havia chegado a Salinas, oh!
Quando eu descobri o que tinha acontecido com voc� e Jason.
-Saiu em todos os jornais. -Sim?
Oh Quincy, me senti uma malvada.
Vamos, vamos, n�o foi sua culpa.
Jason tentou me convencer de deixar o neg�cio
e n�o o escutei.
Como de costume sempre acabo lhe persuadindo.
A 1� vez que lhe conheci o enganei vendi um cavalo.
E que tem de especial nisso?
Era do xerife.
Entendo.
Depois voltamos a nos ver em Dray Brong Pensilv�nia
tinham lhe prendido por vender mapas de
tesouros falsos e eu estava l� dentro por minhas
-afei��es �s artes Orientais. -Que afei��o?
Adivinhava o futuro em uma bola de cristal.
Dedicamos o tempo a nos treinar incansavelmente.
E ao sair da cadeia n�s fomos juntos da cidade.
E ap�s se dedicou a lhe vender?
Oh dem�nios n�o, tentamos todos os truques que existem.
Fizemos de tudo:
Agiota.
Ladr�es de carteira.
Falsificadores.
Oh meu Deus!
Venda de terras falsas, chantagem, fraude, mil armadilhas.
Nem sequer recordo a metade, mas at� que descobrimos o potencial
de sua pele negra come�amos a ganhar tanto dinheiro.
Voc� vai atr�s dele?
Acho que sim.
Pode levar anos para encontr�-lo.
Portanto, eu n�o tenho nada melhor para fazer.
Nem eu.
Por que esta dizendo isso?
Posso ir contigo?
Sabe, n�o tinha o direito de nos tirar at� o �ltimo centavo.
Eu devolvi quase tudo n�o �?
� verdade, mas como voc� pode fazer, depois de...?
Depois do que aconteceu?
Mas o que aconteceu?
Como o que aconteceu, voc� sabe bem o que aconteceu?
Bom, nos divertimos.
Nos divertimos?
� o quanto significa para voc�?
O que h� de errado com a divers�o, � sempre melhor do
que ter dor de dente ou uma perna quebrada?
Suponho que n�o lhe ocorreu pensar que melhorava meu conceito de ti.
Como ia imaginar que a 1� vez que te
conheci, te roubei o rel�gio de ouro.
-A 2� vez suas cal�as. -Mas isso foi antes
foi antes de nos conhecermos.
Oh, o que tem isso?
O que tem isso?
Te juro Quincy, que apesar de ter
roubado seu dinheiro, n�o tenho nenhuma
cr�tica adversa a sua virilidade.
Devo confessar que ficou muito bem naquela banheira.
Muito bem.
E no dia seguinte acreditei que tudo tinha terminado.
Eu nunca disse que tinha terminado.
Os homens n�o dizem, s� come�am a se mostrar
antip�ticos at� que algu�m come�a a se dar conta.
�!
Eu vou deixar.
Vai me deixar que v� contigo?
Sabe? Nunca trabalhei com um parceiro.
J� � hora de come�ar.
De modo que tenho que te acompanhar at�
que encontre seu antigo s�cio.
Eu descobri algo.
-O que? -Que � muito mais bonita que...
E mais suave.
-Faz c�cegas minha barba? -Sim mas eu gosto.
-Ei. -O que?
Me promete que n�o me roubara nada?
N�o.
Acho que podemos continuar por meia hora mais
e depois come�aremos a procurar o Jason.
Vamos arrastar os p�s.
A cabe�a alta, os olhos baixos, todos em fila, depressa.
Bom dia Sr. Calloway, Bom dia, Srta. Elizabeth, Srta Emily.
Ei, que tipo de negro necessita, para casa ou o campo?
Para a casa.
Para casa vejamos o que tenho...
J� n�o preciso mais de voc� Simon, me mande o Sr. Bass.
Aqui temos estes.
Aqui est�o dois negros para a casa
Sr. Calloway, marido e mulher, s�o de primeira.
Compre-os em um leil�o em San Louis, pertenceram
a uma vi�va rica que n�o tinha com quem
deix�-los e me custaram muito caro eu garanto.
Plunkett, duvido que algo tenha Lhe custado caro na vida.
N�o havia me dito, que como eram para
a casa me custariam mais caro que os pe�es.
