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Voc�s rapazes
desonraram nossa na��o.
e tra�ram seu juramento de proteger o povo deste pa�s.
O que voc�s tem a dizer sobre isso?
INSPIRADO POR EVENTOS VERDADEIROS
NO VER�O DE 1917, M�FIAS BRANCAS ATINGIRAM COMUNIDADES AFRO AMERICANAS
EM ST. LOUIS, ILLINOIS E CHESTER, PENSILV�NIA
COM HORR�VEIS ATOS DE VIOL�NCIA RACIAL.
NA ESTEIRA DESTE TENSO CLIMA RACIAL, A UNIDADE NEGRA
24� DIVIS�O DE INFANTARIA CHEGA A HOUSTON, TEXAS
PARA GUARDAR A CONSTRU��O DE CAMP LOGAN, A 5 KM FORA DA CIDADE.
A MISS�O DO CAMPO ERA TREINAR SOLDADOS
PRO SERVI�O NO EXTERIOR NA 1� GUERRA MUNDIAL.
SOMENTE AS UNIDADES BRANCAS ERAM SELECIONADAS PARA IR � FRAN�A.
OS SOLDADOS DA 24� ESPERAM MUDAR ISSO.
Homens da 24� Infantaria,
este � o Texas.
E temos uma grande oportunidade aqui.
Enquanto supervisionamos a constru��o de Camp Logan,
tamb�m estaremos construindo nosso legado,
um legado, se comprovado digno,
isso nos levar� at� as costas da Fran�a.
Vamos l�! Vamos l�!
Primeiro Sargento Hayes,
assuma o comando.
Senhor.
Lar doce lar, rapazes.
Ordem, armas!
Dispensar!
Voc� vai sentir o gosto, garoto.
Conversei com a faxineira,
o Coronel disse que vamos para a Fran�a.
- Oh, sim. - Sim.
Sim, vamos para a Fran�a.
Sim, enquanto estamos aqui cavando o buraco de merda.
Essa � a 24� honra.
Voamos para as Filipinas, mas n�o para a Fran�a.
Bem, esta � a guerra para tornar o mundo uma democracia mais segura.
E n�o fazemos parte dessa democracia.
Como voc� fala assim? Voc� fala melhor do que os brancos.
Ele � um negro falador chique. Voc� n�o sabia disso?
Sim, ele � um curinga.
E ele j� esteve na Fran�a.
Agora, espere, voc� j� foi para a Fran�a?
Sim, senhor. Est� certo.
� melhor voc� me contar sobre isso.
O que voc� quer saber?
Ent�o por que voc� entrou para o ex�rcito, garoto?
- Pelo mesmo motivo que voc�, amigo. - Oh, inferno, n�o.
Veja, eu entrei porque o juiz disse
Eu vou para o ex�rcito ou vou para a cadeia.
Eu n�o tive escolha.
Mas voc� � t�o inteligente.
O que diabos voc� est� fazendo aqui?
Ele � inteligente, Walker, conhece as palavras bonitas.
Voc� feche a boca, pickaninny,
antes de eu v� a� fech�-la.
Eu n�o sou melhor que voc�.
Mas aqui, voc� pensa que �.
- Espere a�, Walker. - Eu quero servir ao meu pa�s
e elevar a imagem do homem de cor.
Voc� n�o pode me elevar em lugar nenhum, garoto.
Eu tenho este levantamento.
- Ei! Ei! - Largue isso, largue isso agora.
Droga, Walker, deixe-o em paz.
Estou apenas brincando com ele.
Se eu quisesse usar, j� teria cortado seu rosto, garoto.
Venha, ent�o.
Eu s� estou brincando com voc�, garoto.
Ficar amigo de voc� porque n�o te conhe�o.
Familiarizando-se.
Qual o seu nome?
- Boston. - Walker.
Mulato bastardo.
Aten��o!
Ei!
Saia desse buraco.
Limpem suas bundas.
Toque de recolher!
Desculpe, capit�o.
- O que aconteceu com seu olho? - Tive um acidente, capit�o.
- Volte para dentro, soldado. - Sim capit�o.
Voc� pode caminhar at� a Champs-Elysees
de m�os dadas com qualquer pessoa.
Todos s�o iguais l�.
Espere, espere, espere.
Voc� j� ficou com uma daquelas garotas brancas francesas?
Branco e colorido, ambos.
Vamos!
Boston, qualquer coisa.
Sabe, mas por que voc� n�o ficou l�?
N�o est� em casa.
Voc� fala aquele franc�s?
Eu sei que voc� sabe de algo.
O que � isso?
Significa: "N�o existe amor como o amor de um irm�o".
Eu gosto disso.
- Sim? - Sim.
- Tudo certo. - Eu estou aprendendo.
...uma mudan�a para os irm�os, certo?
- Diga isso de novo. - Fechado.
Sim, eu entendi.
Voc� acha que est� come�ando a conhec�-lo.
Parece que voc� precisava de uma bebida com aquele sandu�che, garoto.
Fique feliz por n�o ter cagado nele.
Tem algu�m a�?
Voc� quer ter sua cabe�a cortada.
Oh, senhor!
Voc� est� com medo?
Parece que voc� viu a Medusa.
De onde... de onde voc� vem?
- � uma hist�ria... - Ah, deixe-me contar.
Ok, v� em frente.
Essa � a hist�ria toda.
Agora, ou�a, agora voc� fala errado.
Diga a ele o que aconteceu.
Ou�a, ent�o, olhe.
- Eu tive uma garota, certo? - Ok.
Tudo estava indo bem, certo?
Eu estava dando a ela meu melhor movimento, certo.
E ent�o, de repente, ela simplesmente desce ao ch�o.
Ei, pensei que ela deixou cair alguma coisa.
De repente ela p�e toda a boca
- no Sr. Johnson. - Tudo bem agora.
Porra de piranha ou o que...
Dr�cula maldito.
Ei, ei, espere, espere... Ela mordeu voc�?
Sim, quero dizer, quase.
O que mais ela estava fazendo l�? Eu tive que empurr�-la.
Por que voc� est� rindo?
Eu sinto muito.
Voc� quer saber? Fodam-se voc�s dois.
N�o acho que ela estava tentando morder voc�.
O qu�? Ent�o o que diabos ela estava fazendo l�?
Bem, isso n�o vai acontecer agora, sabe, porque voc� a empurrou.
O qu�?
- Est� certo. - Ei, vamos pegar alguns...
Espere a�, eu n�o sabia que poderia fazer isso.
Muito tarde!
N�o, temos que voltar, eu tenho que aprender isso.
- Vamos l�, traga voc� mesmo. - N�o, espere agora.
Tr�s centavos.
Aqui.
Isso n�o � uma merda.
N�o h� mais assentos.
Tr�s centavos.
Segure esse carro.
Will, se n�o for o negro chique.
