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Quero que ela saia daqui hoje.
-Não vai me pedir para ir junto? -É melhor esquecer que já me amou.
Siga minha mulher. Quero saber aonde vai e quem encontra.
E para o seu próprio bem, seja discreto.
Manter seu segredo vale mais que contar a seu marido.
Olhe, ali está ele, na janela.
Se soubermos em que quarto ele ficou, podemos checar o nome no registro.
-É este o quarto? -É o quarto do meio.
-Não tem quarto do meio. -Não pode ser.
-Avise-nos se alguém aparecer. -Está bem.
À MEMÓRIA DE JUAN LUIS GALIARDO
O senhor me assustou, pensei que estivesse fora.
Por que está trocando as toalhas a esta hora?
Eu vim checar se a senhora precisava de algo.
Como pode ver, ela não está aqui. Você a viu?
Eu a vi mais cedo no segundo andar.
Não encontro nada.
-Eu também não. Talvez no outro quarto -Vamos.
Dom Diego.
Sou camareiro, não vai suspeitar.
Nós dois sozinhos? Sabe o quanto é ciumento.
-Viu minha mulher? -Não, Senhor Murquía.
Quem está neste quarto?
Está vazio.
A porta se fechou sozinha?
Deve ter sido o vento.
-Sabia que isso ia acontecer. -Quieto.
-Vamos morrer em breve. Pelo menos eu vou. -Por favor, cale-se.
Quero que saiba que a amo desde que a vi na estação.
Por favor.
-Tentei deixar de amá-la, mas não consigo. -Julio.
A chave. Deixei a chave lá fora. A chave.
Não há ninguém.
Este deve ser o quarto secreto.
Não estou achando o interruptor.
Não creio que haja eletricidade aqui, Julio. Acenda uma vela.
-Calma. -O que era aquilo?
Não está acostumada a ver ratos, mas não precisa ter medo.
Não brinque com isso. Ratos transmitem doenças.
Bom, não vejo nenhum. Mas é claro, os morcegos os comeram.
-Como, que morcegos? -Há algum animal de que não tenha medo?
Não ria de mim. Agora vejo como é de verdade.
Não fique brava. Pensei que fosse mais valente.
E sou. Sou valente.
Julio, me queimei com a vela.
Uma escrivaninha.
E livros.
Acenda o candelabro.
O que foi?
Os óculos e o cachimbo do meu pai.
Tudo isso são coisas dele.
Deve ter sido o escritório secreto do seu pai.
Não sei se "escritório" é a palavra mais adequada.
O que fazia aqui o homem que tentou matar Andrés?
Não sei.
Mas se quisesse se esconder dentro do hotel, este seria o melhor lugar.
Não entendo. Quem é ele? O que tem contra o Andrés?
Vamos, seu marido está no hotel. Precisa ir encontrá-lo.
Está certo.
Garçom.
-Com licença. -Este é para mim.
Espero que tenha uma boa razão para estar aqui.
-Esqueça-me. -Como?
Não sou o diretor. Não tenho que ir a Santander ou a qualquer outro lugar.
Você está bebendo.
Vai me despedir?
Faça o favor de não fazer escândalo.
Se os hóspedes virem o diretor bêbado...
-Não sou o diretor. -Perdemos um tempo valioso
-e Gonzalo continua rindo de nós. -Ai, Dona Teresa.
Quer saber? Vou mostrá-la que apesar de estar um pouco bêbado
e de não ser o diretor, valho muito mais que aquele marquês.
O Gonzalo se ausentou do hotel desde que chegou?
Que eu saiba, não.
Ele enviou algo pelo correio?
Não.
Mas não vai nos contar onde escondeu o documento.
-E se já o tivermos encontrado? -Mas não o encontramos.
Ele não sabe disso.
Deixe-nos a sós.
Agora.
O que está acontecendo?
Agora mesmo estão fazendo suas malas.
E você vai pagar a conta e sair do hotel já.
Diego, vejo que minha tia não lhe informou.
Mas é claro, porque não é mais o diretor do hotel.
Foi sua tia quem me mandou expulsá-lo, imbecil.
Está mentindo. Minha tia sabe que tenho algo que me torna intocável.
Não tem mais.
-Esta é a lista de reservas? -Sim.
-Temos hóspedes importantes. -Sim, senhor.
-Preciso falar com Dona Teresa. É urgente. -Agora mesmo a aviso.
Está bêbado, Diego?
Isso ainda não acabou. Dê-me isso.
Dê-me. Passe-me o documento.
Estou um pouco bêbado,
-mas esta é a minha casa. -Desgraçado.
Eu não queria comprá-la, mas você insistiu. Lembra-se?
Sim.
Quando estávamos em Paris...
cheguei a acreditar que poderia ser feliz ao meu lado.
Não acredita mais?
-Você acredita? -Não sei.
