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Original subtitles

Garrido, o que está tramando? Vi você conversando com ela no corredor.

-O que está fazendo com minha esposa? -Nada.

Entregue uma mensagem à sua senhora.

"Se quiser que eu não fale nada, traga o que pedi

à meia-noite no corredor do lado de fora da cozinha."

-O que essa mulher está fazendo aqui? -É a Dona Beatriz, a Baronesa de Villalba.

É a mulher com quem a mãe de Alfredo queria que ele se casasse.

O homem da foto é o meu pai.

O nome do fotógrafo.

-Conhece o homem ao lado do meu pai? -Não.

Duas pessoas do hotel perguntaram sobre você.

Eles acham que você tentou matar um tal de Andrés.

EM MEMÓRIA DE JUAN LUIS GALIARDO

Andrés, você está bem?

Julio, Yanes está no hotel.

-Está usando uma máscara. -Quem é Yanes?

-Quem é ele? -O homem que causou o seu acidente.

-No dia do casamento da Alicia. -O quê?

Você sabia quem era? Por que não me disse?

-Só descobrimos hoje cedo. -Tiverem o dia todo para me contar.

Não tivemos tempo, por termos ido em Monteverde.

-Você tem a foto dele? -Sim.

Mostre para ele.

-É este. Ele conhecia meu pai. Já o Viu? -Não, nunca vi esse homem antes.

-Tenho certeza que nos viu em sua casa. -Foram lá? Então ele seguiu vocês.

-Fique calmo. -Calmo? Ele está atrás de mim.

Ele não tentou novamente. Talvez seja por outra coisa.

-Como o quê? -Não sabemos.

De qualquer forma, ficaremos com você. Se ele tentar machucá-lo, o impediremos.

Por enquanto, tenha cuidado. Vá para o seu quarto, fique lá.

Você conhece esses bailes. Controle os seus funcionários.

-Quero tudo pronto em meia hora. -Não se preocupe, Dom Diego.

-Se precisar de mim, estarei lá em cima. -Sim, senhor.

Andrés, vá para o baile. Não temos garçons para atender os convidados.

-Tudo bem, vamos para o baile. -E você ficará arrumando os quartos.

-Preferiria ir ao baile. -Você ficará onde for necessário.

-Você tem que me ajudar. -Se Ángela me vir, vai me despedir.

Então, faremos com que não o veja. Mas antes, falarei com o Agente Ayala.

Pedi que viesse nos ajudar. Temos que nos apressar.

O que está fazendo aqui? Ainda não são 12h. O baile acabou de começar.

Você não me engana.

Dona Alicia chamou a polícia. Você me entregou.

-Juro que não fiz nada. -Não vou deixar você avisá-los.

Andando.

Suba.

Sra. Murquía, espero que tenha um bom motivo para nos chamar tão tarde.

-Nós também temos vida. -Yanes está aqui no hotel.

-É por isso que não o encontrávamos. -Está usando uma máscara cor de pele.

Se o meu superior concordar, ficaremos na festa, como convidados.

-Não posso negar uma festa. -Ótimo.

Nos vemos no salão de baile.

Algo novo na sua vida pessoal que eu deveria saber?

Rápido. Entre.

Entregue sua chave.

Vire-se.

Por favor, não me machuque.

-Qual é o quarto da Dona Alicia Alarcón? -Quem gostaria de saber?

-Um amigo. Tenho um presente para ela. -Se me der, posso entregá-lo.

-É um presente íntimo. -Desculpe, senhor, mas não posso dizer.

-Se desejar, posso avisá-la. -Não. Não precisa.

-Você demorou muito, Alicia. -Mas valeu a pena. Está linda.

-A festa é um sucesso. -Como nos tempos do seu pai.

Quem é esse cavalheiro com a Lady?

Lady, seja bem-vinda.

Já conhecemos o seu misterioso acompanhante, Lady?

-Diego Murquía. Eu o conheço? -Não.

É o meu sobrinho Ricardo.

É a primeira vez que participa desse maravilhoso baile. Ele e tímido.

Dom Ricardo, não fique nervoso. Sinta-se em casa.

-Está cheio de mulheres bonitas. -Posso ver.

-Conhece a minha esposa? -Ainda não. É um prazer, senhora.

-Espero que se divirta no baile. -Vocês vêm comigo?

Dom Enrique... Perdão.

Com licença.

Estava sujo. Agora está melhor.

-Agente Ayala. -Sr. Olmedo.

Perdão, pensei que era outra pessoa.

