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Atenção, por favor.
Última chamada para os passageiros
da Pan American voo 114 para Paris.
Toda vez que eu vôo para qualquer lugar, eu me pergunto quem vai se sentar ao meu lado.
Este voo de Nova York a Paris dura sete horas.
Pode parecer sete dias, a não ser que tenha sorte o bastante
para estar sentado ao lado de alguém absolutamente fascinante.
Hoje eu me sinto com sorte.
Esta viagem, eu sei, será absolutamente linda.
Aí está.
Leva mais tempo para chegar de Nova Jersey a Idlewild,
do que ir de Idlewild a Paris.
E tem mais, eu sei que vou ter náuseas todo o caminho.
Desculpe, senhora. Seu assento é o 23A.
Pelo amor de Deus!
Ninguém pode fazer nada direito nos dias de hoje?
Você está aqui, Srta. North.
Obrigada.
Atenção, por favor. Os passageiros...
Como vamos sentar juntos por sete horas,
talvez eu deva me apresentar.
Isso não é realmente necessário. Vi seu nome na lista de passageiros.
Você é famoso. Você é Simon Templar.
O SANTO
Legenda por Susanawho
S01E04 - O Carrasco Ambicioso
Então você não viu ou ouviu nada do seu irmão em 20 anos?
Não. Desde que éramos crianças.
- Onde nasceu? - Em Paris. Moramos lá até 1940.
- Quando os alemães invadiram. - Sim.
Meu pai estava determinado que Charles e eu partíssemos,
mas ele não podia vir conosco,
então ele nos mandou para um velho amigo.
- Nós éramos apenas crianças. - Agora encontrou seu irmão.
Bem, os Norths tentaram de tempos em tempos, mas sem sucesso.
Então, no mês passado eu pensei que tentaria apenas mais uma vez.
Eu coloquei um anúncio em todos os jornais de Paris.
- E Charles respondeu? - Sim. Não é maravilhoso?
E ele me escreveu e nós trocamos fotografias... eu vou te mostrar.
Ele assumiu que eu estava morta. Agora, daqui a cinco horas vou vê-lo.
- Ele vai encontrá-la em Orly? - Sim.
- Espero que esteja nervosa. - Um pouco. Ele parecerá um estranho.
Nós nem sequer temos o mesmo nome mais.
- Qual é o nome dele? - Brione ... Charles Brione.
Charles Brione, Rua Azoute, 32, Paris 14.
- Sem carta? - Não, Inspetor. Só o envelope.
- Postada em Nassau. - Sim. Há uma semana atrás.
O que sabe sobre ele?
Seu corpo foi encontrado no Sena há duas horas.
Uma faca havia destruído completamente o ventrículo esquerdo.
- Tem ficha, talvez? - Não, Inspetor.
Ele trabalhou como balconista em uma empresa de expedição na Rua de Rivoli.
- Pertences pessoais? - Carteira, chaves, carteira de identidade,
500 francos e este envelope.
Oh, e a fotografia de uma garota, com dedicatória: "com amor, Valerie".
Inspetor...
Esta linha ao redor do pescoço como um pedaço de corda preta...
- Por que? - Eu não sei.
Vamos dar uma olhada onde ele morava.
- É a Sra. Helene Duras? - Sim.
- Meu nome é Quercy. Polícia. - Polícia?!
Tem toda a minha simpatia, senhor.
Você tem um pensionista, chamado Sr. Charles Brione?
Por que a polícia sempre faz perguntas
quando já sabe a resposta?
Há 20 anos, sou porteira aqui
e nunca a polícia fez uma pergunta
que eles mesmos não pudessem responder.
- Silêncio, senhora. - "Você é a Sra. Duras?"
"Você tem um pensionista, chamado Charles Brione?"
A estupidez te segue como um cachorrinho. Maldito!
Fique quieta, velha!
Pretendo ver o quarto dele. Não quero discutir com você.
Se são os medidores de gás que deseja inspecionar, eles estão no porão.