Ah lhe digo a verdade Sr. Calloway.
Se voc� diz.
Se os encontrar mais baratos em outro lugar, compre-os.
Olhe para suas m�os. Vamos mostre suas m�os.
Eu lhe disse que n�o era pe�es.
Quanto quer?
Com o cora��o na m�o Sr. Calloway, paguei
US$ 1500 pelos dois como casal, mais comida e cuidado
por dois longos meses at� que os trouxe aqui, do Texas,
sem contar os cinco que perdi pelo caminho por enfermidade.
-Quanto Plunkett? -US$ 1000 por cada um.
-Eu dou US$ 700. -Mas se j� me custaram mais.
-US$ 800 � minha ultima oferta. -US$ 900 e trato feito.
Feito.
-Solte-os. -US$ 900 pela garota, Sr. Bass.
Mas, espere um momento, e o homem?
N�o preciso dele.
Mas n�o acha que vou separ�-los n�o � s�o marido e mulher.
Plunkett, voc� venderia a sua pr�pria esposa s� para negociar.
N�o, a minha esposa n�o, n�o seria correto.
Esta bem, eu fico com ele, por US$ 800 de acordo?
De acordo.
V� ver o administrador e cobre.
Obrigado, Sr Calloway, andando, lhe
transmita minhas sauda��es a Sra. Calloway.
Antes me cortaria a l�ngua.
Este � o Sr. Bass, nosso capataz.
Sou um homem justo e procuro n�o dar motivos de queixa a meus negros
mas se em algum momento, acharem que s�o
vitima de uma injusti�a, diga ao tio Abram
� o encarregado do im�vel.
e ele decidira se ter� que me dizer isso ou n�o;
Sr. Bass, lhes mostre seu alojamento.
Vamos.
-Sr. Calloway. -Ei!
-Um momento. -Esta bem Bass.
Me perdoe Sr. Calloway, mas cometeu um terr�vel engano
� evidente que voc� � um homem justo, e por ser
um homem justo compreender� a terr�vel injusti�a
que foi por parte desse sujeito o Sr. Plunkett.
N�o sou escravo Sr. nunca fui escravo, nasci como
Jason O'Rourke no Garden Stadium, New Jersey;
onde a escravid�o foi abolida h� quase 4 gera��es.
A forma como ca� nas m�os do Plunkett e
cheguei a este lastimoso Estado � uma historia
t�o vil e s�rdida que ningu�m pode imaginar.
E como voc� j� conhece o Plunkett, n�o h� mais que falar.
� o mais curioso que ouvi em mim vida.
Espero que me permita lhe reembolsar seu
dinheiro gasto e mais um
pequeno lucro por ser t�o justo e compreensivo.
Malditamente extraordin�rio que jamais ouvi,
nunca falar assim um negro.
� que em New Jersey, tamb�m somos pessoas.
Se eu voltar a ouvir isso lhe estouro essa cabe�a negra.
Entendeu mo�o?
Sim meu Amo.
Sim Senhor.
N�o, eu duvido muito que tenha entendido.
Sr. Bass, ser� melhor que o fa�a entender.
levantem-no atirem para c�.
Com for�a, levantem-no,
levantem-no mais para c�, assim vertical.
Se encarregue voc� Leroy.
Para que esta merda de gente fa�a as coisas
bem, tem que se encarregar pessoalmente.
Em que posso lhe ajudar Capit�o?
Sinto lhe incomodar Sr. Penneypaker sou o
Doutor Moneyjob do corpo medico do exercito USA,
e est� � minha ajudante a enfermeira Bloodhead.
Sra.
Chegou aos ouvidos do exercito que
voc�s estiveram utilizando escravos,
para coloca��o de sua linha telegr�fica.
E o que esperam que eu fa�a? tenho que conectar
Memphis com New Orleans antes do fim de
ano, s�o mais de 970 km de cabo Capit�o!
Que diabos espera que o exercito utilize uma equipe de putos bonitos?
Sr. Penneypaker n�o � necess�rio usar essa linguagem
diante de Bloodhead auxiliar de enfermagem! Voc� n�o acha?
Me perdoe Sra.
O ex�rcito, n�o se importa que voc� use escravos, Sr. Penneypaker.
