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Original subtitles

-Há algo que queira me dizer? -Não sei por que eu deveria.

-Não há nada no meio. -Não pode ser.

Não por dentro, mas as janelas de fora têm que dar em algum lugar.

São as coisas do meu pai.

Deve ter sido um escritório secreto do seu pai.

Meu pai. E o homem do vídeo.

Se quisesse se esconder no hotel, esse seria o melhor lugar.

Esse bebê não tem sangue Vergara. Vai deixar o título para um bastardo?

Mãe, o futuro da nossa linhagem está diante dos seus olhos.

EM MEMÓRIA DE JUAN LUIS GALIARDO

Sofia.

Não sei o que fazer com tanto espaço.

-Isso é um desastre. -Acalme-se, o Alfredo irá voltar.

Sim, por isso a Dona Elisa está aqui, para garantir isso.

-Ele teria deixado o hotel. -Ele é o gerente...

e não possui mais nada.

Ele quer vingança, me atormentando com sua presença e a da criança.

Não, irmã, o Alfredo não é assim.

-É um homem de honra. -Desde quando o defende?

Ele ia duelar por mim, não lembra?

-E uma vez também duelou por você. -Por mim?

Se não contou foi para não lhe preocupar.

Ele sempre a amou. Estou certo que faria tudo por você.

-Talvez no passado. -O passado não some da noite para o dia.

Mantenha isso vivo e lute pelo Alfredo.

Não perca a esperança.

Prometa-me que irá lutar.

Eu irei.

-Há algo errado, Sofia? -Dona Elisa, a mãe do Alfredo, está aqui.

Dona Elisa, Sofia me disse que será nossa convidada no baile de máscaras.

Sua filha está enganada.

-Não virá? -Não como convidada.

Meu filho é coproprietário do hotel, não sou mais uma convidada.

Esta é minha casa.

Que rapidez para criar raízes.

Mas desta vez não tem muita bagagem.

Vendeu tudo para pagar pela viagem?

Divido meus pertences entre as casas dos meus filhos.

Me sinto uma rainha, com muitas mansões e palácios.

Uma rainha exilada, onde nada lhe pertence.

Fique bem com seus filhos. Não quer acabar sozinha, sem um teto.

-O que foi? -Não está ouvindo?

Alejandro está chorando, irmão gêmeo do Juanito.

Ele até chora do mesmo jeito.

-Sinto muito. -Está tudo bem.

Julio.

-Era a Ángela? -Sim.

-Ela sabe quem é aquele homem? -Ela disse que não, mas temos uma pista.

O fotógrafo tem um estúdio em Monteverde. Não é longe.

Talvez ele possa nos dizer quem é esse homem.

Dona Ángela precisa de nós para o baile de máscaras.

Esse homem tentou matar o Andrés e talvez tente novamente.

-Precisamos ser rápidos. -Certo.

Sr. Molins, por que está vestido como um garçom?

Dona Alicia conseguiu esse uniforme para o baile de hoje à noite.

-Gosta de como estou? -Acho que ela lhe pregou uma peça.

É um baile de máscaras, não uma festa à fantasia.

A senhora é muito má.

Vá se trocar, antes que um hóspede lhe peça uma refeição.

-Certo. -Tenho alguns recados para escrever.

Sairei do hotel em meia hora, por favor, me perdoem.

Claro.

-Sua amiga é muito animada. -Não faz ideia, Lady.

Vai sair?

Irei até a vila.

-Para quê? -Vou à costureira.

Vou buscar o meu vestido. Um conserto de última hora.

-Devo ir com você? -Não precisa.

Não é que eu não queira,

mas sei que está ocupado com os preparativos para hoje à noite.

Você é muito compreensiva. Mas não demore muito.

Gostaria de usar os brincos que comprou para mim em Paris.

Seria ótimo.

Poderia me dar? Precisam ser limpos.

A prata está sem brilho.

Estão no cofre, só um momento.

Aqui estão. Nos vemos mais tarde.

Alicia, precisa de algo mais?

Não, obrigada, já estou indo.

