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Original subtitles

Querem receber a dívida de 300.000 pesetas.

Precisamos do dinheiro daquele covarde.

O hotel teve um contratempo. Preciso de dinheiro.

Ayala precisará de mais do que um corpo para provar algo.

Guardei uma das costelas de Dom Carlos Alarcón.

Com um pouco de sorte, vai nos revelar a verdade.

"Não posso negar meus sentimentos, mas devo pedir que aceite o término

de algo que não deveria ter existido. Por favor, esqueça-me"

Então, você deu à luz a dois bebês.

Nem ela nem meu filho devem saber mais do que já sabem.

Mas não podem mais ficar aqui com o bebê. Vão descobrir.

Depois de amanhã, às 18h30.

Nossa bagagem deve chegar à estação a tempo. O trem não vai esperar.

Claro. Espero que não seja culpa do hotel o fato de irem embora mais cedo.

Minha mulher é temperamental. E sente saudades da família.

Não me diga que já está indo embora.

Tivemos uma ótima estada, porém mais breve do que pensávamos.

-Espero que não seja um problema. -Claro que não.

Com licença, preciso acompanhar minha esposa à igreja.

Salve Maria puríssima.

Sem pecado concebida.

Você pecou, filha?

Quebrei o sexto mandamento.

O sexto?

Tive pensamentos e desejos impuros.

Nada além de pensamentos e desejos?

Também beijei um homem que não é o meu marido.

-Você gostou? -Sim, muito.

Bastante.

-Certo. -Certo?

Não, não mesmo. O que você fez foi errado, filha.

-Mas se não agiu em má-fé... -Não sei, padre.

-Padre? -Sim, filha?

Não vai me dar nenhuma penitência?

Reze 14 Pai Nossos, 17 Ave Marias,

onze Credos e oito Salves.

Não sei se vou me lembrar, padre.

Está anotado aqui.

"Minha querida Adriana, como pode ser que, dois dias após tê-la conhecido,

não consigo mais imaginar viver sem você?

Sei que disse que não quer me ver,

mas, se leu até aqui, sei que não era verdade.

Não diz isso porque não me ama, mas porque não consegue evitar.

Vamos embora juntos. Farei qualquer coisa para lhe ser digno.

Vou esperá-la amanhã, na entrada de serviço."

Segure isso.

Amanhã você pagará sua conta, esvaziará o cofre

-e nós partiremos antes que percebam. -Por que não partir agora?

Saberão que foi você, se partir à noite sem pagar.

-Chega. -Ela nos viu.

-O que ela vai dizer? Que nos beijamos? -Ela nos viu saindo do cofre.

E acha que ela estava nos espiando para evitar um furto?

Ela não liga.

Eu quase sinto pena dessa tola.

Vá, beba champanhe. Temos muito o que celebrar

-e sem champanhe... -Ou sem música.

-Vai tocar música para mim? -Por que não?

Vá, coloque mais músicas.

Ainda espero um pedido de desculpas.

É assim que funciona, Julio. Não dê muita importância.

Você matou aquela mulher e me acusou de tê-la matado.

-Eu poderia receber sentença de morte. -Ela me viu e me atacou.

Não tive escolha a não ser matá-la. Quando saí, um policial me viu.

Eu disse a ele que vi o assassino fugir.

E, assim, me tornei testemunha.

Por que escondeu uma arma em mim e me acusou?

Você tinha sumido. Foi a única forma de encontrá-lo.

E, como única testemunha, eu poderia salvá-lo.

-E me forçar a obedecer a você. -Sim.

Você não vai a lugar algum.

Este é o cofre da jovem moça.

Surpresa?

O que está havendo, Julio?

Ela me viu e me atacou. Não tive escolha a não ser matá-la.

Quando saí, um policial me viu. Eu disse a ele que vi o assassino fugir.

Seu canalha.

Olha só quem fala.

Esta declaração é o bastante para um juiz condenar a senhorita.

Sr. Olmedo, está livre.

Canalha, vai pagar por isso.