Eu os tenho roubado por anos.
Se você intimidar uma velha mala como eu, eles farão de você o Inspetor-Chefe.
Inspetor-Chefe de velhas malas.
Voila, este é o quarto dele.
Obrigado, senhora. Pode nos deixar.
Então você pode roubar as coisas dele, né?
Ouça! Vá embora!
Vamos lá! Vamos lá!
Charles, querido, eu...
Oh! Quem é você?
Nós somos policiais.
Mas por que? Onde está Charles? Há algo errado?
Você é uma amiga do Sr. Charles Brione, senhorita?
Claval. Josie Claval. Claro que somos amigos, Charles e eu.
- Quando você o viu pela última vez? - A noite passada. Ele veio ao clube.
- Clube? Que clube? - "Le Bal Noir". Eu canto lá.
- Há quanto tempo o conhece? - Três meses. Desde que cheguei aqui.
Sabe se ele estava escrevendo para alguém nas Bahamas?
Sim... A irmã dele.
Irmã dele?
Esta seria ela?
Sim, é. Charles me mostrou a fotografia muitas vezes.
É estranho. Irmão e irmã, mas não têm o mesmo nome.
Ela foi adotada por ingleses.
Duas vezes em cinco minutos eu subi aquelas escadas para um par de policiais!
Este telegrama acabou de chegar para o Sr. Brione.
O exercício, senhora, não melhorou suas maneiras.
Bastardo!
"Confirmo chegada, Aeroporto Orly às 10:50hs. Com amor, Valerie. "
Senhor, por favor. Eu imploro. Há algo errado? Charles está com problemas?
Senhorita...
eu sugiro que se sente.
A senhora também.
Se essa cadeira puder te aguentar.
Assim...
O corpo de Charles Brione foi encontrado no Sena duas horas atrás. Ele foi assassinado.
Paris.
Esta Srta. North... ela estará neste voo?
- Você leu a carta para o irmão dela? - Sim.
- Algum sinal dele? - Ainda não.
- Chegamos uns minutos mais cedo. - Sim.
Eu vou deixá-la para ter sua reunião em particular.
Você foi muito gentil, Sr. Templar. Obrigada.
Foi um prazer.
Aliás, como estamos hospedados no mesmo hotel, gostaria de ligar para você.
- Talvez vocês vão jantar? - Eu gostaria disso.
- Ótimo. Até então? - Adeus.
Inspetor Quercy, que bom vê-lo!
Ah, Sr. Templar! que bom vê-lo...
desde que você venha para a França apenas como turista.
Agora, o que isso significa?
Há servos da República, de quem eu sou um,
cujo trabalho é se preocupar com o crime.
Nós não permitimos que pessoas privadas assumam os deveres da polícia.
Também não permitimos que ninguém administre sua própria interpretação da justiça.
Além disso, devo avisá-lo que aqui sob o código...
- Napoleão. - Napoleão,
nós não temos a vantagem que você tem na Inglaterra e na América.
- Lá você é inocente... - até que se prove o contrário.
Aqui sou culpado, até que se prove inocente.
Essa será minha atitude.
Inspetor, estou em Paris só pela comida, o vinho e...
- mulheres bonitas. - Ah, bom. Deixe ficar assim.
Não tenho absolutamente intenção de te dar qualquer problema... até agora.
Não é essa sua sombra perpétua, Sargento Luduc?
Com licença, tenho uma tarefa bastante desagradável.
Inspetor, envolve Valerie Norths?
Você a conhece?
Eu estive sentado ao lado dela no avião por sete horas.
Venha comigo.
Meu ombro é muito velho e duro para uma mulher chorar.
Ah! Eles estão virando na Avenida Coliseu.
Obviamente.
- Você supõe que ela o está usando? - Sim, como o irmão dela.
Senhorita, se lembrar em algum momento
qualquer coisa nas cartas do seu irmão que poderia nos ajudar,
você pode me achar neste número.
Senhorita, eu sei que estas coisas acontecem.
