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Negaram clemência a Andrés.
Espero provar que Bazán está por trás de tudo isso
e que Belén Martín logo voltará do mundo dos mortos.
-Está viva! -Você também!
Ayala me proibiu de lhe contar,
mas ele acha que Belén está por trás de tudo que lhe aconteceu.
Mas ela cobriu os rastros
e fez Bazán levar a culpa.
Se ele morrer, eu mato você.
Juro que mato você!
Jesús!
-O que houve? -É sobre Julio.
Ele não estava sozinho.
A mulher que o acompanhava foi a mesma que me sequestrou.
Cisneros está mentindo.
Então, quem é esse homem?
Estamos arriscando demais.
Sonho em acabar com Diego.
Se eu não o fizer matar seu grande amor, vou separá-los para sempre.
-Como? -Prisão perpétua.
Alicia será condenada por tentativa de assassinato de Diego,
e ele mesmo a acusará.
Sra. Murquía e seus amigos mentiram.
Há uma entrada para a caverna,
é onde Adrián Vera está preso.
Alicia, o que está fazendo?
Diego, é você? Está bem?
Não se mexa, Sra. Murquía. Largue a arma!
Está presa pela tentativa de assassinato de seu marido.
Cisneros e Dona Teresa são amantes.
Detetive!
A Senhorita Rivelles ligou de novo.
-A moça morena... -Hernando!
Disse para você ir logo ao hotel. Cisneros fez as malas.
E ele tem uma amante.
A loira?
Não é bem loira. Ela é mais...
Por favor, Hernando, quem é?
Dona Teresa.
O que disse?
A amante de Cisneros é Dona Teresa.
As coisas estão se complicando. Fique aqui, vou ao Gran Hotel.
Onde você estava?
-Passei o dia lhe procurando. -Desculpe, querida. Estava muito ocupado.
E o que é tão importante?
Elaborei uma lista de novas atribuições para a equipe do hotel.
-O quê? -Bem,
são só algumas mudanças, mas melhorará as condições de vida da equipe
e a eficácia em geral.
Falou com Diego sobre isso?
Ainda não, mas...
eu sou o diretor do hotel.
Acho que ele não aprovará.
Estamos em situação delicada.
-Sim, mas... -Mas nada, Alfredo.
Ángela o envolveu nisso.
Não sei como se deixou convencer.
O que eu poderia dizer?
Que não.
Um "não" simples e claro.
As coisas sempre foram assim e ninguém nunca reclamou. Só ela.
E agora que moram neste andar, não entendo por quê.
Faça o que quiser fazer.
Deixe a revolução para os franceses.
Concentre-se no que importa:
nós dois.
Lamento, mas o hotel não está no melhor momento.
Primeiro o atentado, e agora...
Os cofres nunca estiveram tão vazios quanto agora.
São apenas pequenas mudanças.
Ajustando os turnos e a quantidade das refeições,
o gasto seria mínimo, e, em troca, seria muito...
Não, Ángela. Vamos deixar as coisas como estão
e sigamos com nossas vidas, que já estão bem complicadas.
Para uns mais que para outros. Não acha?
O que faz aqui?
O mesmo que você, mãe.
Estamos na alta sociedade, mas com o pé na cozinha.
-Que papéis são esses? -Nada importante, coisas minhas.
E desde quando suas coisas não são de sua mãe também? Deixe-me ver.
Eu só queria saber os detalhes do caso.
E não quer lê-los no seu quarto, não é?
Não me surpreende.
Mãe...
Peço que deixe isso comigo, eu preciso resolver sozinho.
Não fui eu.
Claro que foi.
Eu a vi atirar em mim.
É o que direi quando testemunhar.
Por isso veio aqui? Para me dizer como vai me condenar?
Eu vim dizer adeus.
Será difícil me acostumar a nunca mais nos vermos.
Nunca mais dormiremos juntos.
Mas óbvio que tinha de terminar assim.
Nem imagina como eu a amei, Alicia.
Você nunca será minha...
mas também não será dele.
É a sua única motivação: o rancor.
Nunca deixarei de amá-la, meu bem.
Mas eu nunca seria capaz de perdoá-la.
-Boa tarde, Detetive Ayala. -Boa tarde, Mateo.
