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Anteriormente em "Manhattan"...
O Robert Oppenheimer est� a ter um caso amoroso.
- N�s temos que fazer alguma coisa. - N�s?
O Frank Winter era um problema. Voc� f�-lo desaparecer.
- Beuker. Joseph Beuker. - Charlie Isaacs.
Preciso da morada de uma mulher que morreu no ano passado.
Estou a tentar contactar os seus parentes mais pr�ximos.
Falei com a Miss Tatlock ao telefone
e disse algumas coisas cru�is.
Eu, solenemente, declaro-o cidad�o
dos Estados Unidos da Am�rica.
Bem-vindo a casa, filho.
Este � o homem de quem te lembras?
Brooklyn... nenhuma ideologia, apenas acredita em si mesmo,
Acha que est� num filme de espi�es.
O que � que est�s a fazer? Devolve-me isso...
"Perseu acredita que � mais inteligente do que realmente �,
o que o torna suscept�vel a bajula��o."
Essas notas n�o s�o sobre ti.
Ent�o, deve haver outro espi�o sovi�tico em Hill.
O Presidente Roosevelt est� a criar um Comit� "Target"
para decidir a forma como o dispositivo ser� utilizado
e onde ser� lan�ado.
N�o me pode obrigar a arranjar a bomba defeituosa do Charlie.
Quero um lugar no Comit� "Target".
Posso conseguir um lugar para os cientistas, mas, n�o ser� voc�.
E se algu�m mergulhou o pincel
na lata de tinta errada?
Conven�a o Comit� "Target"
a demonstrar a bomba numa ilha desabitada.
Estamos todos a apostar nele agora.
Aten��o! Todo o trabalho t�cnico
dever� ser conclu�do antes dos dignit�rios chegarem
para a reuni�o de amanh� do Comit�.
MANHATTAN [S02E09 - "Brooklyn"]
Frank.
Consegui a lista do Comit� "Target".
14 nomes, a maioria de Washington DC.
Estes tipos ganham a vida a fomentar guerras.
Acha mesmo que v�o se importar com aquilo que eu tenho a dizer?
Boa sorte, Dr. Isaacs.
A reuni�o vai ocorrer � sombra do seu teste.
Naquela sala, voc� � a autoridade.
Construi-lhes um carro de 2 bili�es de d�lares.
E, agora, vou-lhes dizer para o deixarem na garagem?
N�o, n�o. Diga-lhes para largarem a bomba numa ilha desabitada
e n�o sobre um alvo militar. Chamar o Alto Comando do Ex�rcito japon�s,
faz�-los assistir a tudo na primeira fila...
Obrigar o Hirohito a hastear uma bandeira branca no prazo de uma semana.
- Toda a gente sai a ganhar. - O Hirohito n�o � o Harry Truman.
Os japoneses acham que ele � um deus. Os deuses n�o temem ex�rcitos.
Acha que ele se ir� render ap�s uma simples advert�ncia?
N�o � uma advert�ncia. Isto nem sequer � outra bomba.
� um segundo Sol.
O imperador n�o se est� a render ao Ex�rcito,
est�-se a render... ao poder do Universo.
Honestamente, gostaria que fosse voc�
a encarar o pelot�o de fuzilamento, Frank.
O teste torna-se f�cil perto disto.
Apenas, lembre-se, quando chegar � reuni�o,
mantenha-se calado, deixe-os ficar cansados
enquanto discutem que alvo militar v�o atacar.
Sim, e depois, espero para dar a palavra final.
Precisa de fazer um apelo emocional, Charlie.
Eles t�m, apenas, uma hip�tese para mostrar alguma conten��o
para ganhar a guerra sem maior perda de vidas.
Acho que o Ex�rcito n�o se importa muito
com as v�timas japonesas.
Muito bem, ent�o, crie a sua pr�pria abordagem.
Tente... tornar isto pessoal.
- Torn�-lo pessoal? - Sim.
Se a detonarmos pr�ximo de uma �rea habitada
teremos o qu�, 50 mil mortes?
Quantas crian�as?
Jesus, n�o sei...
20 mil crian�as.
E o Joey?
O meu filho, os filhos deles...
