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Sei que está traindo seu marido.
Garrido, siga minha mulher. Quero saber aonde vai e com quem se encontra.
Seja discreto, pelo seu próprio bem.
-Mãe. -Elena, meu amor.
Este é Javier, o rapaz sobre quem lhe falei.
Pare! Javier, por favor! Não quero mais.
Alfredo, por favor. Tem algo errado com o bebê.
-Você está louca, Belén. -Por favor, não diga nada, Dona Angela.
Confiei em você e me tratou como um imbecil.
É melhor para o menino se eu separá-lo de você.
EM MEMÓRIA DE JUAN LUIS GALIARDO
-Dona Angela, por que viemos para cá? -Só façam o que lhes foi pedido.
Eu sei tanto quanto vocês. Dona Teresa pediu para reuni-las aqui e foi o que fiz.
Quero ela fora daqui hoje. E que vá embora sem nada.
Voltem ao trabalho, todos vocês.
Belén.
-Sei que posso perdoá-la. -Preciso ir. Não torne isso mais difícil.
Você não precisa ir sozinha.
-Deixe assim, por favor. -Não vai me pedir para ir junto?
Somos casados.
É melhor pensar que nunca fomos.
E que você nunca me amou.
Aquele menino também era meu filho. E é sua culpa que está morto.
Foi você quem causou isso tudo. E eu nunca esquecerei.
O que quer fazer, Belén?
Você não tem nada.
Vou fazer questão de que ninguém mova um dedo por você.
Vai morrer sozinha, na amargura. E sei que não terei que esperar muito.
Um dia, você pagará por isso.
Sinto muito pelo que aconteceu com aquele menino.
Espero que entenda a necessidade de que isso não se torne público.
Não se preocupe com isso, senhora.
Mas quero lhe pedir algo. Meu filho não sabia o que Belén fazia.
-Não se preocupe, não vou demiti-lo. -Obrigada, senhora.
Angela, não pense que eu não percebi que você também me foi desleal?
O que quer dizer, senhora?
Você sabia que seu filho e aquela vadia estavam escondendo o menino.
-Devia ter me contado. -Peço-lhe que me perdoe, senhora.
É claro que lhe perdoo, mas saiba que se tivesse feito seu trabalho,
aquela pobre criatura ainda estaria viva.
Volte ao trabalho. O restaurante tem que estar liberado para o projetor.
-Desculpem por chegarmos atrasadas. -Espero que não tenham tido problemas.
Não tivemos.
Quanto tudo isso estiver no meu quarto, precisarei de um espaço para a projeção.
Eu irei com você.
-Quer ver o filme do casamento? -Sim.
Acho que o juiz será tolerante, considerando que ele matou Urso.
Sra. Murquía, nos ajudou muito ao encontrar a arma.
-Seu primo será liberado em breve. -Obrigada, agente.
-Esperava que viesse falar comigo. -Para quê? Para lhe agradecer?
Eu agi por interesse, não por bondade.
Guardar seu segredo interessaria mais do que contar a seu marido.
E por quê?
Dom Diego teria me dado uns tapinhas nas costas, como a um cachorro.
Isso não é justo. É?
Notícias da mulher dele saindo com um garçom valem muito mais.
-Não estou saindo com ninguém. -Eu vi o que vi, senhora.
Está obviamente equivocado. Você interpretou mal.
Aquele camareiro me viu sair e me seguiu para me proteger. Como você fez.
Isso é tudo.
-Seu marido vai acreditar nisso? -É o que você vai contar a ele.
Ou vai dizer que mentiu para poder me chantagear? Acho que não.
-O que Garrido vai fazer? -Eu não sei.
Mas se ele contar a Diego, estamos perdidos.
Por causa de um amante que você não tem, no caso eu, e que nada sou.
-E se dermos a Garrido o que ele quer? -Não pretendo ceder à chantagem.
Não podemos ser vistos juntos novamente.