Sabe, s� agora estou saindo daquele buraco
que o sargento me colocou por sua causa.
Voc� n�o vai falar comigo, garoto?
Voc� � extravagante e surdo, hein?
Tr�s centavos.
Volte aqui.
Merda.
Walker?
Walker, o que diabos voc� est� fazendo?
O que parece que estou fazendo? Sentado no meu maldito assento.
� melhor voc� se levantar e vir aqui com o resto de n�s.
Volte aqui, rapaz ao seu lugar, sente no meu colo, vamos.
- Quer que me sente no seu colo? - Mova-se para tr�s do anteparo.
N�o tem lugar, cara.
Volte com os outros.
Olha, sou um soldado aqui em miss�o.
Estou voltando para o acampamento.
Paguei meu dinheiro.
Agora v� em frente e dirija esta m�quina.
Ah, Merda.
Oficial Cross.
- Precisa de ajuda aqui. - Walker...
- Pare de ser teimoso. Vamos. - Pare de se preocupar tanto.
- Este aqui mesmo, oficial. - Estamos tentando ajud�-lo.
Saiam todos.
Chegue onde voc� pertence.
Sou um soldado do Ex�rcito dos EUA.
Eu sento onde quero sentar.
Merda!
Senhor...
Nunca responda a um homem branco.
Ei! Pare!
Largue isso, fanfarr�o.
Voc� significa tanto para mim quanto um mosquito.
Ent�o saia antes que eu te golpeie.
Ok, vamos, vamos, Boston...
Vamos, vamos, vamos.
Venha aqui, garoto.
Voc� � um soldado, hein?
Voc� n�o � nada al�m de um resmung�o em uma roupa chique.
Jim Crow � a lei.
Respeite isso.
Desculpe pelo inc�modo, pessoal.
Soldado William Boston,
voc� tem um hist�rico impressionante.
Diz aqui em seu arquivo que voc� se formou recentemente na Sorbonne
- em Paris, Fran�a. - Sim senhor.
� uma boa escola.
Eu gostaria de te recomendar
para a Escola de Treinamento de Oficiais de Cor em Des Moines, Iowa.
Acho que com suas credenciais voc� se sair� muito bem.
- N�o senhor. - N�o?
Por que, soldado?
Bem, senhor,
Entrei para o ex�rcito para servir ao meu pa�s
e minha ra�a.
Sua �nica lealdade � para com seu pa�s, soldado.
Claro senhor.
No entanto, senhor, minha inten��o
� construtiva com os outros homens de cor, senhor.
Bem, isso � muito trabalho duro, soldado.
Os oficiais est�o dispensados desse tipo de trabalho manual.
� isso que motivou sua comiss�o, capit�o,
escapando do trabalho manual?
Admiro o servi�o acima da ambi��o.
Ent�o, vamos deixar por isso mesmo.
Voc� estava com o soldado Walker ontem � noite.
Sim, senhor.
Por que o soldado Walker violou o c�digo racial?
Porque ele � um soldado do Ex�rcito dos EUA, senhor.
Eles violaram seu direito como americano.
Soldado, ele � negro em Houston, Texas.
Ele n�o tem direitos.
As coisas s�o um pouco diferentes aqui no Sul,
Boston.
De agora em diante, espero que voc�s obede�am ao c�digo racial.
- Voc� entende? - Sim senhor.
Voc� est� dispensado.
Ei!
Afaste-se dessa �gua, garoto.
� nossa �gua.
Me desculpe.
N�o h� letreiro.
Beba a �gua de sua pr�pria esp�cie.
Mas onde est� a �gua da minha esp�cie?
Voc� est� me atrevendo, garoto?
- N�o coloque suas m�os em mim. - Fazer o que agora?
N�o coloque suas m�os em mim.
Limpe seu arado, garoto.
S� algu�m que voc� vai estar urinando hoje, garoto,
� voc� mesmo.
Tamb�m temos armas.
Da pr�xima vez n�o vai cuspir, vai ser sangue.
Voc� n�o vai limp�-lo porque voc� vai estar morto...
Negro.
Voc� tamb�m.
� vontade.
Vamos, rapazes.
Tudo bem, Boston.
- Boa noite, sargentos. - Boa noite, Boston.
- Est� se divertindo, soldado? - Sim, senhor, 1� sargento.
Algu�m fez uma grande coisa por n�s.
Sabe, eu estou no Ex�rcito h� muito tempo
e eu sei o suficiente para saber algo sobre voc� n�o faz sentido.
N�o sei o que quer dizer, Primeiro Sargento.
Esse ato que voc� est� encenando,
andando diferente, falando diferente.
N�o estou agindo, primeiro sargento.
- Desculpe. - Eu n�o te dispensei.
Dispensado.
Por que voc� � t�o duro com aquele garoto?
Voc� sabe quem ele me lembra?
- Quem? - Fagen.
Aquele negro filho da puta desertou
e se juntou ao ex�rcito filipino,
lutou contra seu pr�prio pa�s e contra n�s.
Sim.
Por que Boston lembra ele?
Eu n�o acho que Fagen acreditava que ele era um negro,
assim como ele.
Vamos tocar um tonk.
Voc� conhece algum Eubie Blake?
Muito agrad�vel.
Sabe, eu o vi tocar em Nova York em v�rias ocasi�es.
Voc� viu Eubie Blake?
Sim, senhora, e Scott Joplin tamb�m.
E quanto a Jimmy Earl?
Voc� conhece Jimmy Earl?
Eu ou�o grava��es do Talking Machine.
Voc� soa exatamente como ele.
Voc� vai tocar para n�s esta noite?
Venha, Marie.
Ent�o voc� n�o vai tocar para n�s esta noite?
N�o.
Eles me deixaram no �ltimo minuto.
Disse que queria que os homens tocassem para os homens.
N�o queria que eu me distra�sse.
- Ent�o por que voc� est� aqui? - Para distrair.
Ent�o, talvez eu possa te ajudar com isso?
O que voc� quer dizer?
- Concede-me esta dan�a? - Por que eu deveria?
Porque voc� tem contas a acertar.
Parece que voc� recuperou a noite.
Voc� pode estar certo.
O que aconteceu? Vamos continuar dan�ando.
Eu tenho que ir para casa.
Posso te acompanhar?
Voc� gosta de morar aqui
Muita gente est� indo embora, pensou em migra��o.
- Por que voc� fica? - Minha casa.
J� pensou em ir para Nova York?
Um artista como voc� poderia construir uma vida l�.
Cidade de Nova York.
Isso est� t�o longe do que eu sei,
Tenho que acreditar que est� a�.
como o c�u.
Voc� tem pessoas l�?
Quase, morto.
Minha m�e faleceu h� alguns anos.
Meu pai nesta primavera.
Ele � um pregador.
- � onde voc� aprendeu piano? - Sim.
