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- Art Subs - 13 anos fazendo Arte para voc�!
Legenda - Spa -
Legenda - willian_as -
Legenda - Vekka -
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Revis�o - Murrice -
KOBE - 1940 CENTRO DE INSPE��O DE SEDA CRUA
WIFE OF A SPY
Venha. N�o resista.
Do que est�o me acusando? S� vim comprar seda crua!
Quem est� no comando? Ele � um comprador de seda.
Ele vai poder explicar no quartel general.
Ele disse para voc� se explicar no quartel general.
Isso � absurdo! No que se tornou o Jap�o!?
Ele � um comprador ingl�s. Sem rela��o com pol�tica!
- Taiji? - H� quanto tempo.
Voc� est� muito bem de uniforme.
N�o tinha visto?
N�o, mas voc� ainda � voc�.
- Visitando Kobe? - Vim transferido � equipe daqui.
- Uniforme de chefe de equipe? - Isso.
Muito bom.
Queria visit�-los, mas andei muito ocupado.
Devia nos visitar em trajes casuais.
- Em breve o farei. - � perto do Monte Rokko.
- Adoro as montanhas. - Eu lembro.
Minha esposa ficar� contente.
- Como est� Satoko? - Ela est� �tima.
Fico feliz.
Ent�o...
Conhece John Fitzgerald Drummond?
Um cliente e amigo.
Ele foi preso por vazar segredos militares.
Eu sei. Fumio ligou.
Voc� est� t�o tranquilo.
No come�o surtei, agora n�o mais.
Ainda que ele seja um espi�o brit�nico?
- Isso � t�o... - � engra�ado?
Aquele gordo, um espi�o?
- Confia nele? - � um amigo. N�o seja rid�culo.
Voc� � bonzinho demais, Yusaku.
Sou, �?
Os tempos est�o mudando.
Precisa escolher seus amigos.
Pense em Satoko tamb�m.
Entendo...
Mas � meu trabalho lidar com estrangeiros.
Justamente por isso.
Se eu fechar, minha esposa vira sem-teto.
Estou fardado, mas n�o gosto de prender as pessoas.
Mas � o seu trabalho.
- Isso. - Ent�o... fa�a seu trabalho.
Desculpe minha visita indelicada. At� logo.
At� logo.
Yuriko?
Como?
Corta!
Satoko, mais uma vez.
De novo? J� deu.
Quando Fumio me agarra, me machuca.
Desculpa. Mas voc� revida forte, tia.
Ent�o a culpa � minha?
Significa que voc� � uma grande atriz, ent�o deixa.
N�o vou machuc�-la desta vez.
Vamos confiar em Fumio.
S� mais uma vez, por favor.
Voc�s dois est�o tramando...
S� mais uma vez.
- A senha do cofre? - Eu decorei.
Todos prontos?
Obrigado.
Estou te devendo. Muito obrigado.
Nem precisa. Tamb�m � para proteger meu neg�cio.
Yusaku pagou a minha fian�a.
- Dois mil ienes. - Isso tudo?
Posso compensar.
- Est� pronto. - Obrigado. Vamos?
Houve... viol�ncia?
Estaria mentindo se dissesse que n�o.
Mas n�o � nada s�rio.
Eles o prendem por ser brit�nico,
mas puxam o saco da It�lia e Alemanha.
N�o poderei mais ficar no Jap�o.
- Ir� para casa? - N�o, vou para Xangai.
A col�nia internacional? Que �timo!
- Ele n�o vai em f�rias. - Desculpe.
Em Xangai, ouvi dizer que ainda h� liberdade.
Vejam.
Voc�s t�m sido t�o bons comigo.
Que presente maravilhoso!
N�o posso mais vend�-los, de qualquer forma.
- Cuide-se. - Voc� tamb�m.
Fa�a uma boa viagem.
Eu errei em te achar impiedoso.
Por qu�?
Por fazer um filme enquanto seu amigo estava preso.
Voc� sempre enxerga bem � frente de mim.
Me sinto uma boba.
Voc� n�o � boba.
S�o de �tima qualidade. Vou fazer quimonos.
N�o, roupas ocidentais.
Mas e o Decreto Nacional de Uniformes?
Dane-se essa ordem tola.
M�s que vem, vou � Manch�ria e ficarei um m�s.
- � Manch�ria? - Tudo � barato.
Min�rio de ferro, gr�os, e at� rem�dios.
Dr. Nozaki tamb�m quer para pesquisa.
� mais perigoso que Xangai.
Nomonhan, certo?
Quero conhecer o pa�s antes que seja tarde.
No tempo, marchem!
Esquadr�o, alto!
� esquerda!
Alinhar, � esquerda!
Descansar!
Saudar o l�der do esquadr�o!
Descansar!
- Relaxar. - Relaxar!
Procurem suspeitos e revistem bagagens.
- Cumpram seus deveres! - Sim, senhor!
Aten��o!
� esquerda!
- Em frente! - Tia, aqui.
