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Ent�o voc� perdeu.
Acontece.
Eu n�o quero discurso motivador.
Que pena, porque vai ouvir um.
Voc� perdeu, e n�o h� vergonha em perder
se fez o seu melhor.
Voc� fez?
Fez o seu melhor?
Colocou todo seu cora��o e mente nisso?
Foi destemido? Foi leal?
Foi impetuoso?
Decente e justo?
Agiu conforme seu c�digo moral,
- suas pr�prias expectativas? - Sim.
Ent�o � tudo o que pode fazer.
Voc� lutou e dessa vez perdeu.
E provavelmente vai perder de novo.
- Que tipo de discurso � esse? - �s vezes, perdemos.
At� voc�, meu Julian. �s vezes, todos perdemos.
Mas est� tudo bem dessa vez.
Queria ganhar uma antes de perder de novo.
Venha. Vamos para casa?
Ainda temos um ao outro.
Essa � sua vit�ria.
Essa � minha vit�ria.
- 912. - 912 o qu�?
Eu contei 912 neg�cios com o nome Eureka,
s� em Los Angeles.
No Estado, � quase 8 mil.
Est� tudo bem. Fizemos o nosso melhor.
Colocamos nossos cora��o e mentes nisso.
Fomos decentes, justos, e est�vamos certos,
ent�o o que acontecer, tudo bem.
N�o me arrependo de pegar esse caso. Nem um pouco.
Meu Deus. Pode, por favor, calar a boca?
Quero ser nobre e me manda calar a boca?
Percebe que esse caso me custou minha firma e talvez minha casa?
N�o acabou ainda, Cruz.
Estamos na prorroga��o com poucas fichas.
- N�o me conhece? - S�rio. N�o a conhece?
Na prorroga��o com poucas fichas � quando eu disparo.
Est� misturando met�foras. Poker e futebol.
� o Flynn. Devemos ir.
E voc� deve ir para casa dormir.
Volta ao tribunal em 32 horas
e precisamos que esteja afiado.
Vamos. Roubaram nossa testemunha.
T�m bilh�es de d�lares a disposi��o para escond�-lo.
O que acha que far� em 32 horas?
Uma vez atravessei o Arizona dirigindo sozinha
com Nate e Cassidy no carro.
Cassidy chorava, n�o importava o que eu fazia,
ent�o liguei o r�dio bem alto e acelerei.
Meus pneus estavam carecas ent�o na sequ�ncia,
o pneu furou e o carro foi cambaleando
pelas 4 pistas da rodovia.
Acabei do outro lado numa vala
e precisei escalar o carro para tirar as crian�as.
A boa not�cia � que Cassidy parou de chorar.
Estava de salto alto sem ter outro para trocar.
Era no meio do nada, e n�o havia carros passando.
Ent�o, tirei os sapatos,
peguei Nate pela m�o e Cassidy no colo,
e andei descal�a pelo deserto por 10 quil�metros.
Cheguei na cidade bem na hora
da reuni�o que precisava participar.
Uma senhora gentil me deu um chinelo
para estancar o sangramento dos meus p�s,
e fez almo�o para meus filhos.
Depois eu fiz o discurso da minha vida,
e convenci aquela cidade a gastar dinheiro
para trocar os canos e limpar o abastecimento de �gua
antes de virar um aglomerado de c�ncer.
Ent�o...
Beb� chorando, pneu furado,
sapatos apertados.
Mas juro pela minha v� mortinha
que me ensinou a lutar,
que seria tolice,
me deixar de fora agora.
REBEL | S01E10 36 Hours
Mrs. Bennet l Henderson TinTin l Helo
Rayusca l nani killingscylla l Debcarda
Lua l Amand@ TatiSaaresto
Revis�o: Lais Rosas
POL�CIA
Voc� vem?
N�o, porque tenho o que fazer, e j� sei o que ele vai dizer.
- Como sabe? - Ele est� vivo.
Ele estava livre, ou seja, ele cooperou,
ou seja, pagaram ele.
Pegaram ele na fronteira, a caminho de Nevada.
Acharam 20 mil em dinheiro escondidos no porta-luvas.
Por roubar o celular da Ziggy e inventar a overdose,
minha testemunha chave desapareceu.
Agora preciso saber quanto tempo voc� trabalha pra Stonemore.
Preciso saber pela minha filha e pelo meu caso,
e o tempo � curto, gra�as a voc�,
ent�o, pule as desculpas e v� direto aos fatos.
Tenho um irm�ozinho que n�o vejo h� dois anos.
Ele est� num lar adotivo em Nevada.
Uma mulher veio at� mim na pista de skate,
me mostrou fotos do meu irm�o
e disse que ele est� em uma situa��o ruim.
Disse que a m�e adotiva bate nele,
e que joga o cigarro aceso nele.
