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Para o ch�o! Patrulha Austr�aca! Fogo!
Patrulha Austr�aca.
Respondam com fogo s� quando os puderem ver.
Ao sinal, retiramo-nos.
Camaradas, camaradas!
- Alto! Cessar fogo! - Camaradas!
� uma ins�gnia italiana, isto � da nossa Divis�o.
E tamb�m do nosso Regimento.
Este conhe�o-o. Filho da puta, �s um desertor!
- Chamavam-nos camaradas. - Achei que eram Austr�acos.
Para ti era c�modo, n�o? A guerra teria terminado para ti.
N�o, n�o perdi-me.
Sr. Tenente este tem o v�cio de se perder n�o � a primeira vez que acontece.
- Responde, come te chamas? - Barassi, Giuseppe.
Como vieste parar aqui?
Est�vamos a patrulhar e dispararam contra n�s.
- Quem? - Os Austr�acos.
- Mas �ramos n�s. - Sr. Tenente n�o se via nada!
Cretino!
A VONTADE DE UM GENERAL
Avellini!
- �s ordens! - Ao observat�rio.
Deve aplicar um castigo de primeira ordem Major.
Proceda.
Sigam!
Tenente Sassu da 10� Companhia.
Recebi ordens de me p�r � sua disposi��o.
Sente-se.
- Quer? - N�o obrigado, n�o bebo.
N�o bebe, por qu�? Fez uma promessa?
Vem da retaguarda?
Sim, mas estive 4 meses na frente, em Trentino.
J� vi porque n�o bebe, l� n�o se combate.
- S� fazem patrulhas. - � por isso que me enviaram para c�.
Monte Fiori, estamos a perd�-lo.
Em breve toca-nos a n�s.
A divis�o est�-se a retirar. Esperemos que cheguem aqui a tempo.
Ali est�! O General Leone! deve lhe ter custado muito.
Est� escrito nos livros; quem controla a montanha tem a chave da plan�cie.
Mas se n�o mandarem os canh�es as chaves da plan�cie ficam na porta.
Por sorte o comando Austr�aco � imbecil como o nosso.
Agora, tomam Monte Fiori e n�o mandam a artilharia.
A arte militar segue o seu curso.
Alto!
Tenente.
Ordene!
- Quem deu a ordem? - Acredito que um batedor, General.
Fuzile-o.
Sim, senhor.
Ali est� a linha italiana. 2 Km a descoberto.
Temos de a passar a correr.
- Ent�o, fuzilou-o? - N�o senhor.
Confirmaram-me que era um batedor que deu o "alto",
encontrava-se a descoberto,
em cima estavam as metralhadoras Austr�acas que varriam o terreno...
Fuzile-o de qualquer forma.
Senhor general, n�o posso fuzilar um homem que n�o fez nada.
Fuzile-o, imediatamente.
Sim senhor.
Sr. Tenente dei eu o "alto".
E agora o que fazemos? Seguimos adiante ou detemo-nos?
Chegue aqui.
Venha c�.
- Fuma? - Obrigado.
- Quantos anos tem? - 21.
- Que of�cio tens? - Campon�s, Sr. Tenente.
- O que me dizes? - Sobre que coisa Sr. tenente?
Parem!
Esperem com esse morto.
Esperem.
Voc�s, disparem para o ar!
Disparem para o ar!
A ordem est� cumprida Sr. General.
Na guerra a disciplina � uma exig�ncia dolorosa mas necess�ria.
Honremos os nossos mortos.
Batalh�o! Preparados!
Frente! Marche!
R�pido, r�pido, r�pido! Passo de corrida!
Mexam-se!
- Camarada, n�o me deixe morrer. - V�, ajuda-me a libertar os outros!
Fogo!
Fogo!
Abandon�mos o Monte Fiori, porque nos deram essa ordem.
3.000 mortos.
Entretanto agora a ordem � retom�-lo.
- A qualquer custo - 5.000 mortos.
Atacaremos imediatamente.
