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Original subtitles

E se sua esposa descobrir que você teve um filho comigo?

Quero dez mil pesetas. Amanhã.

Isabel, tem outra pessoa.

Sei que é impossível, mas desculpe, não posso.

Julio, você merece ser feliz. Deixe-me tentar.

É uma escritura. Seu pai cometeu uma fraude.

Gonzalo queria limpar o seu nome. E tinha motivos para matar seu pai.

Se o Alfredo fosse rico, seria um potencial adversário.

Mas sem dinheiro e propriedades, será fácil acabar com ele.

"O Marquês de Vergara está falido."

"Dom Alfredo de Vergara vende suas propriedades e expulsa a mãe.

Os Alarcóns o nomeiam diretor do Gran Hotel por caridade."

O que está acontecendo?

Alfredo!

Alfredo, espere.

Com o Urso preso, não teremos que ir atrás do contrabandista.

Ele fugiu!

-Já conseguiu o dinheiro? -Não.

Não cairei na sua chantagem, Belén.

Quer que Alicia e a mãe vejam o bebê?

Que bebê?

"Sei que está traindo seu marido. Acabe com isso ou ele descobrirá."

Querido.

Estou procurando o Gonzalo. Você o viu?

É difícil saber o que fazem o tempo todo, não acha?

Por que você precisa dele?

Como estará aqui, quero convidá-lo para o batizado do meu sobrinho.

-Deixe sua irmã convidar, ela é a mãe. -E eu sou a madrinha.

Não o vi. E preciso resolver um problema. Desculpe.

-Espero que não seja nada importante. -Eu também, meu amor.

Diego está no quarto. Guarde isso. Avisarei quando puder devolver.

Eu vi Gonzalo no salão.

Irei falar com ele.

Não precisa. Sei o quanto você gosta dele.

Garrido, quero que siga a minha esposa.

Quero saber aonde ela vai e com quem se encontra.

-E para seu bem, seja discreto. -Não se preocupe.

Alicia.

Sofia já me contou sobre o batizado.

Não é por isso que estou aqui.

-Aconteceu alguma coisa? -Tenho a escritura das minas.

-Não sei do que está falando. -Eu sei que você tentou roubá-la.

Isso mostra que meu pai era culpado e que o seu foi injustamente acusado.

Por isso veio ao hotel, não é?

É errado que eu queira limpar o nome da minha família?

-Quando você descobriu? -Já faz um tempo.

Há quanto tempo?

-Meu pai ainda estava vivo? -Ele morreu logo depois.

-Você está envolvido na morte dele? -Por favor, Alicia. Ele era meu tio.

E deixou seu pai morrer preso. Não acredito que você não fez nada.

Eu não fiz nada.

No dia em que descobri, conversei com o seu pai.

Disse que sabia que ele havia feito meu pai pagar por aquele problema.

Como pôde fazer isso com meu pai, o seu próprio irmão?

-Gonzalo, não estamos sozinhos. -Não me importa. Que todos ouçam isso!

Os problemas familiares são resolvidos em família.

Desta forma, pensarão que está louco.

Seu pai também gostava de gritar. Veja como ele terminou.

-Por culpa sua! -Ele sabia no que estava se metendo.

Só não sabia que acabaria na prisão, sozinho.

-Era meu irmão e não pude ajudá-lo. -Você poderia ter se entregado.

Todos saberiam e a família Alarcón perderia tudo.

Eu perdi tudo!

Nunca faltou nada para você e sua mãe.

Não quero sua ajuda, eu quero justiça.

E saiba que a verdade virá à tona.

Você não tem nenhuma prova. Sem isso, será apenas um lunático ressentido.

Não siga os passos do seu pai. Esqueça isso e eu cuidarei de vocês.

Nunca. Você pagará pelo que fez. Se não for preso, pagará com sangue.

-Saia! Não quero mais vê-lo neste hotel. -Você não vai se livrar assim.

Eu o ameacei, jurei vingança, mas não fiz nada.

E por que deveria acreditar em você? Meu pai morreu logo depois.

Eu não estava aqui quando o seu pai morreu.

E onde estava?

Fui embora no primeiro trem do dia seguinte.

Quando soube que tinha morrido, já estava longe.