Isso fará você com que se sinta mais seguro, Sr. Cernuda.

Obrigado, Agente.

-Javier, o que é isso? -Você me reconheceu?

Está tentando parecer o Alfredo com essa barba?

Seu marido iria adorar ter o meu físico.

Alfredo anda mais reto, com os ombros para trás.

Ele nunca usaria o colarinho assim.

E ele é mais baixo.

Espere no quarto, direi à Dona Beatriz para ir lá. Vá.

Garçom, tenho uma mensagem para a Dona Beatriz, do meu marido.

Alfredo, recebi sua mensagem.

Também queria lhe dizer uma coisa.

Esse vestido foi uma boa escolha, Beatriz. Você está maravilhosa hoje.

Se não lhe contei antes, foi porque não tive oportunidade.

Acho que a vida está nos dando uma segunda chance.

Quando minha mãe disse que a convidou, não tinha achado uma boa ideia.

Mas agora que está aqui... Estou feliz de tê-la ao meu lado.

Alfredo, você está bem?

Você está bem, Beatriz?

Não sente a minha falta?

Espero não ter falado nada de errado.

Javier Alarcón!

Nunca pensou que ficaria tão perto de mim, certo?

-Admita que você gostou. -Não.

A sua boca se contradiz com o que sua língua faz.

Beatriz? Não foi tão ruim assim, foi?

Beatriz?

Alfredo!

-Dona Beatriz, espere. -Sofia, o que é isso?

-Fiz isso para tê-lo de volta. -Fingindo ser a Beatriz?

E ele fingiu ser você, para que eu o beijasse.

-Você o beijou? -E foi muito bom.

Vejo que os Alarcóns nunca mudarão. O único que sabem é mentir.

Acabou. Pedirei uma anulação. Venha Beatriz.

Eu avisei, querida.

-Tire a máscara, não é um dos convidados. -Desculpe-me.

Andrés, preciso da sua ajuda. Andrés?

Dom Diego e Dona Alicia de Murquía. Suíte 54.

-Sinto muito, não sabia o que fazer. -Não se preocupe.

-Yanes não vai procurá-lo aqui. -Obrigado.

Antes de sair, tenho que fazer uma coisa. Por favor, não olhe.

-Está roubando o seu marido? -Pedi para não olhar.

-Desculpe, senhora, mas é errado. -É isso ou matarão o Julio.

-Quer a minha ajuda? -Não, não precisa. Acabei.

Fique aqui, está bem?

Surpresa de me ver aqui?

-O que é isso? O que pedi? -Sim, é seu, nos deixe em paz.

Não, você virá comigo. Já sabe que não tenho nada a perder.

Mateo, viu minha esposa?

Não, senhor. E um homem perguntou por ela.

Que homem?

Não conheço, tinha uma máscara cor de pele.

Olmedo saiu correndo. Vamos segui-lo.

Agente Ayala?

A senhora está muito bonita, Dona Teresa.

-O que lhe trouxe aqui? -Sua filha nos convidou.

Lamento que minha roupa de inspetor não esteja à altura dessa festa elegante.

-Isabel, viu a Alicia? -Não, senhor.

Mas preciso falar com o senhor sobre ela e o Garrido.

Ele está aqui e ela está em perigo.

Vamos a um lugar mais tranquilo.

-O que vai fazer? -Já disse, me vingar do seu marido.

Como você me traiu, me ajudará a roubar do seu marido o que ele mais ama.

Seu cargo no hotel e você.

O que sabe sobre minha esposa e seu amante?

-A sua esposa não tem amante. -Recebi uma carta.

Fui eu. Inventei isso para ganhar dinheiro.

-Mas isso é irrelevante agora. Garrido... -O que ele tem a ver com isso?

Ele está com a carta e está usando para nos chantagear. À sua esposa a mim.

Isabel, agradeço sua honestidade,

mas eu odeio mentiras.

Então, diga-me, quem é o amante da minha esposa?

-Ninguém, senhor. -Diga-me. Quem é?

-Ninguém, eu juro. -Quero que me diga quem é.

-Ninguém. -Diga-me quem é!

Já lhe disse.

Ela não tem amante. Eu inventei.

Estes documentos irão para as autoridades, e colocarão Dom Diego na prisão.

E esse aqui, será enviado para todos.

"Sua esposa está lhe traindo com o garçom, Julio Espinosa".

Dona Alicia?

Quando Dom Diego encontrar seu corpo com esse bilhete, saberá que você o traía.

Que não aguentou a chantagem e se matou.