Para n�o permitir ao inimigo consolidar a sua posi��o,
nem de se entrincheirar.
Desta vez n�o atacaremos directamente a montanha.
Atacaremos lateralmente, com o fim de isolar,
o grupo inimigo que a h� conquistado.
Frente marche!
Deixem-me em paz! Que fiz?
- Basta! O que fiz? - N�o deves ter feito nada.
Nada, como n�o fizemos n�s.
Ent�o devia ter-me deitado pela ravina abaixo?
Certo! Quando vamos ter outra ocasi�o como esta?
O que se passa aqui? Mexam-se, mexam-se!
Que te passa? Levanta! Levanta-te j� te disse.
Vamos, vamos, em marcha!
Alto!
Trombetas prontas, Sr. General.
Metam na cabe�a, soldados, que ser� pior viver que morrer,
melhor que o saibam. Esta linha ser� a nossa tumba ou a nossa honra.
E que o inimigo me escute tamb�m.
Tenente Santini.
- Este � o seu sector? - Sim Senhor.
Ent�o acompanhe-me.
General! General! Aos postos!
Onde est� a tua baioneta?
N�o, n�o d�-ma.
O que tem aqui?
Um pouco de ferrugem Sr. General.
Aproximem-se, olhem, o que est� escrito?
Eu n�o sei ler Sr. General.
Sr. General, eu n�o vejo nada.
Aqui em cima est� escrita uma palavra,
que todos podem ler, at� os analfabetos,
todos podem ver, at� os cegos.
Por ser t�o luminosa, n�o � Tenente?
- Bem, n�o sei dizer... - Vit�ria!
Vit�ria!
Est� escrita nesta l�mina.
� pela vit�ria que combatemos e � pela vit�ria que devemos retomar o Monte Fiori.
Continuem a trabalhar.
Sentido!
Tenente Ottolenghi.
Os seus soldados, todos t�m punhal?
- Punhal? - Sim punhal.
H� quem tem e quem n�o tem.
A baioneta n�o � suficiente...
Em corpo a corpo, principalmente de noite, necessita-se de punhal.
Um punhal com l�mina longa e bem afiada.
Entendeu-me, sim?
Sim senhor General.
Quantos punhais tem?
150.
Em boas condi��es?
Bem, n�o todos.
Faz revista habitualmente?
- N�o senhor General. - Faz mal, melhor que o fa�a.
Senhor, sim.
Que uso d�o seus homens ao punhal?
Depende... para cortar p�o, carne, queijo...
- para descascar laranja senhor General. - Digo em combate.
Em combate...sim.
Sabem que o fuzil com a baioneta deve ser empunhado com as duas m�os,
e por isso, o punhal deve ser levado entre os dentes.
E o golpe deve ser fulminante: no cora��o ou na garganta, pouco importa.
Mas deve ser fulminante.
- Voltem ao trabalho. - �s suas ordens.
Vamos, vamos trabalhar.
Que dist�ncia calcula que h� entre as nossas trincheiras e as Austr�acas?
Cerca de 150 m.
- Daqui s�o 230 m. - � prov�vel.
N�o � prov�vel.
� certo.
Sr. General � perigoso para se expor assim. Os Austr�acos tem �ptimos atiradores.
Sargento.
Se n�o tens medo faz o que o teu general fez.
Sim Sr. General.
Os Austr�acos ter�o ajustado o tiro, n�o falharam desta vez.
Bravo, agora pode descer.
H� aqui um her�i, um aut�ntico her�i.
Toma, bebe uma garrafa de vinho na primeira ocasi�o.
V�o!
Avante!
N�o disparem. N�o disparem mais.
Sairemos quando escurecer.
Dispara, ajuda-o a morrer.
N�o sou capaz.
Um massacre...
Capit�o.
Quantos alicates temos?
Devem ser umas 7. Tr�s grandes e 4 pequenos.
- Traga-os imediatamente. - Sim senhor.
- Sargento. - Ordene.
Os alicates.
Capit�o fa�a sair um oficial e dois soldados,
para cortar o arame farpado inimigo.