Alicia, não fiz nada com seu pai, mas sua família acabou com meu pai.

Me entregue a escritura.

Isso poderia acabar com minha família.

-O hotel não está indo bem. -Não vou usá-lo contra você.

Só quero limpar o nome do meu pai. Alicia, por favor.

-É um lindo dia, não acha, Mateo? -Pode chover à tarde, senhor.

Mesmo se fosse um dilúvio, ainda seria um lindo dia.

-Um telegrama para Dona Adriana. -Obrigada.

-São boas notícias? -É um telegrama da minha filha.

O meu marido, por vingança, disse que não cuidará dela

e a mandou sair de casa. Ela não tem para onde ir.

O hotel é grande. Ela pode ficar conosco.

Obrigada. Eu sabia que entenderia.

-Dona Teresa. -Vejo que não fez o que sugeri.

Desculpe-me, mas eu sou adulta.

E mesmo sendo difícil de acreditar, o seu filho também é.

Parece que o conhece bem. Gostaria de falar com você.

-Estou ouvindo, mãe. -No escritório.

Por que ela está aqui? Pensei que tivesse ido embora.

Ela voltou para ficar comigo.

Na realidade deveria ir para casa, com o marido.

Você quase morreu. Para que insiste nisso?

-Porque amo a Adriana. -E o que você sabe sobre o amor?

Ela vai me ensinar. Vamos casar e ficaremos juntos para sempre.

Querido, você não entende o que significa "para sempre".

Você se apaixonará por outra mulher

e a abandonará, ela ficará sozinha e humilhada.

Deixe-a voltar para o marido, é o melhor para ela.

-Desta vez é diferente, mãe. -Claro que é.

Ela poderia ser sua mãe. Você a fez abandonar a própria família.

Você está errada, mãe.

Ela deixou o idiota do marido, mas sua filha virá morar conosco.

E você será o novo pai?

Se a paternidade for acabar

com as ilusões de uma criança, não deve ser difícil.

Você não sabe nada sobre a vida.

Não me importa o que diga ou faça. Ficarei com Adriana, seja como for.

-Dom Diego, o seu quarto... -Saia do meu caminho.

Onde está o meu filho?

-Onde ele está? -De que criança está falando?

-Se você machucá-lo, eu juro... -O quê? O que fará?

Ele também é seu filho.

E sei que você não o machucou. Diga-me onde ele está.

Essa criança nunca existiu.

Esqueça-o. É melhor para todos nós.

-Isabel, você viu Dom Diego por aqui? -Não, por quê?

-Nada. Andrés, não entre. -O que aconteceu?

-Juan está dormindo. Acabei de ver. -Vou dar um beijo nele.

-Não. -Por que não?

Ele demorou em adormecer. Não queremos que acorde agora.

-Volte ao trabalho. -Como quiser, mãe.

Entre.

Onde está o Juan?

Você não contou para o Andrés, mas eu quero saber a verdade, Belén.

-Onde está o meu neto? -Não sei.

-Ele o levou embora. -Quem?

-O pai dele. -Diga-me o nome dele.

Você não o conhece. É um homem importante que vive perto da cidade.

-Ele deve querer ter o filho por perto. -Irei ao orfanato.

Eu já fui lá, ninguém abandonou um bebê.

-Quem é o pai? Irei a casa dele. -Ele não levou para lá.

-Ele é casado. -E o que foi que você fez

-para ele vir aqui roubar o bebê? -Não sei, Dona Ángela.

-Eu não sei. -Agora está colhendo o que plantou.

Mas Andrés deve ser poupado dessa dor. Não diremos nada, por enquanto.

E o bebê?

Perto da cidade vive uma mulher que cuida

de entregar os bebês a outras famílias.

O que vai fazer, Belén?

Onde ela mora?

Dona Ángela, como sei que gosta desse tipo de comemorações...

Meu Deus, Ernesto, não seja tão formal. Vamos começar de novo.

Dona Ángela, espero que não ache que foi uma loucura minha,

mas quando fui à cidade, lembrei-me de você.

-Como eu disse, Belén. Rápido. -Sim, senhora.

-Dona Ángela, você tem um segundo? -Estou ocupada. Resolva você mesmo.

