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UMA S�RIE ORIGINAL NETFLIX
DRAMA FICCIONAL BASEADO EM EVENTOS HIST�RICOS
INCLUI PERSONAGENS E ORGANIZA��ES FICT�CIAS
Um local remoto
onde vive uma mulher sozinha.
EPIS�DIO 15
Onde os estrangeiros podem ir sem ser vistos.
Um local onde um viciado em �pio fica a tresandar a incenso.
A casa de um xam�.
Ele deve ser um xam�.
A casa do xam� deve ser o esconderijo do Kim Yong-ju.
Vai demorar a localiz�-lo.
H� cerca de 43 casas de xam� ativas em Hanseong.
Soube-o por um agente imobili�rio, por isso � uma informa��o v�lida.
Sei quem o encontra at� amanh�.
Quem?
Acabou de os conhecer.
Conhecem bem Hanseong e v�o vasculh�-la de alto a baixo.
Procurem em todo o lado!
- Meu Deus! - Vamos.
Sim, senhor!
Para tr�s, ou mato-a.
Independentemente de quem vir naquela ponte, na entrada,
seja o seu barqueiro ou n�o...
... deve mat�-lo.
Porque tenho...
... de ser eu?
O mestre pode faz�-lo.
O Seung-gu deixa sempre que as suas emo��es
o atrapalhem.
N�o � um atirador de sangue-frio.
Tem de ser feito por um atirador experiente que n�o permita erros.
Caso ele saia daqui vivo,
tem de ser algu�m que esteja ciente da informa��o confidencial
de que um americano armado esteve na base do l�der do Ex�rcito Justiceiro.
O �nico que corresponde
� a menina.
Se ele estiver a vir para c�,
� para o proteger
e n�o para o magoar.
Acredito nisso.
Pelo que sei,
o seu percurso foi sempre justo
e correto.
� por isso
que me vou opor.
N�o devias estar l�?
A menina Ae-sin far�
o que tem de fazer
e ele tamb�m far� o que deve.
S� me resta acreditar nos dois.
E se as coisas correrem mal?
Se for para isso acontecer,
deve acontecer
antes que seja demasiado tarde.
O homem que foi atr�s de si?
S� se preocupa com o bem-estar dele?
- Matou-o? - O que faria se algu�m o tentasse matar?
Ent�o, tamb�m compreender� esta situa��o.
Joseon est� a ser atacada.
A Am�rica faz-se de justa,
mas tem incentivado o Jap�o.
Posso n�o estar armado,
mas tem uma arma apontada a si.
Vou dar-lhe uma escolha.
Morra aqui
ou parta de Joseon e viva.
At� o povo de Joseon abandona o pr�prio pa�s.
Como posso confiar num americano?
N�o me interessa
quem manda em Joseon.
N�o me interessa uma causa grandiosa.
S� queria
duas coisas.
Que tivesse uma vida longa.
E que a Ae-sin
n�o morresse.
Aquele � o Kim Yong-ju?
Sim, este homem apanhou o tipo
e trouxe-o at� n�s.
Porque o est� a entregar?
Pode lidar com ele,
j� que s�o coreanos.
Os americanos chamam-me coreano
e os coreanos chamam-me americano.
N�o sei que caminho escolherei a partir de agora,
por isso,
esta � a sua �nica oportunidade.
N�o voltarei a fugir deste pa�s.
Por isso, dispare.
Nunca lhe pude pagar, portanto, farei isto.
Seja como for, est�o tr�s armas
apontadas a mim.
V�-se embora.
N�o o devia deixar partir.
J� perdemos demasiado.
N�o podemos tolerar outra perda.
Desculpe-me, por favor.
V�.
Capit�o.
V�.
Desejo-lhe uma vida longa.
Acho que n�o nos encontraremos mais.
O que lhe pedi termina agora.
Pensei muito
onde tinha visto aqueles dois.
A julgar pela forma como trouxe o homem,
presumo que fossem conhecidos.
O homem
que foi trazido c�
matou o mission�rio?
O homem
que foi trazido c�...
... matou os meus pais?
Vejo que o Seung-gu n�o foi um mentor muito bom.
Ele n�o a ensinou a n�o fazer perguntas?
"N�o fa�as perguntas.
N�o penses em miss�es falhadas.
Deves aceitar a desgra�a.
Se fores apanhada, foge.
Se fores apanhada, morres. Morre e ser�s esquecida."
� por isso...
... que ainda n�o posso saber...
... como morreram os meus pais?
E se souber?
- O que far�? - Pensarei nisso quando...
Sim, foi ele.
Foi ele que matou
os seus pais.
Agora que sabe, devo deix�-la tratar dele?
Se o fizer, vai mat�-lo
com as suas pr�prias m�os?