Se nesta guerra n�o mostrarmos alguma miseric�rdia
com a nossa arma de destrui��o em massa
como � que podemos esperar isso relativamente �s nossas crian�as na pr�xima?
� isso. Diga isso.
Frank...
Onde � que est� instalado, agora que voltou do deserto?
- Come�o esta noite, no meu novo gabinete. - Novo?
Imagino que lhe devo isso a si.
Demorou, apenas, dois meses a convencer o Oppenheimer
que voc� era uma melhoria, relativamente a um estrangeiro b�bado.
A c�psula ficou presa na caldeira.
- O l�der da equipa est� ao telefone. - Jesus! Estou a caminho.
Certifique-se, apenas, que � o �ltimo a falar.
Sim, eu sei!
Bem-vinda de volta � realidade.
N�o se preocupe, guardamos-lhe a secret�ria.
Dr. Winter.
Sou o Theodore Sinclair. Bem-vindo ao "Little Boy".
Bem, temos um trabalho a fazer.
Faremos o melhor que pudermos.
E, se tivermos sorte, tudo ter� sido em v�o.
O dispositivo de implos�o �, apenas uma advert�ncia.
O "Little Boy" s� est� aqui,
se os japoneses n�o considerarem essa advert�ncia.
Vamos esperar que esse dia nunca chegue.
N�o �, propriamente, Dia de S�o Crispim.
Victor, por favor...
fique para a sobremesa.
O seu trabalho � ouvir.
Esperamos que a sua experi�ncia seja �til
na tradu��o de informa��es t�cnicas
relativamente � situa��o actual do dispositivo.
O nosso dispositivo ou dos Sovi�ticos?
PARA A MISS CHARLES ISAACS DE JOHN TATLOCK
OBRIGADO PELA CARTA
A SUA COMPAIX�O E APOIO FORAM MUITO IMPORTANTES
LIGUE PARA SAN-4-4858
Sim, Dr. Barath. Tent�-lo-ei transferir,
mas, h� muitas chamadas vindas de fora.
Ol�?
- Sr. Tatlock? - Sim?
Daqui � Abigail Isaacs.
Sra. Isaacs, recebeu a minha carta?
Sim.
Que 100 m�es chorem, mas, n�o a minha.
Mas, � melhor a minha m�e que eu.
Sabe quem � que disse isso?
George Washington... estou a brincar.
Foi um �rabe. Adoro �rabes.
Grandes lutadores, f�ceis de citar.
E ouvi dizer que esse ad�gio exacto
� um dos favoritos do seu chefe no Kremlin, certo?
Deve achar que sabe aquilo que vai acontecer a seguir.
Mas n�s, os ianques, somos uma na��o t�o jovem.
Ainda estamos a aprender a andar.
N�o sabemos aquilo que queremos ser quando crescermos.
Isso torna-nos...
imprevis�veis.
Voc� t�o bom... Sr. Green.
T�o meticuloso.
Queimou tudo,
tal como lhe ensinaram em Moscovo...
Enterrou as cinzas no quintal.
� que estamos a ficar cada vez melhores a...
desenterrar coisas.
Ent�o... o que � que acontece em Brooklyn?
N�o era o nosso ur�nio que estava guardado num armaz�m l�?
Em Staten Island.
Staten Island. De qualquer forma, isso foi h� muito tempo.
Demasiado f�cil para um homem do seu calibre.
Ent�o, o que �?
Talvez, "Brooklyn" n�o seja um bairro.
Talvez seja um c�digo
para uma manobra militar.
Ou talvez...
talvez "Brooklyn" seja... um homem.
O seu �s na manga, seu espi�o at�mico.
Ele � nova-iorquino, n�o �?
Obrigado, Dr. Oppenheimer.
Tenho a certeza que se deve sentir como uma vi�va de guerra,
n�o �, Sra. Isaacs?
Tenho exigido demasiado do Charlie,
mas, prometo devolv�-lo inteiro daqui a dois dias.
Falei com o Prof. John Tatlock esta manh�, senhor.
O pai da Jean.
Eu queria saber mais sobre a filha dele...
E sobre a morte dela.
O que � que isso lhe interessa?
Bem, ouvi algumas das chamadas na Central Telef�nica.