- Desculpe, estou atrasada. - Tudo bem, ainda temos tempo.
- � �gua quente. - Obrigado.
Fumio, desculpe fazer voc� carregar tudo isso.
Eu pedi para ir, ent�o � minha fun��o.
Ei, pare com isso.
Desculpa...
Satoko, n�o se preocupe.
De Busan, � apenas uma viagem de trem.
Ele vai me filmar como um espi�o sovi�tico!
Esse � nosso equipamento.
- S�rio? Parece que ser� um �pico. - Sim.
Todos a bordo!
Tio, vamos?
Partindo para... "O Para�so do Colono".
Yusaku.
Aqui est� bom.
- Tome cuidado. - At� logo.
O primeiro-ministro Konoe anunciou que em 27 de setembro,
o Jap�o, a Alemanha e a It�lia assinaram o Pacto Tripartite.
De m�os dadas, eles dar�o forma � ordem mundial.
Para o Sr. Fukuhara?
- Para a Manch�ria? - N�o, � para Yokohama.
Para os pais dele.
Sim, Yusaku � o filho querido deles e Fumio � o neto.
Eles est�o ansiosos, ent�o quero confort�-los.
Senhora, ele estar� de volta em uma semana.
Tem raz�o, obrigada.
- Senhora. - Sim?
- Telegrama para a senhora. - Ah, de quem?
Bom, na verdade...
PARA: SATOKO FUKUHARA
MEU RETORNO VAI ATRASAR 2 SEMANAS. N�O SE PREOCUPE.
Ent�o por aqui tem inhames da montanha?
Ficam deliciosos raladas.
Voc� achou com facilidade.
Eu cresci nas montanhas.
- Ah, ol�. - Oi.
- N�o vi voc�s. - Est� passeando?
- Sim, para apanhar gelo. - Gelo?
H� gelo natural ali em cima.
Eu n�o sabia disso.
- Inhames da montanha? - Sim.
- Pegue um. - Eu n�o sei cozinhar.
Tem certeza? Est� bem.
Meu marido me contou.
- Parab�ns, Chefe de Equipe. - Por favor, pare...
- Voc� parece ocupado. - Bom...
Para que um solteiro precisa de gelo?
- Para tomar u�sque. - Voc�, u�sque?
N�o ria, n�o sou mais crian�a!
Sim, eu tamb�m n�o!
J� sei...
Venha tomar u�sque l� em casa.
� de �tima qualidade.
Est� bem, irei l� mais tarde.
Eu levo gelo.
- Obrigada. - At� logo.
Pronto.
Esse gelo � macio,
n�o � como o gelo comum.
Eu n�o teria vindo com a aus�ncia de Yusaku.
Por isso n�o lhe avisei.
N�o vai beber?
Satoko, voc� gosta daqui?
� solit�rio sem ele.
- E isso significa? - O qu�?
N�o h� um significado escondido.
�, voc� sempre foi assim.
Sim.
Bom saber que est� feliz.
Apenas um conselho de um amigo de inf�ncia.
Qual �?
Voc�s todos vestem roupas ocidentais.
Voc� n�o gosta?
U�sque importado. N�o os nacionais.
Eu n�o me importo, mas � Yusaku que escolhe.
Taiji, beba e me diga o que acha.
As pessoas t�m opini�es.
O que � normal para voc� pode ser ofensivo a outros.
- Vivemos tempos assim. - Agrade�o sua preocupa��o.
Desculpe.
Para mim, voc� ainda � uma adolescente de 14 anos.
Ent�o continue lembrando-se de mim assim, por favor.
Vamos, experimente.
- Ei, pode me soltar? - N�o posso.
Este pode ser um amor passageiro Mas ainda me d� alegria
Neste mundo sombrio Viajamos no barco dos nossos sonhos
Que logo afunda bem abaixo Das ondas de luz do dia
N�o consigo evitar E derramo uma cascata de l�grimas
T�o passageiro amor
Voc� e eu Apenas um casal moment�neo
Fa�a de conta que nossos cora��es Est�o calmos
Mas queimando como fogo Bem a fundo
Dando um beijo imagin�rio
No mundo real
Todo o meu corpo
Est� dominado pela tristeza
Este amor doloroso
� uma estrada de m�o �nica
Bem, � isso, pessoal.
Obrigado pelo apoio.
Este ano, mais uma vez vivenciamos uma crise na empresa.
Mas gra�as a voc�s, conseguimos sobreviver.
Em agradecimento, trouxe bolinhos de arroz e a��car.
Acrescentem � por��o de voc�s do Ano-Novo.
Obrigado pelo trabalho duro de voc�s.
- Vamos brindar. - Sa�de!
- Aqui est�. - Obrigado.
Obrigado, senhora.
Eu agrade�o.
Obrigado.
Senhores.
Eu tenho um comunicado.
Eu sei que � repentino,
mas estou saindo desta empresa.
Em vez disso, vou escrever um romance.