Se isso era uma op��o vi�vel,
devia ter-me dito mais cedo.
Um americano
morreu �s m�os dele...
... e outro arriscou a vida.
Uma rapariga que perdeu os pais
deve recuar em agonia,
apesar do seu inimigo mortal estar perto.
Espero...
... que a sua decis�o...
... resulte melhor do que a minha f�ria.
ERVA-CAMALE�O
O americano
entregou-nos o Kim Yong-ju?
Ele fez mesmo isso?
Sim, senhor.
Ent�o,
culpe o Kim Yong-ju
por tudo o que aconteceu.
Vingue a honra do mission�rio
e restaure a sua reputa��o.
O caso j� est� encerrado,
podemos lidar discretamente com o culpado.
Se voltarmos atr�s,
a dignidade da nossa na��o ficar� manchada.
Nada de bom vir� da�.
Foi isso que o americano exigiu?
N�o, eu � que o estou a pedir.
Para ele s� importa
que a boa vontade e a honra do mission�rio fiquem intactas.
Ele foi bondoso connosco,
por isso, devemos retribuir, pelo menos uma vez.
� esse o seu plano para o conquistar?
Tem a certeza
de que o conquista assim?
J� o tinha conquistado, mas n�o sabia.
E, agora, perdi-o.
Isto � uma piada?
O Kim Yong-ju foi levado.
� o Chefe da Pol�cia. N�o devia fazer alguma coisa?
O Lorde Lee Jeong-mun est� com o interrogat�rio.
Os guardas reais est�o atentos, � dif�cil eu chegar at� ele.
O Lee Jeong-mun � combativo para a idade dele, n�o �?
- Admiro o vigor dele. - E se o Yong-ju der o seu nome, senhor?
A ansiedade est� a matar-me.
Nunca ningu�m morreu disso.
N�o v�s que at� sobrevivi a um tiro?
Us�mos bem o Kim Yong-ju.
Duvido que o drogado diga o meu nome.
Seja como for, vai morrer.
Que isso seja o seu fim.
Esperem.
Quem apanhou o maldito?
Essa � a parte estranha.
Os japoneses apanharam-no e entregaram-no aos EUA.
O qu�?
Mesmo com todo o dinheiro que gastei,
mal consigo contratar gente em condi��es.
Qual ser� o truque daquele americano para conseguir sempre ajuda?
� o Lee Wan-ik que manda?
Pare de fazer perguntas...
... e mate-me.
Seja como for, serei executado.
Se falar, podemos poupar a sua vida.
� o Lee Wan-ik
que manda?
Quem � o Lee Wan-ik?
Vejo que at� algu�m como voc� tem gente a quem sustentar.
Se for o caso,
ter� o que deseja.
Voc�, Kim Yong-ju, falsificou o selo real do imperador
e assassinou um americano inocente.
O Tribunal de Joseon condena-o
� pena m�xima, que � a execu��o.
No entanto, antes disso,
ser� encontrado j� cad�ver.
Ent�o, �s tu.
Vieste matar-me.
Cala-te.
Ainda n�o acabou para ti.
O Sang-wan estar� � tua espera, do outro lado.
Isto � uma declara��o revista do Tribunal de Joseon,
em rela��o ao mission�rio americano falecido.
Quem falsificou o selo real do imperador
n�o foi o americano, mas um pr�-japon�s.
Foi apanhado e executado.
E o mission�rio americano morto?
N�o � �bvio?
O mission�rio americano que foi falsamente acusado
ser� vingado.
Para o honrar e agradecer por ajudar o povo de Joseon,
ser� sepultado no cemit�rio dos estrangeiros.
Devia ter partido de Hanseong.
Porque andava a rondar a casa do Lorde Go?
Podia ter sido encontrado facilmente.
Eu queria...
... dizer a verdade.
Sobre o qu�?
N�o matei o Sang-wan.
S� denunciei os meus camaradas.
Quem matou o Sang-wan e a esposa
foi o Lee Wan-ik.
S� denunciei os meus camaradas porque ele disse que n�o os magoaria
e eu acreditei nele.
Fui um idiota.
Se n�o fizesse o que fiz...
... o Lee Wan-ik teria matado a minha fam�lia.
N�o tive escolha.
Est� enganado.
Foi voc� que os matou.
Tinha escolha.
Os camaradas tamb�m tinham esposas e filhos
e, no entanto, n�o fizeram a sua escolha.
At� agora, a sua informa��o
resultou na morte de outros pais.
Diria que n�o teve escolha.
Assim, at� matou o meu pai.
O Joseph...
Ele era como um pai para mim.
A passar!
Abram alas!
A passar.
Abram alas, por favor.
Mexam-se!