Ela me mostrou fotos das queimaduras
da� ela disse que,
me pagaria se ajudasse a distrair voc�,
e eu n�o teria que machucar ningu�m,
ou fazer algo muito ruim,
e seria dinheiro suficiente
para buscar meu irm�o e dar a ele uma vida, e...
que ela me daria o endere�o dele.
Sinto muito.
- Eu estava certa? - Sim.
- Ele lhe deu algo �til? - S� mais raiva.
- Achou alguma coisa? - N�o.
Fiz todo um discurso para o Cruz.
- Eu sei. - Ele deixaria eu me safar,
ia me perdoar, e eu mandei ele calar a boca.
- Eu estava l�. - S� estou dizendo
que precisamos planejar. Qual � o plano?
Espero que o seu plano seja parar de falar comigo
- porque preciso de foco. - Dois minutos.
Preciso falar por dois minutos. Penso melhor quando falo.
- Ent�o fale. - Olha,
N�s nem temos certeza que Eureka � um neg�cio.
Talvez seja s� um projeto dentro da Stonemore.
Precisamos rever as evid�ncias.
Tenho uns amigos hackers trabalhando nisso.
Est�o cruzando dados,
de Eureka com Mark Duncan, Stonemore e Karsten Vokelberg.
Talvez seja um acr�nimo. E se for um acr�nimo
para algum componente qu�mico?
- Ou um nome. - Se me deixar concentrar...
- Quanto tempo? - Para qu�?
Se eu te deixar focar e fazer o que est� fazendo,
quanto tempo para escrever ou ligar
ou cruzar dados ou hackear todos os oito mil resultados
para todos os poss�veis acr�nimos para Eureka
que podem nos levar a Karsten?
Tempo demais.
Zig!
Zig?
Zig?
Achamos o Sean. Ele est� bem,
mas Stonemore pagou ele para roubar seu celular
e fazer aquela liga��o para nos distrair.
- Desgra�ado! - Sim. Foi o que pensei.
Mas devia ouvir a hist�ria dele. � devastadora.
N�o ligo. O que faremos?
- N�o quer chorar? - Parece que quero chorar?
M�e?
- Que diabos est� havendo? - Preciso da sua ajuda.
Sua n�o, Cass. Pode voltar para a tumba do Sat�
ou onde quer que esteja dormindo.
- Voc�s dois, vistam-se. - M�e, est� muito tarde.
Temos 30 horas para consertar o que Sean quebrou.
- Quer gastar 8 horas dormindo? - Vou fazer caf�.
Ser� que o pessoal do v�lei est� acordado?
Precisamos de ajuda de quem j� ajudamos.
H� poucos resultados para Eureka com U,
vou tentar V e W, tamb�m.
Devia estar dormindo.
Minha casa est� muito vazia. O que h�?
Eu e Lana cobramos uns favores.
O que ele faz aqui?
- Consertando o erro dele. - M�e...
Ele � bom com computadores. Deixe-o ajudar.
Venha, Sean. Vou te p�r aqui na mesa da recep��o.
Vai procurar a palavra "Eureka". Dividimos neg�cios por letras.
As suas s�o X, Y, Z.
- Prontinho. - Consegui! Consegui!
Karsten Vokelberg, Armaz�m Eureka.
Pus o email dele. Pediu senha, eu inventei uma
e deu que a senha n�o confere, significando que tem uma conta.
Karsten Vokelberg tem um dep�sito no Armaz�m Eureka.
Ent�o, ele tem uma unidade de dep�sito?
- Karsten tem um dep�sito. - Karsten tem um dep�sito.
- Obrigado. - Isso � fant�stico.
Certo, pessoal, muito obrigado.
Isso � incr�vel. Voc�s foram maravilhosos.
Devem estar exaustos. V�o para casa dormir um pouco.
Porque o Karsten tem uma unidade de dep�sito.
Vamos!
Vamos ligar pro Randall e pedir as chaves do Karsten.
Ei, espera a�.
O que devo fazer com Ziggy e Sean?
N�o sei. Tente ser pai.
Voc� tem tantos filhos que j� deveria saber, por agora.
- Sabe de uma coisa? - N�o. O qu�?
Eu te amo.
- N�o esperava essa. - Eu te amo,
e tem dias que queria n�o amar, voc� me enlouquece.
Sou eu assistindo an�ncios.
Devia ter dito que engravidei uma mo�a
- quando separamos. - Voc� acha?
10 anos atr�s, voc� pegou uma menina de 6 anos.
Nem sequer me ligou.
Perdemos o caso. A m�e estava morrendo. Ela n�o tinha ningu�m.
E eu fiquei com raiva e nos separamos.
Foi um lance de uma noite, s� isso, e voc� � parte disso.
Certo pessoal, podemos fazer isso outra hora?