O Sr. Tatlock diz que a letra no bilhete n�o era da Jean...
e que algu�m pode ter montado a cena
para parecer um suic�dio.
Voc� amava-a.
N�o quer saber se ela foi assassinada?
Voc� � uma...
mulher razoavelmente inteligente.
Sabe a diferen�a entre uma suposi��o e um teorema?
Permita-me.
Posso supor que o Coronel Darrow ordenou o homic�dio da Jean
- para me manter no projecto. - O qu�?
Mas, n�o tenho como demonstr�-lo ou prov�-lo.
Portanto, n�o h� teorema.
Nunca saberemos a verdade.
Esse � o nosso mundo.
Incertezas.
Detalhes.
N�o precisa de regressar � Central.
Est� despedida.
Prevemos um aumento de temperatura
de 6 graus a cada 3 segundos.
Dr. Winter.
Requisitei novos comp�sitos,
mas, o Donlon disse que j� gastamos
o nosso or�amento de metalurgia para o m�s.
Espero que n�o o tenha gasto num lugar s�.
Aparentemente, a maioria foi utilizada
num laborat�rio em Rochester, Nova Iorque.
O que � que h� em Rochester?
Sabe uma coisa?
Irei demorar alguns dias para recuperar do atraso,
mas, com certeza, irei investigar.
Ele � sempre assim t�o desconcentrado?
Ele vai voltar.
Abigail. Este foi um dia complicado.
Talvez possamos louvar juntos no final da semana.
O Ex�rcito est�, de alguma forma, envolvido na morte da Jean Tatlock?
A Miss Tatlock suicidou-se, como sabe.
Coronel, eu sei que ela n�o fez isso.
O que � que, exactamente, o seu marido lhe disse?
O meu marido n�o.
O Robert Oppenheimer.
Ent�o, � verdade, n�o �?
E voc� sabia. Sempre soube
e deixou-me implorar a Deus por perd�o.
Gosta de ver as mulheres implorar?
Viu a Jean Tatlock implorar?
Est� confusa, Abby.
Apenas porque � um oficial do Ex�rcito...
Direi ao Charlie. Direi � Pol�cia.
Venha comigo.
Aonde?
� confiss�o.
- Que lugar � este? - O meu santu�rio.
N�o lhe estou a dizer como fazer o seu trabalho.
Estou, apenas, a dizer-lhe que h� um trabalho a ser feito.
O Frank Winter era um problema.
Voc� f�-lo desaparecer.
A Miss Tatlock precisa de ir.
O que � que est� a sugerir?
� um soldado, certo?
Estamos em guerra.
O que � que voc� sabe sobre guerra?
Se n�o consegue tratar disto,
o meu pai tem s�cios, em St. Louis.
Devia ter cuidado com quem acusa, Sra. Isaacs.
E que o Senhor nos perdoe a todos.
Encontrou-se com ele numa reuni�o?
Ou o seu homem, simplesmente, entrou no Consulado Geral?
"Brooklyn" fica em Kings County.
Talvez ele seja brit�nico. Talvez voc� seja o "Brooklyn".
Quente?
Frio?
Por favor, Victor, n�o me deixe nervoso.
Ajude-me.
Traga-me veneno dos ratos e uma l�mina de barbear.
Sabe o que � uma cura de �gua?
Eles despejam �gua nas suas narinas,
e voc� afoga-se em terra seca.
N�o sei o que � que est� aqui a fazer, mas, voc� n�o � um deles.
Pense nas pessoas que o amam.
Como � que o seu filho se sentiria se soubesse que ia ser torturado?
Como � que sabe que tenho um filho?
Ou uma filha... uma esposa.
Voc� tem uma fam�lia. Consigo v�-lo nos olhos.
O pai deles, o marido,
� um homem piedoso, eu sei.
Consigo ver isso.
Acho que... o Victor me conhece.
Sabe coisas sobre mim.
Se ele me conhece, talvez, "Brooklyn" tamb�m conhe�a.
Talvez eu o conhe�a.
Como � que o encontraram?
- Deve ter sido aquele mi�do �ndio. - E tens a certeza que � ele?
Sim, � um negociador. O nome dele � Victor Green.