O Sub-Tenente Avellino.
H� ainda muito neblina.
H� um risco de n�o encontrar os buracos que abrimos.
Em breve baixar� a n�voa e os Austr�acos v�o ver-nos.
Os alicates n�o servem nem de dia nem de noite.
Era necess�rio artilharia.
Mas quando n�o h�.
Est�o a retornar.
Maqueiro aqui!
Um morto...
os alicates n�o cortam.
Estes cortam Senhor Major.
- Mostre-me. - Veja.
Ent�o, devemos tentar outra vez.
O problema n�o s�o os alicates,
poderiam ser os melhores do mundo a situa��o n�o muda.
Os Austr�acos abatem todos que se aproximam com ou sem alicate.
Aqui mando eu e n�o pedi a sua opini�o.
Capit�o nomeie um oficial para comandar esta miss�o.
Tenente Sassu.
Est� preparado para sair?
O Tenente Sassu acaba de voltar de uma miss�o.
- V� chamar o Tenente Santini. - Sim Senhor.
Ningu�m conhece melhor o terreno.
Olha, deves falar, ou lixam-te.
Est� disposto a sair numa miss�o com alicates?
� muito tarde, � uma opera��o imposs�vel.
N�o lhe estou a perguntar se � cedo ou tarde.
Eu perguntei-lhe se se oferece como volunt�rio?
N�o senhor.
Isso � cobardice.
Voc� fez-me uma pergunta e eu dei-lhe uma resposta.
N�o se trata de lealdade nem de coragem.
Voc� n�o se oferece como volunt�rio?
N�o senhor.
Eu ordeno-o a sair igualmente, e r�pido.
Se � uma ordem,
n�o posso fazer outra coisa se n�o obedecer.
Pegue nos alicates.
Tu, vai com o Senhor Tenente.
Tu n�o sabes trabalhar com os alicates?
- Se me ordenam. - Certo.
Guarda-o como uma recorda��o minha.
Vamos.
Senhor Tenente, senhor Tenente!
Senhor Tenente!!
Baixe-se, Baixe-se!
Senhor Tenente!...
Que merda! Como se pode fazer matar assim?
Recuse-se!
A 4�, a 5� e a 8� companhias est�o a rebelar-se!
Homens de plant�o ou fora de servi�o,
todos fora, n�s vamos tamb�m.
Todos fora, vamos! Vamos!
Saiam que h� uma revolu��o! A revolu��o!
Basta desta guerra! Fora daqui.
Sil�ncio, sil�ncio.
Ponham-se em fila.
Em fila, em fila.
Espingardas na m�o!
L� fora est�o a fazer parvo�ces.
N�o � assim que se fazem estas coisas.
Ser�o s� voc�s que v�o pagar...
Voc�s sabem como penso.
No momento oportuno estarei com voc�s.
Queremos mudan�as,
temos direito a um dia de descanso.
� injusto, n�o descansamos!
Os substitutos, os substitutos, temos direito a descansar.
Soldados! Voltem para os vossos abrigos.
Repouso, repouso...
Todos temos direito ao repouso,
mesmo eu que sou velho. Agora entrem nos vossos abrigos.
� o vosso coronel e pelo vosso interesse,
que vos ordena que obede�am.
Conduza os homens Major.
A companhia que se re�na...
Sentido!
Tenente Ottolenghi posso contar com a sua Companhia?
Sim Senhor.
Posso contar com a sua Companhia,
se lhe der ordem de ir contra os amotinados?
Acho que n�o Sr. Coronel.
Responda de forma precisa.
Quer ou n�o quer dar a ordem de intervir.
N�o Senhor.
Fique ent�o � disposi��o, com a Companhia.
Sentido!
� vontade.
Sentido!
Em riste!
Carga!
Soldados, pela �ltima vez entrem nos abrigos.
Ali � onde est� a confus�o...
Estas coisas fazem-se bem ou n�o se fazem.
Teve muita coragem em responder assim ao Coronel.
Tu que terias feito?