Eu testemunhei uma guerra no continente.
Antes de ser convocado,
quero escrever um manifesto para as gera��es futuras.
Vou recolher-me na Pousada Tachibana em Arima,
para escrever meu primeiro romance.
Por favor, visitem-me quando estiverem por perto.
Para tomarmos um ch�.
Sobre o Fumio...
Por que voc� n�o me contou?
Ele me pediu para n�o contar,
porque provavelmente voc� o impediria.
Fumio parece...
ter mudado.
O esp�rito aventureiro dele se inflamou...
na Manch�ria.
Aventura?
Que tipo de aventura?
Satoko, talvez eu tenha que ir aos Estados Unidos.
Por qu�?
Voc� soube sobre a restri��o de exporta��o deles?
N�o, n�o soube.
Entendo.
Seremos inimigos?
Em breve. Ent�o agora � minha chance.
Mas por que os Estados Unidos?
Eu quero v�-la...
mais uma vez.
Aos 20 anos, fui � costa oeste como marinheiro.
S�o Francisco e Los Angeles.
Quer ver uma vasta paisagem?
Sim, eu quero.
N�o esque�a de...
Nova York.
Arranha-c�us! N�o posso morrer sem v�-los.
Yusaku, tenha cuidado!
Nunca esse lugar esteve t�o vazio assim.
Significa que podemos fazer qualquer coisa.
Querido, voc� est� b�bado.
Sim, e da�?
Vamos.
- Aqui? - Boca fechada.
N�o consigo alcan�ar.
- � do Sr. Drummond? - Oi. Sim, � dele.
- � importante? - N�o, n�o � nada.
Estou um pouco preocupada.
Com o qu�?
Ele � de... um pa�s inimigo.
Ele � um empres�rio, n�o um inimigo.
Ela � bonita.
Desculpe cham�-la aqui. Voc� a conhece?
- N�o. - E quanto a Tachibana?
A pousada em Arima?
Vamos l� todo ver�o, mas meu sobrinho...
Fumio est� hospedado l�.
Sim.
Uma funcion�ria da pousada, Hiroko Kusakabe, foi assassinada.
� ela nessa foto.
- O qu�? - Ela se mudou para a Manch�ria
e se aproximou de um m�dico do ex�rcito,
mas voltou ao Jap�o no m�s passado.
- Voc� sabia disso? - N�o, n�o sabia.
Voc� acha que eu fiz isso?
N�o, por favor, me perdoe. � meu trabalho.
N�o gosto de voc� nesse uniforme.
Que pena.
A pessoa que trouxe Hiroko de volta ao Jap�o foi Yusaku.
O qu�?
Ele conseguiu um emprego para ela na Pousada Tachibana.
N�o se preocupe.
Nossa investiga��o mostra que Yusaku � inocente.
Mas e quanto a Fumio Takeshita?
Eles viviam sob o mesmo teto.
Voc� acha que Fumio a matou?
Relacionamentos podem se tornar insuport�veis.
At� agora, n�o sabemos onde este caso vai dar.
Eu a chamei aqui para dizer que deve se preparar.
Preparada para qu�?
A conduta e as a��es suas e de seu marido.
Estaremos de olho.
Diga-me.
Como foi o filme?
O novo filme de Mizoguchi deve ser uma obra-prima.
O que h� de errado com voc�?
Eu tenho uma pergunta.
Voc� j� esteve na Pousada Tachibana?
Que diabos?
Taiji me chamou hoje.
Eu menti sobre o filme.
Taiji, �?
- Atr�s das minhas... - Responda-me.
Eu n�o fui para a pousada. Satisfeita?
E quanto a...
Hiroko Kusakabe?
Ela morreu.
Eu sei.
- Mas isso n�o lhe importa. - Por que n�o?
Fazer voc� se preocupar vai contra minhas cren�as.
Ent�o voc� falhou.
Eu sabia.
Voc� a conhece.
Nos conhecemos l�. � isso.
Taiji disse que voc� e Fumio a trouxeram de volta para c�.
Por favor.
Diga-me a verdade.
Nunca durante nosso casamento...
Eu senti como se n�o conhecesse voc�.
N�o pergunte.
- Eu te imploro. - Eu sabia.
N�o fiz nada vergonhoso.
N�o sei mentir para voc�, ent�o ficarei em sil�ncio.
D� no mesmo.
N�o pergunte, porque terei que responder.
Voc� me conhece. Confia em mim ou n�o?
Voc� est� sendo injusto.
Eu confio em voc�.
Obrigado.
Eu confio em voc�.
Fim da conversa.
Entendido?
Onde voc�...
conseguiu esse gelo?
Taiji tem uma queda por voc�.
� por isso que ele veio para Kobe.
Voc� � t�o boa em fingir que n�o percebe.
Enquanto eu... N�o sei mentir para voc�.
Olhe para voc�, Yusaku.
Voc� � um g�nio da mentira.
Eu sou?
Ol�.
