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Isabel, há outra mulher.
Sei que é impossível, mas não posso, sinto muito.
"Sei que trai seu marido."
Garrido, quero que siga minha mulher.
Onde seu marido guarda os documentos de valor?
Que eu saiba, no cofre do escritório.
É um título. Seu pai cometeu uma fraude. Gonzalo queria isto para limpar seu nome.
Tenho o título de propriedade das minas. Sei que tentou roubá-lo.
Por isso veio ao hotel, certo?
Quero dez mil pesetas. Caso contrário, Alicia saberá da verdade.
Perto da vila, vive uma mulher que entrega essas crianças a famílias que os querem.
-Quieta. -O que está fazendo?
Dê-me meu filho. Dê para mim.
E agora, irmãos, oremos a Deus Todo-Poderoso.
Muito obrigada, doutor.
Isto é tudo o que podemos dar.
-Como ele está? -Nas mãos do Nosso Senhor.
Tudo depende de como vai passar a noite.
Eu tentei de tudo, mas ele não se aquece.
Pobrezinho.
Meu pequenino, mostre a todos como você é forte.
Belén, não posso mais dispensá-la do trabalho.
Dona Sofia voltou do batismo e a espera.
Deixe-o com o Andrés.
Durma, meu filhinho, durma.
Durma, meu amor.
Durma, estrelinha da manhã.
Sei que é algo que nenhuma de nós duas quer pensar,
mas o Juan está muito doente
e nenhum menino pode entrar no Céu sem superar o pecado original.
-O Juan vai melhorar. -Se Deus quiser, mas...
pelo bem de sua alma, deveríamos pensar em batizá-lo.
O sacerdote está convidado para a festa do batismo do Alejandro.
E se disser algo?
É um homem de Deus. Será como um segredo de confissão.
Dona Ángela, gostaria de falar com esta camareira.
Como quiser, Sr. Murquía.
O que fez com o bebê? Juro que se voltar a trazê-lo...
Deixe-me em paz e eu te deixarei em paz! Não quero mais nada de você, só isso.
-E por que deveria confiar em você? -Ou eu em você?
Não temos outra opção, Diego, se nos enfrentarmos, vamos nos destruir.
Ficarei de olho em você.
Sabemos que isso não vai terminar assim.
Está louca! Dom Diego é o pai. Como se atreve a enfrentá-lo?
Acabará arruinando a todos nós.
Você e seu filho estão nessa, como eu.
Quando Juan se recuperar, você o tirará do Hotel.
Para onde quer que seja. Não pode mais ficar aqui.
Senhoras e senhores, permitam-me fazer um brinde.
A Alejandro Carlos de Samaniego y Ruíz Alarcón, futuro Marquês de Vergara.
-Bravo. -Ao meu neto.
-Que Deus o proteja. -Muito obrigado.
Filha.
Não gosta que, pela primeira vez, toda família esteja feliz?
Pelo menos, seu irmão teve a decência de não se sentar conosco.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, amém.
Aconteça o que acontecer,
este menino tem a felicidade plena garantida ao lado do Nosso Senhor.
Obrigada, Padre.
Sinto muito, filho, está tarde.
Eu sei, já me afastei demais do restaurante.
Vou ficar com o Juan.
Deus, sei que não sou de falar muito com o Senhor,
mas este menino não deveria pagar pelos meus pecados. Eu imploro.
Pai Nosso que...
Levem os charutos e as bebidas. E sirvam o suflê antes que murche.
Vamos, um pouco mais de ânimo! Vamos. Senhorita?
Sabe onde a Dona Ángela está? Não a vejo há algum tempo.
Não, senhor.
Por Deus, Dom Ernesto, ela poderia ser sua filha.
-Ou sua neta. -Do que está falando?
Se gosta desse tipo de mulheres que se deixam enganar por essas bugigangas,
é problema seu.
Mas, por favor, faça isso depois da sua jornada de trabalho.
-O que faz aqui? -Sei aonde está indo. Não faça isso.