Quando faremos isso, Lana?
Porque o nosso casamento est� correndo risco,
nossa fam�lia, eu estou lutando pela nossa fam�lia.
Podia escolher um momento melhor.
Se quer lutar por nossa fam�lia,
comece fazendo as pazes entre a Ziggy e o Sean.
Traga ele para casa, instale-o na casa de h�spedes.
- Perdoar o que ele fez? - Eu n�o tenho que perdoar voc�?
Deixe ele explicar. Ziggy precisa disso.
Stonemore j� tomou o suficiente.
Eles n�o podem tomar o namorado dela, tamb�m.
Certo. Tudo bem.
Vou te beijar agora mesmo.
�timo.
Ah, fala s�rio. Podemos ir... agora?
V� peg�-los, bombinha.
Que seja.
- Obrigada por ter vindo. - Eu estava acordado.
- Voc� est� bem? - Sim.
N�o.
Minha fam�lia toda me odeia, ent�o...
Seu pai n�o te odeia.
Sim, mas meu pai tem me usado esse tempo todo...
Ele est� usando sua mente, o seu brilhantismo...
Pare. N�o crie desculpas para ele.
N�o estou. S� estou dizendo o que vejo.
Se ele estivesse te usando como voc� acha,
ele n�o te manteria tanto tempo. Ele te v� como um trunfo.
Porque voc� � brilhante assim como ele.
Eu sou boa em decifrar as pessoas,
mas n�o consigo decifrar voc�.
N�o sei se realmente acredita nas mentiras
que saem da sua boca,
ou se s� genuinamente n�o se importa
se o que voc� diz � verdade.
S�o minhas �nicas op��es?
Se s� me chamou aqui para me insultar,
o m�nimo que pode fazer � me oferecer uma bebida.
Eu n�o quero sentir isso.
Eu realmente n�o quero sentir isso.
S� para ficar claro, voc� que est� me usando agora.
Sim.
Karsten ficou falando sobre pris�o.
Que se ele testemunhasse, ele iria para a pris�o.
Achou que a Stonemore o incriminaria por algo.
Sim. Presumimos isso, mas talvez n�o.
Talvez ele fizesse algo ilegal.
Ele dizia que tinha que terminar o trabalho, consertar a v�lvula,
mas talvez fizesse isso quebrando leis.
- Que tipo de leis? - Bom... eu n�o sei.
N�o sou qu�mica, nem criminosa.
Tudo bem. Vou p�r um hacker na dark web,
porque esse � um lugar que n�o gosto de mexer.
Acho que chegamos.
Estou sentindo. Estamos perto.
Sim, aqui � o 139. Somos o 147.
N�o, n�o. N�o perto do n�mero. Perto da verdade.
Sinto isso nos meus dentes. � como metal.
Sempre te disse que voc� � meio bruxa.
N�o sou bruxa. S� consigo sentir.
Bruxinha. � um elogio. Aceite.
Aqui vamos n�s.
Bom.
Vamos abrir isso aqui,
e encontraremos a verdade l� dentro,
e seja o que for, vamos us�-la
e vamos ganhar, porque nosso caso � justo,
e n�o colocamos o Cruz nisso
s� para torturar ele e depois perder.
- Isso a�. - Pronta? Aqui vamos n�s.
Tudo bem.
Ent�o, chamamos todo mundo e trazemos eles aqui?
Lana, n�s nem sabemos o que buscamos.
- Certo, ent�o qual � o plano? - Certo.
Primeiro...
Posso precisar sentar e chorar, mas por s� por cinco minutos.
Est� bem?
28 HORAS DEPOIS.
- Estou acordada! - Desculpe.
Tudo bem, estou acordada.
- Que horas s�o? - � hora do julgamento.
Quantos animais de cer�mica um homem pode ter?
O que foi? Como vai, assassina?
Nada bem. E voc�?
Estamos em Nevada.
Nevada? Por qu�?
Porque Sean nos contou sua hist�ria.
Ziggy ainda est� brava com ele, ainda n�o fala com ele.
Mas n�o negou quando eu disse "vamos at� l�"
- "tentar ajudar o irm�o dele." - Isso � bom. � muito bom.
- Obrigada. - Tudo bem, eu te amo.
Grady...
talvez a gente perca. S�rio, podemos realmente perder.
Posso perder o fundo de faculdade da Ziggy.
- Eu sei. - Ainda vai dizer que me ama
e que quer lutar por n�s se perdermos?
� s� dinheiro. Sempre d� para conseguir mais dinheiro.
Arranjar outra fam�lia que n�o � f�cil.
- Sim. - Tchau.
Prontos?
Certo.
Que...?
� aqui.
Abaixem-se.
Acha que � ela? A m�e adotiva?
N�o sei. Qual � o plano? Bater na porta?