Você sabe dirigir?

Eu já vi, não parece tão difícil.

Em primeiro lugar...

você aciona a chave de ignição.

Depois gira a manivela.

-Talvez seja difícil. Mude o jeito. -Vai funcionar, você vai ver. Espere.

-Este é o vestido de hoje à noite? -Sim, senhor.

Agora só precisa pressionar ligeiramente a chave de ignição.

-Pressionar ligeiramente. -Vamos.

Diego, coloque uma máscara um pouco mais alegre para hoje à noite.

-Mateo, viu o Garrido? -Eu o vi há pouco.

Talvez esteja lá fora.

-Devo dar algum recado? -Não. Sabe quem saiu de carro?

-Não. -Foi na direção de Monteverde.

Me consiga um carro e um motorista.

-Não diga a ninguém que saí. -Sim, senhor.

Eu tenho uma reserva. Beatriz de Villalba.

Os mensageiros cuidarão da sua bagagem, senhorita.

Primeiro gostaria de cumprimentar o gerente, o Marquês de Vergara.

-Claro, ele está ali. Com licença. -Ao salão, senhorita.

-O que esta mulher faz aqui? -Você a conhece?

Infelizmente. Dona Beatriz, Baronesa de Villalba.

A mulher que a mãe de Alfredo queria que casasse com o filho.

-Ela não é ruim. -Javier, por favor.

Ela vem perseguindo o meu marido por toda a vida.

E continua. Não conseguiu nem esperar para cumprimentá-lo.

Acho que deveríamos dar boas-vindas.

Estou feliz que tenha vindo.

Depois do que houve, é bom ver uma amiga.

Além disso, parece que Alejandro gosta de você.

Alejandro é um bom menino. Ele é assim com todos.

Imagino que esteja acostumado com tudo. Pobrezinho.

-Por que esta visita inesperada? -Ela veio para o baile de máscaras.

-Eu amo máscaras. -Tenho certeza que sim.

-Sofia, por favor. -Tudo bem, Alfredo.

Sei que não devo me ofender. É uma característica da família.

Não a julgue, Dona Beatriz. Ela cuida do que é dela.

Não há nada com que se preocupar, Sofia.

Agora, por favor, gostaria de terminar a conversa em paz.

Ou não é mais possível neste hotel?

Claro, Alfredo. Venha, minha filha.

-Aonde vai, Sofia? -Para o meu quarto.

-Disse que lutaria por seu marido. -Eu poderia, se estivéssemos sozinhos.

Mas com essa mulher tomando seu tempo, eu não vejo como.

A menos que eu a distraia.

Sim, faça isso, Javier.

Use todas as armas de sedução que diz ter

e conquiste Beatriz,

para que o Alfredo perceba que ela é uma vagabunda.

-Não pretendia ir tão longe. -Já o vi com mulheres piores.

Vou tirá-la de perto de Alfredo, mas eu decido até onde irei.

Só se deixe levar.

-Não é trabalho para uma governanta. -Eu não tenho escolha.

Mesmo sem um maître, deixe que um garçom faça isso.

Eles já estão muito ocupados. Com sua licença, senhora.

Onde está seu amigo Espinosa? Agora estou fazendo o trabalho dele.

Ele se sentiu mal, mãe. Indigestão, eu acho.

Não fale besteira. Nem pardais teriam indigestão com o que comemos.

Tem certeza que vai deixar o carro aqui?

Chamaríamos muita atenção passeando de carro por Monteverde.

Diego é muito desconfiado.

É aqui.

Boa tarde. Como posso ajudar?

Meu pai me deu um estereoscópico que ele comprou aqui.

Gostaria de saber se ainda faz esse tipo de fotografia.

-Sim, faço. -Você tirou essa foto?

Você conhece esse homem ao lado do meu pai?

-Não, não o conheço. -Tem certeza?

-Possui um registro das fotografias? -Não de todas.

-Mas posso checar. -Ficaria muito grata.

-Está mentindo. -Eu sei. Tenho certeza que sabe quem é.