-Desculpe, Sr. Olmedo. -O que houve?

-Yanes fugiu. -E para onde ele foi?

Foi para a suíte da Alicia.

Andrés.

Andrés! Andrés!

Você está vivo. Tudo bem?

Yanes esteve aqui. Pegou o filme de casamento da Dona Alicia.

-Estava armado, mas não atirou. -O tiro veio do andar de baixo.

Isso o assustou e ele fugiu.

O tiro veio deste lado.

-Anda, saia daqui. -Senhora...

Corra.

-Alicia, o que aconteceu? -Julio.

Sra. Murquía, o que houve?

Eu o vi roubando. Tentou me matar.

Ele está morto.

-Eu ouvi um tiro. -Veio dali, Dona Teresa.

-Diego não pode vê-lo assim. -Saia daqui.

-Alicia. -Você está bem?

-Sim. -Você atirou nele?

-Parece que o Sr. Garrido estava roubando. -Acabei de demiti-lo. Ele o ameaçou?

Se não se importar, a interrogaremos na delegacia.

Minha filha não vai a lugar nenhum. Pergunte-a aqui, como sempre fez.

Com todo o respeito, sua filha é a principal suspeita.

Teremos que prendê-la até que isso seja resolvido.

Por favor, troque de roupa e venha comigo.

Meu superior vai esperar a perícia para levarem o corpo e recolher as provas.

Exatamente, são as minhas ordens.

-Não se atreva a tocá-la, Agente. -Não se preocupe, Diego, vou ficar bem.

Você tem muitas explicações para me dar.

Alicia é forte, ela vai superar isso.

Ela matou um homem e está presa, sozinha. Ela não deveria estar sozinha agora.

-Mas não há nada que possamos fazer. -Não! O armário não é o culpado.

Fique calmo. Se não pode ajudar, tente não fazer nada errado.

Anda, diga: "Andrés, você está certo".

Sinto muito por Dona Alicia, mas nem me avisaram e Yanes quase me mata.

-Desculpe. Como você está? -Como você acha?

Ele estava tão perto de mim. Estava armado e não atirou. Por que não?

-O tiro da Alicia deve ter o assustado. -Então ela salvou a minha vida e a dela.

Isso não acontecerá novamente. Eu sei onde o Yanes mora.

E mesmo que tenha levado o filme, encontrarei outras provas contra ele.

Juro que ele pagará pelo que fez.

-Como pôde permitir isso, mãe? -Não pude evitar.

Fizemos tudo o que podíamos, Sofia.

Mãe, se alguém dissesse que um de nós acabaria na prisão,

você não imaginaria que seria a Alicia. Pois nós merecemos muito mais.

-Ela confirmou que o matou. -Só fez isso porque não tinha escolha.

Quem dera a justiça fosse mais compreensiva.

Quero falar a sós com o Diego. Vamos resolver isso.

Eu dei o que você mais ansiava.

A gerência do hotel e a mão da minha filha.

Você já perdeu uma e está prestes a perder a outra.

Garrido tinha sido demitido. Alicia deve ter visto ele roubando.

Vi o que ele roubou, os documentos do seu cofre.

E não sei como. Ninguém sabe a combinação.

Pegue-os de volta. E pague um bom advogado para a minha filha.

-Sofia, espere. -Não precisa pedir desculpas.

-Eu o desculpo, mas me deixe sozinha. -Eu só queria ajudar.

-Imagino que sim. -Deixe-me resolver isso.

Javier, não se ofenda, não quero mais a sua ajuda.

-Não confia em mim? -Não é isso.

Não, mentira. Você não confia em mim.

-Isabel, aonde você vai? -Vou passear na vila.

-Com uma mala? O que houve? -Nada.

Vou até a cidade. Se alguém a vir, não deixem que saia.

Isabel, esconda-se no meu quarto.

-Viu a Isabel Beneito? -Não, senhor.

Por que o Diego está lhe procurando? É por causa da Alicia?

-Eu só queria consertar o que fiz. -O que você fez?

-Disse ao Dom Diego que escrevi o bilhete. -Você ficou maluca?

Não queria que ele o perseguisse. E disse que inventei tudo.

Ele não acreditou em mim, me bateu, queria descobrir quem era o amante dela.

-O que você disse? -Nada. É por isso que vou embora.

Dom Diego não vai parar até me fazer falar. Ele é um monstro.

Isabel, espera.

Tenho que ir à Cantaloa, vou ver a Alicia.

Posso levá-la na estação de trem.