Uma maravilha se há bondade sobrando em qualquer parte do mundo.
Mas em sua sabedoria, o bom Deus, ele...
Bem, eu sinto muitíssimo.
E você, Sr. Templar, não se esqueça do que eu disse no aeroporto.
Palavra de escoteiro.
- Adeus, senhorita. - Adeus.
Não posso acreditar que isso aconteceu. Quem fez isso? Por que?
- Não tenho ideia. - É terrível não saber de nada.
Acha que Charles estava com problemas?
O Inspetor me disse que ele não tinha ficha policial.
Eu não sei o que fazer. Ficar aqui? Ir para casa?
Valerie. Venha aqui.
Olhe!
Eles chamam-na de a "Cidade das Luzes". Brilhante, estimulante, excitante...
e esperando.
Não por mim.
Gostaria de ajudá-la.
Mas você mal me conhece. Por que deveria se incomodar?
Valerie, nunca pretendo ter problemas.
Os problemas têm a propensão de topar comigo.
Vamos dizer que nunca consigo resistir a um desafio.
Você quer dizer que devemos tentar e descobrir por que Charles morreu?
- Exatamente. - Por onde começamos?
- Posso fazer uma sugestão? - É claro.
Este lugar tem um dos melhores bares de Paris.
Saúde!
Eu precisava disso.
Você vai se sentir ainda melhor depois de um almoço parisiense.
- Vou levá-la ao Maxim's. - Maravilhoso.
Terei que me trocar.
Não até terminar sua bebida.
Por favor? Com licença. Acredito que seja a Srta. North.
Sim, eu sou.
Meu nome é Georges Olivant. Sou um velho amigo de seu pai.
Conheceu meu pai?
Lutamos juntos na Resistência.
Quer se juntar a nós, Sr. Olivant? Sou Simon Templar.
Enchanté, monsieur. Só um momento.
Eu não quero me intrometer.
Eu li sobre sua viagem a Paris. Então, naturalmente, eu tentei te encontrar.
Sr. Olivant... conheceu Charles?
Infelizmente, não, senhorita.
Eu estava na Bélgica quando li sobre seu encontro com seu irmão.
Vim a Paris o mais rápido possível para encontrá-lo,
só para ler nos jornais sobre a sua morte.
Nós só podemos esperar que a polícia encontre seu assassino.
No entanto, eu me coloco à sua disposição.
Eu serei muito feliz.
Talvez você gostaria de jantar comigo amanhã à noite.
- Sim, eu gostaria. Obrigada. - Ótimo. Estarei aqui às 20:00hs.
Você vai tomar uma bebida, Sr. Olivant?
- Obrigado. Um Campari e soda. - Garçon!
Eu tenho muito para contar sobre seu pai
e o que ele fez pela Resistência.
Pensar que eu não a via desde que você era uma garotinha.
- Campari e soda. - Obrigado.
- É sua primeira viagem a Paris? - Sim.
Eu não vi a cidade. Apenas meu quarto de hotel.
- Valerie? - Não, obrigada.
Sr. Olivant, disse que sua casa é em Bruxelas?
Oh, não, não, não.
Eu vou a negócios, duas, três vezes por mês.
Eu estou indo para Bruxelas na próxima sexta-feira.
Estarei no Royale. Conhece?
- É um hotel excelente, senhor. - Conhece bem?
Mas claro! Eu fiquei lá na semana passada.
Nós deveríamos ir, Valerie.
- Mas, Simon, ainda não terminei minha bebida. - Vamos.
Você me passaria minha cigarreira, por favor?
Sr. Templar, não entendo. Há alguma coisa errada?
Muito. E a Srta. North não jantará com o senhor amanhã.
No minuto em que apertamos as mãos, eu tive um palpite sobre ele.
Eu tenho um contador Geiger embutido que reage a fraudes.
- Como pode ter certeza? - Eu tenho certeza.
Ele disse que ficou no Royale a semana passada.
- Bem? - O Royale queimou meses atrás.