Isso � o que me pergunto.
Terias disparados nos soldados?
�s vezes n�o se sabe o que � o nosso dever.
N�o.
Aqui a decis�o era uma s�.
Esquece-se de que estamos em guerra e devemos venc�-la.
A unidade nacional � demasiado importante para a comprometer
ao falar assim, como o fez, frente aos soldados.
Porqu�, disse algo que n�o gostas?
Disse que no momento certo, se passava para o nosso lado.
Que lado? Fazer o qu�?
Disparar contra os nossos Comandantes.
Contra todos os comandantes mesmo aqueles do inimigo.
Mira apontada a todos e fogo � vontade!
Calma!
N�o, mira apontada todos e fogo � vontade!
a come�ar pelos comandantes da nossa divis�o.
Entendido...
E depois?
Continuo assim subindo a escala hier�rquica.
At� onde?
Avan�ar at� a capital porque l� h� generais inimigos.
E depois?
O povo sobe ao governo. � o socialismo.
Certo.
Poe-lo f�cil,
e achas que essa nova ordem seria melhor?
Para ti, � claro?
A �nica ideia clara � disparar.
Depois se ver�.
Contra os soldados que n�o usaram as armas n�o se pode aplicar essa pena.
- Mas o Art. 92 do C�digo diz... - Mas � um c�digo de 1869.
Mas v�lido ainda hoje.
O Art. prev� pena de morte com desonra no caso de revolta frente ao inimigo.
Aqui n�o estamos frente ao inimigo, estamos antes da presen�a do inimigo,
e por essa raz�o enquadramo-nos no artigo 137 que prev� pris�o militar.
Mas estamos frente ao inimigo, estamos na primeira linha.
S� se houver uma ac��o ofensiva do inimigo, se est� em frente a ele.
Estamos na presen�a do inimigo.
Que o det�m? Amanha ser� o ataque.
Amanha n�o � hoje.
A guerra s� se vai vencer,
quando se aplicar �s nossas tropas,
o m�todo disciplinar que us�vamos nas col�nias com os "Askari".
O nossos soldados s�o cidad�os como tu e como eu...
Os "Askari" s�o todos mercen�rios, estrangeiros e de cor.
Essa diferen�a parece-me essencial.
Introduziram a filosofia no ex�rcito. Essa � a raz�o da nossa debilidade.
O General Leone comunicou com o Comando e vai aplicar
o Artigo 92. Dizima��o.
Eu n�o fiz nada, n�o quero morrer!
Pelot�o sentido!
Ajoelhem-se!
Preparar armas!
Carregar!
Apontar!
Fogo!
Muito bonito este livro que me deu, Sr. Tenente.
S�o todas aves: pato, gaivota marinha...
Este � o bico-vermelho...
este � o melro...
e o tordo. Eu gosto de todos, assados, se entende.
Que palha�o!
Sabes de onde v�m os tordos? N�o Sr. Tenente.
Da Alemanha.
Podem vir de onde quiserem, j� que s�o todos bons.
Cuidado com o espeto Sr. tenente, nunca de ferro, deve ser de madeira.
Primeiro tem de se fazer o espeto,
e sentir se o gosto � bom.
Sou Sardenho, conhe�o o campo como voc�s.
Sr. Tenente, como vai acabar esta guerra?
Estamos a fazer de tordos para conquistar estas 4 pedras.
Isto tamb�m � uma parte da It�lia,
Vejam l� se isto n�o � um bom peda�o da It�lia.
- Lindo! - Vejam-me isto!
- V�, vamos mostrar ao General... - V� l�, passa-ma!
Isto � melhor que conhaque!
Mostra-me tamb�m!
J� chega! Sil�ncio!
Se n�o, acordam o vizinho, j� o sabem.
Sr. Tenente, diante de n�s temos o melhor atirador austr�aco de toda a frente.
Fa�o-lhe ver como trabalha.
For�a, passe-me essa madeira.
Cuidado que v�rios j� perderem a pele, baixem-se.