Traidor.

-Me usou para trazer a polícia. -Eu tinha que fazer alguma coisa.

Por que simplesmente não me contou?

Conheço Cecilia. Ela é difícil de enganar.

-Tive que ganhar a confiança dela. -É por isso que roubou o broche?

Só peguei emprestado. Sabia que o traria de volta. Já falei que não sou ladrão.

-Confia tão pouco em mim? -Peguei vocês roubando e ainda me bateram.

Alicia, eu jamais machucaria você e sinto muito não poder evitar.

Estaríamos quites se eu te batesse agora.

-Não é? -Acho que sim.

-O que... -Vá em frente.

Vai, isso dói mais do que apanhar.

Cecilia te bater já foi o suficiente por hoje.

-Tem certeza que é assim que se faz? -Claro que sim, Hernando.

Se o prato de porcelana ficar escuro...

significa que contém arsênico.

Aí está. Dom Carlos Alarcón foi envenenado com arsênico.

Não tenha medo, não gosto de duelar. Não tenho coragem, nem pontaria.

Não vou me desculpar por amar sua esposa.

Quem acha que foi?

A mesma pessoa que tem feito tudo para atrapalhar nossa investigação.

-Dona Teresa de Alarcón. -Dona Teresa de Alarcón.

-Desculpe, aqui não permitimos hóspedes. -O quê?

Se sujou?

Olha, deixe-me em paz.

-Andrés, viu algo estranho? -Trouxeram um esturjão.

Não, agora. Um barulho ou algo assim.

Ouvi um disparo, como um carro ligando. Mas não tenho certeza.

-Lá fora? -É.

Venha comigo.

-Não vejo nada. Vamos. -Espere.

Venha, me ajude a levantá-lo. Cuidado.

Por que toda essa papelada? Somos policiais, não escritores.

-Hernando, sabe que dia é hoje? -Tem um calendário na sua frente.

-Estou tentando lhe dizer uma coisa. -Então, por que não diz logo?

Hoje é oito de fevereiro. Significa algo para você?

Que o Carnaval está próximo.

Isso também. E amanhã é nove de fevereiro,

o dia da morte de Dom Carlos Alarcón.

Acho que muitas pessoas virão. Ano passado vieram até da Argentina.

E um deles talvez seja o assassino.

Dizem que o criminoso sempre retorna ao local do crime.

-O que quer fazer? -Bem...

Não tem curiosidade em saber como é se hospedar no Gran Hotel?

-Bom dia, queremos um quarto. -Um momento, por favor.

Querem ficar no hotel mesmo estando alojados em Cantaloa?

Até os oficiais da lei podem se permitir um pouco de luxo, de vez em quando.

Desde que não seja caro demais.

Ocupados como têm estado, até incomodando os mortos,

-me surpreende que farão uma pausa. -Já viemos aqui a trabalho muitas vezes.

Agora que não temos nenhuma urgência, decidimos vir para aproveitar.

Assim espero.

Aqui está. Dois quartos no primeiro andar.

-O carregador irá levar as malas. -Dois? Não, um.

Receio que nosso dinheiro não comporta mais do que um.

-Um luxo estranho, dividir um quarto. -Não se esqueça que sou seu chefe.

-Mantêm a hierarquia até fora do trabalho? -Claro que não. Vamos, Hernando?

Deixe os empregados vigiando-os. Se exagerarem, ponham-nos para fora.

Sim, Dona Teresa.

Senhora, seu filho, Dom Javier, foi ferido.

-Fique quieto, Sr. Alarcón. -Não me mexo porque quero, doutor.

Segure aqui. Aperte.

-Ele precisa de morfina. -Posso ir até a vila.

-Preciso para agora. -Ainda tem morfina?

Em alguma daquelas gavetas.

Andrés... rápido.

Aqui, morfina. Ele vai sobreviver?

Já contive o sangramento, que já é algo importante.

-Javier, o que houve? -Seu irmão foi baleado.

-Por quem? -Não importa.