-Sou sua esposa, é o que você queria. -Eu queria mais.
Eu quero mais.
Quero...
Que não goste de ficar longe de mim, que seja minha amante.
Que não consiga imaginar sua vida sem mim.
É assim que me sinto por você.
E até voltarmos de nossa lua de mel,
tinha mais esperança a cada dia.
Eu a sentia
mais próxima a cada dia.
E de repente...
Então eu estava pensando,
gostaria de fazer outra viagem.
Como vamos fazer isso?
-Que motivos daríamos? -Não sou mais o diretor.
Recuperar o amor de minha esposa me parece uma desculpa perfeita.
Fique informada de que vamos na semana que vem. Pense aonde quer ir.
Diego, não vou fazer esta viagem.
-O que está dizendo? -Que se...
nosso relacionamento não está bem, a forma de resolver não é saindo do hotel.
Tem certeza que esta é a razão pela qual não quer sair do hotel?
-O que quer dizer? -Eu disse o que queria dizer.
-Vamos viajar a semana que vem. -E eu disse que não vou.
-O que vai fazer, me levar à força? -Se for necessário, garanto que vou.
Isto era para você, mas eu o encontrei.
"Sei que está traindo seu marido com outro homem. Deixe-o,
se não quiser que ele descubra."
-Tem algo a me dizer? -Já tirou suas próprias conclusões.
-Não me respondeu. -E não tenho por que responder.
Olhe, se colocar uma foto aqui e mexê-la, verá em alto-relevo.
Como se pudesse tocá-la.
Agora veja esta.
Meu pai.
-E o homem do filme. -Parecem bons amigos.
Tem certeza que nunca o viu?
Não.
O que aconteceu aí?
Diego fez isso com você?
Ele tinha isto.
Ele não suspeita de você, mas não confia em mim.
Mais alguém sabe, Julio.
-Sei quem escreveu isto. -Sinto muito.
Como pôde te fazer isso?
É minha culpa, sinto muito.
-Eu ficaria aqui o resto do dia. -Não seria muito tempo, já é quase noite.
Neste caso, o resto da semana.
Duvido que um quarto secreto tenha serviço de quarto.
E quem precisa de um?
A janela.
O que tem?
Está limpa. Se ninguém vem aqui, ela deveria estar cheia de poeira.
Então significa...
-Viu alguém? -Não.
Este homem tentou matar Andrés e conhecia meu pai. Não pode ser coincidência.
Então a morte de seu pai e o caso do Andrés estão conectados.
Acha que ele é o homem que matou meu pai?
Não sei.
-Este era o quarto dele, não era? -Todas essas coisas eram dele.
Quem tentou entrar, fugiu para não ser relacionado a ele.
Só consigo pensar em uma pessoa.
Angela?
Talvez ela saiba quem ele é e por que estava aqui.
E o que vai fazer, perguntá-la? Ela negaria tudo.
Não se a pegar de surpresa. Temos que voltar. Já sei como.
Terá que ser amanhã. Está tarde, tenho que voltar ao meu quarto.
Claro.
-Sinto muito. -Julio, o que está acontecendo?
O que é isso?
"Sei que está traindo seu marido.
Deixe-o, se não quiser que ele descubra."
Alguém deixou para Alicia, mas Diego encontrou.
-Não sei do que está falando. -Ensinei-a a escrever. Esta é a sua letra.
-Por que fez isso, por dinheiro? -Não.
-Queria fazer sua patroa sofrer? -Eu respeito Dona Alicia.
-Então por que quis machucá-la? -Eu queria afastá-la de você.
-De mim? -Fiz por você, Julio. Sabe que o amo.
Sabe que não é recíproco.
E daí? Se trata de você e não de mim. Alicia nunca vai ser sua.
Mas insiste em acreditar. E vejo como sofre se dando falsas esperanças.
Eu só queria que ela o deixasse em paz.
Talvez eu não o faça feliz, mas ela também não o fará.
Mas eu não deveria ter escrito esse bilhete. Só complicou as coisas.
-Não quero que te aconteça nada, Julio. -Você piorou as coisas.
E muito. Se me ama de verdade, prometa que não vai fazer mais nada.
-Ela não o merece. -Isabel, por favor, prometa.
Diga que ficará calada.
Está bem, mas só por você. Não diga nada a Dona Alicia.
Julio, por favor.
Está bem.
Mas isto morre aqui.
Pode fazer o barulho que quiser. Não vai acordar ninguém.
Te procurei por todo o hotel para pedir desculpas. Onde estava?
Depois do que aconteceu, entenda que não queria estar com você.
Alicia.
Ouça-me, por favor. Eu sinto muito.
O que aconteceu conosco?
Como pudemos deixar que isso arruinasse o que tínhamos?
Alicia, por favor, não tenha medo.