Lee Wan-ik, Ministro da Agricultura,
� nomeado Ministro dos Assuntos Externos.
Eu, Lee Wan-ik, aceito a sua ordem real.
� um grande prazer, Vossa Majestade.
Viu?
O Ito Hirobumi estava na minha corte.
Soldados japoneses com armas e espadas estavam na minha corte.
N�o os viu?
Est�o a tentar manter-me acordado � noite.
Aparecem nos meus sonhos
e d�o-me pesadelos.
O que devo fazer?
Em quem posso confiar agora?
N�o me devia ter virado contra a R�ssia.
O governante da Am�rica
n�o tem qualquer piedade?
Larguem-me, imediatamente!
Vigi�mos a esta��o durante dois dias e encontr�mo-la.
Porque faz isto?
S� me quero ir embora!
Vais sair de Hanseong?
Para onde e porqu�?
Levaste muitas coisas para deixar a m�e doente.
Tenho de responder?
J� n�o trabalho no seu hotel.
N�o esperava que respondesses.
Porque me preocuparia com isso?
S� queria ver se devia ser misericordiosa,
antes de arruinar a tua vida.
Mas, agora mesmo,
decidi cravar as minhas garras em ti.
Como assim,
arruinar a minha vida?
� isto que acontece quando uma mi�da est�pida se torna m�.
Essa marca � para que te lembres.
Recorda-a.
O que fiz para merecer isto?
Todos em Joseon odiavam o Gu Dong-mae!
Eu n�o.
Sou livre, gra�as a si.
Da pr�xima,
pago-lhe um copo.
Muita gente ajudou.
O meu superior, o mo�o de recados,
a dona do hotel, os seus homens.
Um jovem mestre
e uma menina.
Um dia, vou compens�-los.
Tenho assuntos importantes a tratar.
Queimem-nos com honra.
Com dinheiro suficiente para a vida eterna.
Sim, chefe.
HWAWOLLU
- Bem-vindo, chefe. - Bem-vindo, chefe.
Se j� me cumprimentaram,
s�o horas de ganhar dinheiro.
Est�o dispensadas.
- Sim, senhor. - Sim, senhor.
Teve sorte.
Safou-se com vida.
Aqui est� a espada que deixou
na esquina da Pol�cia.
O Ministro Hayashi ordenou que a devolv�ssemos.
� uma honra.
Aceite-a com uma v�nia.
Estive agora com o Ministro Hayashi.
Ele disse que enviaria um presente.
J� chegou.
Um presente? Para algu�m como voc�?
Eu disse-lhe
que, quando sa�sse, o mataria primeiro.
Voc� � o presente.
O qu�?
Soube que ainda n�o arranjou um escrit�rio.
Encontrei um s�tio de que gosto,
mas j� estava ocupado.
Isso parece-se com a minha situa��o.
Parece ter perdido algum peso.
� porque n�o decidiu ter m�s inten��es?
Diga � pessoa para sair.
Que esteve longe muito tempo, mas que a sala � sua.
Que voltou para a recuperar.
Isso teria sido simp�tico,
mas nunca desejei regressar.
� honesto.
Dou-lhe um quarto novo?
O terceiro piso tem sido muito barulhento.
Tem a melhor vista.
Vale a pena o inc�modo.
O terra�o do quarto tem a melhor vista da Lua.
O funeral do mission�rio � hoje.
Devia tocar algo triste.
CEMIT�RIO DE ESTRANGEIROS DE HANSEONG
Homem grande e nobre.
O meu lar.
O meu her�i.
O meu...
... pai.
Despe�o-me de ti.
AJUDANTE DE DEUS O FILHO DOS SONHOS DESCANSA AQUI
QUEM VIVEU E ACREDITOU EM MIM NUNCA MORRER�
O que � isto, menina?
O nome de um americano.
Gostava de acender uma vela por ele.
Ele ser� enterrado hoje.
Compreendo.
Farei isso, menina.
Mas...
... este homem acredita em Deus.
As divindades que servimos
devem conhecer-se bem.
Estou certa de que Buda
lhe mostrar� o caminho at� Deus.
Ent�o, acenda a vela por mim.
Sim, menina.
Menina.
J� vou.
Por que not�cias espera?
Tentou alvejar-me.
Talvez esperasse m�s not�cias.
Odiei-a tanto.
Est� bem?
Est� preocupado comigo?
Estou habituado.
Tanto em Joseon como na Am�rica,
foi sempre assim.
Sempre.
As pessoas sempre disseram
que n�o perten�o a nenhuma delas.
Est� comigo.
Caminhe na minha dire��o.
Agarro a m�o
que me tentou alvejar?
Agarro a m�o...
... do homem que sabia disso...
... e n�o se desviou da mira.