Entendo. Por que ele mentiu?
Não tenho ideia. Talvez possamos descobrir após o almoço.
- Com licença. Vou chamá-la em 5 minutos. - Está certo.
Alô! Telefonista!
Alô! Telefonista!
Polícia! Polícia! Precisamos chamar a polícia rapidamente!
Sinto muito. Fiz o melhor que pude.
- Tem certeza que ela estava usando? - Sim.
- Numa corrente como o irmão? - Em volta do pescoço.
Então siga-a. Não a deixe sair da sua vista até você conseguir.
- Caso contrário, não há pagamento. Entendeu? - Sim.
E este homem, Templar, deve ser observado.
Mas tenha cuidado. Ele é um homem muito perigoso.
Kaplan... não falhe novamente.
Ah, meu bebezinho. Eu sempre te alimento.
E você sempre quer me bicar. Veja, meu bebezinho.
Oh, não, não deveria comer isso! Isto vale muito dinheiro.
E logo terei outro
exatamente como esse.
- Ele tentou arrancá-lo. - Sim.
Primeiro, eu estava assustada demais para perceber o que estava acontecendo.
Mas assim que ele viu a medalha, ele começou a arranhar a corrente.
Eu não entendo. Por que todo esse problema
por um São Cristóvão que você pode comprar em qualquer lugar por 20 francos?
Também não entendo.
O que é essa marca, o recuo acima da cabeça?
Não sei. Sempre esteve aí.
- Quando você a conseguiu? - Meu pai fez.
- Fez? - Ele era um ourives e joalheiro.
Já faz muito tempo.
Eu lembro que ele me deu a noite que deixei Paris.
Um joalheiro... Era rico?
Mesmo se ele fosse, os nazistas confiscaram tudo. Ele era judeu.
Charles tinha uma dessas?
Ele não disse nada em suas cartas.
O que você colocou nos jornais?
Olivant parecia saber muito sobre você.
Quando Charles respondeu ao anúncio,
o editor do jornal nos deu muito espaço.
Sabe... História de interesse humano.
irmão e irmã são reunidos depois de 20 anos.
Então, quem lê jornais de Paris, saberia sobre a família Brione.
Suponho que sim.
- Onde Charle morava? - Rua Azoute, 32.
- Posso ficar com isso por um tempo? - É claro.
Receio que vamos ter que adiar nosso passeio turístico.
- Estou começando a ter uma ideia. - Algo que eu possa ajudar?
Sim. Fique no seu quarto até eu voltar. Que enviem almoço e jantar.
E insista em ter dois garçons de serviço de quarto. Você entende?
- Por que? - Eu acho que você corre grave perigo.
Prometa-me que você não vai colocar o nariz fora da porta.
Está bem.
- Onde você vai? - Ver um velho amigo meu.
Eu trabalhei com ele durante a Resistência. Ele era um homem muito corajoso.
Ele deu aos assassinos de Himmler mais úlceras do que balas.
Agora, lembre-se da sua promessa.
Bom dia, senhor. Posso te ajudar?
Você tem uma cópia dos poemas de François Villon?
Desculpe-me, senhor. Hoje não há procura por livros antigos.
"Mas onde estão as neves do passado?"
- Simon! - Antoine. É bom vê-lo.
Simon! Meu caro rapaz. O que o traz de volta? Após todos esses anos.
Como sempre, Antoine. Preciso de sua ajuda.
Você a tem.
Você já ouviu falar de um homem chamado Georges Olivant?
Olivant? O que ele faz?
De acordo com ele, ele trabalhou na Resistência.
Hmm? Olivant?
Resistência, você disse?
Bem, havia muitos de nós. Há muito tempo.
Não, não me recordo do nome dele.
Se ele estava na Resistência, ele estava provavelmente também com a Gestapo.
Muitos deles são traidores, é claro, mas a maioria deles mudou seus nomes.
Eu tenho um conjunto de impressões dele sobre isso.
Acha que poderia verificá-las?