Bom, eu n�o sei.
Quando voc� foi para a fronteira com 20 mil
- qual era o seu plano, caub�i? - Eu n�o tinha um...
- N�o sei. - Inacredit�vel.
N�o penso de barriga vazia. Vamos comer
e tentar fazer o que sua m�e faria.
Podemos ligar para ela?
J� liguei. Ela parece estar alucinando.
- Vai para o tribunal? - Por que eu faria isso?
Curiosidade? Acompanhamento?
- Eu fui humilhada l�... - N�o, n�o foi.
Desculpa interromper, mas voc� n�o foi humilhada l�.
Minha irm� n�o te humilhou, minha irm� se humilhou.
Ela se apoiou no pior tipo de misoginia.
Ela traiu os pr�prios ideais e 200 anos de feminismo.
Minha irm� traiu e humilhou a ela mesma.
E talvez a mim, j� que limite n�o � um ponto forte meu.
Cresci sem adultos, estou resolvendo isso.
Vou me perdoar, mesmo que voc� n�o possa.
Mas espero que voc� possa porque sou louco por voc�.
E acho que posso te amar se voc� permitir.
Vou para o tribunal agora, onde eu fui humilhado, n�o voc�.
Porque voc� foi muito fodona no tribunal.
Se serve de consolo.
Diga que achou algo.
Ainda n�o, mas irei.
Preciso de um pouco de tempo.
- Eu tentei, a ju�za n�o deixou. - N�o a ju�za.
Ela n�o vai adiar ainda mais.
Preciso que voc� ganhe tempo.
N�o sei, fale devagar.
- O qu�? - Eu n�o dormi
mais de 10 minutos nos �ltimos dias.
N�o seja sonso. Ganhe tempo.
A �ltima testemunha era Maddie Peterson.
Quer que eu a fa�a sofrer por horas?
- Est� escolhendo ser est�pido. - Estou te perguntando.
S�, por favor, me arranje tempo.
Odeio quando ele se faz de idiota.
Ele faz isso quando n�o gosta da sua ideia.
Acha que ele armou para a gente?
- Quem? Karsten? - Sim.
Stonemore fez ele ligar
para nos fazer vir aqui perder 36 horas
desempacotando caixas com lou�as
e arquivos do maternal � universidade.
N�o vou mentir, pensei isso.
Achei que far�amos muitas descobertas aqui.
Imaginei uma sala vazia com uma pasta
em cima de uma cadeira, pronta para ser pega.
Ent�o...
O que achou do que o que Benji fez?
Nunca te pe�o para escolher um lado mas...
- Porque ele � meu irm�o. - Exato.
Mas o que ele fez com a Cassidy...
O que ele fez com ela � igual ao que voc� faz com ela.
S� estou comentando.
Ele usou ela. Voc� usa ela.
� diferente. Eu estou ajudando pessoas.
� diferente.
� um pouco diferente.
Cassidy cresceu sem a aten��o dos pais.
Eu estava trabalhando, ajudando pessoas.
Rebel, voc� me fez uma pergunta.
N�o fa�a perguntas se n�o deseja ter respostas.
Cassidy era uma garota que n�o teve
muito tempo com os pais, enquanto crescia,
e ela estava desesperada por mais de voc�s dois.
Voc�s n�o s�o do tipo que sentam, comem e se abrem.
Voc� s� trabalham, ent�o ela trabalha com voc�
e para voc� e raramente ela mesma opina
sobre o que ela faz porque voc� n�o ouve
quando ela tenta dizer n�o.
Meu irm�o n�o agiu diferente de voc�.
Essa � verdade, espero que escute.
Ent�o estou usando a minha filha?
Estou dizendo que voc� precisa aprender
a ouvi-la quando ela tenta te dizer n�o
ao inv�s de ignor�-la como se ela fosse um gato.
Gato.
Espere. Voc� disse gato. Gato. Gato.
Gato. Gato. Espere um minuto. Espere um minuto.
- Erva-de-gato. - � um derrame?
N�o. Karsten. Ele mandou alimentar o gato.
Eureka, o gato.
Talvez seja achar o gato.
Eureka, o gato.
O gato. Vamos... Temos que encontrar um gato.
- Pegue esta caixa. - Est� bem.
- O gato. Encontre o gato, Lana. - Por favor, Jesus.
Encontre o gato!
Por favor, Jesus. Por favor, por favor, por favor.
- Meu Deus. - Isso!
- N�s achamos! - Temos que ir.
Certo. Precisamos ir. Certo, certo.
Espere um minuto.
Estamos aqui no caso de Helen Peterson
contra Stonemore Medical,
e, Sr. Cruz, quando pedimos um recesso,
a Sra. Maddie Peterson estava depondo.