-Em que posso ajudá-lo? -Bem,
quero falar com o Sr. Cisneros. Pode me dizer onde ele está?
Ele estava aqui agora mesmo.
Deve ter ido à área de serviço preparar os garçons para o turno.
Está bem. Obrigado, Mateo.
Detetive.
Detetive?
Parece que já esperava a minha chegada.
E por que não esperaria?
Os investigadores raramente anunciam uma visita, Sr. Cisneros.
A que devo esta honra?
Podemos conversar
lá dentro?
Não vejo por que não.
Algumas testemunhas
afirmam ter visto no hotel e em suas imediações
uma loira magra de 20 e tantos anos.
Isso é bem vago, detetive.
Serei mais específico.
Alguém viu essa mulher neste quarto
com você. Pode me dizer quem era ela?
Não sei por que deveria. É minha vida particular.
Mas direi, para que não duvide de minha boa-fé.
Ela é minha irmã. Veio me ver.
Não há registro da estadia dela.
Ela não poderia pagar um quarto aqui, detetive.
Qual foi o motivo de sua visita, Dom Jesús?
O motivo de sempre, precisava de dinheiro.
Onde posso encontrá-la?
Não pode.
Minha irmã é uma vagabunda, por mais que me doa admitir.
Nunca sei onde está e quando aparecerá.
Algo mais? Tenho muito a fazer.
-Qual é o nome dela? -Clara.
Sobrenome?
Igual ao meu, naturalmente: Manzano Cisneros.
-Não vou mais incomodá-lo. -Não é incômodo algum.
Devem tê-la visto no meu quarto e dito a esse detetive. Fique alerta.
Tenha paciência, irmã.
Adrián testemunhará amanhã e poderemos acabar com tudo isso.
Ótimo.
Como vão vocês?
Levando meu sobrinho para passear? Como é bom vê-los juntos,
os três.
É uma boa hora para estar bebendo?
E tem hora ruim? Minha vida está ótima, Sofía.
Sou um homem livre, sem compromissos.
Posso fazer o que quiser, e o que quero é beber.
Poderia ter decência e manter a compostura.
Alfredinho, deveria fazer algo com essa sua amargura
e desfrutar do que tem.
Sei bem o que tenho, não precisa me lembrar.
Uma família maravilhosa da qual desfrutarei para sempre.
É muito mais do que você tem.
Se ainda não tenho uma família
é porque não achei a pessoa adequada.
-E Laura? -Laura?
Que bela família eu teria com aquela louca!
Não, Alfredo. Aprecio a minha vida, que com ela teria perdido.
Dom Javier, chegou isto para o senhor.
-É de Laura? -Por falar no diabo...
E não vai abrir? Pode ser importante.
Deve estar dizendo que Simoneta está doente
e precisa de ajuda para cuidar dela.
Sofía, com ela, aprendi que estou melhor sozinho do que mal acompanhado.
Tenham um bom passeio.
Detetive!
Minha mãe me contou tudo.
Sei que fez aquilo porque achou que minha esposa e Bazán eram cúmplices,
e que ela não estava morta, mas sim esperando minha execução.
E eu tinha razão, embora não tenha dito nada.
Acha que Belén é culpada?
Andrés, não fique alterado,
sua esposa é inocente perante a lei. Não podemos fazer muita coisa.
Agradeça a Deus por você estar vivo.
A Deus e a você.
Não confie muito na sua esposa.
E é só isso?
Devo aceitar isso?
Que as damas tirem os vestidos e os cavalheiros, as carteiras.
Javier Alarcón voltou!
Olá, lindas.
-Não vai me cumprimentar, Joaquina? -Achei que estivesse com sua esposa.
Esposas vêm e vão, mas eu vim para ficar.
E não sou o único.
Quem é ele?
É Armando Gasalla, filho do dono da hospedaria.
Chegou de Barcelona há algumas semanas e vem aqui todos os dias.
Ganha todas as noites no baralho.
É como ele passa o tempo? Coitadinho.
Com tantas mulheres lindas por aqui.
Armando sempre tem tempo para nós, Javier.
Tempo para cada uma, toda noite.
Estamos encantadas por ele.
Não acredito, com essa cara de bobão bêbado.