Ainda tenho amigos no Palácio da Justiça.
Você vai ficar quieto.
- Como um túmulo. - Quanto tempo vai demorar?
Se as impressões dele estiverem no arquivo,
você pode ter tudo o que você quer às 23:00hs.
Antoine, você não mudou nada.
Há algo mais que eu possa fazer?
Sim. Você por acaso tem um amigo médico com um microscópio?
Está feito.
Ótimo. Nos vemos às 23:00hs.
Ah, Simon ...
As memórias...
E tudo isso há muito tempo...
Você foi tão corajoso...
E muito, muito jovem.
Vejo você mais tarde.
Até mais, meu velho.
- Quem é? - Inspetor Victor Quercy. Polícia.
- Tem alguma novidade? - Não, senhorita, receio que não.
Falei com todos os hóspedes e empregados.
Ninguém viu esse homem.
Porém, não vamos desistir.
Gostaria de que viesse à Prefeitura e visse algumas fotografias.
Uma espécie de galeria de marginais?
Homens que tiveram condenações por roubo de hotel.
Pode vir agora?
Eu prometi ao Sr. Templar que não deixaria este quarto.
- Por que? - Ele acha que estou em perigo.
Srta.,dou-lhe minha garantia de que vai ser adequadamente protegida
e que o Sargento Luduc vai te trazer de volta aqui mesmo.
Neste caso...
Eu não faria isso por todos.
- Ainda tenho meus princípios. - Você tem mais do que isso, senhora.
- Bom dia, Sra. Duras.
- Com licença, senhor. - Por que não?
Glamour à luz de gás e um alqueire de quadris.
Quem é ela?
Ela nasceu na pobreza cambaleante das ruas da periferia de Paris.
Agora ela é uma cantora no "Le Bal Noir".
Obviamente, você pode ver porquê.
Qual é o nome dela?
Josie Claval. Ela era a namorada de Charles Brione.
Este é o quarto dele
Pode olhar por 5 minutos. Não mais.
- Como ele era? - Ah, ele era um bom rapaz.
Alguma vez ele mencionou a irmã?
Senhor, até uma velha mala como eu pode derramar uma lágrima por tal história.
Senhorita North, não é?
Sinto muito, Inspetor.
O homem que invadiu meu quarto não está aqui.
Bem, como dizem os americanos, fizemos todo o esforço.
Obrigado por ter vindo.
- Temo que não tenha ajudado muito. - De modo nenhum.
Em um dia ou dois, devolverei os pertences do seu irmão.
E o Sargento Luduc vai levá-la ao hotel.
- Obrigada. Adeus. - Adeus, senhorita.
Imagine! Após 20 anos eles se encontram
e agora o pobre rapaz está morto.
Sim, é uma tragédia.
E a polícia não pode fazer nada.
Senhora, receio que a polícia não tenha o conhecimento do assunto.
Conhecimento do assunto!
Senhor, eles são como uma escola de baleias no Folies Bergère.
Sra. Duras, sabe há quanto tempo isso foi tirado?
Sim. Algumas semanas atrás durante a onda de calor.
Claro que, para aquela, sempre é onda de calor.
Acha que eu poderia levar comigo?
- Senhor, vai ajudar? - Acho que sim.
- Bem, é sua. - Obrigado, senhora.
Inspetor, é uma pergunta simples.
Havia uma medalha de São Cristóvão entre os pertences de Charles Brione?
Não havia.
Havia, por acaso, uma marca no pescoço dele?
Você sabia disso?
- Suspeitei. - Por que?
Acho que foi feito pela corrente de uma medalha de São Cristóvão
mordendo sua carne quando foi arrancada do pescoço dele.
Não entendo.
Que valor possível existe para uma medalha de São Cristóvão?
fora do espiritual?
Também não sei.
Mas é o que esse personagem estava atrás no quarto de hotel de Valerie North.
- Está chegando a algum lugar com isso? - Estamos trabalhando nisso.