Meu pai e eu, n�s brigamos.
O que aconteceu?
Este � o meu lugar.
Obrigado pela caminhada.
O prazer � meu,
Senhorita...
Marie. Downing.
William Boston.
Boa noite, William.
Boa noite, Marie.
Este � o chefe de pol�cia, Carter Hammond.
Agora, ele me garante
que voc� n�o ter� mais problemas com a pol�cia de Houston.
Como policial militar da cidade de Houston,
voc� deve garantir a ordem
dos homens da 24� Infantaria apenas.
N�s vamos entregar cassetetes,
Qualquer problema que voc� possa encontrar,
comunique imediatamente ao seu novo cabo,
Boston.
- Alguma pergunta? - N�o senhor.
Voc� pode ficar � vontade.
- Cabo. - Cabo.
Ei, sabe o que � melhor disso? Ele ter� o dever de reitor agora.
O que � isso?
Estaremos na cidade todos os dias.
Vou me dar uma m�ozinha.
Voc� rastreou aquela sua garota?
Sim, aquela garota tocadora de piano.
Ela ainda tem voc� perseguindo aquele p�ozinho de geleia?
Os sinos est�o tocando para mim e minha garota.
Sim.
Ei, bem, boa sorte com os biscoitos.
Cabo Half Falooda.
Voc� pode enganar todo mundo com o seu Houdini,
mas voc� n�o pode enganar o velho sargento.
Primeiro Sargento.
Encorajando os homens, senhor.
Ser um PM n�o � um passeio no parque, senhor. N�o senhor.
Est� correto.
Gostaria de falar em particular com o Cabo Boston.
Sim, senhor.
Cabo, senhor?
Voc� � o �nico homem que eu tenho
que entende os dois lados.
Voc� pode fazer a diferen�a aqui, William.
A pol�cia nos brutaliza, senhor.
Precisamos de mais do que bast�es noturnos.
Relato tudo o que acontece aqui ao Departamento de Guerra.
O que eu preciso de voc�
� manter os homens seguros e em ordem.
Fa�a isso,
e eu irei proteg�-lo pessoalmente de qualquer problema.
Tudo o que queremos, senhor,
deve ser tratado como soldado e como homem.
Esse � certamente um pedido justo.
Obrigado, senhor.
Chefe, capit�o.
Homem morto caminhando.
Eu quero saber qual � o seu problema.
Voc� v� isso aqui?
Consegui subir a colina San Juan
ao lado de Teddy Roosevelt.
Dei tudo o que t�nhamos.
Coragem,
sangue,
tudo.
No final, foram nossos corpos negros mortos no ch�o,
e meu olho...
Aquele filho da puta mentiroso
navegou para a Casa Branca,
levou o nosso cr�dito...
N�s n�o importamos, garoto.
Besteira.
N�s importamos.
Continuamos nos provando,
talvez as coisas mudem.
A �nica coisa pior do que um negro burro � cego.
- Eu n�o te dispensei ainda. - Sim, senhor, primeiro sargento.
Tudo que voc� viu aqui at� agora,
isso � brincadeira de crian�a.
O que voc� vai fazer
quando o fogo esquentar?
Voc� vai correr de volta para a sua Fran�a
e dizer a eles que voc� ajudou com a causa negra?
Negro.
Da pr�xima vez que voc� sentir coceira
e quiser falar comigo,
� melhor voc� olhar ao redor.
Voc� tem muitos problemas
estar me perguntando qual � o meu problema.
Dispensado.
Ator.
Recebi uma mensagem de meu irm�o Ben.
Aparentemente, nosso pai est� indo muito mal.
Seu irm�o disse mais alguma coisa?
Apenas mais do mesmo.
"Desperdi�ando sua carreira comandando tropas de cor,
arruinando o legado da fam�lia."
Voc� nunca vai conseguir o que merece
contanto que voc� trabalhe com negros.
Voc� vai se aposentar um coronel,
em vez de se aposentar um general, como seu irm�o.
Meu irm�o...
O general,
ele poderia alavancar sua posi��o no Departamento de Guerra
e pegar a 24� ali,
na luta, na guerra.
Ele nunca vai fazer isso.
Ent�o vou aposentar um coronel.
Oi.
William.
Eu n�o conseguia parar de pensar em voc�.
- Obrigado. - Posso entrar.
Isso n�o � uma boa id�ia.
Bem, voc� pode vir aqui?
William, tenho um convidado.
Cabo chique. O que voc� est� fazendo aqui, garoto?
- Ela � sua garota? - O que voc� acha?
H�? Boa noite.
Rapaz, voc� deveria ter visto seu rosto.
N�o posso acreditar que voc� comprou flores para aquela garota.
Voc� sabe o que ela fez?
Bateu a porta na sua cara,
Ent�o ela as jogou fora.
Do que voc� est� falando?
Boston Idiota.
N�o sabia que sua melhor garota era minha pequena prostituta.
Ah, Merda.
Levante-se. Vamos.
- Voc� est� pronto agora? - Vamos.
J� basta!
Saia do meu caminho. Ei. Ei!
Filhos da puta. Levantem suas bundas pretas!
Deixe-me dizer uma coisa agora.
Ei, vou resfriar voc�s dois d�lares. H�?
Voc� est� pronto para isso? Venha comigo.
Ah, Merda.
Por que est� demorando tanto, soldado?
Senhor, esse � outro homem.
Voc� quer ser o pr�ximo?
Amarre as malditas cordas.
Bem-vindo ao meu mundo, garoto.
Voc� n�o � t�o chique agora, hein, tio Tom?
Bem vindo ao meu mundo.
Franklin, voc� amarra bem e bem apertado.
Sim, voc� amarra as cordas.
Ou�a seu dono, garoto.
Por que voc� faz isso com voc� mesmo, Walker?
N�o olhe para mim.
N�o olhe para mim, soldado.
- Tire esses olhos de mim. - Sim senhor.
Eu nunca gostei de toranja...
Mas minha m�e me fez com�-las.
Agora voc� vai odi�-las tamb�m, garoto.
Jesus Cristo.
Cabo, eu o promovi para que voc� fosse
um exemplo para os outros homens.
- Voc� entende aquilo? - Sim senhor.
Ent�o voc� est� dispensado.
Ele estava lutando por uma prostituta, senhor.
Estou bem ciente disso, capit�o.
Boston n�o � diferente das outras.
Eles s�o todos inferiores,
e isso me perturba, Coronel,
quando voc� come�a a pensar que eles s�o mais do que o que s�o.
Estou curioso sobre uma coisa, Abner.
� a educa��o dele que faz voc� se sentir inferior?
- Estou dispensado, Coronel? - N�o, voc� n�o est�.
Essa merda de cavalo hoje,
Eu poderia mandar voc� para a corte marcial.
No m�nimo, destitu�do de sua posi��o.
- Estamos entendidos? - Sim senhor.