Bem, j� tenho uma entrada para o local de testes.
Posso-me ir embora agora.
N�o, tu e o Perseu t�m que esperar pela coluna militar,
para irem para o local de testes.
- N�o podemos levantar suspeitas. - E se ele nos denunciar?
Ele n�o ir� ceder sob press�o. Mesmo que seja torturado, n�o o far�.
Tens a certeza disso?
Conhe�o homens como ele. Sei como foram treinados.
Ele... matou um agente dos Servi�os Secretos (G-2).
Arriscou a sua pr�pria vida para que tu pudesses acabar aquilo que come�aste.
Mas, se ele disser alguma coisa, e eu n�o conseguir sair de Hill,
n�o ter oportunidade de acabar nada.
Ouve-me. Nada muda.
Vais esperar pela coluna militar que te ir� levar para o local.
Est� bem.
Tens os esquemas dos circuitos?
N�o preciso dos esquemas. Fui eu que os constru�.
Sabes aquilo que acontecer� se o teste for bem sucedido?
Isso n�o ir� acontecer. Eu tamb�m n�o irei ceder.
Est� bem?
Ent�o... tem um dossier sobre o Paul?
"Brooklyn" pensava que ele tamb�m era recrut�vel?
Mas, acontece que n�s temos uma grande tenda
e um tapete de boas-vindas tamb�m.
Apenas 20 homens em Hill sabem que eu tenho um filho.
O Hogarth � um deles,
mas, duvido muito que ele seja um espi�o para ambos os lados.
A capacidade dele para espiar para um dos lados j� era uma porcaria.
N�o � o �nico que tem um filho, Paul.
O Victor tem uma filha. Eleanor, adoptada.
Dever� ter uns 30 anos agora?
A estudar na Universidade de Pittsburgh?
Mas, a Eleanor desapareceu do mapa h� alguns anos.
Ent�o, onde � que ela est�, Victor? Soube alguma coisa dela recentemente?
N�o?
N�o se preocupe, o Director Hoover tem muitas formas
de conseguir localizar pessoas hoje em dia.
Prevejo um encontro cheio de l�grimas.
Preciso da sua garantia que a deixar� fora disto.
Em troca de...
Um nome.
O vosso colega, veio ter connosco h� 2 anos.
Disse-nos que tem um filho.
O nome dele era Sid Lao.
De nada.
Leve um para a viagem.
Leve quantos bolinhos quiser.
Boa tarde, cavalheiros.
Enquanto tenho a vossa aten��o, gostaria de vos falar
sobre um estudo que tenho estado a fazer
em parceria com um dos laborat�rios da Universidade
sobre os impactos ambientais do teste "Trinity".
Quando, nas pr�ximas 48h,
detonarem a primeira bomba at�mica do mundo...
ir�o impulsionar part�culas radioactivas para o c�u
que, mais cedo ou mais tarde, voltar�o a cair na Terra.
Vamos dar um nome a esse fen�meno.
Vamos chamar-lhe...
"Chuva radioactiva".
Chuva radioactiva.
Apesar do todo o trabalho que aqui fizeram em Hill,
n�o sabemos quase nada sobre a forma como a chuva
ser� absorvida pela terra,
ou, talvez, pelo corpo humano.
Considerem, por exemplo, os testes do lant�nio radioactivo
que t�m feito em Bayo Canyon...
Incidentalmente, esse bolinho que est� a comer
que foi confeccionado esta manh� com milho que foi colhido
nessa mesma zona.
Agora, "Trinity" poder� produzir
100 mil vezes mais chuva radioactiva que qualquer outra experi�ncia anterior.
E n�o fazemos a m�nima ideia do que � que isto poder� significar
para as explora��es agr�colas vizinhas, para as fontes de �gua,
ou para a �gua que bebemos aqui em Hill.
A nossa investiga��o ainda agora come�ou.
Apesar de tudo aquilo que n�o sabemos, h� uma coisa que sabemos...
A extens�o da chuva radioactiva ir� depender do clima,
de qu�o fortes os ventos estar�o e em que direc��o ir�o soprar.
O tempo determinar� a magnitude
do efeito de "Trinity".
A n�o ser que o tempo esteja a nosso favor,
n�o iremos avan�ar.
