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Você está preso pelo assassinato de Belén.
Espero conseguir provar que Bazán está por trás disso tudo
e Belén Martín retornará do mundo dos mortos.
Você está viva.
Você também.
Minha mãe herdará minha fortuna.
Ayala me proibiu de lhe contar,
ele acha que Belén está por trás do que aconteceu.
Eu posso provar que sua esposa planejou incriminá-lo e executá-lo
para ficar com sua herança.
Se concordar em me encontrar, eu posso provar.
Mãe, ele mentiu.
Ele chamou os maus, os médicos maus!
Laura!
A vida de solteiro não é tão linda como imaginava?
Ou estou muito equivocado, ou o senhor tem cólera, Dom Diego.
Seu nome é Samuel Arriaga.
Ele era amante de Marta Santos, a primeira esposa de Diego.
Ele sabia que ela era infiel e a matou.
Ele esperou 12 anos por essa vingança.
Ele usou minha filha.
Venham ao meu quarto hoje à noite.
Servirei sua cabeça em uma bandeja.
Essa é a hora, não é?
Por você eu cheguei a duvidar.
Vá, enquanto há tempo.
Ayala e seus homens entrarão por essa porta em dois minutos.
Vá.
O que significa isto?
Ele partiu antes da minha chegada.
Que momento oportuno.
Sem dúvidas, tem seus recursos. Deve ter suspeitado.
Ou alguém o ajudou.
Claro, é uma possibilidade.
Hernando, precisamos vasculhar a área.
-Traga os cães, serão úteis. -Sim, senhor.
Ele não deve estar longe.
Cedo ou tarde, nós vamos pegá-lo.
Ayala.
E a minha filha?
Está de volta!
E o Julio?
-Seremos o assunto do hotel. -Não me importa.
Não pretendo me esconder mais. Estou livre, graças a você.
Está aqui graças à sua mãe.
O juiz expediu um mandado de prisão para o Cisneros
e retirou as queixas contra mim.
Me certifiquei que estivesse tudo certo.
Deve querer tomar um banho.
Suas roupas foram levadas ao seu quarto.
Não precisará encontrar o Diego.
Imagino o que tudo isso causou à senhora.
Não sei se entregaria Julio, na sua situação.
Fiz o que precisava fazer.
Obrigada, mãe.
-Por que minha esposa está aqui? -Por que não estaria?
Ela é inocente das acusações que tinha contra ela.
O que isso quer dizer?
Dona Alicia não atirou em você.
Tentaram fazer com que acreditássemos nisso.
Quem?
O senhor o conhece como Jesús Manzano Cisneros.
Até ontem, ele era o maître do Gran Hotel.
Seu nome verdadeiro é Samuel.
Samuel Arriaga.
Que incrível.
Nunca havia visto uma orquídea desta cor.
Até alguns meses atrás, eu também não.
O novo médico em Asantina tem uma linda coleção de orquídeas.
Ele morou na Colômbia por muitos anos.
Ele trouxe uma coleção de dar inveja em toda a província.
Elas são dele?
Deve ter sido.
Dizem que é a única pessoa na Europa que conseguiu cultivá-las.
Qual o nome dele?
Samuel Arriaga, senhor.
São de sua estufa.
O florista mencionou esse nome.
Algo errado, senhor?
Pode se retirar.
Senhor.
Arriaga fugiu do hotel.
Vejo que o nome lhe é familiar.
Não ouvia este nome há muito tempo.
Talvez desde a morte de Marta Santos?
-Não sei do que está falando. -Não sabe, Sr. Vera?
Não se preocupe, vou explicar.
Seu nome verdadeiro não é Diego Murquía, é Adrián Vera Celande.
E com esse nome, era casado com uma mulher chamada Marta Santos.
Você a amava, não tenho dúvidas.
Tanto que a matou, quando ela o traiu
com Samuel Arriaga.
Depois desse crime, fugiu para Cantaloa e adotou o nome Diego Murquía.
Doze anos depois, o amante retornou atrás de vingança.
Ele é responsável pelos acontecimentos no Gran Hotel.
Esqueci alguma coisa?