Doutor, faça o que puder para salvar a vida do meu filho.

-Qual é o problema? -É a mesma.

-O quê? -A morfina.

Pegaram ela do meu quarto quando tentaram me matar.

-Essa era do cônsul, o Sr. Bakthiari. -Por que diz isso?

Vi os frascos no criado-mudo de Dom Javier quando o cônsul morreu.

-Não te contei pois você suspeitaria. -Claro, e com motivo.

O médico marcou os frascos que me deu para indicar quanto devia administrar.

-Este aqui está com as marcas. -Não pode ser.

Quando tentaram te matar, Javier estava com o Urso.

-Urso? -É um contrabandista.

Claro, vamos confiar na palavra de um contrabandista honesto.

Dom Javier é irmão de Alicia, é isso.

Não, não é. Se quiser, eu vou até o bar para ver se o Urso mentiu.

-Irei com você. -Não, vai me dar cobertura.

Alicia pode cobrir você.

Não quero contar a ela antes de checar.

O médico nos manterá informados.

-Quem encontrou meu filho? -Eu, senhora.

-O médico precisa de mais toalhas. -Sim, senhora.

-Viu quem fez isso ao meu filho? -Diretamente, não, mas vi uma coisa.

-Vai a algum lugar? -Não, estava reorganizando a mala.

Sabe o que aconteceu? Ouvi que estavam procurando um médico.

Não, querida, não sei o que aconteceu.

Bom dia, senhora. Gostaria de conversar com seu marido.

Entre.

Dona Teresa.

Gostaria de uma conversa a sós.

Deixe-nos por um momento, por favor.

Espere lá fora.

-Como pôde? -Não sei o que quer dizer.

-Não minta. Atirou em meu filho, Javier. -Não atirei em ninguém.

Não, por favor.

Se o quisesse morto, eu não estaria aqui.

Sei que foi um ato de ciúme. Meu filho ofendeu você.

Mas não vou tolerar isso.

-Foi longe demais. -Você não tem provas. A polícia vai...

Não preciso de provas. Não vou procurar a polícia.

Mas, de agora em diante, sua vida depende da vida do meu filho.

Se ele morrer... não será o único.

-Senhora, não pode entrar. -Doutor, por favor, deixe-a entrar.

-Adriana, entre. -Só um minuto, senhora.

-Javier? -Seu marido.

-Meu Deus. -Eu esperava ver você e olhe só.

Se tivesse morrido, eu jamais me perdoaria.

-Adriana, volte para seu quarto. -Não.

Deixe-a.

-Minha esposa virá comigo. -Me solta.

-Vamos. -Cavalheiros, por favor.

-O paciente e eu precisamos de silêncio. -Vamos.

-Solte-me! Javier! -Adriana...

-Não posso deixar Javier assim. -Ele vai ficar bem. Pragas nunca morrem.

O que está fazendo? As pessoas estão nos vendo.

-Eusébio, não vou embora. -Adriana.

-Só vou dizer uma vez. Venha ou eu... -Vai fazer o quê? Atirar em mim também?

Isso me libertaria de você de uma vez por todas.

Adriana, por favor... seja razoável.

Já cansei. Tenho sido razoável com você há 20 anos.

É hora de começar a pensar em mim e tentar ser feliz.

Vou ficar.

Sinto muito por seu irmão.

O que houve com Javier?

Sua mãe quer que eu diga que foi um disparo acidental.

-Qual é a verdade? -Um hóspede atirou nele. Um dos desafetos.

Creio que sua mãe queira fazer justiça.

-Isso é loucura. Vou falar com ela. -Só eu sei.

-Se falar com ela, vai me entregar. -Vou dizer que foi um garçom que falou.

Ela vai desconfiar.

Está certo.

-Sua mãe vai fazê-lo pagar muito caro. -Isso parece justiça para você?

O assassino da minha irmã ainda está livre.

-Não acredito mais em justiça. -Isso não justifica vingança.

Só o que me importa é meu irmão.