O que n�o quer o exercito � que use escravos infectados.
Infectados?
-Infectados de que? -De peste Sr. Penneypaker.
-De peste, que peste? -A peste espasm�dica de pulm�o.
Que me pulem todos os diabos!
-Sr. Penneypaker. -Me perdoe Sra.
Felizmente, estamos aqui para isolar o portador dessa mortal enfermidade!
Que de acordo com os nossos relat�rios,
foi vendido por um tal Plunkett.
Plunkett?
Ah lhe conhece?
Se o conhe�o, comprei um negro dele faz apenas um m�s.
Ouviu enfermeira, poderia ser o que procuramos.
Ah Capit�o Moneyjob, seria maravilhoso, se
pud�ssemos conter essa espantosa epidemia.
Se for o homem que procuramos Sr. Penneypaker,
temo que teremos que coloc�-lo em quarentena
at� que chegue o soro de Washington.
Em outras palavras Sr. Penneypaker ser� inconveniente que levemos ele?
Inconveniente? Esse filho da puta de sua m�e negro filho de...
Sr. Penneypaker!
Perd�o Sra.
Nos indique, por favor de que escravo se trata!
Ei sim, � aquele ali, sim.
Ei, mo�o!
Ei, mo�o!
Filho da puta.
Tome cuidado!
Que diabos � isso?
Fede como uma carni�a envelhecendo ao sol.
� um bom rem�dio.
Vai curar e ajudar sua pele ficar como couro.
N�o quero ter a pele como o couro.
� necess�rio especialmente nas costas.
Quem s�o eles?
Ned e Viney, vieram ajudar.
-N�o necessito de ajuda. -Mais que ajuda necessita de li��es.
-Que tipo de li��es? -Para ser escravo.
Est� louca?
Pode ser que saiba muito de neg�cios, mas n�o sabe se comportar.
N�o quero que voltem a te machucar Jason.
Est� tudo bem, tudo bem, eu ouvi!
Bem primeiro Jason, que deve lembrar, � que ao
terminar seu trabalho, deve procurar te perder de vista
o segundo, trabalhar, mais n�o rapidamente
se te apressa em terminar muito cedo seu trabalho,
e ent�o, veras que depressa lhe p�em a trabalhar em outro.
Me esconder depressa depois de trabalhar, que outra coisa mais?
E n�o fale muito Jason.
-S� Sim Sr. -Sim Sr.
N�o Sr.
-N�o Sr. -Como se isso bastasse.
E jamais olhe um branco nos olhos, sob nenhuma circunst�ncia.
N�o h� nada que irrite um homem branco,
como que um negro o olhe diretamente nos olhos.
� verdade Jason.
E onde diabos tenho que olhar?
N�o do ponto de vista do velho Abram.
� o �nico, que lhe permite falar, sem que lhe fale primeiro.
Abram.
Sim Sr.
-Mais pur� de ma��. -Sim Sr.
Srta. Emily, n�o conseguira nada passando
a verdura de um lado a outro de seu prato;
porque n�o pode levantar da mesa at� que n�o tenha terminado.
E voc� sabe.
Mam�e, diga ao tio Abram, que deixe de me chatear.
Emma, Linn, querida, ao tio Abram s� lhe interessa o seu bem estar.
Mam�e, o que acha que interessa ao Jason?
Cale-se Elizabeth.
-Oh! -Ai, meu Deus!
Jason, v� ao celeiro e traga um pouco de folha de tabaco.
E se assegure de que esteja seca porque o
Sr. Calloway, n�o gosta de fumar folhas verdes.
ao Sr. Calloway, n�o o gosta de fumar folhas verdes
Talvez gostaria de fumar coco preto de burro!
Ao Abram s� interessa seu bem estar.
Mam�e, o que voc� acha que interessa ao Jason?
Abra.
Esse � o grupo de caipiras mais imbecis que j� vi em mim vida.
Essa garota assanhada.
Deus Todo Poderoso.
Meu Deus!
Canibais.
Canibais!
Canibais!
-� o fim do mundo? -Canibais!
-Jason o que aconteceu? -O celeiro est� cheio de canibais.
N�o me ouviram, alguns colecionadores de
cabe�as tomaram conta do celeiro!