Se tudo isso fosse verdade,
eu estaria preso por assassinato.
Mas estou tão livre quanto minha esposa.
Acredite,
se eu tivesse o documento que prova sua verdadeira identidade, Sr. Vera,
não veria mais a luz do sol.
Dom Diego.
Dom Diego!
Cólera.
Foi confirmado pelo médico. Diego não é o único caso.
Obrigada.
Uma das camareiras foi infectada.
-Como isso foi acontecer? -Ele não tem certeza,
mas pode ter bebido água contaminada.
E é contagioso?
Não se agirmos rapidamente.
Isolaremos Diego dos hóspedes e só o médico poderá vê-lo.
E a camareira?
Vamos demiti-la hoje mesmo, não deixaremos que as coisas piorem.
Essas medidas não resolverão o problema.
Mãe.
Desde quando é especialista em medicina, Ángela?
A melhor maneira de entender uma doença, é padecendo dela.
Eu tive cólera quando criança.
E quase morri.
Acredite, sei do que estou falando.
O que devemos fazer?
Primeiro, vamos contar aos empregados e aos hóspedes.
Medidas precisam ser tomadas...
Pretende colocar o hotel em quarentena?
Sim, se necessário.
Não podemos gerar pânico e fechar o hotel.
Então, acreditem em mim, as coisas ficarão piores.
Com o dono do hotel doente, as decisões são tomadas por mim
e pelo diretor.
Não mudaremos nada pelo seu alarmismo, Ángela.
Se não têm nenhuma objeção,
gostaria de demitir a camareira
pessoalmente.
Claro.
O médico acredita que Diego deve ter bebido água parada.
Deve ter sido na gruta.
Diego teve o que merece.
Partiremos amanhã.
Que foi o que sempre quisemos.
Está indo embora?
Para sempre?
Não há nada para nós aqui.
Obrigado.
Pode nos visitar quando quiser.
Mais ninguém saberá onde estamos.
Os dois podem ir.
-Estou tão feliz por vocês, sério. -Eu também.
Não imaginam como sentirei falta de vocês.
Dom Javier, pode ir para o seu quarto se desejar.
-Quando a Dona Laura... -Minha esposa.
Dona Laura é minha esposa.
Serei a primeira pessoa que ela verá ao passar por aquela porta.
Então se apresse, ou o carregador passará a sua frente.
Docinho, como está?
-Melhor agora. -Por que isso?
Merecia outro, por ainda perguntar.
Nas suas cartas dizia que sentia minha falta.
E nunca me respondeu, sabia que eu estava doente,
mas nunca sequer me ligou.
Não queria incomodá-la.
Não se preocupe, não irá mais incomodar.
Assim que assinarmos a anulação, não me verá mais.
-Vai sair? -Você me assustou.
Irei até a cidade, preciso esticar as pernas.
Vou com você. O exercício me fará bem.
-Gostaria de ir? -Claro.
Qual o problema?
Não posso mentir.
Estão ajustando um dos vestidos novos.
Eu ia experimentá-lo. Queria surpreendê-lo e usar hoje à noite.
Tudo bem.
Não vou demorar, eu prometo.
Espero que não.
Não estava esperando por você.
Tome, não importa quem está lhe dando.
Pegue isso, me entregue o que prometeu e vá embora.
Eu a invejo, Belén.
Invejo sua capacidade de mentir e enganar as pessoas.
Ganhou a confiança de seu marido mesmo depois de tentar matá-lo.
Me dê isso.
Como fez?
Como o enganou?
Andrés sempre comeu na minha mão. Acredita em qualquer coisa.
Se a Camilla não tivesse se intrometido,
você não estaria me chantageando.
Mas ela se meteu.
Para a minha sorte.
Está vazio.
Esperava que eu entregasse assim?
Não sou tão burro como teu marido, Belén.
-Seu bastardo! Me dê as provas ou... -Não há provas.
Andrés.
Nós fizemos a mesma coisa.
Inventamos tudo.
-Andrés... -Não.
Andrés, esse homem tentou matá-lo. Precisa acreditar em mim.
Esse homem está colaborando conosco.