Fui eu que recebi o len�o,
ent�o, quem chora esta noite?
N�o sabia que o Gu Dong-mae mataria o Suzuki assim.
Era o homem de confian�a do Ministro Hayashi.
Ele deve ser o presente do Hayashi.
Parece que o Hayashi se aliou ao Gu Dong-mae.
Ent�o, e agora?
Nada o poder� parar.
Na vida, h� sempre altos e baixos.
Talvez tenha algu�m a quem recorrer.
Ultimamente, recebo muitas visitas.
Espera l� fora.
Devia ficar e...
- De que me servirias? - Desculpe?
Sim, senhor.
Senta-te.
H� quanto tempo, senhor.
Quase n�o o voltava a ver.
Vai direto ao assunto.
Se tens algo a dizer, diz e sai.
� tudo passado.
Um espadachim fala com a espada, n�o com a l�ngua.
S� me preocupa
que quisesse arruinar o Lorde Go Sa-hong, mas eu n�o o incriminei.
Preocupa-me que me odeie por isso.
�s um reles que far� qualquer coisa por dinheiro.
O que tentas fazer?
- Tentas assustar-me? - Est� assustado?
Quando sa� da Pol�cia, contei uma hist�ria interessante ao Ministro Hayashi.
Que entreguei ao Lee Wan-ik o certificado de dep�sito
da conta secreta do rei,
mas ele e o Lee Se-hun tentaram lucrar,
fizeram asneira
e culparam o Lee Se-hun.
Achas que ele acreditar� em disparates
que nem podes provar?
Ele � t�o t�mido, que olha muito para a frente
antes de saltar.
Apenas plantei a semente da desconfian�a
numa mente muito imaginativa.
O Ministro Hayashi disse-me para lhe dar este recado.
Idiotas que n�o s�o do Jap�o nem de Joseon...
"Idiotas que n�o s�o do Jap�o nem de Joseon,
no final, ser�o a fraqueza do Jap�o."
Parab�ns por se tornar Ministro dos Assuntos Externos.
Espero...
... que se cuide.
Ol�, Sr. Im. Est� atrasado.
Como?
Gostaria de...
Gostaria de...
Gostaria de entrar.
Assim?
Deixei a roupa
e trouxe coisas escritas, por isso, veja.
Devia apagar a palavra "dificilmente".
A medica��o era muito cara para um pobre mission�rio.
� bom v�-lo sorrir.
Obrigado.
- De nada. - Bom trabalho.
SONG YEONG
Fa�a-me um favor.
O que disse no telegrama, as coisas que me trouxe
e tudo o que viu e ouviu na Prov�ncia de Hamgyong.
Guarde segredo.
Isso n�o � dif�cil,
mas guardar segredo d� muita despesa.
A sua investiga��o aproxima-se da verdade
e a nossa organiza��o � amea�ada.
Escondi os nomes deles e tudo.
Menti ao Lee Wan-ik.
Por isso, destrua essa foto.
� o meu �ltimo pedido.
T�QUIO, 1874, SONG YEONG, GO SANG-WAN, KIM YONG-JU, JEON SEUNG-JAE
N�o devia
saber os nomes que disse.
Quando as ameixoeiras floresceram. Song Yeong, Go Sang-wan,
Kim Yong-ju, Jeon Seung-jae, juntos.
Primavera de 1874, T�quio.
Chun-sik, voltei.
Il-sik, voltaste, finalmente.
C� est� ele.
Fale com ele.
O que se passa?
Ele quer ocupar metade do nosso espa�o
e pagar renda,
para poder escrever sobre coisas.
Metade n�o. S� preciso de um pouco.
S� preciso de espa�o para uma mesa.
Aqui tem o melhor feng shui,
com base na localiza��o da terra e da �gua.
Pagarei pelo espa�o uma vez por m�s.
Vai ocupar espa�o e os nossos clientes v�o sentir-se desconfort�veis.
N�o vou.
Quem se sentiria desconfort�vel a olhar para esta carinha?
J� c� est�o dois.
Quando sa�rem, atendo os clientes.
Recebem renda e um trabalhador.
O que dizem? N�o t�m nada a perder.
- Jovem mestre. - Jovem mestre.
Que bom ver-vos.
Jovem mestre, j� tem um escrit�rio?
Fico triste por n�o nos ter convidado.
Ainda n�o. Estou a tentar convencer estes homens.
Mas pode n�o resultar.
Chun-sik, traz o contrato.
Il-sik, recomp�e-te.
Nunca falei t�o a s�rio na vida!
Nunca quis fazer nada,
estudei Medicina, Direito e Literatura,
depois deixei de estudar.
Ent�o, para que sirvo?
Pensei bem nisso.