Vamos.
Vou recuperar meu território.
Cavalheiro.
Cavalheiro.
Não se preocupe, Javier.
Não foi nada.
Esse é o problema. Não foi nada.
-Nada mesmo. -Você não é o primeiro.
É muito normal.
Não é normal. Eu sempre consigo, seja como for.
Lamento por você,
mas não pense que não vai pagar.
É claro.
Até amanhã, querido.
Que homem! Quem diria?
Eu sei. Eu que deveria pagar a ele.
Cavalheiro, outra rodada?
Por favor.
Não, aí não.
Agora sim. Continue.
Não deveria estar aqui. Vá embora.
-Preciso falar com a senhora. -Diego está lhe procurando.
-Está se arriscando. -Alicia está em perigo.
Farei o possível para impedir isso.
Senhora, não me importo com quem dorme.
-O que disse? -A senhora me ouviu.
Aquele homem não é quem diz ser.
Não sei quem ele é,
mas pode ser o culpado pela iminente condenação de sua filha.
Dom Jesús foi visto com uma mulher que pode ter a ver com o ataque a Diego.
Podem ter armado para Alicia, apesar de não sabermos por quê.
Impossível.
Essa mulher estava usando um vestido de Alicia.
Uma camareira a viu usando-o no trem.
O que está dizendo?
É um vestido branco com gola de renda.
É a sua filha, Dona Teresa.
Eu sei tudo sobre Jesús Cisneros.
E sei que ele não faria mal à Alicia.
Ele pode não ter nada contra Alicia...
mas está disposto a sacrificá-la.
Dona Teresa, se sabe algo de Dom Jesús,
diga-me agora.
Não tenho nada mais a dizer.
Dona Teresa!
-Vim ver minha filha. -Não será possível.
Conheço meus direitos.
-Você não pode me impedir. -Não se trata de mim.
Não se esconda atrás do regulamento.
Também não se trata do regulamento. Sua filha não quer vê-la.
-Não seja tolo. -Não estou sendo.
Ela sabe de seu romance
com o Sr. Cisneros.
Se for verdade, qual é o problema?
Dona Alicia acredita que ele é o responsável por sua falsa acusação.
Suco de tomate e torrada, o melhor remédio para ressaca.
Silêncio ajuda, cunhado.
A vida de solteiro não é tão maravilhosa quanto pensava?
Pode zombar, não me importo.
É a consequência de uma ótima noite.
Quando eu me recuperar, estarei pronto para a próxima.
Até não estar mais. Você não ficará mais jovem. Pense nisso.
-Dom Javier. -Outra carta?
Sim, senhor.
Com licença, senhorita. Posso ajudá-la?
Talvez. Procuro por Dom Enrique Díaz.
-Disseram que ele está aqui. -Não se preocupe, ajudarei a encontrá-lo,
se puder me ajudar depois.
Está com problema de saúde? Alguma dor?
Dói ter de almoçar sozinho.
Mas você poderia me ajudar.
Veremos o que pode ser feito.
Por que Diego está procurando Julio?
Descobriu o caso com sua irmãzinha?
Não me olhe assim.
Não sei como não descobriu antes.
FUGITIVO
Andrés...
-Leu isto? -Não.
Veio com o café da manhã. Algum problema?
Bazán,
o detetive que o condenou...
fugiu da prisão.
O quê?
Como é possível?
Acham que houve ajuda interna, mas não têm certeza.
O que foi?
Nada.
É que...
Esse homem queria vê-lo morto.
Receio que volte para terminar o que começou.
Querida, a polícia foi avisada,
vão pegá-lo antes que saia de Santander.
Meu amor, calma. Não me acontecerá nada.
Sim.
Aonde vai?
Dar uma volta, preciso de ar fresco.
-Vou junto. -Não precisa. Não irei demorar.
Senhora...
há uma ligação para o seu marido.
Tudo bem, Mateo. Eu o aviso.
Muito obrigado, senhora.
Sim? Alô?
É você?
Bazán, sei que é você e o que pretende fazer. Fale!
Não vai me prejudicar. Não deixarei que me arraste.
Telefonista? Quero saber de onde veio a última ligação para este número.
De Cantaloa.