-Aonde vai? -Até a vila, cumprir uma tarefa.

Aonde vai?

Até a vila. Mas não conte a ninguém.

Jamais trairia você, Julio. Se quiser, posso ir com você.

É melhor se eu for sozinho. Mas, obrigado.

-Isabel, o que houve com Dom Javier? -Soube que ele foi baleado.

Não me surpreendo. Dom Javier é um encrenqueiro.

Sua preocupação com a família Alarcón é digna, mas para demonstrá-la,

leve essas toalhas, imediatamente e em silêncio.

-Ela vai sozinha. -Sim, senhora.

Quero falar com você.

Se eu contar a Andrés tudo que sei, acha que ele vai perdoar você?

Mãe. Belén. Por que essas caras?

É um milagre que ninguém tenha descoberto que vocês mantêm este bebê aqui.

Mas o risco de descobrirem, aumenta a cada dia.

Eu sei, falei isso para Belén também. Mas ainda não consegui emprego na vila.

-Falei com uns amigos em Cantaloa. -Você tem amigos? Que surpresa.

Eles cuidarão do bebê até que encontrem um lugar para irem.

-Não vou me separar do meu filho. -Mãe, nos deixaria ir embora do hotel?

Me magoa separar você de seu filho, Belén...

-mas ainda é o melhor para ele. -Andrés, diga alguma coisa.

Também poderia dizer algumas coisas, não acha, Belén?

Minha mãe está certa. É o melhor para a criança. Logo, estaremos juntos de novo.

-Não quer vê-lo? -Claro que sim.

Podemos vê-lo todo dia. Mas não consigo pensar em como escondê-lo mais tempo.

É hora de tirá-lo daqui.

-Então, agora fica do lado da sua mãe. -Quero o que é melhor para ele.

-Não desistirei de Juan, ou de Alejandro. -Esqueça Alejandro, não é seu filho.

Ele também precisa de mim.

Não vou a lugar algum.

Dona Teresa é nossa suspeita principal. Aqui poderemos observá-la

e conhecer os conhecidos do marido dela. Tente ficar quieto.

-Quis dizer alerta a tudo, certo? -Sim, isso também.

Muitas pessoas vieram para o aniversário da morte de Dom Carlos?

-De fato, senhor. -Tenho certeza que tinha muitos amigos.

Mas vejo muito fingimento. Aquele homem, por exemplo, não o suportava.

Mas aqui está ele, se gabando. E tenho certeza que não é o único.

Eu não trabalhava aqui.

Mas se quer saber sobre o hotel, pergunte para aquela mulher.

Essa é a filha de meus amigos de Torquay, no sul da Inglaterra.

Ela ficará conosco por alguns dias, antes de ir a Paris.

Agatha Mary Clarissa Miller.

Agatha. É um prazer conhecê-la. Eu sou Alicia Alarcón.

É um prazer para mim, também. Seu inglês é excelente.

-Nada comparado ao seu espanhol. -Meu pai era um educador rigoroso.

Creio que meu espanhol é um dos resultados das empreitadas dele.

-E estes cavalheiros? -Agentes Ayala e Hernando.

A que devemos sua visita? Alguma notícia sobre a morte do meu pai?

Chegamos a um beco sem saída. Estamos aqui só para descansar.

Oficiais da lei se hospedando em um hotel de luxo. Um belo início de livro.

Agatha adora escrever livros de suspense.

Ali está o médico. Permitam-me.

-Diria que seu irmão está fora de perigo. -Como é?

Como sabe?

O médico está fumando um cigarro para relaxar, e até olhando as mulheres.

Ou ele é cínico, ou seu irmão está melhor.

Espero que esteja certo.

-Doutor. -Sra. Alarcón, seu irmão está bem.

-É um homem interessante, agente. -Eu sei.

-Dom Carlos morreu repentinamente. -Dona Teresa deve ter sofrido.

Embora seja difícil de imaginar, pois ela é tão contida.

Ela sofreu muito. Ela e Dom Carlos eram um casal perfeito.