Saia da minha frente.
Walker n�o significa nada para ela.
- N�o, Joe. - N�o � muito comum.
Eu quero dizer, olhe pra voc�. A maneira como voc� se comporta,
as palavras que voc� est� emitindo,
menino, voc� � algo diferente.
- N�o me diga o que eu sei agora. - N�o, obrigado.
Boston! Boston!
Um homem est� com problemas. Venha agora.
Vamos.
Ele n�o iria conseguir ficar atr�s de mim, ent�o eu o estripei.
Filho da puta, voc� est� mentindo.
- Ele est� � sua frente. - Bem, seu menino est� morto agora.
Largue a faca.
Joe!
O apoio se foi, garoto.
Voc� n�o � t�o duro agora, �?
Estou acompanhando voc� at� a pol�cia.
Pela �ltima vez, deixe cair essa maldita faca.
Voc�s, rapazes, querem um soldado desta vez?
Ei! Ei!
- Ele tem uma navalha. - Walker, volte.
Quem quer ficar atr�s de mim agora?
Voc�s v�o deixar esse garoto me prender.
- Esse negro � maluco. - Me escute.
Voc� nos mata, voc� n�o � pago.
Voc� n�o ver� um centavo de n�quel enquanto
eles investigam o que aconteceu aqui?
O intendente vai fechar este lugar por meses.
Deixe-nos passar.
O Coronel Norton providenciar� para que
as janelas de pagamento reabram hoje.
Voc� gosta desse garoto o suficiente para n�o receber o pagamento.
Voc�s querem alimentar suas fam�lias? Para tr�s!
- Tommy Lee n�o vale a pena. - Ele n�o vale a pena.
Miller, pegue aquele homem.
N�s vamos ficar aqui?
O que diabos est� acontecendo aqui?
Chefe Hammond, conforme ordenado por voc�
e o tenente-coronel Charles Norton,
eu prendi este homem por amea�ar membros da 24� Infantaria
e assassinando um cidad�o local.
Isso � verdade?
Absolutamente certo.
Esta � a arma do crime. Walker...
Eu o coloco sob sua cust�dia, senhor.
O garoto � seu, agora.
- Prenda-o. - Tudo bem vamos l�.
Ele n�o. Tommy Lee.
O qu�?
Voc� prendendo um homem branco
por matar aquele maldito negro?
� uma ordem, Cross.
Aqueles soldados est�o cagando em cima de n�s.
Cala a boca ou te despedirei
t�o certo quanto estou aqui.
Vinte homens, senhor.
Superado por 20 contra quatro!
Cabo, vi um homem morrer, senhor.
Tive que olhar na cara dele, senhor.
Cabo!
Abaixe a voz quando estiver falando com o Coronel.
Precisamos de armas, senhor.
O chefe Hammond n�o vai permitir.
William,
as circunst�ncias aqui n�o passam despercebidas a nenhum de n�s.
Precisamos fazer dessa maneira?
A pol�cia quer matar voc�.
Caminhe comigo.
Se voc� tivesse uma arma hoje,
seria muito pior para voc�.
Voc� tem que acreditar nisso.
Ol� a todos. A� vem o homem do dia.
O que � isso, senhor?
Eu acredito que voc� � o primeiro negro
a prender um homem branco por assassinar outro negro.
Parab�ns.
Tr�s vivas para Boston...
Por que voc� se exp�s assim?
- Eu sou negro. - N�o, voc� n�o � negro.
- Voc� � um poderoso. - � por isso que voc� me odeia?
- Acha que � mais f�cil? - Voc� est� certo,
entendeu mais f�cil do que eu.
Olhe para voc�, garoto. Isso � dif�cil para mim.
Minha m�e e meu papai nasceram como escravos.
Eu n�o quero ouvir essa merda.
Na proclama��o, eles se tornaram professores no Freedman's Bureau.
Ele morreu em Atlanta em 1906.
Voc� est� certo.
Sim.
Seus amigos, sua comunidade...
Eles tomaram para si a responsabilidade
de me enviar para o exterior
para me educar e proteger.
� a melhor educa��o que uma pessoa pode receber.
Mas isso me separou de ser de cor na Am�rica.
Eu precisava estar unido com o legado
pelo qual meus pais viveram e morreram.
Voc� entende o que estou te dizendo?
Eu precisava estar unido com o sangue em minhas veias,
ent�o eu vim aqui
e � aqui que vou ficar, Walker.
Esta � minha casa agora.
Bem ao seu lado.
� melhor voc� n�o estar bagun�ando.
Porque tamb�m n�o tenho muita fam�lia.
Ent�o, eu sei o que voc� est� procurando.
Eu n�o toquei nela.
Eu estava mentindo.
Ela n�o � uma prostituta.
Ela � uma dama respeit�vel.
Terminei.
Volte ao seu livro sofisticado, garoto.
Posso ter uma palavra?
Voc� esta me seguindo?
Sim.
Eu n�o gosto de ser seguida.
Eu s� quero um momento do seu tempo.
Se isso � sobre Zeke, sou uma mulher adulta.
- Posso falar com quem eu quiser. - Ent�o me escolha.
Eu gostaria de comprar uma refei��o para voc�.
Por favor.
Sim, por favor.
Obrigado.
Voc� est� bem?
� aqui que os negros da sociedade comem.
Bem, n�o fazemos parte da sociedade de cor?
Talvez voc�, n�o eu.
Tudo que voc� precisa fazer para ser parte da sociedade de cor
� ser colorido.
Voc� realmente jogou minhas flores fora?
- Zeke te contou isso? - Sim.
Sim, ele fez.
Eu n�o joguei suas flores.
Eu as achei bonitas.
Tem alguma outra pergunta que queira fazer?
Na verdade, tenho sim.
Voc� gosta de costeletas de porco?
- Perfeito. Senhor. - Sim senhor.
Dois almo�os de costeleta de porco, por favor. Obrigado.
Por que voc� se juntou ao ex�rcito?
Por nossos direitos.
Direitos?
Sim. O direito � vida,
liberdade e a busca da felicidade
� assim que eles falam, certo?
Bem, n�s n�o temos nenhum desses direitos.
Tudo o que temos s�o erros.
Bem, se conseguirmos lutar pela Am�rica,
provamos que merecemos nossos direitos.
E se voc� morrer?
Bem...
Se voc� morrer lutando por justi�a,
voc� nunca realmente morre.
Minha m�e costumava dizer isso ao meu pai
e assim tamb�m, sabe?
"Voc� nunca morre de verdade..."
Voc� n�o est� com medo?
N�o mais.
William...
Eu n�o sou o que voc� pode pensar.
Eu acho voc� bonita.
Boston.
Venha garoto.
Por que voc� fugiu, Joe?
Recebi um telegrama de casa.
Foi... Era 4 de julho.