Confessou o crime diante da vítima e de três agentes do Depto. de Vigilância.
Acredita que tem alguma chance?
-Andrés, eu te amo. -Pessoas como você só amam a si mesmas.
Eu sempre o amei!
Hernando, algeme-a.
-Não vou para a prisão. -Não piore as coisas.
Belén, acabou.
Tem razão.
Acabou.
Belén! Belén!
Belén!
Não!
Não!
Não é muito, mas pagará um bom médico.
Obrigada.
Não me agradeça.
Não consegui impedir a sua demissão.
Não conseguiria, Dona Ángela.
Infelizmente, as decisões importantes geralmente estão nas mãos erradas.
Não pude nem pedir para o maître falar por você.
-Dom Jesús quer que eu vá? -Não, ele foi embora.
Não me pergunte o porquê. Eu não sei.
Não precisa ir hoje.
Descanse o quanto puder e vá embora amanhã.
Mãe...
O que houve, filho?
Belén...
Vão, por favor.
Todos.
Hernando.
A sua nora cometeu suicídio,
não sem antes confirmar nossas suspeitas:
seu desaparecimento foi planejado.
Ela queria que seu filho fosse executado, assim ficaria com a herança.
O que vou dizer não é cristão.
Não lamento sua morte.
O próprio Andrés nos deu a solução:
a única maneira de provar a culpa de Belén seria ela mesma se incriminando.
Então o Detetive Bazán não fugiu da prisão?
Nós fingimos sua fuga, a chantagem ao seu filho,
e nos asseguramos que Belén soubesse de tudo.
Se tivesse algo a esconder, ela evitaria que Andrés...
Se encontrasse com Bazán.
E foi isso que ela fez.
Só não sabíamos que ela acabaria...
cometendo suicídio.
Eu só queria justiça, mãe. Que pagasse pelo que fez.
Ela pagou, meu filho.
O que aconteceu?
A cólera agiu.
O senhor desmaiou.
Desobedeceu minhas ordens,
Sr. Murquía. Já chega.
Se precisar amarrá-lo para que fique imóvel, eu o farei.
Quanto tempo preciso ficar na cama?
É muito cedo para dizer...
Quanto tempo?
Não quero lhe dar falsas esperanças.
A doença está piorando.
Está dizendo...
que eu...
estou morrendo?
Poderia pedir à minha esposa
para vir me ver?
Os detetives e eu tentamos impedir.
Mas não houve tempo.
Sinto muito, Andrés.
O que mais dói
é o sentimento de alívio.
Ela era minha esposa, Deus sabe o quanto a amei.
Mas não sinto nada.
Tem todo o direito, ela nunca o amou.
Não há dúvida agora.
Olhe para o futuro.
Sra. Murquía?
Sim, doutor?
Seu marido deseja falar com a senhora.
Não tenho nada para falar com meu marido.
Seu marido está muito doente.
É sua última chance de vê-lo.
-Ele não é confiável. -Não vou demorar.
Eu vou com você.
-Não, Julio. -Não vou deixá-la sozinha com ele.
Ficarei bem, não se preocupe.
Fico feliz que tenha vindo.
O que você quer?
Eu entendo seu sentimento.
Fiz muitas coisas ruins.
Eu acho...
que não soube amar você.
Eu só queria
dizer que sinto muito.
Não vai dizer nada?
O que devo dizer?
Que estou feliz que tenha percebido?
Que o perdoo?
Eu só sofri desde que o conheci.
Você me tornou infeliz.
Tudo isso vai mudar.
Estou começando uma nova vida
bem longe de você.
Alicia, estou morrendo.
Eu pude ver
nos olhos do médico.
É uma questão de horas
ou dias.
Não quero
morrer como um cachorro.
Não quero morrer sozinho.
O que vai fazer?
Eu...
lhe darei...
a anulação do casamento.
Também devolverei a posse do hotel
para o proprietário legítimo: sua mãe.
Tudo o que peço
é que fique do meu lado
até eu morrer.
Estou indo embora amanhã.
Sei que não posso lhe pedir nada,
mas não me deixe morrer sozinho.
Essas são as condições que iremos alegar
para a anulação do casamento.