Excel�ncia, visando proteger
a Sra. Peterson do trauma de repetir o testemunho,
gostaria de chamar o Dr. Nathaniel Flynn
para falar em seu nome.
Dr. Flynn � o obstetra da Sra. Peterson.
- Tudo bem. - Dr. Flynn?
- Sim? - Sim. Por favor.
Aqui. Fale devagar.
Jura dizer a verdade, toda a verdade
- e nada al�m da verdade? - Eu juro.
Tudo bem.
Dr. Flynn...
Dr. Nathaniel Flynn, obstetra.
"Flynn" � com...
� com um "n" s� ou dois?
- S�o dois n. - Dois n. Interessante.
Flynn, n�o Flyn.
Dr. Flynn, voc� poderia...
Poderia nos explicar o...
desenvolvimento do feto...
desde a concep��o at� ao parto?
- S�rio? - Protesto.
Qual � o seu objetivo, Sr. Cruz?
Excel�ncia, estou tentando provar
que a v�lvula da Stonemore � respons�vel
pela morte do beb� da Maddie Peterson,
e para o j�ri compreender totalmente
como isso � poss�vel, eles precisam entender
como... ou em que fases a gesta��o...
cada parte do feto...
- Desenvolve? - Se desenvolve.
Sr. Cruz, voc� est� bem?
Sim. Obrigado por perguntar.
Dr. Flynn, vamos come�ar.
Vamos come�ar.
Vamos come�ar.
Vamos come�ar no momento que o esperma penetra no �vulo.
Certo.
Vou ao tribunal antes que voc� tente me impedir.
- N�o entendo nada disso. - Est� criptografado?
N�o, tem v�rios termos m�dicos que eu n�o entendo nada.
Voc� pode enviar para Misha?
� muito grande. Eu nem saberia o que enviar.
Certo. N�s vamos ao hospital.
Aqui vamos n�s.
Podemos chegar l� vivas?
Sim. Ligue para Misha
- e diga que estamos indo. - Est� bem.
- � isso, Lana. - Eu sei.
- � isso. - Eu sei!
Rebel, juro por Deus!
Tudo bem, eu vou dirigir mais devagar.
Por favor.
Ele tem quantos anos?
11 anos.
E voc� n�o o v� h� dois anos porque...
Porque fugi da minha fam�lia adotiva
e s� t�nhamos visitas supervisionadas.
Mas tentaram juntar voc�s?
�, eu acho que tentaram. N�o sei.
Voc�s eram pr�ximos?
Quando seus pais te batem tanto, isso aproxima as pessoas.
Bem, voc� tentou proteg�-lo.
Eu tentei, mas...
Eu tenho que... eu j� volto.
Ainda n�o consegue perdo�-lo?
Ele destruiu o caso, pai. Mam�e perdeu o qu�mico.
Voc� pensou que eu estava morta. Entendo ele ter ficado tentado.
Entendo que ele queria salvar o irm�o,
mas se ele tivesse vindo at� n�s...
se ele tivesse falado conosco, com a mam�e,
se tivesse confiado em n�s, seria diferente.
Voc� tem a for�a da sua m�e, Zig.
Ent�o � dif�cil de voc� entender que nem todo mundo tem isso.
N�o estou me referindo a Rebel, e sim a sua m�e, Marisol.
Ela praticamente iniciou o caso de San Bernardino sozinha.
Ela escreveu para a Rebel... deve ter escrito umas 100 vezes,
e apareceu na nossa porta, com a sua m�ozinha.
Ela assou biscoitos. Trouxe prontu�rios m�dicos,
todos os diagn�sticos de c�ncer,
garrafas de �gua suja,
e ela n�o parou, mesmo ficando t�o doente.
Ela n�o parou de lutar e manteve
seu senso de humor, manteve sua f�.
Mesmo estando morrendo, ela n�o parou de lutar por voc�.
Ela era corajosa e honesta,
e ela tinha muita for�a,
e voc� tem isso. Voc� tem isso de sobra.
E Sean simplesmente n�o tem.
E eu entendo o Sean n�o ter
porque eu tamb�m n�o tenho.
N�o � meu instinto chegar na cara das pessoas,
dizer a verdade
e confiar que acreditar�o em mim e que estar�o ao meu lado.
Por isso que n�o contei a voc� e sua m�e sobre Grady Jr.
Eu estava envergonhado,
e n�o sabia se sua m�e me perdoaria,
e n�o fui corajoso o suficiente para dizer a verdade.
E n�o sou corajoso como voc�, Sean n�o � corajoso como voc�,
mas eu e ele temos outros pontos fortes,
e �s vezes bons casais se contrabalan�am bem.
N�o estou dizendo para continuarem namorando,
mas aquele garoto precisa de uma amiga que lute como voc�.
Qual � o nome da mo�a mesmo? A m�e adotiva.