Ter� visto os Songhais!
Quem diabos s�o os Songhais?
-De onde vieram? -De onde viemos todos n�s menino.
Da �frica.
J� n�o trazem mais Africanos, faz 50 anos que isso � contra a lei.
Pode ser, mas continuam trazendo-os.
Eu sei muito bem, trazem-nos atrav�s de Charleston.
Acha que entendem o que dizemos?
Nada, n�o entendem nada, s�o os negros
mais est�pidos que vi em toda minha vida.
-O que quer dizer? -Olhe.
Passam a noite agachados e nus como se fossem frangos.
Nunca dizem nada, nem sequer entre eles,
embora se os a�oitem, nunca separam os l�bios.
Como os chamou Ned?
Songhais, assim � como chama-os o Sr. Calloway.
-E o que significa? -� sua regi�o.
Como Viney e eu que somos de Gulach.
e o velho Abram, que � de Lawsantee.
E voc� Jason, de onde �?
De New Jersey.
New Jersey
Ei espere um momento Ned.
Sabe, continuo sem entender, se n�o servem para nada,
para que o SR. Calloway os comprou.
Eu n�o disse que n�o servem.
� claro que servem.
Para que?
S�o meio cavalos, e dizem entender muito de cavalos.
J� os veras quando come�arem a treinar
um Cimarron rec�m chegado da montanha.
A lepra � a enfermidade conhecida, mais temida pelo homem.
Provavelmente n�o, � a mais contagiosa!
Existe o caso hist�rico do leproso que
contagiou toda a regi�o do Parlimane.
Eu nunca tinha ouvido falar.
Pois � um fato.
E quais s�o seus efeitos Reverendo?
S�o muito horr�veis para explic�-los.
Oh, meu Deus, ent�o, n�o diga.
Primeiro a pele fica escamosa e logo adquire um horr�vel, tom verde.
Bom, aqui, n�o temos nenhum negro escamoso verde...
Isso ocorre no final do processo.
O Jason, n�o ha chegado a tal extremo ainda.
O que me olhava Reverendo?
Oh, nada, nada.
Ei, a� vem o negro que comprei do Plunkett.
Quieto, quieto Hernie.
Aqui esta.
Oh n�o se mova.
Tire seu chap�u mo�o.
Este � ele.
-� ele? � ele que procuram? -Acalme-se Sra. n�o � ele.
-Ah obrigado meu Deus. -Amem! Amem!
Eu acho que deveria fazer um
reconhecimento enfermeira para ter certeza.
-Para ter certeza do que? -De que n�o tenha sido contagiado.
Contagiado?
Pois o que quer dizer com isso Reverendo, acha que � poss�vel?
Com licen�a.
Pois n�o tem apar�ncia de estar contagiado.
Essa � uma das dificuldades do 1� per�odo
�s vezes os sintomas aparecem mais tarde.
Tussa, por favor.
Excelente.
Inclusive �s vezes passam anos antes
que se manifeste esta enfermidade, mas quando ocorre j� � muito tarde.
Uma vez conheci um homem t�o saud�vel como voc� e eu
mas saltou da cama uma manh� e assoou o nariz...
Enfim, se est� contagiado, ainda � cedo para comprovar.
Acho que devemos nos p�r a caminho.
N�o se preocupem acho que h� 50 % de probabilidades de que esteja bem.
Leve isso Hernie n�o quero que
fique por aqui nos contagiando a todos.
Anda v�.
Sr. Maynard, se esse homem tiver que contamin�-los j� o tem feito.
Nesse caso todo seria in�til desgra�adamente.
Tem que haver alguma coisa?
-Ai! -O que aconteceu?
-Tenho algo aqui n�o �? -N�o, n�o n�o � nada absolutamente.
Acho que j� � hora de partir.
E quero que saibam que acredito que estou quase seguro,
quase seguro de que voc�s n�o tem motivos
grandes de preocupa��o.
Espere, espere n�o podem fazer algo para lhe curar?
Pois.
-Temo que n�o. -H� algo, seguro que h� algo n�o �?
Se estiverem convivendo com uma col�nia
de leprosos, como � que n�o se contagiaram?
Temos um soro.
-� uma quest�o de quantidade. -De que soro esta falando?