Não sabem fazer nada aqui sem me perguntar antes.

-Tudo bem, Julio? -Sim.

Amanhã, depois do trabalho, iremos à feira.

Haverá música e sei que você gosta de dançar.

-Vai entregar a ele? -Ainda não sei.

Gonzalo parecia sincero, os garçons confirmaram sua história.

Mas ele mentiu para mim antes, para conseguir isso.

Não estava falando do seu primo, mas do Agente Ayala. Ele quer nos ver.

-Temos que entregar a ele. -E na hora iria suspeitar do Gonzalo.

Se tem certeza que ele é inocente, não precisa se preocupar.

Acabei de descobrir que meu pai era um homem implacável,

e não aquele pai gentil e honesto do qual me lembrava.

Então acredite em mim, agora não tenho certeza de nada.

-Então confira a história do seu primo. -Como?

Se ele ficou na cidade, deve ter ficado na pensão da Paquita.

Esta foto do Gonzalo poderá nos ajudar.

-Algum problema, Garrido? -Não, senhora.

Estava passando pelo corredor e pensei ter ouvido alguém.

Estava dando as ordens ao garçom, para o próximo café da manhã.

-Mais alguma coisa? -Não, senhora. Perdoe-me.

Pela primeira vez, ser tratado como parte da mobília serviu para algo.

-Vou à cidade. -Eu vou com você.

-Isabel, aconteceu alguma coisa? -Não, senhora. Vim trocar as flores.

Estarei lá fora, se precisar de algo mais.

Ótimo.

Obrigado.

Posso ajudá-la em algo, senhora? Parece preocupada.

Não, não estou preocupada.

Pode me dizer qualquer coisa. Sabe que pode confiar em mim.

Eu sei, Isabel. Obrigada.

Perdoe-me.

-Você não poderá vir. Irei sozinha. -Sozinha?

-Ficarei bem. Perdoe-me. -Não se preocupe com isso.

Com licença.

-Deseja alguma coisa? -Talvez você possa me ajudar.

Reconhece esse homem?

Como poderia esquecer de um homem tão decente?

-Dom Ramiro. -Não, ele é o Gonzalo, meu primo.

Não, Dom Ramiro.

-Você tem certeza? -Sim, o nome do meu falecido pai.

-Então esse aqui é Dom Ramiro? -Com absoluta certeza.

-Encontrei: Dom Ramiro Gutiérrez. -Me diria quando ele esteve aqui?

Do dia 8 ao 10 de fevereiro, no ano passado.

-Algum problema, senhora? -Não, é que meu pai morreu no dia 9.

Mas não se preocupe, sua ajuda foi primordial. Obrigada.

Ouvi umas vozes.

Não se preocupe, não era a polícia e perguntou por outra pessoa.

-Quem era? -A Sra. Murquía.

-Acha que foi o Urso quem o matou? -Ele era da sua gangue.

E iria testemunhar contra ele. Urso está se vingando de todos.

-E se o encontrarmos será graças a... -Julio e Alicia.

Eu irei avisá-los. Cuide do corpo.

-Ayala, não sou eu quem faz isso? -Sei que não gosta de caminhar.

Eu sei que minha mãe e Belén escondem algo de mim. Elas estão estranhas.

Julio.

-Em que posso ajudá-lo, Agente? -Vim aqui para falar com você e Alicia.

Alicia foi para Cantaloa.

-Bom dia. -Bom dia.

Corra, senhora.

-Não me machuque! -Sou eu.

-Por aqui, Sr. Garrido. -Esconda-se.

-Aqui está a Sra. Murquía. -A senhora está bem, Dona Alicia?

Sim. Obrigada, Garrido, você salvou a minha vida.

É o meu dever, senhora. Eu a acompanharei de volta ao hotel.

-Perdão, mas quero fazer umas perguntas. -Mas a senhora...

Não se preocupe, um dos meus homens a acompanhará até o hotel.

-Por que Garrido estava te seguindo? -Não sei, mas precisamos ter cuidado.

Então seu primo estava em Cantaloa?

Sim, usando um nome falso. E antes que me pergunte...

ele estava aqui no dia que meu pai morreu.

O que mais precisa saber?