Pode nos ajudar olhando algumas fotografias.
A Srta. North não pôde e ela viu centenas.
- Valerie esteve aqui? - Sim, acabou de sair.
- Sozinha? - Claro que não.
Não sou um completo idiota, Sr. Templar.
O Sargento Luduc está levando-a para o hotel numa viatura policial.
Veja, senhorita...
preciso de dinheiro. Mais que a maioria das pessoas.
Eu não apenas desfruto essas coisas lindas.
Eu preciso delas aqui para o benefício da minha alma.
Mas o que você quer comigo? Por que estou aqui?
Vou explicar.
Eu tenho esta.
Eu devo ter a outra também.
- Esta pertenceu a Charles? - Sim.
- Você o matou! - Precisei.
Eu tive que conseguir isso.
Você o matou por uma medalha. Elas eram lembranças.
Meu pai nos deu quando éramos crianças. Eu não entendo.
Eu pretendo obter a sua também. Onde está?
- Eu a dei ao Sr. Templar. - Por que?
Porque ele me pediu.
Acabou de entregar?
- Tenho certeza de que posso recuperá-la. - Onde está Simon Templar agora?
Não sei.
- Ele está no seu hotel? - Sim, mas saiu para algum lugar.
Então nós vamos encontrá-lo.
Je suis toute seule, lonely am I
Without you
Je ne sais pas pourquoi
Je ne sais pas, dites-moi
What have I done? Where have you gone?
Without me
Yes, I still recall
Les jours si pleins de joie
But now j'ai mal au coeur
J'ai mal au coeur
Comment ça va with you?
How was it, friends, with you?
Je suis toute seule
Lonely am I
Without you
Boa noite.
Já nos conhecemos, senhor?
Chegamos bem perto disso esta tarde, com a Sra. Duras.
Ah, sim, me lembro.
Vai se juntar a mim para um pouco de champanhe?
Obrigada.
Quão bem você conheceu Charles Brione?
Por que está interessado?
Sou um amigo da irmã dele e estou tentando descobrir como ele morreu.
Você se lembra de ele ter uma dessas?
Não, não lembro.
Engraçado. Pensei que poderia ter notado isso.
Não.
Eu vi uma foto dele tirada com você. Ele estava usando uma então.
- Refere-e àquela da praia? - Sim.
Eu gostaria muito de ter isso, senhor,
como algo para lembrar de Charles.
Temo que esta seja da sua irmã.
Acho que sei alguma coisa que a polícia não sabe.
Eu tenho medo de contar a alguém.
Talvez possamos nos ver depois.
Eu gostaria muito.
Eu tenho outro show à meia noite. Então estou livre.
Vamos tomar champanhe no meu quarto.
Bom. Eu tenho algo para fazer primeiro, mas voltarei.
Ficarei ansiosa por isso.
Mas eu te digo que ele tem isso com ele.
Ouça, depois do meu último show, ele vai para casa comigo.
Tem Mario e Kaplan esperando em minha casa.
Josie... Josie, você fala como uma tola.
Espere. Escute-me.
Ele não vai voltar desta missão que ele fala.
Ele sabe o que vale a medalha. Ouça. Você vai segui-lo.
E quando ele se instalar, você vai me ligar de volta aqui.
Ele está saindo agora.
Sim.
Sim, sim..
Bem, Antoine? Alguma sorte?
Simon, é incrível.
- Como a resposta a uma oração. - O que é?
Não é moda agora
deixar as lembranças do tempo de guerra rasgar o coração com ódio.
Mas eu sou um velho. Eu não esqueço.
Simon, as impressões digitais em sua cigarreira
pertence a um homem que costumávamos chamar "o carrasco" - Henri Flandin.
Flandin? Pensei que estava morto.
Não. Ele foi para a prisão por oito anos como colaborador.
Ele saiu, mudou o nome dele. Nós o perdemos.
Aqui! Veja você mesmo.
Oito anos pelo assassinato de 27 homens.
Uma traição no próprio coração da França. E por dinheiro!