-Isabel, por favor. -Julio, não, é perigoso!
Por favor, sei que essas coisas acontecem, mas não quero vê-las.
-Voltem ao trabalho. -Agora mesmo, Dom Diego.
O que faz aqui?
-E sozinha? -Vim fumar.
Sou eu.
-O que você quer? -Me dá um cigarro?
Não é jovem demais para fumar?
As mulheres da minha família nunca fazem o que é próprio da sua idade.
Não diga à sua mãe.
Não se preocupe. Nada do que fizermos chegará aos ouvidos dela.
Não gosto de guardar segredos.
E eu não gosto de contar a verdade quando só faria mal.
E só se trata de encobrir um pequeno prazer... algo inocente.
É verdade.
A vida é curta demais para negar nossos desejos.
Veja minha mãe. Com quantos anos descobriu o verdadeiro amor?
E só poderá aproveitá-lo por alguns anos. Não quero que minha vida seja assim.
-Elena. -O cigarro me deixou tonta.
-Elena, não, sinto muito. -Sei que me deseja, Javier.
Você é linda e, se eu não tivesse conhecido a sua mãe...
eu a levaria para o meu quarto, mas eu a amo.
Pensava que éramos mais parecidos.
Que pena.
Viu algo? Eu não...
Senhor, os empregados deste hotel só ouvem e escutam o que podem.
-Então, viu que não aconteceu nada. -Absolutamente. Mas, boa sorte.
Alguns com tanto e outros com tão pouco.
Mas ela vai descobrir.
Javier, viu a minha filha?
-Eu a vi no salão há um tempo. -Você está bem?
Sim. Bem, não.
Adriana, não estou bem. Aconteceu uma coisa.
-Olá! -Filha, estava te procurando.
Fui dar uma volta, sozinha.
O que ia me dizer?
Que não estou bem. Estou com muita dor de cabeça.
Como assim? Pedirei para uma camareira levar chá com limão para você.
Querida, pode acompanhá-lo? Dona Enriqueta quer falar comigo.
-Com certeza ela quer fofocar. -Receio que vou decepcioná-la.
-Ela não precisa me acompanhar. -Ela saberá cuidar de você.
Minha mãe vai demorar um bom tempo.
Não sei o que pretende, mas continue e contarei para a sua mãe.
Se fizer isso, sairá perdendo.
Minha mãe conhece sua reputação e confia em mim. Nunca acreditará em você.
Entre.
Não vai se arrepender.
Javier, abra a porta!
Dona Ángela, faz tempo que estou com vontade de...
Sorte a sua, não tenho vontade de nada.
Com todo o respeito, pode me ouvir, por favor?
Com todo o respeito, Dom Ernesto, não.
-Desta vez, vai me ouvir. -Por favor, Dom Ernesto.
-Aí está. Espero que goste. -O que é?
-Um presente. -Para mim?
-Sim, era para você, do dia da sua santa. -Minha santa?
Sim, Santa Ángela de Mérici. Não faz muito tempo.
Nem sabe quando é o dia da santa com seu nome?
É claro que sei.
Eu estava em Cantaloa e o vi... e pensei em você.
Quem lhe deu permissão para pensar em mim?
Como se atreve? Eu penso no que tiver vontade. E aí está. Espero que goste.
-Muito obrigada. -De nada.
Dom Javier, estava lhe procurando.
-É para o senhor. -Obrigado.
"Onde está, Javier? Estou no seu quarto, sozinha. Te espero. Adriana."
Querida...
-Cadê sua mãe? -Não vai demorar.
-Pare, Javier. O que está fazendo? -O que você está fazendo?
Estou resistindo. Por favor, pare. Minha mãe logo vai chegar.
-Está louca! -Sei que sempre me quis, mas não posso.
-Elena, pare, por favor. -Pare, Javier. Não continue!
-Javier, o que é isto? -Adriana, foi ela.
Mãe, por favor, tire-o de perto de mim. Veja o que ele me fez.