Nossa, Sra. Fukuhara.
- Bem-vinda. - Ol�.
O que a traz aqui hoje?
Meu marido tem uma mensagem para Fumio.
Entendo.
Fumio... mudou muito.
Fiquei surpreso porque ele n�o � mais como era antes.
Nesses �ltimos dois meses...
Sim?
Voc� tem sido bom para meu marido.
N�o � nada.
Bem-vinda.
Sente-se.
Diga-me a verdade.
Sobre o qu�?
Voc� matou Hiroko Kusakabe?
Isso � um absurdo.
Por que voc� a trouxe aqui?
Por pena.
N�o pod�amos virar as costas.
Quem?
Quem n�o podia virar as costas? Voc� ou meu marido?
Ora, ora.
- Suspeitando do seu marido? - Eu n�o suspeito dele.
Tudo que eu quero... � a verdade.
A verdade...
Sofreu lavagem cerebral pelos militares.
- Sua tola. - O qu�?
Voc� � uma tola.
Me chame do que quiser, mas...
Se voc� est� colocando meu marido em perigo,
pe�o que pare.
Parar?
Como?
Eu sabia.
Voc�s dois est�o envolvidos em algo arriscado.
Tia.
Voc� j� tentou entender Yusaku
- e como ele realmente se sente? - Sobre o qu�?
Voc� n�o tem ideia.
As dificuldades que ele enfrentou
para que voc� pudesse viver em paz.
- Eu n�o fa�o ideia... - Exatamente!
Voc� n�o viu.
Voc� nunca entender�!
Me diga o que eu n�o vi.
Me perdoe.
Talvez na ignor�ncia...
haja um vislumbre de esperan�a.
Por favor, pegue isso.
O qu�?
Mantenha selado.
S� o tio pode ler.
O que �?
Os militares est�o me observando.
Eu n�o posso deixar esta pousada.
A tradu��o est� feita.
Diga isso a ele.
Essa � a sua mensagem?
Sim.
Voc� deve ir embora.
Tenha cuidado.
POUSADA TACHIBANA
Vou comprar o dobro de tecido Nishijin.
Ent�o, voc� poderia baixar o pre�o de custo?
Muito bem. Que tal 25%?
25%?
Um momento, deixe-me calcular.
Isso mesmo, fique � vontade.
Adeus, chefe.
- Boa noite. - At� mais.
O que foi?
Fumio quer que voc� saiba que a tradu��o est� feita.
Como posso confiar em voc� se n�o sei de nada?
Por favor, me diga.
- Por onde come�o? - Do come�o.
De Busan, pegamos o trem e seguimos para a Manch�ria.
A capital estava agitada.
Senti um tipo de esperan�a que n�o consigo mais sentir no Jap�o.
Recebemos permiss�o para visitar
o laborat�rio de pesquisa do Ex�rcito Kwantung.
Eu queria obter um medicamento.
Por vezes, v�amos mont�culos do carro.
Primeiro, pensei que fossem restos de colheitas agr�colas.
De perto, pude ver muitas m�os e p�s para fora.
E a fuma�a saindo.
Cad�veres estavam sendo queimados.
Cad�veres de v�timas da peste.
Acabamos salvando a vida de uma mulher.
Sim, Hiroko Kusakabe.
Uma enfermeira e amante do m�dico militar.
Ela nos disse que a epidemia de peste foi causada
devido a uma arma biol�gica do Ex�rcito Kwantung.
Liberaram a bact�ria e, em segredo, fizeram experi�ncias em humanos.
O m�dico foi morto tentando divulgar.
Hiroko estava em perigo.
O m�dico havia confiado a ela evid�ncias concretas.
Notas do experimento, que Fumio entregou a voc�
junto com a tradu��o em ingl�s.
Anota��es sobre como eles espalham a peste
e muitos detalhes sobre como fazer experi�ncias com prisioneiros.
Eles n�o podem escapar impunes.
Ent�o...
Para que serve a tradu��o?
Para destitui-los no cen�rio da pol�tica internacional.
Far� com que os EUA deixem a passividade
e entrem na guerra contra o Jap�o.
- E depois? - Vamos perder.
- N�s vamos? - O Jap�o perder�.
Isso...
Isso o tornar� um traidor.
Eu sou cosmopolita.
- Um o qu�? - Minha lealdade n�o � a um pa�s,
mas � justi�a universal. N�o vou tolerar injusti�as.
Sua "justi�a" vai matar milhares de compatriotas!
Serei insultada como esposa de um espi�o.
Essa � a sua justi�a?
- E a nossa felicidade? - Felicidade baseada na injusti�a?
Ainda prefiro a felicidade.
N�o aja como se soubesse.
Voc� n�o viu o que eu vi. E eu n�o quero que veja!
Mas est� acontecendo!
Nossos compatriotas
est�o fazendo coisas abomin�veis em terras estrangeiras.
Eu vi. Se fui escolhido pelo destino,
- farei algo a respeito! - Voc� j� n�o � mais o mesmo.