� um soro que � feito...
Esta muito escasso � muito caro e o necessitamos.
Pois nos d�em um pouco.
-Eu bem queria Sr. Claggart. -N�o, � imposs�vel.
Apenas restou soro para a Col�nia.
Eu pago o quanto quiser?
Sr. Claggart, o dinheiro n�o tem valor para os cervos de Deus.
Ou�a, quero que me de esse medicamento, pago o que for.
Ha uma possibilidade entre duas que n�o necessite.
Eu n�o confio na sorte, quero um pouco agora!
Um momento por favor.
O que diz?
O que aconteceu?
Acho que necessitaremos de dinheiro,
para construir uns novos dormit�rios para a Col�nia.
Quanto quer?
-Eh! -Quanto quer?
S� US$ 500.
-US$ 500, mas! -Paga-os, pague agora mesmo!
Ai! N�o ha US$ 500.
-V� busc�-los! -Espere ai!
Pegue.
Gostariam de sair daqui?
O que dizem?
Escapar.
Escapar.
livres
O M�xico esta s� a 320 km daqui.
� in�til.
N�o me entendem nada.
Nem uma palavra, nem uma silaba.
Bem.
Esta bem.
Tentemos escapar.
Escapar.
Escapar, escapar, liberdade.
Liberdade.
Liberdade.
Voc�s s�o minha �nica possibilidade de escapar.
Songhais.
� incr�vel.
Este neg�cio da lepra supera em muito ao dos escravos, asseguro-lhe
pode-se fazer em qualquer lugar e em qualquer momento.
� fant�stico.
O que faremos, quando encontrarmos o Jason?
Estive estudando a forma de incluir o Jason no
neg�cio, poder�amos pass�-lo como leproso sabe?
Como amostra dos estragos da lepra.
-Voc� acha que gostaria? -Nossa, adoraria.
Passar de escravo a leproso, ia parecer um sonho.
Mas foi um �timo escravo o Jason, era mais que bom, era magn�fico.
Sua maneira de arrastar os p�s e mover os olhos, perfeito.
Era o farsante de maior talento com que andei.
Voc� tampouco o faz mau houve algum pregador em seu fam�lia?
N�o, mas o feliz que se
sentiria minha m�e se pudesse me ver com estas roupas.
Resolvi que dever�amos deixar as confer�ncias
religiosas, porque d�o pouco dinheiro e muito trabalho.
j�, mas te digo que desfruto as dando.
Algum dia cair� algum cat�lico.
E dai?
Bom, eu gostaria de escutar uma confiss�o.
E o Deus disse, se escutais com diligencia a voz do Senhor.
-A��car? -Duas por favor.
E se fizer o que � justo e prestais ouvido a seus mandamentos,
cumprindo seus estatutos.
A sua sa�de pai.
-Sem tentar machucar os outros. -Aqui estou Amo Calloway.
� este, este � o homem!
-Aaaahhh! -N�o o toquem, � ele!
Margareth.
-O que aconteceu? -Padre?
Eu n�o sou apenas um escravo, mas um escravo leproso.
Nada mal hein?
Tem que se comportar como um leproso por um tempo.
N�o ser� muito dif�cil, n�o tem bom aspecto, h� adelga�ado.
A comida daqui � um pouco mon�tona.
Suponho que n�o ser� pior que a da pris�o.
Quincy, este � o pior de tudo, a pior coisa do mundo.
Fique tranquilo, assim que recolhermos o dinheiro
para a col�nia e nos paguem o soro
-nos largaremos daqui. -N�o � t�o f�cil.
E quanto a Naomi?
Hein?
Como, j� n�o se lembra da Naomi?
E por que teria que me lembrar da Noemi?
Porque desembolsou US$ 1000 meus ou j� n�o se lembra?
-Oh, Naomi, claro, sim acima no... -Sim acima no...
Sim!
E onde est�?
Est� aqui, Plunkett, nos vendeu como casal.
Esse filho da puta me roubou a ideia!
Sim, mas eu n�o saio daqui, sem ela.
Oh Jason, n�o sei. Eu sei ou vem conosco ou eu n�o vou.
Oh, esta bem perdoe, vejamos.
Ent�o Plunkett os vendeu como casal...
e estiveram em estreito contato e ela obviamente se contagiou.