Melanie Milcher.
Sabe o que a mam�e faria? Ela faria a Lana pesquis�-la,
e elas usariam tudo o que encontrassem.
Ela administra uma noitada de solteiros
chamada "Unidos da Milcher".
"Unidos da Milcher"?
- � um nome terr�vel. - Sim, mas podemos usar isso.
Bom.
Acho que � bem aqui. L� vamos n�s.
Tchau. Eu tenho que ir.
Tem �gua na geladeira.
- Leia essa porcaria. - Se concentre.
Certo.
Aqui.
S� vou me deitar por alguns minutos.
S� um pouquinho.
S� alguns minutos.
O cora��o em desenvolvimento � feito de dois tubos
que s�o fundidos,
e eles formam um tronco com quatro tubos se ramificando.
Assim.
Isso � muito interessante.
Muito interessante.
Isso � em qual semana do desenvolvimento?
Quinta semana.
Ele j� respondeu isso, Sr. Cruz.
- Sim, perd�o, Excel�ncia. - Posso me aproximar?
N�o. Sr. Cruz. Preciso que voc� v� direto ao ponto.
Sim, Excel�ncia. Claro. S� quero que o j�ri entenda
- a ci�ncia. - J� aprendemos
- sobre o cora��o na gesta��o. - Sim, claro, Excel�ncia.
Seguindo...
Dr. Flynn, voc� poderia, por favor...
poderia, por favor... O que � mesmo?
O que... S� um momento.
Deixe eu... Para verificar... Excel�ncia, um momento.
N�S CONSEGUIMOS! ENROLE MAIS!!
- Excel�ncia? - Sr. Cruz?
Sim?
Desculpe, Excel�ncia. Perd�o.
Foi uma semana longa e eu estou muito cansado,
e os termos cient�ficos s�o muito complicados para mim.
Mas...
Dr. Flynn, poderia nos explicar,
a condi��o conhecida como Hidropsia fetal?
- Sim. - Mas, por favor, detalhe.
E n�o tenha pressa, porque � vital
que possamos entender a doen�a completamente.
Certo, preciso de uma pausa.
Recesso de 20 minutos para todos.
Obrigado, Excel�ncia.
Isso n�o faz sentido.
Isso n�o faz sentido!
Desculpe.
N�o sabia como te acordar,
e isso n�o faz sentido. E tem caf� na geladeira.
- Est� gelado, mas... - O que n�o faz sentido?
Isto � evid�ncia de teste em humanos.
- Da v�lvula Stonemore? - Sim.
Todo esse tempo, pensamos que n�o houve testes em humanos,
mas eles tem testado faz tr�s anos.
Come�aram ap�s a v�lvula ir para o mercado,
e isso n�o faz sentido, e o que faz menos sentido ainda
� que os cora��es est�o bons. N�o ap�s o estudo
mas est�o saud�veis antes do estudo.
O grupo de estudo... a grande maioria deles
sem sinais de doen�a card�aca,
n�o precisam substituir a v�lvula,
e todos tem o mesmo endere�o,
uma caixa postal em Nova Iorque,
e isso n�o faz sentido.
Meu Deus. Faz sentido sim.
Isso faz sentido. Eu sei o que est�o fazendo.
Karsten quase disse o que estavam fazendo.
- Ele disse? - N�o entendo.
N�o importa. Eu entendo. Pega o computador.
N�s temos que ir. Venha comigo.
- Voc� n�o pode dirigir. - Vamos. Lana!
Voc� n�o pode dirigir e nem eu!
- Eu dirijo. - Deus te aben�oe.
Vamos. Mexam-se. Pegue o computador.
- Aonde n�s vamos? - Na Procuradoria.
Preciso saber o que voc� est� fazendo.
- Perd�o, Helen. - N�o se desculpe.
S� diz o que est� fazendo,
porque eu trouxe minha filha, deprimida e de luto,
para esse caso e para esse tribunal, hoje,
e ela e eu arriscamos tudo
para concluir esse caso e voc� est�...
Voc� est� a� e est� s�...
enrolando.
- Voc� est� enrolando, Sr. Cruz. - Sim.
E preciso acreditar que h� uma raz�o. Que h� uma...
uma finalidade para isso e eu s� n�o estou vendo.
Estou ganhando tempo.
Annie est� trazendo evid�ncias.
Pode ser o qu�mico. Ou a prova no trabalho dele.
N�o sei, mas a ju�za n�o vai me deixar atrasar mais
e preciso do que Annie tem antes de encerrar,
ent�o, estou ganhando tempo.
Mas acredite, tamb�m est� me doendo.
Entendi.
Obrigada.
Estou t�o aliviada.
Comecei a achar que estava testemunhando
uma crise nervosa em c�mera lenta.
Voc� estava.