Espero que todos saibam o relat�rio da Dra. Winter de cor e salteado,
quando chegarmos ao local do teste.
Ent�o, estes bolinhos vieram mesmo de Bayo Canyon?
Do refeit�rio. Acha que comecei a cozinhar?
Um oriental estava a espiar para os russos?
De acordo com o nosso convidado.
Quer explicar como � que um fantasma matou o Avram Fisher?
O Victor pode t�-lo morto.
N�o me parece que o Sid Lao seja o espi�o deles.
"Fosse" o espi�o deles.
Sei que houve uma altura em que duvidei dele,
mas, o Sid Lao era, apenas, um tipo desesperado que sabia demais.
H� 428 homens na sua folha de pagamento
que nasceram ou viveram em Brooklyn,
72 dos quais, aqui em Hill.
Talvez dev�ssemos considerar adiar o teste at� que essa lista possa ser reduzida.
Daqui a dois dias, o Presidente dos EUA.
estar� em Potsdam, Alemanha, sentado em frente a Joseph Stalin
com o mapa do mundo entre eles.
Truman ir� tra�ar linhas naquele mapa.
Linhas claras e brilhantes.
- Um adiamento est� fora de quest�o. - Senhor, sei que sou novo nisto,
mas, e se eles n�o andarem apenas atr�s de informa��o?
Acabamos de enviar bili�es de d�lares em plut�nio
para o meio do deserto.
E se "Brooklyn" o roubou? E se...
N�o sei, e se ele conseguir perturbar o teste de alguma forma?
O que � que o Presidente teria para mostrar a Stalin ent�o?
Vou falar com o Sr. Green pessoalmente.
Certifiquem-se que temos mais moldagens. Quantas forem precisas.
Muito bem. V�o, v�o! D�em um beijo de boa noite aos vossos filhos.
Esperemos que n�o pela �ltima vez.
O circo sai da cidade �s 10h em ponto. Depressa!
Fritz.
Est�s pronto para o Comit� "Target"?
N�o. Ajuda-me a preparar a caminho de Trinity.
Eu n�o vou para Trinity.
Dr. Isaacs, precisamos da sua aprova��o...
Aguarde. Senta-te.
Senta-te.
Fritz...
Sei que tem sido muito dif�cil para ti e sinto muito.
N�o, n�o, eu � que lamento.
Lamento...
que n�o te possa ajudar mais aqui.
Fico-te grato pelas oportunidades que me deste aqui, Charlie,
mas, eu... j� vi mortes suficientes para uma vida inteira.
H� quanto tempo � que eles est�o l�?
Ouvi dizer que era um homem paciente.
Que a sua paci�ncia levou � captura de seis combatentes inimigos.
Como � que acabou por se envolver nisto tudo?
- � algum tipo de... - Psiquiatra.
Cura atrav�s da conversa.
Est� muito longe do sof� do Freud, doutor.
Bem... as doen�as da mente n�o est�o, apenas, nos hospitais psiqui�tricos, Paul.
Elas reformulam mapas.
Olhe para o Hitler, Stalin...
O mundo est� cheio de doentes.
Limpem.
Abby? Desculpe, devia-te ter dito
que n�o voltaria ontem � noite.
Toda a gente precisava de cinco minutos.
Agora, s� tenho cinco minutos. Onde � que est� a minha pasta?
Podias-me fazer uma sandu�che para a viagem?
Pede aos teus homens.
- O qu�? - Os teus homens em St. Louis.
Os homens do teu pai que trataram da sa�de � Jean Tatlock.
Pede-lhes para a fazerem.
- Abby. - O Coronel Darrow grava
todas as conversas no gabinete dele.
Sabias disso? Eu n�o.
Eu ouvi-te, Charlie.
Foi uma mentira...
para provocar o Darrow
e, depois, ele... levou as coisas longe demais.
Ele, n�o eu.
Achas que um j�ri se importa com quem tem as m�os mais sujas?
Caramba. Abby, as decis�es que tomo todos os dias...
Estou a segurar 100 mil vidas nas minhas m�os sujas.
Na minha posi��o, garantimos que as coisas v�o at� ao fim.