Esse � o verdadeiro "eu".
N�o. Eu sei o que est� havendo.
Aquela mulher te mudou.
Ela mexeu com o seu cora��o e com a sua cabe�a!
Voc� est� certo.
Eu n�o vi nada. E da�?
Pol�tica internacional? Escolhido pelo destino?
Voc� acha que eu me importo?
Esta �...
A verdade.
Estou indo ver o Dr. Nozaki.
Sim, senhor.
Diga � Satoko que devo passar a noite l�.
Entendido, senhor.
Fa�a uma boa viagem.
Ele j� foi?
Sim, senhora.
Ele disse que passaria a noite fora.
Entendi.
Senhora, o Sr. Fukuhara n�o est� aqui.
Eu sei. Ele esqueceu uma coisa.
- � mesmo? - Tudo bem, eu sei onde est�.
A que devo o prazer de sua visita?
- Na verdade... - H� algo que preciso te contar.
N�s prendemos o assassino da Hiroko Kusakabe.
- O qu�? - Foi o dono da pousada.
- N�o... - Ele a contratou,
desenvolveu sentimentos por ela e a estuprou.
Ela resistiu, ent�o ele a matou e despejou seu corpo no mar.
Que terr�vel.
Fiz voc� se preocupar sem motivo. Pe�o desculpas.
- Tudo bem. - Mais uma coisa.
Acho que voc� deveria saber.
O Yusaku havia planejado mandar a Hiroko
para estudar nos EUA como enfermeira,
e estava tirando passaportes.
Para ela e para ele.
Voc� sabia?
N�o, eu n�o sabia.
N�o vejo problema em ir aos EUA para neg�cios,
mas em um momento como este? E levando Hiroko Kusakabe junto...
Eu...
Apenas me preocupo com voc�.
Terminou?
Sim.
Muito bem.
Vou direto ao ponto.
Estava relutante, j� que envolve fam�lia.
- O que � isso? - Apenas olhe.
RESULTADOS DA AUT�PSIA
COBAIA EXPERIMENTAL N� 171 INJE��O: 0,1 MG BACT�RIA DA PESTE.
FERIDAS CORPORAIS DA PESTE NEGRA
O que � isso?
Foi trazido da Manch�ria.
Por quem?
Yamauchi.
Onde est�o os relat�rios financeiros da Europa?
N�o est�o aqui. Provavelmente est�o no estoque.
- Vou buscar. - Tudo bem, deixe que eu vou.
- Obrigado, senhor. - N�o h� de qu�.
Sr. Yusaku Fukuhara, por favor, venha conosco.
Para qu�?
N�s prendemos Fumio Takeshita.
Gostar�amos de interrog�-lo como testemunha.
Entendo.
Yusaku Fukuhara, voc� � um espi�o dos Aliados?
- N�o. - E quanto a Fumio Takeshita?
- N�o. - Como pode ter certeza?
Ele n�o � um espi�o.
Eu confio em quem o Fumio �. Puro e simples.
Mas Fumio Takeshita confessou ser um espi�o.
Mesmo?
Um item ligado a um importante segredo de Estado
estava na bagagem dele, voltando da Manch�ria.
Voc� sabe o que �?
N�o...
Depois de horas de interrogat�rio, ele confessou.
Ele disse que adquiriu o item viajando com Hiroko Kusakabe.
Disse que fez tudo ele mesmo e que voc� n�o estava envolvido.
N�o tenho escolha a n�o ser acreditar nisso.
N�o h� outras evid�ncias.
Voc� acreditaria em uma confiss�o for�ada?
- N�o. - Ent�o por qu�?
- Houve uma den�ncia. - Den�ncia? De quem?
Pudemos proteger o segredo de Estado
gra�as a uma boa cidad�.
Sua m�o.
Quem denunciou?
Algu�m que voc� conhece muito bem.
N�o quero que essa pessoa seja infeliz.
Ainda h� tempo.
Escolha o caminho certo e sirva ao seu pa�s.
E ent�o ser� o fim de tudo isso.
Sua delatora!
Al�m disso, � uma ladra...
Voc� nos entregou a um amigo da inf�ncia.
Como ousa parecer t�o calma?
Eu sabia que o Fumio te protegeria. Contei com isso.
Veja isso. S�o unhas do Fumio.
Decis�es dif�ceis devem ser tomadas para se alcan�ar grandes feitos.
Voc� mandou o Fumio ao inferno.
Um sacrif�cio necess�rio por uma causa maior.
O Fumio compreende.
Se n�o, voc� n�o estaria aqui.
Sem os cadernos, � uma causa perdida.
Havia dois cadernos.
Esse � o que voc� precisa.
Com a testemunha Hiroko morta, precisamos do original.
Entendo sua raiva.
Mas mesmo assim, voc� precisa confiar em mim.
Sou a �nica pessoa que resta.
- Voc� assistiu? - Sim, assisti.