Adriana, ouça, por favor.
-Como pôde, com minha própria filha? -Não acredite. Foi ela.
Ela tirou as próprias roupas?
Por favor, Javier, pare de mentir. Eu ouvi como ela estava resistindo.
Saia deste quarto agora mesmo!
Mas é meu quarto.
Não quero voltar a vê-lo nunca mais. Saia daqui.
Cubra-se, querida. Vamos embora deste hotel agora mesmo. Não sofra.
Já está feito, pai. Tudo saiu de acordo com nossos planos.
Mas estava errado sobre Dom Javier. Ele resistiu bastante.
Minha mãe e eu logo estaremos com você.
-Senhora. -Desculpe, Isabel, preciso de um favor.
-O que houve? -Pode me emprestar roupas para ir à vila?
Aconteceu alguma coisa? Está em perigo?
-Não, tem a ver com meu primo. -Seu primo?
Isabel, não diga nada ao meu marido.
Não se preocupe.
Mas tenha cuidado, senhora.
-Grite e morrerá aqui mesmo. -O que veio fazer?
Procuro a Dona Alicia e seu capanga. Onde estão?
Não sei. E garanto que procurar por eles no hotel não é uma boa ideia.
Quem falou sobre procurar? Você me levará até eles.
-Andrés. -Isabel, o que faz aqui?
-Deveria estar dormindo. -Eu sei, mas preciso falar com você.
-Estou ocupado. Podemos falar depois? -Sinto muito, mas não há tempo.
Emprestei algumas roupas para a Dona Alicia ir à vila... sozinha.
Tenho medo de que algo aconteça com ela. Por favor, avise o Julio.
-Farei isso agora mesmo. -Mas, por favor, não diga a mais ninguém.
Isabel, fique calma e vá ao seu quarto. Eu cuido disso.
-Tenho certeza de que foi à pensão. -Eu iria com você mas...
Não, avise ao Agente Ayala.
Aqui.
Te encontrei, passarinha!
-Alicia, você está bem? -Sim.
Boa noite.
Juanito, venha aqui, querido.
O papai vai voltar depois. Está trabalhando.
Vamos cuidar muito bem de você. Vai ficar bem.
Não vou deixar que nada te aconteça.
Deixe-me cobri-lo.
Assim, quentinho.
Juanito.
Juanito?
Juanito, acorde. Juanito!
Não, por favor, não. Não, Juanito.
Juanito, abra os olhos. Juanito!
Por quê?
Por que, Deus?
Julio, vou sozinha.
Deixe-me entrar com você. Não pode enfrentá-lo sozinha.
Não, preciso fazer isso.
Estarei aqui.
Belén, por que ainda está acordada?
Belén, o que foi?
O que foi?
Ele se curou, Andrés. Juanito se curou.
Ele se curou.
Olá, pequenino. Sim, claro.
Alejandro?
Alfredo! Alejandro.
Alfredo, por favor, há algo de errado com o bebê!
Alejandro. Ajude-me Alfredo. Alejandro. Acorde-o.
-Alejandro. -Acorde-o.
Não.
Não, por favor!
-Meu filho! -Acorde-o, por favor.
Espero uma explicação sua, Alicia.
-Uma explicação? -Garrido me contou tudo.
O que foi fazer na pensão?
Queria provar a inocência do Gonzalo.
Seu primo pode ter muitas virtudes, mas inocência não é uma delas, acredite.
Ele não matou meu pai, então, disso é inocente.
-E alcançou seu objetivo? -Não sei.
Agora o assunto está nas mãos do detetive e do juiz. Mais alguma coisa?
Garrido será julgado pela morte daquele bandido, o Urso.
Como pôde ser tão imprudente? Ele poderia ter acabado com você.
Alicia, tem mais alguma coisa para me contar?
Alicia, meu filho. Não sei o que há com ele, mas não está se mexendo.
-Não sei o que fazer. -Vamos!