-Dona Alicia está em Cantaloa? -Ela está presa.

Ela disse que matou o Garrido, mas sei que ela está protegendo alguém.

É você?

Você matou o Garrido?

Peguei a arma no escritório.

-Por quê? -Vi o Garrido apontando para Alicia.

E se ele a tivesse matado, a culpa seria minha.

-E agora Alicia está presa. -Eu sinto muito, Julio.

Preciso ir à cidade. Eles não vão procurá-la aqui.

Julio?

Eu não queria ter me apaixonado por você.

-Encontre a Isabel Beneito. -Sim, senhor.

Sei que não queria pedir a anulação,

mas agora que se decidiu, é melhor seguir em frente.

-Seja rápido e discreto. -Estarei aqui para apoiá-lo.

-Alguém para conversar. -Obrigado, Beatriz.

O meu advogado, Dom Antonio Castera, irá ajudá-lo.

-É um prazer, Dom Alfredo. -Igualmente.

Cuide bem do meu filho. E não tenha pena dos Alarcóns.

Venha comigo. Mãe. Beatriz.

Sente-se.

Sua mãe me contou os fatos. Você poderá pedir uma anulação.

-E eu conseguiria? -Não demorará muito se tivermos as provas.

-Provas? -Além do que você e sua mãe disseram.

Se os Alarcóns se unirem e alegarem que você sabia que a criança não era sua,

-o caso seria complicado. -Mas isso não é verdade.

Como poderiam falar algo tão cruel?

Fizeram você acreditar que sua esposa

estava grávida e que o filho da criada era seu.

"Cruel" não seria a definição exata para um Alarcón.

-O que podemos fazer? -Consiga alguns depoimentos.

Do médico, da governanta, de quem você puder.

Os depoimentos são importantes.

-Sabe onde está sua esposa? -Não, desde que Dona Teresa a demitiu.

-Mas sabe sobre o nascimento dos bebês? -Eu não estava lá.

-Entrei e vi apenas meu filho. -E o outro bebê?

-Andrés, estão te esperando lá embaixo. -Estou falando com seu filho, Ángela.

-É uma ordem da Dona Teresa. -Com licença, Dom Alfredo.

Imagino que saiba o que aconteceu quando a sua nora deu à luz.

-Não insista nisso, Dom Alfredo. -Sei que perder o neto foi doloroso.

-Não é nada disso. -Então o que é?

Nem eu, nem ninguém daqui vai falar. Não perca o seu tempo, Dom Alfredo.

Arrume esses guardanapos. Preciso falar com a Dona Teresa.

-Direi ao Alfredo que é minha culpa. -Mas é sua culpa.

Vou me aproximar dele e fazê-lo confiar em mim de novo.

Para que ele volte a confiar em nós. Principalmente em você.

Javier, pare com isso. Se quer ajudar, não faça nada.

-O que houve, mãe? -Alfredo pedirá a anulação do casamento.

Sinto muito.

Dom Antonio Castera está aqui, é o advogado da família.

Ángela me disse que estão tentando conseguir depoimentos com os funcionários.

Mas não se preocupe, ninguém vai falar nada.

E o médico?

Deixe-nos sozinhas, Javier.

Nem o médico, nem ninguém que sabe o que aconteceu com os bebês vai falar.

Isso só pode ser ideia da mãe dele, e daquela prostituta, a Beatriz.

Mande-as embora daqui. Não quero vê-las aqui, na nossa casa.

Lembre-se, por sua causa não somos mais os únicos donos do hotel.

Se Alfredo quer que ela fique, não há nada que possamos fazer.

Não imaginava que o Alfredo voltaria a se apaixonar.

Pensei que ele duvida disso, mas que ainda me amava.

-Isso não tem nada a ver com amor, filha. -Mãe...

Nunca gostei muito de Alfredo.

Mas, graças a você, ele é o gerente e coproprietário do hotel.

-Algo que ele merecia. -Não discutirei sobre isso com você.

Mas é preferível tê-lo ao nosso lado e não contra nós.

O que fiz, adiará o processo, mas não impedirá a anulação.

Agora é a sua vez de recuperar o Alfredo de volta.

Vamos ver se entendi bem.

Após aquela confusão do baile de máscaras,

decidiu vir aqui achando que poderia me ajudar.

Alfredo, gerenciar um hotel não é fácil. Quero ser útil ao hotel e à minha família.

Não sei se você é ambicioso ou estúpido. Não acho que seja ambicioso.

-É um "não"? -Esperava um "sim"?