Vamos perguntar pela vila. Se o encontrarmos, irei sozinho.

-Não, eu irei com você. -Ele tentou matar Andrés. É perigoso.

Mostraremos o vídeo ao Ayala. É o suficiente para interrogá-lo.

Já estamos aqui. Não vamos desistir.

-Mas vamos juntos. -Não.

-Não encontrei. -Obrigada de qualquer forma.

Tenha uma boa tarde.

Telefonista, Fernando Yanes, em Monteverde.

-Diga. -Fernando, é o Núñez.

Duas pessoas do hotel estavam perguntando por você.

Uma era a filha de Dom Carlos Alarcón.

-O que eles queriam? -Eles acham que você tentou...

matar um tal de Andrés.

-Deu a eles meu endereço? -Não, mas é uma vila pequena.

-É só começarem a perguntar. -Obrigado, Núñez. Sei o que fazer.

Com licença, conhece este homem?

Com licença, conhece este homem?

Sim, conheço. É Fernando Yanes.

-Ele mora no 12, perto do bar. -Obrigado.

Será que está em casa?

Não tem ninguém. Parece que saiu.

-Está aberta. -Significa que somos bem-vindos.

Diego.

Alicia, o que está fazendo aqui?

-E você? -O que acha?

Seu vestido está no hotel. Por que mentiu para mim?

Eu não gostei dele e vim ver outra costureira.

-Mas acabei de saber... -Que costureira?

Ontem à noite me disse que queria consertar as coisas entre nós

e hoje me segue como se eu fosse uma delinquente?

Juro que gostaria de acreditar em você.

Realmente gostaria. Mas deixa o hotel sem explicação,

levanta no meio da noite, anda por aí sozinha.

Está deixando tudo muito difícil para mim.

-O que quer que eu faça? -Jure que não há outra pessoa.

-Diego, está me insultando. -Jure.

Eu juro.

Vamos.

Ser infiel não é bobeira, Alicia,

é um crime.

Mas não precisa se preocupar, pois jurei que não a machucaria novamente.

Mas saiba que, se a pegar com outro homem, eu o mato.

Isto também é um crime.

Então estaria condenando a nós dois.

O que o carro faz aqui?

Decidi deixar aqui e dar um passeio.

-Dirigiu até aqui sozinha? -Sim. E posso dirigir de volta.

Peço que o motorista volte sozinho, para que voltemos juntos.

Sim, se quiser dirigir...

Alicia, se conseguiu vir até aqui, sei que consegue me levar de volta.

Claro.

Pressione ligeiramente. Ligeiramente.

Javier se ofereceu para ajudar a recuperar o seu marido. E você aceitou?

Ele é meu irmão e se preocupa comigo.

Primeiro queria casar com uma mulher da minha idade, depois queria ser monge.

Quando os planos do Javier deram certo?

Vi que tem uma convidada. Dona Beatriz.

Tenho certeza que não foi o Alfredo que a convidou.

Claro que eu trouxe a Dona Beatriz. Para afastá-lo de você, Sofia.

Pretendo arruinar seu casamento

e acabar com a relação do meu filho com este hotel.

-Minha sinceridade a surpreende? -Alfredo ainda é meu marido.

-E me ama. -Que triste.

Agora que não pode mais enganar o meu filho, engana a si mesma.

Espero que aproveite a festa o tanto quanto gostamos da sua presença.

Cuidado com a máscara. Na sua idade, pode ficar sem ar.

-Boa tarde, senhora. -Senhorita.

Melhor ainda. Javier Alarcón, o futuro dono deste hotel.

Fico feliz por você. Deve ser um homem ocupado, não vou atrapalhá-lo.

-Sempre há tempo para alguém assim. -Ouvi falar de você.

E sei que uma mulher como eu não deve lhe dar nenhuma atenção.

Sua reputação de mulherengo é lendária, por favor, não insista.

E não vai me dar nem um minuto para mostrar se essa reputação é verdade?

Nem um segundo. Sou mulher de um só, e garanto que ele não é você.