-Leia, e se concordar... -Eu não concordo.
Não assinarei.
Javier, não aja como uma criança.
Como uma criança?
-Não me deixou falar, não deu explicações. -Está tudo aqui, é só ler.
Não!
Recusar-se não vai adiantar. Por favor.
Pare de mexer esse papel!
Docinho, precisamos conversar a sós.
-Precisa repensar. -Eu repensei
no hospital que você me colocou.
Fui parar em um hospício por sua causa.
Sua mãe que a colocou lá.
Depois que você tentou se livrar de mim.
O hospício, Simoneta, a criança... Esqueci de alguma coisa?
Na saúde e na doença.
Uma pena que só eu levei isso a sério.
Docinho, se me deixar falar.
Por favor, Javier, não torne as coisas piores. Assine.
Você está bem? Está ausente o dia todo.
Sim, sinto muito. É que...
Nós fizemos a coisa certa com a camareira?
Claro.
Olhe em volta. O hotel está cheio.
O que aconteceria se alarmássemos a todos?
Sofía.
Ángela sabia do que estava falando. Talvez...
Talvez...
Deveria tê-la apoiado. Não deveria ter ficado calado.
Ángela só estava tentando evitar a demissão da camareira.
Decisões difíceis prejudicam alguns, mas precisam ser tomadas.
Pode ter certeza. É o melhor para o hotel.
Ajudem! Chamem um médico!
-O que houve? -Ele desmaiou, senhor.
Dom Alfredo, Jacinto está doente há dois dias.
Estava com medo de perder o emprego.
-Leve-o para o quarto. -Sim.
O melhor para o hotel?
Tem certeza?
Dona Laura, com licença.
Uma pessoa desmaiou.
A senhora é enfermeira. Poderia ajudar?
Certamente.
Dona Ángela, deveria tê-la escutado.
-O que houve? -Mais dois garçons estão doentes.
-Eu sinto muito... -Falamos disso mais tarde.
Precisamos nos certificar que a doença não se espalhe.
-O que podemos fazer? -Precisamos fechar o Gran Hotel.
As roupas dos infectados precisam ser queimadas.
Devemos ferver todos os cristais e louças.
As refeições não devem ser servidas no salão ou no restaurante.
Devem ser servidas nos quartos.
O contato entre os hóspedes deve ser evitado.
É essencial isolarmos os infectados.
Todos eles, sem exceção.
Não devemos diferenciar senhores e empregados agora,
e sim doentes e saudáveis.
-Vou precisar de sua ajuda. -Certamente, Ángela.
Mas não será suficiente. Eu notifiquei o Dr. Arandia,
ele sabe exatamente o que fazer.
-Quando ele vem? -Hoje à noite.
Não tenham medo.
Se seguirem as minhas instruções, tudo vai ficar bem.
O hotel vai fechar?
É nossa tarde de folga.
Podemos ir até a vila?
-Ninguém entra ou sai do hotel. -Até quando?
Até descobrirmos e eliminarmos essa bactéria.
Continuem com o trabalho.
O que é isso?
-Não pode fechar o hotel. -É o mais sensato a fazer.
Como diretor, decidi apoiar a iniciativa da Dona Ángela.
Como diretor?
Está causando um dano irreparável à reputação do hotel.
Mesmo assim, madame,
se pudermos salvar a vida de alguns, terá valido a pena, não acha?
Se se sentirem indispostos, doentes, se tiverem dores na barriga
ou se acharem que a pele está mais seca que o normal,
devem informar à Dona Laura ou a mim.
-Preciso sair daqui, detetive. -Não ouviu? Ninguém pode sair.
O que foi? Parece doente.
Me sinto doente, tenho dor na barriga, e acho que minha pele está secando.
-Hernando, você é hipocondríaco? -Isso é sério?
-Não, pelo contrário. -Estou morrendo, não é?
Não, de forma alguma.
Não se seguir as minhas instruções ao pé da letra.
Coloque um torrão de açúcar em sua boca e fique em uma perna só até que dissolva.
-Vai me curar da cólera? -Com certeza.
Muito bem.
Outro doente.
Socorro!