Não preciso de um assistente, Javier. E se precisasse, você não seria o ideal.

-Acho que isso não seria uma má ideia. -Não fale bobagens.

Não tenho motivos para ter esse imbecil como meu assistente.

Eu conheço um. Poderia depor a seu favor na anulação.

Ele é um Alarcón, não aceitaria fazer isso.

Se ele não tiver outra opção...

Vamos supor que este imbecil tenha um problema, e só você possa ajudar.

E por que agora ele teria esse problema?

Tentarei ser mais claro.

E se envolvêssemos o Javier Alarcón em um problema e depois você o ajudasse?

Não sou esse tipo de pessoa.

Você vive me surpreendendo, Dom Alfredo.

Todo mundo o traiu

e não pensa em traí-los?

Falando assim, parece que é algo horrível.

Mas é.

Somente o depoimento de um Alarcón poderia livrá-lo dos Alarcóns para sempre.

Você terá que escolher.

Não se preocupe, querida. Contratei o melhor advogado da Espanha.

Sr. Murquía, gostaria de falar com a sua esposa.

-Não diga nada sem o seu advogado. -Não se preocupe, Diego.

-Posso levar o que Garrido roubou? -Não, até o caso ser resolvido.

-Isso seria um problema? -Claro que não.

Acho que fui monge em outra vida, senão, de onde tiro tanta paciência?

O juiz Barrera insiste em deixá-la livre, mesmo sem ver os fatos.

-E disse que foi legítima defesa. -E me deixarão livre?

Todos querem ajudá-la, por favor, se ajude e me diga a verdade.

-Onde pegou essa arma? -No escritório do hotel.

-E para que pegou? -Porque vi o Garrido roubando.

E como acabaram na cozinha?

Fui atrás dele, ele me viu e ia me matar. Eu apenas me defendi.

-Deseja acrescentar algo mais? -Não, é só isso.

Sra. Murquía, não gostaria de saber que está cometendo perjúrio.

-Não estou sob juramento. -Mas estará. E sei que está mentindo.

Eu a ajudei tantas vezes, por favor, confie em mim e me diga a verdade.

Desculpe, Agente. Não direi mais nada.

Não tenho outra escolha. Vai ficará aqui até seu advogado chegar.

-Já viu o que tem na pasta? -Para quê? A Dona Alicia confessou.

Hernando, invejo a sua simplicidade. Não vejo as coisas assim, tão óbvias.

-Sr. Olmedo. -Quero ver a Alicia.

Desculpe, mas você não pode vê-la.

Acho fascinante a devoção dos funcionários do hotel

aos seus superiores.

Você deveria aprender com eles.

Deveriam estar atrás do Yanes, não de Alicia.

Meu superior enviou um homem até Monteverde.

-É verdade. -Mas receio que não será de grande ajuda.

Yanes tem a nossa única prova, o filme do casamento.

-E não conseguimos um mandado de busca... -Desculpe, não há nada que possamos fazer.

Existe algo.

Garrido ainda estava vivo quando cheguei. O tiro veio de outro lugar.

Alicia se culpou para proteger outra pessoa.

Sei muito bem que você tem um dom de aparecer e desaparecer rapidamente.

Mas duvido que seja capaz de ver isso só uns segundos antes de chegarmos.

Tenho certeza de uma coisa, não foi a Alicia quem atirou.

-Espere aqui, Sr. Olmedo. -Poderei vê-la?

Eu só pedi para esperar.

A bala entrou por aqui...

e saiu aqui.

Uma trajetória oblíqua, da direita para a esquerda.

Não acha isso interessante?

Fascinante.

Busque a Dona Alicia, iremos ao hotel.

Sei que tem muito trabalho, mas são ordens do Dom Diego.

Procure a Isabel no hotel e espere até ele voltar.

Com licença, acabei de chegar e estou procurando a Dona Ángela.

Não sei onde ela está, mas espere aqui.

-Você é a novata? -Sim.

Venha comigo.

-Já terminou? -Sim, senhora.

Na minha cidade aprendemos a dobrar bem, para que o altar sempre esteja impecável.

Você não será paga para falar. Saiam, por favor.

Ninguém poderia fazer melhor. Acho que devemos contratá-la.

Mesmo falando sem parar? O que houve com as suas regras?

Senhora, ela é boa no trabalho. E não é tão ruim ela ser tão...

simpática. Já temos muitos ranzinzas por aqui.

Ser falante e ser agradável não é o mesmo.