Sim, isso est� muito bem ser� mais dif�cil, mas conseguiremos.
Vera, antes de que chegasse,
eu tinha organizado um plano de fuga de minha parte.
Eu entendo.
Esta no celeiro, vamos.
Ou�a, espere, espere, n�o pode andar por ai, esta incomunic�vel.
E como nos arrumamos isso agora, para ir ao celeiro?
-Quarentena. -O que?
Pois farei que mandem todos os escravos a
seus alojamentos e os coloque em quarentena.
Voc� fique aqui e fique tranquilo,
aconte�a o que acontecer, fique tranquilo.
Jason, quer me explicar tanto mist�ri...
Jason, meu Deus, detenha-os!
Meu Deus Jason, detenha-os! Detenha-os, Jason!
Sa�de os Rangers do Jason.
Acha que se incomodam se eu me mover?
Oh sinto muito.
-Ei, onde aprendeu sua linguagem? -N�o aprendi.
Ent�o de onde saiu esse palavreado?
Pois, em meu idioma, n�o fazia progressos, ent�o aprendi
a inventar palavras que entenderam e ficaram entusiasmados.
Ei, veja isso!
Ei como? Que diabos est�o fazendo? Jason o que est� acontecendo?
O que est�o fazendo? Jason!
Jason!
Oh, n�o lhe far�o, nenhum mal a menos que eu ordene.
Pois, n�o ordene!
Diga que me soltem.
-N�o esta mal hein? -Estupendo, estupendo.
O que voc� disse a eles?
N�o sei, mas quando digo, d�o muita risada.
Ei, quem s�o eles?
Olha, li algo a respeito deles em um livro da biblioteca do Calloway
prov�m da tribo Songhais
que antigamente governavam um extenso territ�rio Africano...
E por que, fazem conta a um tipo vulgar como voc�?
Vera, nunca fazem nada sem que seu
chefe os ordene e como seu chefe n�o est�.
E voc� o substitu� certo?
-Exato, est� vendo seu chefe. -E voc� acha isso?
-Maravilhoso Jason � impressionante. -Meus soldados.
Bem e agora se n�o houver problema,
podemos recolher o dinheiro, voc� e a
mulher e nos largar rapidamente daqui.
Espere um momento Quincy.
-Ou�a, n�o podemos deix�-los aqui. -N�o podemos?
Deveriam ir conosco.
Ou�a Jason, o tipo que tem antes seus olhos, n�o est� disposto a
libertar toda a maldita popula��o negra do Texas,
vim te procurar porque � meu s�cio e lhe devo isso,
estou disposto a incluir a sua noiva porque como
� uma mulher � uma mulher, mas cruz e raia ante os selvagens.
N�o s�o selvagens.
Embora fossem Doutores em Filosofia,
n�o quero lev�-los Jason, nos atrapalhariam.
Me perdoe Quincy, se eles n�o v�o, eu fico aqui.
Jason quantas vezes, vai me dizer isso?
Te dizer o que?
Voc� n�o tem direito.
Eu n�o vim te impor
condi��es, nem lhe imponho isso agora, voc� diz que t�m que vir!
Est� bem, de acordo, levaremos conosco,
mas te aviso que ser� muito dif�cil.
Por que?
Tem toda a fazenda em quarentena por que
n�o recolhemos a Naomi, e a sua amiga,
como se chama, a ladra e nos largamos?
Sem o dinheiro?
Quincy, pela 1� vez, n�o abusemos de nossa sorte.
Que n�o abusemos da sorte, agora tenho que comprar
cavalos para toda essa multid�o como sugere que levemos isso?
E os cavalos n�o os d�o de presente.
Mas quem falou de comprar cavalos, Calloway tem cavalos de sobra.
Calloway, n�o vai acreditar que seus cavalos t�m lepra ou vai?
J� que recorrer ao furto n�o vai com seu sentido art�stico, mas
pensei que seria melhor roubar os cavalos e fugir para o M�xico.
Tem id�ia de como essas patrulhas de escravos
do Texas, perseguem os fugitivos?
Como?
Vou lhe dizer, cada homem vai com tr�s cavalos, quando o 1� esta
esgotado, monta no 2�.