-E se ele já for comprometido? -É só questão de tempo.

E aqui estarei, esperando por ele.

Se me der licença.

-Precisa servir o Dom Alfredo. -Não posso, Andrés.

-Por favor. -Me esperam na cozinha.

-Eu imploro, por favor. -Faça o que ele mandou.

O que está esperando? Quer servir café frio?

Nada?

Beatriz veio com um objetivo: fisgar Alfredo. Não me deu chance.

Não posso ficar aqui e deixar outra mulher ocupar o meu lugar.

-Ninguém vai ocupar o seu lugar. -Ela já ocupou.

Quem você acha que vai ao baile com Alfredo?

Você acabou de dizer.

Não vamos deixar outra mulher ocupar o seu lugar.

Em vez disso, vamos ocupar o dela.

-O que tem em mente, Javier? -Só confie em mim.

-Seus planos nunca dão certo. -Conheço as mulheres. Confie em mim.

-Não sei. -Claro que sabe.

Confie em mim.

Se me der licença, tomarei um banho.

Certo. Deixei coisas pendentes para ir a Monteverde. Nos vemos no baile.

-Mateo, Garrido ainda está lá fora? -Não, está no escritório do gerente.

-Ele sabe que fui a Monteverde? -Não que eu saiba.

Precisei sair e acabei de ver minha esposa em nosso quarto.

Ela esteve lá a tarde toda?

Acho que sim, senhor.

Pelo menos, não a vi sair.

Minha mulher foi a Monteverde.

Eu mesmo tive que a seguir.

-Não entendo o que quer dizer. -Garrido, o que está fazendo?

Sinto muito, ela deve ter escapado. Sua mulher é muito evasiva.

Tem certeza que esse é o motivo?

Eu os vi conversando e continua a justificar os seus desaparecimentos.

-O que tem com minha mulher? -Nada.

Minha mulher e seu amante compraram você, não foi?

-Me diga quem ele é. -Não sei do que está falando, senhor.

Vai me dizer?

Vai, certo?

Acabou a confiança, está demitido. Quero que saia de uma vez desse hotel.

E não chegue perto da minha mulher. Darei ordens para que não entre mais aqui.

Vou pegar minhas coisas.

Vamos queimar suas coisas, como a casa de um bandido.

Agradeça por não sair em um caixão. Agora, vá.

Me solte!

-Leve uma mensagem à sua senhora. -E se me recusar?

Mostrarei isto ao Dom Diego.

"Sua esposa o está traindo com um garçom, Julio Espinosa."

Com a sua letra.

Alicia e seu querido Julio saberão que foi você.

Agora vá e leve a mensagem.

Acabei de demitir Garrido.

Por quê?

Eu descobri que ele me traiu. Imagina com o quê?

-Não. -É sobre você.

-Sobre mim? -Ele devia protegê-la e não o fez.

E vi vocês conversando.

Ele me abordou, queria saber o que ia fazer e aonde ia.

-Você o impediu de trabalhar? -Claro que não, Diego.

Preciso revisar alguns papéis antes de ir para o baile. Com licença.

-Isabel, algum problema? -Não, senhor.

Senhora, Garrido me obrigou a trazer esta mensagem.

"Se quiser que eu fique calado, traga o que pedi

à meia noite, no corredor da cozinha."

-Tem certeza que não quer um pouco? -Obrigado, estou bem.

Acredita que este homem tentou matar Andrés Cernuda?

Qual dos dois?

Acredito que o que ainda está vivo. Dom Carlos está morto.

Seu nome é Fernando Yanes.

-Desde quando suspeitam dele? -Desde que vimos o vídeo do casamento.

Quando vocês começaram a investigar o acidente do Sr. Cernuda?

-Há algumas semanas, meses. -E por que esperaram para me contar?

-Primeiro queríamos achar provas. -Esse é o meu trabalho.

E o meu.

Onde está aquele vídeo em que o Sr. Yanes carrega uma escada?

-No quarto de Alicia. Quer ver? -Não, ver o vídeo não me ajudará.

O que encontrou na casa de Yanes?