A porta, por favor.
Voc� tem o original em v�deo.
Isso foi o que voc� viu na Manch�ria.
Sim, evid�ncia concreta.
� t�o cruel.
O Ex�rcito Kwantung filmou os experimentos em humanos.
A Hiroko conseguiu uma c�pia em troca de uma passagem para casa.
Com o filme e a tradu��o, voc� alcan�ar� seu objetivo.
Vamos para os EUA.
N�s dois.
Este � meu esconderijo para casos de crise.
Yusaku.
Essa n�o � a �nica grava��o, �?
H�?
Apenas essa grava��o
n�o valeria o risco de trazer de volta uma mulher.
Voc� � impressionante.
Voc� tem algo s�lido para influenciar a opini�o p�blica.
Exatamente.
A grava��o original � mais clara, detalhada e com meia hora a mais.
Eu a confiei ao Drummond, em Xangai.
O sr. Drummond?
Era mais seguro do que levar para casa.
Mas isso foi um erro.
O Drummond pediu uma grande quantia de dinheiro
em troca da grava��o.
A pobreza ofusca a sabedoria.
Espere um pouco.
Poderia ele ser mesmo um espi�o?
Se sim, ele est� do seu lado.
Eu n�o sou um espi�o.
Estou agindo por vontade pr�pria. N�o sou espi�o de ningu�m.
N�o importa.
Para mim, voc� � apenas voc�.
Se for um espi�o, serei a esposa de um espi�o.
Simples assim.
Se na Manch�ria o destino te escolheu,
me escolheu tamb�m.
NOT�CIAS DO JAP�O
SAIGON
26 de julho de 1941.
Ap�s acordo sobre a defesa conjunta da Indochina Francesa,
refor�os do ex�rcito e da marinha foram enviados � Indochina.
O an�ncio foi feito pelo Coronel Mabuchi.
O Mar da China Meridional estava calmo.
Nossa grande frota parte para uma importante miss�o de paz
na Indochina Francesa,
mostrando sua magnific�ncia no Cap Saint-Jacques, �s 9h.
Nossos bravos cidad�os imperiais,
que resistiram �s for�as aliadas na Indochina,
deveriam estar contentes por se reunirem novamente.
NIKKATSU UZUMASA FILMES SONOROS
O SACERDOTE DA ESCURID�O
ROTEIRO DE SHINTARO MIMURA
DIRIGIDO POR SADAO YAMANAKA
OS EUA finalmente impuseram um embargo ao petr�leo do Jap�o.
A Linha ABCD est� completa.
N�o h� mais meios legais de ir � Am�rica.
Yusaku...
Voc� estava planejando ir aos EUA com aquela mulher, Hiroko?
Claro que n�o.
Eu solicitei o visto apenas para n�o levantar suspeitas.
Ela iria sozinha.
Bem...
Se o Fumio tivesse me pedido, eu o teria deixado ir junto.
- Isso � verdade? - � claro.
Ent�o, deveria ser eu a te acompanhar at� a Am�rica.
Sim, mas como?
H� apenas uma maneira.
Deser��o.
Pagar ao Drummond para emitir dois passaportes falsos de Xangai.
Mais outras despesas.
Precisar�amos de pelo menos 10 mil ienes.
Dez mil?
- Mas como? - Ienes japoneses ser�o in�teis.
Vamos trocar o dinheiro na firma por metais.
Certo.
Nossa viagem levar� cerca de duas semanas at� S�o Francisco,
escondidos em caixotes.
Duas semanas...
N�o se preocupe. Conseguirei ajuda.
Comida, �gua e at� banheiro.
Certo.
Mas como voc� receber� a grava��o do Sr. Drummond em Xangai?
Tenho um plano.
Ir�amos separados.
- Voc� e eu? - Sim.
Voc� iria em um navio de carga com a grava��o.
Eu compro o original de Drummond, para depois ir aos EUA.
Nos encontramos em S�o Francisco, arrumamos ajuda,
e partimos para Washington juntos.
- N�o. - Ei!
Eu vou com voc�.
Eu quero reduzir os riscos. Um navio de cargo � mais seguro.
N�o posso ir sozinha!
Quem me proteger� em um cont�iner?
Pode deixar, cuidarei disso. Eu conhe�o o capit�o.
N�o posso confiar nisso.
Voc� precisa confiar em algu�m. S� temos um ao outro.
Estou com medo.
Por favor, seja forte.
� apenas por um tempo.
Pela causa, precisamos suportar isso!
N�o estou com medo de ser capturada ou morta.
Meu medo � apenas ficar separada de voc�.
Meu �nico desejo � ficar com voc�.
A dist�ncia f�sica n�o significa que nossas almas estar�o separadas.
Sinto um la�o mais forte do que nunca com Fumio na cadeia.
� a vontade de Fumio que me impulsiona.
� poss�vel ter um la�o ainda mais forte estando separados.
Nosso amor ser� ainda mais profundo.