-Socorro! -O que significa isso?
Laura, por favor, seja boazinha. Tenho cólera.
Não me diga.
Você disse: "Na saúde e na doença."
-Você não está doente. -Laura, eu tenho cólera.
Vou atender os que realmente precisam de mim.
Eles merecem o meu tempo.
Docinho.
Podemos conversar?
-Pode falar. -Em seu escritório.
Sei o que vai dizer, mas sou o capitão desse navio.
Se ele afundar, serei o último a abandoná-lo.
Não importa que seja o capitão, o seu filho vem em primeiro lugar.
-Não pode colocá-lo em perigo. -Isso não precisa acontecer.
Mas pode acontecer.
Precisamos ir, Alfredo.
Não torne isso mais difícil, Sofía.
Não é só o Alejandro.
É a hora de começarmos uma nova vida, em outro local.
Justamente agora?
Não acho que possamos salvar nosso casamento aqui.
Como capitão, esse naufrágio deveria importar mais.
O hotel é minha responsabilidade.
Nós também somos.
Seu filho e eu.
Decida suas prioridades.
Contou ao Julio?
Ainda não.
Tem dúvidas?
Não, mas não deixo de me sentir culpada.
Diego está morrendo e não quer ficar sozinho.
De forma alguma, não.
O que houve?
Andrés e suas ideias.
Já que você e Julio
estão indo embora amanhã...
Ele quer dar um jantar de despedida hoje à noite, para nós quatro.
Não é uma boa ideia. O hotel está fechado por causa da cólera.
-Foi o que eu disse. -O que podemos fazer?
Estão fazendo tudo que podem. Minha mãe está cuidando disso.
O médico está aqui.
Andrés está certo, não há nada que possamos fazer.
Jantar então?
Amanhã veremos como iremos embora.
Agora ninguém mais vai nos impedir.
Está lindo.
Se não soubermos como arrumar uma mesa a essa altura...
Só beberemos vinho?
Devido às circunstâncias, é mais seguro que água.
E mais caro. Mas é um excelente vinho.
-Não custou muito, não é, Julio? -Cortesia do Gran Hotel.
-Por sorte sua mãe sabia o que fazer. -Não sabia que havia tido cólera.
Nem eu. Minha mãe é um mistério.
Às vezes acho que nunca a conhecerei.
Porém,
isso não deveria me surpreender.
O que importa é que ela soube o que fazer.
E que estamos aproveitando o momento.
Ficaremos bêbados.
Nós merecemos, depois de tudo que passamos.
Andrés?
Que seja! Está certa!
É nossa última noite juntos, precisa ser memorável.
-Se continuar assim, vai ser. -Ponha um pouco mais.
Um brinde.
A nós quatro.
Não, a vocês dois.
Minha irmã,
e meu melhor amigo.
À nova vida de vocês
e à felicidade.
Alicia?
A nós.
Minha querida Teresa...
essa carta deveria começar com um pedido de desculpas,
mas com a caneta em mãos,
só consigo escrever...
que te amo.
Dom Diego, isso chegou para o senhor.
Deixarei na mesa.
Achei que viria mais tarde. Não foi o que disse?
Era o que eu queria que achasse.
Feliz aniversário, meu amor.
Fui a Ribanda atrás de tecidos.
Tecidos?
Não pode ter esquecido que hoje é 11 de abril.
Me comprou um presente, está escondendo.
Não.
Me dê, deixe-me ver.
-Deixe-me ver. -Não.
Me dê.
O que é? Vamos.
Olhe.
Foi difícil de encontrar.
Veio da América.
Feliz aniversário.
Uma orquídea negra.
-Você gosta? -É linda.
Obrigado. Sente-se.
Meu amor.
Samuel... Arriaga.
Arriaga.
Samuel... Arriaga.
Samuel.
Samuel Arriaga.
É estranho haver um surto de cólera aqui.
Não creio que descuidem das condições sanitárias por aqui.
Não se deixe enganar pelas aparências, doutor.
Se pediram que viesse de tão longe, é porque precisam do senhor.
Confio que vamos ajeitar as coisas.
Legendas: Fernanda Fava
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