Viram? Nunca falha!
Mais dif�cil, agora com um cigarro.
J� basta desta parvo�ce.
A vigia 14, desde hoje est� fechada.
Aqui est�o as famosas armaduras Fassinas...
Particularmente famosas...
porque permitem em pleno dia, ac��es de uma aud�cia extrema.
O inimigo pode ter, fuzis, metralhadoras, canh�es...
com as armaduras Fassinas, d� igual.
- Abram! - Sentido!
Os soldados romanos venceram gra�as �s armaduras.
Ainda atacamos �s 9:00? Faltam poucos segundos.
Certamente.
- D� a ordem. - Senhores oficiais, tomem posi��es.
Preparem-se para o ataque.
Sab�ia! Sab�ia!
Gl�ria!
Avan�ar!
Gl�ria!
Basta soldados italianos, basta!
Basta soldados italianos,
n�o se suicidem assim, voltem para tr�s!
Basta, basta.
Basta! Basta!!
Parem! Com esta guerra de mortos de fome!
Contra os mortos de fome!
Avancem, avancem soldados,
da minha gloriosa Divis�o!
Avancem, avancem!
O inimigo est� ali, nas nossas costas...
Soldados revoltem-se! A escoria moral, ali, ali!
Ajudem-me.
Voc� abandonou o posto de combate.
O combate j� tinha terminado era in�til continuar.
Tamb�m era in�til trazer um cad�ver.
Ainda n�o estava morto.
Quero saber o nome do respons�vel!
A quem pertence este sector?
Responda-me?
- Quem � o respons�vel deste sector? - N�o sei Sr. General.
- Quero saber o seu nome. - Sou eu o respons�vel.
Bem, outra vez voc�.
V� buscar o batalh�o! Siga-me!
Os seus abrigos n�o servem para nada.
� a natureza da terreno que...
Eu estou-me nas tintas... para o terreno.
Este sector est� mais para guardar grilos,
do que para observar,
a linha do inimigo, estudar o ataque...
Como se justifica isto?
Pedi que justificasse!
Responda!
Ali � frente est� o melhor lugar do sector,
em cima, no n�mero 14,
v�-se a linha inimiga perfeitamente.
N�o acredito... mas vamos a v�-lo os dois!
Neste ponto s� pode ver um de cada vez.
Magn�fico, absolutamente magn�fico.
Muito bem Tenente.
Isto �-me muito �til para o ataque.
Vamos ver mais.
A posi��o � esquerda... h� uma linha em branco.
V�-a?
� claro que a vejo.
Acredito que � o ponto mais fraco do inimigo.
Sim, � prov�vel.
Merda!
Ei! d�-me uma m�o para para o desatascar da lama...
Por favor, atascou na lama.
Vamos, for�a rapazes!
V� l�, ent�o, tu...
N�o demora nada, pe�o-vos.
Senhor Tenente.
Sr. Tenente veja o quarto? � o Tenente Ottolenghi.
Pronto Sr. Tenente.
Sr. Tenente quando sair de licen�a n�o volto mais.
N�o acredito que saias de licen�a, denuncio-te pelo que me disseste.
Entra.
- Voc� nunca me denunciar�. - Mexe-te, vamos, vamos.
Vamos l�! Mexam-se, mexam-se!
H� sinais evidentes,
borda do orif�cio queimado,
marca por combust�o de explosivo.
N�o h� nenhuma d�vida que o tiro foi a curta dist�ncia.
A ferida foi por ti sozinho.
N�o Sr. Coronel feri-me na confus�o durante o assalto.
Nessa confus�o n�o usam armas de fogo, usam-se a baioneta ou punhal.
Mas o disparo saiu de um oficial austr�aco que estava nas minhas costas.
Se estava nas costas, a palma da m�o devia estar no corpo do oficial.
Escreva: ferida volunt�ria passe-o para o tribunal militar.
Pr�ximo.
De Giovanni, Francesco.
- Presente. - Vai.
Ent�o quer-me dizer o que aconteceu?