Ningu�m pode encontrar minha irm�
ou seu beb�.
Ent�o, � claro, logo depois disso fui
direto pra casa em East St. Louis...
Casa da minha m�e.
Estava cheia de buracos de bala, quero dizer, toda a vizinhan�a.
Parecia que o Almirante Dewey explodiu tudo!
Uma multid�o de brancos passou por l�
como um ciclone demon�aco, matando...
E queimando.
Aqui.
Pegue isso
O que � isso?
� mojo.
- � para prote��o. - Prote��o?
Eu pensei que voc� era isso.
Voc� n�o pode lutar contra eles e vencer.
Eles s�o muito fortes.
Quando eu vejo eles chegando, cara,
Eu congelo.
N�o consigo mover um m�sculo.
Eu poderia lutar na Fran�a,
Eu n�o tenho medo deles, mas dos brancos aqui...
Eles s�o monstros.
E eles me assustam at� a morte.
Eu vi em primeira m�o.
Depois que eles libertaram os cabe�a de rebarba,
eles enxamearam Fort Bend como um mar de gafanhotos.
Eles estragam tudo.
Escolas para negros, faculdades para negros...
Alto xerife, cobrador de impostos.
Os dois malditos negros.
O homem branco n�o aguentava nem uma merda
sem algum beb� de alcatr�o entrando
logo atr�s querendo cheir�-lo.
Meu pai...
ele est� sentado na mesa da cozinha,
ele perdeu o antebra�o.
Ele estava chorando.
Ele tinha isso nas m�os.
Eu n�o sabia
se ele iria usar em si mesmo...
ou eu.
"Se voc� n�o � melhor que um negro
"voc� praticamente morto."
O que vamos fazer, Jimmy?
Vamos levar nosso maldito pa�s de volta.
- Ben. - Perdoe a visita surpresa, Charles
� sempre um prazer, senhor.
O pai est� morto.
Ele faleceu h� dois dias.
Eu queria te contar pessoalmente.
- Ele sofreu? - N�o.
Eu gostaria de te fazer uma oferta.
Uma transfer�ncia para o Departamento de Guerra,
Supervisionar soldados de combate na Fran�a.
Esta � uma grande not�cia.
A 24� Infantaria � uma unidade de Primeira Ordem.
- Somos treinados, treinados... - A oferta � para voc�,
n�o seus homens.
Sua decis�o de ficar ao lado dessas tropas negras terminar� em decep��o.
Essa sempre foi a preocupa��o do meu pai.
Quando o pai falava comigo
sobre o comando de minhas tropas de cor,
ele sempre dizia a mesma coisa,
que isso n�o me levaria a lugar nenhum na minha carreira.
E agora...
voc� est� aqui para tomar o lugar dele.
Eu n�o posso escapar disso, posso?
Tudo o que queremos � o melhor para voc�.
Diga-me que os problemas com meus homens ser�o resolvidos.
Esses meninos n�o s�o nossos homens.
Eles s�o a equipe de limpeza.
Eles s�o homens!
Eles s�o meus homens!
E eles t�m honra.
Eles merecem melhor do que isso.
Sempre argumentei com meu pai que voc� era um bom soldado.
Que voc� recebeu uma m�o ruim.
Mas voc� fez o melhor que p�de.
Somos os �nicos que sobraram, Charles.
Conto com voc� para deixar nossa fam�lia orgulhosa.
Cavalheiros,
apresento seu novo Oficial Comandante.
Major Abner Lockhart.
Major Lockhart,
o batalh�o � seu.
- Primeiro, Sargento Hayes. - Senhor.
Dispense os homens.
Senhor.
Certo, companhia. Dispensados.
- Obrigado, Coronel. - Parab�ns.
Boston.
William, eu sei que voc� tem preocupa��es,
mas eu tive uma conversa muito dura com o Major Lockhart
sobre como tratar voc�s homens no futuro.
Eu acredito que ele servir� em meu lugar,
e eu acredito que ele vai te proteger.
Senhor.
O capit�o Lockhart n�o entende.
Eu tenho as cicatrizes para provar isso.
Como Washington respondeu aos seus relat�rios?
Reclama��es racialmente carregadas nunca s�o bem recebidas
- no Departamento de Guerra. - Ent�o o que fazemos, senhor?
Voc� sai.
V� para a escola de treinamento de oficiais
em Des Moines e fa�a a diferen�a.
Achei que tiv�ssemos um acordo.
N�s fizemos.
- � hora de voc� sair. - N�o senhor.
O neg�cio era que ser�amos tratados como soldados
e como homens, senhor.
William, fiz tudo o que posso fazer aqui.
Eu espero que voc� siga meu conselho.
Boa sorte, William.
Boston...
Ent�o, Lockhart est� no comando agora?
O que isso significa para n�s?
Eu n�o quero ir
Por que eu iria querer ir?
Tornar-se um oficial n�o vai acabar com
o inferno que estamos passando aqui.
Eu seria apenas mais um tio tom
que n�o poderia cort�-lo com seu pr�prio povo.
- Isso � o que eles dizem. - Quem?
Todo mundo. Da 24�...
Eu.
Todo mundo. N�o h� honra nisso.
As pessoas dizem coisas que n�o sabem.
N�o fa�a isso verdade.
Meu pai tinha uma igreja em frente � loja, bem em San Felipe
Toquei piano em todos os cultos.
Di�cono do papai,
Johnny Tibbs,
ele era um bom falador.
A igreja estava indo bem e papai...
Papai adorava Johnny.
Uma noite depois que o coro acabou,
Johnny e eu est�vamos sozinhos,
e ele me pediu para ser sua garota.
Eu disse n�o.
Isso n�o o impediu.
Ele...
Ele teve seu caminho comigo.
E papai me culpou.
Me chamou de jezebel.
Colocou-me na rua.
A cidade inteira pensou que eu era essa puta
que tentou tirar vantagem do bom di�cono.
Mas eu n�o vou deitar e morrer
porque as pessoas pensam que sou algo que n�o sou.
Minha honra foi roubada.
Voc� sai daqui antes que eles levem o seu tamb�m.
Voc� vem comigo.
Por favor.
Por favor.
Depende...
Posso levar meu piano?
Eu nunca separaria uma mulher de seu piano.
- Nunca? - N�o nunca.
Nunca.
Eu gostaria de frequentar a escola de
treinamento de oficiais, primeiro sargento.
Ouvi dizer que voc� recusou.
Mudei de ideia, primeiro sargento.
Surpresa, surpresa.
Meu Roosevelt era seu Norton.
Qual � a sensa��o de ser um idiota?
N�o sou idiota, primeiro sargento.
Agora voc� vai cortar e correr.
N�o estou fugindo, primeiro sargento.
Meu pai era como voc�.
O soldado queria ajudar o homem branco.
Disse-me: "Filho...
"este � o mundo de um homem branco.