Esta bem quando 2� est� esgotado monta no 3�.
Esta bem, esta bem, agora qual � a sua ideia?
Deixamos eles aqui, recolhemos o dinheiro e nos largamos!
Voc� n�o gosta, claro.
Ao diabo com o Jason!
N�o sei que id�ia ele colocou na cabe�a?
Se n�o estou errada, o problema � conseguir cavalos de
rec�mbio para chegar ao M�xico antes
-que as patrulhas n�o �? -Exato.
A solu��o � simples, eu primeiro irei, comprar
os cavalos os estacionar em v�rios lugares ao longo
do caminho e te esperar no M�xico v� que f�cil?
Voc� n�o gosta?
-Eu n�o gosto. -Por que?
Porque teria que te entregar todo este dinheiro para
comprar os cavalos e confiar em que o fizesse.
Quincy ainda n�o confia em mim?
Em ti sim confio, mas n�o no dinheiro.
O dinheiro desaparece quando esta em suas m�os,
especialmente quando n�o � seu.
-Uma parte � meu. -A outra parte � que me preocupa.
Ignorando que me feriu e ofendeu profundamente, tenho
que te recordar de que restam muito poucas alternativas.
-Ao contr�rio restam muitas. -Me diga uma.
Pois poder�amos esquecer o Jason, ir para
o M�xico e passar estupendamente.
� muito mais grave do que eu imaginava
teremos que reconhecer a todos da fazenda
para ver quem posso salvar com o soro
e os que ter�o que ser levados a Col�nia.
Qual � a gravidade da situa��o?
Mesmo que n�o possa ter certeza, queria enviar � enfermeira
Bloodhead em busca de mais soro, si � que pode conseguir.
E ent�o acredito que tudo se arrumasse.
� melhor que v� o quanto antes.
Mas precisamos de US$ 500 para comprar o soro.
-US$ 500? -Howard, por favor
Est� bem.
At� agora, vai tudo bem.
Ginger n�o precisa mais que dois dias.
Se trata da mesma Ginger que roubo nosso dinheiro?
A mesma.
Ah, ent�o n�o tem que se preocupar,
por um momento pensei que n�o era uma pessoa
honrada, � algu�m em quem podemos confiar.
Ficou louco de repente!
-Podemos confiar nela. -Em que te ap�ia para dizer?
Me equivoquei duas vezes com a Ginger n�o?
Exato!
Segundo o calculo de probabilidades desta vez tenho que acertar correto?
N�o!
Sr. Calloway!
Sr. Calloway!
Sr. Calloway!
Plunkett, vou te encher de buracos!
Espere um momento! N�o!
Parece que h� barulho ai fora.
Eu posso explicar tudo, espere!
Maldito seja Sr. Calloway, eu posso explicar tudo!
Agarrem-nos!
N�o, ousem p�r a m�o sobre um servo do Senhor.
Esperem!
Isso � uma heresia.
Voc�s ser�o!
Ser�o amaldi�oados!
Um raio do c�u cair� sobre voc�s!
Uma praga de gafanhotos descera
sobre suas colheitas e as far� est�ril.
Que n�o fale mais, atem ele no tronco!
Oferecem uma recompensa por ele!
Esperem, esperem um maldito minuto!
Qualquer homem que se associe com os putos
negros, merece que lhe trate como eles!
Sr. Bass!
50!
50?
Meu Deus!
Peguem ele.
-Disparem neles r�pido. -Que merda, voltem para o celeiro!
Me deixem, me deixem!
Voc� est� bem Quincy?
-Acho que sim. -Jason!
Basta, Jason, j� � suficiente, temos que sair
deste puto lugar, j� vamos daqui, Jason!
Naomi, Songhais!
-Algu�m mais quer vir? -N�o podemos levar todos!
-Ned, Viney! -Eu vou com voc�s!
Abram?
Perdeu o ju�zo!
Como diabos vamos levar toda esta multid�o?
Onde est�o os putos cavalos, Quincy?
T�m que estar por aqui.
Como � que n�o os vemos?
Um grupo de cavalos devem ser bastante vis�veis n�o acha?
N�o posso acreditar que nos passaram a perna, n�o posso acreditar!
Eu tamb�m...