Contrate a outra, ou ninguém. Poderemos sobreviver sem uma criada.

É mais importante ter um novo maître.

Por que nenhum dos candidatos passou?

Nenhum deles foi excelente, senhora.

Você não é tão indulgente com os maîtres como é com as criadas.

Me avise quando chegar o novo candidato.

Talvez não concordemos na escolha.

Senhora. Dona Ángela, sabe onde a Isabel Beneito está?

-Ela deve estar no primeiro andar. -Não está lá, não está em lugar nenhum.

Desculpe. Sou muito distraída, meu pai disse que tenho duas mãos esquerdas.

-Quem é você? -Camila. Vim para a vaga de camareira.

Parece que há uma vaga. A da Belén. Você a conhecia?

-Sim. -Mas acho que não vão me contratar.

-Por que não? -Eu falo demais.

-Sempre estrago tudo por isso. -Algumas vezes falamos demais.

Isabel Beneito foi embora, necessito de outra camareira.

Agora tenho duas vagas para preencher. Coloque o seu uniforme.

Você é a nova camareira do Gran Hotel.

-Sou a nova camareira? -Meu filho lhe mostrará o seu quarto.

Seu filho? Você é o filho da governanta?

-Pode falar mal dela, estou acostumado. -Falar mal? Ela foi muito gentil comigo.

Por que está me olhando assim?

Já ouvi muitas coisas, menos que era gentil.

-Ela foi gentil comigo. -Então, seja bem-vinda.

-Dona Alicia, que bom vê-la! -Liberem a área de serviço, por favor.

-Ainda não pegou os documentos? -Infelizmente, não.

Precisamos tê-los aqui, não percebe a gravidade?

Claro que sim, mas não pude pegá-los. E, a propósito, sua filha está bem.

-Com licença. -Encontrou a Isabel?

Não, senhor, ela foi embora. Levou tudo que tinha e sumiu.

Para que você veio aqui então, Mateo?

O Agente Ayala está aqui, e trouxe a Dona Alicia.

-Alicia. -Espere, Diego.

-Já iremos. -Sim, senhora.

Falarei com Ayala. Enquanto estão aqui, pegue os documentos na delegacia.

Não vamos demorar. Saiam, por favor. Rápido.

Para que me trouxe aqui?

O Sr. Garrido morreu aqui.

E isso significa que ele estava...

aqui.

Está correto, senhora?

-Dona Alicia? -Sim? O Garrido estava aí.

-E onde você estava? -Eu estava...

-aqui. -Bom.

A bala que matou o Garrido entrou...

por aqui.

E a saída foi...

por aqui.

E como o tiro sempre vai em linha reta,

ele veio...

dali.

Sra. Murquía, ou a arma dispara em curvas ou seria impossível acertar a vítima.

Ou não foi você quem atirou. Quem está protegendo?

-O que está acontecendo? -Perdão, senhora.

Faça o seu melhore truque, desapareça.

-Sou a dona do hotel. -Senhora...

-Alicia, como você está? -Estou bem, mãe.

Além disso, o Agente Ayala acabou de descobrir que sou inocente, certo?

-É verdade? -Sim, mas quero falar com sua filha.

-E com o nosso advogado. -Não precisa, mãe.

-Conversaremos no meu quarto, tudo bem? -Irei para lá, Sra. Murquía.

-Por que você se culpou? -Agora não, mãe.

Sabe onde fica a despensa? Os corredores são tão parecidos.

Eu não sei. A senhorita é nova aqui?

Sim, estou substituindo a Isabel Beneito, ela foi embora hoje cedo.

Hernando, volte na delegacia e veja o que encontra sobre Isabel Beneito.

Isabel?

"Julio, hoje posso lhe dizer adeus porque você me ensinou a escrever.

E eu quase destruí sua vida.

Preciso ir embora, e só ficarei bem se estiver longe de você.

Me perdoe. Com amor, Isabel."

Diga, Agente Ayala. O que quer me perguntar?

Primeiro direi o que não perguntarei.

Por que se culpou por um crime que não cometeu e...

-quem atirou no Sr. Garrido? -Não entendo.

Está protegendo alguém que salvou sua vida.

E sua criada pessoal, Isabel Beneito, foi embora estranhamente.

Qual é exatamente a sua pergunta?

Vai depor contra a Srta. Beneito?

Eu não vi quem atirou nele.

Não dormirei enquanto este caso não for resolvido.

-Alguma outra pergunta, Agente Ayala? -Não.

Você aí!

Legendas: Simone Campbell

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