Oh, Simon.
Desde aquela noite da queda, sonhei em encontrar este homem.
Quando ele saiu da prisão, Finistere e eu e...
um outro, ele é um alto funcionário agora,
juramos que um dia, encontraríamos este homem e o mataríamos.
Georges Olivant - Henri Flandin...
Da cadeia às riquezas.
Sim, no dinheiro de sangue pago a ele pelos alemães.
Escondido com segurança, antes de ele ir para a prisão.
Simon, sabe onde este homem está?
Sim.
Só um momento, Antoine. Primeiro as coisas primeiras.
- Eu vim aqui para ver isso. - Oh, é claro.
Você tem uma luz mais forte?
Sim, há uma lâmpada no escritório.
Eu o segui do "Le Bal Noir" até a Praça Lussac, 17, na margem esquerda.
É uma livraria.
Uma livraria? A esta hora?
Entendo. E você?
O bistrô do outro lado da rua. Bom.
Mario e Kaplan estarão lá.
E você fez muito bem.
Uma livraria. Praça Lussac, 17.
Sabem o que fazer.
Tenha paciência, meu bebezinho.
Em breve estaremos muito ricos novamente.
Antoine, esculpir a oração do Senhor na cabeça de um alfinete não é nada comparado a isto.
Aqui! Dê uma olhada.
É fantástico!
Posso ver isso agora. Valerie e Charles Brione eram pouco mais que bebês.
Os alemães estavam marchando em Paris
e o velho Eli Brione estava desanimado demais para fugir.
- Ou orgulhoso demais. - Sim, talvez.
Mas ele queria deixar algo para seus filhos.
Dinheiro ou jóias teria sido tirado deles.
Ele teve que deixar algo que os invasores não podiam tocar.
As crianças eram jovens demais para lembrar
ou até mesmo entender qualquer coisa que ele poderia dizer a eles.
Mas ele tinha que deixar uma mensagem que eles entenderiam algum dia.
Uma mensagem que os alemães não podiam destruir.
Extraordinário.
Uma mensagem no papel não era boa. Uma tatuagem poderia ter feito.
Mas Eli Brione era um joalheiro.
E ele encontrou uma solução de joalheiro.
Você não pode vê-lo?
Esculpindo a mais importante realização da arte do seu gravador.
Engenhoso e infalível.
Uma mensagem em uma medalha porque era indestrutível.
Em prata porque o ouro pode atrair um ladrão.
Um São Cristóvão porque ninguém se rebaixaria tanto
como tirar uma medalha religiosa de uma criança.
Então seria estimado mais cuidadosamente.
Como foi.
Antoine, preciso ir agora. Tenho trabalho a fazer.
Simon... este Olivant... Você deve nos deixar lidar com ele.
Finistere e eu, e nosso outro amigo.
Antoine, esqueça o velho ódio. Olivant assassinou Charles Brione.
A justiça cuidará dele.
Ele assassinou 27 homens e
- a justiça lhe deu 8 anos. - Foi há muito tempo atrás.
É agora, para mim.
Nós três precisamos lidar com esse homem.
Você e Finistere. E quem mais?
Nós nunca o encontramos. Ele é conhecido como "Número 12".
Agora ele é um homem famoso em Paris.
Por causa de sua posição, ele não pode se vingar publicamente.
Simon! Uma vez você me obedeceu sem questionar.
Por que você não me obedece mais uma vez?
Você deveria deixar a polícia lidar com isso.
Será o mesmo no final. Eu te imploro.
Está certo.
Primeiro eu tenho que pegar a outra medalha. Me dê uns dez minutos.
Depois disso, ele é todo seu.
Para trás!
E você, também.
A medalha! Onde está?
- Não tenho ideia. - A garota a deu pra você.
- Deu? - Ela nos disse. Estamos com ela.
- Eu a quero. Onde está? - Está em um livro.
- Qual? - Um livro de poemas de François Villon.
- Simon! São anos... - O que ele quer dizer? Responda.