Estava de sentinela Sr. Coronel...
Quando limpava o fuzil,
como o Sr. Tenente havia ordenado, dispararam.
Imposs�vel ferida volunt�ria. Tribunal Militar. Que venha o pr�ximo.
- Sr. Coronel. - V�, v�.
N�o se pode acreditar que um oficial italiano tenha dado uma ordem,
pondo uma sentinela que n�o pode fazer uso imediato da sua arma.
Ent�o?
Est�vamos nas trincheiras antes do assalto Sr. Coronel,
nesse momento disparou o fuzil do soldado que estava ao meu lado.
- Do lado, onde? - No flanco.
Na direita ou na esquerda?
Na direita.
E como disparou?
N�o sei, estaria b�bado.
Antes do assalto deram-nos um cantil cheio de conhaque Sr. Coronel.
Como se chama esse soldado? Conhece-o?
Sp�sito, Luigi Sr. Coronel.
Mas n�o pode testemunhar porque foi morto no assalto, n�o �?
Assim � Sr. Coronel.
O nome dos outros soldados presentes no momento n�o se lembra, n�o �?
Assim � Sr. Coronel. Isso mesmo.
Ent�o vai directo para o Tribunal Militar. O pr�ximo.
- Anunziato, Salvatore. - Presente.
Aqui n�o h� sinais da queimadura na ferida, todavia...
Explico eu como fez: p�s um peda�o de p�o
na palma da m�o antes de dar o tiro,
e a parte queimada ainda est� no p�o.
� o velho truque dos cobardes, e assim tentam salvar a honra.
Ir� a Tribunal Militar. Que venha o pr�ximo.
Venha!
- Camarata 18? - No fundo � esquerda Sr. Tenente.
Desculpe-me, diga-me onde est� o Capit�o Abbati?
Est� mesmo aqui, venha.
N�o quero acord�-lo. Mas n�o posso esperar. Sofre muito?
Sim, sofre muito. N�o dorme nada � noite.
- Queria deixar-lhe... - Espere, olhe, est� a acordar.
Conhaque franc�s.
Aprendeu a beber...
Nada...
Hoje venceremos, porque assim est� escrito no livro do destino.
Esta manh� quando vi entrar na nossa cidade os nossos soldados,
uma festa acompanhada pelos acordes de uma banda,
carregado de vida e de juventude, compreendi e toda a popula��o
entendeu comigo que a guerra tem os seus belos atractivos.
Belos e sublimes atractivos, infelizes aqueles que n�o o sentem...
Porque senhores � belo morrer pela p�tria.
Na guerra gloriosa que o povo italiano combate,
sob o comando genial e her�ico de sua Majestade o Rei...
- Viva o Rei! - Viva o Rei!
Viva a nossa gloriosa estirpe guerreira!
Viva o rei!
Alerta! Alerta!
Alerta! Alerta!
- Que �, que se passa? - Um desertor.
- Quem �? -Malnatti.
Traidor, canalha.
Volte j�!
Volte imediatamente!
Volte!
Sr. Tenente disse sempre que um dia esse sacana se escapava.
- Eu sabia. - Est� a levantar-se!
Filho da m�e!
Camaradas!
Sr. Tenente, o Marrasi enganou-o.
Camaradas!
� uma desonra para o meu batalh�o. Tenente Corleon!
- Ordene! - Atirem no desertor.
Disparem naquele desertor!
Disparem naquele desertor!
Disparem!
Camaradas!
Camaradas!
Camaradas! Camaradas!
Amanh� ser� o ataque.
N�o ser� o ataque, n�o,
n�o nos deram chocolate nem conhaque.
Chegar� demasiado tarde quando j� estivermos mortos.
Pouco a pouco batemos todos as botas sem chocolate e sem conhaque.
Assim poupam connosco e ficam a ganhar.
Eu vomitaria esta merda toda que temos comido.
E por que n�o?
Para eles somos sempre uns filhos da puta.
- Lembra-te disso. - Eu n�o ataco sem conhaque.