"Voc� tem que jogar pelas regras do homem branco."
Sim, bem,
Eu vi o que ajudar o levou.
O mesmo lugar que me levou.
O mesmo lugar que voc� levou.
Niggaville.
Cada homem aqui tem um fus�vel aceso.
Mas voc� pensou que era melhor do que a maioria.
Achei que voc� pudesse ficar �ntimo daquele homem branco.
Norton, ele em pastagens mais verdes,
e voc� aqui.
Doente...
chorando para outro mano sobre ser um mano.
Bem, bem-vindo ao clube. Todos n�s estamos cansados disso.
Assistindo nossos meninos entrando naquela
porta ensanguentada, espancados pela lei
mas voc� n�o precisa mais se preocupar com isso.
Voc�, cabo?
Porque voc� est� correndo.
E voc�?
Voc� est� brincando de menino com seu "Sim, senhor.
"N�o senhor.
"Siga meu caminho, senhor."
Voc� nem vai olhar aquele homem branco nos olhos.
Sou eu quem est� correndo?
Pelo menos o que eu fiz fez a diferen�a,
Primeiro sargento.
Voc� est� certo.
Voc� � o primeiro homem de cor a prender um homem branco
por matar um homem de cor.
Voc� fez a diferen�a.
O juiz acabou de solt�-lo.
Sem taxas.
Norton me disse isso ao sair pela porta.
Vou pedir ao Major Lockhart para enviar
seus pap�is conforme voc� solicitou.
Sai da minha frente.
As nuvens est�o se formando.
Podemos nos dar um pouco de tempo.
Talvez aguente.
Sim? Voc� acha? Espero que sim.
Ou�a.
Eu tenho algo para te contar.
Estou indo embora.
Eles est�o me enviando para a Escola de Treinamento de Oficiais.
O qu�, voc� vai ser um oficial?
Boss vai ser capit�o.
O que voc� vai fazer quando for Tenente Chefe, hein?
Bem, Davids, estou indo para a Fran�a.
Todos voc�s parem de atirar aqui.
O que voc� me disse?
Voc� quase matou meu beb�.
Cuidado onde voc� est� atirando, senhor.
Sr. Cross, n�o quis dizer nada com isso.
- Sai do meu caminho, vadia. - N�o!
Ei, seu bebezinho mano.
Ei, voc� vai calar a boca?
- N�o toque nele. - Voc� vai calar a boca agora.
Eu n�o quis dizer nada com isso.
Tem mais alguma coisa para me dizer?
Voc� tem algo a me dizer agora, hein?
Voc� precisa implorar? Evans!
Evans! Venha pegar essa vadia desgra�ada.
N�o!
- Evans. - N�o!
- Prenda essa vadia. - N�o!
Melhor chamar primeiro. N�o quero problemas com Hammond.
Eu n�o dou a m�nima para Hammond. Eu disse!
- Prenda-a. - Isso n�o est� certo.
Vamos, saia daqui!
Meu beb�, por favor!
Algu�m ele...
Cala essa maldita boca!
Vamos. Levante essa merda.
Sim, este � o Evans.
Avise o chefe que temos uma negra que estamos trazendo.
Cross, seu filho da puta!
Me larga, mano.
- Me larga. - Engra�ado bater nas pessoas?
Droga.
Patr�o. Eles pegaram um de seus meninos.
Quem?
A pol�cia. Quase o espancou at� a morte.
Eles o sangraram como um porco preso.
De quem voc� est� falando, McGhee?
Um dos seus. Qual � o nome dele, Dawson...
N�o, Davids. � isso a�.
- Davids? - Sim senhor.
- Tem certeza? - Venha agora.
Espere.
O que est� acontecendo?
Um soldado est� em apuros. Eu vou me atrasar.
Por que voc� n�o entra comigo.
- N�o posso, Marie. - Por favor.
Eu j� volto, ok?
Eu prometo a voc�, j� volto.
Est� tudo bem. Est� tudo bem.
Eu prometo.
Cross.
Voc� deteve um dos meus soldados.
Eu preciso que ele fique sob minha cust�dia.
Eu acho que ele est� falando sobre aquele mano que n�s atacamos.
Ele estava vivo quando o deixamos?
Mijando e se cagando.
- Se isso for viver. - Sim talvez.
Ei. Ei. Ei. Ei.
- Eu sou cabo... - Eu sei quem voc� �.
Estou sendo mais legal do que preciso ser.
Boston! Boston � o meu nome.
Provost Guard. Designado para proteger os homens da 24� Infantaria
e eu estou exigindo que voc� leve meu soldado
para fora de qualquer buraco em que voc� o colocou!
Agora.
Tudo certo.
Estamos bem aqui.
� tudo de bom.
Eles mataram Boston.
O qu�?
E Davids tamb�m.
Uma turba inteira vindo para acabar conosco.
Quem disse isso?
O homem de cor veio da cidade.
Eles o mataram.
Eles o mataram!
Que diabos est� acontecendo aqui?
Senhor, dois dos meus homens foram
mortos hoje nos limites da cidade de Houston.
Acabamos de saber que a pol�cia local e os cidad�os brancos
de Houston declararam guerra contra n�s.
Na verdade, eles podem estar a caminho agora.
Primeiro Sargento, diga a esses homens para baixarem as armas.
Senhor...
Diga a eles para abaixarem as armas!
Eu estava l�
naquele dia de dezembro nas Filipinas,
quando nove meninos da 24�
arredondado 100 deles filhos da puta filipinos para fora das trincheiras.
Voc� me escutou? Cem!
N�o perdemos um �nico homem naquele dia.
Eu perdi dois esta noite. Maldito seja se perder outro, senhor.
Deixe-me reformular.
Diga aos meus homens para abaixarem essas malditas armas, agora!
N�o senhor.
N�o enquanto meus homens estiverem em perigo, senhor.
Voc� quer perder essas listras?
N�o senhor.
Que tal uma maldita corte marcial.
- N�o senhor. - Ent�o voc� faz o que eu mando!
Agora mesmo!
Guarde as armas.
Coloque-as de lado.
Agora, estou indo para Houston,
Eu vou chegar ao fundo disso.
Voc� bloqueia este arsenal e n�o d� outra maldita ordem.
Voc� me entende, primeiro sargento?
Voc� me entende?
Sim senhor.
D�-me sua chave do arsenal.
Jesus.
D�-me uma toalha para este homem.
Onde est� Davids?
Eles disseram que n�o sabiam.
Eles n�o podem encontr�-lo.
Ele pode estar morto. Inferno, quem sabe.
Olha, temos um problema.
Os homens acham que h� uma mil�cia a caminho.
S�o eles?
Eu preciso que voc� fa�a tudo ao seu alcance para acalmar essa empolga��o.
Voc� deixa claro que este incidente n�o significou nada.
Voc� entendeu?