Acabou de acontecer e ninguém sabe. Minha mãe quer total discrição.
Mas como você foi sua ama de leite, ela queria que você soubesse.
Ángela, minha mãe quer que organize tudo.
Eu sinto muito. A morte de um filho, seja quem for sua mãe, sempre é terrível.
Deve ser terrível perder um filho. Menos mal que temos o nosso.
-Cale-se. -O que foi?
Eu o amamentei e passei mais horas com ele do que os próprios pais.
Tem razão. Sinto muito.
Mas pense em como temos sorte. Só percebemos nessas horas.
-O que ele tem no rosto? -Não é nada.
Não, acho que não.
Diego sabe?
Garrido não contou nada a ele?
Não sei.
Alicia, o que foi?
O filho da Sofia, meu sobrinho... Ele está morto, Julio.
Está morto.
Sinto muito, Alicia.
É tão injusto. Ele era tão pequeno que...
Sinto muito.
Este está bom para os senhores?
Se preferirem, posso levá-lo daqui.
Não, espere. Quero vê-lo uma última vez.
-Alfredo, não. -Vê-lo outra vez será pior.
-O que foi? -O arranhão.
-Ele não o tem. -Que arranhão?
Ontem ele arranhou o rosto. Era bem grande.
E veja, não há nada.
-Ele está muito pálido. Como notaríamos? -Meu Deus.
Você também viu, Ángela, não viu? Este não é meu filho! Este não...
É o que todos desejamos, mas é ele.
Querido, acalme-se. A dor nos faz delirar.
Estou bem, não quero me acalmar! Mas este não é meu filho!
Alfredo, eu também queria que nosso filho estivesse vivo. Daria minha vida por ele.
Mas veja, é ele.
-Alfredo, por favor. -Deixe-o, ele precisa se acalmar.
Sinto muito pelo que está passando, senhor.
Ángela...
-O que você fez? -O que foi?
O arranhão. Você enlouqueceu, Belén. Meu Deus!
Não diga nada, por favor. O que eu poderia fazer?
Se os senhores descobrirem, será sua ruína.
Não conte a eles, Dona Ángela.
-Não posso perder os dois. -Do que estão falando?
Não...
-Ángela, dê-me esse bebê. -Não.
-Faça o que o senhor mandou. -Senhor, é nosso filho, Juanito.
Nós o escondemos devido as regras do hotel.
-Não se preocupe, vamos levá-lo embora. -Filho, cale-se. Por Deus!
-Venha comigo. -Não.
Aonde o está levando? Não pode pegar nosso filho porque o seu morreu.
Foi o seu filho que morreu.
-O que ele está dizendo? -Andrés, fale com sua mulher.
-Está levando nosso filho. Faça algo! -Não é tão simples.
-Belén. -Solte-me.
Eu não estava louco. Aqui está nosso filho.
Livre-se daquele.
Por favor, apresse-se.
Alfredo, o que você fez? De onde tirou esse menino?
Olhe-o, ele tem a ferida. Está vendo?
Mas, mãe...
Então...
-nasceram dois. -Sim, eram dois.
Eles são iguais e nasceram da mesma mãe. E é claro que não é você.
E que você estava por trás de tudo isto. Vocês me enganaram.
Não.
Alfredo, acalme-se. Nosso filho está aqui, conosco novamente, e vivo!
-É tudo o que importa. -Não.
Minha mãe tentou me fazer ver que tudo era uma farsa.
Eu não acreditei nela. Confiei em você!
-E você me tratou como um imbecil. -Não, isso não é verdade.
A gravidez, o parto... foi tudo mentira.
Alfredo, perdi meu bebê quando caí das escadas.
E o médico me disse que não poderia mais ter filhos.
-Foi o melhor para todos. -Senhora, faça-me o favor e saia daqui.
-Alfredo, eu sinto muito. -Por que não me disse?
-Por que fez isso? -O que posso dizer para que me perdoe?
Não me respondeu. Por quê?
Se não tem coragem de me contar a verdade...