Obrigam-te, um par de carabineiros d�-te um pontap� no c� e obrigam-te.
Eu vi esta manh� que trouxeram barris de conhaque.
N�o h� de que ter medo, n�o?
Eu pensei ao entrar, que a minha vida nada valia.
De qualquer maneira morreremos todos, at� os oficiais.
Mas eles se morrem, morrem confortavelmente.
Tens raz�o, bife de manh�, bife no ch� e bife � noite.
Com o pagamento de um m�s deles, a minha fam�lia viveria um ano.
Eu n�o os vejo h� muito tempo.
- Cancelaram as licen�as. - Queria estar em minha casa.
�. A casa, a casa, eu digo a verdade, estava mal a cavar a terra,
e estou mal aqui, n�o muda nada.
Mas n�o se morria, vida de merda.
Est�-se aqui pronto para morrer, se ao menos servisse para algo,
para terminar esta guerra. Em vez disso morre-se por nada.
Eu n�o quero sacrificar a minha vida por eles.
Alerta.
Ningu�m deve dormir.
O vosso General n�o dorme.
Um soldado que dorme � um soldado morto.
Ningu�m pode dormir.
Alerta!
Viram os sapatos que deram aos soldados no outro dia?
Feitos de cart�o.
Os especuladores fazem dinheiro � nossa custa,
e o governo protege-os. � por esta It�lia que combatemos.
- Pessoal, o General Leone est� morto! - Morto, quem disse isso?
Foram os soldados que disseram.
Um momento!
- Senhores, proponho que brindemos. - Sim brindemos!
Antes um povo forte celebrava a morte do seu l�der com um banquete.
N�s n�o podendo fazer o mesmo,
brindemos com este vinho. � mem�ria do General Leone.
Senhores, levantem os copos comigo.
- Sa�de! - Viva!
Outro copo!
Oficiais, sentido!
Posso saber qual a raz�o desta comemora��o?
Ent�o?
A medalha de ouro concedida � bandeira do regimento.
Permitem-me brindar convosco?
Mas brindemos antes � artilharia italiana,
que permitir� � minha gloriosa divis�o, atacar em toda a frente.
Sa�de.
R�pido! Ajustem o tiro! Est�o a massacrar-nos.
Comando da artilharia! R�pido! Ajustem a direc��o do tiro!
- Ningu�m se pode mexer antes do ataque. - Sim senhor.
Voltem para os abrigos!
V�o, para dentro!
For�a, for�a, rapazes,
ningu�m se deve mexer, antes do ataque! Dentro! Dentro!
For�a, l� para dentro!
Mexam-se!
Dentro, for�a, entrem para o fundo da caverna, r�pido!
Vamos l�, for�a! Para dentro, r�pido!
Ajude-nos a levar os feridos para dentro.
R�pido, v�o para dentro!
N�o saiam dos abrigos!
L� dentro est�o seguros!
N�o tenham medo, � rocha, n�o desaba!
- Est�o seguros, n�o tenham medo! - Saiam!
Voltem para os abrigos!
Saiam, saiam!
Quero ir-me embora! Fujam!
Para dentro, dentro!
Todos nos abrigos!
Obede�am �s ordens, para os abrigos!
Que ningu�m se atreva a fugir em frente do inimigo!
Voltem para os abrigos! N�o fa�am nada est�pido, obede�am!
- Para dentro! - Obede�am!
Voltem para dentro!
Estamos frente ao inimigo! Para os abrigos!
Fa�am-nos voltar!
Tenente fa�a-os ir para dentro!
Para dentro dos abrigos!
Voltem!
Voltem aqui!
Formados, todos formados!
Formados! Obede�am! Vamos l�!
Formados!
S�os os amotinados!
A vossa ordem era de n�o se moverem,
das posi��es antes do ataque.
- Seleccione um homem em cada dez! - Mas senhor...
1-2-3-4-5-6-7-8-9, tu sai...
Aplico o decreto do Comando Supremo
sobre a pena capital com procedimento excepcional!