Sim, tudo bem. Muito obrigada.
Senhora, mandou me chamar?
Natalia...
Quero lhe fazer umas perguntas. O que viu na estação de trem?
Essa mulher estava usando um vestido de Alicia.
Uma camareira a viu usando-o no trem.
Eu mesma costurei a gola naquele vestido. Não há outro igual.
Então é verdade, você mora aqui.
Benefício de ser filho da dona do hotel.
E não é estranho não ter sua casa?
Assim é bem melhor. Não precisa cozinhar, limpar, nem pagar aluguel.
E pode tomar café da manhã na cama.
Não. Pode ficar com o seu uniforme?
-Tem certeza? -Sim, tenho.
-Javier, não deve... -É, já sei. Não devo me preocupar.
Não importa, é comum, acontece com todo mundo.
Não. É melhor não nos vermos mais.
Feche a porta ao sair.
Minha ratinha...
-Onde esteve? -Fui à polícia, saber mais sobre Bazán.
-Eles já o acharam? -Não.
Ainda não.
Foi visto por último na estação de Santander.
Provavelmente tentando fugir para França ou Portugal.
Claro.
Tome as correspondências.
Posso provar que foi sua esposa que planejou sua condenação
para ficar com sua herança.
Se aceitar se encontrar comigo, eu provarei.
Em troca, quero 3 mil pesetas para sair do país e recomeçar a vida.
Espero-o amanhã nos rochedos do farol. Bazán.
-Está pronta? -Sim. Bem, não.
Estou esperando os vestidos. Vou ver se já foram entregues.
Fique bem bonita.
Espere um momento. O que é isto?
Filé mignon, como pediu.
Não. É a metade do que estamos acostumados a servir.
Senhor, estão fazendo porções menores.
Não posso fazer nada. Devo trazer dois?
Não.
Com licença.
Eu já volto.
Obrigado.
O que está fazendo?
O que eu esperava que o senhor fizesse, Dom Alfredo:
destinando mais comida aos funcionários.
Os clientes podem reclamar.
Sabe bem que poucos comem tudo o que é servido,
e a comida acaba no lixo.
Só estou dando um finalidade melhor, sem prejudicar ninguém.
Dona Ángela, eu a proibi expressamente...
Assumirei toda a responsabilidade, não se preocupe.
Assumo todas as consequências.
Afinal, parte do hotel é minha.
Minha opinião deve contar. Não acha, Dom Alfredo?
Prossigam.
Que surpresa, Dona Ángela.
Trata-nos melhor como senhora do que como governanta.
Calada. Ou não provará o filé mignon.
-Sr. Murquía. Está bem? -Ajude-me.
Sente-se.
Vou chamar o médico.
Que estranho. A infusão não fez efeito.
Vou lhe dar um antiemético. Se não funcionar...
Se não funcionar, acharei outro médico.
Agora vá embora.
Boa tarde.
-O carro que pediu está pronto, senhor. -Ótimo, Jesús.
Vou ver o juiz.
Cuide de Espinosa.
Senhor, sobre isso, é melhor saber que o dinheiro sumiu.
Não está onde o deixou,
e ninguém me informou sobre o paradeiro de Espinosa.
Quero que resolva isso antes de eu voltar. Entendeu, Jesús?
Passe-me a bengala.
Ele testemunhará daqui a meia hora.
Tenho de impedi-lo.
Está louco? Diego está atrás de você. Quer que ele o mate?
Eu que irei atrás dele agora.
Finalmente apareceu.
Não tenho nada contra você, Espinosa. Mas se tornou um obstáculo.
Não posso deixar Diego condenar Alicia.
Sinto muito...
mas tem de ser assim.
Quem é você? O que tem contra ela?
Nada, mas estou disposto a causar dor a quem destruiu minha vida:
Adrián Vera, ou Diego Murquía, como você o chama.
Vou sair agora, Dom Jesús.
Não acho que vá atirar em mim.
Não me obrigue.
-Ajudem, por favor! -Senhor, o que houve?
Médico!
Ajude-me. Temos de levá-lo para o quarto.
Chamem o médico. Rápido!
Seria tão fácil matá-lo agora.
Fácil para nós dois.
Mas ainda precisa dar um passo, Adrián.