Sei que n�o � ideal e um pouco amoral.
Est� brincando?
Eles s�o corruptos al�m da conta.
S�o completamente culpados.
Jogaram sujo em cada etapa do caminho.
Isso n�o � amoral.
Isso � um ato de coragem.
Fa�a os chorar de t�dio.
Fa�a os chorar de t�dio, Sr. Cruz, com a ajuda dos anjos.
N�o queria esticar as pernas?
N�o queria esbarrar no Nate.
- Ele vai te perdoar. - N�o tenho certeza.
� seu irm�o. Vai te perdoar.
Vai demorar, mas quando o caso acabar,
todos v�o relaxar.
N�o sei se esse caso vai ter fim,
pelo ritmo do Cruz. S�rio, o que ele est� fazendo?
Ele claramente precisa de tempo.
N�o sei porque, mas...
ele est� armando algo.
Como voc� fez com o Dr. Nelson. Ele est� usando tudo que tem.
Sei que est� chateada com si mesma mas,
estou orgulhoso de voc�, Cass.
Voc� veio, jogou com os grand�es e foi muito bem.
O topo � solit�rio as vezes. Todos amam um coitadinho.
Essa � a magia da sua m�e. Eu prefiro ganhar.
E acho que l� no fundo,
voc� prefere tamb�m.
- Sra. Milcher? - � senhorita. N�o sou casada.
Melanie. Pode me chamar de Melanie.
E quem � voc�?
- Grady. - Grady. Grady do qu�?
- Alabaster. - Grady Alabaster.
� um nome de estrela de cinema.
Obrigado, Melanie. � o nome do meu pai.
O sobrenome, pelo menos.
Eu acabei de me mudar para o bairro,
e eu... eu queria conhecer alguns vizinhos.
Sim, tem sido um pouco solit�rio desde o div�rcio.
Sabe de uma coisa? Voc� ganhou na loteria.
- Perd�o, j� vou cortar a grama. - Danny?
- Sean? - Venha aqui, cara. Vem c�.
- Como voc� est�? - Senti saudade.
Tamb�m senti. Vamos para casa, t�?
- Est� bem. - Vamos.
Voc� est� bem. Vamos l�.
Sentem-se.
Dr. Flynn?
Fique a�. Excel�ncia, gostaria de me aproximar.
Gostaria de aproveitar essa oportunidade para...
dar ao Sr. Ray mais uma chance de acordar.
Voc� est� falando s�rio?
Retire a v�lvula do mercado e caso encerrado.
Por que eu aceitaria? O j�ri, literalmente, te odeia.
Porque a Annie est� vindo com o qu�mico.
Cruz, voc� � p�ssimo em blefar. E isso � um elogio.
Mentirosos sabem blefar bem.
E n�o acho que voc� vai vencer, com ou sem o qu�mico,
porque, vou repetir, este j�ri odeia voc�.
Excel�ncia, pe�o pra det�-lo por desacato.
- Por n�o cham�-lo de mentiroso? - N�o, por ser desprez�vel.
E dizem que as mulheres s�o emocionais.
Cruz!
Excel�ncia, um momento, por favor.
Ordem! Ordem!
Sr. Cruz!
- Sr. Cruz! - Um segundo, excel�ncia.
Sim. Muito obrigado por ter vindo.
Perd�o, Excel�ncia. Tenho informa��es novas.
Excel�ncia, essa � a defensora dos meus clientes,
Sra. Annie Flynn Ray Bello,
e ao lado dela � a Procuradora do Estado
e elas t�m provas de que a Stonemore Medical
tem testado suas v�lvulas em prisioneiros saud�veis,
em uma pris�o privada,
violando toda a �tica m�dica
e v�rias leis estaduais e federais, e com isso,
quero dar ao Sr. Ray uma �ltima chance de acordar.
Voc� acertou, eu n�o blefo.
Karsten Vokelberg, em seus melhores dias, � man�aco.
E � louco, nos piores dias.
Ele tava obcecado com a ideia da v�lvula estar causando danos,
mas ele n�o tinha provas concretas.
Se ele realizou um teste ilegal, isso � com ele.
Ele sabia que voc� diria isso.
Ele tamb�m sabia que voc� destruiria
qualquer tra�o de conversa que voc�s tiveram,
ent�o ele guardou c�pias dos registros.
E-mails, mensagens de voz,
comunica��o com voc� ou qualquer um da sua empresa.
- Ele guardou tudo. - Eu aprovei um teste limitado
para tranquilizar a cabe�a dele, est� bem?
Disseram-me que s� envolveria prisioneiros
que poderiam se beneficiar com a v�lvula
- e apenas de forma volunt�ria. - Sempre altru�sta.
Dezenas de prisioneiros, com cora��es saud�veis,
implantaram a v�lvula da Stonemore
em troca de recomenda��o de soltura antecipada.