O filme passa entre esses cilindros e então, volta à bobina.
E com isso você pode adiantar e rebobinar. É muito fácil, Sra. Murquía.
Dizem que é incrível, como uma foto enorme, mas com movimento.
Tenho uma foto do meu avô em Cuba. Acha que devo trazê-la?
Acho que só funciona com imagens feitas com essa máquina.
-Então não me importo. -Eu ainda quero ver. Você não, Julio?
-Julio? -Sim, claro.
Javier, o que está fazendo?
-Rezando. -O quê?
O que você me disse me fez pensar.
Adriana é a primeira mulher a quem fui leal,
e eu a perdi pela minha reputação, sem ter feito nada.
Paguei por meus pecados, como você disse.
Eu culpei a filha dela, mas agora vejo que foi minha própria culpa.
E tenho que expiá-la.
-Está tudo pronto? -Sim, senhora.
E sua filha Alicia pode cuidar da projeção.
Não, obrigada.
Aí está ele.
-Seu irmão me preocupa. -O que ele fez agora?
Nada. E é isso que me preocupa. Ele não fuma, nem bebe.
Nem tem olhos para mulheres. Só fica rezando.
Rezando? Meu Deus, é tudo que precisávamos.
Como explica isso?
Uma carta do prior dos Servos da Espera.
"É uma satisfação informar que o esperamos como noviço na primeira semana de março."
Não devia ler minhas correspondências particulares, mãe.
-Mas eu a perdoo. -Que idiotice é essa?
-Diz que você será aceito como noviço. -É assim que são os freis.
Acolhedores, generosos, pura bondade.
Gostaria de algo mais, senhor? Você mal comeu.
Não preciso de mais nada, querido Julio. Muito obrigado.
Vamos esclarecer algo. Javier Alarcón não vai entrar em uma ordem religiosa.
Não enquanto a mãe dele viver, que não será muito, desse jeito.
-Minha decisão é humilde e firme, mãe. -Do que está falando?
-Não vai se tornar monge. -Sei que não tem maldade, mãe.
-Portanto, eu a perdoo. -Pare de me perdoar.
Se seguir em frente com essa ideia, pode esquecer sua mesada.
É uma ameaça inútil, mãe. Os noviços têm que renunciar às posses.
Com sua licença.
A CHEGADA DOS CONVIDADOS
O BANQUETE DE CASAMENTO
O CASAL E SUA PRIMEIRA DANÇA
-Senhora. -Segure-a.
-Alicia, alguém subiu? -Você viu?
-Durante a projeção? -O que aconteceu com Angela?
-Não, no filme. -O quê?
-O homem que tentou matar Andrés. -O quê?
-Acho que o vi. -Tem certeza?
Não, não tenho. Eu só o vi por alguns segundos.
Pedi que deixassem o projetor. Talvez possamos assistir de novo.
Temos que tomar cuidado com Diego.
-Tenho que ir. -Tudo bem.
-Não esperava por mim, senhora? -Não esperava ninguém. Quero ficar só.
-Isso também se aplica a você. -Não, eu vou ficar aqui.
Se Espinosa não aparecer, vou admitir que interpretei mal o que vi em Cantaloa.
-Algo errado? -Garrido.
-Silêncio. -O que você quer?
O mesmo que move essa família: dinheiro.
Eu não tenho muito. Mas posso vender minhas joias.
Quero ir embora desse hotel para sempre, e para isso precisarei de muito mais.
E de onde espera que eu tire isso?
Muita gente rica se hospeda neste hotel, com muitas coisas valiosas.
Vão me ajudar a roubar alguns deles. Eu lhes direi quais.
-O que vamos fazer? -Esperar. É tudo que podemos fazer.
Viu minha mulher?
Eu não me preocuparia, senhor. Ela saiu para dar uma volta e já retorna.
-Vá descansar. -Obrigado, Garrido.
-Alguma novidade sobre a nota? -Ainda não, senhor.