Não posso acreditar que meu primo é um assassino.

Se for inocente, poderá explicar tudo. Mas acho que ele está mentindo.

Quando fora acusado injustamente, eu confiei em você, não foi?

Agora é a sua vez de confiar em mim.

Não falei em entregá-lo, mas sim para pedir ajuda ao Ayala.

Ele confiou em nós e não quero enganá-lo.

-Me dê tempo. -Por quê?

Seu primo mentiu antes e fará isso de novo.

Ayala e seus homens saberão o que fazer.

Se tinha tanta certeza, para que veio atrás de mim?

Enquanto o Urso estiver livre, não a deixarei andar sozinha por aqui.

Vamos, parece que vai começar a chover.

Foram apenas duas semanas, mas quero muito ver a minha filha.

-Minha filha! -É a sua menina?

Mãe, senti muito a sua falta. Tenho muito para contar.

Fui à Madrid e comprei umas coisas. Trouxe um lindo colar para você.

Elena, minha querida, este é o Javier, de quem tinha lhe falado.

Elena, pode parecer estranho, mas eu amo a sua mãe e...

Obrigada. Obrigada por fazê-la tão feliz.

-Eu sei que vocês se darão bem. -Tenho certeza que sim.

-Ela não é um anjo? -Só estão faltando as asas.

Subirei para trocar de roupa e guardar a sua bagagem.

-Poderia mostrar-lhe o hotel? -Claro, fique tranquila, querida.

Vamos. Quero ver todos os cômodos do hotel.

Querido, qual é o problema?

-O que sua mãe queria? -Ela não virá ao batizado.

Depois do que fiz com ela, não quer mais problemas ou criar confusão.

Talvez não queira comparecer pois não haverá ninguém da nobreza.

-O que ele tem? -Acho que está com fome.

Belén ainda não chegou.

Não chegou? O trabalho dela é amamentar o Alejandro.

Um banho poderá acalmá-lo. Faça isso.

-Encha a banheira, eu tiro a roupa dele. -Não se preocupe, Dom Alfredo.

Eu quero fazer isso, não é sempre que posso ficar com meu filho.

Ele tem um arranhão. O que houve?

As unhas estão afiadas, não pude cortá-las.

Meu Deus.

Cuidado com sua mãozinha.

-Mãe, Juanito não está no quarto. -Não se preocupe, deve estar com a Belén.

E também não encontro a Belén. Dom Ernesto disse que ela saiu.

Mãe.

-Mãe. -Ángela, você viu a Belén?

Não diga que não sabe onde está uma das suas criadas.

-Isso seria a primeira vez. -Belén precisou sair.

Por que saiu? Ela não pode sair quando quiser.

Perdão, precisava de alguns remédios e pedi que fosse à farmácia.

E tinha que pedir à Belén? A prioridade dela é cuidar do meu neto.

Esperava que fosse mais sábia ao atribuir as tarefas das criadas.

Desculpe, senhora. Deveria aprender com o seu exemplo,

e como sempre escolhe a criada que atenda às suas necessidades.

Existem coisas que não tolero, como os erros

-e a falta de respeito. -Eu sei, senhora.

-Quando ela voltar, mande-a subir. -Eu pedirei, senhora.

-Por que não me disse que Belén saiu? -Eu não queria preocupá-lo.

A criança não estava bem. E ela o levou para tomar ar fresco.

Hoje não era um bom dia para sair. Pode começar a chover.

-Não está me escondendo algo? -E por que estaria escondendo?

Você nunca protege a Belén, muito mesmo da Dona Teresa.

Não fiz isso por Belén, e sim pelo bebê.

-O que você quer? -Vim buscar o bebê do hotel.

-Que bebê? -O bebê que o Sr. Murquía trouxe.

-Tenho pressa, não me faça perder tempo. -Não tem nenhum bebê aqui.

Agora, com licença.

-Não se mexa. -O que está fazendo?

Grite e cortarei a sua garganta.

Entregue o meu filho. Entregue!

Se o Sr. Murquía perguntar, diga que o entregou como planejado.

E se chegar perto do meu bebê, juro que a matarei.

O caminho é por aqui, Juanito. Não se preocupe, filho.