É um prazer para mim, depois de todo esse tempo.

E uma surpresa para mim.

Eu entendo, mas se venho em um dia como este, é para o bem da reconciliação.

Então estou contente em vê-lo, sobrinho.

Com licença, senhora, quem é esse cavalheiro?

É Dom Gonzalo Alarcón. O pai dele era irmão de Dom Carlos.

-Se davam mal e terminaram ainda pior. -O que quer dizer?

-Não sei se devo falar sobre isso. -Então, não fale.

Dom Ricardo era a ovelha negra da família Alarcón.

Dom Javier deve se espelhar em seu tio.

Dom Javier é um santo comparado ao irmão de Dom Carlos.

Ele estava prestes a arruinar a família e acabou sendo preso

por uma fraude envolvendo minas.

Lady, não está contado coisas demais a eles?

Se falássemos só o que devemos, a vida seria entediante.

-Não seria, senhora? -Concordo totalmente.

-Dom Ricardo já saiu da prisão? -Em um caixão de madeira.

-Sinto muito. -Quando essa tragédia aconteceu?

-Isso parece um interrogatório. -Há pouco mais de um ano.

Dom Carlos não mexeu um dedo para tirar o irmão da prisão.

E quando ele decidiu fazê-lo, era tarde demais.

Ele havia se matado.

-E Dom Carlos morreu logo depois. -O Senhor decidiu levar a alma dele.

Que eles tenham se reconciliado no pós-vida.

Talvez Dom Gonzalo tenha se reconciliado com Dom Carlos. Afinal, ele está aqui.

Sim, ele veio apenas alguns dias antes de Dom Carlos morrer.

Ele queria se reconciliar, mas acho que não conseguiu.

Soube que eles discutiram muitas vezes.

Cuidado, irmã, estou machucado.

Você nos assustou. Quem fez isso com você?

Foi um acidente.

Um acidente perigoso e estúpido. Felizmente, não foi tão ruim.

-Basicamente, foi isso. -O que importa é que você está bem.

Podem nos deixar a sós? Javier precisa descansar e quero falar com ele.

Por que disse que foi um acidente? Dom Eusébio atirou em mim.

-Eu sei. -Você pretende deixá-lo se safar?

Se você tivesse morrido, ele teria pago com a mesma moeda.

Mas, a este ponto, melhor que fique assim.

O homem deveria ser preso.

Para você ficar com a mulher dele e envolver o hotel em um escândalo?

Uma esposa é propriedade de seu marido. É injusto, mas é assim que funciona.

-Sinto muito, mas eu amo Adriana. -Esqueça-a. É uma ordem.

Geralmente, desobedeço suas ordens por negligência,

mas, desta vez, acho que vou fazê-lo de consciência plena.

Não vou desistir daquela mulher.

Com licença, senhora, alguém está aqui para vê-la.

Garantirei que ninguém incomode seu filho.

Dom Javier não corre perigo, se é por isso que veio. Mas ele precisa descansar.

Vou esperar aqui.

-Não posso voltar para meu marido. -Seu lugar é ao lado dele, se me permite.

Qualquer outra coisa causaria um escândalo para sua família e para nosso hotel.

Prometi a Javier que ficaria ao lado dele, e eu irei.

Andrés.

Encontre um quarto vago para esta mulher. Vou avisá-la quando puder ver Dom Javier.

-Agradeço. -Siga-me.

Sinto muitíssimo pela minha impulsividade, senhora.

Mas, já que seu filho está bem, espero que não seja problema me deixar partir.

Na verdade, não vejo a hora de você e sua esposa saírem do meu hotel.

O problema...

O problema é que minha esposa não quer vir comigo.

-E você entenderá que não irei sem ela. -Não se preocupe, vou cuidar disso.

Obrigado, Dona Teresa. Muito obrigado.

Dona Adriana tentou ver seu filho e não quer ser razoável.

-Dei a ela um dos quartos vagos. -Vou falar com ela.