- Isto n�o se trata de motim, Major! - Isso decido eu!
S�o amotinados, desobedeceram a uma ordem!
N�o pode executar um soldado, sem autoriza��o do Comando do Regimento.
Cale-se, cale-se ou fa�o-o c�mplice do motim,
e culpado do mesmo acto.
Aqui na frente sou eu o respons�vel do Comando Supremo.
Neste momento em frente ao inimigo sou o �rbitro,
da vida e da morte dos soldados sob o meu comando,
se eles quebram a disciplina de guerra!
Tenente Sassu, assuma o comando do pelot�o de fuzilamento.
Eu sou comandante de Companhia. N�o posso comandar um pelot�o..
Comande, tenente Sassu, obede�a � ordem que lhe dei!
N�o, senhor.
- Assume tu o comando. - Sim, senhor.
Pelot�o formar!
Em nome de Sua Majestade o Rei, eu, Major Ruggero Malchiodi,
Comandante titular do 2� Batalh�o da 291� divis�o de Infantaria,
respaldado pelas disposi��es excepcionais dadas pelo General Cadorna,
ordeno o fuzilamento dos soldados,
culpados de amotina��o com armas em frente ao inimigo.
Proceda!
Pelot�o, sentido!
Procedam!
Carregar!
Apontar!
Fogo!
Fogo no ar!
Raios, vou matar eu mesmo estes rebeldes!
Major! Est� louco!
1� Companhia, atacar!
2� Companhia, atacar!
3� Companhia, ao ataque!
Ao ataque!
Avan�ar!
Tenente Sassu.
Deixem-no passar.
J� nos vimos antes, se n�o me engano, Tenente.
Sim, senhor.
Pode considerar-se afortunado.
Ainda n�o est� morto.
N�o, senhor General.
- E nunca foi ferido! - N�o, senhor.
Estranho.
� um oficial da minha divis�o e nunca foi ferido!
N�o! Senhor, s� feridas ligeiras.
Mas n�o... Falo de feridas s�rias.
Feridas graves.
N�o, senhor.
Como explica esse facto!
A raz�o precisa escapa-me, senhor General.
Fez parte de todos os ataques da minha divis�o?
Sim, todos.
� verdadeiramente estranho.
N�o est� a ser t�mido, por acaso?
N�o creio senhor General.
N�o cr�, ou n�o est� seguro?
Na guerra n�o se est� seguro de nada.
Gosta da guerra?
Era a favor da guerra, senhor General.
Na Universidade fazia parte do grupo dos Intervencionistas.
Isso, Tenente, faz parte do passado. Eu estou a falar-lhe do presente.
Eu cumpro o meu dever.
N�o lhe perguntei Tenente se cumpre o seu dever!
Na guerra todos o cumprimos, ou arriscamo-nos ao fuzilamento.
Perguntei se gosta ou n�o da guerra!
Quando se v� a guerra in loco n�o se quer falar disso.
Diga a verdade. � a favor da paz?
- Eu senhor General, creio que.. - Ponha-se em sentido!
Que tipo de paz deseja!
Uma paz verdadeira.
Infelizmente Tenente, tudo isto confirmou a ideia que tinha de si.
N�o se pode gostar da paz e fazer bem a guerra.
Com o seu comportamento causou a morte do Major Malchiodi.
Porque � culpa sua, se aqueles homens se recusaram a obedecer.
Sim, Senhor, reconhe�o-o.
E sabe porqu�?
Porque conhecendo os soldados as suas ideias subversivas,
comportaram-se de forma subversiva.
Um caso como este n�o pode passar impune.
A Dizima��o n�o deve ser feita numa batalha, eu respondo por eles.
Sabe o que o espera?
Sim, senhor.
Pelot�o, sentido!
Um passo � frente! V�o!
1� linha de joelhos.
2� linha um passo � frente! V�o!
Carregar!
Apontar!
Fogo!
Alto!
Pelot�o. Direita volver!
Frente Marche!
:: Tradu��o, sincronia, temporiza��es ferneiva ::
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