E o que está esperando?
Esse homem.
-Com a escada. -É apenas uma escada.
Volte o filme.
Agora adiante.
Deve ser a escada que foi usada quando Andrés foi eletrocutado.
Como sabe que é a mesma escada? Quantas escadas assim existem?
Só tem uma dessa altura, Julio. Vejo o quanto trabalha.
Ele deve ter usado essa escada para sabotar a lâmpada.
Por que acha que foi ele?
Ele está vestido como garçom.
-Isso lhe soa familiar? -Não.
Contrataram quatro garçons a mais para meu casamento, mas ele não era um deles.
Eu também não o reconheço.
Mas ficou claro a que veio ao hotel. Para matar Andrés.
Quem está aí?
Olhe, ali está ele. Na janela.
Ele estava hospedado aqui.
Alicia, está aqui?
Sou eu. Não consegui dormir e vim assistir ao filme.
O que estava fazendo ali atrás?
Também dá para assistir do outro lado.
Como se sente?
Como acha que me sinto?
-Desculpe, foi uma pergunta idiota. -Não, pelo menos posso falar com você.
Tudo continua como se nada tivesse acontecido.
Mas veja, ela se foi e Juanito também não está mais aqui.
Posso dormir aqui hoje? Não quero ficar sozinho e sinto falta do seu ronco.
Claro que pode.
Tem trabalho para mim? Um trocado para uma passagem de trem?
Por favor, algo de comer, um pouco de leite. Por favor, senhora.
Parece que seu primo será liberado.
-Fiquei sabendo que o liberaram. -Graças a você.
-Está indo embora? -Sua mãe não me deixa ficar aqui.
E você me tirou o único lugar em que posso me hospedar em Cantaloa: a cadeia.
Quero que leve isso.
A escritura das minas. Por quê?
-Porque é justo. -Não posso aceitar.
Sua mãe merece. Mostra que seu pai era um bom homem.
Obrigado.
Desculpe por ter que ir embora assim.
-Algum problema ontem com Diego? -Está tudo bem, Julio. Obrigada.
"Nos fundos do hotel, em meia hora."
-Como o deixou enganá-la? -Aconteceu algo, mãe?
Seu querido primo está nos chantageando com este documento que você lhe deu.
Aguentei demais enquanto seu pai estava vivo para que desenterrasse seus erros.
Só queria desfazer os danos que ele causou.
Sei que tinha as melhores intenções, mas não fez nenhum favor à nossa família.
-Prima, como vai? -Seu miserável.
Tenho todo direito de ser.
-Não devíamos tratar disso com o diretor? -Alfredo não é nosso melhor aliado.
E ele não está em condições de dirigir nada. O que descobriu?
Seu sobrinho sabe com quem ele está lidando.
Se ele escondeu o documento aqui, deve estar bem guardado.
Quero que vá a Santander, falar com o presidente do Banco Souras.
Senhora, nunca negociamos com eles.
Precisamos de dinheiro para calar Gonzalo. Nosso banco não vai nos emprestar.
E por que o presidente do Banco Souras faria isso?
-Porque é um chifrudo. -Não acho isso engraçado.
A esposa dele teve um caso.
E ela foi bastante indiscreta ao se hospedar em nosso hotel.
E quer que eu venda nosso silêncio ao marido dela?
Qual é o problema, Diego? Você me parece relutante.
Preferia não sair do hotel pelos próximos dias.
Preferia? E por quê?
Preciso resolver alguns problemas com Alicia.
-Pode fazer isso quando voltar. -Senhora...
Eu sou a dona deste hotel, e você nem diretor é.
Então esqueça sobre adiar a viagem a Santander. Primeiro o dever.
-Alguma novidade sobre a nota? -Não, senhor.
Venha comigo. Tenho uma ideia.
-Quero falar com essa criada. -Como quiser, senhor.
Como posso ajudá-lo, Dom Diego?