-Diego. -Meu amor! Como está?

Por que o Garrido está me seguindo?

Disseram que há um ladrão solto. E pedi que a protegesse. Onde ele está?

Na delegacia. Ele está respondendo algumas perguntas.

-Por quê? O que aconteceu? -Ele me salvou de um assalto.

Alicia, você está bem? Ainda bem que pedi a ele para segui-la, meu amor.

Sim. Agora, com licença, vou trocar de roupa. Estou ensopada.

-Você ficou aqui e usando um nome falso. -Alicia, não acredite naquela mulher.

Ela não tem motivos para mentir, mas você tem.

O que fez com o meu pai?

Gonzalo, conte-me.

Eu não podia voltar para casa, como se nada tivesse acontecido.

-E o que você fez? -Eu precisava fazer alguma coisa.

Sim, fiquei na cidade, para recuperar esse documento.

E também porque queria vingança. Estava furioso e não acreditava na justiça.

Consegui um quarto na pensão usando um nome falso, comprei uma arma e voltei.

-Aconteceu alguma coisa? -Dom Carlos está morto.

-O quê? -Dom Diego pediu para nos reunirmos.

A própria morte, ou alguém, chegou antes de mim.

E eu estava ali, parado com uma arma, em vez de estar voltando para casa.

Acabei fugindo.

Sempre que eu via alguém,

tinha a sensação de que me seguiam. Estava muito assustado.

Precisava sair da cidade, mas primeiro, me desfiz da arma.

Eu nunca disse isso a ninguém.

E você deve saber o porquê.

Se tudo que disse é verdade, você precisa contar à polícia.

Ficou maluca? Eu ameacei o seu pai, fingi ter ido embora de Cantaloa

e comprei uma arma. Tudo isso me incrimina.

E continuar mentindo também não o ajudará.

Tampouco confessar que queria matar o meu tio.

Gostaria de acreditar em você, Gonzalo, mas não sei o que pensar.

Algum dia, Ayala descobrirá tudo. A decisão é sua.

Lamento envolvê-la nisso, Alicia.

-Minha esposa me contou o que houve. -Eu a salvei daquele criminoso.

É o seu trabalho, Garrido.

Viu se ela encontrou alguém?

Sim, o primo, no restaurante.

-A senhora merece o melhor serviço. -Claro, Dom Diego.

-Vá falar com sua esposa. -Sim, senhor.

Nos dias chuvosos, não há lugar melhor que dentro do hotel.

-Isso a fará se sentir ainda melhor. -Como você é gentil, Dom Diego.

Ludivilla, acha que eu poderia trabalhar como garçom, se nada disso der certo?

Não precisará disso. Você é um Alarcón. Os Alarcóns são bons no que fazem.

Bem, nem sempre. Já sabemos como Dom Ricardo terminou.

Foi uma tragédia.

Pelo menos, Dom Gonzalo se saiu bem. Como ele era quando era criança?

Era um menino inteligente, incrível. Sempre vinha aqui no hotel.

Parece que ele se dava bem com os primos, especialmente com Alicia.

Faziam um casal maravilhoso.

-Me perdoe. -Não se preocupe com isso.

Quando as famílias faliram, tiveram que se separar.

O que me deixa feliz, senão, hoje não seria parte da família.

Não precisa se preocupar com Dom Gonzalo.

Tudo isso que nos contou coloca Dom Gonzalo como principal suspeito.

Mas quero lembrá-lo que, oficialmente,

Dom Carlos Alarcón morreu de causas naturais.

-Não encontramos rastros de arsênico. -E não existe nada que possa fazer?

O juiz Barrera sempre reluta em fazer alguma acusação contra Dona Teresa.

Mas talvez dessa vez, faça, já que seria contra Dom Gonzalo.

Acha que ele vai ajudar?

Isso, mais o documento que vocês recuperaram.

Já disse que não temos o documento.

Sr. Olmedo, não minta, para que então vocês estariam investigando?

Tenho certeza que esse documento incrimina Dom Gonzalo

e como Dona Alicia não veio,

imagino que ela não queria denunciar o próprio primo.

-Estou certo? -Prefiro não responder.