Tenho certeza que entrou, mesmo sendo ilegal.

Não pude entrar.

Se meu Comandante concordar, vamos a Monteverde.

Um bom lugar para comer?

Para falar com o Sr. Yanes.

É o quarto de Dom Alfredo. Vá você, Andrés.

-Mãe, outra pessoa pode ir. -Está com medo de ver a criança?

Eu fiz tudo que podia para esquecer. Mudei de quarto, queimei tudo.

Aquela criança é igual ao Juanito. Ele sempre está lá, me lembrando de tudo.

Filho, já vivi o suficiente para ter sofrido vários infortúnios.

Não importa quanto tempo passe,

ou o quanto tente,

não há como esquecer tudo.

Sempre fica algo e isso não é ruim.

Mas dói, muito.

Eu sei.

A única maneira de superar a dor é encará-la de frente.

Vá atender o Dom Alfredo.

-Traga até aqui. -Sim, Marquês.

-Algum problema? -Sinto muito, não via o menino desde...

Mas não se preocupe, por mais que pareça com ele, sei que não é meu filho.

Na verdade, nunca tive um filho, mesmo que sentisse que sim.

Eu sei o que é isso. E o que sente ao perdê-lo.

Cuide dele.

Claro.

-O que está fazendo? -Sou o assassino da faca de ouro.

Ainda não é lua cheia, então ache outra desculpa para me encher.

-Julio, como vai? -Bem. Por quê?

-Dona Alicia quer ver você. -Você fez alguma coisa?

Prometi manter silêncio. Faço qualquer coisa por você.

Vá ver Dona Alicia.

Onde estava? Não posso continuar cobrindo você.

Minha mãe está furiosa. E teve uma indigestão.

Indigestão neste hotel? O que nos dão para comer não daria...

Eu sei, mas foi a primeira coisa que consegui pensar.

Ela não vai me ver nessa confusão.

Sinto muito, Dona Ángela, tive que...

Da próxima vez que a Lady mandar entregar um recado, me diga.

Estamos sem maître, Espinosa. Agora vá se trocar.

Por favor, aceite esta bebida como minha gratidão.

-Dona Ángela procurou por você. -Ela não gosta que ignore minhas tarefas.

Não diga isso. Os Molins nunca negligenciaram suas tarefas.

Delicioso.

Desde quando sabe que não sou o Sr. Molins?

Desde quando lhe conheci.

Os Molins não têm nenhum primo chamado Julio.

-E por que não disse nada? -Quem, eu?

Quando um homem tão bonito se aproxima de uma senhora da minha idade,

estamos preparadas para acreditar que ele veio da Lua.

Lady.

-Muito obrigado por sua ajuda. -Além do mais, é amigo de Alicia.

E qualquer amigo dela merece minha ajuda, é como uma filha para mim.

Se me der licença. Preciso falar com ela.

-Quem é? -Serviço de quarto.

Estou sozinha.

Sinto muito ter lhe deixado lá. Viu o Yanes?

Não, mas contei ao Ayala e ele foi a Monteverde procurar por ele.

Doeu mais em mim ver o Diego levar você à força.

Tudo bem, ele não tocou em mim. Mas ele ainda está desconfiado.

Pior ainda, ele demitiu o Garrido.

-Um problema a menos. -Não, um problema a mais.

Garrido quer que eu roube o cofre do Diego.

-Por que não me disse? -Já tínhamos muitos problemas com Yanes.

Achei que podia cuidar disso. Mas Garrido está desesperado.

Ou eu roubo o cofre e encontro com ele depois do baile,

ou ele vai contar a todos.

-Então vamos roubá-lo. -Não é tão fácil.

Diego tem muitos defeitos, mas é minha culpa por estar agindo assim.

Eu o enganei e destruí sua vida.

-Sinto muito. -Alicia...

Julio, estou casada com Diego. Eu já causei muita dor a ele.

E ele a você. Se o Garrido falar, ele vai nos matar.

Não a mim.

E se fugir, a você também não.

Se eu fugir, nunca mais nos encontraremos.