Depois percebi
que sou muito curioso
e sou bom ouvinte.
Esta noite, s� voc� falou.
Pensava que eu � que tinha estudado no Jap�o.
Tamb�m sou bom falante.
Ent�o, o que far�?
Toda a noite, falou de tudo, menos disso.
Esqueci-me de vos dizer.
Vou imprimir um jornal.
Espero que imprima obitu�rios.
Vai falir. Escreve cabe�alhos terr�veis.
Isso � verdade.
Em vez de cabe�alhos chamativos,
n�o me deveria focar em escrever a verdade e os factos?
A maioria escreve em coreano e japon�s,
mas o meu ser�...
... s� em coreano.
N�o anda � ca�a de ningu�m?
Claro que ando. Procuro algu�m com tosse...
Constipei-me.
Sabe que mais?
Nunca pagou pelas bebidas.
Eu sei disso.
N�o tem vergonha?
Esqueci-me de vos agradecer.
Obrigado pelas bebidas.
Obrigado pelas bebidas.
Tenho neg�cios importantes a tratar.
Esta noite, a Lua est� brilhante.
N�o estou a caminhar convosco. N�o pensem que estou.
Ningu�m est� a caminhar com ningu�m.
Cada um vai � sua vida.
A primavera chegou.
Tudo o que gosto est� aqui.
N�o me inclua.
Adoro coisas in�teis.
A primavera, flores e a Lua.
Podemos cortar uma p�tala de flor exatamente a meio?
Podia cort�-lo ao meio.
Na horizontal ou na vertical?
Porque � t�o cruel?
Podem alvejar uma p�tala de flor a cair?
Antes ou depois do Gu Dong-mae a cortar a meio?
Que met�fora linda.
Entre um americano e um japon�s,
morro todos os dias.
A minha causa de morte hoje
� a beleza.
"� primavera e procuramos alunos novos.
Esta escola tem duas professoras estrangeiras,
tr�s professoras de Joseon
e duas que ensinam caracteres chineses.
Ensinamos Ingl�s e muitas outras disciplinas.
Todos podem vir e aprender."
Acabei.
Escreve t�o bem como o Han Seok-bong.
Agrade�o o elogio.
Escreve como um homem.
Aproxime-se.
Vou afixar isto.
Adeus.
Escreve como um homem.
A PRIMAVERA CHEGOU E N�O SEI COMO EST�.
A PRIMAVERA CHEGOU E N�O SEI COMO EST�.
Uso a primavera como desculpa para saber como est�.
Eu estou bem.
E voc�?
Quero perguntar-lhe uma coisa.
Como � a flor de uma ameixoeira?
Uso uma flor como desculpa para implorar que se encontre comigo.
Porqu� esta flor, de entre todas?
A flor da ameixoeira � o escudo da fam�lia real de Joseon.
Tem uma longa hist�ria e aparece em muitos documentos hist�ricos.
Porque � que, de repente, quer falar sobre esta flor?
T�QUIO, 1874, SONG YEONG, GO SANG-WAN, KIM YONG-JU, JEON SEUNG-JAE
Queria saber
o que o seu pai e os seus camaradas celebraram.
A foto que lhe mostrei do seu pai e dos amigos dele
tinha uma frase atr�s.
"Quando as ameixoeiras floresceram. Este e aquele juntos."
Desculpe,
mas queimei a foto.
Achei que os rostos e os nomes n�o se deviam tornar p�blicos.
Est�o no meu cora��o, por isso, n�o faz mal.
Obrigada.
Vimos a flor.
O que fazemos agora?
Um aperto de m�o,
um abra�o,
saudade, observar flores.
O que se segue?
Pescar?
N�o esperava isso.
Disse a primeira coisa que me veio � cabe�a.
Sabe pescar?
Sou o Eugene Choi, Capit�o do Corpo de Marines.
Passei muitos dias num navio.
Apostamos em quem apanha mais peixes?
Apostar depois da pesca?
O peixe grelhado pode vir depois.
Est� a morder. Puxe.
Espere.
V� l�.
Foi demasiado cedo.
N�o a devia ter levantado.
Vai continuar a agarrar-me a m�o?
� toda sua.
Foi por isso que me perguntou se sei pescar?
� engra�ado.
N�o.
Meu Deus.
Que pena.
Porque foi esse o meu motivo.
O lago limpo e longo, num dia de outono,
flui como uma lasca de jade verde.
Onde florescem flores de l�tus,
atrac�mos o nosso pequeno barco.
Para o ver,
atirei um isco por cima do muro.
Algu�m me viu ao longe
e fiquei envergonhada durante metade do dia.
O LAGO LIMPO E LONGO NUM DIA DE OUTONO
POEMAS DE HEO NANSEOLHEON
N�o seja tonto.