Voc� participa da diretoria dessa pris�o privada, Mark.
Isso n�o pega bem para voc�.
$600 milh�es, e ainda pagar� para que cada demandante
tenha sua v�lvula removida
e todo o eterno acompanhamento m�dico disso.
E voc� remover� esse dispositivo de tortura,
que chama de v�lvula card�aca, do mercado.
$600 milh�es.
Preciso conferir com o meu cliente.
Conferira o quanto quiser, a cada minuto que passa,
a quantia sobe, porque a alternativa �,
voltamos ao tribunal, coloco a Annie para depor,
e vou deixar o j�ri ouvir
sobre como seu cliente � um assassino.
N�o tem o que fazer, meu amigo.
- $600 milh�es. - Voc� vai ser preso, Mark.
Por bastante tempo.
Todos de p�.
Excel�ncia...
temos um acordo.
Helen, temos um acordo!
- Voc� conseguiu! - N�o, n�o. Voc� conseguiu.
- Voc� tirou do mercado? - Tiramos do mercado.
Eles v�o remover da Maddie!
Eles v�o pagar para remover de todos voc�s!
Conseguimos!
Conseguimos.
N�s conseguimos, querida.
N�s vencemos.
Eu te amo.
Rebel nos ligou.
Vem, vamos lev�-lo para comemorar.
Bom trabalho, pai. A m�e ficaria muito orgulhosa.
- � mesmo? - � claro.
Em minha defesa, sempre odiei aquele cara.
Voc� me usou.
- Cass... - Escute-a, Benji.
Voc� me usou, mas tudo bem,
porque eu aprendo r�pido e n�o vou embora.
Ganhou muito dinheiro sujo com aquele homem.
Ent�o agora vamos us�-lo.
- O que � isso? - � o nosso pr�ximo caso.
Sei que est� brava, Cass, mas ainda sou o chefe,
ent�o se isso � algum caso pro bono...
- Cala a boca, Benji! - Lana...
Parece que n�o durmo h� um m�s.
Perdi toda a habilidade de ser educada.
Meu namorado est� me esperando em um hotel chique
com excelente servi�o de quarto e len��is de 800 fios.
Olhe o maldito arquivo.
- Seu namorado � t�o legal. - N�o �?
� algum outro tipo de...
- Oi. - Oi.
Parab�ns! Ouvi que voc� ganhou!
Desculpe, eu estraguei a surpresa.
Bom, Zig, sua poupan�a da faculdade est� segura.
N�o foi pelo dinheiro, m�e.
Sim, eu sei, mas ganhamos!
- Oi, querido. Oi. - Aqui est�.
- Parab�ns. - Obrigada. E quem � esse?
- Eu sou o Danny. - Ele � meu irm�o.
Prazer em conhec�-lo, Danny.
- Sou a Rebel. - Prazer, Rebel.
Acho que meio que o sequestramos,
mas fizemos uma queixa no Servi�o de Prote��o � crian�a
quando sa�mos da cidade, ent�o, podem achar que ele fugiu.
Eu n�o ouvi isso.
Vem. Vou te mostrar o quarto da Ziggy.
- Isso a�. - Tchau, Danny.
- Ele � ador�vel. - Sim.
Sim, eu disse ao Danny que ele poderia morar aqui.
- Por quanto tempo? - Sei l�.
- Daremos um jeito. - Entendi, ent�o...
trouxe uma crian�a para casa sem nem mesmo me ligar?
M�e, seja legal. A crian�a j� � traumatizada.
Oi, pessoal.
Espero que n�o liguem. Trouxe o papai.
Mas escuta, tenho uma nova ideia
para um caso e preciso de sua ajuda.
Relaxa, querida. Por que n�o come uma pizza?
� do seu estilo. Odeio dizer, mas � intrigante.
Ela achou a empresa clandestina que emprega a Angela.
Eles subvertem a justi�a, ent�o vamos acabar com eles.
Podemos fazer isso juntos.
Quero dizer, eu, voc�, papai, Cruz. � grande.
M�e, ela est� se redimindo por ir para o lado negro.
- Pedido de desculpas covarde. - Cala a boca.
Cala a boca voc�. Pe�a desculpas e "vamos comer pizza".
Pare de ser t�o sarc�stico e me traga um refrigerante.
- Quer um, Benji? - M�e, isso � s�rio.
Temos trabalho a fazer.
Sempre h� trabalho a fazer. O mundo todo est� em chamas.
Podemos trabalhar depois de comer.
Aqui est�.
Eu te perdoo porque ganhei.
Obrigada, m�e.
- Obrigada. - E agora vamos comemorar
a perda do Benji!
E TUDO TERMINA EM PIZZA! AT� A PR�XIMA!
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