Eu sei.

Isso seria o mesmo que morrer. Seria o mesmo que deixar o Diego me matar.

Não sairei do seu lado.

Nunca.

Então, o que podemos fazer?

Obrigado por sua ajuda.

Yanes não está em casa e não foi visto por algumas horas.

-Sem uma ordem judicial, nada feito. -E quando isso o impediu?

Desde que me rebaixaram de detetive a agente.

Posso acabar de uniforme.

-Consegue imaginar? -Pareceria um mensageiro velho.

Vamos voltar à Cantaloa.

Aonde este homem pode ter ido?

Yanes.

A polícia está procurando por mim. O que contou a Alicia Alarcón?

-Nada, eu juro. -Então, o que a polícia está fazendo aqui?

Não sei. Ouvi dizer que eles têm provas.

-Que provas? -Um vídeo.

-Que vídeo? -Do casamento de Alicia Alarcón.

-Onde eles guardam esse vídeo? -Não disseram.

Mas deduzo que esteja no hotel com Dona Alicia.

-O que você irá fazer? -Destruir essa prova.

-Achei que não haveria bebidas. -Abri esta garrafa para a senhora.

-Por quê? -Eu reparei que passou o dia todo triste.

Não é nada, meu filho, não se preocupe.

-Que tal uma dança com seu filho? -Quem sabe outra hora.

Com a partida de Dom Ernesto, não tive tempo nem de respirar.

-Aonde estamos indo? -Melhor levar para a despensa.

-Podemos usar para guardar batatas. -Vá na frente, isso pesa uma tonelada.

-Por que me chamou? -Para que guarde os brincos.

Isabel não teve tempo de limpá-los, então usarei estes.

-Pronto. Mais alguma coisa? -Não, só isso.

-Estou quase pronta para ir para o baile. -Vejo você lá.

-Você viu a combinação? -Não as duas primeiras letras.

-Tudo bem, eu vi esta manhã. -Perfeito.

-O que vamos fazer é errado. -Não temos escolha. Diego ficará bem.

Se não fizermos isso, ele nos matará.

Tudo bem. Vou roubar o cofre durante o baile.

Então entregarei o conteúdo para o Garrido.

Eu irei com você.

-Vamos, escolha sua máscara. -Obrigada.

São maravilhosas.

-O que acha? -Muito apropriada.

-Minha sogra adoraria me ver assim. -Não dê esse gosto a ela.

Fico feliz de te ver tão bem, depois do que aconteceu.

Tinha que seguir em frente.

Quando sua mãe me convidou, não sabia se seria uma boa ideia.

Esse baile é muito famoso.

Não foi o baile que me fez aceitar o convite.

-Quando ela me disse o que houve... -Estão prontos para o baile?

Boa máscara. Admiro seu gosto, cunhado.

Com licença, preciso me trocar. Como gerente, preciso abrir o baile.

Também irei me aprontar. Levaria isso ao meu quarto, por favor?

Desculpe, este vestido está descosturado.

Precisa ser remendado.

-Pode ser feito para esta noite? -Acredito que não ficará pronto a tempo.

Tudo bem, leve. Usarei outro.

-Obrigada, deixe sobre a cama. -Sim, Marquesa.

Esse não é o vestido que ia usar.

Não me diga que escutou o seu irmão.

Dom Basilio, Dona Carmen, fico feliz que tenham vindo novamente ao baile.

-Peguem as máscaras que quiserem. -Por favor, entrem.

Dom Eugenio, Dona Fátima, bem-vindos.

Diego está atrasado. O que está havendo?

-Nada. -Pode me enganar, mas não pode se enganar.

Há algo errado com seu marido.

-Diego disse algo? -Não, mas anda muito distraído.

Diego é muito forte, mas tem um ponto fraco.

-Qual é? -Você.

Dona Alejandra, espero que seu marido tenha se recuperado.

Seu filho Adolfo está estudando medicina na Sorbonne?

Queria que meu filho Javier tivesse estudado medicina.

Legendas: Fernanda Fava

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