- O que foi, meu senhor? - N�o fa�as barulho.
Credo, isto � um desastre!
Onde est�s? Anda c�!
O que se passa?
O que foi? Porque est�s t�o p�lido?
O Lee Wan-ik n�o te vai dar emprego?
O meu emprego � o menor dos nossos problemas.
Ele est� no hotel
onde o Hui-seong est�.
Quem?
Tu sabes, ele.
O escravo, filho dos Choi.
O qu�? O Yu-jin?
Sim.
Ele est� l�?
Com o Hui-seong?
Ol�, senhor.
Tem uma convidada � sua espera.
Isto foi...
... meu, durante algum tempo,
mas sempre lhe pertenceu.
� como uma recorda��o que a sua m�e lhe deixou.
Assim sendo,
vim para lho devolver.
N�o lhe pe�o que nos perdoe.
Eu apenas...
... gostava que o Hui-seong...
... nunca descobrisse o que aconteceu naquele dia.
Basicamente, pede-me perd�o.
Isso � um fardo...
... que eu e o meu marido devemos carregar.
O Hui-seong n�o fez nada de mal.
Ele estava no meu ventre.
Ele apenas...
Como sabe, ele apenas nasceu na nossa fam�lia.
Ent�o, o que fiz eu de errado?
Eu tamb�m
nasci sob o mesmo teto.
Como filho de um escravo.
Ap�s transformarem a minha vida num inferno,
como podem esperar
que o vosso filho nunca sofra?
Eu vou...
Eu vou pagar pelos meus pecados.
Pode fazer-me sofrer at� � morte, para pagar por tudo
o que lhe foi feito.
Se n�o chegar, pode fazer-me sofrer at� depois de morta.
Pode escavar a minha sepultura, se quiser.
Por favor, permita que o meu filho
viva a sua vida sem descobrir o que aconteceu naquele dia.
Imploro-lhe de joelhos, se quiser.
Com esses joelhos?
N�o ser� necess�rio.
Nunca me ajoelhei perante ningu�m,
exceto os meus pais.
Mas posso faz�-lo por si.
Por isso, por favor,
deixe o Hui-seong em paz.
Imploro-lhe, Yu-jin.
Reparei que tinha muito jeito a tratar feridas.
Ajude-me com isto.
O quarto mais badalado do Hotel Glory,
o Quarto 304.
Finalmente, consegui entrar nele.
Nunca disse que podia entrar.
N�o seja t�o mau com um homem ferido.
- Credo! - N�o.
M�e, deixou cair isto.
Porque � que este ornamento est� no seu quarto?
� da minha m�e.
Certo.
Era da sua m�e.
Quando faz anos?
Porque pergunta?
Quero saber em que dia os meus pais morreram.
Esqueci-me da data, n�o dormi durante quatro dias,
a fugir dos ca�adores que o seu av� enviou.
Quando faz anos?
Eu nasci...
... a 17 de abril de 1871.
Deseja saber mais alguma coisa?
Acho que, agora, sei mais do que voc�.
H� quanto tempo.
Reconhece-me?
Claro, jovem mestre.
Trabalhei para a sua fam�lia at� o menino fazer sete anos.
Agora est� crescido,
mas continua com a cara que tinha em crian�a.
- Aceite a minha v�nia. - Levante-se.
Porque me faz isto?
Poupe a minha vida, por favor.
Nem sequer fiz nada. J� me est� a implorar?
Que vergonha.
Deixe-me perguntar-lhe uma coisa.
Tenho curiosidade sobre a sua conversa com o jovem cavalheiro.
Ouvi-vos
a falar sobre um escravo.
Pergunto sobre o que tenho especulado.
Gostava que me ajudasse a preencher as falhas.
Na verdade, � uma quest�o...
... que tenho evitado fazer h� muito tempo.
Para mim, esta quest�o � como a bola preta.
Devo aceitar as consequ�ncias, sejam quais forem.
Vou ganhar
ou perder?
Ajude-me com isto.
Ele �...
... o filho de um casal de escravos que trabalhava
para a sua fam�lia, quando o seu av� estava vivo.
O seu av�, o Lorde Kim...
Por que esperam? Enrolem-no.
... queria vender a m�e dele.
Senhor, pedimos perd�o.
O Lorde Kim obrigou-os a espancarem o pai at� � morte.
At� o menino foi espancado.
Yu-jin!
Yu-jin...
Ent�o, a m�e dele...
... agarrou na sua m�e...
A seguir esfaqueio o beb�.
... que estava gr�vida de si.
Vai. Para o mais longe que puderes.
Depois de garantir que o filho fugia,
ela...
... saltou para o po�o.
Podemos pensar que o nosso problema � o maior.