N�o se preocupe.
Estaremos juntos logo. Precisamos fazer isso.
Quando nos encontrarmos nos EUA, teremos todas as provas.
Nos encontrar novamente significa alcan�ar nosso objetivo.
Precisamos conseguir.
Est� bem.
Fico feliz.
Ent�o come�aremos os preparativos amanh�.
Primeiro, compraremos joias.
Algum pedido especial?
N�o sei.
Devemos fingir que � nosso anivers�rio
para justificar as compras?
Este � o carro do Dr. Nozaki. Lindo, n�o �?
� um sonho!
� muito bom.
Cuidado.
Que tal este?
Fica bonito em voc�. Escolha um.
- Quanto custa? - S�o 200 ienes.
�timo marido.
Mesmo sendo anivers�rio de casamento, isso � raro.
- O que � isto? - Isso? � uma p�rola.
Tamb�m ficar� bem em voc�.
N�o consigo me decidir.
Ent�o leve os dois.
Voc� pode amarrar no seu pulso.
- Aqui est�o 400 ienes. - Obrigado.
Foi feito nos EUA.
� a prova d'�gua para a Marinha.
N�o tenho planos de ir para o mar.
Nada mal. Posso experimentar este?
Claro.
Su��o. � bonito.
- Mostre alguns femininos. - Claro.
Isso faz me sentir como uma mulher de neg�cios.
Certo.
Vou levar todos.
Todos?
Muito obrigado.
Lembra deles?
- N�o podemos levar. - Vamos vend�-los.
� uma ironia us�-los para pagar pelo filme.
Boa ideia.
O que aconteceu?
� o homem que vimos do carro.
N�o olhe.
- Estamos sendo seguidos? - N�o tenho certeza.
Vamos nos separar.
Voc� vai primeiro.
Eu fico para verificar se algu�m est� seguindo voc�.
Tudo bem.
Se o caminho estiver livre, pegue um t�xi para casa.
Est� bem.
- Yusaku! - O que houve?
- Que al�vio! - N�o foi para casa?
Eu vigiei a loja de penhores.
N�o havia ningu�m suspeito.
Desviei o olhar s� por um momento
e voc� sumiu rapidamente.
Puxa!
Voc� acha engra�ado? Bobo?
Mas nunca � demais ter cuidado.
Fique aqui.
O que foi? Est� passando mal?
N�o.
Eu estou feliz.
Finalmente sinto que estou vivendo com voc�.
Na loja de penhores, me vi como se eu fosse seus olhos.
E da� eu me senti muito feliz.
Satoko.
Voc� n�o � a esposa de um espi�o.
Ent�o n�o precisa viver se escondendo.
Muitas pessoas compartilham as nossas cren�as.
Encontraremos aliados.
- Senhora. - Sim?
A senhora vai a algum lugar muito longe?
N�o. � uma viagem de duas semanas.
Vou manter a casa pronta para a sua volta.
Pode ficar sossegada.
Duas ou tr�s semanas.
Antes mesmo do fim da guerra.
Obrigada.
- Pronto. - Eu irei com voc�.
N�o. Voc� vai para o porto e eu vou para a esta��o.
Fa�a o que planejamos.
Sim.
N�o se esque�a.
Samuel � o capit�o,
mas um homem grande chamado Bob ajudar� voc�.
Procure um grand�o parado pr�ximo ao navio.
- Quando verei voc�? - Logo. N�o se preocupe.
Em duas semanas.
Sim.
Eu prometo.
Voc� est� no comando aqui.
Sim, senhor. Desejo aos dois uma boa viagem.
Obrigado.
Tenha uma viagem segura, senhora.
Obrigada, Komako.
- Aproveitem a viagem. - Aproveitem a viagem.
Eu vou descer aqui.
- Para o terceiro p�er. - Sim, senhor.
Satoko?
Bob?
Entre.
Voc� ter� duas refei��es por dia.
Duas.
Use o balde como banheiro.
Procurem nas cabines e nos caixotes.
H� um clandestino. Procurem em todos os lugares.
Quem est� no comando aqui?
Senhor, est� tudo correto.
Estamos em um navio de carga.
Onde est� o clandestino?
Eu n�o sei de nada.
Por favor, fa�a alguma coisa.
N�o posso fazer nada. O que quer que eu fa�a?
Onde est� o clandestino?
O qu�?
N�o sei do que est� falando.
� melhor se n�s contarmos, Bob.
Senhor, n�o podemos fazer isso.
N�o foi o que combinamos.
Diga logo.
Se n�o contar, seremos presos.
Satoko Fukuhara.
Vazamento de informa��es, trai��o, ajuda a inimigos.
Todas as acusa��es levam � pena de morte.
Mas n�o acreditamos que voc� esteja sozinha nisso.
Onde est� Yusaku Fukuhara?
Ele � o verdadeiro traidor.
Se nos contar, reduziremos a sua senten�a.
Eu n�o sei.
Posso fazer uma pergunta?