Em alguns meses, quando estivermos fora do foco,

ladrões podem visitar Dom Eusébio, e espancá-lo se ele resistir.

Acha que aquele covarde aguentaria? Há questões mais importantes em jogo.

Meu sobrinho, Dom Gonzalo, está no hotel.

-Devo expulsá-lo? -Não.

Ele disse a todos que veio em paz. E parece ser sincero.

Mas sabemos que não podemos confiar nas aparências. Vou ficar de olho nele.

Espere.

Sei o que tem informado à marquesa.

-Senhora... -Por que eu deveria tolerar seus planos?

Porque beneficiam ao hotel?

Não quero mais que me deixe de fora de seus planos, entendido?

Ou o quê? Não sou mais o gerente. E você não expulsaria seu genro.

Ser casado com minha filha o faz sentir-se seguro, não é?

Como Alicia reagiria se soubesse quem é o verdadeiro pai de Alejandro?

Você esconde muitas coisas, Diego. Isso o deixa vulnerável.

Venha aqui, pequenino.

Vem cá.

O que está fazendo com meu filho?

Seu filho também é meu neto. E uma ameaça.

Imagine se alguém vier e nos vir.

-Posso cuidar deles. -Eu descobri, então, qualquer um pode.

Não vou deixar meu filho crescer com estranhos em uma vila esquisita.

Como pode ser tão estúpida e egoísta? Vão nos demitir e perderá seu filho.

Meu filho e eu só iremos embora para um lugar melhor.

O que vai fazer? Amarrá-lo no seu avental?

Amanhã, este bebê... estará em Cantaloa.

Não se preocupe. Mamãe vai fazer de tudo para não nos separarmos.

E sei quem vai nos ajudar.

Está tudo bem, Isabel? Você parece triste.

Desculpe, senhora. Não quero incomodá-la com meus problemas.

Há alguma coisa que eu possa fazer por você?

É esse rapaz de quem lhe falei. Julio, o garçom. Sabe quem é?

Sim, ele trabalha aqui há algum tempo.

Ele é meu melhor amigo aqui. Me ajudou muito.

Pelo jeito que ele me olha e pelas coisas que diz, sei que gosta de mim.

-E eu gosto dele também. -Então, está tudo bem.

Não, porque ele não dá o próximo passo.

-Dê tempo a ele. -Não é questão de tempo.

Ele ainda sente algo por uma outra mulher.

-Sabe quem é ela? -Não.

Mas acho que ela está com outra pessoa. Talvez até seja casada.

Então, ela fez a escolha dela e deveria abrir mão de Julio, não é?

-Claro. -Mas não o faz. Fica o mantendo preso.

Eu sofro. Não por mim, mas por Julio. Ele nunca será feliz assim.

-Está pronta? -Sim, estava esperando você.

O que foi, garçom? Esperando alguém? Ou procurando encrenca de novo?

Não acredito que esteve com Javier na noite da festa do cônsul.

-Está me chamando de mentiroso? -Só quero saber a verdade.

Me dê algo em troca.

Vamos.

Se vou falar ou não só depende de você. Não me decepcione. Apostei muito dinheiro.

-Estão prontos? -Vamos.

Que comece a festa!

Levanta, droga!

Aí está. Boa quantia, não?

Conseguiu o que queria. Agora, fale.

Não tenho nada a dizer. Javier esteve comigo a noite toda.

Obrigado.

Javier saiu cedo naquela noite.

-Por que mentiu para ele? -Porque vou ganhar ainda mais dinheiro.

-Não é o rapaz que sofreu o acidente? -Sim.

-Você mesmo injetou a morfina? -Por fim, sim.

Aplique a injeção de morfina no paciente a cada seis horas.

-Meia seringa. Mais do que isso é letal. -Eu sei.

Andrés?

-Andrés, algo errado? -Senhor. Senhora.

O médico me deu a responsabilidade de aplicar a morfina no seu irmão.

-É uma grande responsabilidade. -Tenho certeza que se dará bem.

Legendas: Joao Neto

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