Coisas que o mundo pode n�o entender,
mas, porque acreditamos em algo maior.
Fizeste-me crer que fui respons�vel
pela morte de uma mulher.
�s um monstro.
Meu Deus... n�o espero que entendas.
N�o. � claro que n�o.
Como � que eu poderia?
Tenho, apenas, uma vida nas minhas m�os.
Tenho que ir. Falaremos disso quando eu voltar.
Joey!
Onde � que est� o Joey?
Est� a caminho de Brookline.
N�o tenho tempo para jogos. Onde � que ele est�?
A Juanita est� lev�-lo de carro. Ele vai viver com os meus pais.
O Coronel pode-me ter prendido aqui, mas...
o meu filho n�o far� parte disto.
Enviaste o meu filho...
para 5 mil km de dist�ncia de mim,
com a maldita empregada?
Eu estava a ir at� ao fim.
Talvez eu seja t�o culpada como tu,
- mas, o Joey merece melhor. - Ser roubado ao pai dele,
� isso que ele merece?
Estou a mant�-lo longe de ti,
tal como tu devias ter ficado longe do teu pai!
Achas que n�o pegarei no carro e irei busc�-lo de volta?
O teu teste � daqui a 24 horas.
Achas que n�o sei para onde conduzir�s?
� assim que ensinam a encenar um suic�dio
na Faculdade de Medicina?
Este � um desafio.
O est�bulo � um local �nico.
40% suicidam-se na sua pr�pria casa.
Eu prefiro quartos de banho.
� um bom local para abrir um pulso.
Ou nos afogarmos.
Afinal de contas, n�o � a cena que importa,
� a hist�ria. Tem que ser plaus�vel.
Neste caso...
Um pequeno agricultor falido enforca-se no seu celeiro remoto.
E que tal esta hist�ria?
Um oficial do Ex�rcito executa um suspeito?
O homem que nos poderia ter dito a identidade de "Brooklyn".
N�o houve juiz, n�o houve j�ri...
Acha que estou feliz por estarmos aqui?
Um espi�o sovi�tico na m�o vale mais que dez no terreno.
Pod�amos t�-lo usado. Homem irritado, o seu Coronel.
N�o se cont�m muito, quando se trata de comunistas.
Dar� um �ptimo senador um dia. Espere e ver�.
Agarre esse p�.
Ele n�o se importar�.
Vamos puxar aos tr�s. Pronto?
Um, dois, tr�s!
Sabe... concordei em traduzir informa��es cient�ficas.
Diga ao Coronel que me demito.
O Coronel, esque�a-o. Ele nem sequer sabe que est� aqui.
N�o, eu queria que visse isto.
Porqu�?
A Segunda Guerra Mundial acabou, Paul.
A pr�xima guerra j� come�ou.
Vai ser diferente de qualquer outro conflito na Hist�ria.
Vai ser travada silenciosamente por homens como voc� e eu.
- Sou f�sico. - Eu sou m�dico.
Estamos a formar uma nova gera��o
de organiza��es de Intelig�ncia,
com uma abordagem mais centralizada.
Temos liga��es, dinheiro, classe...
Coisas que gosta.
Ir� habituar-se �quelas que n�o gosta.
Vi-os carregar o caixote na parte de tr�s do cami�o.
Bem... como � que sabe que era um corpo?
O que mais � que eles carregariam do interior de uma sala de interrogat�rio?
Jesus.
Evacua��o para a coluna militar de sa�da para Trinity.
� a coluna militar.
- � melhor eu ir. - N�o. N�o!
Tu n�o vais com a coluna militar.
Tu e o Perseu v�o para l� sozinhos.
O qu�? Porqu�?
Estou a ajustar o plano.
Se apenas sabotarmos o dispositivo, eles v�o continuar a reconstru�-lo.
Talvez. Mas, demorar� meses at� descobrirem aquilo que correu mal.
E, depois, far�o outro teste, dez vezes mais poderoso.
Mas, Moscovo n�o disse para mantermos o plano?
N�o me disseste que nada muda?
Estou... a mudar o plano.
Podes fazer isso?
Aqueles homens em "Trinity",
n�o v�o parar, a n�o ser que os detenhamos.
Det�-los como?