é porque ela deve ser horrível.
-Como pôde? Nosso filho! -Não era seu filho, Andrés, era meu.
Eu os pari, eu os amamentei. Não compare sua dor à minha.
Amava aquele bebê como se fosse meu. Eu o considerava meu.
Teria considerado os dois, se tivesse me contado a verdade.
Teria ficado ao seu lado de qualquer jeito.
Por que me tratou assim?
Minha mãe estava certa.
Eu sou um idiota, não é? É o que pensa de mim.
Você e todos.
Só nós e alguns funcionários que não falarão, sabem o que houve com os meninos.
Isso não sairá daqui, desta família, deste hotel.
O bom nome da nossa família não merece um escândalo.
Todos fomos vítimas de um engano cruel.
-E garanto que a responsável vai pagar. -Não direi uma palavra.
Mas é óbvio que as verdadeiras responsáveis por esta desgraça
não pagarão por isso.
Mais uma vez.
Sofia, eu sinto muito.
O que está havendo é muito injusto. O que a criada fez...
A criada não tem nada a ver com isso.
Eu menti.
Para o meu marido...
para vocês, para mim.
E agora estou pagando pelos meus pecados.
Tinha razão, mãe. Sobre tudo.
Como acha que me sinto?
Não, não farei isso. Mãe, por favor, respeite minha decisão.
Tenho ótimos motivos para isso. Por favor, não insista.
Não posso continuar falando. Eu ligo depois.
Vi que mandou arrumarem suas malas.
Só queria que soubesse que pode ficar no hotel pelo tempo que precisar.
Sinto muito que as coisas tenham terminado assim.
Isso está muito longe de terminar, senhora.
Sim, fiz minhas malas porque vou sair do meu quarto. Não do hotel.
-Não entendi, querido. -Por favor, não me chame de "querido".
O que disse? Pensei que um marquês não poderia ser rude.
Não vou me afastar do meu filho, nem renunciarei à gerência do hotel.
Parece que agora não tem condições de gerenciar nada.
Quem pensa que é para me dizer isso?
-A proprietária deste hotel. -Como é? A coproprietária.
O hotel também é meu. E eu sou o gerente. Não vou embora.
E agora que sei como você e sua família são,
tenha a certeza que não facilitarei as coisas para vocês! Tenha um bom dia.
Sentiu minha falta?
Eu senti muito a sua falta. Mas não se preocupe.
Você o ama, não é?
Mesmo que não seja do seu sangue.
Nem seu, mas você sempre soube.
Eu o amei desde o começo, porque era o que me unia a você.
Esse é o problema. Eu sempre amei este bebê como se fosse meu.
E pretendo continuar amando.
-Deixe-nos a sós. -Não.
Não vim fazer as pazes com você. Vim levar meu filho.
Saia!
Alfredo, eu não queria nada disso.
Era uma mulher feliz, casada com um homem que amava,
esperando um filho, até que você me empurrou da escada.
-Ou não se lembra? -Foi um acidente.
Sim, um acidente que causou meu aborto e que me deixou estéril.
-Eu ia perder tudo! O que devia ter feito? -Devia ter me contado!
Te contado? Como saberia se ia suportar e que não ia me abandonar?
-Foi este bebê que o manteve ao meu lado. -Queria a mim ou ao meu título?
Responda-me.
A Marquesa de Vergara. Era isso, não?
Quando estava arruinado e queria se matar,
eu o impedi, fiquei ao seu lado e o ajudei a conseguir tudo o que tem agora.
Não é a única que se sacrificou, Sofia.
Fiquei preso por você. Por quatro meses.
Quatro meses nos quais não me disse a verdade.
E não posso ficar com uma mulher que não confia em mim.
Alfredo, por favor.
Nós nos machucamos muito, mas é o momento de esquecer e recomeçar.
Se não o fizer por mim, faça pelo bebê, por favor.
O melhor que posso fazer a ele, é separá-lo de você.
Legendas: Carla Piccoli
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