Não vou machucá-la novamente. Sabe que nunca fiz isso.
E não farei novamente. É que tudo isso está me deixando louco.
Eu não podia nem imaginar você com outro homem.
Não acontecerá novamente, eu juro.
Porque agora sei que posso confiar em você.
Certo, Alicia?
Sim.
Aquele bilhete...
É mentira. Não há mais ninguém.
Eu sinto muito. Desculpe-me, Alicia.
-Por favor, não me rejeite. -Diego, eu preciso de um tempo, só isso.
-Já deveria estar lá embaixo. -Desculpe-me, Dona Angela.
Espere. Teve tempo para maquiar-se.
Sabe que quero todas as empregadas de cara limpa.
-Quase não se nota, senhora. -Eu notei. Dê-me a maquiagem.
Vá lavar o rosto.
Isto é inaceitável. Onde está Dom Ernesto?
Não o vi. Ainda deve estar deitado.
-Às 6:30? Não diga besteira. -Devo checar?
Não, continue preparando o café. Eu vou.
-Ela estava usando maquiagem? -Dona Angela de maquiagem? Não mesmo.
"Minha querida Angela, a senhora é uma mulher maravilhosa.
Não fique triste porque não me despedi pessoalmente. Não tive coragem para tal.
Vou do jeito que cheguei.
Quero que se lembre de mim como um passageiro. É o que sempre fui.
Espero que não haja nada para me repreender.
Sempre me lembrarei da senhora com o sorriso que vi somente duas vezes,
mas que mesmo assim bastaram para me fazer comprar seus brincos,
os quais eu nunca deveria ter dado à senhora. Perdoe-me.
Em algum momento, meu velho coração pensou que o seu o correspondia.
Espero que meu tropeço não apague as boas memórias que tem de mim.
Adeus, Angela.
Caso não nos encontremos novamente,
saiba que eu sempre a levarei comigo.
Ernesto Varela."
Ano passado, por conta da morte de meu marido,
não pudemos celebrar o baile de máscaras anual do Gran Hotel.
Este ano, voltaremos com a tradição.
Onde está Ernesto? Suponho que queira saber os detalhes.
-Este será seu primeiro baile de máscaras. -Dom Ernesto se foi, senhora.
Foi-se? Que senso de responsabilidade e que oportuno.
Isso significa que todos terão que se esforçar ainda mais.
Não irei tolerar erros.
Principalmente em um evento como este, divulgado em tantos jornais.
-Dom Ernesto se foi? Por quê? -Não pergunte, volte ao trabalho.
Quem deixou isto aqui. Você viu alguém?
Não é Dom Carlos? Talvez Dona Teresa tenha deixado aí.
Julio, o que está fazendo aqui? Temos que servir o café, vamos.
-O que faz aqui, senhora? -Descobri este quarto ontem à noite.
-Mas vejo que já o conhece. -Vim para limpá-lo.
-Ouvi um barulho e me assustei. -Era eu.
-E agora vim guardar isto. -Deixei esta foto lá para que visse.
-O que é este lugar? -Era de seu pai.
Um quarto para se retirar e ficar só.
-Sozinho, ou com você? -Seu pai confiava em mim.
Ele não ia limpar o quarto. Ninguém mais sabia dele.
Angela, pare com esta mentira. Era aqui que se encontrava com ele?
Não estou aqui para julgar o amor que sentia pelo meu pai.
Tem todo direito de julgar, senhora.
Ele era o homem que a senhora amava, e imagino que ele a amava também.
Isso não se pode controlar. Não seja tão dura consigo mesma. Eu não serei.
Pois deveria. Sofri muito e causei muito sofrimento.
Fiz coisas que não deveria ter feito.
Angela, mais alguém sabia sobre este quarto?
Este homem ao lado de meu pai. Você o conhece?
Não, mas me lembro do terno de seu pai.
Eu o ajudei a escolher, e o costurei aqui mesmo neste quarto.
Ele não gostou do trabalho do alfaiate.
Por que pergunta sobre este homem?
Pensei que conhecesse todos os amigos do meu pai, mas não reconheço este.
Eles devem ter sido muito próximos, se conhecia a existência deste quarto.
Talvez ele tenha descoberto, como você o descobriu.
Encontrei este quarto porque vi esse homem no filme do meu casamento.
Não posso lhe dizer mais nada, senhora. Sinto muito pelo que fiz com sua família.
Não fez nada de mau, Angela.
E não se preocupe. Para minha família será como se esse quarto não existisse.
Se pudesse ser assim tão fácil para mim.
O que faz aqui? Dom Diego a está procurando.
Fica cada vez mais difícil acobertá-la. Não arruíne meus planos.
-O que quer de mim, Garrido? -Sabe o que eu quero.
-O que quer que eu roube? -O conteúdo do cofre de seu marido.