Mas quanto vemos um homem com o cora��o destro�ado...
... n�o nos devemos queixar.
Isso seria vergonhoso.
O rapaz viu tudo.
Ele fugiu
e voltou como um homem de um pa�s poderoso.
Obrigado.
Meu Deus.
Ele nasceu escravo?
N�o sabia que eles os dois partilhavam uma hist�ria t�o tr�gica.
Contei-lhe tudo o que sei.
Ent�o...
... devia pagar-me...
Sim, devia.
Devia pagar muito, por uma hist�ria t�o surpreendente.
Os nossos agentes secretos n�o conseguiram proteger o mission�rio.
N�o s� a sua rota foi divulgada de antem�o,
como parece que sempre souberam da carta secreta.
Isso significa que deve haver um espi�o.
Assim sendo,
h� algo que preciso que fa�a.
Naquele dia, tr�s oficiais foram enviados para a opera��o.
Um voltou morto com o mission�rio
e estamos a investigar os outros dois.
Um dos oficiais que est� a ser investigado
frequenta o seu hotel.
Quem �?
N�o pod�amos excluir a possibilidade
de que algo acontecesse ao mission�rio na viagem
e mand�mos um oficial segui-lo da Esta��o de Hanseong
ao Porto de Jemulpo.
Por acaso � a Sra. Kang?
Se a vir fazer algo fora do normal,
avise-me.
E mais uma coisa.
Traga-me o americano.
Pode cham�-lo, senhor.
Ele n�o me querer� ver.
J� teve problemas com ele?
Ent�o, o que ganho com isso?
A informa��o
do paradeiro da sua m�e.
Devo ter ouvido mal o que disse.
Ouviu-me muito bem.
Mas n�o encontrou a minha m�e.
Encontrei.
Encontrou-a...
... h� algum tempo, mas n�o me disse?
Perdoe-me, por favor.
N�o tenho escolha a n�o ser confiar no que ou�o, at� rumores.
Soube que decidiu n�o partir de Joseon.
N�o tenho motivo para partir.
Ia trabalhar, por isso, seja breve.
Preciso que aceite o cargo de instrutor,
na Academia Militar Real.
J� rejeitei essa proposta.
Sim, eu sei.
Mas � o �nico candidato vi�vel para o cargo.
Que desavergonhado.
Agora que o Lee Wan-ik conseguiu o cargo que mais queria,
vai tentar controlar o Conselho de Marechais.
Preciso de algu�m com quem ele n�o se possa meter.
Um americano que, pelo menos, pode fingir
estar do lado de Joseon.
Queria que morresse por ser americano. E agora?
Precisa de mim porque sou americano?
Porque me interessa o que planeia o Lee Wan-ik?
Porque pode ajud�-los a viver mais.
Estou a falar do oleiro, o Hwang Eun-san,
e do seu povo.
Importa, mesmo que os ajude a viver s� mais um dia.
Mesmo que decida faz�-lo,
n�o o farei de bom grado.
N�o esperava que o fizesse.
Se puder vir sem m�s inten��es, ficarei agradecido.
Diga-me se houver algo de que gosta.
Seja o que for, concedo-lho.
Quer seja um t�tulo, uma terra, diga-me.
Gostava de uma montanha.
Uma montanha?
H� um pequeno vale na Ilha de Ganghwa.
Gostava dessa montanha.
Na minha pr�xima vida,
espero ser uma daquelas.
E eu?
Tu...
... vives numa casa como esta.
Vou florir no jardim.
Floresceste assim, aqui.
Construo uma casa aqui?
Pai, sou eu.
Soube que mal tem dormido
e que tamb�m n�o tem comido muito.
O Sr. Haengrang disse-me.
Beba isto, por favor.
Lamento ser uma nora t�o m�.
N�o te preocupes.
Nunca foste uma nora m� para mim.
Tivemos not�cias da fam�lia do Lorde Kim?
A respeito do qu�, pai?
Gostava de casar a Ae-sin.
J� devia ter sido h� muito.
Desculpe, pai.
Vou falar com a esposa do Lorde Kim.
Eu, Kim An-pyeong,
gostaria de avisar todos os meus antepassados.
O meu filho Hui-seong, o �nico filho da terceira gera��o da fam�lia,
gostaria de casar com a neta da fam�lia Go, a Ae-sin.
Enviarei uma carta formal � fam�lia dela,
por isso vim informar-vos, com todo o meu respeito.
Uma carta sobre o meu casamento?
Tia, eu...
... n�o estou pronta.
N�o me quero casar.
- N�o posso. - Tamb�m n�o posso
deixar as coisas assim. - Tia.
Sou antiquada.
Tentei compreender-te.
J� sei que a carne de javali
n�o � o verdadeiro motivo para visitares o artilheiro Jang.