Alguém deixou isso para minha esposa. Talvez pense que eu não saiba,
mas percebi desde o início que você não sabe ler ou escrever.
-Então não pode ter sido você, certo? -Não, senhor.
Você é criada de minha esposa. Você a conhece e arruma o quarto dela.
Você sabe quem pode ter sido? Pense antes de responder.
-Não, senhor. Sinto muito. -Tem certeza?
Sim, senhor.
Escrevam seus nomes, cargo e número de quarto.
-Para que é isso, senhor? -Para atualizar a lista de funcionários.
Isabel, deixe que alguém escreva por você.
Isabel já sabe ler e escrever, senhor.
Sente-se.
-É a letra de Isabel? -Também não é dela, senhor.
Prossiga.
O homem que tentou matar Andrés estava em uma das janelas.
Se soubermos em que quarto ele ficou, podemos checar a lista de hóspedes.
-Em que janela ele apareceu? -Naquela, do meio.
-Tem certeza? -Tenho.
Estávamos do outro lado da tela.
Eu levei isso em consideração. Estou dizendo, era essa a janela.
-Que quarto é aquele? -Isso eu não sei.
Tem um jeito de descobrirmos. Espere.
Sr. Mendizábal?
-Alicia, é esse? Quarto 27? -Não, não é esse.
-O quê? -Não é esse.
Alicia, por que está gritando?
Uma criada estava limpando as janelas e eu pensei que ela fosse cair.
-Então ela caiu ou terminou de limpar. -Claramente terminou.
Tenho que ir a Santander. Espero que venha se despedir.
Claro. Estarei lá.
-Não é essa janela, é? -Não. É a da direita.
-Essa? -Não, Julio. É o quarto do meio.
Como assim? Esse é o 28. Não tem um quarto no meio.
Não pode ser. Espere por mim no corredor.
Primeiro entrei nesse quarto. Aí, naquele. Não tem outro quarto no meio deles.
Não por dentro. Mas essas janelas de fora devem levar a algum lugar.
-Espere. -Alicia, não...
-Senhora, por favor. -Desculpe-me, Sr. Mendizábal.
-Ele acabou de entrar. -Por que não me disse?
Eu tentei, mas você é tão impetuosa.
-Quando ele se vai? -Hoje à tarde.
-E o outro quarto? -Estão saindo agora.
Está bem, então voltamos hoje à noite.
Diego não vai gostar se você sumir. Viu o que aconteceu na outra noite.
Não devo explicações a Diego sobre o que faço à noite.
Além do mais, ele está indo a Santander.
Traga velas, fósforos e outras ferramentas que podemos precisar.
Pegue o turno da noite. O que foi?
Você só precisa de um bigode para se tornar marechal.
É tudo o que tem a dizer?
O que mais gosto nos Alarcón é seu senso de humor.
-Julio. -Diga.
-Meia-noite e meia. -Entendido.
Agora vou me despedir de Diego.
Alicia, estarei aqui à meia-noite e meia.
Está lendo a Bíblia? Não acredito.
"Olhai para os lírios do campo, como eles crescem, não trabalham nem fiam.
Nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles."
Javier, isso não é um lírio. E já foi podada.
Seu ceticismo não me desanima, irmã, mas...
Eu a perdoo.
Algo errado, senhorita?
Não, não se preocupe.
-Talvez eu possa ajudá-la. -Como?
Não há conserto para a morte.
Acabei de descobrir que meu prometido...
-Meus pêsames. -Não choro por ele. Choro por mim.
Por fim, eu ia viver uma outra vida, minha própria vida.
E agora meus pais...
Meus pais querem me mandar para um convento.
A vida monástica não é tão má, senhorita. Também estou planejando fazer meus votos.
-E o que a atormenta? -Algo queima dentro de mim.
Já foi ver um médico?
Não é uma doença. É um fogo interminável.
Eu sinto como se queimasse por dentro.