-Se quer dinheiro, posso lhe dar. -Quero os documentos daquele cofre.
-Desculpe, não sei a senha. -Então descubra.
Seu marido guarda lá os registros dos subornos e extorsões que já cometeu.
Esses documentos são muito valiosos e colocarão Diego na cadeia.
Não faça essa cara. Depois de enganá-lo, vai sentir compaixão por ele?
Você se esforçou muito para enganá-lo até agora. Continue se empenhando.
-Algum problema? -Não, falamos sobre o baile de máscaras.
Vou ver se meu vestido desta noite está pronto.
Está tudo bem entre vocês dois?
Não teve a capacidade de segui-la ou descobrir quem escreveu aquele bilhete.
Agora tem a audácia de perguntar se está tudo bem?
Se sua mulher o estava traindo, duvido que continue depois daquele bilhete.
-Não duvide, Garrido. Assegure-se disso. -Estou tentando, senhor.
-Perguntando a ela diretamente? -Não, senhor.
Então pode me explicar porque estava de conversa com minha esposa?
Responda à minha pergunta, Garrido.
Perguntei quais eram seus planos para não perdê-la de vista.
Assim espero, porque se perdê-la, terei que demiti-lo.
Além de tudo, você e eu teremos um problema.
Estamos entendidos?
-É perda de tempo. -Quem não chora, não mama.
-Essa velha nunca irá concordar. -Três reais contra uma peseta.
Vá preparando seus três reais.
Dona Angela?
-O que foi? -Gostaria de consultá-la.
-Estávamos conversando com os empregados. -Sobre o quê?
Gostaríamos de pedir à senhora,
como haverá o baile de máscaras lá em cima,
se teríamos permissão para fazer nossa própria festa aqui.
-De máscaras? -Seria simples.
Dom Ernesto nos contou que os funcionários do Marquês de Segra sempre têm uma.
Antes do baile, claro, para não comprometermos nosso trabalho.
Podemos?
Terei que consultar Dona Teresa. Por mim, não há nenhum problema.
Obrigada.
-Você me deve uma peseta. -Sim.
Você checou as planilhas?
Até termos um novo maître, Antonio se encarregará do restaurante.
-Sob sua supervisão. -Claro.
Julio é esperto e pode se responsabilizar pelo serviço de quarto.
Meu filho o ajudará se necessário.
-E você os supervisionará. -Claro, senhora.
De todo o resto, posso me ocupar pessoalmente.
Para o baile, pode contratar três ou quatro camareiras e garçonetes extras.
Sim, senhora, deve ser suficiente.
Algo mais?
Não, senhora.
Na verdade, sim.
Os funcionários pediram permissão para organizar seu próprio baile de máscaras.
Que ideia absurda.
Seria uma festa pequena, antes do baile, claro.
Avise-os que os funcionários do hotel não precisam de mais distrações.
Como quiser, senhora.
Espere, Angela. Acho uma ótima ideia. Organize a festa.
Obrigada, senhor. E senhora.
No marquesado sempre permitíamos que os funcionários tivessem suas celebrações.
Tornava-os mais leais à família.
Só fez isso para me contradizer, não foi?
Você me ofende. Por que basearia minhas decisões em algo tão primitivo?
-Este quarto é tão triste sem o menino. -Dom Alfredo levou até suas roupinhas.
-Acha que ele abandonará Dona Sofia? -Não sei como vão resolver seus problemas.
-Terminaram? -Sim, Marquesa.
-Tenho certeza que têm mais o que fazer. -Sim, senhora.
Deveria ser mais discreto sobre nossa situação. Os funcionários estão fofocando.
Engraçado pedir que meu filho seja discreto,
quando os Alarcóns não mediram esforços para expor nossa ruína.
Minha mãe veio visitar.
Que grande surpresa, Dona Elisa.
Agora que meu filho é diretor, não preciso avisar quando vier.
Se me dão licença.
Não deveria falar tão alto. Acordou Alejandro.
Por quanto tempo pretende manter esta farsa?
Depois do que ela lhe fez, pode anular o casamento.
-Não quero discutir isso agora, mãe. -Agora é a hora.
Não sei por que tem que aguentar este menino.
Ele é meu filho.
Você perdeu o juízo? Nesta criança não corre sangue Vergara.
-Vai deixar seu título para um bastardo? -Não fale assim de Alejandro.
-Eu o reconheci como meu próprio filho. -Outra farsa.
Ele é a única coisa boa que esta família me deu. Não vou desistir dele.
E ele herdará seu título?
Pode ter outros filhos, filhos que serão realmente seus.
-Não podemos ter nossos próprios filhos. -Não com essa mulher.
Mas muitas outras lhe dariam um herdeiro com prazer. Há futuro para nossa linhagem.
Mãe, o futuro de nossa linhagem... está diante de seus olhos.
Legendas: Maiara Lopes
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