Ele não quer dizer nada. Eu vou pegar.
- O certo. - Sim, eu sei.
- Onde está a garota? - Onde não vai encontrá-la.
Onde ela está?
Não. Ela está com Olivant. Vila Pressage, Rua do Norte, St Cloud.
Antoine, ainda tem um porão?
É tudo a mesma coisa. Até a estante de livros funcionou.
Ótimo. Certo, andem, vocês dois!
Antoine, cuide deles!
Alô?
Quando?
Onde?
- E Kaplan? - Não sei o que aconteceu.
- Ele acabou de sair em seu carro. - Entendo.
Talvez seja melhor assim.
Muito melhor.
Não se preocupe.
Acho, senhorita, que vamos ter visita.
Seu amigo, o Sr. Templar,
está me poupando uma porção de problemas.
Ele está trazendo a medalha aqui.
Pessoalmente.
Estou sempre preparado para me mover rapidamente.
Eu espero que você use seu charme, senhorita,
para convencer o Sr. Templar a me dar a medalha pacificamente.
Do contrário...
Bem?
Atendemos a porta?
Abra, senhorita.
- Valerie, você está bem? - Sim.
Já foi longe o bastante.
O que temos aqui?
Uma expedição de compras?
Malas embaladas.
- Suíça? - Sr. Templar,
- podemos chegar a um acordo. - Você cala a boca. Eu farei a conversa.
Há mais uma peça neste quebra-cabeça que tenho que encaixar no lugar. Valerie ...
quando seu pai te deu a medalha, ele disse alguma coisa sobre isso?
Ele disse para você procurar qualquer tipo de mensagem?
Simon, eu era só uma criança.
Onde está a medalha pela qual matou Charles Brione?
Vamos!
O nome de Henri Flandin significa algo pra você?
Ele era um amigo de meu pai.
Onde ele está agora?
Morto, eu suponho.
Você está olhando para ele.
Sr. Olivant?!
Henri Flandin. Traidor, colaborador. Ele traiu seu pai aos nazistas.
É mentira!
Você foi o melhor amigo de Eli Brione.
Ele lhe contou sobre a mensagem nas medalhas
e você jurou encontrar os filhos dele e lhes contar.
Como sabe isso?
Você se lembra da noite da queda?
Paguei minha dívida.
Oito anos na prisão como colaborador.
Eu cumpri minha sentença.
Há três homens que não acham que foi o bastante.
Uma vez havia 30 homens, esperando em uma clareira na floresta antes do amanhecer.
Eles tinham lanternas ligadas em uma bateria de carro
para guiar um avião.
O primeiro pára-quedas cai do Governo francês livre na Grã-Bretanha.
Metralhadoras, pistolas, munições.
Os homens atravessaram a clareira para pegar os suprimentos.
De repente, a floresta estava cheia de tropas de assalto.
Em uma chuva de balas, 27 desses homens caíram mortos.
Por que? Porque ele os traiu.
Simon, como sabe tudo isso?
O homem que fui ver esta tarde verificou suas impressões digitais.
Não há nenhuma dúvida. Georges Olivant é Henri Flandin.
Deixe-os entrar.
Eles?
Os três que escaparam.
Vou pegar essa arma, Sr. Templar.
Quercy!
- Eu não o esperava. - Não?
Você foi um dos três daquela noite?
- Ainda tenho uma bala no meu quadril. - Ele é o número 12.
Ele é rico até morto.
Pobre papai.
Eu gostaria de poder conhecê-lo.
Isto é o que ele gravou nas medalhas.
"Eu, Eli Brione, lego ao portador,
de quem isto será identificação suficiente
de metade dos 500.000 francos no depósito em meu nome
na conta número 48976 no Banco Nacional da Suíça em Genebra ".
São 100.000 dólares.
Eu gostaria que Charles pudesse compartilhar isso.
Tente não pensar muito nisso.
Pense no futuro.
Sim, é claro.
Ao futuro, então?
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