Essas são paixões. Precisa aprender a suprimi-las.
Nada de bom vem delas. Falo por experiência própria.
Com sua licença.
Como foi?
Não se ofenda, senhora. Mas acho que seu filho não gosta de mulheres.
Para alguém com sua ocupação, você não é um poço de intuição.
Eu me ofereci de bandeja a ele, mas ele não respondeu.
Vai ter que se esforçar em dobro.
Também pagarei em dobro. O que é justo é justo. Mas sem desculpas.
Se tem algo que ele gosta mais do que álcool, são mulheres.
Saberia se tivesse trabalhado em Cantaloa.
Quisera fosse tão constante para todo o resto.
Como quiser, senhora.
Lagosta com champanhe e filé mignon. Vou comer em meu quarto.
-Coloque na conta de minha generosa tia. -Quanto tempo irá durar este disparate?
Até me pagar o que me deve.
-Temos que resolver isso. -Quanto antes, melhor.
Dobrou o mesmo guardanapo duas vezes.
Não tinha mais nenhum para dobrar. Só queria ficar aqui, com você.
-Ultimamente quase não me dá atenção. -É que tenho estado sem tempo.
Para mim, você não tem tempo.
Vá fazer seu trabalho. Eu já devia ter terminado.
-Tem tempo para outras quando quer. -Isso quem decide sou eu.
-Você tem algo com a Dona Alicia. -Isso é mentira.
-Vi como vocês se olham. -Frutos da sua imaginação.
Sabe que não é. Isso está colocando você em perigo. Não é justo.
-O que não é justo? -Que você não seja meu por causa dela.
Ela é casada e rica. Nunca vai levá-lo a sério.
Você está errada. E mesmo que Alicia não existisse, eu não seria seu.
-O que há com Isabel? -Ela quer coisas que não pode ter.
Posso dormir no seu quarto esta noite também?
Claro. Só que voltarei tarde. Na verdade, pode me ajudar com Alicia.
Você e a Dona... Não.
Pode deixar, obrigado.
-Preciso de sua ajuda. -O que quer, senhorita?
Meus pais querem me mandar para um convento, em clausura.
A voz de Deus nos chamou, irmã.
Temo que minha vocação não seja tão forte quanto à sua.
Não diga isso.
Você conheceu o mundo do pecado e escolheu o caminho correto.
Eu vou entrar em um convento sem saber ao que renuncio.
-Não entendo, irmã. -Não quero que entenda.
Irmão.
Mostre-me ao que estou renunciando.
Senhor, dê-me forças para resistir a essa tentação.
Ajude-me a escolher. Eu lhe imploro.
Vejo que recuperou o apetite.
Ou ainda está planejando se tornar monge?
Não, pelo contrário. Você abriu meus olhos, mãe.
Aquele não é um caminho para mim. Não é meu verdadeiro chamado.
Fico feliz por sua sensatez.
-Vou me casar com Amalia. -E quem é essa Amalia?
-A jovem viúva. -Ela não é viúva. É uma prostituta.
Não fale assim de minha noiva.
Isso não tem a menor graça.
Mãe.
Eu a perdoo.
-Algum problema, senhor? -Volte para o carro.
-Mas... -Volte para o carro.
Vamos voltar para o hotel.
Eu cuido disso, Isabel. Vá descansar.
-Trarei toalhas limpas. -Não.
-Deixe para amanhã. -Agora, para que tenha toalhas de manhã.
Não se preocupe, não farei barulho e não a acordarei.
-Não é isso. É que não preciso de nenhuma. -Como desejar, senhora.
Boa noite.
-O hóspede saiu? -Sim, e o outro quarto está vazio.
-Trouxe o que eu pedi? -Sim.
-Avise-nos se alguém estiver vindo. -Sim.
Dom Diego, esse relógio está atrasado.
Diga ao diretor, é problema dele. Eu não dou a mínima.
Legendas: Joao Neto
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