Como descobriram o navio?
Recebemos uma den�ncia.
Uma den�ncia...
Foi uma carta an�nima.
Sobre um clandestino no navio que vai de Kobe a S�o Francisco.
Pensamos que encontrar�amos Yusaku Fukuhara no navio.
Eu n�o esperava que fosse voc�.
Tamb�m tenho ambi��o.
N�o sou mais uma crian�a.
Destituir o Ex�rcito Kwantung?
Sim.
Por que acredita num documento
- falsificado por um traidor? - S� assista ao filme.
Est� bem. Vamos olhar e descobrir qual � a sua ambi��o.
Taiji.
Voc� sempre foi gentil.
Escalamos montanhas e at� bebemos u�sque recentemente.
Sua verdadeira natureza � bondosa. Eu sei disso!
E agora voc� tem grande poder.
Se o tempo mudou voc�,
ser� que voc� n�o poderia mudar o tempo?
Voc� tamb�m � uma traidora.
Merece morrer.
Est� pronto, senhor.
- Est� pronto. - Vamos assistir.
Assistam, todos voc�s.
Os atos horr�veis que foram cometidos.
Pode ser um amor passageiro Mas ele me d� alegria
Neste mundo sombrio Viajamos no nosso barco dos sonhos
Mas logo afunda Sob as ondas da luz do dia
N�o consigo evitar Uma cascata de l�grimas
Que amor passageiro
Voc� e eu somos apenas Um casal fugaz
Fingindo que nossos cora��es Est�o calmos
Mas no fundo eles queimam Como um inc�ndio
O que � isso?
Por que tentou contrabandear isso para o exterior?
Plantando um beijo fantasma No mundo real
Meu corpo inteiro
Est� tomado pela tristeza
Bravo!
Esse amor doloroso
� uma estrada de m�o �nica
MAR�O DE 1945
T�quio est� em chamas.
N�o � somente em T�quio.
Nagoya, Osaka e Kobe logo ser�o bombardeados.
Todos os homens est�o mortos.
N�s, mulheres, n�o podemos fazer nada.
� o fim do Jap�o.
Por que voc� parece t�o tranquila?
- Diga alguma coisa. - Deixe-a em paz.
Ela est� muito doente... Aqui.
N�mero 284.
- Sim. - Voc� tem uma visita.
H� quanto tempo.
Por que est� aqui, Dr. Nozaki?
Bem...
Enfermeira, poderia esperar l� fora?
Sim, senhor.
Vamos sentar.
Bem...
Seu m�dico � um amigo meu da Universidade Imperial.
Foi assim que descobri que voc� estava hospitalizada.
E consegui "for�ar" a minha entrada.
N�o esperava v�-lo.
Sim. Bem...na verdade...
Deve ter sido muito dif�cil.
Como voc� est�?
- Que pergunta boba. - N�o tem problema. Estou bem.
Voc� parece mesmo estar bem.
Minha cabe�a fica bem se eu evitar os rem�dios.
Entendo.
Doutor, por favor me diga como est� l� fora.
S� recebemos os jornais que est�o censurados.
O mundo l� fora est� mais ou menos do mesmo jeito.
Meu marido...
O senhor sabe de alguma coisa?
Um amigo o viu em Bombaim, na �ndia.
- Bombaim? - Sim.
Depois eu soube de um navio de passageiros
que foi de Bombaim para Los Angeles.
De acordo com relatos, um submarino japon�s o afundou.
Mas voc� sabe...
hoje em dia n�o se pode confiar nas informa��es.
Voc� est� bem?
Estou.
Isso � tudo?
� tudo o que eu sei.
Entendo.
Voc� est� aqui h� muito tempo. � dif�cil.
Darei um jeito de tir�-la daqui.
Por qu�?
N�o suporto v�-la num lugar desses.
Cuidarei de voc� na minha humilde casa.
Obrigada.
Mas n�o � necess�rio.
Est� tudo bem.
Aqui parece ser o lugar certo.
Como assim?
Vou confessar uma coisa:
eu n�o sou louca.
Sim.
Por�m...
esse � justamente o fato
que faz de mim uma louca...
neste pa�s.
Abram a porta!
Abram a porta! Abram!
Ataque a�reo! Corram para se salvar!
R�pido! � um ataque a�reo! R�pido!
- Ataque a�reo! - Corram! Ataque a�reo!
Saiam logo!
R�pido!
Vamos!
Por aqui!
Agora o Jap�o vai perder.
A guerra vai acabar.
Bravo!
FIM DA GUERRA AGOSTO DE 1945
NO ANO SEGUINTE,
A MORTE DE YUSAKU FUKUHARA FOI CONFIRMADA.
HAVIA VEST�GIOS DE FALSIFICA��O NA CERTID�O DE �BITO
ALGUNS ANOS DEPOIS, SATOKO FUKUHARA VIAJOU PARA OS EUA.
- Art Subs - 13 anos fazendo Arte para voc�!
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