Consiga esse documento. Isso ajudará a minha investigação

-e também para convencer o juiz. -Será que ele aceitará?

Até o juiz Barrera reconheceu que foi estranha a tentativa de roubo

do cadáver do Dom Carlos, justamente quando queríamos exumá-lo.

Não acho que ele arriscará a perder seu cargo protegendo Dom Gonzalo.

Então, o Gonzalo será preso?

Vamos prendê-lo por algumas horas, para interrogá-lo e procurar provas.

-Se o meu superior aprovar. -O que disse?

Eu disse, se você aprovar.

-Se tiver certeza sobre isso, sim. -Então, vamos atrás dele.

-Aonde vamos? -Prender Dom Gonzalo.

Ayala prendeu o seu primo. Fez isso para interrogá-lo.

No momento que Gonzalo iria embora. Alguém deve tê-lo avisado.

-Eu falei com ele. -E o que ele disse?

Ele queria matar o meu pai, até comprou uma arma, mas não matou.

E dessa vez, pareceu sincero.

Não o matou porque já estava morto. Para mim, não é uma boa desculpa.

É fácil pensar, mas fazer, não sei. E deveria saber bem disso.

Você queria matar o Alfredo e acabou não matando.

E sabe por quê? Você é uma boa pessoa, não é um assassino.

E o Gonzalo é como você.

Além disso, meu pai foi envenenado. O Gonzalo tinha uma arma, ele é inocente.

Agora preciso encontrar essa arma, para mostrar que ele diz a verdade.

Ele a escondeu faz tempo. Pode não estar mais na pensão.

-Por favor, deixe-me avisar o Ayala. -Não, Julio, ele é meu primo.

Quero ser a primeira a saber. Prometa-me que vai esperar.

Julio, me dê sua palavra.

Dou a minha palavra. Mas não tente nada sozinha.

Você viu o perigo que é ir à Cantaloa.

Vai começar o batizado.

Nos encontraremos hoje à noite, depois da festa, no escritório.

Essa toalha ficará nas mesas laterais, não na mesa central.

-Espero que a chuva não estrague a festa. -Não estragará, vai parar em breve.

Diego, você parece perturbado. Está tudo bem?

Não, Dona Teresa. Ayala acabou de me avisar que seu sobrinho foi preso.

-Foi preso? Mas por quê? -Não sei. Deve haver algum motivo.

-Com licença, me arrumarei para a festa. -Claro, minha querida.

Diego, algum problema com Alicia?

-Tem certeza? -Não entendo esse interesse pelo primo.

Água passada não move moinhos.

O que me preocupa mais são as reais intenções do Gonzalo.

-Conseguiu recuperar a escritura? -Não a encontro, em lugar nenhum.

Ele deve ter escondido. Peça ao Garrido para procurar no hotel.

-O Garrido está ocupado. -Mande-o fazer isso primeiro.

Dona Ángela, vejo que está descansando...

Descansando? Só porque estou sentada não significa que estou descansando.

Claro que sim, mas é a melhor forma de descansar.

Não tenho a sua sorte, Dom Ernesto. Eu não descanso, nunca.

E sei que se eu fizesse isso, esse hotel não funcionaria.

Agora, com sua licença ou não, tenho muitas coisas para fazer.

-Já entendi, a senhora está certa. -Ótimo.

Dona Ángela.

-O bebê está congelando. -Nos perdemos e começou a chover.

Toma, seque-o muito bem, tire essa roupa antes que ele adoeça.

Vai logo, não tem ninguém vindo.

Calma, amor, já ficará quentinho de novo. Está com a mamãe, Juanito.

Venha aqui, meu bebê.

Belén, o que estão me escondendo?

Não, Belén, ele não pode ficar molhado assim. É um bebê.

Eu sei disso. E você deveria se preocupar por isso também.

Ele está congelando.

Por favor, chame um médico. Rápido!

Qual será o nome da criança?

Alejandro Carlos de Samaniego y Ruiz Alarcón.

Alejandro Carlos de Samaniego y Ruiz Alarcón,

eu o batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Como padrinhos, vocês devem ajudar na educação cristã do seu afilhado.

Ensinando a criança sobre Deus, para poder viver uma vida para a fé...

Legendas: Simone Campbell

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