Voc� quer que eu minta.
Sim, voc� mente, droga!
E n�o fale mais de Davids.
Precisamos manter a ordem.
Agora, como voc� pode ver, o Cabo Boston est� vivo.
Mas � temer�rio pensar em fazer justi�a com as pr�prias m�os.
Eu irei pessoalmente providenciar para que este homem Cross
seja expulso da for�a policial.
Toda a pol�cia � assim.
O que fazemos se eles nos bateram de novo?
Relate para mim.
Onde est� Davids?
Voc� sabe que a m�fia vem atr�s de n�s a seguir.
Uma multid�o de brancos, a cidade inteira est� falando sobre isso.
Ou�a, voc� tem que nos tirar daqui. Tem que nos tirar daqui agora!
Eu n�o tenho autoridade para fazer isso.
Ent�o quem tem autoridade?
Primeiro sargento, controle seus homens.
Estou farto! Estamos fartos!
N�o podemos ir a lugar nenhum, senhor!
Boston precisa de um m�dico, Davids se foi! O que estamos fazendo?
Sargento Hayes, voc� assume o controle dos homens.
Aonde vai, senhor?
Vou ligar para o chefe de pol�cia.
Eles est�o vindo!
- Todo o inferno est� perdido. - Comigo!
� uma multid�o de brancos!
- O que? - � uma multid�o de brancos!
Qual caminho eles foram?
Soldado, para onde eles foram?
Naquela dire��o.
Eu estou trabalhando nisso.
Fogo!
Fogo, droga!
Arme-se.
Tudo bem, homens. Coloque sua cabe�a no lugar.
Peguem suas baionetas.
Arme-se.
Pare!
Segure o pelot�o, mova-se!
Marcha em frente!
Ajoelhe-se � frente.
O que diabos voc�s est�o fazendo?
Objetivo do esquadr�o.
Tiro do esquadr�o.
Posi��o de primeira linha.
Certo!
Esta � a nossa Fran�a.
Agora olha, esses negros desistem, deixe-me cuidar disso. Voc� ouve?
Voc�s s�o civis. N�o se esque�a disso.
A lei governa esta cidade,
e ningu�m mais.
Fogo!
O que diabos voc� est� fazendo, chefe?
- � para o nosso bem, Cross. - Apenas me deixe sair daqui.
Eu posso consertar a cidade.
Voc� s� piora.
Chefe?
Chefe?
Chefe!
Seus manos perderam a cabe�a.
Formul�rio de ordem de combate.
Abaixem suas malditas armas, vamos deixar voc� viver. Voc� ouve?
Boston. Rapaz, eu te mostrei um pouco de respeito.
- Voc� me mostra alguns agora. - Mirar.
Droga, � a lei!
Fogo!
Opa.
O menino ainda est� vivo.
Ei, cara... voc� precisa de ajuda?
Tudo bem, vamos, deixe-me ajud�-lo aqui.
Vamos. Levante sua bunda.
Vamos. Vamos. Levante-se.
Ei, voc� precisa de ajuda.
Aqui est�, garoto, peguei voc�.
Joe.
Ele precisava de ajuda.
Diga,
voc�s, meninos, em manobras noturnas?
Voc� cheira isso?
� sangue.
Sim, mas n�o h� ningu�m inocente aqui, soldado.
N�o eles, n�o n�s...
Ningu�m.
Olhe para a frente.
Espere. Espere!
- � a pol�cia? - Segure seu fogo!
Segure seu fogo!
Pare!
Pare!
O que est� acontecendo?
- Voc� tem alguma arma? - N�o.
N�o, minha esposa, ela acabou de ter um beb�, estou levando-os para casa.
Dirija direto.
N�o desacelere, n�o olhe para tr�s. Vamos.
- Obrigado. - Eles n�o s�o policiais.
Segure seu fogo.
Desobstruir. Abram caminho, pessoal.
Boston. Que porra � o seu problema?
Ei, Clinton.
Eles bateram muito forte na sua cabe�a, garoto?
Dev�amos ter matado eles. Eles podem nos identificar!
- Clinton, acalme-se. - Ei.
- Um autom�vel est� chegando. - Autom�vel!
- Sargento, o que estamos fazendo? - Segure seu fogo!
- O que estamos fazendo, Sargento? - Sargento, o que estamos fazendo?
Espere.
Espere!
Walker, d� uma olhada. Veja o que �.
N�o.
Voc�, Boston.
O qu�?
O qu�?
Ex�rcito.
Eles n�o s�o policiais, este � um capit�o.
Ah, Merda!
Boston.
Merda!
Ex�rcito.
- Guarda Nacional. - N�o, n�o diga isso.
Merda!
Por que diabos estamos atirando em soldados?
Droga! O que...
O que dever�amos fazer?
Um de voc�s, manos, tire a gente daqui!
Sargento...
Acabou agora.
O que vamos fazer?
Bem, voc� sabe a resposta para isso.
Fazemos soldado juntos h� muito tempo,
voc� e eu.
Sim.
Podemos voltar para o acampamento. Eles podem n�o estar mortos.
N�o vou mais voltar para o acampamento.
N�o h� mais honra neste mundo para mim.
N�o.
N�o, eu n�o vou fazer isso.
Parece que � seu dia de sorte, Boston.
Por todo o inferno que fiz voc� passar.
Deixe-me ficar com isso.
Guarde essa arma agora mesmo, Boston.
Adeus, soldado.
Sargento, voc� n�o tem que fazer isso.
Adeus.
N�o vou atirar em voc�, primeiro sargento.
Eu n�o pensei que voc� faria.
Voc� n�o tem que fazer isso.
Ent�o deix�-los fazer isso por mim?
N�o.
O ex�rcito foi minha vida inteira.
Isso acabou agora.
Cruzamos essa linha.
Voc�s...
n�o s�o atores.
Eu era o �nico usando a m�scara.
Isso acabou agora.
N�o se mexam, meninos.
Fique ali mesmo.
Entregue suas armas.
Fa�a isso agora.
N�o! Ah, n�o!
N�o!
N�o!
Me solta! Me solta!
Ei! N�o! N�o toque nela!
N�o toque nela!
Voc� fica comigo!
Ela � forte. Ela vai ficar bem.
Sente-se.
Achei que voc� estivesse na Fran�a agora.
Parece que outra guerra teve preced�ncia.
Um lugar bastante ir�nico para uma corte marcial, n�o acha?
E eles s�o um jovem casal.
Eu fui casado aqui.
Voc� fez isso?
Este � um lugar perfeito para um casamento.
William, o que estou prestes a dizer a voc�
viola meu c�digo moral
at� o fundo da minha alma, mas eu tenho que dizer.
Se algu�m n�o testemunhar...
pela acusa��o
eles v�o executar at� o �ltimo homem.
Voc� quer que eu nomeie os homens?
Algu�m precisa.