Constru�ste os circuitos,
podes ajust�-los para explodir a qualquer momento que quiseres.
Queres dizer... antes de todos evacuarem?
Jim...
Queres matar os cientistas?
Queres matar os meus amigos?
Faremos uma coisa terr�vel amanh�...
mas, depois, mais ningu�m ter� que o fazer novamente.
Quero ir ao teste.
E vou chegar l�, nem que tenha que ir de boleia no porta-bagagens de algu�m.
- N�o fa�as isso. - Porque n�o?
N�o v�s a Trinity.
Tens muito trabalho para fazer aqui.
Pois, bem... diz isso ao meu chefe.
At� o Hogarth trabalhou mais tempo.
O Frank � um sortudo por te ter como ajudante dele.
E ele tamb�m n�o vai para o local de testes em Trinity.
N�o. Mas, quem � que vai?
Tu. Um tipo que foi para um Faculdade de Direito
de segunda categoria comprou bilhetes de camarote
para a Hist�ria da F�sica.
Estudei numa Faculdade de Direito de terceira categoria.
Se eu pudesse levar uma acompanhante...
bem, pelos vistos, n�o seria eu.
Charlie Isaacs.
Devo chamar-lhe o qu�? "Beuker"?
Claro, porque n�o?
Que diabo est� aqui a fazer?
J� esteve em Brooklyn?
H� muito tempo. Porqu�?
Esque�a. Ouvi dizer que arranjou
ambos os dispositivos, num prazo de 6 meses.
Nada mau para um objector de consci�ncia.
Talvez tenha ido �s reuni�es erradas.
O que � que voc� quer, "Joe"?
J� ouviu falar de "Camp Aliceville"?
No Alabama?
Porqu�? � l� que est� a encenar a sua �ltima pe�a de teatro?
� uma pris�o para prisioneiros de guerra alem�es.
Nem todos s�o militares. H� embaixadores culturais tamb�m.
At� alguns m�sicos.
Incluindo a sua m�e.
Achei que gostaria de saber.
Chefe de Equipa do teste vector X-2B,
apresente-se ao Director Schaefer.
BOA SORTE, PAP�.
Helen? Que horas s�o?
Hor�rio comercial em Nova Iorque.
Depois de algumas chamadas, descobri como � que o nosso or�amento
para metalurgia foi parar a Rochester.
Os Servi�os Administrativos devem-te ter dado o formul�rio errado,
mas, podes ligar-lhes e esclarecer tudo.
Deixa aqui o n�mero em cima da minha secret�ria.
O mais engra�ado �...
que n�o vais acreditar na coincid�ncia,
A Liza est� a fazer a sua investiga��o
pela Universidade de Rochester.
O nosso dinheiro financiou todos os recursos e equipamentos que ela precisa.
Mundo pequeno.
Deve ser mesmo cansativo certificares-te que o "Little Boy" n�o fica pronto a tempo.
Mal assumas novamente este cargo,
- faremos as coisas como tu quiseres. - Fiz tudo aquilo que me pediste
quando comandavas a "Implos�o". At� quando eram coisas ilegais.
Accionei o alarme quando desapareceste.
Depois, desisti da minha �nica oportunidade
para que pudesses arranjar-nos um lugar no Comit�...
Controle cient�fico da bomba.
Mas, tu n�o queres um lugar � mesa, Frank.
N�o queres que exista nenhum lugar ou nenhuma bomba.
E achas que podes tomar essa decis�o sozinho.
E tu, Helen?
Est�s entusiasmada pelo facto de ires incinerar 20 mil crian�as?
Como � que conseguiste recuperar este gabinete, Frank?
Corrigindo o erro do Charlie?
Os detonadores no teste
foram invertidos de alguma forma?
Foste salv�-lo?
Sai imediatamente do meu gabinete.
Mas que diabo?
O que � que est� a fazer?
- Com licen�a, cavalheiros. - Obrigado.
Cavalheiros? Acho que temos "qu�rum".
Passarei a palavra ao Dr. Oppenheimer.
Obrigado, Sr. Secret�rio.
A �ltima vez que este Comit� se reuniu, foi em Pennsylvania Avenue.
Acredito que achar�o o deserto mais civilizado.