-Estou surpreso, surpreso! -Quer calar a boca, Jason!
Eu devia compreender que n�o ia deix�-los sem �gua.
N�o sei como pudesse duvidar dela.
O que disse, eu estava distra�da?
Os negros!
Oh os negros, j� est�o aqui, que maravilha, os negros!
Jason abriu o caminho at� aqui!
Era como uma carro�a com asas balan�ando pela brisa.
Brindemos pelo M�xico.
-Pelo M�xico! -M�xico!
Ol�!
Musica, musica.
Isso, muito bem.
-Ei Jason! -Sim!
Jason, venha aqui, quero te falar.
Naomi, vamos!
Ei, estive planejando um novo truque.
Que tipo de truque?
Voc� j� ouviu falar da febre de ouro em Pinespreake?
Onde fica isso?
No Oeste, no territ�rio do Jefferson.
O assunto � recente e poder�amos dar uma volta
por l�, para vender algumas terras.
O que acha?
Parece muito bom.
Bom, se sairmos de amanh�, poderemos estar l� no come�os de Janeiro.
Olhe, Quincy, ser� melhor que v� sem mim, eu te alcan�o quando puder.
O que quer dizer?
-Bem, eu n�o posso ir agora. -Por que n�o?
Que diabos quer que eu fa�a com eles?
Solt�-los como fizemos com os
cavalos que arrebentamos pelo caminho?
Por que n�o?
Trouxe eles inteiros pelo caminho,
agora est�o seguros, o que mais quer?
Pelo menos quero deix�-los
localizados, at� que saibam se cuidar.
Abram, se encarregara deles, � o m�nimo que pode fazer.
N�o quer vir Jason?
Claro que quero, mas ter� que ser depois.
Jason, voc� n�o tem voca��o de Mission�rio,
nem eu tampouco, somos um par de bandidos vigaristas,
acabara lhes roubando o primeiro sal�rio que ganhem.
O que te faz acreditar nisso?
Que eu faria isso, provavelmente e que voc� e eu somos g�meos.
Somos...
Exceto em um detalhe, uma pequena diferen�a...
Que eu, posso ser comprado e vendido como um cavalo
e voc� pode comprar e me vender.
Ou�a isto de montar a cavalos � muito aborrecido.
Isto n�o � montar a cavalo, isto � viajar.
N�o.
Viajar geralmente � feito em uma
dilig�ncia, em um trem ou em um barco.
Ei, por que n�o pegamos o trem na pr�xima cidade?
Oh, um trem custa dinheiro.
Eu n�o quero comprar o trem, s� quero viajar nele.
Pois tamb�m custa dinheiro.
Temos os alforjes cheios de dinheiro.
Temos os alforjes cheios com US$ 14.19 centavos.
-Temos US$ 3000 a�. -Jason os levou.
Como que Jason os levou?
Muito astutamente, arrastando-se como um
�ndio no meio da noite, Jason se aproximou
de nossos alforjes e nos roubo o dinheiro.
V� mas esse filho de puta!
-E voc� como descobriu? -Eu vi como ele fez isso.
-Voc� viu? -Sim.
-E permitiu? -Sim.
-E n�o fez nada? -N�o, o que tinha que fazer?
Pois lembr�-lo, por exemplo que era nosso dinheiro.
Me pareceu incorreto, pensei que depois de
tantas dores e sofrimento que ele tinha ganhado.
Sofrimento? N�s � que vamos sofrer.
-Basta. -At� que cheguemos a Chicago.
Que caderneta?
A que tenho com Jason em Chicago que depositou US$ 10.000.
Refere-se a esta?
De onde voc� tirou isso?
� t�o descuidado com seu dinheiro, que
sempre a deixa esquecida em sua carteira.
-Ginger me d� a caderneta. -Ha n�o, aqui esta segura.
Eu n�o acredito.
O que, n�o confia em mim, acha que vou
partir e te abandonar ou algo assim?
N�o.
Que tolo, nunca pensei tal coisa,
simplesmente � que sempre acreditei que a melhor maneira
de segurar um homem � pegar sua caderneta de poupan�a.
Ginger!
Ginger!
Ginger!
Voc� se sentiria melhor se eu dissesse que eu te amo!
Tradu��o: Elton Novembro 2013
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