OK.
Cabo William Boston. Eu estava l�.
A arma com a qual encontraram voc� n�o havia sido descarregada.
Eu estava l�.
Eles precisam de algu�m
que era contra o motim.
Algu�m em quem eles podem confiar
e respeitar.
Confian�a e respeito?
Ah, bom?
� quem voc� �.
Voc� � um bom homem.
Se n�o for voc�, eles encontrar�o outra pessoa.
- Que assim seja. - Voc� prefere morrer?
Sim! Com honra.
N�o h� honra
em matar pessoas inocentes.
Inocentes?
Eu nunca deveria ter feito a transfer�ncia.
Eu nunca deveria ter deixado voc�s para tr�s.
Nenhum de n�s est� absolvido.
William...
me ajude a salvar sua vida.
N�o!
As a��es que tomei com os homens
vem do mesmo eu, que voc� considera digno de ser salvo.
Se eu valho a pena,
ent�o, assim � todo homem neste regimento
que marchou em Houston.
Eu sou eles e eles s�o eu.
Voc� pode fazer a diferen�a.
Voc� pode ir para o treinamento de oficiais, se tornar um oficial.
Voc� pode afetar as carreiras
de milhares de soldados de cor.
Eu sou eles...
- e eles s�o... - Droga!
William?
Voc� tem uma garota?
Qual � o nome dela?
Marie.
Voc� ama ela?
Com todo meu cora��o.
Ela deve estar muito perturbada.
Eu imagino que sim.
Eu n�o disparei minha arma...
mas eu queria mat�-los...
tanto quanto os outros.
Cada vez que eles cospem...
eles mijaram...
eles nos derrotariam,
Eu poderia, eu poderia sentir isso.
Eu podia sentir isso.
�dio...
Mas quando eu apontei a arma...
Oh, Deus, me ajude.
Oh, me ajude.
Eu vi um homem...
Eu vi um homem...
E voc� sabe como �?
Ele n�o viu um atr�s.
N�o vou ficar sem ser ouvido para sempre.
Voc� continua empurrando as pessoas para baixo,
mais cedo ou mais tarde eles se levantam...
e eles n�o ver�o um homem...
eles ver�o assassinato.
Se a morte � o pre�o de uma noite de justi�a...
Estou pronto para pagar.
Minha resposta � n�o.
N�o.
N�o.
Voc� deve ir embora.
Eu te disse quando te conheci...
que eu admirava o servi�o.
Sacrif�cio sobre ambi��o.
Eu sempre vou.
Eu sei.
Adeus, William.
Adeus...
Charles.
Chamamos o soldado Cleator Lucky para o depoimento.
Maldito Judas.
Ele � uma crian�a.
O soldado Lucky recebeu imunidade por seu testemunho.
Bom para ele.
Havia uma cren�a entre os homens
que o soldado David foi morto pela pol�cia local?
Sim senhor.
Ele estava morto?
N�o senhor.
Eles apenas o haviam espancado terrivelmente.
Mostre-o para n�s.
Soldado, por favor, fique em p�.
Soldado Lucky,
voc� pode identificar algum dos l�deres do motim?
O soldado Walker est� l�.
Ele e o soldado Franklin,
Miller...
Wilson e Taylor est�o l�.
Eles atacaram o armamento e pegaram as armas.
Entregou para fora
E Big Joe, ele gritou...
Eles est�o vindo!
Houve uma multid�o?
N�o senhor.
A verdade � que n�o havia nada l� fora, a n�o ser uma vaca velha.
A falsa turba, era esse o sinal para um motim?
Sim, senhor, creio que sim.
Voc�s, homens, por favor, fiquem em p�.
Walker disse ao soldado Jackson, Anderson,
Lamon White, Anthony Harris,
Ennis Clark, todos eles queriam ir para a cidade.
Sargento Clinton e Sargento Hayes, eles lideraram a marcha.
Voc� vai ficar de p�.
Soldado,
quem foi a outra figura chave no motim?
Vamos, soldado.
Quem foi?
Cabo William Boston.
Qual foi o seu papel?
Bem, senhor...
Todos n�s admiramos Boston.
E quando ele voltou todo espancado e pegou um rifle...
Foi isso.
Foi quando decidi ir.
Eu sei que era o mesmo para todos os homens l�.
Boston � o sujeito mais educado que j� vi, de cor ou branco.
E para ele ter tudo isso e ser atacado assim...
nada parecia importar mais.
Sentimos que n�o �ramos todos homens...
se n�o marcharmos tamb�m.
Sim, senhor.
Boston � o �nico.
Ele � a verdadeira raz�o de todos n�s termos feito isso.
Cabo William Boston.
Levante-se e fique com o homem.
Voc�s rapazes
desonraram nossa na��o...
e tra�ram seu juramento de proteger o povo deste pa�s.
O que voc� tem a dizer sobre isso?
Eu sou um homem.
Eu sou um homem.
Eu sou um homem.
- Eu sou um homem. - Eu sou um homem.
Eu sou um homem.
Leve-os embora.
Eu sou um homem.
Eu sou um homem!
Eu sou um homem!
Temos um veredicto.
58 dos 63 r�us foram considerados culpados.
Daqueles considerados culpados...
41 foram sentenciados a trabalhos for�ados at� o fim de suas vidas.
� luz dos fatos de que o motim n�o tem apelo durante o tempo de guerra.
Os 13 homens restantes...
os homens identificados como os l�deres do motim...
foram pendurados esta manh�...
pouco depois das 5h30.
Que Deus tenha miseric�rdia de suas almas.
Aconteceu que eu tive que ficar e lutar.
Quando voc� ler isso, terei ido embora.
Mas eu queria que voc� soubesse por que fui para Houston.
Eu fiz isso pelos seus futuros filhos...
para o seu futuro marido...
Eu fiz isso por voc�,
ent�o voc� e eles n�o sofrer�o
como sofremos simplesmente por sermos negros.
Junto est� o anel de compromisso que eu ia te dar.
Eu quero que voc� use isso como um meio de garantir seu futuro
e resgatar sua honra.
No meu cora��o...
Eu gostaria que n�o tivesse que terminar assim.
Verdadeiramente.
Sempre estarei ao seu lado, Marie.
Eu te amo.
William.
O MOTIM DE HOUSTON DE 1917 LEVOU AO MAIOR JULGAMENTO DE ASSASSINATO DA HIST�RIA AMERICANA.
ONZE CIVIS, CINCO POLICIAIS, E QUATRO SOLDADOS MORRERAM NAQUELA NOITE.
HOUVE DOIS JULGAMENTOS ADICIONAIS DE MEMBROS DA 24�. NO TOTAL, 19 SOLDADOS FORAM EXECUTADOS E 41 CONDENADOS � PRIS�O PERP�TUA.
Tradu��o Edler67 edlerlira@hotmail.com
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