Tamb�m vi cicatrizes e hematomas misteriosos,
mas fingi que n�o vi.
N�o te vou facilitar mais as coisas.
N�o sei exatamente o que andas a tramar,
mas tenho de nos proteger a todos.
Quando recebermos a carta,
vamos apressar o casamento. Considera-te informada.
Jovem mestre!
Vai para casa?
Sim. Aonde vais? Pareces estar com pressa.
Estou com pressa para o fazer feliz.
Vou entregar esta carta de casamento � fam�lia da menina Ae-sin.
Devia apressar-se.
O seu pai est� � sua espera, senhor.
D�-ma.
Desculpe?
Em alguns casos, o noivo pode entregar a pr�pria carta.
Eu vou.
Quer entregar a carta?
Sei que isto o vai enfurecer,
mas devo dizer-lhe, porque n�o o posso adiar mais.
N�o me vou casar.
Vou viver sozinha.
Isso � a coisa mais absurda que j� ouvi.
- Pensei muito tempo nisso. - Nunca te perguntei o que pensas.
Devia ter-se preparado para isto
quando me enviou ao artilheiro Jang.
Quer que ocupe o meu tempo com bordados e caligrafia?
Acho que n�o posso viver assim.
Cheguei demasiado longe, para isso acontecer.
N�o posso voltar atr�s.
Nenhuma mulher nobre neste pa�s
vive sozinha sem se casar.
Isso contraria o c�digo de conduta de Joseon.
Esperas que ature as pessoas a falarem mal de ti e da nossa fam�lia?
Se tiver de abdicar de tudo,
assim farei.
Viverei como uma marginal.
Isso n�o � diferente de me dizeres que te matas.
Como podes dizer uma coisa dessas ao teu av�?
Estou apaixonada por outro homem.
Caminharei ao lado dele
e n�o casarei com ningu�m.
Eu aceitaria tudo o resto,
mas isto n�o.
Devias ter dado outra desculpa.
Nunca me devias ter dito o que acabaste de dizer!
Isto � por andares a sair tanto.
Como te atreves a falar sem pensar?
A culpa � do Sr. Haengrang e da Sra. Haman.
T�m sido demasiado tolerantes contigo.
Est� algu�m a� fora?
Prendam o Sr. Haengrang e a Sra. Haman no est�bulo.
Av�.
Meu Deus.
Puseram um cadeado de a�o na porta.
O que podemos fazer? O Lorde Go est� furioso.
Meu Deus, o que fazemos?
Quer ela se casasse quer n�o,
ficaria preocupada.
Meu Deus, o que fazemos?
Estou mais preocupado consigo.
Preocupar-se e ficar ansiosa n�o vai resolver nada.
N�o �?
Temos de conservar a nossa energia.
Ser� uma luta longa.
- Meu Deus. - O que fazemos?
- N�o a podemos impedir. - O que foi?
- Isto � muito frustrante. - O que se passa?
- Porque � que o jovem mestre est� c�? - Veio ver a menina Ae-sin?
N�o sei o que fizeste de errado,
mas deixa-me ser castigado contigo.
Devias ir-te embora.
Isto � toler�vel.
Experimenta.
Ajuda.
Isso n�o te fez rir.
Vai, por favor.
O meu pecado n�o pode ser partilhado.
O que fizeste?
Disse ao meu av� que n�o me quero casar.
Tamb�m lhe disse que estou apaixonada por outro.
Uma vez, perguntaste-me se tenho outro homem.
� isso mesmo.
Apaixonei-me por outro homem.
E estou a arriscar tudo por ele.
N�o h� volta a dar
e n�o me arrependo.
Desculpa.
Espero que encontres algu�m melhor do que eu em tudo.
Um noivado rompido s� fica mal para as mulheres.
N�o � uma falha para os homens.
N�o sei como vais interpretar isto, nesta situa��o,
mas j� estive com muitas mulheres.
O que eu disse foi pior.
Percebi h� muito tempo que estavas apaixonada por outro homem.
Apesar de o saber...
... n�o pude fazer nada.
Esta � a carta formal sobre o nosso casamento.
E agora mesmo...
... decidi fazer algo muito mau.
Como desejas,
vou tornar-te uma mulher com falhas.
Ganha a vida a ser um fantoche dos japoneses.
Ele � um patife implac�vel.
Deve significar que andam atr�s da sua fam�lia.
O ex�rcito americano invadiu a nossa terra no passado.
Como te atreves
a trazer um homem assim at� mim?
"Se os escravos olharem ou desejarem alto, tendem a morrer jovens."
Mesmo l�, deve haver algo que possa fazer para proteger Joseon.
Adeus.
Legendas: Ana Braga
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