Vou come�ar.
Quando aceitei este trabalho...
Quando aceitei este trabalho, n�o fazia a m�nima ideia...
daquilo que est�vamos a construir aqui.
Quando descobri, quis sair.
Desde que cheguei aqui, fiz coisas...
que nunca imaginei ser capaz de fazer.
Convenci-me que est�vamos aqui
para proteger as nossas crian�as da Gestapo.
Bem, a minha esposa...
mandou o meu filho para Este a noite passada...
- para o proteger de mim. - Dr. Isaacs...
Ela disse-me que sou um monstro.
Um assassino.
Eu queria dizer-lhe que estava errada...
mas, n�o pude.
Eu tinha um discurso preparado. Viria aqui dizer-vos
para detonarem a bomba numa ilha deserta...
Uma demonstra��o para o Alto Comando japon�s.
Ia dizer-vos que Hirohito se renderia na hora.
Ia dizer para mostrarmos conten��o
e assim ser�amos temidos e amados,
e, depois, perdoados
por termos criado este dispositivo, para come�o de conversa.
Mas, a verdade � que...
Podemos ser amados...
ou podemos ter paz.
N�o podemos ter ambos.
Ent�o, se queremos mudar o mundo,
e queremos, cavalheiros... temos que faz�-lo.
Se queremos mudar o mundo,
ent�o, temos que aceitar aquilo que o mundo nos chamar�
quando terminarmos aquilo que come�amos.
Monstros...
Que destru�ram uma cidade...
sem qualquer aviso.
- Est�-se a referir a um alvo militar? - N�o, a uma cidade cheia de civis.
E detonemos a uma altitude
que nos d� o mais vasto raio de alcance.
M�xima destrui��o de infraestruturas.
Casas, hospitais e escolas.
Tem que ser catastr�fico...
Numa escala algu�m jamais imaginou.
Se detonarmos a nossa bomba numa ilha deserta,
talvez terminemos esta guerra.
Mas, n�o iremos impedir a pr�xima.
A arma que estamos a testar...
"Fat Man"?
Ela n�o � nada.
Iremos medi-la... em quilotoneladas de dinamite.
Daqui a 20 anos, eles estar�o a contar as megatoneladas,
pa�ses, continentes.
Ent�o, estou-vos a implorar, pelos vossos filhos e netos,
mostrem ao mundo a cara do Mal, pelo menos, uma vez.
V�o at� ao fim.
Como esp�cie, falta-nos imagina��o.
N�o podemos conceber os grandes pesadelos...
como o genoc�dio, fome em massa,
ou uma guerra at�mica, at� os vivenciarmos.
Temos que largar a nossa bomba
numa cidade no centro do Jap�o.
Porque as pessoas precisam de algo a temer.
O medo �, agora, e tem sempre sido,
a �nica coisa que mant�m a paz.
A �nica coisa que muda o mundo,
que muda tudo e todos.
Temos que ser monstros hoje,
para impedir os monstros de amanh�.
Ol�.
N�o devias estar no deserto com o resto dos tipos importantes
a fazer uma pequena dan�a sobre a reac��o em cadeia?
N�o me apetece muito dan�ar.
Eu, apenas, n�o acredito nisso, sabes?
Que os acidentes acontecem por acaso?
Sabias o que � que a Jeannie me disse naquele dia?
Seja l� aquilo que fores dizer...
seja para me fazer sentir melhor...
ou para fazer alguma gracinha tipo Crosley...
n�o vale a pena.
Ela disse que n�o sabia aquilo que est�vamos a fazer
na �rea de Tecnologia,
mas, sabia que poderia mudar o mundo.
E a Jeannie disse que se o mundo tinha que mudar,
eras o tipo de homem que nos manteria a todos honestos...
certificar-te-ias que mudaria para melhor.
Ainda podes fazer isso, sabias?
Estarei na cantina a embebedar-me.
Podes vir ou n�o... n�o me importa.
- Charlie. - Robert.
Que diabo?
Foi voc�.
Acho que o Frank Winter sabotou o pr�-teste.
Paul?
Precisamos de falar sobre o Jim.
Legendas originais em PT-BR por InSanos Adapta��o para PT-PT por mpenaf
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