Legumes, lentilhas e grão-de-bico.
No mínimo uma vez por semana. E que não falte leite.
Três refeições ao dia. Anotou?
Beatriz? Tenho de repetir?
Sim, Dona Ángela. É que...
-Beatriz. -Beatriz.
-Temos de chamar o barbeiro-cirurgião. -Não.
Chamaremos o médico, como fazemos com os hóspedes.
Tem certeza, Dona Ángela? Geralmente chamamos o barbeiro.
O barbeiro não saberá o que fazer.
Qual é o problema?
Eu tive a mesma coisa quando criança.
Eu queria estar errada, Jesús, mas essa garota está...
Ela está com cólera.
Chame logo o médico.
Doutor, está acordando.
-O que aconteceu? -Falei para você repousar, mas não o fez.
Foi minha perna?
-A morfina? -Não, nada disso.
Se não estou enganado,
está com cólera, Dom Diego.
Teremos de isolá-lo e alertar o hotel o quanto antes
-Faz tempo que não há surto de cólera. -Não está erradicada.
Teve contato com água insalubre
ou algum lugar fechado?
Pode ter sido a morfina.
Eu injetei mais que a dose recomendada,
ele não queria repousar.
Se o Sr. Murquía não disser o contrário,
só eu posso decidir sobre a saúde dele.
Preste atenção: Dom Diego, não deve sair.
Nada vai me impedir de fazer o que devo fazer.
Reconhece sua esposa, sem sombra de dúvida,
como a pessoa que atirou em você?
Sim, Excelência. Eu a vi perfeitamente.
Minha esposa me prendeu na caverna.
Eu me recusei a assinar.
Tem certeza de que foi ela que quis matá-lo?
Tenho certeza, Excelência.
Tenha consciência
de que seu testemunho será decisivo,
Sr. Murquía.
Eu sei.
Está bem. Obrigado pela ajuda.
Não há Clara Manzano Cisneros registrada em Santander.
Se forem os sobrenomes reais.
Não perca tempo com ela.
Dom Jesús é o culpado de tudo isso.
Tem provas?
Danem-se as provas! Ele me ameaçou e tentou me matar.
Ele quer destruir Diego.
Precisam prendê-lo.
Como? Não há provas.
Não há testemunhas. Nem sabemos sua verdadeira identidade.
Ele se chama Samuel Arriaga.
Não é um criado, é um médico.
Era amante de Marta Santos, a primeira esposa de Diego.
Diego descobriu a infidelidade e a matou.
Faz 12 anos que ele quer vingar essa morte.
Usou minha filha para isso.
Hernando.
Esse homem é perigoso. Vamos ao Gran Hotel.
Detetive...
Só derramará mais sangue.
Vá ao meu quarto esta noite.
Vou servir a cabeça dele de bandeja.
Chegou a hora, não é?
Eu sei de tudo.
Ayala também sabe.
Nem a liberdade da minha filha nem meu amor por você lhe importam.
Não espero que entenda.
Quando cheguei aqui, eu não esperava encontrá-la.
É o que sou?
-Um acidente em seu caminho. -Não.
Após 12 anos, voltei a sentir algo que eu tinha esquecido.
-Está mentindo. -Não podia renunciar à minha vingança.
Ele me tirou o que eu mais amava.
Marta.
O amor da sua vida.
E o que eu tenho sido?
-Um instrumento para sua vingança? -Pelo contrário.
Por você, cheguei a duvidar.
Por você, pensei em abandonar essa obsessão
que me envenena há todos esses anos,
mas que me deu forças para continuar.
Por você, eu senti...
que voltei a ser o homem que fui.
Mas o rancor venceu.
Eu não pude salvá-la.
Cheguei tarde.
Eu queria ter evitado a morte dela.
Como evitei a sua.
Eu estava disposta a dar tudo por você.
Até ver que era capaz de sacrificar minha filha.
Como espera que eu o perdoe?
Eu não espero.
Agora vai sair daqui e me deixar cumprir minha vingança.
Não.
Não me obrigue a machucá-la.
Você não merece.
Vá, ainda dá tempo.
Daqui a dois minutos, Ayala e seus homens entrarão pela porta.
Legendas: Karina Alves
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